• mqt_for@hotmail.com
  • Brasil

Política do Fed gera desigualdade, diz Nobel de economia

Em entrevista ao Business Insider, o prêmio Nobel de economia Joseph Stiglitz afirmou que a presidente do Fed (banco central dos Estados Unidos) tem feito um bom trabalho no comando da autoridade monetária americana.

O prêmio Nobel de Economia, Joseph StiglitzJoseph Stiglitz: para ele, presidente do Fed tem feito um bom trabalho até agora.
Segundo ele, Yellen foi a primeira pessoa no cargo a assumir que as políticas do Fed geram “desigualdade de riquezas”. O economista entende que o momento atual é desafiador para a economia americana e disse que a presidente do Fed tem acertado em manter os defensores do aumento de juros em segundo plano, especialmente por causa da fraqueza do mercado de trabalho.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Na última quarta-feira (21), o Fomc (comitê de política monetária do Fed) decidiu manter inalterada a taxa de juros dos EUA em seu atual patamar, entre 0,25% e 0,50% ao ano.

“Eu apoiei fortemente a ida de Yellen à presidência do Fed. Eu acho que ela está trabalhando em um ambiente bem difícil. Ela tem se mostrado aberta ao fato de que há limites na política monetária”, disse Stiglitz. “O que nós precisamos é de uma política fiscal, mas isso não está muito próximo.”

De acordo com ele, Yellen “é a primeira presidente entre praticamente todos os que passaram pelo banco central americano a apontar que o que o Fed faz gera desiqualdade, desigualdade de oportunidades”. O Nobelde economia se referiu às políticas do Fed, especialmente o QE (quantitative easing —programa de recompra de ativos).

“Quando você reduz a taxa de juros a zero ou próximo de zero, isso prejudica os aposentados. Quem fica com a riqueza? A riqueza fica com as pessoas no topo da pirâmide. Então, o QE, apesar de não ter sido intencional, acabou ampliando a desigualdade”, afirmou.

“O grande debate é há os defensores da elevação dos juros, e a Yellen, como membro do conselho de política monetária, está tentando lidar com os políticos nesse cenário desafiador. Por outro lado, eu acredito que, agora, há muitas pessoas no conselho preocupadas com o desemprego nos EUA. E a Yellen é uma dessas pessoas.”

Sobre o que esperar para os próximos meses, Stiglitz acredita que o mercado de trabalho é o que mais preocupa. “Quando eu olho para a economia americana, eu vejo que o risco de inflação permanece muito, muito remoto e a persistência do desemprego permanece muito real”.

“Muitas pessoas veem a taxa de desemprego dos EUA abaixo de 4% e se perguntam: não é uma boa taxa? A resposta é que o mercado de trabalho continua muito fraco. Uma prova disso é a baixa participação da força de trabalho. Tem muitas pessoas que deixaram de procurar emprego ou que foram forçadas a aceitar trabalhos de meio período”, completou.

Efeito

A decisão do Fomc de manter os juros inalterados nos EUA não foi surpresa para o mercado. “O Fed está na seguinte situação: ele tem que subir os juros, mas não pode fazer isso de maneira rápida. Por isso, cria volatilidade de vez em quando para ‘ajustar’ as carteiras bancárias”, afirmou André Perfeito, economista-chefe daGradual Investimentos.

“É parecido com o dilema de um general que no campo de batalha tem de recuar seu exército: ele precisa fazer isso não tão rápido que pareça covardia, nem tão devagar que pareça provocação”, continuou o economista.

Segundo Perfeito, “há bons motivos para desconfiar que os juros já cumpriram o papel nesse mundo sem futuro, onde a liquidez empoça fartamente nos balanços bancários”.

“Se de um lado a atividade bancária tradicional perdeu sentido uma vez que não tem para quem emprestar (…), por outro subir os juros pode ser um desastre justamente para os bancos tradicionais que estão com suas tesourarias lotadas de títulos. Ou seja, elevar os juros implica que o preço dos títulos irá cair e, assim, teremos mais perdas patrimoniais nos balanços bancários”, concluiu o economista.

