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Moradia para mulheres sem teto nos USA

A vila de minicasas (construída por voluntárias) que vai abrigar mulheres em situação de rua nos EUAMulheres,Moradias,Sem Teto,Estados Unidos,Política Hamitacional,Moradores de rua,Blog do Mesquita 1

A vila de minicasas (construída por voluntárias) que vai abrigar mulheres em situação de rua nos EUA
Razões Para Acreditar

Sim, uma pequena vila formada por 15 minicasas será o lar de mulheres em situação de rua em Seattle, nos Estados Unidos. A Whittier Heighs é uma iniciativa do instituto Low Income Housing, que gerencia outros projetos semelhantes na cidade.

Segundo o veículo Arquitetura & Construção, as moradias foram construídas com a participação de mulheres voluntárias, como a carpinteira Melinda Nichols, que ensina as pessoas a construir casas há 45 anos.

Outra mulher voluntária é a professora aposentada Linda Uno, que contribuiu com a limpeza e arrumação das casinhas antes de serem entregues às novas moradoras. No total, a vila abrigará até 20 mulheres sem-teto.

“Eu estava aqui quando o primeiro prego foi martelado. Então estar aqui para decorar os quartos é realmente um presente”, disse Linda. “Quando elas entrarem em suas novas casas, esperamos que elas se sintam realmente bem cuidadas porque a comunidade está realmente cuidando dessas mulheres”, acrescentou.

Nichols disse também que o Low Income Housing vai acompanhar de perto o projeto e, caso seja um sucesso, irá construir outras vilas somente para mulheres em situação de rua. Vale lembrar que as moradias não são permanentes, mas uma forma de oferecer segurança e estabilidade para que essas mulheres consigam se reestabelecer.

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Estados Unidos: Número de mulheres eleitas para Congresso bate recorde histórico

Foram eleitas 112 mulheres, sendo que 92 irão ocupar assentos na Câmara dos Representantes, além de 10 no Senado; do total, 99 são democratas.Política Internacional,Estados Unidos,USA,Mulheres,Congresso Americano,Trump,Democratas,Republicanos,Trump

Alexandria Ocasio-Cortez e Ilhan Omar foram duas das eleitas nas midterms de 2018
Foto Reprodução

As eleições de meio de mandato que aconteceram nesta terça-feira (06/11) nos Estados Unidos, conhecida como midterms, registraram um recorde histórico de mulheres eleitas para o Congresso do país. Ao todo, foram escolhidas 112, sendo 92 na Câmara e 10, no Senado.

O resultado reflete uma guinada eleitoral nos EUA, após o republicano Donald Trump sair vitorioso das eleições de 2016 contra a democrata Hillary Clinton. Atualmente, há 107 mulheres exercendo cargo eletivo na Câmara e no Senado.

Neste ano, foram 273 candidaturas femininas ao Congresso, número superior às 184 das últimas midterms. Se comparado com a eleições de 2008, o número de candidatas mulheres ao Congresso quase dobrou, passando de 143 à época para as 273 deste ano. Em relação ao último pleito, foram eleitas cinco mulheres a mais, superando os 107 cargos totais e os 85 na Câmara.

Para o cargo de governadora, foram eleitas nove mulheres pelos estados de Oregon, Novo México, Dakota do Sul, Kansas, Iwoa, Arkansas, Michigan, Alabama e Maine. Ao todo, as candidatas femininas do Partido Democrata venceram em cinco estados, enquanto que os republicanos fizeram quatro governadoras mulheres.

No estado de Oregon, a democrata Kate Brown foi reeleita com 49% dos votos, superando o republicano Knute Buehler, que somou 44%. No Novo México, a advogada democrata Michelle Lujan Grisham venceu o republicano Steve Pearce e atingiu 56,9% dos votos.

Do total de mulheres eleitas para o Congresso norte-americano, 99 são democratas. Entre as eleitas, há negras, muçulmanas e socialistas.

