Futuro governo Temer na mira da Lava Jato

Investida do procurador-geral, que pediu investigação da cúpula do PMDB e de Aécio Neves, indica potencial da Lava Jato para atormentar partido, no momento que costura acordo com senador tucano.

Temer, Renan e Aécio em Brasília: delação do senador Delcídio Amaral começou a gerar primeiros efeitos legaisTemer, Renan e Aécio em Brasília: delação do senador Delcídio Amaral começou a gerar primeiros efeitos legais

Com a cúpula do PMDB e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) na mira, a nova investida do procurador-geral Rodrigo Janot parece indicar que a Lava Jato tem potencial para atormentar um futuro governo Michel Temer – de forma semelhante ao que ocorreu com a presidente Dilma Rousseff.

A delação premiada do senador Delcídio Amaral começou a gerar os primeiros efeitos legais e criou uma nova “lista de Janot”. Nos últimos dois dias, a Procuradoria-Geral da República enviou ao Supremo um pacote de pedidos de investigação que tem como base as acusações do ex-petista.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Os pedidos afetam tanto Dilma e o ex-presidente Lula quanto figuras da oposição, como Aécio e políticos do PMDB cotados para postos em um eventual governo Temer.

Quatro nomes do partido no Senado foram incluídos no pacote: Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA), Waldir Raupp (RO) e Romero Jucá (RR) – o último é um homem forte de Temer e está sendo considerado para assumir o Ministério do Planejamento.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), outro aliado de Temer, também apareceu mais uma vez entre os investigados.

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Já Aécio é o principal nome do PSDB que tem atuado como fiador da participação do seu partido no governo do vice.

O pedido de investigação contra o senador é o primeiro no âmbito da Lava Jato.

Horas depois da divulgação do pedido contra o Senador, o PSDB se reuniu para discutir a aprovação de uma lista de 15 medidas a ser entregue a Temer para condicionar a adesão.

Entre elas está um pedido para que o governo Temer conceda “apoio irrestrito ao combate à corrupção” e à Lava Jato.

Em sua delação, Delcídio acusou Aécio de ser um dos políticos beneficiados em um esquema de corrupção em Furnas, semelhante ao que funcionava na Petrobras.

A imagem de Aécio tem sofrido desgaste desde o fim do ano passado, quando começaram a ser divulgadas acusações contra ele. Isso tem se refletido no seu potencial eleitoral. Em dezembro, pesquisa Datafolha apontava que ele tinha 27% das intenções de voto para presidente. Na última, divulgada em abril, ele caiu para 17%.

No mesmo dia em que divulgou os pedidos, Janot também defendeu junto ao STF uma investigação aprofundada da superplanilha da Odebrecht, em que constam os nomes de mais de 200 políticos de 24 siglas ao lado de valores – entre eles estão nomes do PMDB e de siglas médias, que também negociam uma adesão ao eventual governo do vice.

Em um documento de 101 páginas, Janot disse que a lista está “relacionada a dezenas de políticos que, supostamente, teriam recebido propina da Odebrecht, ao longo de tempo não determinado”.

Por enquanto, Michel Temer tem sido poupado pessoalmente nos pedidos, embora seu nome também tenha sido citado por Delcídio na delação. Nesta terça-feira, o jornal O Globo informou que o procurador avaliou que não havia elementos suficientes na delação para sustentar um pedido específico de investigação contra o vice.

Dilma e Lula

Já Lula e Dilma foram incluídos em uma segunda leva de pedidos, divulgada nesta terça-feira (03/05) pela imprensa brasileira.

A nova leva também inclui o ministro da Educação, Aloysio Mercadante e Marcelo Navarro, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A abertura dos pedidos ainda depende de autorização do relator da Lava Jato, o ministro Teori Zavascki. Oficialmente, a PGR não confirma nem nega a existência dos pedidos, já que eles foram classificados como ocultos.

No caso de Dilma, segundo informa o jornal Folha de S.Paulo, pesa a acusação de Delcídio de que ela nomeou Navarro para o tribunal com a intenção de livrar da prisão empreiteiros presos na Lava Jato.

