A luta anônima de três brasileiros contra sites de fake news

Atuando no anonimato desde maio, idealizadores do movimento Sleeping Giants Brasil estimam ter feito com que páginas propagadoras de notícias falsas tenham deixado de embolsar R$ 448 mil por mês.Fake News,Redes Sociais,Internet,Blog do Mesquita

Twitter e fake news

Em pouco menos de dois meses, Sleeping Giants Brasil acumulou 377,4 mil seguidores no Twitter

Principal plataforma de anúncios da internet, o Google Adsense é o que garante a saúde financeira de boa parte dos sites campeões de audiência mundo afora. E é justamente por meio desse sistema que ativistas do movimento Sleeping Giants Brasil pretendem sufocar propagadores de notícias falsas e fomentadores de discurso de ódio.

Inspirados pelo Sleeping Giants original – criado por um publicitário americano e em operação desde 2016 –, três brasileiros decidiram criar uma versão tupiniquim do movimento em 18 de maio deste ano. Passaram, então, a mirar os esforços em conhecidos sites de fake news, expondo publicamente, via redes sociais, empresas que apareciam como anunciantes nessas páginas, via AdSense.

Pelo sistema do Google, as empresas podem criar uma lista com todos os sites nos quais não querem aparecer de forma alguma. Essa é a ideia do Sleeping Giants: pressionar os anunciantes para que incluam sites de notícias falsas em suas listas e, assim, estes sejam desmonetizados.

A ideia parece estar funcionando. De acordo com balanço fornecido por um dos criadores do movimento, no primeiro mês de atividade o Sleeping Giants Brasil conseguiu que páginas propagadoras de fake news deixassem de embolsar 448 mil reais. O grupo contava com 377,4 mil seguidores no Twitter na manhã desta segunda-feira (13/07) e, no Instagram, com 126 mil seguidores, além de estar presente no Facebook e no Linkedin.

Por temerem ameaças como as sofridas pelo criador da versão original e sua família nos Estados Unidos, os idealizadores do projeto brasileiro não dão nenhuma pista de suas identidades. Eles só toparam conversar via mensagens diretas no Twitter, não aceitando passar nenhuma outra forma de contato.

Segundo eles, na maior parte das vezes, depois da exposição pública, as empresas respondem ao perfil e se comprometem a incluir os sites reconhecidos como propagadores de notícias falsas na lista de exclusão da plataforma AdSense.

“Recebemos mais de 400 respostas [de empresas anunciantes] em apenas um mês e meio de atuação”, afirmam. “Muitas empresas estão aderindo ao movimento, se conscientizando e passando a analisar melhor a forma como promovem sua publicidade e cedem espaços a perfis que promovem a desinformação e o ódio.”

Em um conturbado cenário político como o brasileiro atual, marcado por uma acirrada polarização, o grupo tem sido criticado por apoiadores do governo do presidente Jair Bolsonaro. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do presidente, classificou o Sleeping Giants como “a nova forma de censurar a direita”.Whatsapp,Facebook,Fakenews,Educação,Analfabetismo,Redes Sociais,Internet

“Somos contra todos os disseminadores de fake news e discursos odiosos, e sabemos que isso independe de espectro político”, defendem-se os idealizadores. “Mas no atual momento, a extrema direita concentra poder se utilizando de conteúdos falsos e odiosos. Além de que, em meio a uma pandemia, propagar desinformação é extremamente perigoso, visto que estamos falando de vidas sendo perdidas.”

Gigantes na mira

Os criadores do Sleeping Giants Brasil afirmam que os alvos são escolhidos com base na “proporção, relevância e alcance” de seus sites.

A partir de uma lista de empresas fornecida pelos criadores, a reportagem da DW Brasil buscou contato com Americanas, Nike, Spotify e MRV, as quatro mencionadas em primeiro lugar e que não responderam ao grupo, mesmo diante de constantes exposições públicas no Twitter. Nenhuma delas retornou o pedido de posicionamento da reportagem.

A DW Brasil apurou, contudo, que algumas das empresas expostas estão bloqueando sites de fake news de sua lista do AdSense, ainda que prefiram não assumir isso publicamente. Mais que isso, há empresas que, cientes da atuação do Sleeping Giants Brasil, estão se antecipando a uma provável exposição pública e adicionando sites propagadores de fake news a sua lista de exclusão da plataforma do Google.

