Jarbas: ‘Antes de Dilma, tem a saída do Cunha’

Deputado,Jarbas Vasconcelos,PMDB,Blog do MesquitaQuando um personagem como Eduardo Cunha consegue fazer uma Câmara dos Deputados de cúmplice é porque encontra material.

Dos 513 deputados federais, menos de 40 defendem a saída de Cunha da poltrona de presidente. Um deles é Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

Em entrevista aos repórteres Fabio Brandt e Izabelle Torres, Jarbas disse estar convencido de que Dilma não completará o mandato: “ …Ou ela vai para a renúncia ou para o impeachment. Não há outras opções no cenário atual. Nessas duas hipóteses, o denominador comum é Michel Temer.”

O deputado avalia, porém, que a Câmara precisa varrer seu próprio quintal antes de lançar um olhar para o outro lado da Praça dos Três Poderes.

“Acho que o atual presidente da Casa tentou usar a chefia da Câmara para se proteger das denúncias de corrupção. Eu sabia que ele era lobista. Mas votei nele porque achei que o mal maior era entregar a Casa ao PT”, disse.

Jarbas deu o braço a torcer: “Confesso que não esperava tanta suspeitas em torno dele. Eu li as 80 páginas de denúncias contra ele e asseguro que são coisas escabrosas, vergonhosas. Ele pisoteou a moral e a ética da Câmara e ficou sem condições de presidi-la.”[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Acrescentou: “Imagina se a Dilma insiste em ficar no cargo e esse cenário desemboca no processo de impeachment! Como vamos ter uma figura dessas comandando o processo? Antes de pensar em sucessão e na saída efetiva da Dilma, a gente tem de resolver primeiro a saída do Cunha. Estamos trabalhando no manifesto que defende sua saída.”
Blog do Josias de Souza

Dilma cai ou não cai já torrou o saco. Jarbas Vasconcelos na Globonews

Dilma,Impeachment,Política,Blog do MesquitaEste assunto quanto a Dilma continuar ou não no cargo começa a cansar pois não parece ter fim nunca.

No último texto já fugimos deste tema e partirmos para pedir uma Assembléia Nacional Constituinte Soberana e Independente, aqui na Tribuna de Imprensa, devido o povo ter se cansado do regime atual podre e falido ou no final da linha, dos últimos trinta anos dos políticos e partidos corruptos e vigaristas e pilantras, calhordas.

Temos que tocar a bola para frente e não ficar focado nisto, dar a volta por cima. Nos distanciar ou ficarmos imunes. Afinal se o barco da Dilma afundar não vamos afundar juntos com ela….Nem morto.

No entanto quanto a continuidade ou não da Dilma vemos duas frentes:

Se analisarmos as reações do mercado, dos empresários, bancos, da imprensa dos EUA e Inglaterra, enfim os que tem bom senso, juízo, razão, etc., parece claro que não haveria mais golpe algum e a Dilma cumpriria o seu mandato tranquilamente até o final.

Afinal realmente se a Dilma é medíocre e burocrata e incompetente nada parece melhorar com o governo entregue aos piratas deste Congresso e pode piorar ainda mais a crise geral ou até explodir de forma a provocar uma intervenção militar. E pode ser que os que alimentam o golpe no fundo apostem em nova intervenção militar…[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Mas não são estes agentes quem irão influir ou votar na derrubada, enfim não é o mundo real ou o mercado ou a sociedade que influiria ou não no golpe, e sim praticamente somente este Congresso da pior qualidade que já tivemos.

Achei bem oportuno ter assistido entrevista na Globonews no programa Diálogos com Mario Sergio Conti com o deputado federal Jarbas Vasconselos do PMDB para sentir a temperatura por dentro.

Ele reafirma a necessidade da deposição ou renuncia da Dilma mas também quer o afastamento do Cunha. Parece que até o lado sério do PMDB não aguenta mais a Dilma, Lula e o PT.

