Roberto Carlos é que está certo: esse (panaca) cara sou eu

O panaca.
Já vou começar o texto esclarecendo que o “panaca” em questão não é o Lula, não é a Dilma, não é o PT, não é o José Dirceu, nem ninguém ligado a Operação Lava-Jato.

O panaca

panaca

Panaca é na verdade, como me lembrou o sr. Beraldo — meu leitor desde sempre –, esse humilde escrevinhador que vos escreve há mais de 12 anos, que achava que algum grito dado durante esse tempo poderia despertar algum desavisado de que estavam dilapidando, acabando com o nosso país.

Que achou que em algum momento o país ia se aprumar e tomar seu rumo. Ia tomar tenência.

Mas pensando bem talvez ele tenha razão.

Devo ser realmente um panaca em pensar que num país onde um ex-presidente que não tem como estar limpo — e aqui não cabe interpretações –, mesmo que se banhasse com creolina, mas se acha honesto acima de qualquer pessoa desse país e se arriscar não poupa nem o Papa, ou num país onde a atual presidente é capaz de enaltecer a mandioca e falar em estocar vento, e o pior não reconhecer em nenhum momento que errou na mão, no braço, no corpo inteiro da condução de nossa nação mesmo vendo na sua cara todos os indícios que nos levaram a estar onde estamos hoje: no limbo; fosse em algum momento ser o país ideal para se viver, para educar meus filhos e viver feliz para sempre.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Roberto Carlos é que está certo: esse (panaca) cara sou eu.
Sou panaca por achar absurdo que pessoas mesmo que ainda suspeitas estejam na presidência de Senado e Câmara e outra que até ficou à frente da presidência do país. Fora a que está hoje no comando da nação e que não tem como estar totalmente limpa nessa história apurada na Lava-Jato. Mas lembrem-se, sou eu o panaca.

Tudo bem que pesquisas apontam para números que o pessoal do PT pode até tentar negar como sendo verdadeiros, ou irão falar que essa pesquisa foi feita e encomendada pela ala da oposição, ou seja, não devem ser levadas muito a sério. Mas números são números e os números, por exemplo, apontam que a opção pelo PT caiu de 28% em 2002 para espantosos 6% agora em 2016 e, segundo essa pesquisa, o PT é apontado por 71% como mais corrupto do que os demais.

Outros números dizem que 25% dos entrevistados consideram Lula um político honesto. Em 2005, no auge do escândalo do mensalão, 49% pensavam assim. Mas para 68% Lula não tem mais moral para falar de ética, ante 57% no mensalão. Na avaliação de 67%, ele é tão corrupto quanto outros políticos. No mensalão, 49% compartilhavam a mesma opinião. E oito em cada dez entrevistados (82%) consideram que o PT não tem mais moral para falar de ética. Apenas 15% afirmam que o PT ainda é um partido honesto contra 25% em 2005.

Mas eu ainda continuo sendo o panaca.

Panaca suficiente para não acreditar que o ex-presidente Lula é realmente um santo homem e que essa história do tríplex é tudo ilusão, é tudo um golpe para mais uma vez macular a imagem de Lula.

Afinal, ele já explicou tudo, né? Que Marisa Leticia, sua esposa, é quem tinha comprado uma cota, mas que desistiu do negócio, mesmo tendo recebido as chaves do apartamento e de ter participado de uma reunião de condomínio. Vai ver ela não gostou de algum vizinho que devia ser simpatizante do PSDB.

Só um panaca como eu e com a mente suja como a minha é que pode pensar que esse tríplex com 297 m² e com vista para o mar, avaliado a preço de hoje, entre R$ 1,5 milhão e R$ 1,8 milhão, e que está em nome da OAS, que sofreu reformas encomendadas por Lula custando à construtora quase R$ 800 mil, fora outros R$ 400 mil com mobília e eletrodomésticos, sem lembrar que a obra e reformas forma acompanhadas de perto por Lula e Marisa que sempre estavam por lá.

Se não fossem quem fossem poderiam passar como peões de obra tranquilamente. E mais panaca ainda se pensar que o tríplex, as reformas, os eletrodomésticos seriam uma forma que a OAS encontrou de pagar, ou melhor, retribuir favores prestados a ela por Lula no período em que era presidente. Só que Lula continua dizendo que o apartamento nunca foi dele. Então tá!