Os procuradores também suspeitam que Dilma tenha convidado Lula para assumir a pasta da Casa Civil com o objetivo de blindá-lo (com foro privilegiado, ele estaria fora da alçada do juiz Sérgio Moro), o que pode caracterizar tanto obstrução como desvio de finalidade.

Contra Lula também pesa a suspeita que sua nomeação tinha como objetivo obstruir o trabalho da Justiça.

O caso de Mercadante também está relacionado a Delcídio. A PGR suspeita que teria agido para tentar evitar a delação do senador com ofertas de ajuda financeira e atuação junto ao Supremo.

Outros dois petistas, o ministro Edinho Silva (Comunicação Social) e o deputado federal Marco Maia (RS), foram incluídos no pacote de investigações divulgado na segunda-feira.

Sob FHC, também houve ‘corrupção organizada’

Em depoimento à força-tarefa da Lava Jato, o petrodelator Nestor Cerveró disse que Delcídio Amaral recebeu propinas de US$ 10 milhões quando era diretor de Óleo e Gás da Petrobras, no governo FHC. 

Incomodado, Fernando Henrique Cardoso subiu no caixote do Facebook para gritar: “Se houve algo durante o meu governo, foi conduta imprópria do Delcídio, não corrupção organizada, como agora.”

Hummm… Não é bem assim.

Os fatos demonstram que o petismo realmente exagerou. Enxergou o poder como um favo de mel. Enfiou os dedos. Lambeu-os com gosto. Por algum tempo, desfrutou de todas as dádivas do mundo. Hoje, foge das abelhas.

Mas FHC sabe que a corrupção no seu governo não foi ocasionada pela conduta imprópria de personagens obscuros. Apenas para refrescar a memória do ex-presidente tucano, cabe citar o caso Sudam.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Sob FHC, quem dava as cartas na Sudam era Jader Barbalho (PMDB-PA), hoje um aliado do petismo. No auge do escândalo, que terminou com a cassação do mandato do personagem, Jader contratou a consultoria Boucinhas & Campos para provar que seu patrimônio pessoal não era de R$ 30 milhões, como se noticiava.

Tinha razão. A Receita Federal descobriria depois que essa cifra correspondia apenas à multa devida por Jader.

O patrimônio era maior.

À Receita, Jader alegou que sua prosperidade resultava sobretudo do suposto êxito que obtevera como agronegociante. Para o fisco, o sucesso estava escorado em informações falsas. Minuciosos, os auditores chegaram a bater à porta de supostos compradores de gado da Fazenda Rio Branco, de Jader.

Entre as imposturas corroboradas pelo Fisco estava a hipotética compra, em 1998, de uma fazenda no Pará.

Pertencia a José Osmar Borges, a quem Jader teria pago R$ 600 mil, em três parcelas. Os auditores não encontraram vestígio do trânsito do dinheiro. Ou seja, Jader teria recebido a propriedade de presente. O mimo media 6 mil hectares.

Dono de três CPFs, controlador de seis empresas, Osmar Borges foi acusado de desviar mais de R$ 100 milhões em incentivos fiscais da Sudam.

Boa parte liberada por afilhados de Jader, que FHC acomodora barbalhamente nos fundões da administração tucana.

Se a memória lhe falhar, FHC pode tocar o telefone para o governador do Mato Grosso, Pedro Taques.

Recém-filiado ao PSDB, Taques era, na época da gestão tucana, procurador da República.

Ajudou a varejar a Sudam. Jader, por Barbalho, chegou a ser algemado e preso. Passou poucas horas na cadeia. Eram tempos pré-Sérgio Moro.

Até por isso, a corrupção organizou-se.
Blog Josias de Souza

Barbalho e Renan Calheiros a serviço de Delcídio Amaral

A amoraliodade de políticos é tão deprimente e patética, que a gangue do Delcídio Amoral discutiu como desativar a tornozeleira do Cerveró.

Delcídio Amaral,Corrupção,Políticos,Lava Jato,Petrolão,Cerveró,Blog do Mesquita

O que soou maís grave foi a tentativa de acordo no sentido de usar o Supremo para beneficiar Cerveró. Isso demonstra como estão apodrecidas as instituições da República.

