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Um investigado por fraude ambiental comandará Meio Ambiente sob Bolsonaro

Advogado Ricardo Salles é alvo de ação por improbidade administrativa no período em que foi secretário da área no Governo AlckminMinistro Meio Ambiente,Blog do Mesquita,Ricardo Salles,Endireita Brasil.JPG

Do Partido Novo, ele preside o movimento Endireita Brasil e defendeu “bala” como resposta ao MST

Um investigado por fraude ambiental comandará Meio Ambiente sob Bolsonaro EUA, um aliado acima de todos para o Brasil de Bolsonaro

Apoiado por entidades ruralistas e presidente do Movimento Endireita Brasil, o advogado Ricardo de Aquino Salles comandará o Ministério do Meio Ambiente a partir de janeiro. O anúncio do ministro que completa a Esplanada dos Ministérios de Jair Bolsonaro foi feito pelo presidente eleito na tarde deste domingo. Salles, que já foi secretário particular do ex-presidenciável Geraldo Alckmin e ocupou também a pasta de Meio Ambiente de São Paulo durante o Governo do tucano, vinha sendo citado há dias como nome para o cargo. O futuro ministro é alvo de ação de improbidade administrativa, acusado de manipular mapas de manejo ambiental do rio Tietê, e, durante a campanha eleitoral deste ano, chegou a sugerir o uso de munição de fuzil contra a esquerda e o MST.

A escolha de Salles joga mais combustível nas controvérsias que envolvem um setor crucial para o Governo Bolsonaro, crítico do que chama de “exageros” na legislação ambiental. As decisões já sob influência da futura gestão, como retirada da candidatura do Brasil para sediar a próxima Conferência sobre as Mudanças Climáticas da ONU no ano que vem, a COP25, atrem holofotes tanto nacionais como internacionais para o setor.

Após vencer as eleições, Bolsonaro chegou a anunciar que fundiria os ministérios da Agricultura (que será comandado a partir do ano que vem pela deputada ruralista Tereza Cristina) e do Meio Ambiente, uma ação para reduzir a máquina pública, mas que também, segundo os críticos, poderia esvaziar a pasta que hoje controla o Ibama e o ICMbio, órgãos fiscalizadores. Durante a campanha, o então candidato e seus emissários fizeram várias críticas ao que chamam de “indústria da multa” desses órgãos. Bolsonaro chegou a defender a necessidade de “tirar o Estado do cangote de quem produz”. No entanto, a reação negativa de setores exportadores e ambientalistas fizeram o presidente recuar da proposta. Bolsonaro decidiu apenas reformular o Ministério do Meio Ambiente e reduzir alguns cargos.

A manutenção da pasta não apaziguou os ânimos. Para a organização ambientalista Observatório do Clima, a indicação do novo ministro mostra que segue viva a ideia de subordinar o Ministério do Meio Ambiente ao Ministério da Agricultura. “Se por um lado contorna o desgaste que poderia ter com a extinção formal da pasta, por outro garante que o Ministério do Meio Ambiente deixará de ser, pela primeira vez desde sua criação, em 1992, uma estrutura independente na Esplanada. Seu ministro será um ajudante de ordens da ministra da Agricultura. O ruralismo ideológico, assim, compromete o agronegócio moderno – que vai pagar o preço quando mercados se fecharem para nossas commodities”, argumenta a dura nota da entidade.

Ricardo Salles é acusado de descumprir leis ambientais. Desde 2017, é alvo de ação movida pelo Ministério Público de São Paulo sob a acusação de alterar ilegalmente o plano de manejo de uma área de proteção ambiental, na Várzea do Rio Tietê, “com a clara intenção de beneficiar setores econômicos”. “Sou réu, mas não há decisão contra mim. São todas favoráveis a mim. Todas as testemunhas foram ouvidas, todas as provas produzidas e o processo está concluso para sentença, pode ser sentenciado a qualquer momento. Todas as testemunhas ouvidas, de funcionários do governo e fora, corroboraram a minha posição”, afirmou Salles ao site do programa Globo Rural há alguns dias.

