Fatos & Fotos – 13/10/2017

Temer,Blog do Mesquita,VampiroTemer é o primeiro presidente nos últimos anos a não comparecer ao Santuário de Aparecida do Norte, no dia consagrado à Padroeira do Brasil.
Provavelmente fugindo cruz como o fazem os egressos da Transilvânia.
Ou não quis disputar popularidade com a Santa?

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Muito ensurdecedor esse silêncio repentino da mídia – e dos tresloucados do infame CCC, que acreditam que Picasso é uma palavra pornográfica e Cubismo é apologia à Cuba – sobre a Venezuela e os malucos de lá.
Why?

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Arte,Cerâmica,Eva HildBlog do Mesquita,Arte,Cerâmica,Eva Hild

O arbítrio no Brasil cruzou o Rubicão.
O choro tardio é livre aos omissos e coniventes com tal.

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“Ob-observando hipócritas.”
Merval ganha dinheiro do SENAC – R$370.000,00.
Palestra sem edital de concorrência.
Isso pode TCU? Vosmicês otoridades conhecem algo de Direito Administrativo? Nãããããããããããããããããããããõ? Então tá!Merval Pereira,Aécio,Blog do Mesquita
Estamos, os brasileiros, impotentes e catequizados, atolados nessa Mervalhada putrida do suborno descarado para comprar voz e penas da imprensa Tapuia.
Você aí meu preclaro empresário do comércio, que contribuí para o SENAC-Rj., tem conhecimento que a imoral quantia de R$370.000,00 – TREZENTOS E SETENTA MIL REAIS – foi usada pelo SENAC-Rj para pagar uma “palestra” do inominável escriba marrom Merval Pereira?
Ps. Uma pueril pergunta vos deixo brasileiros tangidos; esse sr. jornalista haverá de escrever algo ou verbalizar alguma opinião desfavorável à essa entidade do capital patronal?

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“Prefake” da Pauliceia Desvairada fornecerá lixo orgânico, sem desperdício, para alimentar pobres. Ele provará?

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Uáu! Quem diria! Reinaldo Azevedo?
O Twitter dele foi invadido? Nããããããããããoooooooooo?
“A direita se transforma no último refúgio dos canalhas”! Hã?
Criador do termo Petralha, o pimpolho da NWO, o voz de porta do Tucanato revistou a frase de Samuel Johnson:UK1709/1784;

“O patriotismo é o último reduto dos canalhas”

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Só dói quando eu rioHumor,Nani,Brasil,Políticos,Porcos,Deputados,Blog do Mesquita

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Por essas ações mais que sensatas a NWO bombardeia TRUMP desde que ele se declarou candidato.
“Trump implode o sistema ONU do pós guerra: EUA saem da Unesco e do Acordo do Clima, recusam aportes ao Banco Mundial, atritam com OMC e FMI”
Três sanguessugas à serviço do Governo Global

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Arte – Lasar Segall,Brasil – ÊxodoBlog do Mesquita,Arte,Artes Plásticas,Lasar Segal,Exodo

Doria diz que apoio a Temer é escolha entre ruim e péssimo

Eleitores do PT são mal informados ou defensores de mazelas, diz Doria

Apontado por recentes pesquisas como o nome mais forte do PSDB para a disputa presidencial em 2018, o prefeito de São Paulo, João Doria, minimiza interesse pela disputa, e diz que isso é assunto para “janeiro do ano que vem”.

Ao mesmo tempo em que não nega que possa concorrer, responde com desenvoltura quaisquer perguntas sobre o cenário eleitoral e ataca alguns de seus possíveis concorrentes na corrida eleitoral.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Em entrevista exclusiva à BBC Brasil, o prefeito de São Paulo, João Doria, afirma que o próximo presidente do país deveria ser um “gestor”, adjetivo que constantemente usa para definir a si próprio. Ele ainda classifica os eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder nas pesquisas na corrida presidencial de 2018, como mal informados ou defensores “das mazelas e do mal feito” e minimiza o crescimento do atual segundo colocado, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

Questionado sobre seu apoio à permanência de seu partido no governo do presidente Michel Temer, prestes a ser denunciado ao STF (Supremo Tribunal Federal), ele admite se tratar da “velha política” que tanto critica. “Mas há certos momentos na vida em que você tem que fazer a avaliação sobre o ruim e o péssimo” – e o péssimo neste caso, garante, seria “colocar o Brasil numa crise profunda no plano econômico”.

E embora defenda o direito de defesa do senador Aécio Neves, presidente tucano afastado, suspenso do Senado por denúncias de corrupção, Doria afirma que seria prudente que o Diretório Nacional da sigla se posicionasse sobre os pedidos de afastá-lo, “para preservar a imagem do PSDB”.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista, concedida em seu gabinete na Prefeitura de São Paulo no fim no início da noite de quarta-feira, poucas horas de o prefeito embarcar para Porto Rico, onde passaria o feriado com a família.

BBC Brasil – O sr. tem dito que não é um político, mas um gestor, um empresário. Na sua opinião, os países, Estados, cidades não precisam mais de políticos?