Se observarmos direito, veremos que quem defendeu com mais veemência o relaxamento da prisão do líder do governo, Delcídio Amaral, decretada pelo Supremo, foram justamente aqueles senhores – senadores – que estão enrolados juntos com Delcídio naquela propina de R$ 6 milhões, quais sejam, Jader Barbalho e Renan Calheiros, este último, como presidente da Casa, normalmente deixa o debate por conta dos demais, mas, desta vez, como está enrolado no mesmo pacote, cuidou de antecipar-se na defesa.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A naturalidade com que fala em procurar os ministros do STF, centrar fogo no STF, Levar o Zelada, amigo do Michel, para encontro com ministro do Supremo… a coisa é grande. Muitíssimo maior do que supúnhamos.

O ladravaz se esqueceu que ninguém está acima da Lei; nem o mais humilde dos Cidadãos, nem o presidente e nem o senador da República. Aprendam isso, Brasil! Não pode existir prerrogativa que propicie instabilidade nas Instituições. O caso é de um senador da república que tramava contra o Poder Judiciário, planejando a fuga de um investigado. É isso. E mandato nenhum pode legitimar esse tipo de prática.

O Lula disse que o Delcídio “cometeu uma imbecilidade”.
O Lula está enganado. Delcídio não cometeu uma imbecilidade, mas um crime. Vários crimes. Idiotice mesmo é a tentativa do PT de se desvencilhar do companheiro ao mesmo tempo que convive com a turma da Papuda, condenada em última instância.

André Esteves, Eike Batista, Marcelo Odebretch e outros tais, são exemplos maiores da evolução da poliburguesia desenvolvida à sombra dos governos do Brasil pós golpe militar.

Esses “seguidores” de Gramsci – duvi-dê-ó-dó que algum desses pícaros amorais tenham lido sequer a orelha da obra “O Moderno Príncipe” – onde Gramsci defende “o partido único que não deveria mais impor-se pela força e sim pelo dinheiro, pelo capital. Tanto o estatal como o paraestatal, este operado por empresários gananciosos, inescrupulosos e dispostos às mais lúgubres negociatas para ampliar suas já sombrias fortunas e, sobretudo, para enriquecer a burguesia estatal.”

Essas jovens aves de rapina do capitalismo do compadrio estão sendo derrubadas do poleiro.

O Congresso Nacional é um esgoto social do qual ninguém escapa. Uns admitem nele habitar, outros negam sua existência, mas todos vivem em seus porões…

Triste fim do Delcídio Amoral: Sem amigos, sem banqueiro e daqui a pouco caminhando rumo a Curitiba.
Fim de linha!

Senado Federal: suplências e as ilhas do tesouro

Caráter Senadores Blog do MesquitaCoisas do Brasil. Acredite; dos 81 senadores, em outubro/2012, 19 era o número de suplentes que assumiram o cargo, em definitivo ou temporariamente.

O Congresso Nacional é corrupto. É uma “cloaca”. Uma confraria de ação entre amigos, que só pune alguém quando não cabe mais sujeira sob o tapete.

Nos azulados tapetes a Constituição de 88 é diariamente violentada, servido de imoral balcão de negócios.

Sarneys, Barbalhos e Renans se revezam no caixa.
José Mesquita – Editor


O negócio das suplências e das ilhas dos tesouros
Alberto Dines/Observatório da Imprensa

O peixe de maior tamanho enroscado na Operação Porto Seguro é um “senador” que jamais teve um voto e, no entanto, ocupou por três vezes um assento em nossa Câmara Alta.

Este mago da política chama-se Gilberto Miranda: começou como massagista do então presidente-ditador João Figueiredo, foi sócio nos negócios de Orestes Quércia, é amigo de Paulo Maluf, era próximo de Celso Pitta, seu padrinho de casamento é José Sarney e, além disso, esteve envolvido diretamente em escândalos de altíssimo quilate como o Caso Sivam e o Dossiê Cayman.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O “senador” Gilberto Miranda agora mudou de ramo: tornou-se expert em Ilhas do Tesouro. Tem duas, a poucos quilômetros de distância uma da outra, no litoral de S. Paulo.