Além disso, Salles foi alvo de um inquérito civil instaurado também pelo Ministério Público de São Paulo no último mês de janeiro para apurar se cometeu improbidade administrativa ambiental ao determinar a retirada do busto do guerrilheiro e ex-capitão do Exército Carlos Lamarca, que estava instalado no Parque Estadual do Rio Turvo, em São Paulo, quando comandava a secretaria estadual do Meio Ambiente. O pedestal em que estava a estatueta teria sido demolido por ordem de Salles em agosto do ano passado. “Recurso de compensação ambiental não foi feito para colocar busto em parque, como fizeram lá. Ainda mais de uma pessoa que era um criminoso, independentemente do lado ideológico”, argumentou na época.

Salles, cuja nomeação por Alckmin provocou críticas até dentro do PSDB, estreou na política ao se candidatar a deputado federal pelo Partido Novo nas últimas eleições, mas não conseguiu se eleger. Durante a campanha, sugeriu nas redes sociais o uso da munição de fuzil 3006 (mesmo numero que escolheu para usar nas urnas) “contra a praga do javali” e “contra a esquerda e o MST”. A publicação causou revolta e rendeu uma advertência do partido no Twitter, que disse não compactuar “com qualquer insinuação ou apologia à violência, de qualquer tipo, contra quem quer que seja”. As críticas do novo ministro à esquerda são antigas. Há 12 anos, quando o ex-presidente Lula venceu a reeleição apesar das denúncias do Mensalão, ele participou da criação do Movimento Endireita Brasil, destinado a reabilitar esse setor ideológico no país.
ElPais

Temer corta apenas metade dos ministérios prometidos

Presidente interino, que anunciou que extinguiria dez pastas na Esplanada, mas cortou apenas cinco e está prestes a criar o 27º ministério. Objetivo principal é alocar aliados pró-impeachment.

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Presidente interino pretende recriar a pasta do Desenvolvimento Agrário

Anunciado como uma das principais ações do governo interino, o corte no número de ministérios, que a princípio atingiria dez pastas, acabou não se concretizando.

O atual quadro do executivo tem apenas seis pastas a menos que a gestão da presidente afastada Dilma Rousseff.

Para completar, na quinta-feira (11), o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, anunciou a recriação do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que será o 27º da Esplanada versão Michel Temer.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]Inicialmente, a Advocacia-Geral da União e o Banco Central deixariam de ter status de ministério.

Porém, em uma manobra do Planalto, o presidente interino editou a Medida Provisória 276 e determinou que Fábio Medina Osório, da AGU, e Ilan Goldfajn, do BC, continuariam sendo ministros até que seja aprovada uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) lhes concedendo foro privilegiado.

Temer ainda criou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e o Ministério da Cultura, depois de sofrer pressões por tê-lo cortado. No final das contas, a Esplanada está com 26 pastas.

Os ministérios são uma das saídas para o Planalto agradar partidos aliados e garantir o afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff – que será votado no próximo dia 25.

A recriação do Ministério do Desenvolvimento Agrário, por exemplo, ocorre para atender o Solidariedade, partido da base de Temer.

Até mesmo partidos aliados como PSDB e DEM criticaram a iniciativa do governo, que consideram a volta do MDA como “mais uma concessão” por causa do impeachment.

Por fim, o inchaço da máquina é mais um sinal de que a prometida austeridade com as contas públicas não saiu do papel.

Em entrevista ao jornal O Globo, o líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), afirmou que Temer tem é que “extinguir, não criar novas pastas”.

Leia a íntegra da matéria do Globo

É melhor o Brasil ter 39 ministérios ou 10?

A presidente Dilma Rousseff

Esta não é a discussão principal. O importante não é o número em si, mas encontrar uma forma de medir a eficiência do Estado

Eduardo Oinegue, de 

 Dilma Rousseff: a presidente conta com quase 40 ministérios para acomodar a base aliada.
 Certos órgãos foram desenvolvidos pelo Estado para observar o mercado e, quando necessário, intervir. São instituições fundamentais, existentes em todo o mundo civilizado e dispensam explicações. O Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários, entidade máxima do mercado de capitais, as agências reguladoras e o Tesouro Nacional são bons exemplos. Mas em que categoria se encaixaria a Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa, o recém- aprovado 39o ministério brasileiro?

O Brasil tem 6 milhões de micro e pequenas empresas abertas por pessoas corajosas, que arriscam seu patrimônio em nome da realização de um sonho. Essa força viva da economia gera 15 milhões de empregos formais. De que forma o Estado poderá ser útil a essa legião de empresários com o novo ministério?

