As Pinturas de Gustave Caillebotte

Gustave Caillebotte foi um pintor francês da segunda metade do século XIX.
Formou-se no curso de Direito em 1868.

Gustave Caillebotte nasceu na cidade de Paris
em 21 de fevereiro de 1848. Estudou na Escola de Belas Artes de Paris, aonde entrou em contato com vários pintores do Impressionismo.

É considerado um importante representante do Impressionismo francês nas artes plásticas.

Foi convocado para a Guarda Nacional e lutou na Guerra Franco-Prussiana.

Retratou, em suas pinturas, cenas cotidianas da vida urbana, com destaque para as pessoas e os cenários. Retratou também paisagens e cenas de interiores.

Atuou também como financiador das artes plásticas (mecenas), colecionador de arte, filatelista e projetista de iates.

Principais características do estilo artístico:
– Presença marcante, em suas obras, do realismo.
– Belo e marcante trabalho com a luminosidade nas telas.
– Usou, em grande parte de suas pinturas, a técnica de óleo sobre tela.
– Teve influência da fotografia e de pinturas japonesas.
– Usou também o recurso da perspectiva profunda e do ponto de vista alto.

Principais obras:

– Rua Parisiense, Dia Chuvoso (1877)
– Os jardins (1875)
– A ponte da Europa (1876)
– Baigneurs (1878)
– Homem jovem à sua janela (1875)
– Boulevard dos italianos (1880)
– Skiffs no Yerres (1877)
– Os raspadores de chão (1875)
– Homem em uma varanda (1880)
– Veleiros sobre o rio Sena em Argenteui (1892)

Filósofos,Filosofia,Blog do Mesquita

Estamos nós realmente salvando o mundo

Estamos nós realmente
salvando o mundo

Hoje a pergunta com que nos confrontamos é simples: estamos nós realmente salvando o mundo? Não me parece que a resposta possa ser aquela que gostaríamos. O mundo só pode ser salvo se for outro, se esse outro mundo nascer em nós e nos fizer nascer nele.

Mas nem o mundo está sendo salvo nem ele nos salva enquanto seres de existência única e irrepetível. Alguns de nós estarão fazendo coisas que acreditam ser importantíssimas. Mas poucos terão a crença que estão mudando o nosso futuro. A maior parte de nós está apenas gerindo uma condição que sabemos torta, geneticamente modificada ao sabor de um enorme laboratório para o qual todos trabalhamos mesmo sem vencimento.

Se alguma coisa queremos mudar e parece que mudar é preciso, temos que enfrentar algumas perguntas. A primeira das quais é como estamos nós, biólogos, pensando a ciência biológica? Antes de sermos cientistas somos cidadãos críticos, capazes de questionar os pressupostos que nos são entregues como sendo “naturais”. A verdade, colegas, é que estamos hoje perante uma natureza muito pouco natural.

E é aqui que o pecado da preguiça pode estar ganhando corpo. Uma sutil e silenciosa preguiça pode levar a abandonar a reflexão sobre o nosso próprio objeto de trabalho.
Mia Couto