Na ilha das Cabras, propriedade da União, perto de Ilhabela, construiu um paradisíaco resort privado com heliporto e outras facilidades para entreter amigos e sócios.

Insatisfeito, o novo Robinson Crusoe apossou-se da Ilha dos Bagres, no porto de Santos, onde pretendia construir um complexo portuário para o qual obteve um financiamento de dois bilhões de reais graças às relações com José Weber Holanda, ex-advogado-geral-adjunto da União, agora indiciado pela Polícia Federal.

O negócio de Ilhas do Tesouro resolve-se pela via judicial com relativa facilidade. Mas o negócio das suplências, uma das maiores aberrações da Carta Magna de 1988, só se resolve com uma Emenda Constitucional.

Gilberto Miranda Batista — Mirandinha para os íntimos – embora paulista sempre fascinou-se com as riquezas do Amazonas: pagou dois milhões em 1987 para obter a suplência de Carlos Alberto Di Carli o que lhe permitiu freqüentar o Senado durante seis meses e lustrou a sua folha-corrida com o título de Senador.

Em 1990 negociou uma suplência com Amazonino Mendes: pagou quatro milhões que lhe garantiram seis anos no Senado da República. Em 1998 pagou outros cinco milhões ao xará, Gilberto Mestrinho por uma segunda suplência e, em seguida, uma vilegiatura de outros seis anos no Senado. Uma pechincha.

Zona Franca

No período em que representou o Estado do Amazonas o empreendedor Gilberto Miranda desenvolveu outro negócio: a liberação de projetos de financiamento na Zona Franca de Manaus. Bateu um recorde: emplacou 250.

No modelo presidencialista e bicameral dos EUA inexiste a figura do suplente de senador. É ilegítima.

O representante de um estado da Federação precisa ser eleito pelo voto direto.

O parlamentar que se afasta, morre ou é impedido pelos pares, será substituído por outro, eleito nominalmente no pleito seguinte.

O negócio de suplências no Senado é indecente, feudal e antidemocrático.

Já produziu situações altamente vexatórias com aquela protagonizada pelo ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, então suplente do senador Saturnino Braga (PDT-Rio) que exigiu o afastamento de um brilhante parlamentar por conta de um execrável “acordo político” que lesou o eleitor, o partido e o próprio sistema eleitoral.

A Operação Porto Seguro foi iniciada pela Polícia Federal, as primeiras punições partiram do Executivo, os indiciados serão levados ao Judiciário.

O Legislativo — por enquanto ileso — poderia participar do saneamento com uma PEC que acabaria com o rendoso negócio das suplências. E das ilhas dos tesouros.

As mentiras do senador

O “doutor”, que o seu bom amigo “professor” ambicionava até vê-lo um dia de toga, como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), foi levado a descer aos infernos de seu ofício, a uma distância intransponível das alturas que se imaginava capaz de escalar.

“Doutor” era o tratamento que o senador goiano Demóstenes Torres recebia do batoteiro Carlinhos Cachoeira, a quem se dirigia como “professor” em algumas passagens dos 298 telefonemas trocados entre eles de fevereiro a agosto do ano passado e interceptados pela Polícia Federal.

Na quinta-feira, iniciando uma partida a uma sequência de procedimentos que em pouco mais de 60 dias devem culminar com a cassação de Demóstenes, o senador Humberto Costa, do PT pernambucano, relator no Conselho de Ética do pedido de ação disciplinar apresentado pelo PSOL, aprovou a abertura do processo por quebra do decoro contra o parlamentar que há um mês se desfiliou do DEM para não ser expulso do partido. O Senado cassou até hoje um único dos seus – o representante do Distrito Federal Luiz Estevão, punido em 2000 pelo desvio de R$ 169 milhões da obra da nova sede da Justiça do Trabalho em São Paulo.

Passados sete anos, a Casa preservou o mandato do alagoano Renan Calheiros, embora tivesse sido provado que uma empreiteira pagava por ele uma pensão alimentícia. Nem os dois nem quaisquer de seus pares que, antes do advento da Lei da Ficha Limpa, puderam conservar os direitos políticos renunciando ao mandato para não serem cassados, como o baiano Antonio Carlos Magalhães e o paraense Jader Barbalho, tinham, no entanto, um perfil que se parecesse, ainda que remotamente, com a imagem imaculada que o procurador e ex-secretário de Segurança de Goiás soube confeccionar para si nos seus dois mandatos de senador.