Câmbio

A possível elevação dos juros nos EUA é monitorada de perto nos países emergentes, porque a expectativa é de que um aumento da taxa pressione a cotação do dólar para cima.

Uma alta dos juros deixaria o rendimento dos títulos do Tesouro americano mais atraentes, o que provocaria uma migração de recursos hoje alocados nos emergentes de volta para os Estados Unidos.

Com menos oferta de dólar nos emergentes, a cotação da moeda americana subiria em relação às divisas locais. No Brasil, alguns especialistas acreditam que o cenário político interno pesaria mais sobre o câmbio do que a política monetária americana.

Roberto Indech, analista da corretora Rico, é um deles. “Caso medidas de ajuste fiscal como a PEC que limita os gastos do governo e a reforma da previdência sejam colocadas em votação no curto prazo, há a perspectiva para uma melhora na economia, o que valorizaria o real”, disse.
Anderson Figo, de EXAME.com

Economia – Dívida Externa; A dívida impagável e censurada

Dívida externa. Do Prudente (de Moraes) ao imprudente (FHC). Chegando ao censurado (Meirelles). E a impossibilidade de pagar.

Economia,Dívida Externa,Brasil,Michel Temer,FHC,Fernando Henrique Cardoso,Henrique Meirelles,Blog do Mesquita

 Em 120 anos de 1896 a 2016, passou de divida externa para divida publica. Mudou também de irrelevante, para degradante, aviltante, humilhante. E responsável por todas as crises brasileiras, sem que os governantes e adjacentes, percebessem. Agora dá para perceber, mas com uma conclusão lancinante: não ha possibilidade de pagar. Ou melhor: amortizar os juros, fazendo crescer assustadoramente a divida propriamente dita.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Os “emprestadores” de dinheiro,como se dizia antigamente, investem muito pouco, no inicio. Mas rapidamente recuperam o investimento, passam a emprestar e reimprestar os juros. Vão acumulando lucros, que reinvestem, naturalmente garantindo parte substancial para compra de imóveis e obras de arte, por prazer e exibicionismo. O volume de dinheiro é tão grande, que sempre existe margem de negociação sem execução.

Prudente assumiu em 1894, com uma divida que parecia irrisória, mas fora agigantada pelos gastos da espantosa, estranha e extravagante Guerra do Paraguai. E pela inflação dos últimos 20 anos, insuflada pelos gastos nababescos, que palavra, da Monarquia. Rui Barbosa, o primeiro Ministro da Fazenda da Republica, sempre se queixava.

Em 1896, um dos Rotschilds, pediu audiência a Prudente, para falar sobre a divida. Mas foi tão imprudente e inábil, que em 10 minutos, Prudente tocou a campainha, apareceu um continuo, recebeu a ordem: “Acompanhe o senhor Rotschild até á porta, ele está de saída”.

O sucessor foi Campos Salles, inteiramente diferente. Aceitou convite do mesmo Rotschild, foi a Londres. Andou de carro aberto pela Old Bond Street. (O centro financeiro da capital). Renegociou a divida de forma vergonhosa. Essas renegociações foram aumentando durante toda a “republica velha”, a ditadura do Partido Republicano, 1889 a 1930. Sucedida pelo golpe que tentaram transformar em Revolução. Que redundou na ditadura Vargas, até 1945.

De 1937 a 1945, a dívida não cresceu por causa da pré-guerra e da guerra propriamente dita. Com o mundo inteiro voltado para a fabricação de armamentos, o Brasil se transformou num grande vendedor.

Não recebia, acumulava saldos, “para serem liquidados depois”. Dutra assumiu com um saldo formidável, que esbanjou desastradamente. Os americanos, mestres em vender matéria plástica como se fosse ouro, e comprar ouro pagando como se fosse matéria plástica, devoraram tudo.

10 anos depois, em 1955, Juscelino se elegeu, assumiu com uma divida já acumulada. No ultimo ano do governo inicio de 1960, chamou Roberto Campos, presidente do BNDE (não tinha o S de social, hoje tem o S mas sem se preocupar com o social) pediu para ele “consolidar” a divida.