João Doria – Eu me considero um gestor, um administrador. Eu não sou um político. Eu estou na política, não sou da política. Isso não significa que eu desrespeite os políticos. Até sou filho de um. Meu pai foi deputado federal e foi cassado pelo golpe militar e exilado em 1964.

Obra do artista brasileiro Romero Britto no gabinete do prefeito João Doria
Obra do artista brasileiro Romero Britto no gabinete do prefeito João Doria Direito de imagem FELIPE SOUZA/ BBC BRASIL

Mas sempre fui um homem do setor privado. E com este discurso venci a campanha. E pela primeira vez em 28 anos na cidade de São Paulo um prefeito é eleito no primeiro turno.

E com este discurso tenho feito a gestão nesses primeiros seis meses. E isso tem nos dado um índice de aprovação superior a 70% e assim vamos continuar.

BBC Brasil – No Brasil as pessoas estão muito preocupadas com as relações entre empresários e políticos. Recentemente, nós tivemos uma interceptação de conversas antiéticas entre um empresário e o presidente Temer. O sr. e o seu partido se posicionaram a favor do presidente. O sr. acha que aquela conversa foi ética, que essa é a forma como políticos deveriam se comportar?

Doria – Não foi uma conversa adequada para um presidente da República. Nem na forma, nem no conteúdo, nem no local, nem no horário.

Mas isto não implica definitivamente num equívoco fatal para o presidente. Significa um erro ético e moral, mas não é um fato determinante para o impeachment do presidente.

BBC Brasil – O sr. e seu partido ainda estão em uma coalizão com o partido do presidente. Não seria correto deixar o governo após uma situação como essa?

Doria – Nós estamos do lado do Brasil. Mais do que tudo, é a proteção ao Brasil, à governabilidade, o apoio às reformas no Congresso Nacional.

Michel Temer e João Doria
Doria diz que saída do PSDB do governo Temer poderia causar “crise profunda no plano econômico” Direito de imagem AFP

O desembarque do PSDB do governo neste momento implicaria em colocar o Brasil numa crise profunda no plano econômico e no político. Hoje, nós estamos no plano político apenas. Se o PSDB sair, mergulhamos também no plano econômico.

E tudo o que nós não precisamos é de mais uma crise econômica, porque isso vai atrasar a retomada do desenvolvimento, do crescimento, inibir a criação de novos empregos e mergulhar o país numa crise infindável, cujo resultado é mais desemprego e mais pobreza.

BBC Brasil – Mas não se trata da velha política que o sr. promete às pessoas mudar, ficar ao lado do governo com o argumento de defender as reformas, mesmo que o presidente esteja envolvido em conversas tão sérias sobre propinas e juízes?

Doria – É a velha política. E é ruim. Você tem razão. Mas há certos momentos na vida em que você tem que fazer a avaliação sobre o ruim e o péssimo. Entre o ruim e o péssimo, o ruim é melhor que o péssimo.

BBC Brasil – O sr. vai se candidatar à Presidência no próximo ano?

Doria – Eu estou correndo, estou agindo para ser um bom prefeito da cidade de São Paulo. Eu fui eleito para ser prefeito por quatro anos. Não é hora de se discutir uma eleição presidencial. É hora de ajudar a resolver a crise brasileira. E cada administrador cumprindo o seu papel. Eu como prefeito, outros como governadores e assim por diante.

Nós temos que pensar em eleição em janeiro do ano que vem. Aí, quem sabe…

BBC Brasil – Em relação ao seu partido. Há suspeitas de doações ilegais à campanha do último candidato à Presidência, ele foi afastado recentemente do Senado. Isso não mancha um pouco seu compromisso com mudança, já que o sr. ainda é parte desse partido? O sr. apoia Aécio e o partido?

Doria – Ele não foi julgado, ele foi indiciado. É preciso reconhecer a diferença entre indiciado e julgado. Enquanto indiciado, o PSDB defende que toda investigação seja feita em sua plenitude, sem esconder nada e sem inibir nenhuma investigação. Diferente do PT, que sempre fugiu e procurou evitar a investigação.

Aécio deve ter direito a plena defesa e se, eventualmente for culpado, pagar por isso. Se for inocentado, retomar seu mandato e seguir sua carreira política.

BBC Brasil – O sr. é bem ativo nas redes sociais. Nos comentários, vimos pessoas cobrando uma posição sua em relação ao Aécio. Há quem defenda que ele seja expulso do partido. Qual a sua opinião?

Doria – Essa é uma decisão que cabe ao diretório nacional do PSDB. Eu entendo que o diretório deve se posicionar a esse respeito, como também entendo que o senador deve ter direito à plena defesa. Até Lula, mesmo diante de situações tão claras de falta de ética, tem direito à plena defesa e deve cumprir o seu rito na conformidade da lei até ser julgado.

Aécio Neves e João Doria na Prefeitura de São Paulo
Para Doria, PSDB deve se manifestar sobre afastamentos e denúncias contra o senador Aécio Neves para preservar imagem do partido

O mesmo em relação ao senador. Mas entendo que seria prudente para o PSDB tomar uma decisão e fazer uma manifestação. Isso não significa desrespeitar a trajetória do senador Aécio Neves, mas preservar a imagem do PSDB.