Por mais que os políticos tivessem habituado o público a esperar revelações desabonadoras a seu respeito, ao cair a máscara de Demóstenes a sensação de todos quantos aplaudiam as suas cobranças pela moralização do governo federal foi a de terem sido lesados.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

No vértice do triângulo goiano formado por Cachoeira, membros da equipe do governador Marconi Perillo (se não ele próprio) e o diretor regional da construtora Delta, Cláudio Abreu (com a anuência, ou não, do dono Fernando Cavendish), Demóstenes rotineiramente traficava influência nos Três Poderes em favor do bicheiro e da empreiteira da qual foi acusado de ser “sócio oculto” pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Além de presentes úteis (uma cozinha, um rádio-celular antigrampo) ou desfrutáveis (um lote de cinco garrafas do vinho “Cheval Blanc” 1947, por cerca de US$ 2,8 mil a unidade), ele recebeu de Cachoeira, segundo o Ministério Público, R$ 3,1 milhões. No Conselho de Ética, o relator Humberto Costa guardou-se, porém, de citar as gravações da Polícia Federal que serviram de base para Gurgel pedir ao STF que investigasse o senador. Fez bem. A defesa de Demóstenes quer que a Corte declare nulas as escutas, porque elas teriam infringido o seu direito ao foro privilegiado – a iniciativa teria de partir do Tribunal. Se este acolher a ação, o processo no Senado poderia perder o fundamento.

Em vez disso, Costa invocou palavras e atos de Demóstenes para sustentar a tese de que, em discurso no dia 6 de março, ele mentiu ao se dizer contrário à legalização do jogo de azar no País e ao afirmar que mantinha apenas “relações sociais” com Cachoeira, desconhecendo as suas atividades de “contravenção”. Em 2003, defendeu da tribuna a legalização da tavolagem. E pelo menos desde a CPI dos Bingos, em 2006, o ilícito ganha-pão de Cachoeira ficou caracterizado. As comprovadas inverdades de Demóstenes configuram atentado ao decoro; o mesmo vale para a obtenção de “vantagem indevida”. Uma coisa e outra são passíveis de cassação de mandato e perda de direitos políticos por 15 anos.

Para que o plenário do Senado se sinta encorajado a endossar a provável decisão do Conselho de Ética nesse sentido, é de desejar também que antes do dia D entre na pauta da Casa e seja aprovado o projeto que acaba com o voto secreto em casos de cassação. A proposta dorme há dois anos.
O Estado de S. Paulo

Tópicos do dia – 21/12/2011

08:18:57
Presentão de ano novo. Jader Barbalho de novo!
Jarder “Barbaridade ” Barbalho tomará (verbo bem contextualizado) posse como senador no próximo dia 28 de dezembro.
Excelente “presente” que o STF dá à moralidade brasileira.

09:26:45
STJ nega indenização para ex-fumante
A ex-fumante Maria da Silva entrou na justiça contra a fábrica de cigarros Souza Cruz alegando que seu hábito de fumar causou danos a sua saúde.
O Superior Tribunal de Justiça negou, por unanimidade, o pedido de indenização acatado na 1ª e 2ª instâncias, que haviam estipulado uma indenização superior a R$ 1 milhão para Maria.
O STJ, porém, já havia avaliado o mérito de oito ações dessa natureza, todos pela rejeição das pretensões indenizatórias dos fumantes, ex-fumantes ou seus familiares.
Os ministros, que acolheram todos esses recursos contra a Souza Cruz, entenderam que o cigarro é um produto de periculosidade inerente, cujo consumo se dá por decisão exclusiva do consumidor.
Segundo os julgamentos, a publicidade de cigarros não interfere no livre arbítrio dos consumidores.
Informações do Conjur

11:16:26
“Um país se faz com homens e livros” – Monteiro Lobato
Dona Dilma, salve!, vai lançar em janeiro, o Programa do Livro Popular.
A Biblioteca Nacional já trabalha no projeto.
Até a semana passada, já havia catalogado no programa cerca de 4.700 livros com preços até R$ 10.
Sexta, em audiência pública com editoras, livrarias e distribuidoras, apresentou os editais.


