7 programas grátis para converter seus vídeos

Com a computação em nuvem e inúmeros smartphones e tablets fica difícil ter todos os arquivos compartilhados e sincronizados com total compatibilidade entre os gadgets.

Nós já sabemos que o formato de áudio MP3 lidera em todos os dispositivos possíveis, porém os vídeos ainda não têm essa facilidade para sincronizar entre computadores e smartphones. Por isso, confira 7 opções grátis de ótimos conversores de vídeo para Windows, que são capazes de converter inúmeros formatos para vários dispositivos móveis.
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Wontube Free Video Converter

O Wontube Free Video Converter é uma ótima ferramenta capaz de converter vídeos do computador ou da internet para diversos formatos e dispositivos, como smartphones, celulares ou MP3.

Com uma interface bem bonita e descomplicada, o programa possui inúmeros formatos e opções para converter os vídeos. Ele permite escolher algum vídeo da biblioteca do Windows ou até mesmo baixá-lo da internet direto de sua interface, basta copiar o link, escolher o formato desejado e clicar em “Paste URL”.

O aplicativo conta com uma enorme variedade de dispositivos e formatos para escolher, que vão desde iPhone e iPad até aparelhos de diversas marcas, como Samsung, Motorola e Nokia. Nele também é possível extrair o áudio dos vídeos para MP3 ou M4A.

Um recurso bem interessante do Wontube Free Video Converter é que além de converter os filmes para diversos formatos ele também é capaz de adicionar arquivos de legenda ao vídeo.

Baixe o Wontube Free Video Converter pelo Aplicativos EXAME.

SmoothTranscode

SmoothTranscode é um conversor simples de arquivos multimídia com suporte para diversos formatos de vídeo e áudio.

Apesar de possuir inúmeras opções para formatos e até qualidade de áudio e vídeo, o programa possui uma interface bem simples, com um sistema de navegação em abas.

Em “Input” o usuário deve escolher qual vídeo ou arquivo deseja converter. E na aba “Video” é possível escolher qual será a qualidade da imagem, codec, aspecto do vídeo, a quantidade de quadros por segundo e até recortar uma área específica. E em “Output” deve ser especificado o local onde o vídeo deverá ser salvo.

Caso o usuário queira utilizar o programa somente para extrair o áudio de algum vídeo, basta desmarcar a opção “Include Video” em sua respectiva aba e escolher o formato “MP3″.

Baixe o SmoothTranscode pelo Aplicativos EXAME.

DVDFab

DVDFab é um pacote de software com ferramentas que vão desde a conversão de simples vídeos até a gravação de DVD’s e Blu-ray’s. Ele é bem útil para quem precisa de um administrador de mídia robusto e ao mesmo tempo fácil de usar.

O pacote possui nove ferramentas, como o “DVD Copy”, “Blu-ray Copy”, “DVD Ripper”, “Blu-ray Ripper”, “Blu-ray 3D Ripper”, “2D to 3D Converter”, “Blu-ray to DVD Converter”, “Video Converter” e “File Transfer”, com opção de conversão até para dispositivos móveis, como celulares e iPods.

O interessante do DVDFab é que ele também transforma DVD, Blu-ray e outros vídeos de 2D para 3D, permitindo assistir os filmes em terceira dimensão até mesmo pelo celular.

Baixe o DVDFab pelo Aplicativos EXAME.

Hamster Video Converter

O Hamster Video Converter é um software para conversão de vídeos. Sua interface é extremamente simples e fácil. O programa é muito leve, quando se trata de uma tarefa pesada, como conversão de vídeos, é de grande ajuda que o programa em si não seja muito pesado.

A conversão é feita em passos simples, durante os quais o programa está sempre auxiliando o usuário. Basta colocar um vídeo de input e iniciar as configurações de saída. O programa converte vídeos para diversos formatos como AVI, MPEG, WMV entre outros. Algumas opções de edição também estão disponíveis e configurações de áudio podem ser ajustadas.

Uma opção bacana que o Hamster Video Converter disponibiliza ao usuário é a conversão especial para dispositivos, como iPod, iPad, vídeo games, entre outros. Com esta opção, as configurações ficam reduzidas para que itens como tamanho da imagem caibam perfeitamente quando os vídeos forem tocados no dispositivo.

Baixe o Hamster Video Converter pelo Aplicativos EXAME.

Free Studio

O Free Studio reúne diversas ferramentas multimídia da DVDVideo Soft. São conversores de vídeo, de áudio, downloader do Youtube e até um programa para fazer fotos em 3D.

A variedade de softwares é ótima, mas o que mais chama atenção é que os programas são todos gratuitos e bons. Os destaques são: o Free Audio Converter, que suporta muitos formatos e é rápido (demorou 1 minuto para converter uma música de 6); o Free DVD Video Converter, que converte DVDs em outros formatos; o Free Screen Video Recorder, que tira screenshot e captura vídeos da tela e o conjunto deferramentas para Youtube (que tem downloader, uploader e conversores).

Se alguma coisa faz falta é uma centralização maior das ferramentas de vídeo que são tantas que o usuário pode ficar perdido.

Baixe o Free Studio pelo Aplicativos EXAME.

Freemake Video Converter

O Freemake Video Converter é uma ferramenta para edição e conversão de vídeos. O programa suporta muitos tipo de vídeo, áudio e fotografias para a composição do vídeo final. As possibilidades de conversão também são muitas, incluindo AVI, conversão para DVD ou ainda deixar o vídeo preparado para ser publicado no YouTube.

O visual do programa é muito legal e simples, o que descomplica uma tarefa que pode parece difícil à primeira vista. Basta adicionar o vídeo, realizar alguma edição, caso ache necessário, e finalmente escolher qual será a conversão realizada.

Um ponto bacana do programa, é que ele possui suporte para conversão de vídeos em alta definição. Outro ponto alto, é que na conversão para DVD, o software não se prende à conversão e também grava o vídeo na mídia para o usuário.

