Luís Nassif recebeu R$ 5,7 milhões e Paulo Henrique Amorim faturou R$ 2,6 milhões dos governos petistas

Dois dos jornalistas mais afinados com os governos do PT e críticos viscerais do PSDB receberam — juntos — 8,3 milhões de reais em publicidade estatal.

Paulo H. Amorim e Luís Nassif receberam 8,3 milhões do governo petista

Luís Nassif, um dos mais qualificados jornalistas de economia do País, recebeu — no período em que o PT está no poder — 5,7 milhões de reais.

Ele é um dos críticos mais consistentes do projeto tucano e um dos defensores mais frequentes do projeto petista no plano nacional.

Paulo Henrique Amorim, que faz uma cruzada visceral em defesa dos governos do PT e uma crítica persistente e agressiva ao tucanato, faturou 2,6 milhões de reais no mesmo período.

Leia sobre atração do PT pelos monopólios no link:

http://www.jornalopcao.com.br/colunas-e-blogs/imprensa/governo-dilma-rousseff-gastou-r-23-bilhoes-com-publicidade-e-favorece-monopolios-de-comunicacao-23991/


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Carlinhos Cachoeira e a Veja

Sites e blogs questionam as ligações de diretor da Veja com Carlinhos Cachoeira

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Em vários sites e blogs surge avassaladoramente mais um detalhe do escândalo do empresário-bicheiro Carlinhos Cachoeira: questiona-se por que a revista Veja noticia em sua edição online a infiltração política do contraventor, esquece de imprimir na própria revista.

E a explicação certamente está nas 200 ligações entre o jornalista Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília, e o próprio Cachoeira.

O primeiro blog a noticiar foi o jornalista Luis Nassif, que divulgou a existência dos registros das gravações em que Policarpo passava a Cachoeira informações sobre o que iria sair na revista, ouvia ideias de pautas e recebia elogios de sua fonte.

Segundo o site 247, “na prática, ambos compunham um circuito privilegiado de relações entre o submundo da ilegalidade e a alta mídia acima de qualquer suspeita”. Mas será mesmo?

Detalhe: Policarpo foi recém-nomeado para a cúpula da publicação, no cargo de redator-chefe, dividido com outros dois profissionais e o diretor da sucursal da revista em Brasília.

A notícia sobre o flagrante nas relações entre um de seus profissionais de ponta e um criminoso procurado pela Justiça, preso na Operação Monte Carlo, da PF, parece ter assustado o comando da Veja.

Procurado pelo site 247, o diretor de redação Eurípedes Alcântara não quis dar entrevista.

“Ele não tem dado muita sorte com redatores-chefes ultimamente.

Em dezembro, precisou demitir do cargo seu antigo parceiro Mario Sabino, abatido por traquinagens como a de coordenar uma reportagem que terminou numa delegacia de polícia, sob acusação de invasão de domicílio.

O profissional que deveria substituí-lo, o jornalista André Petry, chefe do escritório da revista em Nova York, foi barrado por Eurípedes que, no melhor estilo dividir para reinar, conseguiu a nomeação de três colaboradores para a mesma função.

Entre eles, o grampeado Policarpo”, informa o site 247.

A verdade é que os sites e blog ligados ao Planalto (e custeados pelo governo, por coincidência, é claro) estão fazendo um carnaval.

Mas é preciso saber se Cachoeira era apenas um informante do jornalista ou se as relações entre os dois eram mais “profissionais” como as do senador Demóstenes Torres, se é que vocês estão me entendendo, como dizia o colunista Maneco Muller.

Vamos aguardar para ver até aonde isso chega.

É preciso ouvir e publicar as transcrições das gravações e tudo o mais, antes de massacrar o jornalista.

Como se sabe, o blog de Nassif é sustentado pelo governo e o jornalista é detentor de uma pesada dívida no BNDES.

Já o site 247 tem entre seus colabodores fixos o ex-ministro José Dirceu e outras figuras do PT, inclusive o intelectual Delúbio Soares.

No meio dessa bagunça, uma constatação: como é bom trabalhar num Blog independente como o da Tribuna, hein?
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa