Sarney dobra salário de acessor que é autor de blog

Conforme eu já havia comentado em posts anteriores, o censor chefe José Sarney mantém uma tropa de choque para atuar a seus (dele) favor. É um direito de expressão que ele cerceia a outros, como no caso da censura ao Estado de São Paulo que já vigora a quase 2 meses.

O editor

Sarney dobra salário de assessor blogueiro

Depois de se referir aos senadores que faziam oposição a Sarney como ‘patetas’ e ‘vermes golpistas’, assessor, que tinha salário de R$ 3,4 mil, recebeu aumento e agora vai ganhar R$ 7,4 mil

No auge da crise do Senado, o blogueiro Said Dib se referia aos senadores que faziam oposição ao presidente José Sarney (PMDB-AP) como “patetas” e “vermes golpistas”. Na época, ele era assessor de Sarney na Presidência da Casa com salário de R$ 3,4 mil. Passada a turbulência, com Sarney livre dos processos por quebra de decoro no Conselho de Ética, Dib teve seu salário mais do que duplicado: um despacho de Sarney, publicado ontem, elevou o salário do blogueiro para R$ 7,4 mil.

Dib, que se diz “assessor de imprensa de Sarney”, classifica, em seu blog pessoal na internet, parlamentares como Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Nery (PSDB-PA) de “vermes golpistas”. Na última quarta-feira, 16, repetiu as acusações. “Quero que eles me processem. São vermes porque estão contra a instituição Senado”. No blog, ele chama o senador Renato Casagrande (PSB-ES) de “pateta”. “É uma pateta mesmo, oportunista”, afirmou.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A estratégia de Sarney para promover Barbosa foi transferi-lo da Presidência do Senado para o Órgão Central de Execução e Coordenação, vinculado à Diretoria-Geral. É um setor que abrigou – por meio de atos secretos – apadrinhados de senadores e do ex-diretor-geral Agaciel Maia.

Dib é funcionário da Presidência do Senado desde 1º de fevereiro de 2003, quando Sarney assumiu o comando da Casa pela segunda vez. Segundo os registros eletrônicos do sistema de publicação, ele sempre foi lotado na presidência, inclusive no período de outros presidentes, como Renan Calheiros (PMDB-AL) e Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).

Segundo funcionários, Dib nunca apareceu para trabalhar na presidência e, se mantiver as tarefas que vem exercendo a serviço de Sarney, não deve cumprir expediente na diretoria-geral. Além do blog pessoal, Dib cuida do site Amapá no Congresso, produzido diretamente do gabinete do Sarney com o objetivo de divulgar as atividades parlamentares do senador.

O servidor nega que a promoção salarial tenha ligação com a defesa ferrenha que vem fazendo do patrão. Ele considera baixo o salário que recebia até hoje, de R$ 3,4 mil. “Até quem vive de entregar coisas no Senado ganha isso”, disse. Na opinião dele, os ataques aos senadores não conflitam com seu cargo de funcionário da Casa. “Sou um cidadão, é algo particular, para me manifestar. O presidente Sarney é inocente de tudo.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

STF não aceita pedido de reabertura de ações contra Sarney

Após um embate da água contra o rochedo — caseiro Francenildo X Palocci. Aliás, Palocci teve direito a advogado de defesa para fazer sustentação oral na sessão do STF, e o caseiro teve negado esse direito. Como disse brilhantemente o Ministro Marco Aurélio “o caseiro era um cidadão desafortunado” —, agora quem escapa de mais uma é o “imexível” Sarney.

O editor

Decisão de Eros Grau é provisória; julgamento não tem data marcada.

Conselho de Ética arquivou todas as ações contra presidente do Senado.

O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (28) pedido para que as representações apresentadas por senadores da oposição contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), fossem levadas para análise no plenário da Casa Legislativa.

Ao analisar o mandado de segurança no qual sete senadores pedem que o STF determine a reabertura de representações arquivadas na semana passada, Eros Grau rejeitou o pedido em caráter liminar (provisório). O julgamento definitivo do caso ocorrerá em data ainda não definida.

O relator do processo é Joaquim Barbosa. Ele não analisou o pedido de liminar, porque está de licença médica. Assim, a ação acabou distribuída na tarde desta sexta para o gabinete de Eros Grau. O teor da decisão tomada na noite desta sexta ainda não foi divulgado pelo Supremo.

