Tópicos do dia – 24/02/2012

08:29:52
Senador Demóstenes Torres critica ministra Eleonora Menicucci no Twitter
O senador Demóstenes Torres fez duras críticas a nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, em seu twitter. Segundo ele, a ministra se submeteu aos jurados e peritos da Organização das Nações Unidas (ONU) e “ouviu horrores” da comissão de frente. “De nada adianta se fantasiar de ovelha se quando abre a boca mostra as presas de lobo”, escreveu Demóstenes. Para ele, Menicucci se “fingiu” de burocrata diante dos especialistas e garantiu que o problema das 200 mil mulheres que morrem em abortos de risco não é problema do executivo. “O governo simplesmente não se importa com as mulheres ou seus filhos, mas com a repercussão nas manchetes”, acusou. “Mesmo impelida pela opinião pública a encampar a defesa da vida, é sacrificante para a ministra negar uma militância de décadas pró-aborto”, completou. Para ele, a ministra pretende “legalizar a matança” declarando uma guerra contra os evangélicos. “Sua amiga de juventude vai à Europa se calar como foi à Colômbia fazer curso de eliminação de fetos”, afirmou.

08:54:39
Fracassa mutirão para solucionar homicídios
Mutirão nacional lançado com o objetivo de retomar investigações de assassinatos ou tentativas de assassinatos que estavam abandonadas teve pouco efeito prático.
A meta estabelecida por governo federal, Justiça e Ministério Público era concluir até o fim do ano passado 143 mil inquéritos abertos antes de dezembro de 2007 e que estavam sem solução.
Até dezembro de 2011, apenas 28 mil, 20% do total, tiveram um fim.

E esse fim não resultou em apontar culpados.
Cerca de 80% desses 28 mil inquéritos só foram concluídos porque os casos foram arquivados, sem qualquer solução.
O número de casos remetidos para o Ministério Público para que uma denúncia formal fosse oferecida à Justiça é de 4.652.
Ou seja, pouco mais de 3% dos 143 mil casos que eram alvo do mutirão tiveram um culpado apontado.
Para um inquérito policial ser arquivado é preciso um parecer do Ministério Público e a concordância da Justiça.
Luiza Bandeira e Estelita Haas Carazzai, Folha de São Paulo

10:52:02
Senador é réu por trabalho escravo
O Supremo Tribunal Federal decidiu por maioria de votos (7×3), nesta quinta-feira, aceitar denúncia do Ministério Público contra o senador João Ribeiro (PR-TO), que, em 2004, teria mantido 38 trabalhadores em condições análogas ao trabalho escravo na fazenda Ouro Verde, no município de Piçarra, interior do Pará.

Com a decisão do STF, Ribeiro passa a ser réu em ação penal, acusado dos crimes de trabalho escravo, aliciamento de trabalhadores e fraude de direitos trabalhistas.

O crime de trabalho escravo tem pena prevista de 2 a 8 anos de prisão.

Também foi denunciado no caso o administrador da fazenda.

13:13:08
Red Bull procurando encrenca.
Vide comercial de TV sobre Jesus andando sobre as águas.
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Eleições 2010: Lula, Judas Iscariotes e ‘alianças’ políticas

Menos que o possível

Gerência técnica, tática de alianças, governabilidade. A política como “arte do possível”. Conceitos e lemas desse tipo fixaram-se, ao longo do tempo, como ingredientes típicos da retórica e da prática tucanas.

De Fernando Henrique Cardoso a Aécio Neves, passando por Geraldo Alckmin e José Serra, peessedebistas de estilo bastante diverso parecem convergir nessa visão, afinal bastante desencantada e pragmática, da vida pública.

Não chega a constituir surpresa o fato de que a entrevista com o presidente Lula, publicada ontem nesta Folha, tenha basicamente reproduzido muito desses mesmos hábitos de raciocínio.

Do “tucanês” fernandohenriquista ao “lulês” de hoje, ganhou-se algo, sem dúvida, em termos de imaginação para as metáforas insólitas, mas preserva-se o essencial.

No governo FHC, o tema da “modernização” do Estado brasileiro nunca representou empecilho para que se fizessem alianças com o que sempre existiu de mais arcaico e oligárquico na política brasileira. Muda o presidente, muda o partido, mas não se altera a tolerância com o patrimonialismo e com o atraso.

“Qualquer um que ganhar as eleições”, disse Lula, “pode ser o maior xiita ou o maior direitista, ele não conseguirá montar o governo fora da realidade política.”

Sim, sem dúvida. Ninguém diria o contrário. Exceto, naturalmente, os que estão fora do poder -foi o caso do PT durante muitos anos, e é agora o caso, com algumas ironias específicas, da oposição de PSDB e DEM.

Qualquer cidadão que tenha lembrança das antigas promessas lulistas de mudar o estilo de fazer política no Brasil haverá de considerar, todavia, que o pragmatismo do presidente vai longe demais quando refuta as acusações que pesam contra o presidente do Senado, José Sarney: trata-se de “um grande republicano”, afirmou o petista.

Mas não se trata apenas de comparar o que se dizia no passado e o que se diz no presente. A maior diferença, e que se esquece com rapidez, é a que existe entre o realismo e a acomodação, o pragmatismo e a conivência.

A realidade política é o que é, repete o presidente Lula. Mas há uma diferença entre tentar mudá-la e contribuir para que continue como está. A política não é apenas “a arte do possível”, como dizia Fernando Henrique Cardoso – mas a arte de ampliar esses limites.

Não haveria razão – exceto a do puro oportunismo- para considerar automaticamente utópica a atitude de uma liderança política que procurasse colocar na sua agenda a reforma eleitoral, o fortalecimento dos mecanismos de controle da sociedade sobre os gastos públicos, com maior transparência do Estado e efetiva participação dos cidadãos.

Numa tirada que se presta a todo tipo de desconstruções, Lula afirmou que mesmo Jesus Cristo teria de fazer aliança com Judas, se este contasse com os votos do eleitor.

No vale-tudo das metáforas presidenciais, seria mais adequado dizer que, diante do arcaísmo da política brasileira, Lula assume a atitude de Pôncio Pilatos: lava, simplesmente, as mãos. Coisa que adianta pouco, aliás, no atual estado das instituições republicanas.

Folha de S. Paulo

Wellington Salgado. O cabeludo nefelibata diz que ‘Jesus Cristo também é suplente’

Pasmem Tupiniquins!

O suplente de senador Wellington Salgado, nenhum votinho teve pra conspuscar o plenário que um dia já abrigou Ruy Barbosa, em declaração à Folha de S.Paulo, defendendo o atual sistema de escolha de substitutos no Senado:
– Jesus Cristo também é suplente. O Espírito Santo é segundo suplente. Deus é o titular.

Argh! Argh! e Argh!