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Senado e STF: toma lá dá cá

O Supremo Tribunal Federal aplicou a lei, ou melhor, considerou que a lei da Ficha Limpa não poderia ter sido aplicada nas eleições do ano passado.

Com isso, como já tinha feito na Paraíba, no Espírito Santo e no Amapá, desconsiderou as impugnações feitas pelos tribunais eleitorais estaduais contra a diplomação de três senadores eleitos.

Agora foi a vez de Jader Barbalho, mas com uma complicação: cinco ministros da mais alta corte nacional de justiça entenderam que o ex-presidente do Senado não tinha direito ao benefício.

Como outros cinco posicionaram-se do lado oposto, coube ao presidente do Supremo, César Peluzzo, desempatar, votando duas vezes, conforme o regimento.

Esse é o resumo jurídico do caso, mas, nos bastidores, verificou-se delicado embate político.

Porque estavam explosivas as relações entre o Supremo e o Senado.

A disposição dos senadores era de não aprovar a indicação da décima-primeira ministra, Rosa Weber, enquanto o Supremo não abrisse caminho para a posse de Jader Barbalho.

Só que a recíproca era verdadeira: o Supremo só liberaria as condições para o senador voltar à casa se o Senado aprovasse, antes, o nome da nova ministra.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Parecia coisa do Joãozinho e do Juquinha brigando pelas goiabas do quintal.

No fim, prevaleceu o bom senso, com os senadores recuando e aprovando Rosa Weber, mesmo depois do susto passado nela, de seis horas e meia de inquirições que nem Rui Barbosa responderia.

Em contrapartida, menos de uma semana depois o Supremo abriu caminho para o retorno de Jader Barbalho, até instruindo os senadores para a elaboração de um novo recurso.

Até novas seqüelas e querelas, parece tudo resolvido, registrando-se até um esforço, lá e cá, para que ainda este ano realizem-se as duas posses.

Se não for possível, logo depois dos recessos estarão ocupando suas cadeiras o senador e a ministra.

O próximo embate parece que não haverá, dada a tendência do Supremo de considerar a lei da Ficha Limpa válida para as eleições do ano que vem.

Ficará, porém, a dúvida: válida desde sua sanção ou podendo retroagir e alcançando ex-senadores que renunciaram a seus mandatos para não ser cassados, como Joaquim Roriz?

Por Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

Tópicos do dia – 15/12/2011

08:27:21
Barbalho é “ficha limpa? Barbaridade!
Justiça autoriza posse do notório Jader Barbalho.
Continuo entoando o meu mantra:
“No Brasil o fundo do poço é somente um estágio”!

08:50:16
A Privataria Tucana
Manual de justificativas pra velha mídia alegar por que deixou passar em branco o livro do Amaury Jr.:
1. Pensei que era tudo legal, por isso não demos naquele momento.
2. Faltou tempo.
3. Faltou espaço.
4. Faltou vergonha.

08:57:36
Errado são os outros!
A Folha de São Paulo sugere que enriquecimento de amigos e parentes, o livro “A Privataria Tucana”, traz mais de 141 documentos oficiais, não tem nada a ver com o ex-governador José Serra, uma atitude incomum no jornal conhecido pelas ilações em torno de relações de parentesco. Um exemplo foram as acusações publicadas no jornal, há alguns meses, de que a esposa do ex-ministro dos Esportes, Orlando Silva, tinha se beneficiado de patrocínio da Petrobras, por influência do marido, fato nunca provado.