Ele admitiu que o Tribunal de Contas virou instrumento político e que o PMDB controla o mesmo…achei incoerente isto. Significa então dizer que o Tribunal de Contas articulado com o PMDB vai dar um jeito de reprovar as contas para derrubar ela, algo que nunca fez com os presidentes anteriores…

O Jarbas é dos poucos nomes que ainda são respeitados neste meio, e cotado inclusive para substituir Cunha. Ficou claro inclusive que a derrubada do Cunha é questão vital para dar credibilidade a deposição da Dilma em seguida.

Infelizmente o senador Pedron Simon não aguentou mais este meio e aposentou. Tem ainda o senador Cristovão Buarque que pouco tem aparecido nas mídias nacionais.

Teria ainda o Miro Teixeira? Pouco sei dele aqui de SP. O Roberto Requião também inspira respeito. E fora deste circo do Congresso o Ciro Gomes parece transpirar sangue novo e verdade sempre e porreta para enfrentar cobras e lagartos.

Ele, Jarbas, admite que o instrumento incluído na constituição congressual golpista atual permitindo que os legislativos possam fatiar, queimar ou derrubar executivos eleitos pelo povo, além de violar a interdependência entre os três poderes da república, o Executivo, Legislativo e Judiciário, possa ser usado de forma indevida depois da derrubada de Dilma para derrubarem prefeitos e governadores ao sabor dos ventos políticos…

Oras isto já aconteceu e acontece faz tempo….Qualquer executivo se não abrir os cofres para o legislativo acaba isolado ou fatiado ou queimado e derrubado…Os executivos que não foram derrubados até agora são porque abriram as pernas para os legislativos razão da enorme corrupção até agora para todo lado.

Então após a derrubada de Dilma a farra ou zona ou moda vai crescer ainda mais com os legislativos dando golpes e afastando executivos eleitos pelo povo.

Tudo tem sido um puro faroeste faz tempo.

Infelizmente depois da morte do Brizola, o último líder com visão de estadista, somente restaram quase que somente ratos de esgoto, escrotos, calhordas, vigaristas, safados ou pilantras, meliantes, piratas ou salteadores dos cofres públicos.
JOÃO LUIZ GARRUCINO/Tribuna da Imprensa

Jungmann: ‘Lula estimula eliminação física’ de rivais

Os cabeças da oposição em Pernambuco espantaram-se com a acidez das críticas que Lula lhes dirigiu em comício realizado na noite de sexta (27).

Chamado de “aquele menorzinho”, Raul Jugmann (PPS) disse que Lula porta-se “como donatário. Vê Pernambuco como sua capitania hereditária”.

Acha que Lula não se deu conta da “gravidade de seus atos”. Lembra que as pesquisas atribuem ao presidente “90% de popularidade no Estado”.

“Ao personalizar a crítica, ele submete os oposicitores ao risco de eliminação física”, disse Jungmann ao blog. Esmiuçou o raciocínio:[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“Lula quer a morte civil e política da oposição. E açula seus seguidores. Um maluco pode entender que deve eliminar no sentido físico”.

Irônico, Jungmann disse que cogita pedir “garantias de vida à Polícia Federal”. Insinuou que Lula mimetiza o estilo autocrático do venezuelano Hugo Chávez:

“Vou me declarar o primeiro perseguido político da era do chavismo lulista”, disse o deputado ao repórter.

Jungmann integra a chapa pernambucana de Jarbas Vasconcelos (PMDB). Ao lado de Marco Maciel (DEM), disputa uma cadeira no Senado.

No comício de sexta, acompanhado de Dilma Rousseff e aliados locais, Lula vergastou também Maciel. Disse ele é “senador desde o tempo do Império”.

Afirmou que, a despeito de ter sido vice-presidente de FHC, Maciel não fez nada por Pernambuco.

Embora avesso a contendas, Maciel viu-se compelido a responder. Evocando Joaquim Nabuco, o senador ‘demo’ disse que faz “política com ‘P’ grande”.

Afirmou que se guia por princípios “doutrinários”. Trazia nas mão uma lista de obras que ajudou a plantar no Estado. Enumerou-as.

Jarbas Vasconcelos, candidato a governador, também comentou os ataques de Lula. Chamou-o de “semideus”.

Acha que Lula quer “esmagar” a oposição. “Ele continua como uma figura extravagante, ferindo a lei”, declarou Jarbas.