É Beraldo, você está coberto de razão de me chamar de panaca, pois só um pode ver pecado, ou alguma coisa errada em achar que frequentar um sítio como se troca de cueca pode ter alguma coisa escusa por trás. Ainda mais sendo o sítio de propriedade de amigos da família, sendo um deles sócio de Fábio Luís, filho de Lula.

E tirando um pouco o foco em Lula só para vocês não acharem que sou um panaca qualquer e sim um panaca com PhD em panaquice, que acha absurdo que José Dirceu tenha, como ele mesmo falou, um “irrisório” salário de R$ 120 mil mensais para dar consultoria a empresas que por acaso são investigadas pela Operação Lava-Jato. E claro, só um panaca mesmo acreditaria que ele está rico com uma fortuna avaliada em R$ 40 milhões, mas segundo Zé Dirceu, não é nada disso. Foi a empresa dele que faturou isso, mas que 85% são despesas. Então tá!

E como um panaca como eu iria deixar de lado o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que disse que o processo de impeachment contra a presidente Dilma foi desencadeado somente por vingança de Eduardo Cunha, presidente da Câmara. Como não concordar com o ministro Zé Cardozo? Só mesmo sendo panaca. Afinal, a presidente Dilma é um anjo e não fez nada de errado. Se for uma mentirinha que ela tenha contado em campanha, qual o problema? Quem é que nunca mentiu na vida?

E me diz se não precisa ser um panaca para ver alguma coisa estranha, errada, na criação do cargo de assessor parlamentar na Casa da Moeda, cujo novo presidente, Maurício Visconti Luz, nomeou para o cargo o ex-deputado federal petista Carlos Santana com um salário de R$ 15 mil.

Outro motivo de achar que Beraldo deve ter razão é o fato de achar também inconcebível que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), continuar presidente mesmo sendo alvo de investigação de um suposto pagamento de propina que teria sido paga após desvio de verbas da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), estatal vinculada ao Ministério das Cidades e controlada pelo PP. E o inquérito investiga também, o senador Benedito de Lira (PP-AL), pai de Arthur. Coisa de família.

Mas acho que vou continuar sendo um panaca, pois um dia pode ser que falem ainda: “Tá vendo, não é que o panaca tinha razão!”
Por: Claudio Schamis

Explicações de Lula sobre triplex não têm nexo

A deflagração da 22ª fase da Lava Jato deixou Lula irritado. Em nota, ele reclamou da “tentativa de envolver seu nome em atos ilícitos.” O problema é simples de resolver.

Se não quiser ser importunado, basta que o ex-presidente demonstre que não é o dono do triplex número 164 A, do edifício Solaris, no Guarujá. Sua assessoria já tentou várias vezes desvincular Lula do imóvel. Mas falta às explicações oficiais algo essencial: nexo.

Batizada de Triplo X, a nova fase da Lava Jato apura a suspeita de que a empreiteira OAS usou apartamentos do agora célebre edifício do Guarujá para camuflar o pagamento de propinas extraídas da Petrobras. Entre eles o triplex que Lula diz não possuir. Vão abaixo as perguntas que o morubixaba do PT já poderia ter respondido:[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

1. Por que a assessoria de Lula admitiu que ele era o dono do triplex do Guarujá em dezembro de 2014? Em notícia veiculada no dia 7 daquele mês, o repórter Germano Oliveira informou: a Bancoop, Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, que deixara cerca de 3 mil pessoas na mão por causa de fraudes atribuídas ao seu ex-presidente, João Vaccari Neto, entregara a Lula o triplex do Guarujá. Com a falência da cooperativa, a OAS assumira as obras.

O edifício ficara pronto em dezembro de 2013. Mas o apartamento de Lula recebera um trato especial. Coisa fina. Antes unidos apenas por uma escada interna, os três andares foram atravessados por um elevador privativo. O piso ganhou revestimento de porcelanato. E a cobertura foi equipada com um ‘espaço gourmet’, ao lado da piscina.