Baixe o Freemake Video Converter pelo Aplicativos EXAME.

Format Factory

Muitas vezes, o programa de vídeo do internauta não abre o formato A ou B de vídeo, áudio ou imagem. Daí, ele tem de acessar a internet para baixar um plugin ou um software compatível com o arquivo que tem. é uma operação bastante trabalhosa.

O Format Factory pode ajudar o usuário a reduzir esse trabalho. Ele é um conversor capaz de alterar o formato de vários tipos de arquivos. De áudio são WMA, M4A, MP3, AAC, OGG, WAV. De vídeo: MP4, AVI, MPG, 3GP, FLV. Já as imagens podem ter seus formatos mudados para PNG, TGA, BMP, GIF, TIF, PCX e ICO.

A interface do Format Factory é bastante simples, com botões de configuração e conversão muito bem localizados. Isso torna o processo de conversão dos arquivos muito fácil. é só selecionar o arquivo e o formato para o qual quer mudá-lo. O trabalho de conversão costuma ser bastante rápido. Claro, isso depende muito da capacidade do computador.

Baixe o Format Factory pelo Aplicativos EXAME.

Os 7 melhores apps para baixar música no Android

Tecnologia Celular Privacidade Blog do MesquitaO Mercado de música vem mudando rapidamente nos últimos anos, com o advento dos serviços de assinatura que oferecem uma vasta coleção de canções por um preço pago mensalmente. Porém, baixar música para o celular ainda é uma atividade comum no Brasil.

Não é à toa que os aplicativos de download musical fazem tanto sucesso entre os usuários do Android no Baixaki. A prova disso é o Palco MP3, que já foi baixado 4,3 milhões de vezes em nossa página sobre o programa.

Por isso, compilamos uma lista com alguns dos melhores programas do gênero para você buscar novas músicas em seu aparelho e fazer o download de todas elas.

Alguns aplicativos ainda permitem rodar as músicas online, economizando espaço – mas gastando sua banda de internet, caso você esteja em uma conexão móvel.

Confira:

1. Palco MP3

O aplicativo Palco MP3 é um dos preferidos dos brasileiros, devido a sua facilidade e simplicidade na hora de baixar músicas. Além de um acervo completo, ele é estável e conta com categorias nacionais, como Funk, Axé, Forró e Sertanejo, além de tradicionais, como Rock, Pop e Hip Hop.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O programa ainda conta com recurso de streaming e também como um player local. Escute álbuns inteiros, crie playlists de forma irrestrita e acompanhe a letra das canções. Você também pode encontrar bandas novas e artistas independentes para aumentar seu repertório.

2. WDownloader

Wdownloader é um app feito na medida para quem precisa baixar músicas no Android. Com ele, você não tem muito trabalho para encontrar e baixar qualquer mp3 que você precise para personalizar seu aparelho ou apenas para ouvir.

Aqui só é necessário dar dois toques na tela para fazer o download: digite o nome da música ou artista no campo de buscas e confirme. Em seguida, encontre a versão da música que você preferir e confirme o download. Se quiser, selecione a música e aperte o Play para conferir uma prévia da canção.

3. Holo Music

Procurando por uma música que você não encontra em lugar algum? Está atrás de um toque para o celular e não quer ter que conectar o gadget no computador para fazer a transferência? O Holo Music é um aplicativo que soluciona esses e muitos outros problemas relacionados a arquivos de áudio no Android.

O programa é um gerenciador de downloads que permite a você baixar músicas em MP3 ou escutar online os maiores sucessos de artistas de todas as partes do mundo.

4. Ouvela

Ouvela é um reprodutor de músicas para o seu Android. Além disso, o programa permite a você baixar músicas de sites que as disponibilizam gratuitamente na internet.

Como todo bom player de música, você poderá criar playlists personalizadas, além de conferir todas as suas canções separadas por gênero, artista, álbum e muito mais. Além disso, você poderá acompanhar a letra da música enquanto ouve suas canções favoritas.

5. Winky

Winky é um app que permite a você baixar inúmeras músicas no seu smartphone gratuitamente e de forma rápida. Você faz a pesquisa e, em instantes, uma série de resultados estará disponível para download.

Antes de baixar, você pode ainda ouvir a música e conferir se aquela é realmente a versão que estava procurando. Vale a pena destacar que todas as músicas baixadas pela ferramenta em nossos testes vieram com a arte do álbum e todos os detalhes da faixa, o que deixa seu player mais organizado e bonito.

6. Akazoo

Akazoo é um aplicativo que serve para você encontrar as suas músicas favoritas na internet e ouvi-las no seu aparelho com Android. Além disso, ele também permite armazenar os sons no seu smartphone ou no seu tablet para escutá-los quando não estiver conectado à internet.

Assim, você pode localizar aquela canção que sempre quis ou até mesmo buscar novos artistas e salvar os sons para ouvir no momento mais oportuno. Para usar o aplicativo, é necessário criar um login no serviço, algo que pode ser feito por meio deste link, utilizando o botão “Criar conta”. Como uma alternativa, é possível usar o seu Facebook para a tarefa.

7. SoundRapid

SoundRapid é um aplicativo que tem como função servir como uma fonte para você localizar canções na internet. Com ele, é possível ouvir o som encontrado na busca ou baixá-lo para o seu aparelho para escutar quando estiver com mais tempo disponível.

Como costuma acontecer com esse tipo de aplicação, é bom ter em mente que é necessário ter uma conexão constante com a internet para localizar músicas e também para efetuar o download. Por isso, se você possui um plano de dados limitado é sempre interessante tentar utilizar tais funções a partir de uma conexão WiFi.

 

 

Crimes na Internet. Quem responde?

O avanço da internet, e a livre circulação de informações, vai provocando alterações no tecido social, em uma velocidade que não é acompanhada, no que diz respeito aos chamados crimes cibernéticos, pelos legisladores.

