iPad 2 – Apple poderá apresentar novo tablet em janeiro de 2011

 

As novas caixas de som (Foto: Mac Blog Reprodução)

A segunda versão do tablet da Apple pode vir a público bem antes que poderia ser previsto, segundo uma fonte ligada à fábrica chinesa Foxconn, que produz os aparelhos da empresa californiana.

De acordo com o blog japonês Mac Blog, o novo iPad já estaria sendo produzido para que seu lançamento ocorra ainda no próximo mês, coincidindo com o primeiro aniversário do anúncio do tablet.

A nova edição, no entanto, não conta com as tão aguardadas câmeras, embora novos ajustes pareçam estar sendo feitos.

Uma das novidades é que o case do novo aparelho contaria com espaços para entradas USB e para cartões SD.

As dimensões do aparelho pouco mudam: ele passa a ser 3 mm mais fino que sua versão original. E traria caixas de som embutidas com melhor desempenho que as atuais.

O lançamento em janeiro é estratégico para a Apple, independentemente de ser realizado dentro da feira Macworld – como aconteceu até 2009 – ou não.

Desde o início da década passada, quando Steve Jobs voltou à empresa trazendo o iPod e a loja iTunes para o mercado, a Apple usa uma apresentação de produto no primeiro mês do ano com uma forma de marcar território em relação aos 11 meses seguintes.

Foi neste período que as apresentações de Steve Jobs deixaram de ser apenas uma mera demonstração de produto para assumirem o papel de culto quase religioso.

No lançamento do iPhone em 2007 este formato chegou ao auge, sendo seguido pelo anúncio do Macbook Air em 2008 e pela notória ausência de Jobs em 2009, quando esteve fora da empresa para tratar-se de um câncer.

Sua volta por cima aconteceu há quase um ano, em 27 de janeiro de 2010, quando apresentou o iPad para o planeta e tornou sua empresa ainda mais onipresente.

O lançamento do iPad 2 no início de janeiro não é apenas estratégico: é crucial para a Apple redefinir as fronteiras de um mercado novíssimo que inagurou em 2010: o dos computadores pessoais sem mouse ou teclado.

E, como é de costume, sua opinião sobre o tema pode acelerar ou não o interesse do público por estes dispositivos – como fez antes com o MP3 player e o smartphone.

Alexandre Matias/O Estado de S. Paulo