Ouvida nessa época, a assessoria de Lula declarou: “O ex-presidente informou que o imóvel, adquirido ainda na planta, e pago em prestações ao longo de anos, consta na sua declaração pública de bens como candidato em 2006.” Candidato à reeleição naquele ano, o então presidente Lula de fato havia informado à Justiça Eleitoral que repassara à Bancoop R$ 47.695,38, uma cifra que não ornava com o valor de um triplex.

2. Por que a assessoria de Lula mudou a versão sobre a posse do triplex cinco dias depois de reconhecer que o imóvel pertencia a Lula? Sob os efeitos da repercussão negativa da notícia segundo a qual Lula tornara-se o feliz proprietário de um triplex à beira mar, na praia de Astúrias, uma das mais elitizadas do litoral paulista, o Instituto Lula divulgou, em 12 de dezembro de 2014, uma “nota sobre o suposto apartamento de Lula no Guarujá.”

Primeiro, o texto cuidou de retirar a encrenca dos ombros de Lula. Anotou que foi a mulher dele, Marisa Letícia, quem “adquiriu, em 2005, uma cota de participação da Bancoop, quitada em 2010, referente a um apartamento.” A previsão de entrega era 2007. Em 2009, com as obras ainda inacabadas, os cooperados “decidiram transferir a conclusão do empreedimento à OAS.”

O prédio ficou pronto em 2013. Os cooperados puderam optar entre pedir o dinheiro de volta ou escolher um apartamento. “À época, dona Marisa não optou por nenhuma destas alternativas”, escreveu o Instituto Lula. “Como este processo está sendo finalizado, ela agora avalia se optará pelo ressarcimento do montante pago ou pela aquisição de algum apartamento, caso ainda haja unidades disponíveis.” Nessa versão, a família Lula da Silva estava em cima do muro.

3. Por que a mulher de Lula pegou as chaves de um apartamento que dizia não lhe pertencer? Em 17 de dezembro de 2015, cinco dias depois da nota em que o Instituto Lula alegara que Marisa Letícia ainda hesitava entre requerer o dinheiro investido na Bancoop ou escolher um apartamento no edifício Solaris, moradores do prédio informaram ao repórter Germano Oliveira que a mulher de Lula apanhara as chaves do triplex número 164 A havia mais de seis meses, em 5 de junho. “Todos pegamos as chaves no dia 5 de junho, inclusive dona Marisa”, disse, por exemplo, Lenir de Almeida Marques, mulher de Heitor Gushiken, primo do amigo de Lula e ex-ministro Luiz Gushiken, morto em 2013.

4. Por que Marisa Letícia demorou seis anos para decidir se queria ou não o apartamento do Guarujá? Só em 8 de novembro de 2015 veio à luz a notíciasobre a decisão da mulher de Lula acerca do apartamento do edifício Solaris. Nessa data, o repórter Flávio Ferreira informou que Marisa desistira do triplex. Os assessores de Lula esclareceram que ela acionaria seus advogados para reinvindicar a devolução do dinheiro que aplicara no empreendimento. Considerando-se que a OAS assumira as obras do edifício Solaris em 2009, a ex-primeira dama levou arrastados seis anos para decidir. Cooperados menos ilustres tiveram de decidir na lata, sob pena de perder o direito de exercer a opção de compra.

5. Por que Lula e sua mulher não divulgam os documentos da transação imobiliária e de sua rescisão? Afora a declaração à Justiça Eleitoral, em que Lula informara o pagamento de R$ 47.695,38 à Bancoop até aquela data, não há documentos disponíveis sobre a transação imobiliária e seu distrato. Nenhum contrato, nenhuma rescisão. Nada de recibos. O Instituto Lula informou que Marisa realizou desembolsos até 2010. Quanto pagou? Isso ninguém informa. Tampouco veio à luz uma petição qualquer na qual os advogados da família Lula da Silva reivindiquem a devolução do numerário.

6. Por que Lula, Marisa e Lulinha, primogênito do casal, inspecionaram as obras de reforma do triplex? Inquérito conduzido pelo Ministério Público de São Paulo, sem vinculação com a Lava Jato, revelou indícios de que o triplex do Guarujá integra o patrimônio oculto do casal Lula e Marisa. Eles seriam os proprietários escondidos atrás da logomarca da OAS. Ouviram-se no inquérito uma dezena de testemunhas.

