Mito ou verdade? 10 alertas sobre computadores que circulam na internet

Retirar o pendrive sem ejetá-lo estraga o computador? O computador pode explodir se ficar sob o sol? Macs são à prova de vírus?

Essas e outras dúvidas surgem constantemente na internet e usuários encontram diversos argumentos na rede que podem não estar corretos. Abaixo você confere a verdade sobre algumas histórias relacionadas ao universo de computadores e notebooks.

Computador no sol

Reprodução

É comum encontrar quem questione se a exposição direta do computador ao sol pode danificar algum componente. A claridade não interfere no funcionamento do computador, mas o calor em temperaturas altas pode contribuir com o superaquecimento de peças quando a máquina estiver rodando programas e jogos pesados, por exemplo.

Retirada do pendrive

Reprodução

Retirar o pendrive sem configurar o computador para ejetá-lo com segurança pode sim danificar as saídas USB e também o utensílio de armazenamento. Isso acontece porque a corrente elétrica que passa do computador para o pendrive é cortada abruptamente quando a retirada é feita de forma incorreta. Assim, em casos raros, há a chance de queimar o dispositivo. O mesmo vale para HDs externos.

HD cheio e computador lento

Reprodução

Ao ter um computador com mais de 80% do seu espaço interno ocupado, ele pode apresentar lentidão para a execução de tarefas comuns. O motivo para isso deve-se ao fato de que a máquina precisa dedicar mais memória RAM para fazer a leitura de todos os softwares e arquivos presentes.

Protetores de tela descartáveis

Reprodução

Nos monitores antigos que não utilizavam telas LED ou LCD, uma das funções dos protetores de tela era atualizar as imagens do computador quando ele não estivesse sendo usado para que o aparelho não fosse danificado ao exibir uma mesma imagem durante muito tempo. Com o avanço da tecnologia, essa função tornou-se desnecessária. Além disso, a melhor dica é programar o monitor para entrar em modo de repouso quando não houver atividade durante alguns minutos, assim economiza-se energia elétrica.

Imãs perigosos

Reprodução

O magnetismo emitido pelos imãs pode danificar algumas peças que podem ser atraídas pelo objeto e, dessa forma, se deslocarem, desencaixarem ou quebrarem. O HD, por exemplo, é suscetível a esse tipo de dano. Isso, no entanto, só acontece se o objeto tive poder de magnetismo forte ou estiver bem próximo do dispositivo. Imãs de geladeiram não são tão ameaçadores nesse caso.

Espaço desnecessário

Reprodução

Ao contrário do que é difundido em fóruns e sites, o monitor não precisa da mesma área de ventilação de outras peças do computador. No entanto, isso pode variar de acordo com o modelo. A maioria dos produtos atuais pode ser encaixada na parede com suportes simples e dispensa espaço extra.

Consumo de energia

Reprodução

Se você deixa seu computador ativado durante semanas para evitar que ele precise ser ligado e desligado todos dias com a intenção de economizar energia, saiba que você está fazendo tudo errado. Além de gerar maior desgaste aos componentes que estão em funcionamento constante, o computador consome energia elétrica ao ficar ligado. O ato de ligar e desligar não gera grande consumo de energia que justifique a prática.

Celulares próximos

Reprodução

Além de alguns barulhos que caixas de som antigas podem fazer graças a interceptação das ondas de rádio dos celulares, os aparelhos telefônicos são inofensivos à saúde de computadores e notebooks.

Bateria descarregada

Reprodução

Não há motivos para deixar a bateria do notebook descarregar completamente antes de ligar o notebook a uma fonte de energia elétrica. Esse procedimento, inclusive, pode encurtar a vida útil do componente. O mesmo vale para baterias de celular e tablets que utilizam ion-lítio.

Macs com vírus

Reprodução

Não há qualquer indício que aponte para a inexistência de softwares maliciosos para computadores da Apple. Há até mesmo programas de proteção aos computadores da marca e também formas de descobrir se a máquina está infectada com algum malware.
Rodrigo Loureiro/Olhar Digital

Gravadoras e imprensa usam Michael Jackson para tentar ganhar tempo na crise de modelos de negócio

A morte do cantor Michael Jackson uniu a indústria fonográfica e a imprensa do mundo inteiro num frenético esforço de dar sobrevida a um mito para alavancar vendas e adiar por mais alguns meses o confronto com a dura realidade da falência de dois modelos de negócio que a inovação tecnológica tornou obsoletos.

Esta união de esforços mostrou como as gravadoras, em especial a Sony, detentora dos direitos musicais de Michael Jackson, estão dispostas a sugar até a última gota o potencial de vendas de astros e mitos do showbiz mundial. A Sony vendeu 750 milhões de álbuns (long play e CDs) do cantor desde 1982.

E a imprensa mergulhou de cabeça na notícia-espetáculo transformando em atualidade e voyeurismo aquilo que na verdade é essencialmente uma operação de marketing para valorizar o produto Michael Jackson. Não está em questão a produção musical e nem o gênero pop, mas o uso comercial que foi feito de ambos.

Michael Jackson é um caso único não tanto pela sua carreira e pelo gênero que criou mas sim pelo fato de ser o último grande fenômeno musical em escala planetária. Mesmo morto, não há nenhum outro interprete capaz de conseguir uma audiência global como ele.

O mito Michael foi construído na época áurea da indústria fonográfica mundial. Está associado diretamente a um modelo de negócios onde a produção musical estava concentrada nas mãos das gravadoras que controlavam o mercado de forma oligopólica.

A morte do chamado “rei do pop” é um duríssimo golpe para as gravadoras que ficam sem o seu maior astro e seu maior fiador de receitas recordes. Daí a necessidade de manter o mito contando com a ajuda da imprensa, que também passa por maus momentos e precisa aumentar o faturamento.

Trata-se, portanto, de uma aliança de conveniência, que está recorrendo ao que há de pior no jornalismo de variedades quando procura atrair público abrindo espaços para todos aqueles que querem fazer marketing pessoal contando segredos da vida do cantor.

Está valendo tudo neste esforço para prolongar o mais possível a permanência de Michael nas manchetes da imprensa e nos programas de televisão. Os jornais sensacionalistas são cúmplices e parceiros nesta empreitada cujo principal beneficiado é a agonizante indústria fonográfica mundial.

Observatório da Imprensa – Carlos Castilho