Michel Temer e a Lava-Jato

Empreiteiro diz, agora, que cheque de um milhão a Temer não é propina.

Cheque de 1 milhão de reais Michel Temer Lava Jato

Ex-presidente da Andrade Gutierrez mudou sua versão sobre o cheque, e diz que não houve pagamentos ilícitos à chapa Dilma-Temer

Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da construtora Andrade Gutierrez, mudou sua versão sobre o cheque de 1 milhão de reais pagos pela empresa para a campanha de Dilma e Temer em 2014.

Na quinta-feira, em depoimento para o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, ele afirmou que não houve propina para a chapa da petista e seu vice. Em setembro ele havia afirmado na Corte que o montante era referente a pagamentos ilegais em troca de contratos obtidos pela empreiteira, e que o valor foi pago ao diretório nacional do PT.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Porém, no início de novembro o aparecimento do cheque em nome de Michel Temer fez com que a defesa da petista alegasse que Azevedo, que colabora com a Justiça no âmbito da Operação Lava Jato, prestou falso testemunho.

A retratação tem potencial de beneficiar tanto Dilma quanto Temer, mas é o atual ocupante do Planalto que tem mais a comemorar: a ação no TSE em que Azevedo depôs pede a cassação da chapa, e é a principal ameaça jurídica ao mandato do peemedebista.

De acordo com advogados do empreiteiro, ele retificou o depoimento e afirmou ter se confundido quanto à natureza da doação, que não teria origem ilícita. “Ele apresentou a nova versão, dizendo que se equivocou e que, ao contrário do que disse, não houve da Andrade Gutierrez nenhum valor de propina para a campanha presidencial de 2014. Nem para a Dilma, nem para o PMDB, nem para a chapa”, afirmou o advogado da campanha peemedebista Gustavo Guedes à Folha de S. Paulo.

Azevedo afirmou ainda que se confundiu, uma vez que o cheque foi emitido em nome de Michel Temer, mas recebeu recibos eleitorais assinados pelo tesoureiro petista Edinho Silva (eleito este ano prefeito de Araraquara, interior de São Paulo). Ele é alvo de processo na Justiça por seu suposto envolvimento com o esquema de corrupção da Petrobras.

A defesa de Dilma comemorou a retratação: “Hoje cai por terra toda e qualquer acusação de irregularidade na arrecadação de campanha de Dilma e Michel Temer”, afirmou Flávio Caetano, advogado da petista ao jornal O Estado de S.Paulo. De acordo com ele, das 25 testemunhas que depuseram até agora no processo, só Azevedo havia confirmado pagamento de propina nas doações eleitorais.

Ainda não há prazo para que a Corte analise a ação do PSDB. Caso a cassação da chapa ocorra após janeiro de 2017, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), assumiria e convocaria eleições indiretas. Caso o processo ocorra antes, serão realizadas novas eleições diretas. Caso a chapa fosse cassada, a ex-presidenta teria seus direitos políticos suspensos.

Agora a saga que opõe as defesas de Dilma e Temer no TSE pode estar chegando ao fim. PT e PMDB travam embate devido a uma ação do PSDB de 2014 que pede a cassação da chapa eleita por, entre outros motivos, supostamente ter recebido propinas disfarçadas de doações de campanha.

Os peemedebistas alegam que as contas de Temer deveriam ser julgadas em separado, tese que ainda deverá ser analisada pelo tribunal. Os defensores de Dilma, reforçados pelo cheque em nome do atual presidente, querem derrubar a interpretação, argumentando que foi Temer e o PMDB que centralizaram parte da arrecadação para o fundo comum da campanha.

O advogado que representa o PSDB na ação, José Eduardo Alckmin, avaliou que o “conjunto da obra” poderá apontar o pagamento de propinas para a campanha de Dilma e Temer. “O fato é que houve, durante muito tempo, dinheiro de caixa dois, inclusive abastecendo o partido de Dilma e aí, realmente, causa a necessidade de um exame bem apurado para ver se esse dinheiro, que nem foi contabilizado, uma parte dele, se isso não terá incidido na campanha eleitoral”.

A retratação de Azevedo não deve ser a última feita por delatores da Lava Jato.

O repórter Afonso Benites informou, na semana passada, que delatores que omitiram informações, propositalmente ou não, serão convocados a prestar novos depoimentos nas próximas semanas.

