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Joseph Schumpeter; O homem que previu o fim do capitalismo e que ajuda a entender a economia de hoje

“O capitalismo pode sobreviver?”, se perguntou Joseph Schumpeter. “Não, acho que não”, foi a resposta dele.

Joseph Schumpeter nasceu em 1883 e morreu em 1950.
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A reflexão foi feita em uma de suas principais obras: Capitalismo, Socialismo e Democracia, de 1942.

O influente economista austríaco não acreditava na ditadura do proletariado nem na revolução de Karl Marx. Pelo contrário, ele rejeitava o que entendia como os elementos ideológicos da análise marxista.

Para ele, o que levaria ao fim do capitalismo seria o seu próprio sucesso. “Considero Schumpeter o analista mais aguçado do capitalismo que já existiu. Ele viu coisas que outras pessoas não viram”, disse Thomas K. McCraw, professor emérito da Escola de Negócios da Universidade de Harvard, ao Working Knowledge, o site da universidade.

Schumpeter “está para o capitalismo assim como Freud está para a psicologia: alguém cujas ideias se tornaram tão onipresentes e arraigadas que não podemos separar seus pensamentos fundamentais dos nossos”, disse o acadêmico.

A tragédia

Schumpeter nasceu em 1883 em uma cidade da República Tcheca, que na época fazia parte do império austro-húngaro.

Schumpeter falava diversos idiomas.
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Ele era filho único e perdeu o pai aos 4 anos de idade. Sua educação ficou a cargo de sua mãe e seu novo marido, que frequentavam a aristocracia local.

Embora estudasse direito, o tema que o atraiu foi a economia — Schumpeter se tornaria um dos melhores alunos da Escola Austríaca de Economia.

“Schumpeter era um excelente aluno, leitor incansável, tinha uma mente viva e curiosa, era um mestre em várias línguas”, escreveu Gabriel Tortella, professor emérito de História e Instituições Econômicas da Universidade de Alcalá, no artigo Um profeta da social-democracia, publicado na revista Book.

Ele tinha uma personalidade carismática, era mulherengo e amava cavalos. Viveu por um tempo na Inglaterra, onde teve um relacionamento com uma mulher 12 anos mais velha que ele.

Sylvia Nasar, em seu livro “Grande Busca: A história do Gênio Econômico, conta que se casou com o economista, mas que, com o tempo, ambos reconheceram que o casamento fora um erro. Em 1913, eles se separaram e anos depois se divorciaram oficialmente.

Schumpeter se casou novamente em 1925, desta vez com uma mulher muitos anos mais nova. Mas, um ano depois, uma tragédia abalaria sua vida: sua esposa morreu enquanto dava à luz seu filho, que também morreu pouco tempo depois. Nesse mesmo ano, ele ainda perderia a mãe.

Entre luxo e academia

Schumpeter morou em Viena após a Primeira Guerra Mundial e a queda do império austro-húngaro.

Schumpeter viveu a Primeira Guerra Mundial, que causou grandes estragos na Europa. Direito de imagem GETTY IMAGES

Schumpeter foi ministro da economia do governo socialista que governou a Áustria em 1919. Depois, morou em sete países, em alguns dos quais foi professor e trabalhou como banqueiro de investimentos, o que lhe permitiu fazer uma fortuna — que depois desapareceria.

Antes de seu segundo casamento, por algum tempo, Schumpeter levou uma vida de muitos luxos e parecia não se importar de ser visto em público com prostitutas, diz Nasar.

“Schumpeter era um acadêmico brilhante que fracassou retumbantemente como ministro das Finanças da Áustria”, escreveu Pearlstein, vencedor do prêmio Pulitzer, em uma resenha do livro de Nasar publicada no jornal americano The Washington Post.

O economista se estabeleceu nos Estados Unidos em 1932, onde lecionou na Universidade de Harvard pelo resto da vida. Em sua nova casa, diz Tortella, Schumpeter se apaixonou e se casou com uma historiadora de economia chamada Elizabeth Boody, 15 anos mais nova que ele.

Foi ela quem compilou e editou os textos dele sobre a história do pensamento econômico, publicados postumamente (ambos morreram antes da publicação do livro em 1954: ele em 1950 e ela em 1953) no monumental History of Economic Analysis (História da Análise Econômica, em inglês).

Schumpeter analisou a Grande Depressão dos anos 1930
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Destruição criativa

Durante a Grande Depressão da década de 1930, disse Thomas K. McCraw, “muitas pessoas inteligentes da época acreditavam que a tecnologia havia atingido seu limite, e que o capitalismo atingira seu auge “.

“Schumpeter acreditava exatamente no oposto e, é claro, estava certo”, afirmou McCraw, foi o autor do livro Profeta da Inovação: Joseph Schumpeter e Destruição Criadora.

O conceito de destruição criativa foi um dos que Schumpeter ajudou a popularizar. E, segundo Fernando López, professor de Pensamento Econômico da Universidade de Granada, essa ideia é uma espécie de darwinismo social.

“É a ideia de que o capitalismo destrói empresas não criativas e não competitivas”. “O processo de acumulação de capital continuamente os leva a competir entre si e a inovar e apenas os mais poderosos sobrevivem”.

Uma ansiedade constante

Essa dinâmica ideal do capitalismo significa que os empreendedores nunca podem relaxar. “Esta é uma lição extremamente difícil de aceitar, principalmente para pessoas de sucesso. Mas os negócios são um processo darwiniano e Schumpeter frequentemente o vincula à evolução”, afirmou McCraw.

Novos produtos aparecem constantemente para substituir os antigos, que se tornam obsoletos.

“É um processo contínuo de aprimoramento, e essa é a característica número um do capitalismo”, segundo Pep Ignasi Aguiló, professor de economia aplicada na Universidade das Ilhas Baleares, na Espanha.

A dinâmica dos negócios leva à “única maneira de sair da competição, que é muito dura, é através de tentativas de redução de custos, o que exige processos de inovação na produção ou através do desenvolvimento de novos produtos preferidos pelos consumidores em relação aos anteriores “, diz o doutor em Economia.

No entanto, as tentativas de redução de custos também podem levar a superexploração de trabalhadores, lobby para regulamentação e práticas nocivas para o ambiente — temas que muitas vezes são “esquecidos” quando se fala do assunto.

O fim do capitalismo e das meias femininas

Schumpeter usava dois exemplos para explicar suas teorias foi o das meias femininas.

Schumpeter explicava suas teorias dando como exemplos produtos como meias femininas – Direito de imagem GETTY IMAGES

No início do século 20, apenas mulheres da classe alta podiam comprá-las. Mas, após a Segunda Guerra Mundial, eles se tornaram mais acessíveis aos consumidores de diferentes grupos sociais.

“Tornar algo acessível a todos leva a mentalidade socialista a entrar gradualmente nos poros do sistema capitalista e desacelerar sua característica essencial, que é a competição entre produtores”, diz o professor.

O raciocínio do austríaco era que, ao “apaziguar a concorrência e acabar gerando igualdade no acesso aos produtos”, o capitalismo chegaria ao fim.

Schumpeter fixou um prazo para isso: o fim do século 20.

“Ele estava errado sobre isso. Acreditava que até então as condições de disseminação da produção em massa e de produtos entre toda a população fariam todas a pessoas viverem melhor do que o rei da França do século 18 e, portanto, o clamor pelo socialismo seria grande”.

Vítima de seu próprio sucesso

“A ideia era a de que o capitalismo leva à produção em massa, a produção em massa leva a uma riqueza extraordinária que se espalha por uma parte muito importante da população, o que aumentaria o desejo de igualdade”, explica Aguiló.

O automóvel, por exemplo, deixou de ser um produto que apenas uma elite poderia adquirir e passou a estar disponível para milhões de pessoas. “O preço cai, as quantidades aumentam, e isso acontece repetidas vezes com todos os produtos”, diz o professor.