BBC Brasil – O sr. trabalha em São Paulo muito próximo do setor privado, recebendo doações e tentando fazer privatizações. O sr não acha que os brasileiros, após os escândalos da JBS e Odebrecht, têm desconfiança dessa relação entre o público e privado?

Doria – É diferente. Eu venho do setor privado, cultivei uma excelente relação com empresas privadas, brasileiras e internacionais, e tudo o que a gente faz por aqui tem o objetivo de atender a população. Não tem nenhuma negociação com objetivo partidário, político, de financiamento de campanha, de interesses espúrios. Os interesses são da cidade. E claramente colocados em transparência.

Nós já obtivemos em seis meses de gestão mais de US$ 220 milhões para a cidade. Dinheiro que foi investido pelas empresas doadoras em automóveis, motocicletas, uniformes para a Guarda Civil Metropolitana, material escolar, material de limpeza, construção de creches, de abrigos para pessoas em situação de rua, computadores, softwares e outros serviços para a cidade.

BBC Brasil – Mas as pessoas podem acreditar que essas empresas estão fazendo isso para o bem delas, sem pedir algo em troca?

Doria – Por que não? As empresas têm espírito de cidadania. Há muitas pessoas que, por confiar no gestor e reconhecer a dificuldade, oferecem produtos, serviços e contribuições dentro do seu campo de atuação para minimizar a aflição e a pobreza.

Isso já ocorria em várias empresas no plano de organizações não governamentais e iniciativas isoladas. O que eu fiz foi aglutinar, incorporar essas empresas dentro de um amplo programa de empresa cidadã, que nós iniciamos já na primeira semana como prefeito da cidade de São Paulo. E deu certo. Deu tão certo que muitas empresas nos procuram.

João Doria em sala do gabinete da Prefeitura de São PauloPrefeito João Doria diz que próximo presidente deve ser um ‘gestor’ e minimiza ascensão de Jair Bolsonaro Direito de imagemBBC BRASIL

BBC Brasil – Quais características gostaria de ver no próximo presidente?

Doria – Um inovador, um gestor. Eu acho que o Brasil também precisa ter um bom administrador. Evidentemente, tem um sentimento político e uma capacidade também de aglutinação. Primeiro do voto. Para você se eleger, você precisa do voto, convencer a população que você é o melhor para o país.

Depois, precisa ser alguém com um bom diálogo com o Congresso Nacional e também com as demais forças do país. Você precisa dialogar bem e respeitar bem o poder Judiciário, as atividades produtivas, o mercado. É preciso ter uma compreensão ampla do país e ter como prioridade a gestão da pobreza.

O Brasil não pode continuar com 14 milhões de desempregados, 7 milhões de subempregados, uma população expressivamente sob sofrimento, abaixo da linha da miséria, com dificuldades para saúde, para sua própria alimentação.

O futuro presidente do Brasil deverá ter uma plataforma muito clara de soluções para esses problemas e uma boa conduta na gestão econômica do país. Isso é fundamental. E ter credibilidade.

BBC Brasil – O senhor é atualmente um dos principais críticos do PT, disse recentemente que o partido é ainda o grande inimigo. Mesmo assim, o Lula é líder nas pesquisas. Como o senhor avalia essa aceitação dele mesmo nesse cenário de denúncias?

Doria – O PT é inimigo do Brasil porque produziu a maior recessão econômica da história brasileira. O maior assalto aos cofres públicos que se teve notícia no mundo.

Quem durante 13 anos teve o poder e a possibilidade de encontrar soluções para o país, veio com esse discurso de proteger, amparar, integrar, colocar o país dentro de um processo ético, ver seus principais dirigentes indiciados, presos ou com tornozeleira não é exatamente um partido que pode falar de ética, tamanho o volume de pessoas implicadas.

Inclusive o ex-presidente Lula, que tem cinco indiciamentos, responde a cinco processos neste momento. Então, ele também é um inimigo do Brasil, embora tenha eleitores e uma base do eleitorado. Ou porque reconhece nele, mesmo diante das falcatruas, dos erros, das mazelas e das mentiras, um líder, o que é muito triste.

João Doria em sala do gabinete da Prefeitura de São Paulo
Prefeito diz que quem vota no PT é mal informado ou quer defender as mazelas do partido Direito de imagemFELIPE SOUZA/ BBC BRASIL

Você reconhecer pessoas que têm bom nível sócio econômico e podem ler jornais, ler livros, assistir à televisão, ter um melhor nível de conhecimento e ainda aprovam uma pessoa como essa é muito triste, mas é a democracia. A democracia tem alegrias e tem tristezas.

E há também um número expressivo de brasileiros que não têm acesso à informação, não têm acesso aos jornais, não assistem aos telejornais e não são influenciáveis por notícias a respeito do que fez o PT, do que fez o ex-presidente Lula. E são pessoas dependentes de programas sociais que foram iniciados na gestão Lula e continuam neste governo.

BBC Brasil – Só vota no PT quem é mal informado, prefeito?

Doria – Ou quem tem a intenção de defender as mazelas e defender o mal feito. Eu não vejo nenhuma razão para alguém votar no PT.