Como a resposta será dada pelo tempo, e a única certeza até agora é que teremos quase 40 ministros em ação, o anúncio da nova pasta produziu uma saraivada de críticas. E deixou a pergunta no ar: existe um número ideal de ministérios?

O Brasil estreou a República com poucos ministérios. O marechal Deodoro da Fonseca estruturou seu governo com oito pastas. Na República Velha, tivemos, em média, nove ministérios, que viraram dez com Getúlio Vargas e 11 com Juscelino Kubitschek. No final do regime militar, João Figueiredo governava com 16 ministros.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Com a redemocratização — e premido pela necessidade de acomodar com cargos o arco de alianças políticas que o apoiava —, Tancredo Neves desenhou uma Esplanada com 23 ministérios. Que viraram 31 com José Sarney, 34 no segundo governo de Fernando Henrique Cardoso e 38 com Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente Fernando Collor, que se elegeu em 1989 prometendo cortar a máquina herdada de Sarney, até operou com 17 ministérios. Mas complementou a equipe com 13 secretarias ligadas à Presidência. Ou seja, 30 nomes no primeiro escalão.

O que fez com que multiplicássemos por 5 o total de ministros existentes no início da República? Em parte, o desenvolvimento do Brasil. Uma das pastas de Deodoro da Fonseca se chamava Agricultura, Comércio e Obras Públicas, hoje compreensivelmente fatiada em três ministérios. Outro motivo é a vontade dos governos de dar ênfase a um tema de campanha, como a Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Há ainda a natureza de nossa estrutura política. Nas democracias mais estáveis do mundo, os governos constroem maioria no Parlamento com o apoio de no máximo quatro partidos. No Brasil, para atingir maioria no Congresso, o governo precisa atrair 18 partidos. Os dois maiores partidos da base do governo controlam 22 ministérios (17 do PT e cinco do PMDB). É assim com Dilma. E foi assim com Lula, Fernando Henrique, Itamar Franco…

Ainda que haja uma explicação políti­copartidária para a explosão ministerial, a pergunta feita no início deste tex­to continua em aberto: é possível es­ta­belecer um número ideal de ministérios? Se não houvesse injunções políticas, se vivêssemos num país asséptico, quantos ministros o Brasil deveria ter? A resposta honesta: é impossí­vel responder. Simplesmente porque não dá para avaliar a eficiência da máquina pública só pelo tamanho do ministério.

Que seria melhor para a presidente Dilma despachar com um nú­mero menor de assessores de primei­ro escalão, ninguém duvida. Mas a história é mais com­plexa do que uma relação direta entre cadeiras ministeriais e qualidade do governo. O Reino Unido é um exemplo de país desenvolvido. E todos torcem para que Botsuana deixe um dia de ser subdesen­vol­vido. Pois os dois países têm um número quase igual de ministérios. O Rei­no Unido tem 18. E Botsuana, 17. De duas, uma. Ou vamos concluir, equivocadamente, que na África a meta de pou­cos ministérios não se aplica. Ou va­mos concluir, acertadamente, que não há relação entre desenvolvimento e número de ministérios.

 

Prestação de contas

O número excessivo de ministérios pode até ser o sintoma de uma doença grave, mas seguramente não é a sua causa. A questão central é outra. O Estado brasileiro, que deveria ser musculoso, é gorduroso, gelatinoso, inconsistente, ineficaz e dispendioso. A crítica vale para a Esplanada, mas também para todas as esferas do Poder Público. Existem no Brasil 5 500 municípios, uma parte significativa vivendo de repasses do governo federal. E cada um deles cultivando sua estrutura burocrática.

Estima-se que sejam quase 70 000 os secretários municipais. O que dizer da Justiça Militar? Para que serve? Faz sentido manter funcionando uma estrutura cara que se presta a julgar crimes comuns cometidos por militares? Imagine-se a cena ocorrida em fevereiro no Superior Tribunal Militar, instância máxima da Justiça castrense. Os 15 ministros (15!) debruçaram-se sobre o seguinte caso: decidir a punição a uma sargento da Aeronáutica que havia furtado o cartão de crédito de uma colega, efetuado saques e feito compras numa loja de sapatos. Importante, não? E o que dizer da Justiça do Trabalho?

O que devemos exigir é que todas essas instituições sejam obrigadas a prestar contas à sociedade. Avaliar se os ministérios e toda a máquina estatal estão cumprindo a missão para a qual foram criados. O Ministério da Pesca melhorou a qualidade da piscicultura brasileira? Se sim, parabéns. Se não, para que mantê-lo funcionando? O Ministério do Desenvolvimento Agrário disse a que veio? E por aí adiante.