Entre eles estão representantes das empreiteiras Camargo Correa e Queiroz Galvão que deixaram de detalhar supostos esquemas de propina pagos para tocarem obras de responsabilidade dos Governos de São Paulo e de Minas Gerais quando eram administrados pelo PSDB.

Obras realizadas nos Governos paulistas de José Serra e Geraldo Alckmin no mineiro de Aécio Neves estariam na mira dos investigadores.

Lava Jato deve iniciar ‘recall’ de delatores por denúncias contra o PSDB

Procuradores desconfiam que colaboradores omitiram informações sobre irregularidades em governos de São Paulo e Minas Gerais

Recall de delatores na Lava JatoPoliciais na sede da Odebrecht, em São Paulo, em fevereiro. ROVENA ROSA AG. BRASIL

Delatores que omitiram informações, propositalmente ou não, para a Operação Lava Jato serão convocados a prestar novos depoimentos nas próximas semanas. Entre eles estão representantes das empreiteiras Camargo Correa, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez que deixaram de detalhar supostos esquemas de propina pagos para tocarem obras de responsabilidade dos Governos de São Paulo e de Minas Gerais quando eram administrados pelo PSDB.

Obras realizadas nos Governos paulistas de José Serra e Geraldo Alckmin e no mineiro de Aécio Neves estariam na mira dos investigadores.

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O recall de delatores foi confirmado ao EL PAÍS, por fontes ligadas à investigação na Procuradoria Geral da República.
O que chamou a atenção do grupo de trabalho que atua em Brasília foram informações que antecedem o acordo de delação premiada de executivos das empreiteiras Odebrecht e OAS citando irregularidades em obras das quais ambas participaram ao lado das demais investigadas ou nas quais foram concorrentes.

Entre elas a Cidade Administrativa de Belo Horizonte (MG), as construções no Metrô de São Paulo e do Rodoanel do mesmo Estado. Outras propinas pagas para participarem de obras na gestão de Dilma Rousseff (PT) na presidência também não foram descartadas.

A nova convocação coloca em risco benefícios obtidos por alguns dos delatores que já haviam assinado os acordos. Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não confirmou a existência desse recall.

Falando em tese, porém, ele citou que o colaborador é obrigado a revelar todos os atos ilícitos dos quais participou, se não o fizer, pode ter sua pena aumentada e seu benefício cassado.

“Existe a possibilidade da pessoa se esquecer mesmo. Estamos falando de anos e anos que se passaram de prática de diversos atos. Agora, se for um esquecimento doloso, deliberado, pode, sim, receber pena maior, aumentar multa e até quebrar a colaboração”. No entendimento de Janot, mesmo se o benefício for suspenso, as provas apresentadas pelo delator continuam válidas.

Continuidade dos contratos

Com o impeachment de Dilma Rousseff (PT) e a assunção do grupo de Michel Temer (PMDB) apoiado pelo PSDB, parte das empreiteiras tem evitado delatar esquemas que envolvam o grupo que atualmente governa o Brasil, segundo relataram empresários a investigadores.

A razão seria que essas empreiteiras precisariam seguir firmando contratos com o Governo federal e, no entendimento delas, se entregassem irregularidades de quem está no poder, dificilmente conseguiriam ser aprovadas em processos licitatórios para novas obras.

Elas temem que a corrupção sistemática que por décadas predomina no poder público brasileiro ainda esteja longe de acabar, independentemente de quem esteja no comando do país.

O debate sobre a acurácia dos depoimentos de delatores voltou a ser tema nesta semana, quando vieram à tona incongruências da colaboração de Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez.

À Justiça ele disse ter feito um repasse de 1 milhão de reais, que seria propina disfarçada, ao PT _o destino final do dinheiro era a campanha Dilma-Temer, de 2014. As prestações de contas, no entanto, mostraram que a soma foi enviado por meio de um cheque nominal a Michel Temer.

O presidente nega que o recurso tenha origem irregular.

Eleições 2018: Três ministros do terceiro reinado

O primeiro movimento é óbvio: aparecer em todas as oportunidades, manifestar-se sobre todos os assuntos, dar palpite sobre cada tema ou acontecimento.