Qual é a prioridade, qual é a história louvável do PT que você ensinaria ao seu filho? Provavelmente, nenhuma.

BBC Brasil – Há quem aponte um contrassenso entre ser inimigo do PT e fazer alianças com o PMDB, que esteve com o PT durante todos esses anos e tem Michel Temer à beira de ser denunciado no STF.

Doria – A aliança não é com o governo Temer. É com o Brasil. Eu fiz essa defesa e fiz exatamente esse discurso. Duas vezes, aliás. Aqui em São Paulo, na reunião com o diretório do PSDB, que era uma reunião claramente favorável ao desembarque, eu defendia a permanência com esse mesmo discurso.

Nós temos que proteger o Brasil e os brasileiros. Não se trata de fazer a defesa do governo Temer ou do presidente Temer, mas sim da estabilidade política para permitir alguma estabilidade econômica para a retomada do crescimento e também para proteger as reformas que estão em discussão no Congresso Nacional neste momento.

É preciso, neste caso, ter pragmatismo. Não é a defesa incondicional do presidente Temer nem a defesa incondicional do seu governo. É a defesa do país, do Brasil e da sua governabilidade. E ter a certeza e a convicção de que teremos as eleições realizadas no seu prazo determinado constitucionalmente, que é em outubro de 2018.

Até lá, não havendo nenhum fato novo e grave diante das circunstâncias políticas, ao meu ver, cabe ao PSDB sim, como aliás já foi decidido, garantir essa governabilidade. Mas isso não é um cheque assinado, avalizado, até dezembro de 2018. Essa situação pode ser revista, se houver algum fato grave pela frente.

BBC Brasil – Como o senhor vê a ascensão do deputado Jair Bolsonaro?

Doria – Com normalidade. Ele tem um discurso mais à direita, que contagia um universo de eleitores, faz parte do processo democrático. É um candidato assumido, faz campanha há um ano pelo Brasil e isso vai sensibilizando uma parcela dos leitores. Mas não creio que seja uma sensibilização definitiva.

Eu já vi várias vezes histórias de candidatos, e com isso não estou desrespeitando a história, nem a trajetória e nem o valor do deputado. Eu já vi outros candidatos saírem à frente em campanhas e nem sequer irem para o segundo turno. E em São Paulo.

Aqui mesmo temos um exemplo disso. Um candidato que começou a campanha com 38%, era tido como vitorioso ou, na pior das hipóteses, como já no segundo. Estavam discutindo a segunda vaga para o segundo turno, se é que poderia haver um segundo turno.

E esse candidato (o deputado Celso Russomanno, do PRB) não foi nem para o segundo turno e nem ganhou a eleição. Eu tinha 2% e venci a eleição no primeiro turno.

BBC Brasil – Muita gente aponta a ação na cracolândia como o ponto baixo de sua gestão até agora. Como avalia?

Doria – Muito pelo contrário. Eu entendo que é um ponto corajoso da minha gestão. O fácil era não fazer nada, isso era o mais fácil.

Já sabia que o tema era polêmico. Quatro ex-prefeitos tentaram e não conseguiram e desistiram de fazer o enfrentamento tamanhas objeções que receberam. Eu já sabia disso. E nem por isso eu deixei de fazer o enfrentamento. Eu considero o contrário. Eu considero um ponto de coragem e de determinação. Continuamos a fazer o necessário e vamos prosseguir. Não há recuo.

Homem usa crack na cracolândia
Doria diz que ação na cracolândia é um “ponto corajoso” de sua gestão Direito de imagemEPA

Já vencemos ao longo desses últimos dois meses vários pontos importantes. A cracolândia fisicamente onde estava, no quarteirão da rua Helvétia com a Dino Bueno, acabou e não volta mais. Enquanto eu for prefeito de São Paulo, eu posso assegurar que ali não volta mais.

E ali nós tínhamos vários bunkers de uma facção criminosa de São Paulo, o PCC (Primeiro Comando da Capital), que hoje se espalha infelizmente por todo o Brasil, e ali tinha depósito de armas, refinamento de cocaína, cofres com entorpecentes de toda a espécie. Além da própria cocaína, ecstasy, heroína, maconha, além do próprio crack. E isso acabou.

Não há mais a ocupação ali. Você não tem mais aquele shopping center de drogas ao ar livre, que era uma vergonha cada vez que se via a imagem daquilo, com a comercialização aberta para quem desejasse comprar e abastecendo a cidade inteira de drogas. Isso acabou.

BBC Brasil – Mas e a cracolândia que se formou na praça Princesa Isabel, prefeito?

Doria – Uma coisa é acabar fisicamente com o espaço da cracolândia. Outra coisa é o enfrentamento de uma questão longa e difícil que são os usuários. Infelizmente, nós temos mais de 4 mil usuários do crack residindo nas ruas, dependendo desse consumo, e lamentavelmente manuseados por esses traficantes pertencentes a essa facção criminosa.

Isso foi exigido e nós estamos fazendo. Todo dia há abordagens. Já fizemos mais de 130 internações de pessoas que aceitaram ser internadas e, na minha visão, aceitaram ser salvas porque o crack mata.

