Rui Pires Cabral – Versos na tarde – 26/11/2016

O rei dos olhos fechados Rui Pires Cabral ¹ Fazes entrar em Fevereiro o rei dos olhos fechados, o das escadas rolantes. Quanta luz desperdiçada, quanto desconsolo nas grandes superfícies da memória. Ouves o vinho rolar nos ouvidos, a realidade defenderá até à morte os seus mistérios. Fazes uma vênia ao rei destituído e morto, … Continued

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Eugênio de Andrade – Versos na tarde – 02/03/2015

Lettera amorosa Eugênio de Andrade ¹ Respiro o teu corpo: sabe a lua-de-água ao amanhecer, sabe a cal molhada, sabe a luz mordida, sabe a brisa nua, ao sangue dos rios, sabe a rosa louca, ao cair da noite sabe a pedra amarga, sabe à minha boca. ¹ José Frotinhas Rato * Fundão, Portugal – … Continued

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Fernando Pessoa – Versos na tarde

Aqui, neste sossego e apartamento Fernando Pessoa ¹ Aqui, neste sossego e apartamento, Nesta quieta solidão sem fim, Sem cuidado ou tormento Que ocupe este momento, Da vida e mundo volto-me para mim. Tão breve sombra do que pude ser Me encontro, tão perdida semelhança Com minha vida por acontecer, Tão nocturna lembrança Do dia … Continued

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Bruno Amaral – Versos na tarde

Resgata-se o poema Bruno Amaral ¹ resgata-se o poema ao irradiante verso. sofreia-se o impulso ao privado recanto. permeia-se de luz a noite como ruídos ignorados, na placidez da aldeia, o imo pranto. perscruta-se o universo ao recto feixe. trespassa-se o couraçado ao plano ignoto. premeia-se a luz da ideia, como vozes sobrepostas no turbilhão … Continued

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