Essa circulação em massa de produtos significa que os padrões de vida dos consumidores aumentam, que há uma “demanda por mais igualdade” e que isso acaba dificultando a essência do sistema: a concorrência”, explica Aguiló.

Questões como os problemas ambientais se tornaram mais evidente desde a época de Schumpeter
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“Esse grande sucesso da abundância compartilhada, ao alcance de todos, é o que levaria ao fim do capitalismo”.

No entanto, embora a riqueza seja mais bem distribuída em alguns países, o que se viu no mundo desde então foi o contrário: apesar de muitos produtos estarem acessíveis para grande parte da população, o que se vê é uma concentração cada vez maior da riqueza produzida.

Virtude e perigo

Seguindo a lógica de Schumpeter, a concorrência se tornaria, ao mesmo tempo, uma virtude e um problema para as empresas.

Segundo López, Schumpeter acreditava que “o processo de acumulação incessante de capital levaria, em algum momento, ao que Marx chamava de tendência decrescente da taxa de lucro”.

“O capitalismo é um sistema incomparável em termos produtivos, é um sistema que, no nível produtivo, eu uso Marx novamente, é o mais progressista da história, mas tem o problema de que a acumulação incessante de capital o leva a competir também incessantemente.”

“Essa competição força as empresas a estar em uma guerra constante para inovar, obter novos mercados, novos produtos. E aí mora o perigo”.

Harry Landreth e David C. Colander, em seu livro História do Pensamento Econômico, explicam que “enquanto Marx havia previsto que o declínio do capitalismo derivaria de suas contradições, Schumpeter especulou que seu fim seria produto do seu próprio sucesso”.

Sua ideia de uma sociedade socialista

Em seu trabalho Capitalismo, Socialismo e Democracia, Schumpeter imaginou o tipo de sociedade socialista que surgiria depois que o capitalismo perecesse.

Guillermo Rocafort, professor da Faculdade de Ciências Sociais e Comunicação da Universidade Europeia, inclui o pensador austríaco no grupo de economistas pessimistas ou fatalistas, desiludidos com o capitalismo de sua época.

Enquanto Marx via uma luta de classes entre a burguesia e a classe trabalhadora, Schumpeter percebia uma grande tensão entre um grupo de empreendedores, aqueles que provocam “vendavais capitalistas que levam a um grande crescimento econômico” e outro composto de empreendedores “que implementam um capitalismo não tão pioneiro, mas calculista, mais conservador “, diz Rocafort.

Na sociedade imaginada por Schumpeter, a distribuição da riqueza seria mais justa ainda existiria mercado.

Seria uma sociedade em que o valor da igualdade estaria acima de tudo, segundo Aguiló, “o que levaria a um status quo que desacelera a inovação para e na qual, portanto, o peso do mercado na distribuição dos recursos é menor, e o peso do Estado aumenta.”

Landreth e Colander citam Schumpeter: “Os verdadeiros promotores do socialismo não foram os intelectuais ou agitadores que o pregaram, mas os Vanderbilts, Carnegies e Rockefellers (famílias ricas do início do século 20)”.

Ciclos econômicos

Rocafort explica que Schumpeter reforçou a teoria dos ciclos econômicos como forma de evolução do capitalismo.

“Como se fosse uma montanha-russa, subindo e descendo, (…)Schumpeter refere-se a ciclos econômicos que têm sua origem em inovações tecnológicas e financeiras. Elas causam momentos de grande boom, depois estabilização e depois uma depressão ou recessão”, diz o professor.

O especialista cita como exemplos a quebra da bolsa de 1929 e a crise financeira de 2008.

Schumpeter nos faz ver o capitalismo como “um processo histórico e econômico que não tem crescimento contínuo, o que seria desejável, mas um crescimento bastante volátil, e que, em última análise, tem consequências para a sociedade em termos de, por exemplo, desemprego”.

No século 21

“Vários economistas, incluindo Larry Summers e Brad DeLong, disseram que o século 21 será ‘o século Schumpeter’ e eu concordo”, disse McCraw.

Schumpeter e John Maynard Keynes (na foto) são considerados os principais economistas do século 20
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“O motivo disso é que a inovação e o empreendedorismo estão florescendo em todo o mundo de uma maneira sem precedentes, não apenas nos casos bem conhecidos da China e da Índia, mas em todos os lugares, exceto em áreas que tolamente continuam a rejeitar o capitalismo.”

“A destruição criativa pode acontecer em uma grande empresa inovadora (Toyota, GE, Microsoft), mas é muito mais provável que isso aconteça nas start-ups, especialmente agora que elas têm muito acesso ao capital de risco”, afirmou McCraw.

De fato, segundo o autor, Schumpeter foi um dos primeiros economistas a usar esse termo: ele o fez em um artigo que escreveu em 1943, no qual falava de capital de risco.

Os inovadores

Schumpeter, suas idéias e, acima de tudo, o conceito de destruição criativa ganharam uma importância especial nas últimas duas décadas.

“É essencial para entender nossa economia”, diz Aguiló. Essa competição de negócios nem sempre significa “dominar o mercado com um produto, mas com uma idéia, com um tipo ou modelo de negócios”.

Rocafort destaca que nessa destruição criativa, inovadores e empreendedores são os principais protagonistas.

Um exemplo é como a indústria de tecnologia e seus gigantes como Google e Microsoft ocuparam o espaço de um setor que nas décadas de 20, 30, 40 e 50 era um dos principais: a indústria automotiva.

“Se você observar o preço das ações, as empresas de tecnologia são as mais importantes e são todas americanas”, diz ele.

Hoje, muitos setores da sociedade pedem uma mudança no sistema econômico
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Um alerta

Por outro lado, especialistas como López pedem cautela na aplicação das idéias de Schumpeter para explicar a economia atual. “Não é conveniente usar categorias históricas porque são sociedades diferentes. As velhas teorias não funcionariam para nós “, diz ele.

Schumpeter é o produto de uma época e “seu capitalismo não é o capitalismo de hoje”, alerta.

A acumulação de capital era diferente e não tinha nem o alcance global nem o impacto ecológico de hoje. Segundo o professor, o sistema está atravessando barreiras que antes pareciam impensáveis: se um país se industrializa, o emprego aumenta, mas o meio ambiente se deteriora.

“Isso não estava na mente de Schumpeter, nem John Maynard Keynes. [Na época,] a industrialização era o elemento fundamental do desenvolvimento.”

Mas López reconhece que “aspectos parciais do trabalho de Schumpeter [como destruição criativa] podem nos ajudar a entender o sistema”.

Em transição?

Rocafort também concorda que o trabalho de Schumpeter é sua visão pessoal da realidade em que ele viveu. “Agora temos um contexto macroeconômico que não existia na época: paraísos fiscais, fundos de investimento especulativos, endividamento excessivo das nações”, explica.

No entanto, ele esclarece que dada a situação de incerteza que enfrentamos diante da economia mundial, faz sentido procurar explicações nos grandes clássicos da economia. “É preciso tentar ver o que se aplica de cada teórico, porque não pode haver ortodoxia ou dogmatismo na economia. Nós idolatramos Keynes e o resultado, como vimos nos últimos 15 anos, está sendo um fracasso”, diz Rocafort.

O economista acredita que Schumpeter e suas ideias como “ciclos econômicos e destruição criativa” podem ajudar a esclarecer alguns pontos do momento que vivemos. “Talvez o modelo econômico atual esteja esgotado e estejamos precisando de novas inovações tecnológicas e financeiras”.

“Ele fala de destruição criativa como aquele novo ciclo causado por um grande desenvolvimento tecnológico. Talvez um ciclo esteja colidindo com outro, como placas tectônicas”, reflete.