“A liberdade de expressão é um direito de todos, não estamos aqui para contrariar isso”, afirmam os ativistas. “O movimento busca alertar as empresas de que estão contribuindo com o discurso de ódio e a desinformação, mas cabe a elas a escolha de retirar ou não seu anúncio do site. Só queremos seu posicionamento.”

Trabalho de formiguinha

E por que então não mirar os esforços diretamente na Google, em vez de fazer o trabalho de formiguinha? Segundo os idealizadores do Sleeping Giants, cobrar a responsabilidade da empresa de tecnologia não traria resultados.

“As grandes plataformas são, sim, responsáveis pelo espaço dado a disseminadores de conteúdos falsos e odiosos, mas é muito difícil ganharmos a atenção delas”, argumentam. “Em quatro anos de existência do perfil americano, nenhuma das grandes plataformas tomou medidas ou contatou o Sleeping Giants. Mas esperamos que isso mude e que elas entendam a responsabilidade que têm quando não há um selecionamento criterioso do que admitem ou não no ambiente virtual.”

Procurado pela Dw Brasil, o escritório da Google no Brasil se posicionou via assessoria de imprensa. “Temos políticas rígidas que limitam os tipos de conteúdo nos quais exibimos anúncios, como a que não permite que publishers busquem enganar o usuário sobre sua identidade ou produtos. Quando uma página ou site viola nossas políticas, tomamos medidas imediatas e removemos sua capacidade de gerar receita”, disse a empresa, em nota.

“Entendemos que os anunciantes podem não desejar seus anúncios atrelados a determinados conteúdos, mesmo quando eles não violam nossas políticas, e nossas plataformas oferecem controles robustos que permitem o bloqueio de categorias de assuntos e sites específicos, além de gerarem relatórios em tempo real sobre onde os anúncios foram exibidos”, acrescentou.

A Google afirmou que, apenas em 2019, encerrou mais de 1,2 milhão de contas e retirou anúncios de mais de 21 milhões de páginas “por violação de políticas”.

Rússia ordena bloqueio do Linkedin

Rede social é acusada de não respeitar nova lei que exige que dados de usuários russos sejam armazenados no país. Provedores começam a impedir acesso à plataforma.

Linkedin Logo (picture-alliance/dpa/J. Büttner)

O órgão estatal regulador da comunicação na Rússia, Roskomnadzor, ordenou nesta quinta-feira (17/11) o bloqueio da rede social Linkedin, depois que a Justiça determinou que o site estava violando uma lei relacionada ao armazenamento de dados dos usuários.

“O site Linkedin foi adicionado a um registro de infratores e submetido ao bloqueio por provedores de internet”, afirmou o órgão estatal russo em comunicado.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Segundo a agência de notícias estatal Interfax, a rede social profissional, muito usada para buscar emprego, será bloqueada dentro de 24 horas.

O provedor Rostelcom disse já ter cumprido a ordem, e outros dois provedores disseram que o fariam nas próximas horas.

Em declaração à agência de notícias AFP na manhã desta quinta-feira, o Linkedin disse que estava “começando a ouvir de usuários russos que eles não conseguiam mais acessar a rede social”.

Segundo a empresa, a ação do Roskomnadzor nega o acesso aos milhões de usuários que a plataforma tem no país.

“Continuamos interessados em uma reunião com Roskomnadzor para discutir o seu pedido de localização de dados”, afirmou a empresa à AFP.

O porta-voz da Roskomnadzor, Vadim Ampelonsky, disse à Interfax que representantes do Linkedin pediram uma reunião para discutir o bloqueio, mas que uma data ainda seria definida pelo órgão.

No último dia 10 de novembro, um tribunal de Moscou rejeitou um recurso do Linkedin e confirmou uma decisão de agosto de que o site estava em desacordo com uma lei de 2014 que exige que dados pessoais de usuários russos sejam armazenados em servidores do país.

A decisão também determinou que o Linkedin parasse de fornecer dados dos usuários a terceiros sem informá-los.

Sites que violam a controversa lei de 2014 lei são adicionados a uma lista negra, e provedores de internet são obrigados a bloquear o acesso a eles.