Alexandria Ocasio-Cortez

A democrata Alexandria Ocasio-Cortez se tornou a congressista mais jovem da história dos EUA. Negra, latina e socialista, a candidata de 29 anos saiu vitoriosa com 78% dos votos no 14º distrito de Nova York, tradicionalmente vencido por democratas.

Ocasio-Cortez já havia surpreendido quando desbancou o ex-congressista Joe Crowley nas primárias do partido. Crowley foi representante dos distritos do Bronx e Queens durante 10 mandatos.

Sua agenda progressista, que inclui defesa dos direitos de migrantes, criação de um sistema universal de saúde e controle do porte de armas, rendeu à democrata quantidade superior à necessária para derrotar seu adversário republicano Anthony Pappas, que somou 13% dos votos válidos.

Muçulmanas

Os estados de Michigan e Minnesota também elegeram representantes mulheres à Câmara e proporcionaram dois fatos inéditos na história das midterms. A filha de palestinos Rashida Tlaib, eleita em Minnesota, se tornou a primeira congressista muçulmana dos EUA, ao lado de Ilhan Omar, eleita em Michigan, de origem somali.

No estado do Kansas, a democrata Sharice Davids conquistou o assento do republicano Kevin Yoder na Câmara pelo 3º distrito e se tornou a primeira representante de povos nativos a ganhar uma vaga no Congresso. Ela é membro da etnia Ho-Chunk, tribo que habita os estados de Wisconsin e Nebraska.

No Tennessee, o democrata Phil Bredesen, que havia sido governador do Estado de 2003 a 2011, perdeu a vaga no Senado para a republicana Marsha Blackburn, que se tornou a primeira mulher eleita para o cargo.

A agora senadora é conhecida por suas posições conservadoras sobre aborto, porte de armas e migração. Durante campanha, Blackburn chegou a dizer que é “politicamente incorreta” e que tem “orgulho disso”.

Maioria democrata

O Partido Democrata já garantiu ao menos 219 dos 435 assentos da Câmara, um a mais do que os 218 necessários para formar maioria simples.

No Senado, no entanto, onde estavam em jogo 35 de suas 100 cadeiras, a maioria delas democratas, o Partido Republicano conseguiu segurar sua maioria, que deve ser até ampliada.
OperaMundi

Ejacular em pescoço não é crime. É somente contravenção?

A perversa lógica que libertou o homem que ejaculou em uma passageiraCartaz da campanha do tumblr #MeuCorpoNãoÉPúblico

Cartaz da campanha do tumblr #MeuCorpoNãoÉPúblico PAULA FERNANDES

Juiz em São Paulo diz que não houve violência ou crime de estupro contra mulher em ônibus

Libertação de agressor, com 17 passagens por conduta semelhante, acende debate sobre lei

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Cíntia Souza viajava de ônibus na Avenida Paulista, no coração de São Paulo, quando recebeu um jato de esperma no pescoço. Aconteceu no dia 29 e o agressor, Diego Ferreira de Novais, foi detido em flagrante pelo motorista e pelo cobrador do ônibus que ouviram os gritos da vítima e o impediram de fugir e também de ser linchado pelos outros passageiros do ônibus.

Menos de 24 horas depois, Novais, que tem 17 passagens na polícia por condutas semelhantes, foi libertado pela Justiça, provocando indignação com a decisão e um debate sobre as dificuldades do sistema brasileiro em punir os crimes sexuais e proteger efetivamente as mulheres de novos abusos. A discussão passa, de acordo com especialistas, tanto por ajustar a tipificação de estupro como por combater o machismo no Judiciário e defender monitoramentos e atenção especializada para criminosos sexuais.

Na terça-feira, o suspeito foi levado para a delegacia, onde foi feito o Boletim de Ocorrência. No dia seguinte, em uma audiência custódia, ele foi liberado. O juiz José Eugenio do Amaral Souza Neto, que assinou a decisão, entendeu que não houve “constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça, pois a vítima estava sentada em um banco de ônibus surpreendida pela ejaculação do indiciado”. O magistrado também descaracterizou o ato como crime de estupro.