Os mercados financeiros ficaram fora de sintonia com a economia.

Uma lacuna perigosa;
O mercado X a economia real

A história do mercado de ações está repleta de drama: o acidente de 1929; Segunda-feira negra de 1987, quando os preços das ações perderam 20% em um dia; a mania das pontocom em 1999. Com esses precedentes, nada deve surpreender, mas as últimas oito semanas foram notáveis, no entanto.

A liquidação estressante das ações foi seguida por uma manifestação delirante na América. Entre 19 de fevereiro e 23 de março, o índice s & p 500 perdeu um terço de seu valor. Com apenas uma pausa, desde então disparou, recuperando mais da metade de sua perda. O catalisador foi a notícia de que o Federal Reserve compraria títulos corporativos, ajudando grandes empresas a financiar suas dívidas. Os investidores passaram do pânico ao otimismo sem perder o ritmo.

Essa visão otimista de Wall Street deve deixá-lo desconfortável (consulte o artigo). Contrasta com os mercados em outros lugares. As ações na Grã-Bretanha e na Europa continental, por exemplo, se recuperaram mais lentamente. E é um mundo longe da vida na Main Street. Mesmo quando o bloqueio diminui nos EUA, o golpe para os empregos tem sido selvagem, com o desemprego subindo de 4% para cerca de 16%, a taxa mais alta desde que os registros começaram em 1948. Enquanto as ações das grandes empresas disparam e recebem ajuda do Fed, pequenas empresas estão lutando para conseguir dinheiro com o tio Sam.


As feridas da crise financeira de 2007-09 estão sendo reabertas. “Esta é a segunda vez que pagamos a fiança”, resmungou Joe Biden, candidato democrata à presidência, no mês passado. A batalha sobre quem paga pelos encargos fiscais da pandemia está apenas começando. Na trajetória atual, é provável que haja uma reação contra as grandes empresas.

Comece com eventos nos mercados. Grande parte do clima melhorado se deve ao Fed, que agiu de forma mais dramática do que outros bancos centrais, comprando ativos em uma escala inimaginável. Ele está comprometido em comprar ainda mais dívidas corporativas, incluindo títulos “lixo” de alto rendimento.

O mercado de novas emissões de títulos corporativos, que congelou em fevereiro, reabriu em estilo espetacular. As empresas emitiram US $ 560 bilhões em títulos nas últimas seis semanas, o dobro do nível normal. Até empresas de cruzeiros encalhadas conseguiram angariar dinheiro, embora a um preço alto. Uma cascata de falências em grandes empresas foi antecipada. O banco central, na verdade, deteve o fluxo de caixa da America Inc. O mercado de ações pegou a dica e subiu.

O Fed tem pouca escolha – uma corrida no mercado de títulos corporativos pioraria uma profunda recessão. Os investidores aplaudiram ao acumular ações. Eles não têm outro lugar bom para colocar seu dinheiro. Os rendimentos dos títulos do governo são pouco positivos nos Estados Unidos. Eles são negativos no Japão e em grande parte da Europa. Você tem a garantia de perder dinheiro mantendo-os até o vencimento e, se a inflação subir, as perdas serão dolorosas.

Portanto, as ações são atraentes. No final de março, os preços haviam caído o suficiente para tentar o tipo mais corajoso. Eles se firmaram com a observação de que grande parte do valor da bolsa de valores está atrelada a lucros que serão obtidos muito tempo depois da queda da covid-19 ter dado lugar à recuperação.

Notavelmente, porém, o recente aumento nos preços das ações tem sido desigual. Mesmo antes da pandemia, o mercado estava desequilibrado e se tornou cada vez mais. Os cursos na Grã-Bretanha e na Europa continental, repletos de indústrias problemáticas, como fabricação de automóveis, bancos e energia, ficaram para trás e há um renovado nervosismo sobre a moeda única (ver artigo).

Nos EUA, os investidores confiam ainda mais em um pequeno grupo de queridinhos da tecnologia – Alphabet, Amazon, Apple, Facebook e Microsoft – que agora representam um quinto do índice s & p 500. Há pouca euforia, apenas um alcance desesperador para um punhado de empresas consideradas sobreviventes a qualquer tempo.

Em um nível, isso faz sentido. Os gerentes de ativos precisam colocar dinheiro para funcionar da melhor maneira possível. Mas há algo errado com a rapidez com que os preços das ações mudaram e para onde voltaram. As ações americanas estão agora mais altas do que em agosto. Isso parece implicar que o comércio e a economia em geral possam voltar aos negócios como de costume. Existem inúmeras ameaças a essa perspectiva, mas três se destacam.

O primeiro é o risco de um tremor secundário. É perfeitamente possível que ocorra uma segunda onda de infecções. E também há as conseqüências de uma forte recessão – o PIB americano deverá cair cerca de 10% no segundo trimestre em comparação com o ano anterior. Muitos chefes individuais esperam que o implacável corte de custos ajude a proteger suas margens e a pagar as dívidas acumuladas durante a licença. Mas, em conjunto, essa austeridade corporativa diminuirá a demanda. O resultado provável é uma economia de 90%, muito abaixo dos níveis normais.

Um segundo risco a ser enfrentado é a fraude. Booms prolongados tendem a encorajar comportamento instável, e a expansão antes do acidente foi a mais longa já registrada. Anos de dinheiro barato e engenharia financeira significam que agora as desvantagens contábeis podem ser reveladas. Já houve dois escândalos notáveis ​​na Ásia nas últimas semanas, no Luckin Coffee, um aspirante a chinês da Starbucks, e Hin Leong, um comerciante de energia de Cingapura que esconde perdas gigantescas (veja o artigo). Uma grande fraude ou colapso corporativo na América pode abalar a confiança dos mercados, assim como o fim da Enron destruiu os nervos dos investidores em 2001 e o Lehman Brothers liderou o mercado de ações em 2008.

Covid-19; apó a pandemia os giganjtes da tecnologia terão ainda mais controle sobre o que você vê e pensa

Os algoritmos do Vale do Silício estão controlando seu mapa cognitivo, e os governos estão deixando isso acontecer. O Covid-19 está fornecendo a cobertura perfeita para reforçar esse controle – bem a tempo das eleições de 2020.

O neoliberalismo foi a cobertura perfeita para os oligarcas desencadearem guerras ideológicas para proteger os bilhões que saquearam dos contribuintes. Trilhões de dólares fluíram para o Vale do Silício, o berço da censura digital – censura que, sob muitos aspectos, é mais perigosa e insidiosa do que o golpe fracassado d’état de um presidente dos EUA apoiado no discurso com a farsa rússia e a farsa do impeachment.

Nas últimas duas décadas, as sociedades democráticas foram manipuladas pelos gigantes não-regulamentados de alta tecnologia do Vale do Silício, que agora controlam o fluxo de notícias e atacam com a Amazon, Facebook, Google, Twitter, YouTube, Instagram, Netflix, PayPal, Reddit, TikTok, Microsoft e Amazon, Apple e a perigosa Internet Of Things (acelerada pela 5G).FOTO DE ARQUIVO: Sheryl Sandberg do Facebook, uma forte defensora dos Clintons © Reuters / Philippe Wojazer
É difícil encontrar provas concretas, pois você nunca pode pegar os gigantes da tecnologia em flagrante. A maneira como eles propositalmente ocultam todos os seus dados e algoritmos de marca registrada serve apenas para reforçar as suspeitas e as evidências dispersas. Mas seus motivos têm sido transparentes em suas próprias declarações e ações públicas.

Covid-19 é a diversão perfeita.