Quem responde pelo uso da internet criminosa?
Por Isolda Herculano

Já há algum tempo ouvimos falar em crimes virtuais – esses cometidos na internet – mas o Código Penal Brasileiro ainda carrega o peso de várias leis inalteradas desde 1940, como se vivêssemos na mesma época em que ele foi decretado pelo presidente Getúlio Vargas.

De lá para cá a vida mudou drasticamente nos mais variados pontos de vista e, é claro, em se tratando de delitos que já atingem inimagináveis naturezas.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A falta de uma legislação específica faz com que crimes de internet sejam avaliados sobre o prisma da “realidade”. Assim, num exemplo ridículo, trocar arquivos de mp3 ou mesmo disponibilizá-los na web – caso você não tenha os direitos de tal música – figura como violação do direito autoral¹.

Isso quer dizer que somos todos, ou quase todos, criminosos. Ou não. Já que sabemos: cometer dolos virtuais em casos pouco extremos feito esse tem o respaldo da impunidade no nosso país. Pelo menos eu desconheço alguma dada sentença (meus amigos do Direito poderiam ajudar).

No período eleitoral, como é do meu feitio, visitei os sites de todos os candidatos à prefeitura de Maceió, onde hoje resido, e um deles, o da candidata Solange Jurema (PSDB), conseguiu me irritar gratuitamente. E não me entendam de má fé, já que meu domicílio eleitoral não fica em Maceió nem em Alagoas; sou apenas uma indignada, pronto! Indignada porque a página da candidata se apossou do meu endereço de e-mail, sem autorização prévia, quando o acessei, para me enviar mensagens indesejáveis da sua campanha.

Considero a atitude criminosa tanto eleitoralmente quanto para a internet. É claro que já desabilitei o endereço dela (falecomsolange@solange45.can.br) da minha caixa de entrada, mas não poderia deixar de registrar meu repúdio – como muito se fala nessa época – ao procedimento descarado.

Enfim, muitos crimizinhos desses continuarão a ser cometidos internet adentro, quando acessarmos um site qualquer, de aparente inocência ou não. O que fazer?

Para o caso das grandes aporrinhações não resolvidas à base de um bom anti-spam², eu recomendo procurar os doutores da lei.

Eles acharão a resposta, ainda que debruçados sobre leis caducas redirecionadas a um novo contexto. E paciência, evidentemente, visto que sentenças assim podem demorar, pois vivemos num país em que a velocidade da luz (através do www) já serve bem as violações, mas ainda não as punições.

do blog Mala Jornalística

¹Link para: Rodrigo Guimarães Colares, em seu artigo A troca de arquivos na Internet e o Direito.

² O anti-spam garante que você não receberá mensagens indesejáveis em sua caixa postal.

Tecnologia da informação – O fim da troca de arquivos

O fim da troca de arquivos está chegando
por Ronaldo Lemos ¹/Folha de S.Paulo

Enquanto muita gente se preparava para o Natal, esteve no Brasil na última semana o escritor Glyn Moody.

Ele é autor do livro “Rebel Code” (Código Rebelde), que fala do surgimento do Linux e, de tabela, do movimento “código aberto”.

Moody escreve para revistas como “Wired” e “The Economist”.

Em palestra no Rio, fez exercícios de futurologia.

Disse que o compartilhamento de arquivos pela internet pode estar com os dias contados.

A razão não tem nada a ver com direitos autorais. Mas sim com a “lei de Moore“, que diz que o número de transistores em circuitos integrados dobra a cada dois anos.

Um disco rígido hoje, com capacidade para armazenar um terabyte de informação, custa US$ 50 (cerca de R$ 105). Nele dá para armazenar 150 mil músicas em MP3.

Graças à lei de Moore, em alguns anos um disco rígido terá um petabyte de informação e custará os mesmos US$ 50.

Isso dá para armazenar todas as músicas que foram gravadas na história da humanidade (sem precisar comprimir em MP3).[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Quem esperar mais alguns anos poderá comprar um disco de um exabyte, suficiente para armazenar todos os filmes já produzidos.

O que virá depois? Capacidade de armazenar toda a informação da internet na palma da mão?

Poucos escritores de ficção científica arriscaram-se a descrever um mundo assim (um é o inglês Alastair Reynolds).

Todos os filmes e músicas já feitos, em um único HD. Está aí um bom presente para o Natal de 2022.

¹ Ronaldo Lemos é diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV e do Creative Commons no Brasil. É professor titular e coordenador da área de Propriedade Intelectual da Escola de Direito da FGV-RJ. Foi professor visitante da Universidade de Princeton. Mestre em direito por Harvard e doutor em direito pela USP, é autor de livros como “Tecnobrega: o Pará Reiventando o Negócio da Música” (Aeroplano). 

Tecnologia: 6 produtos que provam que tamanho não é documento

Aparelhos pequenos, ao menos no mundo da tecnologia, é sinônimo de evolução

Apenas um pedaço do Eniac, o pai dos PCs. Os de hoje estão melhores, não? (Fonte da imagem:Reprodução/SelfRelianceWorks)

Na tecnologia, uma moda parece ter se estabelecido: quando um eletrônico começa a evoluir, ele diminui de tamanho até quase caber na palma da mão – confirmando a clássica expressão de que “tamanho não é documento”.

[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]Na maioria dos exemplos citados na lista do Buzzfeed, a capacidade de armazenamento e o processamento foram ampliados, mas as peças diminuíram significativamente. E você, qual das gerações prefere?

TVs

Quem acompanhou a evolução dos televisores (ou tem um parente que demorou até comprar um aparelho novo) sabe que as TVs antigas, além de serem uma enorme caixa de madeira, tubos e fios, transformavam atos como mudar de canal ou sintonizar em uma imagem nítida em verdadeiras missões.

(Fonte da imagem: Reprodução/Buzzfeed)

Atualmente, apesar de terem telas cada vez maiores, elas ficaram extremamente finas, reproduzem em 3D e 1080p, contam com funções parecidas com as de um PC e uma tonelada de canais que são acessados com poucos toques no controle.