12:04:53
CPI da Privataria Tucana
A base governista ameaça pagar na mesma moeda as acusações da oposição e aprovar CPI sobre denúncias do livro “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr., contra figurões tucanos como FHC e José Serra.
Contra-ataque
O requerimento de criação da CPI da Privataria Tucana, formulado pelo delegado Protógenes Queiroz (PCdoB), já tem adesão de mais de cem deputados. O novo líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE), tenta desqualificar: “Protógenes precisa esclarecer as acusações sobre ele”.
Contra a maré
Álvaro Dias (PR), líder tucano no Senado, garante que assina embaixo da CPI da Privataria Tucana. Em 2002, o senador chegou a ser expulso do PSDB após apoiar a CPI da Corrupção, durante o governo FHC.
coluna Claudio Humberto


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Tópicos do dia – 30/11/2011

07:45:56
Dilma Rousseff e John Adams
“Nesse perfil de Dilma na “The New Yorker” (são páginas e páginas da revista), a presidente fala de sua admiração pelos “pais fundadores” da nação americana. Diz que sente inveja de gente como John Adams (veja aqui acima), filósofo e político que foi o segundo presidente dos EUA, não necessariamente pela contribuição das ideias dele para a liberdade política, mas pelo que disse do papel da educação.”
Adams não conseguiu se reeleger. Mas aí é outra história.
O Globo/Ancelmo Gois

07:46:00
FHC: ‘Mais fácil falar do futuro do euro que do PSDB’
Fernando Henrique Cardoso aterrissou em Buenos Aires. A soldo do Deutsche Bank, fará uma palestra nesta quarta (30). Falará sobre a Amércia Latina e a crise.
Ao chegar, respondeu a meia dúzia de perguntas dos repórteres. Perguntaram-lhe sobre o PSDB e as eleições municipais de São Paulo.
O PSDB, como de hábito, está dividido. Se o partido fosse um tango argentino, decerto se chamaria Receso en el alma.
Em São Paulo, o tucanato oscila entre quatro pré-candidatos já lançados e o Serra. Que, se pudesse, entregaria a legenda ao Afif, do PSD de Kassab.
Conhecido pela capacidade de fazer troça dos amigos, FHC respondeu às indagações sobre o futuro do PSDB vinculando a agremiação ao miolo de sua palestra:
“É mais fácil falar sobre o futuro do euro do que falar sobre o futuro do PSDB. […] A política é imprevisível e ainda falta muito tempo para as eleições.”
É, faz sentido. Que siga o tango paulistano! O PT está adorando o ritmo.
Josias de Souza

08:43:53
Câmara gasta R$ 12 mi com novos micros e tablets
Sob o argumento de que é preciso economizar papel, a Câmara dos Deputados irá instalar 800 computadores fixos nas bancadas de seus 16 plenários, além de adquirir 4.000 micros para renovar o estoque dos gabinetes e das dependências da Casa.
Ao custo de R$ 12,2 milhões, a medida será tomada apesar de cada um dos 513 deputados já possuir quatro computadores de mesa nos gabinetes, além de um laptop com acesso à rede sem fio da Câmara.
Os parlamentares, que normalmente são vistos com aparelhos próprios de última geração, também deverão ganhar tablets para uso no plenário principal.
Maria Clara Cabral/Folha de S.Paulo

08:46:01
Gasto com juros da dívida federal construiria 4 milhões de casas
As despesas do governo com o pagamento de juros da dívida federal já somam R$ 217 bilhões este ano, quantia suficiente para a construção de 332 novos aeroportos, ou 3,7 milhões de casas populares.
Wagner Gomes/O Globo

08:53:18
Barbaridade. Jáder Barbalho está de volta!!!
PMDB ganha mais um grande reforço no Senado: Jader Barbalho, um parlamentar verdadeiramente de ficha suja. Com a posse do senador João Capiberibe (PSB-AP), a bancada do PMDB, maior partido do Senado, cai para 17 senadores. Mas logo voltará a ter 18, com a volta de Jader Barbalho, beneficiado pela prorrogação da entrada em vigência da Lei da Ficha Limpa, graças ao voto de desempate do ministro Luiz Fux no Supremo Tribunal Federal, é bom não esquecer.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

09:03:47
Rodízio de Ministros
Nem só Dona Dilma troca de ministro como jogador de clube.
Fernando Henrique Cardoso, o FHC, em 96 meses de governo teve 95 ministros.