A lei provocou uma tempestade de críticas de empresas de internet, mas entrou em vigor em setembro de 2015. O Linkedin é o primeiro serviço a ser levado a tribunal devido à nova lei.

O Linkedin tem mais de 467 milhões de usuários, de acordo com o site, incluindo mais de seis milhões na Rússia.

A empresa sediada nos EUA foi vendida em junho à Microsoft por mais de 26 bilhões de dólares.

Com dados da TMS/afp/rtr

Facebook lançará serviço para profissionais em breve

Logo do FacebookNovo serviço, voltado à colaboração no ambiente de trabalho, é quase idêntico à rede social atual
Karen Bleier/AFP

Facebook at Work, a versão profissional da rede social, deve ser lançada nos próximos meses, depois de um ano de testes, afirmou um executivo da companhia.

O novo serviço, voltado à colaboração no ambiente de trabalho, é quase idêntico à rede social atual, com a presença de uma timeline de notícias, opções de “curtir” e ferramenta de bate-papo.

“Eu diria que 95 por cento do que nós desenvolvemos para o Facebook também está no Facebook at Work”, afirmou Julien Codorniou, diretor de plataformas globais de parcerias da rede social, à Reuters.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Entretanto, no Facebook at Work os usuários poderão manter perfis especiais que sejam distintos dos existentes na rede social.

O Facebook começou a testar o serviço em janeiro e tem o mantido gratuito, mas sob convite, para empresas até agora.

O serviço será aberto a todas as empresas quando for lançado e o Facebook planeja cobrar “alguns dólares por mês por usuário” de serviços premium como ferramentas analíticas e suporte ao cliente, disse uma porta-voz da companhia.

O mercado de carreiras, disputado por empresas como LinkedIn e Monster Worldwide, é avaliado em cerca de 6 bilhões de dólares por ano, segundo a dados de agosto da empresa de pesquisa IDC.
Fonte:Reuters

Redes sociais mudam a dinâmica da busca por empregos

Foto: Reuters

Redes sociais trazem mudanças tanto para empregadores quanto para candidatos em potencial

O paulista Marcus Aurélio Kouyomdjian trabalhava em uma concessionária de veículos quando seu perfil profissional, postado na rede social LinkedIn, chamou a atenção de uma grande loja de produtos veterinários.

Ele não estava procurando emprego na época, “mas quando veio o convite para o processo seletivo, pensei: Vou ver o que acontece”, conta à BBC Brasil.

Marcus Aurélio acabou aceitando o novo emprego. E recomendou a seu filho mais velho, Pedro, que também levasse seu currículo às redes sociais. Pedro, um engenheiro de 25 anos, tampouco pensava em mudar de emprego, mas recebeu uma proposta interessante e acabou aceitando uma vaga como coordenador de obras.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

As redes sociais estão trazendo mudanças às dinâmicas de busca de empregos, tanto para profissionais como os Kouyomdjian quanto para empregadoras, apontam especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

Para começar, o contato entre Marcus Aurélio e Pedro e as empresas que os contrataram só ocorreu graças às redes sociais. Nos EUA, esse fenômeno foi batizado de “procurar emprego passivamente” (“passive job seeking”) – ou seja, alguém que não estava ativamente atrás de um novo trabalho pode acabar aceitando uma oferta atraente que tenha a ver com seu perfil e seus interesses.

“As redes sociais quebraram paradigmas (no processo) de contratações”, diz à BBC Brasil Milton Beck, diretor de soluções de talento da rede social profissional LinkedIn, que tem 13 milhões de usuários no Brasil e 238 milhões no mundo. A rede usa algoritmos para cruzar pré-requisitos de vagas disponíveis como perfil dos profissionais cadastrados, de acordo com sua experiência e características postadas online.

Segundo Beck, 70% dos usuários não estão no LinkedIn em busca de empregos, mas sim para manter-se visíveis, fazer contatos e participar de grupos de interesse.

“Eles já estão empregados, mas se surgir uma oportunidade de crescimento profissional, estão abertos a conversas. Antes das redes sociais, essas pessoas não estavam acessíveis em grande escala para as empresas que buscam contratá-los.”