MP3 players

Não é bem um player de MP3, mas o fonógrafo, inventado por Thomas Edison, é o primeiro aparelho de reprodução de áudios previamente gravados. Já imaginou andar de ônibus escutando música com um desses no colo?

(Fonte da imagem: Reprodução/Buzzfeed)

Nos dias de hoje, você tem as músicas em um iPod minúsculo ou em players de outras marcas, que podem exibir até vídeos. Isso sem falar nos celulares, já que praticamente todos os modelos atuais podem agir como um reprodutor de músicas.

Mídias portáteis

Um disquete até conseguia transportar seu trabalho de escola ou alguns documentos do escritório, mas era necessário um pacote cheio para arquivos mais pesados – e a chance de eles falharem era enorme. As fitas VHS e os gigantes LaserDiscs também entram na jogada.

(Fonte da imagem: Reprodução/Buzzfeed)

A resposta para hoje está nos pendrives, que são minúsculos (até demais, sendo facilmente perdidos por aí), HDs externos e discos Blu-ray, com mais GBs disponíveis do que você precisa usar.

Celulares

Os primeiros celulares, quando colocados no bolso, fazem parecer que a pessoa está armada. Os famosos “tijolões”, criados por Martin Cooper, foram um grande avanço na época, dando início à telefonia móvel – mas conforto e visual ainda não eram levados em conta.

(Fonte da imagem: Reprodução/Buzzfeed)

Os celulares agora são inteligentes, com tela sensível a toque de menos de 5” e a menor espessura possível, mesmo contendo processadores e outros chips potentes. Longe de só rodarem “Snake”, eles têm games de primeira e aplicativos para qualquer utilidade – além de fazer e efetuar ligações, claro.

Câmeras fotográficas

Se tirar fotos ainda é uma tarefa complicada para você, imagine no início dessa tecnologia: a câmara obscura, um dos objetos que deu origem às máquinas tradicionais, é uma caixa com um buraco para a luz passar e gravar a imagem (invertida) em uma superfície. Isso sem contar as horas para registrar e “revelar” a produção dos primeiros modelos.

(Fonte da imagem: Reprodução/Buzzfeed)

Em tempos de Instagram, smartphones e tablets substituem uma câmera facilmente. E, embora algumas máquinas estritamente profissionais ainda sejam imensas, os modelos digitais atingem resoluções incríveis com o menor tamanho possível.

Livros

Muitos ainda preferem a leitura em papel, mas quem é fã de livrarias, sebos ou bibliotecas não pode comprar muitos livros de uma vez – a não ser que tenha espaço em casa para guardá-los e força para carregá-los de um lugar ao outro.

(Fonte da imagem: Reprodução/Buzzfeed)

Atualmente, eles ainda representam uma pequena parcela da venda total, mas os ebooks estão crescendo. Isso sem contar sites como a Wikipédia, capazes de aposentar as enciclopédias. Fora o tamanho, há outra vantagem: você evita olhares curiosos que insistem em checar a capa do que você está lendo em público.
Nilton Kleina/TecMundo 

Segunda revolução da música digital começa a chegar ao Brasil

Baixar música da internet é coisa do século passado. O mercado brasileiro começa a viver a segunda revolução da música online, em que os downloads dão lugar a serviços de streaming, que oferecem ao cliente acesso ilimitado a um portfólio de áudio por uma assinatura mensal.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Os arquivos ficam armazenados “na nuvem”, em servidores de internet em algum lugar, sem que as pessoas tenham de baixá-los. O serviço de streaming movimentou US$ 532 milhões no mundo todo em 2011, um volume equivalente a cerca de 8% do mercado de música online, segundo estimativas da consultoria Gartner. Mas, até 2015, o streaming vai mais que quadruplicar. Os serviços de assinatura devem faturar US$ 2,2 bilhões e responder por cerca de 30% do faturamento do setor, que deve chegar a US$ 7,7 bilhões.

O Brasil ainda está atrasado nesse processo. Enquanto no mundo todo os serviços digitais correspondem a 29% do faturamento do mercado fonográfico, no Brasil eles somaram apenas 15% em 2010, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD). “O potencial é altíssimo. Principalmente pelo aumento do número de usuários de internet e pelo o fato de que os maiores serviços de download e streaming de música em escala mundial ainda não iniciaram as operações aqui”, diz o presidente da ABPD, Paulo Rosa.

O pioneiro no streaming de áudio no Brasil é o Sonora, lançado há quase cinco anos pelo grupo Terra e que hoje detém 40% do mercado de música digital no País. O negócio cresceu 40% neste ano e deve se expandir mais 30% em 2012, segundo o diretor-geral do Terra, Paulo Castro. O Sonora tem 5,5 milhões de visitantes únicos por mês e 450 mil assinantes – que pagam uma mensalidade média de R$ 20.

“A multiplicação dos dispositivos para ouvir música dá uma vantagem aos serviços de streaming em relação ao download. As pessoas não precisam mais transferir seus arquivos para acessar sua playlist”, afirma Castro. Para ampliar o acesso ao serviço, o Sonora lançou uma versão para tablets e colocará no ar ainda neste ano um aplicativo para TV com internet.

Mas o Sonora deverá enfrentar concorrentes de peso no mercado brasileiro. Grandes players internacionais estudam o lançamento dos serviços no Brasil, muitos deles em parceria com empresas de telefonia móvel.

A Oi saiu na frente e lançou neste mês a primeira parceria com uma empresa estrangeira de música digital, a americana Rdio. Os clientes terão acesso a um portfólio de 12 milhões de músicas a um custo de até R$ 14,90. “A oferta é aberta inclusive para clientes de outras operadoras, mas será um diferencial para a Oi. Poderemos fazer promoções que envolvam esse produto”, disse o gerente de serviços de valor agregado da Oi, Gustavo Alvim.