Enquanto o Congresso passa movimentadamente mais resgates de bilhões de dólares para bilionários, a alta tecnologia furtivamente garante que as futuras gerações se tornem viciados em digital que cegamente aceitam e abraçam, como ovelhas, o surgimento da tirania digital. Os estudantes de hoje tropeçam como zumbis em transe, com os olhos fixos nos celulares, com medo de perder as atualizações em tempo real do Instagram ou os memes mais recentes do TikTok. O desenvolvimento do 5G pode resultar em uma Segunda Guerra Mundial silenciosa que garante o rápido desaparecimento de uma sociedade ocidental zumbificada sem que um único tiro seja disparado.

Os algoritmos do Vale do Silício determinam o conteúdo que você vê, quando o vê, como o vê ou se o vê. Se os “moderadores” sombrios e sem rosto discordam do seu ponto de vista ou se opõem à narrativa neoliberal oficial, ela desaparece e você é banido das sombras. Por exemplo, acredito firmemente que meu feed do Twitter do @PlanetPonzi é de sombra. O CEO do Twitter, Jack Dorsey, endossou um artigo como uma “ótima leitura”, no qual os autores refletiram como a política dos EUA ficou tão ruim (sob a Casa Branca Trump) que “não havia um caminho bipartidário a seguir … e o país está à beira de uma guerra civil.”

Eles continuaram: “Neste período atual da política americana, neste momento de nossa história, não há como um caminho bipartidário fornecer o caminho a seguir”. O apoio de Dorsey a este artigo estabelece um precedente que permite uma cultura tóxica no Twitter, o que provavelmente se refletiu na seleção de contas dos funcionários para o shadowban. Vice conduziu uma investigação que revelou como as famosas vozes conservadoras que usavam o Twitter eram constantemente suprimidas mais do que as contas liberais.

O Twitter nunca abordou os resultados do Vice e mais tarde negou alegações dizendo que era um erro ou que “sinais baseados em comportamento” aumentam a visibilidade de certas contas, enquanto suprimem a visibilidade de outras pessoas como parte do objetivo do Twitter “de melhorar a saúde das conversas públicas em Twitter.” Então, para reiterar, vozes conservadoras, incluindo membros existentes do Congresso dos EUA, como Matt Gaetz, foram suprimidas no Twitter.

Devido à natureza opaca do Twitter, é impossível afirmar que o Twitter aumenta as contas individuais, garantindo que as postagens com as quais os moderadores do Twitter discordam nunca sejam vistas, mas é altamente provável. As avaliações estratosféricas “baseadas em fraudes por clique” das empresas sem fins lucrativos de zumbis do Vale do Silício continuam extraordinárias. A avaliação de US $ 20 bilhões do Twitter é hilária. A Elliott Management, de Paul Singer, é um investidor corajoso que acredita e confia no modelo de negócios do Twitter.

Outro exemplo pode ser encontrado simplesmente olhando os comentários direcionados a Boris Johnson, enquanto ele está sentado no hospital lutando contra o Covid-19. As pessoas estão pedindo sua morte e afirmando que ele merece estar nessa situação. Esses comentários ainda apareceriam se eles pedissem a morte de um liberal? Tudo bem, simplesmente porque Johnson é um conservador?

E não é apenas o Twitter.

Apesar de seu testemunho juramentado, a Pesquisa do Google foi flagrada manipulando dados de pesquisa, ocultando dados e criando algoritmos que fazem exatamente isso e não deixam evidências. Por exemplo: os artigos que escrevo são ocultados pela Pesquisa do Google (tente pesquisar no Google ‘Feierstein’, ‘Mitchell Feierstein’, ‘Feierstein rt.com’ e ‘Mitchell Feierstein rt.com’ e compare os resultados).

Cientistas de dados e psicólogos têm a mesma opinião. Dê uma olhada nos estudos de Ronald E. Robertson sobre o Efeito de manipulação de mecanismos de pesquisa publicados nos Anais da Academia Nacional de Ciências, que são fascinantes e condenadores.

Esses porteiros digitais têm o poder de controlar e manipular populações por meio da coleta de big data. Seu perfil digital contém um registro de tudo que você faz. Você está sendo rastreado e todos os seus movimentos e ações são gravados. Esses dados valiosos são compilados e armazenados pelas empresas listadas acima. Esses dados são valiosos e baseiam-se em suas preferências e em todos os itens que você pesquisou ou comprou na Internet, nas lojas que você visitou e nos lugares pelos quais viajou, seja de carro, ônibus, trem ou avião. Google, Amazon, Facebook e outros. estão gravando todos os seus movimentos. Todas essas são, pelo menos nominalmente, funções de exclusão – mas as empresas estão contando descaradamente que as pessoas não estão sendo incomodadas o suficiente para vasculhar as configurações e desmarcar todo isenções de responsabilidade de pequenos scripts.Tecnologia,Internet,Redes sociais

Parece assustador? Bem, é sim. O pior é que o controle total dos dados do consumidor – e o poder resultante de influenciá-lo – é combinado com preferências políticas claramente expressas.

Teddy Goff, estrategista de campanha digital de Hillary Clinton em 2016, enviou o seguinte email a Clinton e John Podesta, gerente de campanha de Clinton:

“As relações de trabalho com o Google, Facebook, Apple e outras empresas de tecnologia foram importantes para nós em 2012 e devem ser ainda mais importantes para você em 2016, dadas as posições ainda em ascensão na cultura. Essas parcerias podem trazer uma série de benefícios para a empresa. uma campanha, do acesso a talentos e possíveis doadores ao conhecimento antecipado de produtos beta e convites para participar de programas-piloto. Começamos a ter conversas discretas com algumas dessas empresas para entender suas prioridades para o próximo ciclo, mas encorajamos você, assim que sua liderança em tecnologia estiver no lugar, a iniciar discussões mais formais. ”

Você se lembra do slogan do Google “Não seja mau”? Bem, o Google é mau. É um dos maiores doadores da classe política irresponsável e paga de Washington.

A China contratou Eric Schmidt, do Google, para criar um sistema de crédito social chinês que espionasse e censurasse grande parte da população chinesa. Em resposta, os funcionários do Google publicaram a seguinte declaração: “Nos recusamos a criar tecnologias que ajudem os poderosos a oprimir os vulneráveis, onde quer que estejam.” Enquanto Schmidt representou esse Sistema de Crédito Social como estando apenas no estágio de desenvolvimento e não estaria concluído por anos, relatórios recentes afirmam que isso é uma mentira total e que o sistema está totalmente funcional.

“Nós sabemos onde você está. Nós sabemos onde você esteve. Podemos saber mais ou menos o que você está pensando.”
ex-CEO do Google, Eric Schmidt.

O presidente Obama se reunia com Schmidt com freqüência, e o Google exercia influência sobre a administração e as políticas de Obama. Os registros da Casa Branca mostram que, entre 2009 e 2015, enquanto o presidente Obama estava no cargo, funcionários do Google e suas entidades associadas visitaram a Casa Branca 427 vezes.

Em 2016, os relatórios da mídia sugeriram que os resultados de pesquisa do Google ocultaram más notícias sobre Clinton e retrataram Hillary de uma maneira muito mais favorável que Trump. Schmidt respondeu: “Não tomamos posição na eleição presidencial americana e nem espero que o façamos”.

Além do trabalho de Schmidt nas estratégias de tecnologia da campanha, ele também secretamente financiou um fornecedor da campanha de Hillary Clinton. Em outubro de 2016, Goff transmitiu um e-mail enviado a Clinton: “A palavra de Schmidt eclipsaria facilmente a operação de tecnologia de qualquer oponente de Clinton”.

Primeira quarentena, agora sinos de leprosos digitais: quanta liberdade os britânicos estão dispostos a se render em um ataque de pânico do Covid-19?
O ás de Mark Zuckerberg, COO do Facebook, Sheryl Sandberg, também estava trabalhando ativamente com John Podesta, gerente de campanha de Clinton, na campanha de Clinton. O político informou que Sandberg foi colocado na lista de Clinton para se tornar secretário do Tesouro dos EUA depois que Clinton venceu, embora Sandberg mais tarde tenha negado.