Rapidez e padronização

Outra mudança, diz Marcelo Miguel Raffaelli Filho, diretor da consultoria Great Place to Work, é que “a informação de vagas disponíveis e de candidatos interessados fica mais rápida”: torna-se possível filtrar candidatos por formação acadêmica ou cidade onde mora, por exemplo.

Milton Beck, do LinkedIn
Beck explica que o LinkedIn usa algoritmos para aproximar candidatos das vagas adequadas ao seu perfil

“A padronização dos currículos também facilita a comparação dos candidatos; e temos mais qualidade e quantidade de informações disponíveis sobre eles, como cursos, conquistas profissionais e habilidades que muitas vezes não estão no CV impresso. É uma via de mão dupla: o candidato passa a ter (acesso) a mais conteúdo sobre as empresas”, agrega Raffaelli.

E não é só no LinkedIn. Algumas empresas e recrutadoras buscam informações dos candidatos em outras redes, como Facebook, Google+ e Twitter, ou criam páginas de carreiras no Facebook como um ponto de contato com potenciais novos funcionários.

Um levantamento de abril do grupo Society for Human Resource Management, nos EUA, mostrou que 77% das empresas pesquisadas relataram usar cada vez mais as redes sociais para recrutar funcionários.

Dicas

Como, então, aproveitar o potencial da rede para melhorar sua exposição e seus contatos profissionais? Veja o que sugerem especialistas consultados pela BBC Brasil:

Manter o perfil atualizado e com o máximo de informações relevantes. “É bom ser detalhado – isso ajuda headhunters a identificar bons candidatos em potencial”, diz Giuliana Tranquilini Hadade, da empresa de recrutamento GNext.

No caso do LinkedIn, “quanto mais detalhado o perfil, melhor será entendido pelos algoritmos, que poderão fazer o melhor cruzamento entre o perfil e as vagas adequadas”, diz Beck. “E o perfil não é apenas um currículo: permite detalhar resultados obtidos em trabalhos anteriores, anexar vídeos, apresentações ou palestras feitos pelo profissional e mesmo grupos de interesse e causas que ele defende.”

Beck também sugere ilustrar o perfil com uma foto – de ar profissional, é claro. “A foto torna as pessoas mais tangíveis, o que aumenta sua possibilidade de se conectar com outras.”

Limite seus contatos a quem te interessa. Para Beck, não adianta usar redes profissionais para seguir um grande número de pessoas e empresas indiscriminadamente. “Siga empresas e grupos que te interessam e pessoas que você conhece. Caso contrário, vai se desviar (de seus objetivos)”, diz.

Segundo Raffaelli, da Great Place to Work, isso significa também se relacionar com empresas que você admira e com as quais se identifica – essa aproximação pode, em algum momento, se converter em oportunidades profissionais.

Prepare-se para a entrevista. Para Hadade, as redes sociais não substituem o contato cara a cara. “A rede social é um filtro inicial. Mas a entrevista permite conhecer o candidato e seus valores”, diz ela.

Marcus Aurélio e Pedro KouyomdjianPai e filho, Marcus e Pedro conseguiram empregos pelas redes sociais

Bom senso, sempre. Muitas empresas de RH dizem que se limitam às redes sociais profissionais e ficam longe de redes de caráter mais pessoal, como o Facebook, quando o assunto é avaliar seus candidatos. “Respeitamos a privacidade dos candidatos”, diz Raffaelli, da Great Place to Work. Outras usam Facebook e Twitter para conhecer melhor as pessoas que querem recrutar.

Seja como for, é importante lembrar que o que postamos online pode ser acessado por empregadores em potencial, diz Hadade. “Hoje, o que colocamos na internet é como uma tatuagem, que nos acompanha pela vida. É bom ser verdadeiro e transparente, mas também ter bom senso quanto a o que pode te prejudicar profissionalmente.”

Indicações

Claro que a rede não traz só vantagens: muitos podem receber abordagens inconvenientes ou ofertas de vagas que não têm a ver com seus rumos profissionais. E, mesmo antes das redes sociais, já proliferavam sites de empregos e RH.

E, ainda que a internet seja cada vez mais usada para recrutamento, para o engenheiro Pedro Kouyomdjian, “ainda não tem nada igual às indicações pessoais”.

“Mas as redes sociais são boas para você se manter no mercado. Quando precisar, alguém pode ter ouvido falar de você e visto seu perfil online.”

