Novo dirigível é aposta da Lockheed Martin para transporte em regiões remotas

A Lockheed Martin, companhia norte-americana de aviação e equipamentos militares, anunciou que o dirigível LMH-1 está, após 20 anos de desenvolvimento, pronto para ser comercializado. A aeronave pode aterrissar em diferentes solos, incluindo superfícies de gelo e neve, sem a necessidade de uma pista preparada.

Dirigível LMH-1
O dirigível inova com quatros colchões de ar que permitem um pouso suave. Chamado de Air Cushion Landing System, o conjunto dessas câmaras pode ser esvaziada após o LMH-1 estiver estacionado, eliminando a necessidade de amarras e deixando a aeronave firme para embarque ou desembarque de cargas.A aeronave poder ser usada para acessar regiões de desastres ambientais, nas quais pistas de pouso ou estradas estão destruídas, comunidades isoladas que necessitam de medicamentos ou alimentos, além de servir como veículo de resgate.

O LMH-1 consegue transportar 19 passageiros, incluindo a tripulação, e mais 21 toneladas de carga — o equivalente a três elefantes africanos adultos.

A velocidade máxima alcançada é de 111 km/h.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Chamada de híbrida, a tecnologia do LMH-1 é, na verdade, uma combinação de um veículo mais leve que o ar (seu balão, por assim dizer, cheio de hélio) com um mais pesado que o ar (o conjunto de motores). Outra novidade do modelo é o formato de três lóbulos, responsável por 20% da sustentação da aeronave.

Durante a Paris Air Show, terminada na última terça-feira, a Lockheed Martin comunicou que a francesa Hybrid Enterprises irá representá-la comercialmente para o LMH-1.

Com nenhum pedido de compra ainda feito, a aeronave só será entregue em 2018 — atualmente, há dois modelos de demonstração plenamente funcionais.

Entenda mais sobre o funcionamento do dirigível no vídeo (em inglês) abaixo:


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Projeto inédito de dirigíveis para transporte recebe R$ 100 milhões do BNDES

Proposta é criar uma frota inicial de até 20 dirigíveis, que poderão transportar até 30 toneladas cada

Para os cidadãos comuns pode soar estranho, mas para o BNDES e alguns empresários é uma oportunidade séria: revolucionar o transporte global de cargas com dirigíveis. Inédito no planeta, o projeto já movimenta mais de R$ 100 milhões e promete levantar voo até o fim de 2016. Ousada, a proposta de criar uma aeronave que vai, ainda, estrear um novo modal logístico prevê uma frota inicial de até 20 dirigíveis, que poderão transportar até 30 toneladas cada e fazer o Brasil passar a frente de países como Estados Unidos, Inglaterra, Rússia e Alemanha, que já têm projetos semelhantes.

A americana Lockheed Martin, por exemplo, pretende desenvolver um dirigível para transporte de tropas e equipamentos. A ideia surgiu na Guerra do Afeganistão. Os canadenses, que têm de atender à população isolada em suas províncias geladas perto do Ártico, veem nos dirigíveis uma opção mais barata e eficiente às estradas. Russos e ingleses também têm projetos militares.

O projeto da Airship do Brasil é o primeiro do BNDES, dentro da categoria de infraestrutura, que conseguiu se enquadrar com a rubrica — e as condições mais suaves — da inovação. Localizada em São Carlos (SP), a empresa, que quer ser “a Embraer dos dirigíveis” tem como sócios a Engevix, de engenharia, e a Bertolini, de transportes. Com uma proposta tecnicamente viável, o grupo conseguiu empréstimo de R$ 102,7 milhões do BNDES para investimentos que, apenas na fase de desenvolvimento e protótipo, chegarão a R$ 119 milhões.

— Foi uma análise difícil, tivemos de mandar técnicos para o exterior, descobrimos até que temos um funcionário com doutorado em dirigíveis, mas apoiamos o projeto por entender que ele é realmente viável, técnica e economicamente — diz Ronaldo Vianna, gerente do Departamento de Logística do BNDES.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Voando a cerca de 500 metros do solo e com velocidade de até 120 quilômetros por hora, os dirigíveis da Airship do Brasil serão utilizados, em um primeiro momento, em situações especiais. O equipamento se adapta ao transporte de grandes volumes, como turbinas de hidrelétricas ou pás de geradores eólicos, para locais de difícil acesso, como a Amazônia ou as plataformas do pré-sal, bem como para áreas isoladas por catástrofes naturais. No futuro e com modelos ainda maiores — com capacidade de até 200 toneladas — os dirigíveis poderão até mesmo substituir os caminhões no transporte de soja. O equipamento poderia voar em segurança do campo diretamente para os navios, aliviando estradas e portos.