Estava em 180 milhões de dólares, foi “consolidada” em 200 milhões. Daí foi crescendo desmesuradamente, por causa dos juros e a falta de pagamento. Ou amortização. Mas atingiu o apogeu nos governos FHC, “o retrocesso de 80 anos em 8”. (Como chamei, com ele no poder).

Foi inacreditável, incompreensível, inaceitável, mas o país aceitou. Os juros chegaram a 40 por cento ao ano. O que significa o seguinte: uma divida de 1 bilhão, em 1 ano passa a 1 bilhão e 400 milhões. No ano seguinte vai para o limite de quase 2 bilhões. E assim incontrolavelmente; (Os juros são verdadeiros, o total de 1 bilhão, singelo e simbólico, apenas para o calculo.

FHC foi tentando reduzir os juros, mas entregou a Lula com 25 por cento ao ano. Juro calamitoso para uma divida estratosférico).
Lula criou o que se chamou de “superávit primário”. Chegou a amortizar 90 bilhões no primeiro ano, depois não deu mais No entanto, reduziu os juros de 25 para 11 por cento.

Dona Dilma trouxe para 7 por cento. Mas não demorou a devastação, os juros foram crescendo, até os inimagináveis 14,25 de hoje. “Justificados” pela alta da inflação, que continuou subindo, até ultrapassar os dois dígitos. E a divida publica, chegou ao limite de hoje: 2 TRILHÕES e 900 BILHÕES.

A media dos juros é de 10 por cento ao ano, uma combinação entre a Selic, o contratado e o cobrado. Daria então 290 bilhões, rigorosamente IMPAGAVEL. Só que no vernáculo, essa palavra tem duas leituras. È o que não pode ser pago. Ou o que provoca enorme gargalhada. Que não é o caso da divida brasileira.

No primeiro dia depois de ser convidado para Ministro da Fazenda, Meirelles, por conhecimento e relacionamento, falou sobre a tragédia da divida publica. Assustado quando soube do total, de dentro para fora, comentou sobre a forma de equacionar a divida. Ha muito tempo não se falava nisso.

Imediatamente foi chamado por Temer. Que naquele estilo entre o dúbio e o melifluo comentou: “Gostaria que você não falasse mais nessa questão da divida”. Lógico, Meirelles atendeu, não quer surrupiar suas imagináveis chances presidenciais, seja quando for. Pode ou deveria ser dentro de 60 dias, se o TSE, assumir ou compreender sua enorme responsabilidade. Ou esperar que um notável documentarista como Silvio Tendler, faça um documentário, que teria o titulo obrigatório: “A divida impagável e censurada”.
Hélio Fernandes/Tribuna da Imprensa

Aumento de lucros: Bancos brasileiros desfrutam da crise de forma notável

 Ao contrário de quase todos os setores do país, bancos vivem uma ótima fase, garantida pelo aumento da taxa de juros.Bancos brasileiros desfrutam da crise de forma notável

Porém, a boa fase não vai durar para sempre (Foto: contrafcut.org)
A escolha de Usain Bolt para ilustrar anúncios do banco Original não poderia ser mais acertada. Assim como o velocista jamaicano, os lucros do banco, que tem apenas cinco anos, apresentaram um desempenho meteórico.

Somente no ano passado, o Original teve um aumento de lucro de 50%, ficando em R$ 111 milhões. Além disso, os empréstimos concedidos pelo banco cresceram dois terços, chegando a R$ 4,25 bilhões. Tudo isso em pleno momento que o país passa por uma forte recessão.

O desempenho do Original exemplifica como os bancos brasileiros vêm desfrutando da crise de forma notável. No ano passado, os quatro maiores bancos do país registraram um lucro somado de 61,948 bilhões, um aumento de 27% em relação ao ano anterior.

Em parte, essa boa fase pode ser explicada pela alta taxa de juros, atualmente em 14,25%. Com a taxa mais alta, os empréstimos ficam mais caros, aumentando o lucro dos bancos.