O segundo é uma consequência: deixar claro seu desinteresse em tirar proveito de suas opiniões, sempre a título de colaboração, especialmente se tiver sido professor, pairando acima do conjunto ávido de receber concordâncias.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]
Terceiro: mais do que tudo, negar até o último minuto ilações a respeito de suas verdadeiras intenções, mas acertando sempre nas criticas e no chamamento às necessárias correções. Jamais dizer-se candidato, alegando até mesmo a idade e o dever já cumprido, em se tratando de ex-presidentes.
Por último: valer-se, sem exagerar, das lembranças e artigos favoráveis de antigos colaboradores e fiéis seguidores, mesmo deixando claro não estar concorrendo, apesar de dispor de soluções para as questões mais agudas à vista de todos.
Esse, sem tirar nem pôr, é o roteiro da candidatura de Fernando Henrique Cardoso, aquele que é, dando a impressão de nunca ter sido.
Milimetricamente, peça por peça, o sociólogo cumpre as diversas etapas que o farão ser lançado como denominador comum em meio ao canibalismo de tucanos como Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra.
Quando tais ingênuos perceberem, terão sido engolidos pelo ex-presidente, até felizes por evitar derrotas isoladas e imediatas, esperançosos em disputar os futuros mandatos.
Traduzindo: FHC é candidato mesmo, aproveitando-se da vitoria do PSDB nas recentes eleições municipais. Os três pretendentes fracassados poderão até ocupar três ministérios no Segundo Reinado.
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

Delação da Odebrecht atinge cúpulas do PMDB, do PT e do PSDB, diz revista

Colaboração de 75 executivos da maior empreiteira do país já reúne mais de 300 anexos e mira lideranças como Lula, Dilma, Temer, Padilha, Jucá, Cabral, Paes, Serra, Aécio e Alckmin.

Marcelo Odebrecht resistiu o quanto pôde a fazer delação.
Condenado a 19 anos de prisão e com grupo em apuros, foi convencido pelo pai a colaborar com as investigações.

Reportagem de capa da revista Veja desta semana conta que a delação premiada de 75 executivos do grupo Odebrecht, incluindo seu ex-presidente Marcelo Odebrecht, já tem mais de 300 anexos, cada qual com uma história de corrupção.

Segundo a semanal, os principais nomes da política brasileira são apontados pelos delatores como beneficiários do esquema de corrupção e dois que envolve a maior empreiteira do país.

O acordo, que ainda depende da assinatura do Ministério Público e do reconhecimento pela Justiça, promete trazer complicações para os ex-presidentes Lula e Dilma, o atual presidente, Michel Temer, e os tucanos José Serra, Aécio Neves e Geraldo Alckmin, nomes do PSDB para a disputa presidencial em 2018.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

A cúpula do PMDB também está na mira. Segundo a reportagem, entre os peemedebistas citados estão o ex-governador Sérgio Cabral (RJ), o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes, o senador Romero Jucá (RR) e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Governo), entre outros.

Chamada pela revista de “delação do fim do mundo”, a colaboração da Odebrecht envolve 400 advogados de 20 das maiores bancas do Brasil.

O acordo está sendo fechado após muita resistência de Marcelo Odebrecht, preso há mais de um ano em Curitiba, que resolveu ceder após a pressão do pai, Emílio Odebrecht.

Para Emílio, se Marcelo não colaborar, o grupo – que viu seu faturamento pular de R$ 30 bilhões em 2007 para R$ 125 bilhões em 2015 – corre sério risco de falir. Esse período de abundância coincide com à passagem de Marcelo pela presidência.

O ex-presidente do grupo foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 19 anos de prisão.

“É tanta gente implicada que a empreiteira reservou parte de um hotel em Brasília apenas para organizar o trabalho na reta final. Há duas semanas, os representantes dos delatores e os procuradores da Lava Jato tiveram de se reunir em um auditório para alinhar os últimos detalhes do acordo. Ao microfone, os procuradores chamavam os advogados um a um. Nessa reunião foram apresentados 300 anexos, assim chamados os resumos que cada delator se propõe a revelar à Justiça. Ou seja, serão contadas 300 novas histórias de corrupção no Brasil”, diz trecho da reportagem.

Tanto a Odebrecht quanto os procuradores da força-tarefa se negam a fazer qualquer comentário sobre a delação premiada. Alguns deles até contestam a negociação de um acordo. Mas, por outro lado, é notório que o sigilo entre as partes é pressuposto para a validação das colaborações.

Segundo a revista, o juiz Sérgio Moro, que cuida da Lava Jato na Justiça Federal, afirmou a um interlocutor em Brasília estar impressionado com a dimensão das revelações em curso: “Pela extensão da colaboração, haverá turbulência grande. Espero que o Brasil sobreviva”.