Seu pai, Marcus Aurélio, já trocou o emprego que conseguiu pelas redes sociais por outro, de consultor de vendas corporativas de veículos, obtido graças à sua rede pessoal de contatos. Ele acha que a web é muito boa para fazer “networking” e torná-lo mais visível no mundo corporativo. “Mas não dá para depender só dela.”
Paula Adamo Idoeta/Da BBC Brasil em São Paulo

Windows Phone 7 chega no final do mês


Aparelho da HTC com Windows Phone 7. (Foto: Divulgação)

Nove aparelhos com Windows Phone 7 chegam no final do mês

Celulares serão vendidos em alguns países da Europa, Ásia e nos EUA.

Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

A Microsoft apresentou nesta segunda-feira (11) nove aparelhos com o novo sistema operacional Windows Phone 7 que chegarão às lojas da Europa, Ásia e dos Estados Unidos para as vendas de Natal.

Segundo a assessoria de imprensa da companhia, ainda não há previsão de lançamento de celulares com o novo sistema no Brasil.

A partir de 21 de outubro, alguns países da Europa e da Ásia já começarão a vender os novos smartphones, e no início de novembro, os aparelhos com o sistema da Microsoft chegarão aos Estados Unidos.

Os celulares com o Windows Phone 7 foram apresentados por Steve Ballmer, presidente-executivo da Microsoft, em uma coletiva de imprensa em Nova York.

“A Microsoft e os seus parceiros estão apresentando uma experiência diferente de celulares”, disse Ballmer.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Entre os parceiros que irão fabricar aparelhos com o sistema estão Dell, HTC, LG e Samsung.

Os novos celulares são integrados com programas da Microsoft, como Xbox LIVE, Microsoft Office Mobile, Zune, Windows Live e Bing.

“Hubs” e botões fixos

O Windows Phone 7 tenta repetir a experiência bem sucedida da Apple.

Os botões físicos dos aparelhos são padronizados: os fabricantes terão de disponibilizar a tecla “Windows”, que volta para a tela inicial, a tecla “voltar”, para retroceder uma tela na navegação, e o botão de busca, com ícone em formato de lupa.

O usuário que comprar o aparelho com o sistema só poderá baixar softwares aprovados pela Microsoft, disponibilizados no Windows Phone Market Place.

Steve Ballmer apresenta os nove aparelhos com Windows Phone 7. (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)

Os ícones na tela –separados entre “trabalho” e “vida pessoal” – não abrem programas específicos, mas sim conteúdo organizado em “hubs”, ou portos centrais temáticos.

Desta forma, o ícone de fotos serve para entrar nas imagens tiradas pela câmera do celular, mas também nas disponibilizadas por seus contatos em redes sociais como o Facebook.

Alguns dos aparelhos lançados nesta segunda-feira. (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)

É possível também criar “hubs” para acompanhar todo o conteúdo on-line de um contato específico.

Você pode, por exemplo, adicionar um ícone – que muda de acordo com cada atualização de conteúdo – para seguir tudo o que sua namorada te enviar por e-mail, torpedo ou mesmo publicar no Twitter, Facebook, Orkut, LinkedIn. Não importa a rede, mas sim a pessoa.

Uma vantagem em relação ao iPhone é a facilidade em criar atalhos para seleções específicas de música.

Na demonstração ao G1, Valdez criou, com poucos cliques, um “hub” para acessar toda sua coleção de discos do U2.

Depois, adicionou outro, para o disco “Death Magnetic”, do Metallica. O telefone transformou fotos da banda e a capa do disco em um ícone.

Do G1, em São Paulo

Empresas e a importância das redes sociais

Empresários apostam cada vez mais em redes sociais

Empresas que investem na utilização de perfis em redes sociais como forma de marketing lucram mais, segundo aponta pesquisa feita pelo Altimer Group e Wetpaint com as 100 melhores empresas do mundo, sendo que destas, a que investiram em mídias sociais melhoraram seus resultados em 18%.