As empresas são obrigadas a prestar contas aos acionistas publicando o balanço anual. Ali, apresentam o que fizeram naquele ano, abrindo os números que comprovam sua ineficiência ou sua eficiência, segundo critérios contábeis aceitos internacionalmente. Por que não exigir dos ministérios que apresentem um balanço anual de suas reali­za­ções? Não vale dizer que eles já submetem seus números ao Tribunal de Con­tas.

O que se pode estudar é a adoção de um balanço social dos ministérios, a ser divulgado à sociedade uma vez por ano. Ali se listariam todas as promessas e suas concretizações. Os que não comprovassem sua utilidade poderiam ser fechados. A regra poderia valer não apenas para os ministérios, mas para todas as secretarias estaduais e municipais.

Para manter-se operacional, o Estado brasileiro retira da sociedade 40% do PIB na forma de impostos, taxas e contribuições — e ainda assim faltam médicos. O que o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais têm a dizer sobre isso? A discussão em torno do novo ministério é saudável, mas há por trás uma questão de fundo. Todos os órgãos públicos precisam ser avaliados de forma transparente. Com isso, a discussão sobre o tamanho do Estado ganharia indicadores objetivos. E o Brasil, a chance de um salto de qualidade.

Dilma Rousseff cria o 39º ministério. Nós pagamos a conta!

Dona Dilma cria mais um ministério. O 39º! E nós, pagamos a conta.

Para acomodar Kassab, que deu uma “forcinha” pra eleger Haddad – aquele que não conseguiu administrar o ENEM, mas tem a pretensão de administrar São Paulo, a maior cidade da América Latina.

Não posso garantir, mas creio que a senhora em questão não sabe o “nominho” de todas as ex-celências, e nem recebe/fala com 90% deles.

Esse é um mal do sistema político brasileiro. “Presidencialismo parlamentarista”, uma aberração que obriga a qualquer governante – municipal, estadual, federal – fazer conchavos e balcão de trocas com ‘partidecos’ para poder governar. Desde a primeira república que é assim.

Penso que somente com o voto distrital, e o parlamentarismo, de fato se sairá desse buraco das negociatas políticas.
Como está no fundo do poço ainda há um porão.


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Enquanto a Copa do mundo não vem… governo cria mais um ministério pro povo sustentar

Enquanto o povo dorme sonhando com copa do mundo, o Estado Leviatã avança no bolso do cidadão, o superávit primário já foi pras calendas, o PIB é ridículo, e inflação cavalga em surdina.

O senado tem autonomia para não aprovar estas barbaridades. Se não o fizer, é por questão de interesse e conveniência.

Tal e qual quanto à indicação para ministros do STF, o Senado Federal tem competência constitucional para não aprovar.

José Mesquita – Editor


Câmara aprova a criação do 39º ministério de Dilma; custo: R$ 7,9 milhões.

Sob protestos da oposição, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira a criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, com status de ministério e vinculada à Presidência da República.

Enviado ao Congresso em 2011, o projeto prevê a criação de 66 cargos em comissão, a serem ocupados por servidores não concursados, e os cargos de ministro e de secretário-executivo.

O custo previsto na exposição de motivos é de R$ 7,9 milhões. O projeto precisa ser aprovado no Senado, antes de ir à sanção presidencial.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A oposição reclamou da criação de mais uma secretaria e do 39º ministro do governo Dilma. Afirmou que a intenção não é beneficiar o setor das pequenas e micro empresas, mas acomodar novos aliados do Planalto.

Nos bastidores, especula-se que a nova secretaria poderá ser oferecida ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, presidente do PSD, partido que deverá integrar a base do governo Dilma Rousseff.

“É mais uma secretaria com status de ministério. O projeto nada mais é do que arrumar emprego para os indicados da base aliada. Enquanto isso, o custeio da máquina pública foi para as estrelas e o país fica sem investimentos”, criticou o líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE). O projeto foi aprovado nesta quarta-feira à noite por 300 votos a 45.

Deputados da base aliada elogiaram a iniciativa, mas não esconderam que a nova pasta traz à tona disputas por espaços no governo.