Linha sucessória na delação da Odebrecht, segundo Veja:

Lula – é suspeito de ter recebido favores como a reforma do sítio em Atibaia (SP) como contrapartida por contratos para o grupo no Brasil e no exterior.

Dilma – suspeita-se que parte de sua campanha eleitoral tenha sido financiada com caixa dois, por meio de pagamentos da Odebrecht ao marqueteiro João Santana fora do país.

Michel Temer – é suspeito de ter pedido, quando ainda era vice-presidente e candidato com Dilma a um novo mandato, R$ 10 milhões a Marcelo Odebrecht para o PMDB. Segundo a revista, delatores afirmam que dinheiro foi entregue em espécie ao atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

José Serra – suspeito de ter recebido R$ 23 milhões em caixa dois no exterior para sua campanha ao Planalto em 2010, em que perdeu para Dilma.

Aécio Neves e Geraldo Alckmin – segundo Veja, as menções aos dois pré-candidatos do PSDB à Presidência da República ainda são vagas, mas podem complicar a vida deles caso o acordo de delação seja homologado. Conforme a revista, há suspeita de que o governador paulista recebeu doação de campanha em troca de obras tocadas pela empreiteira no Rodoanel. Detalhes ao senador mineiro são mais vagos, de acordo com a publicação
Fonte:Congresso em Foco

Eleições 2018: As dúvidas de Michel Temer

Voltaire, nascido François Marie Arouet, com pouco mais de vinte anos de idade foi preso na Bastilha. O Regente da França prometeu conceder-lhe uma visão de Paris que certamente nunca tinha apreciado.

Vingava-se de uma observação do irreverente cronista dos costumes da corte, para quem em vez de vender metade das cavalariças reais, como economia, Felipe devia livrar-se dos asnos que troteavam ao redor do trono.
Arrependeu-se o soberano substituto do infante Luís XV. Mandou soltar Voltaire e até dedicou-lhe uma pensão para que pudesse prover “habitação e alimentação”.
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Por ter agradecido, o jovem viu-se novamente condenado à cadeia, porque se disse feliz pelas preocupações do Regente para com suas refeições, mas dispensava aquelas destinadas à sua hospedagem…
Tem gente que não perde a ocasião de uma crítica bem ou mal humorada, mesmo prejudicial ao seu futuro.
O presidente Michel Temer convidou o ex-presidente Fernando Henrique para jantar no palácio.
Assim como pareciam mais sofisticados e substanciais os jantares na residência oficial.
No dia seguinte, mesmo admitindo a hipótese de estar enganado, Temer arriscou um palpite depois de ouvir de FHC referências pouco entusiasmadas a respeito de Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra, quando deixou evidente não apoiar nenhum dos três como futuro presidente. Qual, então, seria o tucano candidato das suas preferências?
Para Temer, pelo jeito que a conversa tomou, é o próprio.
Fernando Henrique não arquivou suas pretensões, agora retemperadas pelo empate entre os três pretendentes mais ostensivos no PSDB.
Não se passa uma semana sem que conceda uma entrevista ou escreva um artigo na imprensa diária. Dá palpite em todos os assuntos, faz questão de aparecer onde puder.
Suas recentes memórias, já no segundo volume de uma série prevista para cinco, envolvem as importantes e as desimportantes passagens pelos dois mandatos.
Em suma, mesmo iniciando a oitava década de vida, não perde oportunidade de aproveitar sua presença no palco.
Estaria o presidente Michel Temer enganado em seus temores?
Além de não evitar observações de todo tipo, até capazes de aumentar-lhe dificuldades pessoais, Fernando Henrique deixa no ar uma dúvida.
Será mesmo candidato?
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

Corrupção no Brasil:Entenda as negociações que podem levar à anistia de políticos envolvidos na Lava Jato

Iniciativas no Congresso pretendem enfraquecer medidas do pacote anticorrupção e contrabandear emendas para distorcer texto de modo a beneficiar políticos envolvidos no escândalo da Petrobras.