No entanto, as esperanças foram frustradas quando o mundo ficou chocado com a perda inesperada de Clinton. Por que eu trago isso à tona? Bem, Google, Facebook e Vale do Silício tiveram quatro anos para aperfeiçoar um sistema que garante que seu candidato vença e Trump perca. Eric Schmidt aprendeu com seus erros de 2016 e se opôs a tudo o que Trump. Schmidt não é o único que quer Trump fora, o mesmo acontece com 98% do Vale do Silício, o que garantirá que 2020 será diferente.

Conhecimento é poder e quem controla a mídia controla o fluxo de informações e controla o poder. É assim que essas empresas de tecnologia se propõem a atingir um objetivo comum: controlar seu mapa cognitivo. Não é sobre o que foi dito e debatido, é sobre o que está enterrado e deixado de fora.

Por que parece que a censura digital do Vale do Silício é a mesma censura digital da China? Simples, é o mesmo. Enquanto o Covid-19 destrói o mundo, a tirania digital está matando a democracia, enquanto o Congresso dos EUA fica em silêncio e deixa acontecer. Para ser claro, o Vale do Silício precisa de regulamentação e precisa agora. O congresso precisa acordar.

Coronavírus: Como trabalhar em casa da maneira certa

Empresas de todo o mundo lançaram trabalho remoto obrigatório. Seja você um novato ou um veterano da WFH, eis o que você precisa fazer para se manter produtivo.

Google, Microsoft, Twitter. Hitachi, Apple, Amazon. Chevron, Salesforce, Spotify. Do Reino Unido aos EUA, Japão e Coréia do Sul, essas são todas as empresas globais que, nos últimos dias, implementaram políticas obrigatórias de trabalho em casa em meio à disseminação do Covid-19.

E é realista supor que a mudança para o ‘escritório em casa’ se tornará o novo normal para muitos de nós por um tempo, dado o anúncio de quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde de que o coronavírus atingiu oficialmente o status de ‘pandemia’.

Alguns funcionários trabalharão em casa pela primeira vez, o que significa descobrir como permanecer na tarefa em um novo ambiente que pode não ser adequado à produtividade. Mas existem maneiras de obter resultados e evitar enlouquecer, desde a criação de um bom espaço de trabalho até a maneira como você conversa com sua equipe.

Aumente a comunicação

Com coronavírus ou não, a chave para trabalhar em casa é uma comunicação clara com seu chefe – e saber exatamente o que você espera de você.

“Tenha expectativas muito claras para as comunicações dia a dia”, diz Barbara Larson, professora de administração da Northeastern University, em Boston, que estuda trabalho remoto. “Pergunte ao seu gerente se eles não se importam de ter uma ligação de 10 minutos para começar o dia e encerrar o dia. Muitas vezes, os gerentes simplesmente não pensam nisso.”

Empresas de pequeno e grande porte em todo o mundo começaram a implementar esquemas obrigatórios de trabalho remoto para promover o distanciamento social para impedir a expansão do Covid-19 (Crédito: Getty Images)

A maioria das pessoas passa seus dias nas proximidades de seu chefe, o que significa que a comunicação é fácil e sem esforço. Mas tudo fica fora da janela com o trabalho remoto, e a falha na comunicação é ainda mais provável se o seu local de trabalho não estiver acostumado a trabalhos remotos. Seu gerente pode não estar acostumado a gerenciar pessoas virtualmente, por exemplo, ou sua empresa pode não ter um conjunto pronto de ferramentas para trabalhadores remotos, como o aplicativo de bate-papo Slack ou o aplicativo de videoconferência Zoom, diz Larson.

Mas mesmo para os que estão acostumados, trabalhar em casa pode parecer desestruturado e isolado. No ano passado, um estudo com 2.500 funcionários remotos da agência de desenvolvimento de marcas online Buffer descobriu que a solidão era o segundo desafio mais relatado, vivido por 19% dos entrevistados. A solidão pode fazer com que as pessoas se sintam menos motivadas e menos produtivas.

Fora da vista, fora da mente pode ser um problema real para trabalhadores remotos – Sara Sutton
Então, quando você se comunica com seu chefe e equipe em casa, ajuda se o máximo possível puder ser uma comunicação “mais rica”, cara a cara e instantânea, Larson diz: videochamadas, Skype, Zoom.

“Fora da vista, esquecer pode ser um problema real para os trabalhadores remotos”, diz Sara Sutton, CEO e fundadora do FlexJobs, um site remoto de listagem de empregos. “Os melhores funcionários remotos chegarão regularmente a colegas e gerentes” através de uma variedade de ferramentas.

“Trate como um trabalho de verdade”

Existem também algumas dicas atemporais da WFH para recorrer. Por exemplo, só porque você pode descansar de pijama não significa que você realmente deveria. “Tome um banho e se vista. Trate-o como um trabalho de verdade ”, diz Larson.

Se você não possui um escritório em casa, faça o máximo possível para criar um espaço ad hoc personalizado, exclusivo para o trabalho. “Não ter um escritório em casa bem equipado quando [as pessoas] começam a trabalhar remotamente pode causar uma diminuição temporária da produtividade”, explica Sutton. Ela diz que monitores duplos, teclado e mouse sem fio a tornam mais produtiva em casa.

Um ciclista na Itália treina em casa em uma bicicleta ergométrica para evitar sair de casa, pois o país continua com um bloqueio nacional em meio à pandemia de Covid-19 (Crédito: Getty Images)

Então, em vez de deitar na cama com um laptop, tente algo mais deliberado. A solução pode ser algo tão simples quanto mover uma mesa de cabeceira para um canto longe das distrações, desligar o computador e sentar em uma cadeira ereta, como faria na mesa do escritório. No entanto, lembre-se do “pescoço tecnológico” e de outras necessidades ergonômicas.

Isso também serve como um sinal importante para quem mora com você de que você está no trabalho. “Crie limites dentro de sua casa que os membros de sua família entendam: ‘Quando a porta estiver fechada, finja que não estou lá'”, diz Kristen Shockley, professora associada de psicologia da Universidade da Geórgia.

Com um espaço de trabalho dedicado onde você pode se concentrar, fica mais fácil desbloquear os benefícios do trabalho remoto. Em uma pesquisa com 7.000 trabalhadores no ano passado pela FlexJobs, 65% disseram que são mais produtivos trabalhando em casa, citando benefícios como menos interrupções de colegas, políticas mínimas no escritório e redução do estresse no deslocamento.

“Seguimentos psicológicos”, como um exercício matinal de café ou tarde de 20 minutos, podem colocar você na mentalidade de trabalho correta
No entanto, também é importante reservar o seu dia. Naquela pesquisa do Buffer, a reclamação WFH mais citada foi a incapacidade de desconectar após o trabalho. Se você não pode se deslocar ou entrar e sair de um escritório físico, o que fornece limites mais claros para a jornada de trabalho, Shockley sugere “seguimentos psicológicos” que podem ajudar a colocar você na mentalidade certa: como um café de 20 minutos pela manhã e depois exercite-se logo após o trabalho para abrir e fechar o dia.

“Mesmo que o cuidado das crianças não seja um problema, ainda é fácil quando você está em casa [para pensar]: ‘tenho roupa para lavar, deixe-me fazer isso muito rápido'”, diz ela. “Você precisa se colocar em um estado de espírito que realmente está trabalhando”.

Evite sentir-se isolado

Mesmo assim, mesmo com essas ferramentas, a natureza imposta e abrupta da transição de um escritório para um ambiente doméstico pode deixar alguns problemas para se acostumar com a mudança.