“Ele se considera acima de tudo, da Constituição, da Justiça, do Tribunal de Contas, do Congresso. É um semideus. Então, acha que pode tudo”.

Na opinião de Jungmann, Lula deveria dispensar um mínimo de “respeito e civilidade à oposição”.

Afirma que “a discriminação é apenas o primeiro passo”. “Depois, virá perseguição política”.

Acomoda a disputa entre o tucano José Serra e a petista Dilma Rousseff em segundo plano.

“O país não vai optar apenas por um presidente. Vai decidir se haverá direitos e garantias para todos ou só para alguns, os amigos do rei e da rainha”.

blog Josias de Souza

Eleições 2010: PSDB e DEM são os melhores aliados do PT

Enquanto a fogueira das vaidades, e dos interesses pessoais, das oposições arde, Dilma Rousseff agradece aos pés fogueira junina, a existência de uma oposição pamonha. Para embolar a canjica, Rodrigo Maia, presidente do DEM, declara à Folha de S.Paulo: ” a eleição nos já perdemos. Não podemos perder é a dignidade”! Onde já se viu se perder o que não se tem?
Já o senador Álvaro Dias — uma das ‘vestais’ do PSDB — alimenta a fogueira:
” O DEM é um partido de mensaleiros”! Para não deixar de colocar lenha na ‘fogueira amiga’ o deputado Ronaldo Caiado completou

Será que ao PSDB o ganho de tempo na TV, em função da coligação com DEM, compensará a perda de identidade com o eleitor tucano?

O Editor


PSDB, DEM e o vice: quem se dispõe a assumir o lugar da razão?

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Costumo recorrer a Polônio, personagem de Hamlet, como símbolo de que a prudência e a moderação nem sempre são premiadas. Ele é mais lembrado pela famosa frase sobre os delírios do príncipe maluquete: “É loucura, mas tem método” — em versão que acabou quase se popularizando entre nós. Mas era também aquele, se pensarem bem, que atuava para evitar o banho de sangue.

Huuummm… O príncipe quis o banho de sangue, e a dinastia dos Hamlet foi para o vinagre. Não era um exímio político. Não mesmo! Eu espero, para o bem do processo político, que os Polônios, na crise que ora envolve a relação PSDB-DEM, tenham mais sorte, já que há, para continuar na metáfora, um monte de principezinhos ouvindo a voz de fantasmas. A peça deixa claro o que acontece quando se sai usando a espada para lá e para cá, enfiando no primeiro coitado que se move atrás da cortina tentando resolver a crise.

Eu realmente não creio que o DEM tenha motivos para gostar da condução do processo de escolha do vice, embora, na reta final, tenha havido um pouco mais de conversa do que se informa por aí. Foi um processo atrapalhado. Mas agora há um fato que está dado. O senador Álvaro Dias (PSDB) será o vice na chapa de Serra. E ao DEM resta verificar se leva a sua contrariedade ao extremo do rompimento, ignorando o que tem a perder e um passado de parceria com os tucanos que não lhe fez mal nenhum — muito pelo contrário — ou se faz política, admitindo que ela comporta reveses. O maior revés que pode lhe advir, diga-se, é a vitória da candidata do PT. Se o Democratas acha que isso já está dado, então, evidentemente, cessou o seu papel nessa disputa. Mas isso tem algumas implicações.

Quem vai ser o Polônio do DEM? Alguém se dispõe a tal tarefa, ou ficarão todos entre o ódio e a perplexidade, assistindo aos Hamlets a dar gritos de guerra no salão, dispostos a passar no fio da espada o primeiro vulto que se move? Eis uma boa questão.

Reitero: não há razões para o DEM gostar do encaminhamento dado. Este escriba mesmo — que não tem partido, mas, como Dilma, tem lado — já expressou até qual teria sido a sua escolha se escolhesse: o deputado José Carlos Aleluia (BA), depois que o nome da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) se tornou inviável porque decidiu se manter à frente da CNA. Não aconteceram nem uma coisa nem outra. É um dado da realidade. A questão agora é saber o que é principal e o que é secundário nesse jogo.