Nós vamos continuar esse programa. Não é um programa com base ideológica nem partidária. Por isso mesmo, nós estamos convencidos de que ele vai produzir ao longo do tempo o resultado necessário.

BBC Brasil – A prefeitura entrou com uma ação para poder internar compulsoriamente os usuários da região em casos extremos. O secretário estadual da Saúde, David Uip, questionou a decisão.

Doria – A prefeitura não propõe a internação em conjunto. A prefeitura propõe que haja a possibilidade da internação compulsória individual. Ela não propõe aglutinar pessoas, colocar dentro de um ônibus ou caminhão, ou confinar dentro de um prédio, uma casa, uma sala, amarrar essas pessoas com camisa de força e obrigá-las a ter tratamento. É a abordagem individual. Isso muda muito.

Houve aí, não é o caso da BBC, mas um mal tratamento da notícia por parte dos jornalistas que, desinformados ou deliberados, colocaram a notícia como se fosse o objetivo coletivo. Não era coletivo e não é. E, portanto, não há nenhuma dicotomia entre a ação do governo do Estado e da prefeitura.

Nós seguimos juntos o programa Redenção. Aliás, hoje mesmo (quarta-feira) tivemos uma reunião aqui na prefeitura tratando exatamente desse assunto com os secretários de Saúde do Estado e do município e os responsáveis na área psiquiátrica.

BBC Brasil – A ex-secretária de Direitos Humanos Patrícia Bezerra, ao pedir demissão, deu uma entrevista à Folha de S.Paulo tecendo vários elogios, mas dizendo que o senhor tem um senso de urgência que é equivocado, como não entender que o trabalho na cracolândia exige um certo tempo. Como avalia essa crítica?

Doria – Gosto da Patrícia e a considero uma boa pessoa e uma boa vereadora. Foi uma boa secretária enquanto esteve aqui conosco.

Mas tenho um pensamento distinto em relação à velocidade e ao senso de urgência. É o que me difere dos políticos. Os políticos gostam muito de dar tempo ao tempo. Eu, como gestor e administrador, prefiro administrar o tempo. É diferente.

João Dória e o marketing da hipocrisia

Sete verdades que você precisa saber sobre o João “Trabalhador”, que atira flores pela janela quando é lembrado dos mortos na marginal.

Todas as informações contidas neste artigo são públicas e contém links e fontes que podem ser pesquisados através do Google 

Bill Gates é um dos grandes empreendedores americanos e todo mundo sabe o que a empresa dele produz. João Doria, também é tido como um dos “grandes empreendedores do Brasil”, mas nós não sabemos exatamente o que suas empresas produzem.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Sendo assim fomos pesquisar para saber qual é o “Windows” do “Grupo Doria”,  qual é o grande produto que alavancou o nome de Doria para o panteão do empreendedorismo nacional e por sua vez à prefeitura de São Paulo.

Descobrimos coisas muito interessantes sobre o prefeito. Confira abaixo!

1 – O SITE DO GRUPO DORIA AINDA ESTÁ EM CONSTRUÇÃO

Com a rotina corrida de acordar cedo pra varrer as ruas de São Paulo,  João Doria talvez ainda não tenha conseguido tempo útil para delegar que uma equipe termine o site do seu “grupo empresarial”.

De qualquer forma, o site em construção hospedado sob o endereço https://www.grupodoria.com.br/ nos deu uma pista para nossa segunda descoberta.

2 – SUA PRINCIPAL “EMPRESA”,  LIDE “GLOBAL” POSSUI UNIDADES EM 15 PAÍSES, MAS AINDA NÃO TEM SITE EM INGLÊS

Pelo site oficial do Grupo Doria nós não descobrimos exatamente o que suas empresas fazem, então seguimos para o site indicado, que parece não ser exatamente de uma empresa, mas de um “grupo de empresários”, o LIDE “uma organização de caráter privado, que reúne empresários em diversos países.” diz a publicação.

O grupo LIDE se diz “GLOBAL”, diz ter atuação em diversos países, mas ainda não possui um site em inglês. Você conhece alguma empresa ou entidade com atuação global que não tenha ao menos um website em inglês? Nós também não, mas se encontrar indique lá nos comentários.  Site:  https://www.lideglobal.com/

A curiosidade só aumentou e isso nos levou para o item a seguir.

3 – ELE VIAJA EM UM JATO PRÓPRIO QUE NÃO FOI DECLARADO AO TSE

Pesquisando as últimas notícias sobre o prefeito, descobrimos na coluna da jornalista Mônica Bergamo na Folha de São Paulo,  que ele anda viajando pelo mundo em seu jato particular. Diz a coluna: “O prefeito de São Paulo, João Doria, decidiu viajar pelo mundo, mesmo a trabalho, em seu próprio jato particular. (…)  Doria partiu em seu Legacy 650, de preço estimado em US$ 30 milhões, para visitar o papa Francisco em Roma. (…)  O jato, da Embraer, tem o prefixo PR-JDJ –as iniciais de João Doria Junior.”

