Fernendo Henrique Cardoso no Senado

Fernando Henrique Cardoso deu as caras no Senado nesta terça (7).

Foi participar da sessão em que se festejou o aniversário de 15 anos do Real.

Os repórteres o inquiriram sobre a crise que carcome as entranhas do Senado.

E FHC: “Eu vim ao Senado para celebrar o Real […]…”

“…Não vou, em um dia como hoje, falar disso…”

“…Em casa de enforcado não se fala em corda”.

Antes de seguir para o plenário, FHC visitou o “enforcado” Sarney.

O ex-presidente tem lá as suas razões para se esquivar do tema.

No seu tempo, tentou afrouxar a corda que apertou o pescoço de Jader Barbalho.

Embora desejasse, não ajudou a cingir o nó que sufocou ACM.

Antes que o país descobrisse que Renan é Renan, abrigara-o na pasta da Justiça.

De resto, FHC frequenta a crise atual por meio de um fruto de sua árvore genealógica.

Luciana Cardoso, filha de FHC, foi pilhada na condição de funcionária fantasma.

“Assessora” de Heráclito Fortes, disse que não ia ao Senado para evitar a “bagunça”.

Depois, demitiu-se, para evitar “contrangimentos” ao primeiro-secretário.

De fato, FHC não é mesmo a pessoa mais indicada para discorrer sobre cordas.

blog Josias de Souza

Imprensa, políticos e Tartufos

Que República! Que corja!

Os políticos e a imprensa

Em 25 de abril de 1984, a emenda que viabilizaria a eleição direta foi derrubada, apesar do grande movimento popular que clamava a volta da democracia e o direito ao voto.

Neste tempo, o político mineiro Tancredo Neves, apesar de comparecer aos comícios das Diretas Já, torcia para que a emenda não fosse aprovada, para que ele pudesse se candidatar pelo PMDB, e ser eventualmente eleito presidente pelo Colégio Eleitoral. Tancredo sabia que sua única chance seria a eleição indireta.

Em 23 de julho, PMDB e PFL assinam aliança Tancredo-Sarney, como candidatos do Colégio Eleitoral para a escolha do novo Presidente e vice da chamada “nova” República.

Tancredo conseguiu a aprovação da imprensa, já havia se entendido com o Roberto Marinho das Organizações Globo, e construiu uma grande aliança que garantiu sua vitória no Colégio Eleitoral, porém, na véspera de sua posse, foi internado, sofreu 7 cirurgias, vindo a falecer

Sua morte só foi anunciada à nação no dia 21 de abril, para coincidir com a morte de Tiradentes, seu conterrâneo e mártir da independência. Tancredo era então o mártir da República. Enquanto ele agonizava, a imprensa o beatificava, com matérias e reportagens que geraram uma comoção popular, como de costume, aliás.

Em 15 de março de 1985 Sarney assume provisoriamente a presidência, e em 22 de abril, definitivamente. Nesta altura, já tinha tido vários mandatos como deputado, governador biônico (eleito indiretamente) do Maranhão, senador e presidente do PDS. Sua vida pública já era conhecida de todos, mas teve apoio no Congresso e conseguiu inclusive aumentar em mais 1 ano o seu mandato. Depois de deixar a presidência, elegeu-se senador pelo Amapá e compunha a base de apoio do governo de FHC.

Em 2002, sua filha, Roseana Sarney se candidata à presidência pelo PFL e começa a ameaçar a ida do tucano José Serra para disputar o 2º turno da eleição com Lula. Isso deixou os tucanos de orelha em pé, com a certeza de que alguma coisa teria que ser feita para impedir a vergonha do candidato de FHC não chegar nem ao 2º turno.

No dia 1º de março de 2002, a PF invade o escritório da Lunus (MA), empresa do marido da então candidata à presidência Roseana Sarney, e encontra R$ 1,3 milhão no cofre. A imprensa divulga imediatamente a pilha de dinheiro e derruba a candidatura da Roseana.