A GVT também utiliza o streaming de música como um diferencial para oferecer aos clientes. Há pouco mais de um ano, a operadora lançou o serviço Power Music Club, que oferece um portfólio de 700 mil canções e 10 mil vídeos musicais de graça para os assinantes de internet rápida. Dos cerca de 1,5 milhão de clientes da banda larga da GVT, 100 mil são usuários do Power Music Club. A GVT pertence ao grupo francês Vivendi, que também é dono da gravadora Universal Music.

“O futuro da música digital é o conteúdo por streaming”, afirma Cristiano Salimen, gerente de marketing de produtos da GVT. “Quem tem uma boa conexão de banda larga não precisa ter as músicas na sua máquina.” Salimen vê com bons olhos a chegada dos concorrentes internacionais ao mercado brasileiro, porque eles acabam incentivando a demanda por banda larga.

Playlist no celular. A popularização dos smartphones vai aumentar a competição no mercado de música digital. Estimativas das operadoras de telefonia apontam que 70% dos clientes usam o celular para ouvir música. Mas, com a banda larga móvel, eles podem baixar músicas ou acessar suas playlists na rede, sem, necessariamente, comprar as faixas da própria operadora.

A TIM ainda não oferece streaming de música, mas estuda parcerias com empresas estrangeiras para lançar o produto no Brasil, segundo o gerente de serviços de valor agregado da TIM, Flávio Ferreira. “O smartphone muda a relação do cliente com o conteúdo. Os serviços das operadoras passam a competir com outras opções oferecidas na internet. Mas, na área de música, queremos lançar uma solução própria”, diz Ferreira. A empresa já é dona da TIM Music Store, uma loja que oferece download de faixas e ringtones – e faturou 39% mais até outubro de 2011 do que em todo o ano passado.

Já a gravadora Som Livre abortou um projeto próprio na área de assinatura para música. Depois de lançar o site Escute em fevereiro, a empresa tirou o portal do ar em maio. “Houve um reajuste na estratégia de música digital da empresa. Preferimos ser fornecedores de conteúdo do que concorrer com os sites que o oferecem ao consumidor”, disse o diretor-geral da Som Livre, Marcelo Soares. A empresa foi consultada neste ano por quatro players internacionais do setor que estudam entrar no mercado brasileiro, segundo ele.

“Para as gravadoras, a assinatura é um modelo melhor. Ela permite ter ganho real com a música online, o que o modelo de download não permitiu”, disse. O grande entrave para faturar com o download é a pirataria, a verdadeira líder neste mercado.

Marina Gazzoni/Renato Cruz/O Estado de S.Paulo<\Font>

Amazon X iTunes: briga de cachorro grande

Amazon lança serviço para armazenamento de música na nuvem e desafia iTunes

A Amazon está lançando um serviço on-line que permite aos clientes armazenar seus arquivos de música e acessá-los remotamente por meio de smartphones e computadores.

A maior varejista da internet saiu na frente, já que as gigantes do segmento Apple e Google ainda desenvolvem serviços semelhantes.

Caso conquiste os usuários, o movimento da Amazon desafiará a supremacia do iTunes, da empresa de Steve Jobs, no setor de música digital.

O Cloud Service da Amazon, anunciado nesta terça-feira, deixa os clientes utilizarem os servidores da varejista, dispensando assim a uso de HDs locais – modelo genericamente chamado de computação na nuvem, do qual a Amazon é um dos líderes.

A Amazon também está lançando o Cloud Player, com o qual os fãs de música podem ouvir, baixar e criar listas de reprodução em qualquer navegador web ou em aparelhos com o sistema operacional Android, da Google.

Em comunicado, o vice-presidente da divisão de filmes e música da Amazon, Bill Carr, disse que o serviço poupará o tempo dos usuários que costumavam salvar músicas em vários aparelhos.

Inicialmente, os clientes terão acesso a 5 gigabytes de armazenamento gratuito.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O custo para armazenamento adicional será de US$ 1 por cada gigabyte. O cliente também pode receber um upgrade de 20 gigabytes com a compra de um álbum completo em MP3 na própria Amazon.

Arquivos de música comprados a partir de agora na Amazon e gravados diretamente no serviço de nuvem não entram na cota de armazenamento.

O serviço suporta os formatos MP3 e AAC, que é o padrão usado pelo iTunes, da Apple.

O Globo

Falha no Windows. Mais uma!

Cavalho de Troia - Windows via DLL mP3

Brecha sem correção no Windows afeta mais de 40 programas

Se problema for consertado, softwares deixarão de funcionar.

Desenvolvedores precisam consertar aplicativos individualmente.

DLLs são códigos compartilhados e prontos para

uso para diversos programas.

A divulgação de uma falha no iTunes pela empresa de segurança Acros mostrou que um comportamento inseguro do Windows pode ter consequências graves. O erro existe na maneira que o Windows procura pelas bibliotecas de arquivos necessárias para que um programa funcione. Um hacker pode fazer com que um arquivo do tipo DLL, utilizado por diversos programas, seja carregado a partir da rede, permitindo que a simples abertura de uma música MP3, documento de texto ou uma planilha, por exemplo, resultem na execução de um vírus no sistema.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

DLLs são como coleções de códigos compartilhados, disponibilizados no próprio Windows para serem usados por qualquer programa compatível com o sistema operacional. Seu uso facilita a distribuição e o desenvolvimento dos programas, já que não é preciso “reinventar a roda” toda vez que se cria um novo software. Basta recorrer aos arquivos DLL.

O problema é que o Windows procura pelo arquivo DLL na mesma pasta onde o arquivo foi aberto. Com isso, um arquivo MP3 aberto em um servidor malicioso faria com que o reproduto de mídia – se vulnerável – carregasse um DLL a partir da mesma pasta em que está localizado o MP3, ou seja, no servidor malicioso. Alguns programas dependem desse comportamento para funcionar; a Microsoft criou uma correção “opcional”, porque corrigir o problema definitivamente para todos os programas pode causar problemas.