No site da ANAC, descobrimos que o avião está em situação de alienação fiduciária e pertence à DORIA ADMINISTRACAO DE BENS LTDA,  que declarou um patrimônio de 34 milhões ao TSE.  O jato modelo “Embraer Legacy 650” está avaliado em aproximadamente R$ 90 milhões (US$30 milhões)

Todos os bens da declaração ao TSE somam 179 milhões e você pode acessá-la aqui:
http://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/#/candidato/2016/2/71072/250000004975/bens

Só o valor do jato representa metade de todo o valor declarado, o que nos levou a nos levou pesquisar e chegar ao próximo item.

4 – SEGUNDO MATÉRIA DO ESTADÃO, ELE TAMBÉM NÃO DECLAROU 2 APARTAMENTOS EM MIAMI, UM DELES EM NOME DE UMA OFF-SHORE REGISTRADA PELA MOSSAK FONSECA, AQUELA DO PANAMA PAPERS

O apartamento também não declarado, vale US$ 11,2 milhões e fica em uma área nobre de Miami. Segundo a matéria do Estadão, o prefeito ainda possui um outro apartamento, também não declarado que vale US$ 243 mil e foi adquirido por meio de uma empresa offshore aberta pela Mossack Fonseca, empresa envolvida no escândalo do Panama Papers.

Ainda segundo a reportagem do Estadão a casa onde mora o prefeito foi subvalorizada na declaração de bens enviada ao TSE.

O imóvel declarado por R$ 12,4 milhões, valeria ao menos 3 vezes mais.

Para os advogados de Doria, a declaração de bens à Justiça Eleitoral foi feita de acordo com a lei, mas segundo os nossos cálculos ou de qualquer um que saiba fazer contas, os bens NÃO declarados somam quase o mesmo valor do que foi declarado ou seja, Doria ocultou no mínimo 50% de todos seus bens.

Fomos pesquisar então o que fazem suas empresas para arrecadar tanto e você confere no próximo item.

5 – AS EMPRESAS DE DORIA “EMPREENDEM” EM “PARCERIA” COM O ESTADO

Os seguidores do prefeito adoram falar em “Estado Mínimo” e usam como exemplo a “gestão” e “eficiência” e principalmente o corte de gastos, e nós concordamos que o dinheiro do povo não deva ser gasto com banalidades, como as revistas de coluna social que são publicadas pela Doria Editora por exemplo.

Mas as empresas do “Grupo Doria” fazem “sucesso” em muitas “parcerias” com o Estado.  São milhões de reais gastos em publicações desconhecidas por 99% das pessoas que pagam impostos no Brasil.

Segundo matéria publicada no portal UOL, os governos tucanos repassaram R$ 10,1 milhões a empresas de Doria desde 2010, porém, nem só de verba tucana vivem as empresas de “João Trabalhador”.

Com pelos menos 7 CNPJs elas aparecem como fornecedoras de diversas empresas e órgãos ligados à governos estaduais e também em pagamentos do governo federal. Você mesmo pode pesquisar jogando os CNPJs no Google e obviamente só irá encontrar o que foi publicado em portais de transparência.

Para ajudar nessa tarefa, listamos abaixo alguns pagamentos e o nome das empresas com seus respectivos CNPJs, cada um com link para a busca do Google.

Doria Administração e Eventos LTDA  – CNPJ: 01.409.348/0001-08
 — É a empresa a qual está registrado o Jato Legacy 650 que não foi declarado ao TSE.

Este CNPJ aparece em diversos pagamentos do governo federal no portal da transparência como nos exemplos abaixo.

• Outras Despesas Correntes Outros Serviços de Terceiros – Pessoa Jurídica   = R$ 104.249,00
• Aluguel de imóveis próprios (????)                                                                           = R$ 160.000,00

Doria Editora Ltda. –   CNPJ: 11.704.394/0001-85
 — A Doria Editora, que também não tem site nem página no Facebook, possui publicações “direcionadas a leitores exigentes”, segundo perfil publicado na plataforma Issu.

“São dezesseis revistas, destas, onze direcionadas ao mundo corporativo, economia e negócios, e cinco voltadas a estilo de vida, comportamento, gastronomia, viagens e alto luxo”, ostenta a descrição.

O CNPJ ligado a editora, aparece em diversos pagamentos, em diversas empresas e órgãos estatais como a Embratur, o Banco do Brasil, os Correios , Caixa Econômica Federal, Secretaria de Comunicação do Governo de SP, lista de fornecedores do Governo de Mato Grosso,  Secretaria de Comunicação do Governo da Bahia, Ministério do Esporte, Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais,  e aparece também em listas de pagamentos da SECOM ( Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República) de 2011, durante o governo Dilma que comprou milhares de reais em exemplares da revista Fórum e Negócios.

O site da revista está fora do ar: http://www.doriassociados.com.br/revista-forum-negocios.html

Doria Eventos Internacionais Ltda – CNPJ: 11.460.578/0001-47
 — Não tem site, nem em português, mas o CNPJ também aparece em pagamentos no Portal da Transparência

Doria Associados Consultoria Ltda – CNPJ: 11.448.516/0001-10 — 
O site da empresa ( http://www.doriassociados.com.br) redireciona para o site da LIDE Global e seu CNPJ aparece como beneficiário em diversas empresas e órgãos estatais. O principal é a Agência de Desenvolvimento do Governo Paulista, Desenvolve SP.