Segundo seu entendimento, que seguiu a linha do promotor do caso, o que houve foi importunação ofensiva ao pudor, que não é considerado um crime e sim uma contravenção penal, cuja pena é o pagamento de uma multa. Em entrevista à rádio Jovem Pan, a vítima se indigna. “Como é possível uma lei de 1941 proteger mulheres do nosso século?”, questiona Cíntia.

A professora associada de direito penal e criminologia da UFRJ, Luciana Boiteux explica que existe uma lacuna legal na lei de estupro que respalda a decisão tomada pelo juiz. “Não há como acusá-lo de estupro de acordo com a lei penal em vigor. Contudo, houve, sim, constrangimento e essa atitude dele [o suspeito] é inaceitável”, afirma a advogada ao EL PAÍS. O termo constrangimento é utilizado judicialmente para indicar que a relação foi forçada, não consentida.

Em 2009, a lei de estupro brasileira passou por uma alteração. Tornou-se um crime hediondo e foi unificada com a lei de atentado violento ao pudor, aumentando sua abrangência. Mas por prever uma pena mais dura, juízes geralmente optam por enquadrar alguns altos como contravenção penal, que foi o que aconteceu com Novais.

Para Boiteux, o problema é que não existe um delito intermediário: ou o acusado é julgado por estupro, com uma pena muito alta, ou apenas paga uma multa e é posto em liberdade. Silvia Chakian, promotora de Justiça do Estado de São Paulo ouvida pela Agência Pública, concorda: “Essa decisão demonstra uma dificuldade que nós temos, justamente porque não há uma graduação entre um crime muito grave, o de estupro, e outro que tem uma pena ínfima, que é a contravenção penal de importunação ofensiva ao pudor”, diz.

Junto com a discussão legal sobre a tipificação do crime, está o debate sobre a reincidência do suspeito e possibilidade de aplicação da prisão preventiva, já que ele tinha várias passagens pela polícia por condutas similares. Se não poderia ter determinado que a detenção continuasse, o juiz Souza Neto tampouco encaminhou o acusado a algum tipo de monitoramento ou atenção especializada, apesar de afirmar na decisão que ele necessitava de tratamento psiquiátrico.

Depois que foi solto, Novais não retornou para a casa e, segundo familiares, ele teria viajado para a Bahia. O pai do suspeito disso ao canal SBT que o filho tinha ainda histórico de violência.

Os especialistas consultados pelo EL PAÍS também veem no episódio reflexo de características machistas no sistema de Justiça brasileiro e defendem programas de educação e não apenas a solução da prisão como uma resposta efetiva.

“É muito difícil tentar convencer a vítima de um crime sexual que o direito penal não resolve. Ela tem todos os motivos para querer uma punição rigorosa e rápida”, ressalta André Augusto Bezerra, que é juiz e presidente da Associação Juízes para a Democracia.

“A resposta do Estado para essa pessoa, muito mais do que a punição rápida, é dar a segurança para essa vítima de que ela será ouvida pelo Estado, será ouvida pelo sistema de Justiça e se for provado o fato, a pessoa será condenada”, segue ele, lembrando que as mulheres não sentem confiança no Estado a ponto de fazer denúncias de crimes sexuais, temendo reações adversas e condutas inadequadas a começar pela própria polícia.

“É imprescindível o debate de gênero nas escolas como mecanismo de prevenção contra a violência machista”, argumenta Boiteux. Os dois elogiam o curso anunciado também nesta semana pelo Ministério Público de São Paulo cujo objetivo é fazer com que homens que pratiquem atos como os sofridos por Cíntia ou encoxadas no transporte público sejam direcionados para uma espécie de curso de reciclagem, onde discutam o machismo na sociedade. A iniciativa já é aplicada em casos de violência doméstica.
ElPais

10 mulheres brasileiras que deveriam ser mais estudadas nas escolas

Emmy NoetherDireito de imagemSPL

A história de Emmy Noether – matemática alemã que desafiou as universidades em 1903 para cursar o ensino superior e que foi citada por Albert Einstein como “genial” por sua contribuição à Física.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Após a reportagem ser citada no boletim de notícias ao vivo que a BBC Brasil transmite pelo Facebook todos os dias às 12h45, leitores começaram a sugerir nomes de mulheres que deveriam ser estudadas com mais ênfase nas escolas.