O especialista em segurança HD Moore, que é desenvolvedor do software Metasploit na Rapid7, afirmou ter conhecimento de pelo menos 40 outros programas que sofrem com a brecha. Além do iTunes, que já foi corrigido, programas populares como o Firefox, o reprodutor de mídia VLC e o Power Point estão vulneráveis.

Os programas vulneráveis terão de receber atualizações separadas. Como cada software abre arquivos de tipos diferentes, é difícil saber como criminosos poderão explorar essa falha na rede. Se isso não acontecer, ainda é possível que ela seja utilizada em ataques específicos contra empresas.

Em outro cenário de ataque, um invasor pode plantar um arquivo DLL em um sistema no qual ele não tem permissões administrativas. Quando um administrador for usar o computador, o software vulnerável irá carregar a DLL plantada, dando o controle total da máquina ao hacker.

Correção opcional

A Microsoft disponibilizou uma atualização que cria uma opção de configuração no sistema para que o comportamento inseguro de buscar arquivos DLL em algumas pastas seja desativado.

Segundo a empresa, alguns programas, que não seguem as recomendações de boas práticas da Microsoft, podem parar de funcionar. O guia instrui os programadores a especificarem um caminho completo até a DLL para que o sistema não tenha de procurá-la ou, pelo menos, impedir o sistema de buscar uma DLL na “pasta atual” (que seria a pasta onde se localiza a foto, música ou documento que foi aberto). Entre os softwares afetados pelo problema estão, porém, programas da própria companhia.

Problema conhecido

Em 2009, uma correção para o Internet Explorer eliminava um problema que permitia que arquivos maliciosos fossem carregados se estivessem armazenados na área de trabalho. O problema funcionava em conjunto com uma falha do navegador web Safari conhecida como “carpet bomb”, que permitia a criminosos baixarem arquivos para a área de trabalho.

Usando a falha do Safari, o arquivo era baixado. Usando a falha do Internet Explorer, o programa malicioso era executado.

Além desse problema envolvendo os dois navegadores, no entanto, o comportamento do Windows ao pesquisar DLLs nunca foi considerado grave. A pesquisa da Acros divulgando a falha no iTunes mudou isso, no entanto.

Altieres Rohr/G1

MP3 e downloads

Liberar ou não o download: dilema do MP3 ilegal volta a tirar o sono dos artistas

Blog do Mesquita - Personalidades - Artistas Lily AllenA cantora inglesa Lily Allen, que comprou a briga contra os downloads ilegais

Era uma vez o Napster. Lançado em junho de 1999 por dois estudantes de computação como uma ferramenta para facilitar a busca de arquivos em formato MP3, o serviço on-line de compartilhamento de dados se tornou a principal sensação da internet naquele ano. Agitou os fãs de música, gravou de vez a palavra “download” (baixar) no vocabulário mundial e, ao mesmo tempo, acendeu o sinal de alerta de gravadoras e artistas que, de repente, viram seus fonogramas sendo trocados de um canto a outro do planeta, à velocidade de um clique e, pior, sem que os internautas pagassem nada por isso.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Uma década depois, o Napster não existe mais – foi fechado em 2001 graças a um processo movido pela RIAA (a associação de gravadoras dos EUA) e apoiado por nomes como Madonna, Dr. Dre e Metallica –, mas o fantasma do download livre, ilegal e gratuito continua a tirar o sono de uns e a encher os iPods e computadores de outros. Sem falar nos bolsos de quem “queima” (outro verbete reinventado pela geração MP3, que significa gravar os arquivos digitais em CD ou DVD) e vende os discos piratas na rua.

“Posso até parecer pedante, mas antes isso do que a demagogia rasteira que está assolando o falso debate sobre isso. Ao contrário do que estão chamando de movimento para baixar, eu preferia apostar numa alternativa como o movimento para pagar e baixar música ou música para pagar e baixar.”

O depoimento ao G1 é de Fred Zero Quatro, vocalista da banda pernambucana Mundo Livre S/A. Depois de disponibilizar faixas para download gratuito em seu site, incentivar a produção de videoclipes “genéricos” de músicas da banda feitos pelos fãs e liberar a reprodução do manifesto do mangue beat “Caranguejos com cérebro” sob uma licença alternativa de direitos autorais Creative Commons, o Zero Quatro versão 09 resolveu dar um passo atrás no discurso pró-internet.

Na última sexta-feira (18), em show em São Paulo que comemorava os 15 anos do disco “Do caos a lama”, de Chico Science & Nação Zumbi, o vocalista do Mundo Livre subiu ao palco como convidado e reforçou as críticas do cantor Jorge DuPeixe de que a internet e o download desenfreado de músicas estariam atingindo financeiramente os artistas: “Tem o virtual, mas precisa do real, e o real está aqui”.

Artistas fazem dinheiro

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A Polêmica sobre os cibercrimes e o substitutivo aprovado pelo Senado Federal

A questão é polêmica e exige a participação de toda a sociedade. Ninguém deve ficar omisso sob pena de todos pagarmos ‘caro’ pelo não engajamento nessa discussão. Recebo, com solicitação de divulgação, o material abaixo reproduzido.
O editor


Polêmica antiga. Projeto de Lei Novo.
por Themis – Advogada e Consultora – Rio de Janeiro

“O usuário da internet que não rouba senhas, que não invade redes, que não quebra redes para acessar conteúdo protegido e fazer cópias não autorizadas, que não acessa e divulga conteúdo de pedofilia, enfim, a grande maioria, pode ficar tranquila quanto a aprovação do projeto de lei DE CONFORMIDADE COM O ATUAL SUBSTITUTIVO.”

Saiu em todos os jornais do país na semana passada: o Senado finalmente aprovou substitutivo ao projeto da Câmara dos Deputados sobre cibercrimes. E a discussão novamente voltou à tona. Não tardou para que a minha caixa de email se abarrotasse com perguntas sobre esse substitutivo e sobre as consequências que traria para o usuário da internet.

Alguns blogueiros, como Jardel do Jardel’s Corner, dedicaram um espaço em seus blogs para publicar matérias sobre a polêmica e o terrorismo que está sendo feito com relação à matéria. Não que eu ache errado se criar polêmica e até mesmo um clima de rejeição à toda e qualquer regulamentação que venha das Casas Legislativas brasileiras.

Cá entre nós, depois dos fiascos da Lei Seca e outras proposições absurdas que colocaram o cidadão em segundo plano, ferindo descaradamente direitos individuais, qualquer coisa que venha dos nossos ilustres senadores e deputados deve ser recebido, na melhor das hipóteses, com muita, muita reserva.

1) Breve histórico
Vamos primeiramente a um pequeno histórico. A matéria está sendo discutida desde 1999, quando foi apresentado o projeto 83/1999 pelo Deputado Luiz Piauhylino – PSDB /PE . Foi avaliado por diversas comissões, foram apresentados diversos pareceres e substitutivos até que então foi aprovada e remetida ao Senado Federal em novembrode 2003.

Após chegar ao Senado, a matéria foi novamente discutida. Passou pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, pela CE (Comissão de Educação, Cultura e Esporte) e finalmente pela CCT (Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática). Caso você não saiba, cada comissão tem o seu relator e cada relator dá o seu parecer sobre a matéria discutida.

Pareceres apresentados, emendas feitas, o substitutivo que levou o número 89/2003 apresentado pelo Deputado Eduardo Azeredo foi à plenário. No plenário, os senadores fizeram diversas outras emendas e finalmanete foi aprovado o substitutivo final ao projeto 89/2003 (o número na câmara é 83/1999) que agora volta à Câmara para nova discussão e final aprovação para se tornar LEI.

Desde que a matéria começou a ser discutida e o projeto original do Deputado do PSDB/PI apresentado, começou a rodar na internet uma certa apreensão dos internautas. Uma lei criando crimes de internet???? Preocupante… muito preocupante.

O projeto original recebeu críticas de todos os lados, e não foi à toa. A redação porca e mal feita trazia várias interpretações aos artigos criando um pânico geral entre os internautas, que passaram a temer que o simples fato de receber um vírus se tornasse um crime. O Substitutivo do Deputado Eduardo Azeredo, que foi o projeto efetivamente a ser votado pelo Senado, gerou inclusive uma petição online criada pelo Professor André Lemos, Professor Sérgio Amadeu da Silveira e o Publicitário e Consultor João Carlos Rebello Caribé.

Segundo informações, essa petição foi enviada ao Senador Mercadante com cerca de 3000 assinaturas e pelo jeito surtiu efeito. Foram apresentadas 10 emendas em Plenário e o substitutivo foi aprovado definitivamente com várias alterações ao projeto original do Dep. Azeredo.

2) Cibercrimes – as alterações
Principalmente, o substitutivo altera o Código Penal e o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Outras leis são também alteradas pelo substitutivo, como o Código Penal Militar por exemplo, mas o cerne da polêmica são as alterações realizadas no Código Penal e no ECA.

O projeto definiu 13 novos crimes entre eles:
– inserir ou difundir virus, acesso não autorizado mediante violação de segurança a rede de computadores protegido por restrição de acesso (senha),
– obter ou transferir dado ou informação sem autorização do legítimo titular da rede protegida por expressa restrição de acesso,
– disponibilizar dados pessoais contidos em sistema informatizado sem expressa anuência do dono,
– destruir dado eletrônico alheio,
– estelionato eletrônico,
– atentar contra ou interromper serviços de utilidade pública e falsificar dado eletrônico ou documento público e com particular, receptar e armazenar consigo imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente. (hoje é crime apenas apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar e publicar essas imagens)

3) A polêmica
A petição online feita com relação ao substitutivo 89/2003 apresentado pelo Senador Azeredo trouxe à tona e divulgou diversas incorreções do projeto. Essas incorreções, contudo, foram sanadas com as 10 emendas apresentadas em Plenário.

O fato é que, via de regra, o internauta não entende bulhufas de direito e normalmente não acompanha todo o desenrolar da história. Assim, mesmo que a petição online tenha sido acertadamente realizada em virtude do substitutivo original, as dúvidas permanecem na cabeça dos internautas.

A polêmica, basicamente, gira em torno dos artigos 285 A e B, 163 A e 241 do ECA. Achei a postagem do Jardel bem elucidativa quanto à maneira de expor o problema e portanto farei algo basicamente na mesma linha. Colocarei o artigo do substitutivo, a polêmica e a explicação. Vamos lá:

Art. 285 -A. Acessar, mediante violação de segurança, rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso.
DÚVIDA: Posso ser preso por simplesmente por pegar arquivos se o indivíduo marcar pra não compartilhar pastas de MP3 em P2P?
MENTIRA: Há aqueles que dizem que no substitutivo original essa seria uma possibilidade, mas não entendo assim. No artigo original existia a expressão “sem a a autorização do titular quando exigida”. Agora foi inserido o elemento “protegidos por expressa restrição de acesso”. Nem em um nem em outro existia essa possibilidade. O crime pune hackers que quebram senhas de acesso e entram em redes e sistemas.

ARTIGO 285 – B: Obter ou transferir, sem autorização ou em desconformidade com autorização do legítimo titular da rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso, dado ou informação neles disponível
DÚVIDA: Vou ser preso se fizer download de MP3, Joguinhos, etc ou trocar esse tipo de material com um amigo?
MENTIRA: Trocar MP3 ou qualquer outro tipo de arquivo não é crime pois existe autorização de ambas as partes. Mais uma vez o crime fala em transferir ou obter SEM AUTORIZAÇÃO do titular da rede (da rede e não do dado em si) protegida por senha, assim a dúvida é infundada.

Claro que se você trocar/baixar MP3 pirata você está violando direitos autorais mas esse assunto não é tratado pelo projeto de lei.