Lide — Grupo de Líderes Empresariais –  CNPJ: 19.248.787/0001-33  — Segundo o site, que não possui versão em inglês, o Lide é um grupo de Líderes Empresariais que atua em 15 países. Seu CNPJ aparece nos pagamentos da Agência de Desenvolvimento do Governo Paulista.

D.Empreendimentos Eireli – CNPJ: 12.086.271/0001-90
 — Uma empresa de empreendimentos que não possui website.

Max Marketing e Producoes Ltda – CNPJ: 47.837.885/0001-41
 — Uma empresa de Marketing que não possui website.

A “influente” página do Grupo Doria no Facebook, possui apenas 11.000 curtidas e traz em seus posts as capas das revistas da editora. Os últimos posts possuem em média menos de 20 curtidas cada.

As publicações e eventos promovidos pelas empresas de Doria parecem servir apenas para alimentar e evidenciar o circulo que envolve empresários e políticos e nos levam para o próximo item.

6 – PARA UM CACIQUE DE SEU PRÓPRIO PARTIDO, DORIA NÃO PASSA DE UM LOBISTA

Em um artigo intitulado, Para conhecer melhor João Doria, Alberto Goldman um dos caciques do PSDB paulista, que já ocupou a vaga de vice-governador do Estado, diz o que em nossa pesquisa ficou bastante evidente: ”Dória se diz empresário. Tem várias empresas, é verdade, e divulga em seu material de propaganda que, através delas, é um dos principais geradores de negócios do Brasil.  No entanto, como empresas de eventos, não produzem qualquer bem ou serviço diretamente, apenas estabelecem e ampliam relações entre empresários e agentes públicos (deputados, senadores, secretários, ministros, governadores), atividade lícita que se chama de lobby.”

Como exímio lobista e marqueteiro, Doria parece não dar ponto sem nó. Criou uma verdadeira máquina que marketing e eventos, cujo principal objetivo é reunir empresários e políticos e com isso, vender seus serviços para ambos.

Assim chegou até a prefeitura de SP com a imagem de “empreendedor de sucesso” que criou através de muito marketing em suas próprias publicações e programas de TV, o que nos leva ao nosso último item.

7 — É 100% MARKETING

Mansões, jatos, festas e tudo o que o dinheiro possa comprar, formam o imaginário do “empreendedor de sucesso”, mesmo que esse sucesso dependa das verbas gordas do Estado.  O que importa é a imagem e um homem de sucesso deve ter uma adega de vinhos cinematográfica, mesmo não sendo apreciador de vinhos. Doria construiu a dele com garrafas emprestadas do consultor de vinhos

Elídio Lopes, que virou notícia quando tentou sem sucesso reaver US$ 84 mil (cerca de R$ 265 mil) em garrafas que cedeu para a adega do prefeito.

Com essa mesma receita da adega fake, Doria começou a sua campanha para presidência da república desde o primeiro dia na prefeitura de São Paulo.

Vendendo a imagem do “não político” e do “empreendedor bem sucedido” em meio a maior crise de representatividade da história do Brasil, caiu como uma luva e encantou os patriotas que desfilaram com a camiseta da CBF, um dos maiores símbolos da esculhambação nacional.

Sua última jogada de marketing é a DronePol, um “sistema de monitoramento de segurança” feito através de drones. Para isso recebeu uma “doação” de 5 drones, 4 deles modelo DJI Phanton 4.

Segundo o site da prefeitura a doação dos equipamentos foi feita pela fabricante chinesa Dahua Technology e foi estimada em cerca de “R$ 650 mil” em equipamentos.

Cada drone DJI Phanton 4 custa US$ 1.500 cada, o que dá por volta de R$ 20.000.

O outro Drone, a nota da prefeitura diz ser da fabricante “Dahua Technology” cujo modelo é “Dahua Technology X820”, mas nós não encontramos no Google nenhum drone dessa marca à venda, sendo assim não conseguimos saber onde foi diluído esse total de “R$ 650 mil”.

Para os desatentos, a ideia parece promissora e passa a imagem de que o prefeito é antenado ao que há de mais moderno.

Porém, qualquer adolescente sabe para o que servem drones como o DJI Phantom por exemplo, cujo as baterias não duram mais de 28 minutos, uma autonomia de voo que serve apenas para fazer registros panorâmicos de imagens aéreas, pois as câmeras não possuem zoom.

Os drones de “monitoramento de segurança” de Doria, não irão monitorar nada, poderão no máximo fazer belas imagens aéreas de SP, nada mais.

PS do Viomundo: Doria é o “administrador” que teve a ideia idiota de pagar Uber para 135 mil funcionários da Prefeitura de São Paulo furarem a greve, o que representaria por baixo um gasto de alguns milhões de reais apenas nas viagens, sem contar toda a burocracia envolvida no esforço — apenas, e tão somente, para criar um factoide que o levasse às manchetes.