O deputado Rodrigo Maia, presidente do DEM, deu uma declaração ao Globo típica de quem está pronto para a guerra de extermínio, como se alguém lucrasse com ela — a não ser o PT, evidentemente: “A eleição nós já perdemos, não podemos perder é o caráter”. Isso ajuda? A frase não parece nem mesmo à altura da gravidade do momento. Se o presidente da legenda, que deve ser referência de temperança, atua assim, o que se espera? E ele acha que a derrota já está dada por quê? Só porque o DEM não terá o vice? Não posso crer — nem ele. E se, a seu juízo, já não há mais esperanças, a que se deve tanto esforço? É o melhor modo de fazer pressão?

Na Folha de hoje, lê-se:

Maia afirmou que o DEM fará convenção na quarta-feira aprovando a aliança com Serra, mas colocando como candidato a vice um filiado seu. “Vamos esperar ele indicar o nome do DEM. Se não indicar, vamos aprovar o nosso nome”, declarou.

Questionado sobre o possível imbróglio jurídico se os tucanos mantiverem o nome de Dias, foi sucinto: “Pergunte ao advogado do PSDB”.

É uma resposta com laivos de surrealismo ao que já era bastante confuso. O que Rodrigo Maia e os demais democratas precisam se perguntar é quem sai ganhando com tais arroubos. Ademais, como conciliar o que ele disse à Folha com o que disse ao Globo? Pode recorrer à Justiça só para ser sócio da derrota certa? Acho que não! Parece que o melhor seria ter um pouco mais da prudência de Polônio e um pouco menos de ímpeto de Hamlet, né? —- buscando uma solução que não seja trágica.

Rodrigo Maia e alguns outros radicais precisam descobrir o valor que a “reação proporcional” tem em política. E precisa pôr na balança o que a associação de seu partido com os tucanos rendeu até agora. E eu tendo a dizer que o resultado é bastante satisfatório. E se deve começar pelo óbvio.

Serra bancou Gilberto Kassab como candidato à Prefeitura de São Paulo em 2008, comprando uma briga feia com o seu próprio partido. Fez Guilherme Afif, atual vice na chapa de Geraldo Alckmin, seu secretário. E é evidente que a legenda ganhou um peso no estado e na cidade que jamais teria na marcha em que historicamente vinha. O upgrade foi dado por Serra. Fosse a personagem que alguns democratas querem pintar agora, teria deixado Kassab no sereno para não ter de administrar a confusão.

“Ah, ele não o fez por amor ao DEM, mas porque se tratava de defender a gestão que também era sua…” Claro, claro! Em política, idealistas sempre somos nós, e oportunistas, os outros. O que interessa é saber se o partido ganhou ou perdeu quando o então governador tomou aquela decisão. Estamos falando da maior cidade do país, de um orçamento maior do que o da maioria dos estados. E também de um provável cargo de vice-governador da maior unidade da federação. O DEM ganhou ou perdeu?

A aproximação nem é tão recente assim. Derrotado em 2002 — e o então PFL estava rompido com ele —, Serra assumiu a presidência do PSDB em 2003, e teve início um movimento de reaproximação entre os dois partidos, que resultou juntamente na indicação, no ano seguinte, de Kassab para vice na sua chapa à Prefeitura de São Paulo

Rodrigo Maia sabe que Serra atuou de forma importante para formar o palanque na Bahia, que tem o democrata Paulo Souto como candidato ao governo. Sabe também que, num dado momento, Geddel Vieira Lima (PMDB) se dispunha até a deixar o ministério em favor de composição com os tucanos no Estado. Mas o tucano apoiou a opção DEM. O presidenciável se movimentou também em Santa Catarina, onde o PMDB decidiu enfrentar a direção nacional do partido para apoiar a candidatura de um democrata.

Serra foi crucial para convencer o peemedebista dissidente Jarbas Vaconcelos a se candidatar ao governo de Pernambuco, o que é visto como essencial para que o senador Marco Maciel tente a reeleição. Rodrigo deveria se perguntar se a aliança com Fernando Gabeira (PV), no Rio, que dá um bom palanque à pretensão de Cesar Maia se eleger ao Senado, teve ou não o dedo de Serra, que também arrumou o palanque para DEM no Piauí, no Sergipe e no Rio Grande do Norte.

