Eleições 2010: o destino de Franklin Martins, o Goebbels do PT

Sussurros trazidos pelo vento que sopram através do Lago Paranoá, em Brasília, informam que Dilma Rousseff quer Franklin ‘mãos de tesoura’ Martins, atual ministro da propaganda de Lula, o mais longe possível de seu(dela) governo.

O viés censor do ex Global faz dele a encarnação da censura.

Assim como o antecessor Gushiken, o Bolivariano jornalista sonha em manietar a imprensa.

Dilma não precisa começar um governo, que se anuncia globalmente complicado, em guerra com a imprensa.

A presidente eleita prefere alguém que não tenha atrito com a imprensa.


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Eleições 2010; Para o Ibope Lula não fará o sucessor

O presidente do IBOPE, Carlos Augusto Montenegro, analisa as propabilidades do candidato de Lula vencer as próximas eleições.

Assim como o é no futebol, eleição é uma ‘caixinha’ de surpresas. Apesar disso, ou pela afirmação do senador Flávio Arns “O PT jogou a ética no lixo e vai ter de achar outro caminho. Deu as costas ao povo, à sociedade e às bandeiras tão caras a tantas pessoas. Tenho vergonha de estar no PT. Vou pedir à Justiça que concorde com meu argumento de que houve quebra do ideário partidário”,em entrevista à revista Veja, Montenegro foi taxativo: “LULA NÃO FARÁ SEU SUCESSOR”

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Carlos Augusto Montenegro é um dos mais experientes analistas do cenário político nacional. Presidente do Ibope, empresa que virou sinônimo de pesquisa de opinião pública no Brasil, ele acompanhou com lupa todas as eleições realizadas no país desde a volta à democracia, em 1985. Agora, faltando pouco mais de um ano para a sucessão presidencial, Montenegro faz uma análise que o consagrará se acertar. Se errar? Bem, dará às pessoas o direito de igualarem seu ofício às brumas da especulação. Em entrevista ao editor Alexandre Oltramari, Montenegro aposta que o governo, apesar da imensa popularidade do presidente Lula, não conseguirá fazer o sucessor – no caso, a ministra Dilma Rousseff. Também afirma que o PT está em processo de decomposição.

O que os acontecimentos da semana passada revelaram sobre o PT?

Que o partido deu um passo a mais na direção de seu fim. O PT passou vinte anos dizendo que era sério, que era ético, que trabalhava pelo Brasil de uma maneira diferente dos outros partidos. O mensalão minou todo o apelo que o PT havia acumulado em sua história. Ali acabou o diferencial. Ali acabou o charme. Todas as suas lideranças foram destruí-das. Estrelas como José Dirceu, Luiz Gushiken e Antonio Palocci se apagaram. Eu não diria que o partido está extinto, mas está caminhando para isso.

Mas por trás do apoio ao PMDB e ao senador Sarney não está exatamente um projeto de poder do PT?

É um projeto de poder do presidente Lula. O desempenho eleitoral do PT depois do mensalão foi um vexame. Em 2006, com exceção da Bahia, o partido só venceu em estados inexpressivos. Nas eleições municipais de 2008, entre as 100 maiores cidades, perdeu em quase todas. Lula sempre foi contra a reeleição e só resolveu disputá-la para tentar salvar o PT. Sua reeleição foi um plebiscito para decidir se deveria continuar governando mais quatro anos ou não. Mas tudo indica que agora ele não fará o sucessor justamente por causa da mesmice na qual o PT mergulhou.

Ao contrário do que muita gente acredita, o senhor aposta que Lula, mesmo com toda a popularidade, não conseguirá eleger o sucessor.

Uma coisa é ele participar diretamente de uma eleição. Outra, bem diferente, é tentar transferir popularidade a alguém. Sem o surgimento de novas lideranças no PT e com a derrocada de seus principais quadros, o presidente se empenhou em criar um candidato, que é a Dilma Rousseff. Mas isso ocorreu de maneira muito artificial. Ela nunca disputou uma eleição, não tem carisma, jogo de cintura nem simpatia. Aliás, carisma não se ensina. É intransferível. “Mãe do PAC”, convenhamos, não é sequer uma boa sacada. As pessoas não entendem o que isso significa. Era melhor ter chamado a Dilma de “filha do Lula”.

Porém já existem pesquisas que colocam Dilma Rousseff na casa dos 20% das intenções de voto.

A Dilma, em qualquer situação, teria 1% dos votos. Com o apoio de Lula, seu índice sobe para esse patamar já demonstrado pelas pesquisas, entre 15% e 20%. Esse talvez seja o teto dela. A transferência de votos ocorre apenas no eleitorado mais humilde. Mas isso não vai decidir a eleição. Foi-se o tempo em que um líder muito popular elegia um poste. Isso acontecia quando não havia reeleição. Os eleitores achavam que quatro anos era pouco e queriam mais. Aí votavam em quem o governante bem avaliado indicava, esperando mais quatro anos de sucesso.