Entre as diversas sugestões, que incluíram personalidades como a mexicana Frida Kahlo, selecionamos dez brasileiras para destacar e relembrar a contribuição delas para a nossa história.

As trajetórias são muito diferentes entre si, assim como as áreas de atuação: da música à política, das artes plásticas à dedicação religiosa. O que quase todas têm em comum foi a luta por reconhecimento e pelos direitos da mulher.

1. Cora Coralina

Busto de Cora Coralina em GoiásDireito de imagem AGÊNCIA BRASIL
Cora Coralina era doceira e poetisa

Apesar de ser considerada uma das poetisas mais importantes da literatura brasileira, Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, só publicou o primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, aos 76 anos.

Antes disso, criou quatro filhos trabalhando como doceira após a morte do marido e não chegou a terminar o ensino fundamental.

Cora ficou conhecida por escrever sobre a cidade de Goiás e, embora não falasse sobre a questão de gênero na sua obra, é considerada por especialistas como uma escritora pioneira e libertária que enfrentou os preconceitos da sociedade para mostrar a contribuição das mulheres.

2. Irmã Dulce

Irmã DulceDireito de imagem AGÊNCIA BRASIL
Irmã Dulce pode ser a primeira santa do Brasil

Maria Rita de Sousa Brito Lopes dedicou a vida a ajudar as pessoas carentes e é uma das ativistas humanitárias mais importantes do século 20.

Ela mostrou aptidão e desejo para essas atividades ainda pequena – aos 13 anos transformou a casa dos pais em Salvador em um centro de atendimento aos necessitados, pobres e doentes.

Conhecida como “o anjo bom da Bahia”, ajudou a fundar diversas instituições filantrópicas, como o Hospital Santo Antônio. Foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz em 1988 e beatificada em 2011.

3. Lina Bo Bardi

MASPDireito de imagem GABRIEL GRESPAN
A convite de Assis Chateubriand, Lina Bo Bardi projetou o Masp

Nascida na Itália e naturalizada no Brasil, Lina nasceu Achillina Bo e veio para o Brasil em 1942 para se afastar da instabilidade política da Europa, que a deixava inconformada.

Aqui, abriu caminho para as mulheres na arquitetura e foi responsável pelos projetos do Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) e do Sesc Pompeia, entre outros prédios emblemáticos.

Estudiosa da cultura brasileira, Lina tinha um forte engajamento político e acreditava que a arquitetura deveria simples e uma ferramenta para melhorar a vida da sociedade e dos mais pobres – e criticava a ostentação.

Apesar da contribuição para a arquitetura, ela não teve tanto reconhecimento em vida e enfrentou muitos preconceitos por ser mulher e estrangeira.

Maria QuitériaPINTURA DE DOMENICO FAILUTTI
Maria Quitéria se passou por homem

4. Maria Quitéria

Primeira mulher a entrar nas Forças Armadas e a defender o Brasil em combate, Maria Quitéria de Jesus Medeiros é frequentemente comparada a Joana d’Arc. Foi uma das heroínas da Guerra da Independência.

O pai dela não permitiu que se alistasse, mas em 1822 ela fugiu de casa, cortou os cabelos, se vestiu como homem e se juntou ao Regimento de Artilharia.

Foi descoberta pelo pai logo depois, mas teve a permanência na tropa defendida por um major por causa de sua disciplina e destreza com as armas. Depois do serviço militar, foi perdoada pelo pai, se casou e teve uma filha.