“Estão dizendo que é para o Kassab? Não é não, é para o (Gabriel) Chalita (deputado do PMDB que disputou a prefeitura de São Paulo e apoiou o petista Fernando Haddad no segundo turno)”, brincou o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), preferiu não brincar com o fato e procurou ressaltar a importância da nova pasta: “É uma secretaria importante para um segmento crescente no Brasil”.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse que o projeto que cria a secretaria tramitava há mais de um ano na Casa e que houve acordo com os líderes partidários, em reunião feita, na semana passada, para votá-lo.

”É uma matéria que dialoga com um setor importante da sociedade brasileira, o setor de micro e pequenas empresas. A criação da secretaria dá um tratamento especial para políticas nesse setor e garante o desenvolvimento da economia brasileira”, disse Maia.

Em agosto de 2011, Dilma convidou a empresária Luiza Trajano, dona do , para comandar a pasta. Diante da necessidade de acomodação de aliados, não se sabe se o convite será mantido.

A criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa foi uma promessa de campanha da presidente Dilma Rousseff.

Na transição de governo, a pasta foi oferecida ao PSB, que indicaria para o cargo o senador Antônio Carlos Valadares (SE), mas ele disse que não aceitaria um ministério criado só para acomodá-lo.
Por Isabel Braga/Globo 

Tópicos do dia – 03/12/2011

08:51:13
Dilma irá fundir nove ministérios.
Na reforma ministerial prevista para o início do ano, as maiores apostas em Brasília são a fusão do Ministério da Agricultura com a Secretaria de Aqüicultura e Pesca, o da Previdência com o do Trabalho e se espera também que os ministérios da Educação e da Cultura voltem a ser um só, como no velho MEC. A maioria desses ministério perdeu relevância, por isso a idéia é otimizar a gestão e cortar despesas.

09:04:19
Crimes hediondos
Leio no jornal: “Senadores querem transformar corrupção em crime hediondo”.
Uáu!!! A caminho, governos hediondos!

10:25:43
Deputado tucano processa Dilma por não demitir Lupi.
“O deputado tucano Fernando Francischini (PR) protocolou nesta sexta (2) uma ação popular na 5ª Vara Cível da 4ª Região da Justiça Federal, do Paraná, contra a presidenta Dilma Roussef, contra o ministro Carlos Lupi (Trabalho) e contra a União. O deputado argumenta que Dilma se omitiu no dever de exonerar Lupi. Ele diz que o ministro, por sua vez, cometeu atos de improbidade administrativa. Francischini pede que Lupi devolva aos cofres da União o salário que recebeu ao acumular dois cargos públicos distintos, na Câmara, em Brasília, e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. “O caso do ministro Lupi é uma vergonha. Quero que ele devolva todo salário que recebeu da Câmara dos Deputados sem trabalhar. Dinheiro público deve voltar para o bem público”, disse o deputado.”
Folha de São Paulo

10:32:55
Blogs e noticiários da TV
Pasteurização da notícia abre espaços para blogs na hora de contar histórias sobre o mundo em que vivemos.
A mudança nos telejornais é impressionante. Para concorrer com os blogs, os âncoras dos telejornais têm agora uma postura mais descontraída.
Perderam aquele ar que o Cid Moreira ‘trajava’, tal e qual um abonador da narrativa de uma verdade histórica, e adotaram a informalidade blogueira de um William Bonner.
Para não serem “furados” pelo Twitter, principalmente, os telejornais deram maior dinâmica às barras de informações que ‘correm’ na base da tela.
Ainda assim, na forma, a notícia está descontextualizada com o espectador comum. Esse quer somente quer saber se vai chover ou não. Dispensa toda aquela linguagem incompreensível e empolada de tecnicidades de “frentes equatoriais” e “massa polar intertropical” e outros quejandos meteorológicos.
A necessidade de uma fala mais coloquial talvez tenha precipitado o ostracismo de “o dono da verdade” de um Boris Casoy.

15:26:59
Mulher barrada no Iguatemi, Fortaleza
Marketing mais destrutivo, impossível. Quando as “zelites” entenderão que todos são iguais? As redes sociais são o detergente tecnológico a retirar a maquiagem do cinismo e da discriminação. Nada mais é segredo, nem pode ser escondido comprando a mídia tradicional para não divulgar esse tipo de atitude.
180 milhões de celulares; 180 milhões de repórteres independentes.
“Nada será como antes”!