Em 20 de março, o senador José Sarney, pai de Roseana, faz discurso no plenário e acusa textualmente o candidato José Serra como o responsável pela ação da PF. Todos os envolvidos nela eram “gente do Serra”. Não se tem notícia de que tenha sido processado por seu discurso, nem que tenha sido ameaçado por “quebra de decoro”, pelas graves acusações que fez.

“Acusam a governadora pela aprovação da Usimar e esquecem o ex-ministro José Serra, que responde ao processo 96.00.01079-0 por ‘improbidade administrativa – ressarcimento ao erário’, a outra ação, 2000.34.00.033429-7, com a finalidade de ‘reparação de danos ao erário’, e ainda a várias outras ações ordinárias, cautelares, civis públicas, populares”.

O texto acima serve apenas para mostrar a hipocrisia dos políticos e da imprensa:

1- Tancredo fingia que apoiava o movimento pelas Diretas, mas torcia para que não fosse aprovada. Obviamente, a imprensa tinha conhecimento de tudo, mas como não interessava, não divulgava. (Há pouco tempo o jornalista Maurício Dias escreveu a esse respeito em Carta Capital)

2- Sarney, quando era da base de apoio do governo FHC era um político ilustre. Foi presidente do Senado no 1º ano do mandato de FHC (entre 1995 e 1997), seguido de ACM, Jader Barbalho

3- As abundantes irregularidades do Senado agora denunciadas, já acontecem há pelo menos 15 anos, segundo se diz, mas só agora existe um real interesse em denunciá-las. Aliás, mais uma vantagem de ter Lula no poder: pela 1ª vez, os políticos que mandaram e desmandaram por todo tempo neste país querem apurar as irregularidades, embora retrocedam quando estas retroagem a 2002. FHC espertamente disse que o que aconteceu no seu governo já faz parte da história.

4- Renan Calheiros renunciou à presidência do Senado porque tem uma filha fora do casamento (reconhecida por ele) que foi sustentada por um empresário, mas FHC tem um filho também fora do casamento (não reconhecido por ele), que é sustentado pela Rede Globo (sua mãe é jornalista global, e foi transferida para a Espanha, para não causar transtornos ao pai), mas disso a imprensa não fala, exceto a revista Caros Amigos, que divulgou o fato, e não foi acionada nem contestada. Agora Renan é corrupto, mas ele foi Ministro da Justiça de FHC.

5- Sempre que são feitas denúncias de corrupção, a imprensa elege os “arautos da moralidade” para fazer seus comentários indignados. Os cidadãos desavisados tendem a acreditar que essas figuras são corretas, o que não corresponde à realidade. É pura hipocrisia!

6- Se a imprensa tivesse compromisso com a verdade, escolheria aqueles com ficha limpa, tendo portanto uma enorme responsabilidade pela péssima qualidade do nosso legislativo.

7- A imprensa apoiou o golpe de 64, a ditadura, o Collor, o FHC, e continuará apoiando o que de pior existe na política brasileira, para preservar seus interesses e de seus anunciantes. Essa é a sua lei maior!!!

8- José Agripino Maia é primo de Agaciel Maia, que em 19 de junho último casou sua filha, e contou com a família de Agripino pra prestigiar a festa! Fez-se na política nos tempos da ditadura, quando a corrupção não era noticiada pela imprensa, mas ainda assim, basta procurar para encontrar uma série de denúncias e irregularidades em sua vida pública, como dinheiro “por fora” para campanhas eleitorais. É dono também de alguns veículos de comunicação.

9- Heráclito Fortes também é político dos tempos da ditadura, e faz parte da “tropa-de-choque” do banqueiro condenado Daniel Dantas. Tinha em seu gabinete, desde 2003, como funcionária fantasma morando em São Paulo, Luciana Cardoso, filha de FHC. Recentemente defendeu o pagamento de R$ 6,2 milhões em horas extras para 3.883 funcionários durante o mês de janeiro, em pleno recesso, quando não houve trabalho parlamentar no Congresso.