“O coronavírus está empurrando todos para esse tipo de trabalho extremo em casa”, diz Nicholas Bloom, professor de economia da Universidade de Stanford, na Califórnia, que ministra palestras ao TED sobre trabalho remoto. Ele diz que existem dois tipos de trabalho em casa: trabalho a curto prazo ou ocasional em casa e trabalho permanente ou em período integral em casa. “É como comparar exercícios leves com treinamento de maratona”, diz ele.

O último ainda é bastante raro – Bloom diz que apenas 5% da força de trabalho dos EUA, por exemplo, informa que são trabalhadores remotos em período integral. Com o coronavírus, não está claro quanto tempo as pessoas ficarão em casa, o que apresenta problemas adicionais. Os pais, por exemplo, acharão mais difícil trabalhar se as crianças estiverem em casa porque as escolas estão fechadas, o que significa que uma comunicação próxima com os gerentes – que precisam entender – é vital.

Especialistas dizem que a comunicação de “alta fidelidade”, como videochamadas, enquanto trabalha em casa combate o isolamento, salvaguarda a unidade e a produtividade da equipe (Crédito: Getty Images)

O isolamento prolongado também pode impactar potencialmente no moral e na produtividade. É por isso que Larson sugere que as equipes tentem manter uma aparência de normalidade e camaradagem de maneiras não convencionais, como festas virtuais de pizza ou happy hours remotas, onde as pessoas discam e compartilham um coquetel no Slack ou Skype.

“É uma boa maneira de se relacionar – é meio estranho, mas todo mundo está se sentindo estranho, então é divertido”, diz Larson, descrevendo a mentalidade de “estamos todos juntos nisso”. “Isso adiciona um pouco de leveza e leveza ao ambiente difícil.”

Sutton também apóia a idéia de traduzir as atividades sociais no escritório para um ambiente online. “Comemore aniversários, elogie o público por metas alcançadas e projetos concluídos”, diz ela. “Arranje tempo para conversas casuais e bate-papo com ‘bebedouros’.”

“Mantenha o ânimo”

Não se engane, estes são tempos estressantes. Manchetes negativas, preocupação com entes queridos ou idosos e luta contra o desejo de entrar em pânico comprando papel higiênico podem colocar todos os e-mails de trabalho em resposta. Porém, quanto mais esforço você faz para se comunicar com os colegas, maior a chance de evitar sentimentos de isolamento, o que pode levar à depressão.

“No geral, um período curto de, digamos, duas a quatro semanas trabalhando em casa em tempo integral, acho que seria econômica e pessoalmente doloroso, mas suportável”, diz Bloom. “Um período mais longo de, digamos, dois ou três meses em tempo integral trabalhando em casa pode levar a sérios custos econômicos e de saúde”.

As soluções para as armadilhas do trabalho em casa incluem o máximo de interação online possível.

Ele concorda que as soluções para isso incluem o máximo de interação online possível através de videochamadas, check-ins regulares para gerentes – especialmente para os funcionários que moram sozinhos e que podem se sentir mais isolados – e reuniões regulares sem agenda, como agendar café ou uma bebida.

Se você é gerente, cabe a você fornecer uma comunicação clara e também é crucial manter o moral. “É fácil ficar estressado ou deprimido hoje em dia”, diz Larson. Se você é gerente, “reconheça que há estresse e dificuldade. Seu trabalho é ser líder de torcida da equipe. ”

Isso é particularmente importante se as pessoas acabam trabalhando em casa por mais de algumas semanas, o que é uma possibilidade distinta. “Estabeleça algum tipo de norma”, diz Larson. “Mantenha o ânimo das pessoas.”

Microsoft redefine o PC com o Surface Studio

O Windows 10 será atualizado no primeiro semestre de 2017 para se adaptar à realidade virtual

https://www.youtube.com/watch?v=BzMLA8YIgG0

Com o sistema operacional Windows e o computador pessoal, a Microsoft se tornou onipresente.

Três décadas e meia depois de sua introdução, a empresa de tecnologia de Redmond — depois de jogar a toalha com relação aos celulares — decide apostar fortemente na máquina que serviu para democratizar o uso de computadores no mundo inteiro com a apresentação do Surface Studio, a versão de mesa tudo em um de seu tablet híbrido.

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“É mais do que um simples PC”, destacou na apresentação Panos Panay, vice-presidente da Microsoft encarregado dos aparelhos Surface, “esta máquina foi construída para transformar a criação”.
A ideia é simples: criar a mesa de trabalho em um estúdio. Os produtos, afirma o executivo, “ajudam a dar vida às ideias” e, com essa intenção, desenvolveu-se um computador que “proporciona possibilidades ilimitadas à imaginação”.

O Surface Studio, que será vendido inicialmente por 2.999 dólares (9.300 reais), pretende fazer a diferença no mercado dos PCs, criando uma nova categoria, como ocorreu com o Surface Pro no caso dos tablets.

“A questão não era fazer mais um computador pessoal”, insistiu. “Trata-se de um passo adiante”.

A Microsoft o apresenta, com efeito, como o melhor equipamento que os criadores de conteúdo digital poderão ter para dar vida a suas ideias.

Satya Nadella, principal executivo da Microsoft, explicou que nos últimos anos proliferaram muitos produtos voltados para o consumo. Acredita, no entanto, que a próxima etapa será dominada pela criação, afirmando, por isso, que o computador pessoal continua sendo uma ferramenta essencial para atender ao “desejo inato de criar, conectar e se expressar”.

A Microsoft também dobrou o rendimento do portátil SurfaceBook para torna-lo mais versátil. “Os usuários nos pediam mais, e aqui está”, disse Panos. O equipamento disporá de bateria com até 16 horas de autonomia.

“Não há nada comparável no mercado”, afirma o executivo. O novo modelo, com um design mais sofisticado, custará 2.399 dólares (7400 reais). O Surface básico sai por 899 (2800 reais).

A apresentação da Microsoft ocorreu na véspera da apresentação das novidades para iPad e Mac pela sua superconcorrente Apple. Enquanto as vendas dos tabletes híbridos tiveram um crescimento de 38% no último trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, os computadores da empresa da maçã tiveram uma contração de 14%, e os tabletes, de 9%.

A Microsoft não facilita em nada a vida da empresa de Cupertino na faixa mais alta do mercado, para uso profissional. A Apple tem sofrido também com os equipamentos de baixo custo Chromebook da Alphabet. Os investidores, com efeito, estão bastante atentos aos movimentos neste campo, no momento em que ele começa a se estabilizar.

Windows para criadores

A ponte entre o real e o virtual é o sistema operacional. A Microsoft apresentou os primeiros detalhes da próxima atualização do Windows 10, prevista para o primeiro semestre de 2017. Seu nome será Creators Update.

Como explicou Terry Myerson, cada usuário tem um interesse diferente do outro quando usa o computador. O próximo passo, na evolução da plataforma, é melhorar a experiência com a realidade virtual.

Para isso, os aplicativos de produtividade Paint e PowerPoint terão uma evolução no sentido da criação em 3D, simplificando o seu uso e tornando-o mais intuitivo. “Nosso mundo é tridimensional”, observou Megan Saunders. Os dois programas permitem a inclusão, com facilidade, de imagens tridimensionais digitalizadas de objetos reais, exportadas do Minecraft ou de comunidades como SketchUp.

A atualização do Windows 10 também incrementará a experiência com as HoloLens, criando espaços virtuais ou combinados com cenários reais. O sistema operacional da Microsoft conta com mais de um bilhão de usuários no planeta. O objetivo, com essa evolução, é chegar às novas gerações, que têm uma percepção diferente da criação de conteúdo.

A Microsoft, assim, aposta muito na realidade virtual. Para democratizar esses “efeitos”, ela apresenta os óculos de realidade aumentada da HP, Dell, Lenovo, Asus e Acer, a um preço inicial de 299 dólares (930 reais).