Mas os bancos têm reagido com sensatez à boa fase. Isso prova que aprenderam a lição da crise bancária ocorrida entre 1995 e 1998, quando a perda das receitas inflacionárias gerada pelo Plano Real obrigou o setor a passar por uma intensa reestruturação.

Os bancos têm consciência de que a boa fase não vai durar para sempre. Isso porque junto com a recessão ocorre o aumento da inadimplência, prevista para crescer este ano. Para completar, é improvável que haja um novo aumento da taxa de juros.
Fontes:
Opinião e notícia
The Economist-Defying gravity

Quem ganhou muito dinheiro no mercado, hoje se preocupa com ‘convulsão social’

Aqueles que foram apontados como homens que traficavam influência por dinheiro, hoje imaginam que o povo tem memória curta, se esquecendo do célebre pensamento de Augusto Frederico Schmidt: “Sofrer passa. Ter sofrido não passa nunca”.

Economia,Juros,Bancos,Blog do Mesquita,Cartun

Muitos perderam na grande crise da desvalorização cambial que aconteceu no governo FHC, e foi aturdida pelos vendilhões do país que afirmavam que a eleição do presidente Lula era o fim do Brasil.

Mas muitos ganharam muito dinheiro, e estes hoje escrevem preocupados, ou ameaçando, e se esquecem que fazem parte do mesmo grupo que realmente pode levar o país a uma convulsão social, pela volúpia de ganhar dinheiro através do sistema financeiro.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

No mundo não existe nenhum exemplo de sucesso genuíno sem ser de inovadores como Bill Gates.

Não existe nenhum caso de quem enriqueceu em dez anos sem nunca ter empregado ou nunca ter criado inovações.

Mas no Brasil, quantos banqueiros enriqueceram em tão pouco tempo… Os exemplos são vários.

Uns assaltavam bancos em nome de ideologia, e hoje são presidentes de banco e ganham dinheiro também com a desgraça, porque os juros no Brasil não são para privilegiar bancos que fazem o desenvolvimento, e sim para os que tomam do governo para o governo pagar segurança, educação e saúde.

E como não esquecer do Proer – programa do governo para socorro dos bancos, usando dinheiro público?

Agora mesmo, o país afunda numa grave crise financeira enquanto os bancos obtêm lucros recordes.

E eles só podem lucrar com a rolagem da dívida, que é a própria pobreza do país.

Tópicos do dia – 16/09/2012

17:06:38
Novela do Supremo entra no sexto capítulo da novela Mensalão, estrelado por Duda Mendonça

O Supremo Tribunal Federal retoma segunda-feira o julgamento da Ação Penal 470, também conhecida como processo do mensalão, iniciando a etapa do sexto capítulo da denúncia do Ministério Público Federal, que trata de corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro dos partidos da base aliada do governo.

Nessa sessão, o ministro-relator Joaquim Barbosa apresenta um de seus votos mais esperadas, sobre lavagem de dinheiro envolvendo dirigentes de partidos políticos, integrantes do PT e o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto. No item sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro, os principais réus são o publicitário Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Fernandes. Duda, como se sabe, é réu confesso, por ter declarado na CPI do Congresso que recebe do PT pagamento de R$ 10,5 milhões em paraíso fiscal (Bahamas).

Também nesta segunda-feira os ministros da Corte Suprema deverão discutir se promovem sessões extras às quartas para dar mais agilidade ao julgamento. A proposta foi apresentada formalmente pelo ministro-relator Joaquim Barbosa. Segundo ele, a etapa que começa na próxima semana é a mais exaustiva. Para agilizar os trabalhos, além das sessões extras, o presidente Ayres Britto quer racionalizar o julgamento, com votos mais resumidos e pontualidade para começar as sessões.
Carlos Newton/tribuna da Imprensa

17:21:06
Mensalão: Advogado de Dirceu critica reportagem sobre Valério.

O advogado de José Dirceu, José Luis de Oliveira Lima, criticou neste sábado (15) a reportagem da revista “Veja”a que atribui ao empresário Marcos Valério novas declarações sobre o esquema do mensalão.