Diante do quadro político que se desenha, quais são então as possibilidades dos candidatos anunciados até o momento?

Faltando um ano para as eleições, o governador de São Paulo, José Serra, lidera as pesquisas. Ele tem cerca de 40% das intenções de voto. Em 1998, também faltando um ano para a eleição, o líder de então, Fernando Henrique Cardoso, ganhou. Em 2002, também um ano antes, Lula liderava – e venceu. O mesmo aconteceu em 2006. Isso, claro, não é uma regra, mas certamente uma tendência. Um candidato que foi deputado constituinte, senador, ministro duas vezes, prefeito da maior cidade do país e governador do maior colégio eleitoral é naturalmente favorito. Ele pode cair? Pode. Mas pode subir também.

A entrada em cena de Marina Silva, que deixou o PT para disputar a eleição presidencial pelo PV, altera o quadro sucessório?

A Marina é a pessoa cuja história pessoal mais se assemelha à do Lula. É humilde, foi agricultora, trabalhou como empregada doméstica, tem carisma, história política e já enfrentou as urnas. Além disso, já estava preocupada com o meio ambiente muito antes de o tema entrar na agenda política. Ela dificilmente ganha a eleição, mas tem força para mudar o cenário político. Ser mulher, carismática e petista histórica é sem dúvida mais um golpe na candidatura de Dilma.

Na hora de votar, o eleitor leva em consideração o perfil ético do candidato?

Uma pesquisa do Ibope constatou que 70% dos entrevistados admitem já ter cometido algum tipo de prática antiética e 75 % deles afirmaram que cometeriam algum tipo de corrupção política caso tivessem oportunidade. Isso, obviamente, acaba criando um certo grau de tolerância com o que se faz de errado. Talvez esteja aí uma explicação para o fato de alguns políticos do PT e outros personagens muito conhecidos ainda não terem sido definitivamente sepultados.

Veja

Daniel Dantas “trafega” de FHC e do compadre do Lula, até ao DEM e PSDB

O dedão acusador das vestais oposicionistas, principalmente os inacreditáveis Rodrigo Maia, DEM, Arthur Virgílio, PSDB, José Agripino, o “Tião Gavião” do DEM e o boquirroto e não menos patético Mão Santa, PMDB, não só estão recolhidos, os dedões acusatórios, como cerradas as bocas verborrágicas,

O “lunfa” Daniel Dantas, não só cooptou corações e mentes da família do grande chefe dos Tupiniquins, o Vává, irmão do apedeuta do agreste, como deixou, ele, Daniel Dantas, suas (deles) digitais corruptas, nas negociatas do DEM e do PSDB.

Confira abaixo matérias respectivamente da Folha de São Paulo, do O Estado de São Paulo e do Valor on line.

Banqueiro contratou compadre de Lula

De Kennedy Alencar – Folha de São Paulo,

O banqueiro Daniel Dantas conseguiu se aproximar de ministros do governo petista e de integrantes da cúpula do PT. Na campanha eleitoral de 2002, Luiz Inácio Lula da Silva foi alertado pelo então coordenador de campanha e futuro ministro Luiz Gushiken de que o empresário fazia jogo pesado no mundo comercial e que tinha interesse em manter a influência sobre os fundos de pensão de estatais federais para vitaminar negócios privados.

No governo de Lula, houve uma divisão entre ministros em relação aos interesses de Dantas com os fundos de pensão. José Dirceu, então ministro da Casa Civil, e o diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolatto ficaram a favor do banqueiro. Gushiken contra.

No governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Dantas obteve apoio político do PSDB e do PFL (o atual DEM) para participar da privatização das teles. Há o episódio do jantar dele com FHC em junho de 2002. No dia seguinte, haveria troca do comando da Previ, como desejava o banqueiro. Assinante da Folha leia mais em: Banqueiro se aproximou de ministros e contratou compadre de Lula

Advogado de Dantas diz ter papéis contra PT. Nélio Machado critica a PF e ameaça divulgar documentos sobre suposta pressão que o banqueiro teria sofrido do governo

De Elvira Lobato

O advogado de Daniel Dantas, Nélio Machado, ameaçou divulgar supostos documentos contra o PT que estariam na Justiça norte-americana e atribuiu a prisão do banqueiro à guerra societária havida entre o Opportunity, fundos de pensão ligados a estatais e a Telecom Itália pelo controle da empresa de telefonia Brasil Telecom. (…) Segundo sua defesa, Dantas entregou vários documentos à Justiça de Nova York, sobre suposta pressão que teria sofrido do governo e de pessoas do PT, como parte de sua defesa em ação judicial movida contra ele pelo Citigroup, nos EUA. Assinante da Folha leia mais em: Advogado de Dantas diz ter papéis contra PT

Greenhalgh era elo com Planalto, diz procurador. Banqueiro Daniel Dantas contaria com o ex-deputado do PT para ter acesso dentro do governo; Justiça negou a decretação de sua prisão

De Fausto Macedo, Marcelo Godoy e Rodrigo Pereira

A quadrilha supostamente montada pelo banqueiro Daniel Dantas tinha no advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado federal do PT, um de seus principais braços para tentar barrar as investigações da Polícia Federal. “Greenhalgh fez contato com um órgão do Executivo”, limitou-se a dizer o procurador da República Rodrigo de Grandis.