Brasilien Demonstrationen im Unterhaus für die Amtsenthebung von Rousseff

Parlamentares estão articulando medidas para enfraquecer o pacote de medidas anticorrupção proposto pelo Ministério Público e até mesmo abrir caminho para uma espécie de anistia para políticos envolvidos no escândalo de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

Entre as medidas estão exclusão de pontos importantes do texto e a inclusão de emendas para mudar a natureza do pacote, que chegou ao Congresso em março com o apoio de 2 milhões de assinaturas.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Várias propostas elencadas no pacote encontram resistência entre os membros da comissão parlamentar responsável por analisar o texto. Entre elas, estão a sugestão de que provas obtidas de modo ilícito sejam consideradas aceitas, desde que forem coletadas de boa-fé, além do uso de prisão preventiva para ajudar na recuperação de recursos desviados e a criminalização do caixa 2.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, entre os parlamentares que tentam enfraquecer o pacote estão vários membros da comissão que discute a proposta do Ministério Público.

O caixa 2

A questão envolvendo o caixa 2 é uma mais controversas. A proposta de criminalização é considerada um ponto central pelos procuradores que redigiram o pacote.
Atualmente, o caixa 2 – dinheiro gasto em campanha, mas ocultado dos órgãos de fiscalização – é um crime previsto no Código Eleitoral, cujas penas são consideradas brandas.

Mas o texto atual também tem muitas brechas, que foram exploradas nos últimos dois anos por procuradores da Lava Jato para combinar investigações de caixa 2 com acusações de pagamento de propina. A proposta de criminalização pretende justamente reforçar essa linha.

Só que segundo uma reportagem do jornal Valor, alguns deputados pretendem usar o pacote para contrabandear um “jabuti” no texto e desvirtuar a proposta de criminalização. Na linguagem do mundo político, um “jabuti” é a prática de inserir em uma proposta de lei uma emenda que não tem nenhuma relação com o texto.

Essa emenda teria como objetivo usar o pacote para criar uma distinção mais clara entre caixa 2 e propina. Com essa distinção, estaria aberta a porta para que muitos parlamentares já citados em delações sobre caixa 2 sejam poupados de investigações mais severas na Lava Jato, fechando as brechas exploradas pelos procuradores. Na prática, a medida funcionaria como uma anistia, permitindo que os políticos envolvidos sofram apenas as punições leves atualmente previstas na legislação eleitoral.

Repercussão

As discussões ocorrem justamente em um momento em que as delações de empreiteiros continuam a atingir membros do governo do presidente interino Michel Temer, como o ministro José Serra (PSDB), que foi citado na delação da Odebrecht como beneficiário de uma doação de 23 milhões de reais em forma de caixa 2.

Em entrevista ao Estado de S. Paulo, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), membro da comissão e aliado de Eduardo Cunha, avaliou que a proposta de criminalização só deve ser aprovada se houver uma clara distinção entre caixa 2 e propina. “Se não houver essa diferenciação, tudo vira propina”, disse Marun.

Para o jurista Luiz Flávio Gomes, presidente do Instituto Avante Brasil, a reação de parte do mundo político para lançar uma espécie de anistia é comparável à reação à operação Mãos Limpas na Itália, que investigou o mundo político do país europeu no início dos anos 1990.

“Lá as elites políticas se uniram para massacrar a operação. Elas se reorganizaram. Algo similar pode acontecer no Brasil. O PMDB está cumprindo no Brasil o papel que o Silvio Berlusconi cumpriu na Itália.

Se o PMDB em torno de Temer, Renan, Jucá, Sarney etc. começar a ganhar força e se juntar às forças econômicas e financeiras, aí eles podem tentar aprovar uma lei de anistia. As forças se unem quando o poder delas está em jogo, e a Lava Jato está colocando esse poder em jogo. Mas tudo depende de a sociedade civil ser negligente ou ativa e vigilante.”
DW

‘El País’: Rede de corrupção no Brasil e na América Latina

Reportagem cita escândalos envolvendo Temer, Serra e PT

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Matéria publicada nesta terça-feira (9) no El País conta que Michel Temer, presidente interino do Brasil, nem precisava ter ido para abertura dos jogos Olímpicos do Rio na última sexta-feira (5).

Quase não se viu o rosto dele nos telões e quando apareceu para falar poucas palavras desencadeou vaias.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Naquela mesma tarde uma revista de grande circulação no Brasil publicou uma confissão judicial de Marcelo Odebrecht, relatando que deu 10 milhões reais para a campanha de 2014 do PMDB, a pedido de Temer, então candidato a vice-presidente de Dilma Rousseff.