Isso tudo fica longe da imprensa porque, afinal, a exemplo de Rodrigo, boa parte do jornalismo também acha que a eleição já está decidida. O que vai acima é informação, não juízo de valor. O presidente do DEM certamente não está disposto a abrir mão dessas composições. Mesmo certo, diz, de que não haverá vitória, ele não se mostra disposto nem mesmo a abrir mão do apoio a Serra. Mas também não quer renunciar à guerra.

Querem que eu escreva de novo? Escrevo! Não acho que a condução tenha sido a mais hábil, e há motivos efetivos para a direção do Democratas estar descontente. Mas também há um limite para a contrariedade. E o limite é não atuar contra a sua própria causa porque, afinal, se considera alvo de uma deslealdade ou algo assim. Ademais, essa confusão não foi construída unilateralmente. A posição do partido de vetar qualquer nome tucano menos um — só aceitava Aécio Neves, que não aceita — é, por qualquer ângulo que se queira, heterodoxa. Sempre parece uma intromissão indevida não na aliança — o partido tem o direito de tentar indicar o vice —, mas no partido alheio.

Vão querer arrastar essa crise até quarta, levá-la além, como anuncia o presidente do Democratas, apelando à Justiça? E quem ganha com isso? Alguém pode se confortar: “Ah, a gente perde, mas eles também”. E aonde isso os leva? Há um ditado italiano sobre a tolice de arrancar os próprios olhos só porque o outro o desafiou a provar que é macho — o ditado se refere a outra parte da anatomia masculina; eu só o estou tornando mais “domingável”… Também não dá para imitar o gesto daquele esquadrão que foi demonstrar seu inconformismo com a injusta crucificação de Brian no filme A Vida de Brian, de Monty Python: eles protestaram praticando suicídio coletivo…

Rodrigo Maia acha que a derrota já está dada? Se acha mesmo, deve ceder o lugar àqueles que, no partido, não acham — se é que existem. Se não existirem, então é a hora de todos eles brincarem de outra coisa. Mas eu tendo a crer que isso é só retórica um tanto desastrada. O DEM tem, sim, do que reclamar. Mas também tem o que preservar. Que tal todo mundo decidir pensar só um pouquinho no reino da Dinamarca?

Até porque, caros democratas, não existe solução em que todos perdem. No Brasil, ultimamente, quando quase todos perdem, ganha o PT.

Respeitem os milhões de eleitores que reiteram sua intenção de votar na oposição e tratem de tentar ganhar a eleição.

blog Reinaldo Azevedo

Eleições 2010. Tasso Jereissati:”Vice? Nunquinha!”

Estranho. Muito estranho essa situação em que se encontra a vaga para vice na chapa de José Serra. Até agora um desfile de desistências, e desconvites, assombra a campanha tucana. Se o “mineiríssimo” Aécio Neves não quis embarcar na tucana nau, porque Tasso Jereissati o faria?

Estranho. Muito estranho! Por que ninguém quer o cargo? Afinal, na taba dos Tupiniquins, os vices na história do Brasil — Floriano Peixoto, Afonso Pena, Delfim Moreira, Fco. Alvares Bueno de Souza, Café Filho, João Goulart, Pedro Aleixo, Itamar Franco, José Sarney — terminaram por se tornar titulares.

Fica a impressão de que uma parte do tucanato não gosta do Serra e quer que ele naufrague. Pode-se pensar, também, que as cautelosas aves vislumbrem do alto do poleiro tempestades futuras que recomendam não alçarem voo.

O Editor


Tasso rejeita vice de Serra: ‘Sou candidato a senador’

Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse que não cogita comparecer às urnas de 2010 como candidato a vice na chapa do presidenciável tucano José Serra.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]
“Eu não penso nisso. Sou candidato a senador. Quero continuar trabalhando aqui no Ceará”, disse.
A declaração foi feita sexta-feira (28), no município cearense de Paracuru, distante 85 km da capital, Fortaleza.

O nome de Tasso fora mencionado como alternativa de vice pelo presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra, Sérgio Guerra (PE).

Ao rejeitar a idéia, Tasso mimetiza Aécio Neves. O grão-duque do tucanato mineiro também reafirmou, na quinta (27), que é candidato ao Senado, não a vice.