Em um telefonema recente, o ex-deputado conversou com o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, em busca de informações sobre a investigação sigilosa da PF. Para o Ministério Público Federal, não há dúvida de que Greenhalgh era integrante da organização criminosa. Por isso, o procurador pediu à Justiça a decretação da prisão temporária de Greenhalgh, que foi negada. Leia mais em: Greenhalgh era elo com Planalto, diz procurador

Operação põe em xeque futuro do Opportunity

De Angelo Pavini e Catherine Vieira:

A ação da Polícia Federal atingiu em cheio a Opportunity Asset Management, braço de gestão de recursos do Opportunity. Ela passou praticamente incólume pelos outros escândalos envolvendo o banqueiro Daniel Dantas, afastado formalmente da empresa desde 1998, mantendo-se como uma das mais respeitadas assets do mercado. Com R$ 20 bilhões em recursos, é a 15 maior gestora pelo ranking da Anbid.

Mas, com a prisão de seu principal executivo, o experiente gestor Dorio Ferman, e de parte de sua diretoria, desta vez também a asset se vê apanhada pelo furacão. O desafio será manter a confiança dos investidores de que Dorio voltará ao comando da gestão e que o desempenho das carteiras não será afetado.

Na primeira reação dos investidores, o volume de saques na gestora cresceu fortemente, de uma média de R$ 20 milhões por dia para cerca de R$ 100 milhões ontem após a notícia, explica Fernando Rodrigues, diretor-comercial da asset do Opportunity. Um valor pequeno em relação ao patrimônio total, observa ele. Segundo Rodrigues, os fundos não estão com problemas de liquidez para atender os resgates porque já estavam pessimistas com a bolsa e tinham boa posição de dinheiro em caixa.

Os maiores saques concentraram-se em fundos multimercados e foram feitos por grandes distribuidores. Já nos fundos de ações, onde a casa é mais conhecida, especialmente pelo Lógica II, carteira com 22 anos e que deu origem à asset, os saques foram menores. Assinante do Valor leia mais em: Operação põe em xeque futuro do Opportunity

Amazônia. Marina Silva, Mangabeira Unger e Lula

A questão da exoneração da Ministra Marina Silva aparenta envolver mais coisas do que supõe a nossa vão filosofia. E a, se é que ele a tem, do grande chefe dos Tupiniquins. Abaixo alguns trechos “pinçados” da coluna do Elio Gaspari no O Globo.

“…O drible pareceu fácil. Lula criou um plano de desenvolvimento da Amazônia e entregou-o ao ministro Roberto Mangabeira Unger, que transita do nada ao futuro. Fez isso porque supunha que bastava chamar a ministra Marina de “mãe do PAS” e o ego da senhora estaria amaciado.

Nosso Guia se esqueceu da tenacidade das pessoas alfabetizadas aos 16 anos ou que, como Marinete, sua irmã, foram empregadas domésticas. A “metamorfose ambulante” enganou-se. Dando a impressão de que o colonialismo pernóstico do jornal inglês “The Independent” tem alguma razão: “[A Amazônia] é importante demais para ser deixada aos brasileiros”.

Não tendo perdido o juízo, a ministra preferiu perder o pescoço. Feito o estrago, as patrulhas do Planalto espalharam que Marina Silva foi indelicada, pois foi-se embora sem pedir demissão.

Faz tempo que Madame Natasha ensina: “Só em português que se pede demissão”. Nos outros idiomas, demissão se dá. Marina Silva exonerou o governo e nisso não houve indelicadeza.

Num sinal dos deuses, dona Marina fechou a conta no mesmo dia em que o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, foi denunciado pelo Ministério Público por gestão fraudulenta, corrupção passiva e formação de quadrilha.

Seria exagero concordar com o professor Mangabeira quando ele disse que “o governo Lula é o mais corrupto da nossa história”, mas Rondeau é o sétimo ministro de Lula levado à barra dos tribunais pelos procuradores da República. Seu gabinete ultrapassou a taxa de 10% de maganos acusados de malfeitorias. (O ministério de Lula já teve 65 titulares.)

Estão nos tribunais Antonio Palocci, José Dirceu, Luiz Gushiken, Humberto Costa, Benedita da Silva e o doutor Silas. Walfrido Mares Guia está denunciado por conta de práticas anteriores ao atual governo. Essa é a turma que saiu porque não podia ficar. Marina Silva é de outro plantel, o dos que foram embora porque não quiseram permanecer.”