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Eleições 2014: Palocci já é ‘pole position’?

Não cabe aos Tupiniquins, reclamar. Tudo é conseqüência do voto que cada um depositou na urna. É estreita a linha que separa os verbos exige e exibe.

Na realidade, na ilusionista ‘Terra Brasilis’, o princípio era o verbo, depois a verba, e aí, acabaram-se os princípios.

Palocci, assim me parece, já está colocado no ‘grid’ de largada para 2014. Salvo um ou outro ocasional, e letal, Francenildo, já vê a bandeira quadriculada.

O Editor


Antes da posse, Palocci assume ar de superministro

No meio a uma conversa sobre pendências administrativas da pasta da Defesa, Lula inquiriu Nelson Jobim sobre um assunto paralelo:

– A Dilma já te procurou?

– Não, quem esteve comigo foi o Palocci.

– Precisamos resolver logo isso.

Falavam do futuro do Ministério da Defesa.

Lula deseja que Jobim seja mantido no cargo. Antes de se decidir, Dilma Rousseff acionou Antonio Palocci.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A presença de Palocci na montagem do novo ministério tornou-se corriqueira. Antes mesmo de ser oficializado na Casa Civil, virou titular das sondagens.

Palocci passa mais tempo na Granja do Torto, residência provisória de Dilma, do que no CCBB, sede da transição de governo.

Ele acompanha Dilma nas refeições do Alvorada, durante as quais os nomes dos futuros ministros são submetidos a Lula.

Na conversa com Jobim, relatada pelo ministro da Defesa a amigos, Palocci perguntou se o interlocutor tinha interesse em se manter no cargo.

Jobim respondeu que o interesse tem de partir de Dilma, não dele. Se a presidente o quiser no posto, deve expor seus planos. Ele, então, dirá se fica ou não.

Levada por Palocci a Dilma, a prosa de Jobim não agradou. E ela, a despeito da ansiedade de Lula, ainda não o procurou.

Se pudesse, Dilma já teria riscado Jobim de sua lista. Faria com ele o que fez com Henrique Meirelles, cujo descarte também foi precedido de contatos com Palocci.

O problema é que, diferententemente do que ocorreu no caso do BC, Dilma ainda não encontrou um Alexandre Tombini para a Defesa. Faltam-lhe nomes.

De concreto, por ora, apenas uma evidência: sob Dilma Rousseff haverá dois tipos de ministro –Palocci e os outros.

Depois de compartilhar com Lula o receio de concentrar poderes no quarto andar do Planalto, onde funciona a Casa Civil, Dilma decidiu correr o risco.

A sucessora de Lula cuidou de retirar dos escaninhos da Casa Civil o PAC e o Minha Casa, Minha Vida, programas que a fizeram poderosa.

Ainda assim, Palocci comandará no gabinete do quarto andar um arranjo semelhante ao que produziu a ruína de José Dirceu, o ex-“técnico do time” no primeiro reinado de Lula.

Além das atribuições de gerente da Esplanada, Palocci acumulará uma função que Dilma não exerceu sob Lula: a articulação política.

Nessa matéria, a julgar pelas credenciais que atribuiu a Palocci já na transição, Dilma dotou-o da principal característica dos superministros. Outorgou-lhe a voz.

O titular da Casa Civil é o último anteparo entre as demandas e a maçaneta da sala presidencial.

Tomado pelos poderes que exibe hoje, Palocci flerta com o risco de confundir a delegação com a propridade da voz.

Em benefício de Palocci, há o fato de que ele, por discreto, não é dado aos rompantes de exibicionismo que ajudaram a compor a desgraça de Dirceu.

Em desfavor de Palocci, há a evidência de que, assim como o Dirceu pré-mensalão, ele cultiva um projeto político solitário. Algo que o “caseirogate” não dissipou.

Dilma também alçou vôo da Casa Civil para a candidatura presidencial. Mas foi Lula quem lhe deu as asas.

Com Palocci dá-se coisa diversa. Ele prestará assessoria a uma presidente que enxerga a reeleição no horizonte de 2014.

Considerando-se o modo como levou Meirelles ao microndas e a aversão que nutre por Jobim, Dilma não parece afeita à ideia de dividir o gramado com outras palmeiras.

Palocci, por acomodatício, pode contrariar a escrita. Mas sua presença na Casa Civil é, até prova em contrário, uma crise esperando para acontecer.

blog Josias de Souza