Conforme já noticiado aqui, a escolha do companheiro de chapa de Serra deve ser empurrada para o final do mês que vem.

Marcada para 12 de junho, a convenção nacional do PSDB deve aprovar apenas o nome de José Serra, sem definir o segundo da chapa.

Com a saída de Aécio do páreo, a cúpula do DEM voltou a reivindicar a vaga. E cogita esticar a negociação até 28 de junho, data de sua convenção.

Serra admitiu a hipótese de adiamento. Deu-se em Recife, no ato de lançamento da candidatura de Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao governo pernambucano.

Ao discursar, Serra disse que não há pior coisa para um presidente do que “vice que faz aporrinhação”.

Citou como modelo o ex-vice de Fernando Henrique Cardoso, o senador Marco Maciel (DEM-PE), presente à cerimônia de lançamento de Jarbas.

Secretário-geral do PSDB federal, o deputado Rodrigo de Castro (MG), também declarou que a convenção de 12 de junho não é data fatal para a escolha do vice.

“Dá pra segurar mais um tempo”, disse Rodrigo, que integra o grupo de Aécio.

Que dá para segurar, não há dúvida. A lei não impede.

Mas a delonga vai à crônica da sucessão como um problema, não como opção.

blog Josias de Souza

STF não aceita pedido de reabertura de ações contra Sarney

Após um embate da água contra o rochedo — caseiro Francenildo X Palocci. Aliás, Palocci teve direito a advogado de defesa para fazer sustentação oral na sessão do STF, e o caseiro teve negado esse direito. Como disse brilhantemente o Ministro Marco Aurélio “o caseiro era um cidadão desafortunado” —, agora quem escapa de mais uma é o “imexível” Sarney.

O editor

Decisão de Eros Grau é provisória; julgamento não tem data marcada.

Conselho de Ética arquivou todas as ações contra presidente do Senado.

O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (28) pedido para que as representações apresentadas por senadores da oposição contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), fossem levadas para análise no plenário da Casa Legislativa.

Ao analisar o mandado de segurança no qual sete senadores pedem que o STF determine a reabertura de representações arquivadas na semana passada, Eros Grau rejeitou o pedido em caráter liminar (provisório). O julgamento definitivo do caso ocorrerá em data ainda não definida.

O relator do processo é Joaquim Barbosa. Ele não analisou o pedido de liminar, porque está de licença médica. Assim, a ação acabou distribuída na tarde desta sexta para o gabinete de Eros Grau. O teor da decisão tomada na noite desta sexta ainda não foi divulgado pelo Supremo.

No mandado de segurança, os adversários de Sarney questionam a decisão da segunda vice-presidente do Senado, Serys Shlessarenko (PT-MT), de impedir que o recurso contra o arquivamento de cinco representações feitas por PSDB e PSOL chegasse ao plenário.

Na ocasião, Serys argumentou que a Mesa Diretora não poderia alterar decisão do Conselho de Ética. O recurso não trata das seis denúncias feitas pelos senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Cristovam Buarque (PDT-DF), também arquivadas.

O recurso foi assinado por José Nery (PSOL-PA), Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Jefferson Praia (PDT-AM), Kátia Abreu (DEM-TO), Pedro Simon (PMDB-RS), Renato Casagrande (PSB-ES) e Demóstenes Torres (DEM-GO).

Acusações

O recurso da quinta-feira contempla cinco representações. A primeira, do PSDB, trata da denúncia de que um neto de Sarney teria usado seu prestígio para intermediar convênios para a operação de crédito consignado com a Casa. Em nota, quando da divulgação da denúncia, o neto de Sarney negou favorecimento.

Outra representação dos tucanos diz respeito aos atos secretos. A ação acusa Sarney pela edição dos atos secretos e anexava gravações de conversas telefônicas que mostram Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, conversando com sua filha sobre a nomeação de um namorado. Em discurso em plenário, Sarney negou envolvimento com os atos e criticou a divulgação das gravações.