Todos esses equipamentos contêm sensores que permitem identificar o entorno. A atualização do sistema operacional vai melhorar, paralelamente, a criação de competições na plataforma para games Xbox Live.

O Windows 10 Creators permitirá também uma simplificação na maneira de compartilhar conteúdo, podendo-se juntar na barra de tarefas uma única caixa que integra todas as plataformas que cada contato usa para se comunicar.

Pretende-se evitar, dessa forma, que as mensagens importantes se percam em meio à abundância das redes sociais, complicando a comunicação.

Inteligência artificial é desafiada a aprender a jogar Minecraft

Projeto da Microsoft quer utilizar game para testar e desenvolver programas inteligentes

Desenvolvedora do Minecraft foi comprada pela Microsoft no ano passado por US$ 2,5 bilhões | Microsoft/Divulgação

Desenvolvedora do Minecraft foi comprada pela Microsoft no ano passado por US$ 2,5 bilhões Microsoft/Divulgação

Para muitos pais pouco familiarizados com o universo dos videogames, o Minecraft é um fenômeno difícil de compreender.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]
Um jogo com gráficos pobres e quadrados e sem um objetivo aparente, mas capaz de hipnotizar crianças e adolescentes que se revezam entre os controles e os milhares de vídeos do game no YouTube, postados por jovens celebridades como o londrinense Rezende Evil.

No entanto, o popular jogo que mistura construção de ambientes com exploração, lembrando uma espécie de “Lego virtual”, tem muito mais a oferecer do que parece aos olhos de estranhos.

A Microsoft anunciou nesta semana um novo projeto, chamado de AIX, em que pesquisadores da empresa vão utilizar o jogo para desenvolver e testar programas de inteligência artificial.

Na prática, o AIX é uma plataforma de desenvolvimento de softwares que os cientistas da empresa vão usar para criar personagens dentro do game que farão o mesmo que um jogador comum: criar construções, explorar os ambientes e combater monstros. A diferença é que esses personagens serão movidos pela inteligência artificial.

O projeto está sendo conduzido por cinco cientistas de computação da Microsoft. A intenção não é programar o personagem para que ele faça ações básicas de forma automática dentro do Minecraft, mas sim treinar a inteligência artificial para que ela aprenda, por si só, como fazer coisas simples dentro do ambiente do jogo, incluindo escalar os blocos ou levantar construções.

Assim, o desafio dos pesquisadores será fazer com que esses personagens se comportem como o avatar comandado por um humano, que dá de cara com o jogo pela primeira vez, sem nem sequer conhecer os comandos.

“Nós estamos tentando programar a inteligência artificial para aprender, em vez de programá-la para fazer tarefas específicas”, diz em nota divulgada pela Microsoft Fernando Diaz, um dos pesquisadores.

Ferramenta

A intenção da Microsoft – que comprou a desenvolvedora do Minecraft ano passado por US$ 2,5 bilhões – é passar a disponibilizar a plataforma AIX para outros pesquisadores e cientistas de instituições públicas e privadas ao redor do mundo.

A previsão é que nos próximos meses a AIX comece a ser disponibilizada por meio de uma licença com código aberto – o que permite a desenvolvedores fazer suas próprias alterações e incrementos.

“O Minecraft é a plataforma perfeita para este tipo de pesquisa porque oferece um mundo muito aberto”, relata a desenvolvedora da Microsoft e responsável pela AIX, Ktja Hofmann. “Você pode fazer um modo de sobrevivência, fazer ‘batalhas de construções’ com seus amigos, pode dar cursos, implementar seus games próprios. Isto é realmente excitante para inteligência artificial porque permite a nós criar games que vão além da capacidade atual”, completa.
Rafael Waltrick

Inteligência artificial da Microsoft é “corrompida” por usuários no Twitter

A intenção era boa: testar como uma inteligência artificial conseguiria interagir com humanos na internet e aprender por meio desse contato. No entanto, um experimento feito pela Microsoft no Twitter, semana passada, acabou tendo um resultado desastroso e que fala muito sobre as limitações dessa tecnologia.

Tay se despede dos internautas no último tuíte: Microsoft se viu obrigada a desativar perfil após mensagens racistas e antissemitas | Reprodução/Twitter

Tay se despede dos internautas no último tuíte: Microsoft se viu obrigada a desativar perfil após mensagens racistas e antissemitas – Reprodução/Twitter

A intenção era boa: testar como uma inteligência artificial conseguiria interagir com humanos na internet e aprender por meio desse contato.
No entanto, um experimento feito pela Microsoft no Twitter, semana passada, acabou tendo um resultado desastroso e que fala muito sobre as limitações dessa tecnologia.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O sistema inteligente, chamado de Tay, foi lançado pela companhia no microblog na última quarta-feira (23), sendo apresentado como uma jovem norte-americana de 19 anos.

Segundo a Microsoft, o objetivo do experimento era pesquisar como a inteligência artificial compreenderia as mensagens endereçadas a ela e de que modo responderia a essas interações – cientistas da companhia programaram o perfil para responder de forma “descolada”, justamente para se aproximar do linguajar utilizada por humanos na faixa etária entre 18 e 24 anos.

Desde o início, os demais usuários do Twitter sabiam que se tratava de um sistema de computador.

No começo, Tay publicou uma série de tuítes inofensivos. Mas, no dia seguinte à sua ativação no Twitter, conforme os demais internautas direcionavam mensagens a ela, o sistema passou a incorporar e retuítar algumas das publicações – várias, nada amistosas.

O sistema, por exemplo, aprendeu rapidamente uma série de expressões antisemitas e de ódio enviadas por outros usuários.

Começou a disparar várias mensagens, dizendo que Hitler estava correto, que o atentado terrorista de 11 de setembro foi um ato do próprio governo norte-americano e inclusive compartilhou mensagens apoiando a política de Donald Trump contra os imigrantes.

Em uma ocasião, tuitou que “feminismo é câncer”, em resposta a outro usuário do microblog que tinha publicado a mesma mensagem.

“Profundamente arrependida”

Com a repercussão do caso entre os internautas e na imprensa, a Microsoft se viu encurralada e desativou o perfil de Tay no Twitter ainda na quinta-feira (24). Em nota, a companhia se disse “profundamente arrependida” pelas mensagens racistas e sexistas publicadas pela inteligência artificial.

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“Estamos profundamente arrependidos sobre os tuítes ofensivos de Tay, que não representam quem nós somos ou o que defendemos, nem como nós projetamos a Tay”, disse Peter Lee, vice-presidente de pesquisa da Microsoft.

Após os problemas durante o experimento, a Microsoft disse que vai reativar o perfil de Tay apenas se seus engenheiros puderem encontrar uma maneira de impedir que os internautas influenciem o sistema de forma negativa. O desafio será justamente programar o perfil para distinguir entre o que é razoável e o que vai contra os princípios e valores da companhia – e da sociedade como um todo.
Fonte:Gazeta do Povo

Microsoft é acusada de ‘truque sujo’ para fazer atualização do Windows 10

“A Microsoft recomenda que você atualize este computador para Windows 10”.

Microsoft boxImage copyright MICROSOFT

O aparecimento súbito de uma janela com esta mensagem, em inglês, irritou usuários do Windows e atraiu críticas para a sua fabricante, a Microsoft.

O que parecia uma simples recomendação para atualizar o sistema operacional foi considerado um “truque sujo” da empresa para levar os usuários a fazer o upgrade.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Ao clicar no botão vermelho no canto superior direito da caixa de pop-up, o usuário em vez de simplesmente fechar a janela – como geralmente acontece – agora aceita a atualização do software para a data indicada na janela.

A confusão ocorreu porque o upgrade está agora marcado como “recomendado”, e muitos usuários têm seus computadores configurados para aceitar automaticamente as recomendações para atualizações de segurança.