No mandado de segurança, os adversários de Sarney questionam a decisão da segunda vice-presidente do Senado, Serys Shlessarenko (PT-MT), de impedir que o recurso contra o arquivamento de cinco representações feitas por PSDB e PSOL chegasse ao plenário.

Na ocasião, Serys argumentou que a Mesa Diretora não poderia alterar decisão do Conselho de Ética. O recurso não trata das seis denúncias feitas pelos senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Cristovam Buarque (PDT-DF), também arquivadas.

O recurso foi assinado por José Nery (PSOL-PA), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Jefferson Praia (PDT-AM), Kátia Abreu (DEM-TO), Pedro Simon (PMDB-RS), Renato Casagrande (PSB-ES) e Demóstenes Torres (DEM-GO).

Acusações

O recurso da quinta-feira contempla cinco representações. A primeira, do PSDB, trata da denúncia de que um neto de Sarney teria usado seu prestígio para intermediar convênios para a operação de crédito consignado com a Casa. Em nota, quando da divulgação da denúncia, o neto de Sarney negou favorecimento.

Outra representação dos tucanos diz respeito aos atos secretos. A ação acusa Sarney pela edição dos atos secretos e anexava gravações de conversas telefônicas que mostram Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, conversando com sua filha sobre a nomeação de um namorado. Em discurso em plenário, Sarney negou envolvimento com os atos e criticou a divulgação das gravações.

A última acusação feita pelo PSDB dizia respeito à Fundação José Sarney. Há suspeitas de que a Fundação possa ter fraudado um contrato de patrocínio de R$ 1,3 milhão com a Petrobras. A Fundação classifica as acusações de “levianas” e diz que a estatal fiscalizou o projeto.

A primeira das acusações do PSOL trata dos atos secretos em termos semelhantes à do PSDB. A representação culpava o presidente do Senado pelos atos não publicados e anexava posteriormente as gravações.

A outra representação do PSOL mandada ao arquivo reúnia alguns temas. O primeiro é o fato de Sarney ter ocultado de sua declaração de bens à Justiça eleitoral uma mansão de R$ 4 milhões. O presidente do Senado chegou a dizer que a não declaração foi um “equívoco” do contador, mas depois disse que o fato aconteceu por “esquecimento.”

Outra acusação constante da mesma representação era referente à Fundação José Sarney, em termos semelhantes aos da ação do PSDB.

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Diego Abreu – G1

Marcondes Perillo. Senador é protegido pelos arautos da ética

Minha avó costuma repetir um bordão d’antanho: “todo mundo é igual mas à lua falta uma banda”! A boa senhora assim se expressava quando uma pessoa costumava pensar que era a única sem pecados.

Após o casos do mensalão, tucanalhas, democranalhas e outros “alhas” tornaram-se contumazes apontadores de dedos para os pecados alheios. Surgiu o caso do Senador Azeredo, PSDB, o verdadeiro inventor de Marcos Valério, que, por um desses mistérios insondáveis do corporativismo, não desaguou em CPI.

Agora a bola da vez a rolar contra os pilares do moralismo tucano, é o caso do ex-governador e atual senador Marcondes Perillo.

Não se ouve, também, o torturador do idioma, o “cacarejante” senador Mão Santa (sic), nomina-los, Azeredo e Perillo, de aloprados e chefes de quadrilha.

Abaixo notas da coluna do Claudio Humberto

Senado cala para proteger Perillo
O senador Marconi Perillo (PSDB-GO) já responde a seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal e a Polícia Federal por crimes graves, como caixa 2, recebimento de propina, formação de quadrilha etc. Apesar disso, ele próprio e os colegas, incluindo “guardiões da ética” como Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Agripino Maia (DEM-RN), fingem que nada acontece. Imunidade total!
Ao contrário de senadores acusados apenas pela imprensa, Marconi Perillo nem sequer foi denunciado ao Conselho de Ética do Senado.

Não é comigo
O corregedor Romeu Tuma (PTB-SP) e o chefe do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), dizem esperar que alguém os acione.

Cadê o Nery?

Autor de representações contra colegas sob suspeita, o senador José Nery (PSOL-PA) passeia na África na companhia de… Marconi Perillo.