A última acusação feita pelo PSDB dizia respeito à Fundação José Sarney. Há suspeitas de que a Fundação possa ter fraudado um contrato de patrocínio de R$ 1,3 milhão com a Petrobras. A Fundação classifica as acusações de “levianas” e diz que a estatal fiscalizou o projeto.

A primeira das acusações do PSOL trata dos atos secretos em termos semelhantes à do PSDB. A representação culpava o presidente do Senado pelos atos não publicados e anexava posteriormente as gravações.

A outra representação do PSOL mandada ao arquivo reúnia alguns temas. O primeiro é o fato de Sarney ter ocultado de sua declaração de bens à Justiça eleitoral uma mansão de R$ 4 milhões. O presidente do Senado chegou a dizer que a não declaração foi um “equívoco” do contador, mas depois disse que o fato aconteceu por “esquecimento.”

Outra acusação constante da mesma representação era referente à Fundação José Sarney, em termos semelhantes aos da ação do PSDB.

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Diego Abreu – G1

Suécia: senadores brasileiros passeiam por conta do governo que fabrica os aviões SAAB pretendidos pela Força Aérea Brasileira

Enquanto o senado brasileiro desce às profundezas infernais do descrédito, suas (deles) ex-celências, senadores tucanos, esfriam a cabeça na gélida Estocolmo. Por mera conincidência, a Suécia é a fabricante de uma caça que disputa com outros aviões a preferência da Força Aérea Brasileira para renovação de aeronaves de defesa e interceptação.

Aviação Caça SAAB JAS-39 Gripen NGEste é o caça Saab Grippen JAS-39 pretendido pela Força Aérea Brasileira

Lobby sueco promove passeio de senadores

Os senadores tucanos Eduardo Azeredo (MG), Flexa Ribeiro (PA) e Sérgio Guerra (PE) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) flanam em Estocolmo, segundo eles “a convite do governo sueco”, para visitar a Saab, fabricante de aviões-caça, que o país tenta vender ao Brasil.

A viagem surpreendeu até mesmos os diplomatas brasileiros na Suécia. As assessorias de Azeredo e Ribeiro confirmam que tudo foi pago pela Suécia.

coluna Claudio Humberto

Sarney e os escândalos no Senado

Um novo escândalo no Senado
Editorial do O Estado de São Paulo

A democracia representativa está em crise no mundo inteiro. A nova sociedade da comunicação não apenas estimulou o surgimento e a expansão de forças sociais, como as ONGs, mas também as incentivou a concorrer com as instituições parlamentares na tomada de decisões de interesse comum. No bojo dessa competição, grupos econômicos, setores radicais da mídia e radicais corporativistas investem contra figuras públicas que encarnam o Congresso.

Atribuindo-lhes a responsabilidade por comportamentos impróprios que não tiveram, cometem a injustiça de responsabilizá-las por uma crise que, precisamente por isso, não é delas, mas da instituição legislativa que dirigem. A injustiça se torna extrema quando os injustiçados estão na política há 60 anos, durante os quais construíram uma biografia marcada pela coragem de romper com um regime autoritário e pela correção de uma vida austera, de família bem composta.

Foi assim, nesse tom, praticamente com essas palavras, que o senador José Sarney tentou explicar em discurso de meia hora a origem das denúncias que não cessam de recair sobre o Senado desde que ele assumiu o seu comando, há quatro meses – tudo para se inocentar pessoalmente de qualquer participação nos escândalos que derrubaram a níveis sem precedentes a imagem da Casa.

A incursão pretensiosa pela ciência política, a invocação esfarrapada da teoria conspiratória e a evocação grandiloquente do que seriam os melhores momentos da sua carreira de parlamentar mais antigo do País foram os recursos retóricos a que apelou no intento de convencer os brasileiros de que é um desrespeito visá-lo apenas porque, em surdina, empregou uma penca de parentes e agregados na Casa. (Esqueceu-se de mencionar o caso do “auxílio-moradia”.)

Ou, incomparavelmente mais importante do que isso, porque, no primeiro de seus três mandatos como presidente do Senado, ele nomeou diretor-geral o notório Agaciel Maia. Nos 14 anos em que ocupou o cargo, do qual se demitiu em março, quando se revelou que ocultara da Justiça ser dono de uma mansão de R$ 5 milhões, Agaciel foi o capo de uma organização subterrânea de produção de ilícitos em escala industrial, com a proliferação de privilégios e mordomias de toda ordem, o inchaço da estrutura burocrática e a manipulação irrefreada de verbas milionárias.