— A proposta é revolucionária. Desafoga estradas e ferrovias, gera economia de, no mínimo, 25% no custo do transporte, não causa problemas para aviões e helicópteros e ainda é mais ecológica que os outros modais — diz Vianna, que aprovou o financiamento em setembro de 2012.

O projeto começou em 2006. O diretor técnico da empresa, James Waterhouse, conta que a ideia inicial era voltada a estudos e pesquisas. Em 2012, concluiu-se que era hora de investir na parte operacional. Ele diz que já há diversos pedidos de patentes pela empresa.

— Primeiro foi necessário montar uma rede de engenheiros para desenvolver o projeto. Agora temos que pensar em criar uma rede de pilotos — afirma Waterhouse, lembrando que a empresa já começou o processo de homologação juntos aos órgãos públicos para que o protótipo possa voar até o fim de 2016, o que permitiria o início da operação comercial em 2017.

Waterhouse garante que a tecnologia atual é muito mais moderna e que não há mais riscos de explosão, como no passado, graças ao uso do gás hélio. Ele diz ainda que a viabilidade econômica está comprovada:

— Estimamos que nos próximos anos serão necessários de mil a 1.500 geradores de energia eólica, quase sempre em locais de difícil acesso. Podemos ter uma estrutura para montar e manter as linhas de transmissão de energia na Amazônia.

Além do projeto de um dirigível grande, de até 140 metros de comprimento e capacidade de carga de 30 toneladas, a empresa pode aproveitar a estrutura para fabricar dirigíveis menores. Estes poderão ser utilizados como antenas móveis em locais de grande concentração de pessoas, como um jogo de futebol. Há outra empresa em Campinas (SP) que desenvolve um produto semelhante, a Altave.

No passado, alemães investiram US$ 600 milhões, sem sucesso, em um projeto semelhante. A empresa esbarrou no 11 de Setembro e no estouro da bolha das empresas de tecnologia nos mercados. Segundo Sergio Varella, uma das poucas pessoas do mundo com doutorado em dirigíveis, o assunto sempre esteve em radar quando havia crises nos preços de petróleo.

Tecnologia avançada

Varella começou a se interessar por dirigíveis nos anos 80, quando o governo planejava investir até US$ 1 bilhão (à época) para criar uma rede de transporte deste tipo na Amazônia. A idéia não vingou, mas foi o que o fez largar tudo e ir à Inglaterra fazer doutorado no tema.

Ao voltar, tornou-se sócio, com Paul Jerry, no dirigível da Pepsi que sobrevoava o Rio. Ele explica que a aeronave planejada é muito diferente da que existe no imaginário das pessoas, pois a tecnologia é mais desenvolvida. Hoje há 15 dirigíveis de publicidade no mundo — a Goodyear é a marca que mais investe neste modelo —, chamados de blimp. Ele conta que começam a surgir dirigíveis Vant para espionagem, sobretudo em fronteiras, e até a Petrobras chegou a cogitar seu uso no pré-sal.

— O dirigível custa menos que o caminhão e, embora não tenha a velocidade dos jatos, é viável. Eles são perfeitos para nichos. O desafio é conseguir o financiamento e a criação de uma rede — diz.
HENRIQUE GOMES BATISTA/O Globo

Cibersegurança se torna prioridade diplomática dos EUA

A cibersegurança passou a ser uma prioridade diplomática dos Estados Unidos, com Washington procurando construir relacionamentos para combater o roubo de informações e reduzir o risco de conflitos, afirmou uma autoridade sênior.

O coordenador de assuntos “ciber” do Departamento de Estado dos EUA, Christopher Painter, afirmou que o país enfrenta uma série de potenciais ameaças no ciberespaço provenientes de hackers individuais, militantes e potenciais países rivais.

A diplomacia e as políticas do país estão somente começando a alcançar o avanço da tecnologia, disse.

“Está claro que a cibersegurança é agora um imperativo nas políticas” disse ele à Reuters em uma conferência do centro de estudos East-West Institute.

“Isso envolve assuntos de governança, assuntos econômicos e militares.

A melhor atitude é se relacionar com os países e ter uma discussão livre e franca. Estamos só começando a fazê-lo”, afirmou.

Painter, nomeado em abril após trabalhar como diretor sênior para política cibersegurança na Casa Branca, preferiu não discutir as recentes brechas de segurança nem dizer quem ele pensava ser o responsável.

Mas é claro que o assunto precisa ser resolvido, disse.