Segundo a gestora de marketing da Trevisa Escola de Negócios, Adriana Arroio, há aproximadamente um ano as empresas brasileiras têm ingressado neste novo formato de divulgação de marca, ainda timidamente, mas através dessa redes tentam conquistar clientes através da interação que as redes sociais como Twitter, Orkut, Facebook, LinkedIn e outras oferecem.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Adriana também afirma que o número de clientes pode aumentar em média 20% quando se usa desta nova estratégia como forma de promoção. Segundo a gestora, as vantagens de investir nesta plataforma é baixo custo e o retorno a curto prazo.

“Dá para mensurar os resultados entre 30 e 60 dias”, afirma.

Porém é necessário ter estrutura para que as empresas saibam lidar com os comentários positivos ou negativos.

“Outra vantagem é que a interação permite transformar a imagem. Uma crítica pode rapidamente se tornar um elogio”, completa.

Um dos segmentos que também aposta nas redes sociais é o de bares e restaurantes.

OÓrçado em R$ 2,5 milhões, o recém inaugurado Johnnie Pepper, especializado em carnes acredita no mundo da tecnologia para a propaganda. Entre agência e sistemas especiais, o investimento do espaço é estimado em R$ 200 mil. Segundo Celso Stephano, sócio do estabelecimento, afirma que teve um retorno positivo e que pretende recuperar o valor nos próximos dois anos.

O “Foursquare”, foi uma das apostas da rede de restaurantes Spoleto, especializada culinária italiana rápida.

Segundo Leandro Maia, gerente de marketing, o investimento foi quase zero, porém o retorno positivo. “Apesar de o retorno ter sido bom, as mídias convencionais dão um resultado melhor, pois nem todos os clientes possuem celulares com tecnologia 3G, essencial no uso do ‘Foursquare'”, complementa.

A casa de shows e restaurante de culinária japonesa, Barracuda Sushi Bar, localizado na zona leste de São Paulo, também apostou neste modelo de mídia, e possui um programador para cuidar dos perfis da casa. Além disso possuem uma comunidade no Orkut com mais de dois mil participantes e através disso mandam mensagens diárias aos clientes. Essa prática fez com que o público aumentasse em 30%.

Outro empreendimento que apostou na tecnologia é Bar Bleecker St, que adotou o sistema para a realização de promoções. ” É uma forma de fidelização, não somente de chamar novos clientes. Para isso mantenho o público sempre atualizado”, conta Edu Pimenta, sócio proprietário da casa.

Pimenta investiu algumas vezes em mídia impressa e garante que o resultado não foi como o esperado. Segundo o empresário, é gasto um valor muito elevado, e por vezes não recuperado.

“O boca-a-boca funciona melhor nesses casos. Não tive o resultado esperado quando investi em publicidade nos meios impressos, por isso não voltarei a fazer. Acredito no potencial das redes sociais”, completa.

O sócio do Wall Street Bar localizado no Itaim Bibi, em São Paulo, Thomaz Rothmann , afirma que antes da inauguração do estabelecimento, há sete meses, fazia divulgação no Twitter, no Facebook e no Orkut. “Uso essas ferramentas para fazer divulgação dos jogos, às quartas-feiras, as novidades do bar e as promoções”, diz. Ele afirma que nunca fez anúncios da empresa em outras mídias e as redes sociais têm sido uma ótima forma de conquistar clientes.

A rede America, que completa 25 anos no mercado, começou com essas ações de marketing online há aproximadamente um ano. Quem cuida dos perfis nessas comunidades é a própria agência de publicidade responsável por promover a rede.

Para a gerente de marketing do America, Mirella Scorza, um dos diferenciais da propaganda na internet é que através disso é possível entrar em contato com todas as pessoas que citaram o restaurante de alguma forma em alguma das redes sociais, seja para fazer críticas positivas ou negativas, ou ainda dar sugestões sobre a rede.

Pesquisa

Segundo pesquisa do TI Inside, o Twitter tem cerca de 10 milhões de usuários e o Facebook, contempla 3,4 milhões de perfis cadastrados. A quantidade de usuários atraiu a atenção das empresas que começaram a investir pelas facilidades, como baixo custo e resultados garantidos independente do público a que se quer atingir.

Segundo explica Adriana Arroio é possível aumentar o número de seguidores em 20%, isso a depender da rede social.

“Com isso é possível uma visibilidade maior e aumento significativo na clientela”.

Alessandra Gardezani e Andrezza Ribeiro/DCI