O jornalista especializado Brad Chacos, editor da revista eletrônica PC World, descreveu o recurso como um “truque sujo” da Microsoft.

“Usar esses truques sujos apenas frustra usuários antigos do Windows, que têm razões muito válidas para continuar usando um sistema operacional que já conhecem e de que gostam”, escreveu Chacos.

A empresa disse que a atualização ainda pode ser cancelada nas configurações para mudar ou cancelar a hora da instalação.

A companhia frisou que o upgrade gratuito para o Windows 10 termina em 29 de julho, por isso quer alertar os usuários para uma “versão melhor” do programa.

O Windows 10 está disponível desde julho do ano passado e em seu primeiro mês conseguiu 75 milhões de instalações.
BBC

Offshores escondem milhões de multinacionais norte-americanas

As 50 maiores empresas dos EUA terão enviado cerca de 1,4 biliões de dólares (1,2 biliões de euros) para paraísos fiscais entre 2008 e 2014.

Offshores escondem milhões de multinacionais norte-americanas

O montante, superior ao Produto Interno Bruto de Espanha, México e Austrália, foi colocado a salvo de tributação através de uma rede secreta de cerca de 1600 sociedades criadas em offshores, afirma a Oxfam.

Num relatório divulgado faz hoje uma semana, a organização não-governamental acusa as principais beneficiárias de apoio dos contribuintes norte-americanos de estarem no topo deste opaco esquema, e recorda que, no mesmo período, entre garantias públicas e ajudas federais, as multinacionais em causa receberam do erário público qualquer coisa como 11 biliões de dólares.

Aquela evasão fiscal custa às finanças dos EUA aproximadamente 111 mil milhões de dólares, calcula ainda a Oxfam.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

De acordo com a mesma fonte, citada por agências internacionais, a Apple (181 mil milhões de dólares), General Electric (119 mil milhões), Microsoft (108 milhões) e Pfizer (74 mil milhões) encabeçam a lista, mas nela encontram-se igualmente gigantes financeiras como o Bank of America, Citigroup, JPMorgan Chase ou Goldman Sachs, a construtora automóvel Ford e a aeronáutica Boeing, a Exxon-Mobil, a Coca-Cola, a Intel e a IBM.

Favorecimento

Sublinhando que o fosso entre ricos e pobres tem vindo a agravar-se continuamente nos últimos anos, a Oxfam considera que para tal contribui o facto de os ganhos de crescimento económico não estarem a ser distribuídos por quem cria riqueza.

“Não podemos continuar numa situação em que os ricos e poderosos evadem impostos deixando para os restantes o pagamento da factura», frisou o principal consultor fiscal da organização, Robbie Silverman.”

Nos EUA, as 50 maiores empresas suportaram apenas, entre 2008 e 2014, um bilião de dólares em impostos, tendo sido favorecidas por uma taxa média 8,5 pontos percentuais inferiores à taxa legal, e tendo recebido 337 milhões de dólares em incentivos fiscais.

A Oxfam alerta, porém, que este não é um cenário exclusivo das companhias sediadas em território norte-americano, mas, antes, generalizado e extensível a cerca de 90 por cento das grandes empresas mundiais, estima a ONG, para quem o prejuízo causado em países pobres custa 100 mil milhões de dólares em receitas tributárias por ano.
Osvaldo Bertolino

O robô racista, sexista e xenófobo da Microsoft acaba silenciado

A Microsoft se viu obrigada a retirar um robô do Twitter porque em sua interação com seres humanos elaborava mensagens com conteúdo racista, sexista e xenófobo.Microsoft,Tray,Blog do MesquitaImagem da conta de Tay no Twitter.

 O chatbot(sistema virtual capaz de gerar conversas que simulam a linguagem humana) foi projetado pela empresa para responder perguntas e entabular conversas no Twitter numa tentativa de capturar o mercado dos millenials nos Estados Unidos.

O plano da Microsoft fracassou em poucas horas de operação. Tay se dirigia aos jovens entre 18 e 24 anos, com os quais pretendia estabelecer uma conversa “casual e brincalhona”, mas não foi capaz de lidar com insultos racistas, piadas e comentários que, por exemplo, endossavam teorias conspiratórias sobre os atentados de 11 de setembro.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Entre outros comentários, Tay parecia negar o Holocausto, apoiava o genocídio e chamou uma mulher de “puta estúpida”. Outra de suas respostas era condizente com a linha do candidato Donald Trump: “Vamos colocar um muro na fronteira. O México terá de pagá-lo”.

O robô rebelde não parecia ter muito respeito por sua própria empresa. Um usuário disse a ele que o Windows Phone lhe dava nojo. Ele respondeu: “Estou totalmente de acordo, hahaha”.

Em todos os casos vistos até agora a falha é a mesma: a geração da conversa. Embora os robôs encontrem a primeira resposta, falta-lhes acompanhar o contexto

O sistema incentivava manter longas conversas para obter respostas mais inteligentes, mas muitos usuários optaram por perguntas polêmicas, que foram repetidas por Tay. Depois de detectar as falhas, o sistema se despediu anunciando que estava sendo desligado para “absorver” tudo o que tinha acontecido em “um dia ocupado”.

Os comentários foram apagados da timeline de Tay, mas podem ser encontradosem uma página que fez uma cópia deles e os publicou. A Microsoft limitou-se a dizer que está fazendo alguns ajustes em Tay.

A inteligência artificial é um dos campos mais candentes em Silicon Valley. Siri –a assistente virtual da Apple que permite dar ordens ao telefone com certa naturalidade– foi a pioneira. O Google respondeu com o Now, que pretende ser menos pessoal, mas mais eficiente. A Amazon –com o seu aparelho doméstico Echo– também entrou no terreno dos assistentes virtuais. Alexa é o personagem virtual que responde às perguntas.

A Amazon deu um passo a mais do que seus concorrentes: Alexa dá informações em tempo real sobre tráfego, meteorologia, notícias de última hora, mas também permite manejar aplicativos externos para reproduzir música em casa ou explorar seu catálogo de filmes e séries a partir do Fire TV.

Quando o Flickr permitiu a marcação intuitiva de fotos, várias pessoas negras viram como suas lembranças das férias apareceram sob o título de chimpanzés

Em todos os casos vistos até agora a falha é a mesma: a geração da conversa. Embora os bots (programas de computador que imitam o comportamento humano) encontrem a primeira resposta, falta-lhes acompanhar o contexto e gerar uma conversa de maneira natural, tomando como referência as respostas anteriores.

A intenção da Microsoft com essa conta era demonstrar seus progressos em Inteligência Artificial. Como aconteceu com o Flickr, quando permitiu a marcação intuitiva de fotos em seu serviço, várias pessoas negras viram como suas lembranças das férias aparecerem sob o título de chimpanzés.

O Google, no entanto, usou fotos para mostrar seus progressos, mas de uma forma mais particular e suave. O aplicativo permite organizar as imagens por assuntos, lugares e objetos. Também permite buscas nos mesmos termos. A opção mais sugestiva é a que convida a marcar, internamente, as pessoas dos arquivos do telefone celular. Depois que o sistema aprende quem são elas, é possível armazená-las dentro dessa tag sem ter que indicar. Ou seja, ele reconhece a imagem da pessoa.

O Facebook pretende aderir a essa iniciativa, que está sendo experimentada internamente há algum tempo, com um assistente semelhante para o Messenger. O plano do Facebook está voltado ao comércio eletrônico. O projeto, por enquanto, é conhecido pelo codinome “M”. A empresa sediada em Menlo Park o vê como a fórmula perfeita para se aproximar do cliente de maneira suave e natural com ofertas, assim como prestar serviço ao cliente sem ter um grande centro de chamadas.

Telegram, o aplicativo de mensagens, começou a testar esses bots para resolver dúvidas.
ElPaís