10- Arthur Virgílio é o rei da cara-de-pau. Bradava contra o caixa 2 do PT, que chamam de “mensalão” apenas para dar uma impressão de maior gravidade, mas em entrevista ao Jornal do Brasil em 19/11/2000, reconhece que “foi obrigado” a fazer caixa 2 na campanha para o governo do Amazonas, e que podia reconhecer o fato publicamente porque o crime já prescrevera. Quando foi prefeito de Manaus, teve nada menos que 46 operações e obras classificadas de irregulares, por uma auditoria no Tribunal de Contas do Município (TCM) JB 18/3/92. Recentemente, divulgou-se que seu assessor pediu a Agaciel US$10 mil, garantindo que um rateio entre “amigos” quitou o empréstimo. Agaciel nega ter recebido. Por atos secretos do Senado, contratou seu professor de jiu-jitsu, 3 filhos de seu subchefe de gabinete Carlos Homero Nina Vieira, um deles morando na Espanha, e ainda a mulher e a irmã de Nina Vieira, sem contar os gastos R$ 723 mil com despesas médicas de sua falecida mãe, em 2006.

Esses são os políticos que a imprensa escolhe para dar depoimentos condenando a corrupção. Seria cômico se não fosse trágico!

Claro está que a intenção da imprensa e da oposição não é absolutamente a de moralizar o Senado, mas toda essa repentina perseguição ao Sarney tem alguns objetivos importantes para a oposição: paralisa o Senado, em tempos de crise mundial, prejudicando o governo e principalmente o país, e intimida os parlamentares da base de apoio deste governo. É como se estivessem dizendo a todos os parlamentares: cuidado, apoiar o governo Lula é muito perigoso!!!

Blog vi o mundo – por Sonia Montenegro

Filha de FHC pede demissão do gabinete de Heráclito

Com a iniciativa, diminui o número de cupins no governo.

Em carta endereçada a Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado, Luciana Cardoso pediu demissão.

Luciana é filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Recebia contracheque do Senado desde 2003. Coisa de R$ 7,6 mensais.

Deveria despachar no gabinete do senador. Mas não dava as caras. Pilhada pela coluna da repórter Mônica Bergamo, Luciana vocalizou emendas que pioraram o soneto.

“Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando”.

Perguntou-se a Luciana se já havia entrado no gabinete de Heráclito. E ela: “Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna”.

Na carta a Heráclito, Luciana anotou que decidiu se demitir para “evitar constrangimentos” ao pseudochefe. A certa altura do texto, a filha de FHC escreve:

“Sou testemunha de seus esforços para aprimorar a administração do Senado…”

“…Por isso mesmo, não quero que pairem dúvidas sobre seus propósitos nem sobre minha conduta”.

Em verdade, o afastamento de Luciana livra de “constrangimentos”, além do senador, o pai da demissionária.

Dias antes de Luciana ganhar o noticiário na condição de servidora fantasma, FHC discursara na Associação Comercial de São Paulo.

Discorrera sobre um fenômeno que, na opinião dele, alastra-se sob Lula: a “cupinização” do Estado brasileiro.

Pela lógica, nada poderia deixar FHC mais contrafeito do que ver uma Cardoso na condição de xilófaga, a roer a bolsa da Viúva sem a contrapartida do suor.

Corre no TCU uma representação em que o representante do Ministério Público no Tribunal, Marinus Eduardo Marcico, pede a devolução do dinheiro que o Senado borrifou na conta bancária de Luciana Cardoso.

do blog do Josias de Souza

Luciana Cardoso. A rainha da empáfia

Brasil: da série “O tamanho do buraco”!

… enquanto isso, na sala de injustiça, no paraíso da improbidade, o Senado Federal, no charco dos charcos, na sede do maior quantidade de presepadas, nepotismo e corrupção do Brasil, zilz, zil, as indecências se sucedem.