Dois dias depois, um jornal de São Paulo conseguiu piorar a situação do governo interino, afirmando que José Serra, chanceler de Temer foi acusado de ter recebido 23 milhões de reais, pelo mesmo executivo que se encontra preso, quando concorreu à presidência em 2010.

O Partido dos Trabalhadores poderia celebrar, comenta o jornal El País, se não estivesse passando pelo mesmo pesadelo das delações premiadas que implicam também os petistas.

Na mesma sexta-feira (5), os quatro promotores que realizam investigações da Lava Jato sobre o movimento de subornos na Petrobrás, emitiram um documento que incrimina o ex-presidente Lula da Silva, relatando que além de conhecer o submundo da companhia petrolífera, também se aproveitou dele.

Segundo a reportagem do espanhol El País, a mesma onda de declarações para negociar sentenças mais baixas por presos envolvidos no caso da Lava Jato atingiu a presidente afastada Dilma Rousseff.

João Santana, o czar de marketing político do PT revelou que a presidente estava ciente do esquema ilícito que desviava dinheiro da Petrobras para financiar campanhas. Além disso, a Petrobras foi administrada por Dilma.

Até o momento a presidente que está sofrendo o processo de impeachment não havia sido diretamente acusada. Santana e sua esposa, Monica Moura, pagaram trinta milhões de reais em fiança para cumprir liberdade condicional.

FrankTremer é prisioneiro da Banca

No Banco Central:

1.Presidente: Ilan Goldfajn
Sócio e Diretor do Banco Itau.
2.Diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil:
Reinaldo Le Grazie – Diretor Superintendente do Bradesco Asset Management.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Serra veio para entregar o pré sal, desmontar os BRICS e retirar a influência do Brasil nos negócios com países africanos. No dia seguinte à posse, embarcou para Washington;
A seguir participação de 100%de capital estrangeiro nas companhias aéreas brasileiras;
Venda de terras na Amazônia para estrangeiros – essa é como vender a própria mãe;
Fim do motor do submarino nuclear brasileiro – quase concluído no Centro Experimental ARAMAR, localiza-se em Iperó, Região de Sorocaba, SP.

E mais:
Privatização da água – não se admirem se as torneiras passarem a ter hidrômetros individuais (abriu, pingou, pagou);
Desmonte do Mercosul com o auxílio luxuoso do Macri, o Dulce dos Pampas.
Não busco concordâncias. Só anotem!

Çerra cumprindo o que lhe foi ordenado.

José Serra,Pre Sal,Políticos,Política Exterior,Política Internacional,Brasil,Submarino Nuclear,Banco dos Brics,Blog do Mesquita1. Primeiro o pré sal – esse já foi!
2. Com o fascista “hermano de los pampas”, trabalhando para desmontar o Banco dos BRICS.
3. Acordo nuclear com a empresa acima do Rio Grande, afunda – ainda em construção – o submarino nuclear dos Tapuias.
4. Com tratados como o TPP e o TISA, Çerra arrisca tirar do Brasil o status de ator global


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Consist e Operação Custo Brasil

A Consist, que ‘encalacrou’ o marido da “narizinho”, trafega nos subterrâneos das mutretas desde quando o Çerra então prefeito de São Paulo, a introduziu nas delícias dos “negócios” com políticos da espécime Sepulcro Caiado.

Serra,Eduardo CUnha,Políticos,COrrupção,Blog do Mesquita,Consist,Operação Custo Brasil

A operações da Consist Software, pivô da operação Custo Brasil, não começaram em 2009 nem em nível federal; foi o então prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), em 2005, que trouxe a companhia para o rol de licitações; no último ano da gestão Serra na Prefeitura de São Paulo, a Consist Software aparece no Diário Oficial do Estado como a empresa contratada para o direito de uso de um software, por R$ 1.682.971,68, descrita na modalidade “inexigibilidade de licitação”.

Esquisita essa operação.  Pra dizer o mínimo.Né não?

PS. 1. Aguardemos a PGR, algo dia, quem sabe – afinal há quem tenha esperanças que tal milagre aconteça – desça aos túneis do metrô de São Paulo e dê um voltei o pelo Rodo Anel e “aperte” o Paulo Preto.
PS. 2. Os fatos da nossa(deles) politicalha estão disponíveis para desmontar as farsas. Os Diários Oficiais, sites do Congresso e hemerotecas estão disponíveis. Basta deixar de ‘engolir’ matérias midiáticos encomendadas, e pesquisar.

Dá trabalho? Muito!


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