Quando ele enfim se foi, Sarney agradeceu-lhe os “relevantes serviços que prestou”. Salvo futuras descobertas, a apoteose da imoralidade na era Agaciel foram os atos administrativos secretos, como os que beneficiaram o clã Sarney, estimados em cerca de 500. No seu discurso, o senador afirmou textualmente: “Eu não sei o que é ato secreto.” “Ninguém pode alegar que não sabia”, sustenta Agaciel.

Nesse lodaçal, o novo escândalo é o pronunciamento de Sarney. Com uma desfaçatez chocante até para quem já se habituou a esperar tudo dos políticos que representam o que a atividade tem de mais condenável, ele quer que se acredite que não tinha o menor conhecimento, que dirá conivência, dos abusos que se cometeram sistematicamente nos últimos 15 anos na Casa, onde ninguém o supera em influência.

“Eu não vim para administrar, para saber, da despensa do Senado, o que havia lá”, disse, lavando as mãos. Ele quer que se acredite também que tomou por iniciativa própria – e não relutantemente, sob pressão da opinião pública – as medidas reparadoras de que se vangloria na atual gestão. E ele quer que se acredite, ao fim e ao cabo, que a sua biografia – na versão hagiológica do seu discurso – o torna inimputável: quem foi o que ele diz ter sido jamais poderia ter algo que ver com os fatos que enxovalham o Senado; por isso qualquer crítica que se lhe faça é uma ofensa, um ato de lesa-majestade.

Sarney só teve razão quando disse, com endereço certo, que “todos nós somos responsáveis”. A prova está nas acoelhadas reações dos seus pares à farsa que encenou. “Não se pode medir a justeza de uma vida pública em um detalhe ou outro”, agachou-se, por exemplo, o líder do DEM, José Agripino Maia.

Até os senadores Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos, tidos como defensores intransigentes da moral e dos bons costumes políticos, estão assistindo a essa vergonheira em obsequioso silêncio. O Senado está à altura de seu presidente.

Escândalos no Senado: cadê as vestais?

Brasil: da série “Acorda Brasil”!

Impressiona aos Tupiniquins a velocidade com a qual os ratos abandonam o navio. Todos os bucaneiros repetem a máxima do apedeuta e da corja petralha: “eu não sabia de nada”! O iracundo manauara Arthur Virgílio, não expõe a sua (dele) ofensiva verborréia para nominar de quadrilheiro nenhum dos seus (dele) pares. Queda-se, na omissão, ostentando aquela cara de frango congelado.

O editor

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Os senadores em fuga

A cada dia uma revelação indignante, em nenhum dia alguma reação digna.

Onde está o senador Pedro Simon, imagem da respeitabilidade parlamentar, admiração unânime do país, onde está? O que foi feito do senador Aloizio Mercadante, personagem de momentos relevantes em defesa da moralidade na política e no poder?

O senador Jarbas Vasconcelos, que por muito menos sacou da sua peixeira oral e falou por mais do que Pernambuco, acha agora que uma entrevistinha é bastante? E aqueles outros, por poucos que sejam, aos quais nenhuma possível crítica interrogou sobre sua decência, nada têm a fazer agora senão curvarem-se como espectadores encabulados?

É ininteligível: não há ninguém no Senado capaz da iniciativa de propor, digamos, uma corrente, uma frente de resistência à manobra, que progride depressa, que transforma todos os abusos, as improbidades, o peculato em meros deslizes administrativos?

Na certeza de que, assim reduzidos e lançados sobre dois ou três funcionários, esses feitos de desmoralização do Senado terão o resultado de sempre: nada.

Porque a demissão, se a tanto chegar, de quem vive em casa de milhões provenientes do Senado pode apenas impedir compras desnecessárias, com alguns novos milhões já desnecessários.

Mais desalentador do que o conjunto de desmandos constatados no Senado é a passividade diante de tudo.

Janio de Freitas – Folha de São Paulo