“É no mínimo estranho que, na véspera do início do julgamento do meu cliente e próximo do primeiro turno da eleição municipal, a revista ‘Veja’ venha com matéria leviana, desprovida de fatos, depoimentos e documentos”, disse o advogado.

Marcos Valério aponta Lula como chefe do mensalão, diz revista
Marcos Valério era o ‘pivô’ do mensalão, diz a denúncia
Saiba mais sobre Marcos Valério, considerado o operador do mensalão

“Assim como fez quando invadiu o quarto de hotel do meu cliente, a revista vem com ataques”, afirmou.
“Quero registrar que fico tranquilo com o fato de meu cliente ser julgado pelo STF, onde tem magistrados experientes”, ressaltou o advogado de José Dirceu.
Segundo a revista, Marcos Valério acusou o ex-presidente Lula de chefiar o mensalão. “Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para Lula porque eu, o Delúbio [Soares, ex-tesoureiro do PT] e o Zé [Dirceu, ex-ministro] não falamos”, teria dito Valério em Belo Horizonte.
Valério teria afirmado que o montante que abasteceu o mensalão foi muito maior que os R$ 55 milhões apontados pelo Ministério Público Federal.
Segundo ele, R$ 350 milhões passaram pelo esquema.
A entrada e saída de dinheiro estariam registradas num livro guardado a sete chaves por Delúbio.
Folha OnLine

09:12:24
Mensalão, Dirceu e Genoíno: Diferenças fundamentais.

Agora que vão começar a ser julgados grandes nomes do PT, seria bom estabelecer certas diferenças. Não dá para o Supremo Tribunal Federal aplicar os mesmos critérios para José Genoíno e José Dirceu, por exemplo. Pelas acusações, o ex-chefe da Casa Civil era o chefe da quadrilha. Supostamente traçou todo o roteiro para que dinheiro público fosse amealhado, junto com falsos empréstimos bancários, para distribuição entre parlamentares dispostos a vender seus votos na Câmara dos Deputados. Teria estado no começo, no meio e no fim do mensalão.

Já Genoíno presidia o PT, endossou papagaios descontados no Banco Rural, mas não participou diretamente da lambança executada pelo tesoureiro Delúbio Soares. Jamais encontrou-se com Kátia Rabello e não conhecia Marcos Valério. No caso de ser punido, será por sua assinatura, quem sabe até por ignorar o que se passava à sua sombra, mas não por envolvimento na trama.

Basta comparar seu modo de vida, funcionário do ministério da Defesa pela necessidade de manter um salário, morador num apartamento de classe média baixa e sem nenhuma das ostentações de seus companheiros de infortúnio. Muito menos dedicou-se, nos últimos anos, a prestar consultoria a potentados econômicos, sequer a pronunciar palestras remuneradas a preço de ouro.
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

09:31:10
Mensalão:Supremo pode revolucionar o sistema carcerário

É preciso levar em conta o lado bom das coisas. Por exemplo: confirmando-se a hipótese de serem mandados à cadeia, os líderes do núcleo publicitário, do núcleo financeiro e os companheiros do núcleo político do mensalão poderão prestar um inestimável serviço ao país. Com suas críticas, ajudarão a aperfeiçoar o sistema carcerário nacional.

Os cárceres brasileiros podem estar prestes a viver uma revolução. Os crimes do poder nunca acabaram em castigo nessa terra de Palmeiras. Estava entendido que, acima de um certo nível de renda, nada era tão grave que justificasse tamanho desconforto. O país contentava-se com a má notoriedade propiciada pelas manchetes. Ainda assim por pouco tempo. Se a impunidade vai mesmo acabar, se a tendência Barbosa vai prevalecer sobre a linha Lewandowski, se o roteiro da purgação passará a incluir a cana o governo tem a obrigação de tomar providências. Convém preparar as prisões para receber os novos hóspedes. Até por solidariedade aos correligionários em apuros, Dilma não pode ficar de braços cruzados.