5. Clementina de Jesus

Clementina de JesusClementina foi uma das sambistas mais importantes do país

Uma das principais sambistas de todos os tempos, Clementina foi empregada doméstica até ser descoberta e reconhecida já com mais de 60 anos.

Famosa pelo repertório de músicas de raízes afro-brasileiras tradicionais, ela foi importante por registrar e divulgar cantos ancestrais dos escravos na história da música.

Sua biografia, intitulada Quelé – A Voz da Cor, foi lançada no ano passado.

Nise da SilveiraRETRATO POR PEDRO CELSO CRUZ
Nise foi ativista da luta antimanicomial

6. Nise da Silveira

Psiquatra brasileira e aluna de Carl Jung, Nise ficou conhecida pela contribuição pela luta antimanicomial e por ter implementado a terapia ocupacional e as artes no tratamento das doenças psiquiátricas no processo terapêutico.

Ela se formou em 1926 – era a única mulher em uma turma com 157 alunos. Chegou a ser presa durante o Estado Novo, acusada de envolvimento com o comunismo, e dividiu a cela com Olga Benário, militante do movimento no Brasil.

Nise criticou, discutiu e revolucionou o tratamento psiquiátrico e as condições dos manicômios no Brasil.

7. Zilda Arns

Zilda ArnsDireito de imagem WILSON DIAS/AG. BRASIL
Zilda foi uma das vítimas do terremoto que atingiu o Haiti em 2010

Zilda foi uma médica pediatra e sanitarista brasileira, responsável pela fundação da Pastoral da Criança.

Ela dedicou a vida à saúde pública com enfoque no combate à mortalidade infantil, desnutrição e violência contra as crianças e desenvolveu uma metodologia própria para realizar os tratamentos preventivos.

Irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, Zilda morreu no Haiti. Ela trabalhava em uma missão da Pastoral quando o país foi atingido por um terremoto, em 2010.

Anita Garibaldi
PINTURA DE GAETANO GALLINO
Image captionAnita foi combatente

8. Anita Garibaldi

Uma das mulheres mais reconhecidas da história do Brasil, Anita Garibaldi é chamada de “Heroína dos Dois Mundos” pela participação em diversas batalhas tanto no Brasil como na Itália ao lado do marido, Giuseppe Garibaldi.

Anita foi muito influenciada pelos ideiais do marido. Eles foram parceiros de vida e de combate: ela aprendeu a usar armas e espadas e foi combatente na Revolução Farroupilha e Revolta dos Curitibanos, entre outras.

Tarsila do AmaralTarsila é expoente do modernismo

9. Tarsila do Amaral

Um dos principais nomes do modernismo brasileiro, Tarsila criou algumas das obras emblemáticas do movimento, como o Abaporu.

Mesmo com formação sólida em Artes Plásticas, nas escolas de Julian e de Émile Renard em Paris, ela enfrentou dificuldades por ser mulher.

O primeiro marido se separou dela porque não concordava com a sua dedicação à arte, e não exclusivamente às tarefas do lar.

Tarsila dizia querer ser a “pintora do Brasil” e dedicou várias fases de sua obra às cores, paisagens e cultura brasileiras.

10. Chiquinha Gonzaga

A trajetória de Chiquinha Gonzaga é referência tanto para a música brasileira como para a conquista dos direitos da mulher.

Chiquinha Gonzaga
Chiquinha era uma ativista social e política

Ela começou a carreira ainda na época do Segundo Reinado e, embora tocasse os ritmos populares à época, como valsas e polcas, também se dedicou a conhecer e divulgar os ritmos brasileiros. Foi autora de uma das primeiras marchinhas: Ó Abre Alas.

Casou-se aos 16 anos e aos 18 decidiu abandonar o marido, que não concordava com sua atividade musical. Ficou conhecida pela militância política e foi ativista de grandes causas sociais – especialmente a abolição da escravatura.

Também foi a fundadora da primeira instituição arrecadadora e protetora dos direitos autorais no país.