Suas (deles) ex-celências, continuam fingindo que não é com eles. Todos são Delúbios. Os que não fizeram, materialmente, o fizeram por osmose ou omissão, uma vez que não dá pros Tupiniquins acreditarem que os vestais senadores não sabiam de nada.

Pois é, pobre e espoliado cidadão. O destino do seu, do meu, do nosso sofrido dinheirinho não escoa pelo ralo. Na realidade, à socapa, como diria Machado de Assis, vai para o bolso dos senadores e seus cúmplices.

A lista dos fantasmas, que recebem sem colocar os seus (deles) fantasmagóricos vultos no local de trabalho, cresce.

Depois da filha de FHC, surge uma neta de Juscelino, Alejandra Kubitschek, a mulher do governado petista de Sergipe, Marcelo Déda, uma cunhada do ex senador Paulo Otávio

Agora, leiam a entrevista da “cupim” de Fernando Henrique Cardoso:

O editor

Rainha da empáfia

A entrevista com a filha de FHC, que está na coluna da Mônica Bergamo, fez o suco de centrífuga que eu costumo tomar no café da manhã ficar entalado na minha goela.

Leia e depois eu comento:

“Funcionária do Senado para cuidar “dos arquivos” do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), Luciana Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, diz que prefere trabalhar em casa já que o Senado “é uma bagunça”. A coluna telefonou por três dias para o gabinete, mas não a encontrou. Na última tentativa, anteontem, a ligação foi transferida para a casa de Luciana, que ocupa o cargo de secretária parlamentar. Abaixo, um resumo da conversa:

FOLHA – Quais são suas atribuições no Senado?
LUCIANA CARDOSO – Eu cuido de umas coisas pessoais do senador. Coisas de campanha, organizar tudo para ele.

FOLHA – Em 2006, você estava organizando os arquivos dele.
LUCIANA – É, então, faz parte dessas coisas. Esse projeto não termina nunca. Enquanto uma pessoa dessa é política, é política. O arquivo é inacabável. É um serviço que eternamente continuará, a não ser que eu saia de lá.

FOLHA – Recebeu horas extras em janeiro, durante o recesso?
LUCIANA – Não sei te dizer se eu recebi em janeiro, se não recebi em janeiro. Normalmente, quando o gabinete recebe, eu recebo. Acho que o gabinete recebeu. Se o senador mandar, devolvo [o dinheiro]. Quem manda pra mim é o senador.

FOLHA – E qual é o seu salário?
LUCIANA – Salário de secretária parlamentar, amor! Descobre aí. Sou uma pessoa como todo mundo. Por acaso, sou filha do meu pai, não é? Talvez só tenha o sobrenome errado.

FOLHA – Cumpre horário?
LUCIANA – Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando. Você já entrou no gabinete do senador? Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna. Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar “vem aqui”, eu vou lá.

FOLHA – E o que ele te pediu nesta semana?
LUCIANA – “Cê” não acha que eu vou te contar o que eu tô fazendo pro senador! Pensa bem, que eu não nasci ontem! Preste bem atenção: se eu estou te dizendo que são coisas particulares, que eu nem faço lá porque não é pra ficar na boca de todo mundo, eu vou te contar?”

EU:

Ela não sabe quanto recebe, afirma que cuida das coisas pessoais do senador e se nega a dizer o que faz. Mas vem cá: quem paga o salário “de secretária” dela não somos nós?

Então dona Luciana que deixe de ser besta e que aprenda a conversar com jornalista sem usar desse tom ridículo de superioridade.

Será que ela não aprendeu nada no convívio com os pais? Será que a dona Ruth não ensinou a ela que bons modos e transparência são bons e a gente gosta?

Pois agora eu faço questão de saber tudo sobre a atividade que dona Luciana exerce no Senado…

bolg da Bárbara Gancia

PSDB e DEM se preparam para explicar o ‘por fora’ da Camargo Corrêa

A oposição tem telhado de vidro. Não fica bem para o ex-presidente FHC — o caçador de cupins — cobrar moralidade do governo dos petralhas, enquanto tem cupim dentro da própria casa.

Enquanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vai denunciando o cupim dos outros, os éticos partidos DEM e PSDB demonstram que aprenderam a lição mensaleira com os petralhas.

A filha do ex-presidente é funcionária do senado. Lotada no gabinete do senador Heráclito Fortes. Mas Luciana Cardoso não comparece ao trabalho como o comum dos mortais e ainda declara, com a cara de pau de quem não tem medo de cupins, que “não ia ao trabalho porque o senado é uma bagunça”. O salário da prendada dama é de R$7.600,00.

E pasmem, ainda recebia hora extra.

O governo do Lula é corrupto. Ponto!

Mas com a porcalhada da oposição, os petralhas acabam se beneficiando, uma vez que falta moral a oposição para apontar o dedo na sujeira dos cuequeiros e mensaleiros. Corrupção não é uma questão de quantidade ou valores. É corrupção por si só!

Cada presidente tem seu cupim. Lulinha “fenômeno” de um lado e Luciana “encostada” de outro.

O interessante, ou cômico, ou trágico, ou tudo isso junto, é que a dona da Daslu, já em liberdade em virtude de liminar concedida pela justiça, foi condenada exatamente por uso de caixa 2.

O editor

Discurso pronto

Os partidos ensaiam uma justificativa-padrão para os “por dentro” e os “por fora” que aparecem nos grampos da Operação Castelo de Areia, em diálogos alusivos a financiamento de campanhas. “Por dentro” seriam doações feitas aos comitês dos candidatos. “Por fora”, aos partidos -contrariando o sentido de “caixa dois” desde sempre associado à expressão.

Foi assim que o DEM explicou os R$ 300 mil recebidos por Mendonça Filho da Camargo Corrêa, “por fora”, na campanha de 2006 em Pernambuco: teriam chegado ao partido e sido repassados em duas parcelas ao candidato. O PSDB dirá que o dinheiro da empreiteira abastecia o cofre dos diretórios estaduais e nacional, os quais decidiam quanto dar e a quem.

Coluna Painel – Folha de São Paulo

Filha de Fernando Henrique Cardoso é funcionária do Senado mas não coloca o pezinho lá

Brasil: da série ” me engana que eu gosto”!

Não estou falando que não escapa ninguém do charco?

A filha do ex presidente Fernando Henrique Cardoso, aquele da compra da reeleição, é funcionária do senado, lotada(sic) no gabinete do senador Heráclito Fortes, atual 1º secretário da mesa diretora.

Heráclito Fortes, é o homem que controla o orçamento do senado e “otras cositas mas”. Ou más.

Acontece que a gentil senhorinha, Luciana Cardoso, não coloca os pezinhos no local de trabalho para dar o devido expediente.

E o sociólogo vai a televisão falar em cupim no mobiliário dos outros.

Argh!

Procurador pede a TCU apuração sobre a filha de FHC

A coisa tá braba. Nós, os Tupiniquins, não temos nem tempo pra tomarmos fôlego. O tsunami de lama que vem do senado, nos afoga a todos.

O que mais impressiona é que se ligarmos a TV Senado, os nécios se sucedem na tribuna e nenhum das 81 ex-celências, toca no assunto. Parecem todos habitantes de outro planeta. Ninguém sabia da ocorrência das bandalheiras.

E eu que pensava que Lula e aloprados mensaleiros não tinham feito escola!

O editor

blog Josias de Souza

Nesta terça (31), o procurador Marinus Eduardo Marsico pedirá ao TCU que abra uma investigação em torno dos malfeitos do Senado.

Ele representa o Ministério Público no TCU. Protocolará sua ação na presidência do tribunal, um órgão auxiliar do Legislativo.

Entre os episódios que Marinus Marcico deseja ver acomodados em pratos bem asseados está a contratação de uma filha de Fernando Henrique Cardoso.