As próprias empreiteiras terão interesse em aperfeiçoar os projetos das cadeias. Se a moda de prender corruptos e corruptores pegar, não são negligenciáveis as chances de alguns executivos de construtoras conquistarem o seu lugar atrás das grades. Garantindo-se o superfaturamento, decerto não se negarão a caprichar no acabamento. Urge incluir os complexos penitenciários no RDC, o regime flexível de licitações. Pioneiros da nova Era, os prisioneiros do mensalão terão papel relevante. Para começar, enquanto esperam pelas novas instalações, podem contribuir com sugestões para a qualificação do cardápio: frutas e sucos no café da manhã, carnes brancas e vermelhas para o almoço, opções light para o jantar. A turma do Rural saberá indicar os melhores vinhos.

Inseridas no velho sistema, as inovações destoarão no início. Mas, contratando-se imediatamente os novos complexos penitenciários, logo, logo estarão prontas as instalações com sauna, piscina, salas de música e auditórios para as palestras de readaptação. A preparação não exigirá grande esforço. Se forem bem concebidos, os presídios realizarão o sonho dos prisioneiros de grife: segregação total e convívio exclusivo com seus iguais.
blog Josias de Souza

10:02:50
Economia: Mantega e os juros do cartão: ‘são escorchantes’

Não é verdade que o crime não compensa. É que quando compensa muda de nome. Chama juros bancários. No cartão de crédito, hoje de uso disseminado, a roubalheira é sem precedentes. Em fase de generosidade eleitoral, o governo leva as casas bancárias à alça de mira.

O ministro Guido Mantega disse que os juros dos cartões, por “escorchantes”, são injustificáveis. Dirigindo-se aos bancos, o mandachuva da Fazenda mimetiza a chege no timbre ameaçador: “Estamos preocupados com os cartões de crédito. E, se nós estamos, é bom que eles também se preocupem.”
blog Josias de Souza


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Só o crescimento econômico pode salvar

O grande e imortal Jornalista Helio Fernandes, quando escrevia em sua velha guerreira e nacionalista Tribuna da Imprensa, inúmeras vezes destacou importantes pontos da economia brasileira, propositalmente ignorados pelos economistas “chapa branca” e da grande imprensa “livre”.

Dentre esses pontos, o formidável e importantíssimo mercado interno do Brasil, hoje em 200 milhões de consumidores. Para uma rápida visão de sua importância, 200 milhões de consumidores brasileiros é maior que a população de consumidores da Argentina, França, Inglaterra e Portugal, juntos.

Além dessa vital questão, Helio Fernandes sempre destacou a mortal violência dos altos e entreguistas juros praticados no Brasil. Fatal para a indústria, para o comércio e para os serviços.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Por conta do esquecido e fantástico mercado interno, a presidente Dilma Rousseff deve prosseguir com toda força possível na acertada rota de redução da Selic, que nos desastrados tempos FHC/PSDB chegou a mais de 45% ao ano, causando milhares de desempregados e de falências.

Já estamos a 9% ao ano – ainda muito alta. Temos que situá-la na faixa de 4% a 5%. Ainda seria altíssima para o primeiro mundo. Mas, como os nossos meios de produção de riquezas, forçados a aprender a trabalhar com estratosferas taxas de juros, com Selic na faixa de 4% a 5%, a nossa economia passaria a crescer a mais de 8% ao ano. Sem dúvida alguma.

A importância vital de juros baixos pode ser evidenciada na política econômica dos EUA, que assim que percebeu o tamanho do buraco econômico e financeiro que estava entrando, imediatamente reduziu os seus juros para a faixa de zero a 0,25% ao ano. Não são idiotas nem incompetentes.

Outra medida importante é prosseguir desvalorizando nossa moeda visando aquecer as exportações brasileiras, melhorando as condições para enfrentar a feroz concorrência externa numa hora de grande crise econômica. A China, que de boba nada tem, sempre soube manter sua moeda bem desvalorizada, para o total desespero dos EUA. Por isso e por outras razões, há mais de 40 anos a China vem crescendo a invejáveis sucessivas taxas, por diversas vezes, ultrapassando 11%, ao ano.