Doria é o “administrador” que conscientemente mandou aumentar o limite de velocidade nas marginais de São Paulo, provocando mais acidentes e mortes, segundo o Diário de S. Paulo:

No segundo mês com novos limites de velocidade nas marginais Pinheiros e Tietê, o número de registros de acidentes com vítimas aumentou 10,3% em relação ao primeiro mês e o de mortes dobrou. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), dados operacionais, anotados por seus próprios agentes, indicam que aconteceram 106 acidentes com vítimas e uma morte no período de 25 de janeiro a 23 de fevereiro. Já entre os dias 24 de fevereiro e 26 de março foram computados pela companhia 117 ocorrências com vítimas e duas mortes. Após o fechamento do balanço do segundo mês, entretanto, a CET registrou ainda mais uma morte, de um motociclista, no dia 30 de março, passando para três óbitos no período.

Ah, e joga flores pela janela do automóvel quando é lembrado disso por uma ciclista. Se considerava lixo, deveria ter depositado em uma lixeira!

Bia Doria pode ser chamada para depor na CPI da Lei Rouanet

Defesa da artista plástico diz que "não há nada de errado, irregular ou imoral" nas captaçõesA CPI da Lei Rouanet pode convocar Bia Doria, mulher do prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), para explicar projetos que realizou com ajuda da lei.

Defesa da artista plástica diz que “não há nada de errado, irregular ou imoral” nas captações.

Ela foi autorizada a captar R$ 3,5 milhões para quatro propostas, desde 2014.

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), que apresentou a proposta de convocação nesta segunda-feira (10), defende a necessidade de apurar se houve tráfico de influência na solicitação de patrocínio à Apex Brasil – agência do governo federal, responsável pelo fomento à exportação.

“Queremos entender como é isso, porque ela é recorrente solicitadora da Rouanet”, disse Jandira à coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo. “Não há motivação política. Toda denúncia que chegar na minha mão que envolva captação nós vamos apurar.”

O advogado de Bia Dória alegou que “não há nada de errado, irregular ou imoral”, que aartista plástico fez quatro pedido mas captou duas vezes, observando “os princípios legais”, e ressaltou que os valores foram “aprovados ainda na gestão do PT”. “Bia Doria é uma artista reconhecida nacionalmente e internacionalmente”, comentou Nelson Wilians.
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Eleições 2016 – Ministério Público de SP pede cassação da candidatura de João Doria

Promotor também pede inelegibilidade de Geraldo Alckmin por abuso do poder político

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Uma das alegações contra Doria é a participação do governador Geraldo Alckmin em campanha antes de convenção do partido.

O Ministério Público de São Paulo entrou com ação contra a chapa do candidato à prefeitura de São Paulo, João Doria (PSDB), e seu vice, Bruno Covas (PSDB).

O promotor José Carlos Bonilha fez na noite desta segunda-feira (26) um pedido de cassação da coligação e de inelegibilidade do governador Geraldo Alckmin por abuso do poder político à Justiça Eleitoral.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Segundo a denúncia, o governador exonerou a secretária de Meio Ambiente, professora Patrícia Iglecias, e nomeou Ricardo de Aquino Salles, ligado ao Partido Progressista. Em troca, a chapa de Doria recebeu apoio do PP, aumentando em 25% o tempo no horário gratuito de rádio e televisão.

“Na nossa avaliação, isso caracterizou um desvio de finalidade. A secretaria foi dada procurando atender interesse político-partidário, e não de acordo com o interesse público”, disse Bonilha.

Outro ponto levantado pelo promotor foi a participação do governador na campanha de Doria quando o candidato anda não havia sido escolhido na convenção do PSDB. “O Alckmim saiu com ele visitando comunidades aqui em São Paulo, especialmente Paraisópolis, se deixando fotografar, interagindo com a comunidade. Portanto, fazendo ato de campanha. O governador, como chefe do Executivo, tem que manter neutralidade em relação aos concorrentes”, disse.

O terceiro problema apontado pelo promotor foi a utilização do slogan “Acelera São Paulo”, marca do governo estadual de um programa da secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, que gera emprego e renda.

Nome de uma marca

“Esse slogan foi apropriado pela coligação e não é possível que a coligação tenho o nome de uma marca, um símbolo, uma imagem ou um slogan de um ente público. A lei eleitoral proíbe expressamente. Isso é crime eleitoral”, declarou. De acordo com o promotor, se a ação for julgada procedente, mesmo após uma eventual vitória de Doria, o seu diploma poderá ser cassado.

Em nota, a assessoria de imprensa do candidato João Doria informou que ainda não foi notificada. “Pelo que se extrai das notícias, as razões do ilustre promotor, reveladas a poucos dias da eleição, são frágeis e carecem dos mínimos elementos probatórios. Parte-se de uma premissa equivocada e sem respaldo legal que pretende impedir que o candidato João Doria receba apoio de partidos e de lideranças políticas. Certamente será arquivada, como todas as demais anteriormente divulgadas aos jornais e posteriormente arquivadas pela Justiça Eleitoral”, disse a assessoria de imprensa.

O governo do estado informou, em nota, que tomou conhecimento da ação pela imprensa, “menos de uma semana depois do pedido de esclarecimento que foi encaminhado pelo Procurador Geral de Justiça com o mesmo propósito. Os esclarecimentos que o governo estadual encaminhará serão suficientes para demonstrar a improcedência da referida ação judicial”, diz a nota.