Chama-se Armando Dagre Magri uma das testemunhas. É dono da Talento Construtora. Contou à Promotoria que a OAS contratou sua empresa para reformar o triplex número 164 A. Orçou a obra em R$ 777 mil. Realizou o serviço entre abril e setembro de 2014. Não esteve com Lula. Mas avistou-se com Marisa. Estava reunido no apartamento com um representante da OAS quando, subitamente, a mulher de Lula deu as caras. Estava acompanhada de três pessoas. Descobriria depois que eram o filho Fábio Luís, o Lulinha, um engenheiro da OAS e ninguém menos que o dono da empreiteira, Léo Pinheiro, hoje condenado a 16 anos de cadeia na Lava Jato. Inspecionaram a reforma, atestaram sua conclusão e deram a obra por encerrada.

Zelador do prédio desde 2013, José Afonso Pinheiro relatou ao Ministério Público que Lula também inspecionou as obras do triplex. Esteve no apartamento, por exemplo, no dia da instalação do elevador privativo. Contou que a OAS limpava o prédio, ornamentando-o com flores, nos dias de visita de Marisa. Uma porteira do edifício disse à Promotoria ter visto Lula e Marisa juntos no local em fins de 2013. Em suas notas oficiais, o Instituto Lula não explica o inusitado interesse pela reforma de um imóvel cuja propriedade o casal nega.

7. Por que a OAS devolveria dinheiro à família Lula da Silva depois de ter borrifado R$ 777 mil apenas na reforama do triplex? Levado ao ar pelo Jornal Nacional, na noite desta quinta-feira, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, reiterou: “Esse imóvel não é do ex-presidente Lula e de nenhum parente do ex-presidente Lula. A família do ex-presidente Lula comprou uma cota de um projeto da Bancoop. É só isso que existe. Ele pagou essa cota. Essa cota está declarada no imposto de renda do ex-presidente Lula.”

Inquirido a respeito da reforma feita pela OAS, sob supervisão de Marisa Letícia, o doutor absteve-se de responder. Poderia ter dito, enfaticamente: Lula, Marisa e o filho do casal jamais inspecionaram reforma do predio do Guarujá. O doutor preferiu tergiversar: “Eu não tenho a menor ideia porque houve uma reforma e quem fez esta reforma. Simplesmente porque este imóvel não é do ex-presidente Lula ou de qualquer parente do ex-presidente Lula. O ex-presidente Lula tinha uma cota de um projeto da Bancoop e depois, quando este projeto foi transferido para uma outra empresa, ele tinha duas opções: pedir o resgate da cota ou usar a cota para a compra dum imóvel no edifício Solaris. E ele fez a opção, a família fez a opção, pelo resgate da cota.” De duas, uma: ou a OAS converteu-se de empreiteira em instituição de caridade ou alguém ficará no prejuízo. Ou, por outra, a Lava Jato içará à tona uma terceira versão, a verdadeira.
Blog Josias de Souza

Olimpíadas 2016. Possíveis causas para a vitória do Rio

A banda gaiata dos Tupiniquins já havia identificado como um dos principais fatores que contribuiu para vitória do Rio para sediar as olimpíadas, foi a ausência do Galvão Bueno na transmissão do evento em Copenhague.

Como até as carmelitas descalças sabem, o pé frio da TV Globo transmite de tudo. Até campeonato de cuspe à distância e arremesso de caroço de azeitona.

Outras línguas ferinas afirmam que o mais importante foi dona Mariza Letícia não ter feito discurso para rivalizar com a Michelle Obama.

Pois o ferino Reinaldo Azevedo encontrou mais um fato que contribuiu para a vitória do Rio. Leiam aí abaixo o que o terror dos petralhas postou no blog dele, Reinaldo:

Sem Amorim, chances de vitória sempre aumentam

Por que o Rio venceu? Porque o Megalonanico ficou longe da parada. Celso Amorim não participou nem da corrida pela Copa do Mundo nem da corrida pelas Olimpíadas. O país perdeu todas as disputas internacionais de que ele cuidou. Na área dos esportes, ele não se meteu. E aí a coisa andou.