De qualquer forma, tanto neste caso como no caso do artigo 285-A, a ação penal é condicionada à representação do ofendido. Trocando em miúdos, o ofendido deverá autorizar/informar/requerer que o Ministério Público inicie uma ação penal. Quem teve a informação surrupiada deverá procurar o MP para representar, só então um processo será iniciado.

ARTIGO: 163-A. Inserir ou difundir código malicioso em dispositivo de comunicação, rede de computadores, ou sistema informatizado.
DÚVIDA: Se eu pegar um virus sem saber e sair espalhando por ai, posso ser preso por isso?
MENTIRA: Crime culposo é exceção. Não entendeu? Crime para ser punido VIA DE REGRA deve ser doloso, ou seja, com INTENÇÃO de cometer o crime. Contudo, em alguns casos, como no homicídio por exemplo, o resultado do crime é tão grave que o legislador decidiu punir mesmo que o autor do crime não tenha tido a intenção.

O crime CULPOSO (sem intenção) somente é punido quando o Código Penal EXPRESSAMENTE DIZ.

Neste caso em específico, como não existe disposição no artigo dizendo que o crime é punido na modalidade culposa, não existe crime se o indivíduo não tiver a intenção. Em outras palavras, se for “sem querer” NÃO É CRIME. Se você pegou um vírus sem querer e está espalhando isso por ai SEM QUERER não é crime.

É importante ressaltar que neste caso a ação penal é incondicionada, ou seja, se o MP ficar sabendo vai iniciar a ação quer o ofendido represente ou não. Se você estiver mandando virus para os outros (conscientemente e propositalmente) e o MP ficar sabendo ele deve oferecer denúnca independentemente de qualquer coisa.

ARTIGO 20: O caput do art. 241 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (ECA) passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 241. Apresentar, produzir, vender, receptar, fornecer, divulgar, publicar ou armazenar consigo, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou Internet, fotografias, imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente.
DÚVIDA: Se, mesmo que eu não queira, um amigo idiota mande um email contendo imagens de pedofilia ou um link de site com esse tipo de conteúdo, posso ser preso só pelo que ficar armazenado no cache?
MENTIRA: Mais uma vez, se trata de crime que apenas se pune na modalidade DOLOSA, ou seja, se você efetivamente teve intenção de fazer. Se você entrar por engano em um site ou mesmo entrar em um site qualquer sem ter conhecimento que se trata de site com esse conteúdo, ou receber imagens em seu PC e deletar imediatamente você não cometeu crime algum.

O crime é apresentar, produzir, vender, receptar, fornecer, divulgar, publicar ou armazenar consigo. Hoje, se um sem vergonha de um pedófilo acessa um desses sites, faz cópia do material e guarda no computador, não paga pelo crime. Com o projeto, se esse mesmo indivíduo acessa propositalmente site com esse tipo de conteúdo ou o armazena intencionalmente também será punido e não apenas o responsável pelo site, como acontece hoje.

Assim, com a aprovação do projeto, mesmo que você tenha recebido sem querer, mas tristemente tenha gostado do que viu e resolve guardar conscientemente no seu computador para ver quando bem quiser, você estará cometendo o crime do novo artigo 241 do ECA e eu espero sinceramente, como mãe de 2 filhos, que você se estrepe de verde e amarelo!

4) Conclusão
Ninguém imaginava há 20 ou 15 anos atras que a internet tomaria as proporções que tem atualmente. A internet tornou-se um mundo à parte e portanto acertada a iniciativa de regular as relações que, muitas vezes, se originam ou mesmo se limitam ao universo virtual.

A internet não pode continuar como “terra de ninguém” onde se faz o que quer e quando quer, como se o usuário fosse um ser alheio ao sistema jurídico brasileiro. Contudo, não podemos permitir que a internet seja palco de censuras, arbitrariedades e se engesse, como todo o resto no Brasil.

Exigir que o usuário seja automaticamente identificado ao acessar a internet é um erro, mas não exigir que provedores guardem informações referentes aos acessos para eventuais investigações e requerimentos da polícia e da autoridade judicial também é um erro. Não punir pedófilos, caluniadores, estelionatários, só pelo fato de estarem sob o manto do anonimato confortável que a internet dá, é uma abominação total.

O usuário da internet que não rouba senhas, que não invade redes, que não quebra redes para acessar conteúdo protegido e fazer cópias não autorizadas, que não acessa e divulga conteúdo de pedofilia, enfim, a grande maioria, pode ficar tranquila quanto a aprovação do projeto de lei DE CONFORMIDADE COM O ATUAL SUBSTITUTIVO.

É bom o internauta manter os olhos abertos. O substitutivo aprovado pelo senado agora volta para a Câmara, que poderá jogar por água abaixo todas as modificações realizadas no Senado Federal. Um exemplo recente é a Lei Seca, que saiu da Câmara com a manutenção da proibição de comercialização de bebidas por estabelecimentos da zona rural. O Senado, em votação em plenário, derrubou totalmente a proibição de comercialização. Ao retornar para a Câmara, todas as emendas apresentadas e aprovadas pelos senadores foram derrubadas, e o projeto original da Câmara foi aprovado.

Então olho aberto. Eu, você e todos os demais usuários da internet temos sim interesse que os crimes sejam efetivamente punidos, pois assim, teremos um ambiente mais seguro ao acessarmos a internet através de nossos computadores. Mas é nosso dever acompanhar de perto as decisões das Casas Legislativas acerca de leis que terão efeito direto sobre nossas vidas.

Os interessados, visitem o site da Câmara e cadastrem a matéria para acompanhamento. Desta forma receberão notificação por email a cada tramitação que a matéria sofrer.

Links da matéria:
Câmara dos Deputados
Senado Federal
Projeto de Lei 83/1999 originário
Petição online apresentada contra o substitutivo do Dep. Azeredo
Projeto de Lei de Conversão 89/2003 aprovado pelo plenário do Senado
Tramitação do PLC 89/2003 no Senado
Matéria do Jardel’s Corner – Derrubando mitos sobre a lei dos cibercrimes

Fonte: JurisConsulto