Chama-se Luciana Cardoso. É contratada do gabinete do senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Mas não dá as caras no Senado.

Escondida nas dobras da folha de pagamentos do Senado, a filha de FHC foi desencavada pela coluna da repórter Mônica Bergamo.

Ouvida, Luciana soou curiosamente debochada: “Trabalho mais em casa, na casa do senador…”

“…Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando…”

Perguntou-se à filha de FHC se já havia entrado no gabinete de Heráclito. E ela: “Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna…”

“…Trabalham lá milhões de pessoas. Mas se o senador ligar agora e falar ‘vem aqui’, eu vou lá”.

Ou seja, Luciana é, por assim dizer, parte de um fenônome que o pai dela batizou de “cupinização” do Estado.

Além de varejar este caso, o procurador Marinus Marcico deseja que o TCU esquadrinhe outros dois episódios:

1. O pagamento de horas extras a mais de 3.000 servidores do Senado em plenas férias;

2. A denúncia de que a servidora Elga Lopes recebeu normalmente o contracheque em fases nas quais assessorou as campanhas eleitorais de senadores.

Entre os “assessorados” estão José Sarney e a filha dele, Roseana Sarney. Elga era diretora de Modernização do Senado (!?!?!). Hoje, dirige a Comunicação Social.

O objetivo do procurador é a restituição às arcas da Viúva de valores eventualmente dispendidos em afronta à lei.

Marinus Marcico talvez devesse ampliar o foco da ação que vai propor ao TCU. Há inúmeros outros “fantasmas” flanando sobre a folha salarial do Senado.

No último final de semana, os repórteres Otávio Cabral e Alexandre Oltramari lançaram um facho de luz sobre dois desses ectoplasmas.

O primeiro se chama Aricelso Lopes. É “coordenador de atividade policial” do Senado. Está lotado no gabinete do senador Mão Santa (PMDB-PI).

“Faz no mínimo dois anos que ele não aparece aqui”, disse Rauf de Andrade, chefe de gabinete da polícia do Senado.

O gabinete de Mão Santa informou que o servidor foi requisitado, veja você, para capturar um pistoleiro que supostamente ameaçava o senador.

O outro “fantasma” atende pelo nome de Weber Magalhães. É diretor da CBF. Mas está escalado como servidor do gabinete de Wellington Salgado (PMDB-MG).

A Viúva paga-lhe o salário. Mas Weber não dá expediente no Senado. “Acompanho projetos para o senador”, diz ele.

Inquirido a respeito, o pseudochefe Wellington deu uma explicação saiu-se com um salgado deboche ao contribuinte: “Ele é muito feio. Melhor não aparecer por aqui”.

Como se vê, a situação no Senado é mais feia do que supõe o procurador Marinus Marsico. Melhor ampliar o escopo da ação. Quem sabe nao se anima logo a incluir a Câmara.

Deve-se aos repórteres Leonardo Souza e Maria Clara Cabral a descoberta de que a folha da Câmara serve de abrigo até para empregada doméstca.

Descobriu-se que o deputado licenciado Alberto Fraga (DEM-DF) mantinha em casa uma doméstica, Izolda da Silva Lima, cujo salário sai da bolsa da Viúva.

Depois de negar o malfeito à saciedade, Fraga traiu-se numa entrevista ao “Jornal Nacional”. Disse o seguinte:

“Ela faz serviço no meu gabinete. Ela paga contas, serve cafezinho, é uma empregada que presta serviços domésticos…”

“…Perdão, presta serviços externos. Agora, realmente ficou complicado de explicar”.

De fato, ficou complicado. Tão complicado que Fraga viu-se compelido a pedir ao suplente Osório Adriano (DEM-DF), no exercício do mandato, que demitisse Izolda.

No Senado, acossado pelo inadmissível, José Sarney disse que terá “tolerância zero” com os malfeitos. A essa altura, não resta à platéia senão agarrar-se a São Tomé.