Juros mais baixos, junto com moeda brasileira mais desvalorizada, a possibilidade de formidáveis crescimentos econômicos, por anos e anos seguidos, é coisa garantida. Será a alegria da indústria, do comércio e dos serviços, principalmente de nosso povo – felicidade ampla e geral do Brasil.

Só os banqueiros vão chorar. São avarentos e ingratos. Se tivessem a coragem e a grandeza de devolver 50% da sideral fortuna acumulada só nessas últimas cinco décadas, ainda assim, continuariam bilionários. Quem sabe, não iriam arder eternamente nas labaredas do inferno.
Welinton Naveira e Silva/Tribuna da Imprensa

Tópicos do dia – 28/02/2012

08:23:47
Justiça condena União a pagar R$ 30 mil para delegado da PF.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a decisão que condena a União a pagar $ 30 mil de indenização por danos morais para um delegado da Polícia Federal.

Ele foi acusado de desacato durante o curso de formação da entidade e, depois disso, impedido de tomar posse mesmo após ter sido aprovado em concurso público.

Os ministros negaram somente a solicitação de danos patrimoniais referentes ao salário que deixou de ganhar no período, cerca de R$ 700 mil ao longo de 55 meses.

Desta forma, foi determinada a reintegração do candidato à Academia Nacional de Polícia e o pagamento de R$ 30 mil, correspondentes à perda de oportunidade de tomar posse, retardada por alguns anos.
Claudio Humberto

08:30:32
Brasil: da série “Pérolas do ENEM”.
“O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes se afogavam dentro d’água.”
Cacete! Isso é que é imaginação surrealista! De onde se tira tal dedução?

08:38:21
Alta do petróleo ameaça queda dos juros
A alta nos preços do petróleo tornou-se o novo risco no radar da equipe econômica, que teme efeito negativo sobre a inflação e, por tabela, na política de redução de taxas de juros do Banco Central, informa reportagem de Valdo Cruz, publicada na Folha desta terça-feira a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
O receio é que a disparada no valor do barril do óleo –que subiu 14% em janeiro e fechou ontem em US$ 124 – por conta da crise no Oriente Médio não seja revertida e provoque dois movimentos.
A possibilidade de um novo “choque do petróleo” virar o “grande risco” econômico de 2012 já foi tema de discussão no Palácio do Planalto.


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Tópicos do dia – 03/01/2012

09:39:10
Juro do cartão de crédito no Brasil é mais alto que o cobrado em 6 países
A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) divulgou nesta segunda (2) uma pesquisa onde revela que o juro do cartão de crédito no Brasil é mais alto quando comparado com o de cinco países da América do Sul e o México. A soma das taxas dos seis países não chega ao valor médio dos juros cobrados pelas operadoras de cartão de crédito no Brasil.
“As condições econômicas dos países pesquisados, quando confrontadas com as do Brasil, mostram claramente que a taxa média dos juros praticados no Brasil realmente é exagerada; caso fosse a metade, ou seja, de 119% ao ano [equivalente a 6,75% ao mês] ainda seria maior que o dobro da segunda colocada”, diz o estudo.

09:48:41
Localizador do Ipad
Cidadão teve seu carro roubado por dois homens armados, quarta passada, no Centro do Rio. E junto com o veículo, os ladrões levaram o iPad do motorista, que estava embaixo de um dos bancos. Depois, já em casa, acessou a internet e acionou o localizador do iPad. O aplicativo mostrou que o aparelho estava numa esquina de Vigário Geral, Zona Norte carioca. No dia seguinte, a vítima chamou a polícia, que recuperou o iPad e o carro.

21:07:25
Força Aérea dos Estados Unidos compra aviões Tucanos do Brasil
A Força Aérea dos Estados Unidos anunciou a compra de 20 aviões modelo A-29 Super Tucano fabricados pela Embraer.
Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança, declarou que a empresa tem a expectativa de vender mais outros 35 aviões, atingindo cifra em torno de US$ 950 milhões, inclusos, além dos aviões, peças de reposição, treinamento de mecânicos e pilotos que irão operar as aeronaves.
Por que a USAF comprou os aviões brasileiros?
Por que o Super Tucano é o melhor modelo para treinamento de pilotos fabricado no mundo.
Tanto é assim que o governo dos USA havia impedido, creio que em 2008, a venda desss aviões à força aérea de Hugo Cháves.