O Google disse suspeitar de que hackers chineses tentaram roubar senhas de centenas de usuários do seu sistema de e-mails, incluindo importantes autoridades dos EUA, ativistas chineses e jornalistas.

Autoridades chinesas negaram qualquer conexão do governo com o ocorrido, afirmando que a China também foi vítima de hackers.

A gigante do setor de defesa Lockheed Martin e a empresa do segmento de eletrônicos Sony também reportaram recentemente roubo de dados.

Especialistas em segurança afirmam que muitas outras companhias sofrem ataques similares, mas não o declaram publicamente.


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Ataque cibernético é ameaça para os Estados Unidos

Os que não são adeptos das teorias conspiratórias dizem que melhorias em sistemas de segurança em redes de computadores, aliadas a sistemas de redundância, monitoramento de softwares e a supervisão humana fazem com que seja virtualmente impossível que ataques digitais causem mortes em qualquer tipo de escala, seja ela grande ou pequena.

Ataques às redes informáticas deixaram de ser um crime individual e transformaram-se numa séria ameaça que pode paralisar o funcionamento de países inteiros. No dia 25 de Outubro, representantes da Comissão Europeia apresentaram as suas propostas para pôr fim a este problema, numa audição realizada pela subcomissão parlamentar da Segurança e da Defesa.

Três casos que exemplificam o problema:
Em 2007, durante o período de tensão com a Rússia, ocorreram ataques reiterados aos sítios das instituições públicas e meios de comunicação social da Estônia.
Em 2008, o site do governo e do presidente da Georgia  esteve inoperacional durante a guerra da Ossétia do Sul.
Em Março de 2009, os sistemas tecnológicos de informação de governos e organizações privadas de 103 países foram atacados por uma rede que extraía documentos de natureza confidencial.

A Comissão Européia que estuda o assunto alerta para o impacto econômico que ataques cibernéticos podem provocar.
“Os ataques cibernéticos podem ter consequências econômicas nefastas: em caso de falha numa Infra-estrutura de Informação Crítica pode equivaler a perdas de 250 mil milhões de dólares norte-americanos.
Os estudos indicam que existe uma probabilidade de 10% a 20% de uma ocorrência dessa natureza nos próximos 10 anos.”
O Editor


EUA veem ameaça de ataque cibernético no futuro
O Departamento de Defesa dos EUA estima que mais de 100 organizações de inteligência estrangeiras já tentaram hackear o acesso às redes do país.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Os Estados Unidos enfrentarão uma grande ameaça das cibertecnologias no futuro, o que exigirá coordenação entre setores civis e militares para proteger redes de um ataque, afirmou o secretário de Defesa Robert Gates nesta terça-feira.

‘Creio que há uma grande ameaça futura. E há uma considerável ameaça atualmente’, disse Gates durante evento do Wall Street Journal. ‘E é essa a realidade que nós todos enfrentamos’.

O Departamento de Defesa dos EUA estima que mais de 100 organizações de inteligência estrangeiras já tentaram hackear o acesso às redes do país. Todos os anos, também são hackeados dados de agências do governo, de empresas e de universidades, segundo autoridades.

Os principais fornecedores do Pentágono – incluindo Lockheed Martin, Boeing e Northrop Grumman – estão investindo no crescente mercado global de cibertecnologia, estimado em até 140 bilhões de dólares por ano.

Gates afirmou que o exército norte-americano já progrediu significativamente na proteção de seus sites e trabalha com parceiros do setor privado para incluí-los na iniciativa.

Entretanto, como permitir que o conhecimento do Pentágono seja aplicado para proteger a infraestrutura doméstica pode ser uma questão complicada por razões legais, que incluem preocupações com liberdades civis.

‘O ponto-chave é que a única defesa que os EUA têm contra outros países e possíveis ameaças no ambiente cibernético é a Agência Nacional de Segurança’, disse Gates, referindo-se à unidade do Departamento de Defesa que protege informações e redes de segurança nacional e intercepta comunicações externas.

G1/Reuters

Simulador de voo do caça F-35

Americanos testam simulador de voo do caça F-35

A Lockheed-Martin está levando um simulador de voo do caça F-35 para fornecedores e bases militares norte-americanas em todo o país para que eles possam sentir como é andar na aeronave na qual fornecem peças ou que utilizarão um dia.

Foto: Elaine Thompson/AP
Embora o cockpit não se mova, respondendo aos comandos do piloto, as três grandes telas proporcionam uma perspectiva realista, mostrando o que pode ser visto dentro do caça. Na simulação, é possível até quebrar a barreira do som em um voo e disparar mísseis.

G1