[ad#Retangulos- Anuncios – Duplo]

Tópicos do dia – 30/11/2011

07:45:56
Dilma Rousseff e John Adams
“Nesse perfil de Dilma na “The New Yorker” (são páginas e páginas da revista), a presidente fala de sua admiração pelos “pais fundadores” da nação americana. Diz que sente inveja de gente como John Adams (veja aqui acima), filósofo e político que foi o segundo presidente dos EUA, não necessariamente pela contribuição das ideias dele para a liberdade política, mas pelo que disse do papel da educação.”
Adams não conseguiu se reeleger. Mas aí é outra história.
O Globo/Ancelmo Gois

07:46:00
FHC: ‘Mais fácil falar do futuro do euro que do PSDB’
Fernando Henrique Cardoso aterrissou em Buenos Aires. A soldo do Deutsche Bank, fará uma palestra nesta quarta (30). Falará sobre a Amércia Latina e a crise.
Ao chegar, respondeu a meia dúzia de perguntas dos repórteres. Perguntaram-lhe sobre o PSDB e as eleições municipais de São Paulo.
O PSDB, como de hábito, está dividido. Se o partido fosse um tango argentino, decerto se chamaria Receso en el alma.
Em São Paulo, o tucanato oscila entre quatro pré-candidatos já lançados e o Serra. Que, se pudesse, entregaria a legenda ao Afif, do PSD de Kassab.
Conhecido pela capacidade de fazer troça dos amigos, FHC respondeu às indagações sobre o futuro do PSDB vinculando a agremiação ao miolo de sua palestra:
“É mais fácil falar sobre o futuro do euro do que falar sobre o futuro do PSDB. […] A política é imprevisível e ainda falta muito tempo para as eleições.”
É, faz sentido. Que siga o tango paulistano! O PT está adorando o ritmo.
Josias de Souza

08:43:53
Câmara gasta R$ 12 mi com novos micros e tablets
Sob o argumento de que é preciso economizar papel, a Câmara dos Deputados irá instalar 800 computadores fixos nas bancadas de seus 16 plenários, além de adquirir 4.000 micros para renovar o estoque dos gabinetes e das dependências da Casa.
Ao custo de R$ 12,2 milhões, a medida será tomada apesar de cada um dos 513 deputados já possuir quatro computadores de mesa nos gabinetes, além de um laptop com acesso à rede sem fio da Câmara.
Os parlamentares, que normalmente são vistos com aparelhos próprios de última geração, também deverão ganhar tablets para uso no plenário principal.
Maria Clara Cabral/Folha de S.Paulo

08:46:01
Gasto com juros da dívida federal construiria 4 milhões de casas
As despesas do governo com o pagamento de juros da dívida federal já somam R$ 217 bilhões este ano, quantia suficiente para a construção de 332 novos aeroportos, ou 3,7 milhões de casas populares.
Wagner Gomes/O Globo

08:53:18
Barbaridade. Jáder Barbalho está de volta!!!
PMDB ganha mais um grande reforço no Senado: Jader Barbalho, um parlamentar verdadeiramente de ficha suja. Com a posse do senador João Capiberibe (PSB-AP), a bancada do PMDB, maior partido do Senado, cai para 17 senadores. Mas logo voltará a ter 18, com a volta de Jader Barbalho, beneficiado pela prorrogação da entrada em vigência da Lei da Ficha Limpa, graças ao voto de desempate do ministro Luiz Fux no Supremo Tribunal Federal, é bom não esquecer.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

09:03:47
Rodízio de Ministros
Nem só Dona Dilma troca de ministro como jogador de clube.
Fernando Henrique Cardoso, o FHC, em 96 meses de governo teve 95 ministros.

13:15:29
Brasil: da série “só doi quando eu rio”!
Motorista é multado por dirigir Fiat Uno sem usar capacete em Fortaleza.
–>> leia Aqui Jornal o Povo


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]