13:15:29
Brasil: da série “só doi quando eu rio”!
Motorista é multado por dirigir Fiat Uno sem usar capacete em Fortaleza.
–>> leia Aqui Jornal o Povo


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Tópicos do dia – 09/11/2011

12:12:25
Daqui não saiu, daqui ninguém me tira…
Declaração do “pretenso imegível” Ministro Carlos Lupi.
Eu duvido que ela me tire, pela confiança que ela me tem. Eu acho pouco provável!
Só faltou dizer que está prestigiado.

12:20:06
Brasil: da série “o tamanho do buraco”.
O sr. Magno de Carvalho, há décadas dirigente do sindicato dos trabalhadores da USP, é um dos líderes da invasão de estudantes, revolucionários de boutique, à reitoria da USP. Cesare Battisti, sim ele mesmo, é na casa do sr. Magno que se hospeda quando está em São Paulo.
Então basta ligar os pontos. Né não?

14:16:11
STF caso de Jader Barbalho e aplicação da Lei da Ficha Limpa
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa, neste momento, um recurso de Jader Barbalho, candidato ao Senado pelo Estado do Pará em 2010 que teve seu registro indeferido pela Justiça Eleitoral com base na Lei Complementar (LC) 135/2010, a chamada Lei da Ficha Limpa. O ministro Joaquim Barbosa é o relator.
Em outubro de 2010, o julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 631102, ajuizado por Barbalho contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que confirmou o indeferimento de seu registro, acabou empatado em cinco a cinco, e os ministros do Supremo decidiram, então, manter a decisão do TSE. Na ocasião, a Corte contava apenas com dez ministros, devido à aposentadoria do ministro Eros Grau.
Com a chegada do ministro Luiz Fux, que sucedeu o ministro Eros Grau, a Corte julgou o RE 633703 e decidiu, por maioria de votos, que a chamada Lei da Ficha Limpa não deveria ser aplicada às eleições de 2010. Diante desse novo entendimento, Jader Barbalho recorreu da decisão no seu caso, já julgado pelo Pleno. Ele quer que seja aplicado o entendimento de que a LC 135/2010 não se aplica ao pleito do ano passado.
De acordo com informações constantes no site do TSE, Jader Barbalho teve votos suficientes para ocupar uma das cadeiras no Senado destinadas ao Pará.

17:45:56
Empate suspende julgamento do caso Jader Barbalho

Após empate em cinco a cinco, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu suspender o julgamento do recurso (Embargos de Declaração) de Jader Barbalho, candidato ao Senado pelo Estado do Pará nas eleições de 2010 que teve seu registro indeferido pela Justiça Eleitoral com base na Lei Complementar (LC) 135/2010, a chamada Lei da Ficha Limpa. Os ministros decidiram aguardar a posse da nova ministra indicada pela presidente Dilma Rousseff para concluir o julgamento.

O relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, votou no sentido de não alterar a decisão da Corte que, em outubro de 2010, após empate na votação do julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 631102, ajuizado por Jader, decidiu manter o indeferimento do registro do candidato. Para ele, o caso estaria precluso (encerrado). O relator foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Ayres Britto.

Já o ministro Dias Toffoli votou no sentido de acolher os embargos e deferir o registro do candidato, com base no entendimento de que a Lei da Ficha Limpa não surtiu efeito no pleito de 2010. Ele foi acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso.

Entenda o caso

Em outubro de 2010, o julgamento do RE 631102, ajuizado por Barbalho contra a decisão do TSE que confirmou o indeferimento de seu registro, acabou empatado, e os ministros do Supremo decidiram, então, manter a decisão da corte eleitoral. Na ocasião, o STF contava apenas com dez ministros, devido à aposentadoria do ministro Eros Grau.

Com a chegada do ministro Luiz Fux, que sucedeu o ministro Eros Grau, a Corte julgou o RE 633703 em março de 2011, e decidiu, por maioria de votos, que a chamada Lei da Ficha Limpa não deveria ser aplicada às eleições de 2010. Diante do fato novo, Jader Barbalho recorreu da decisão no seu caso, já julgado pelo Pleno. Ele pedia que fosse aplicado o entendimento de que a LC 135/2010 não teve efeitos no pleito do ano passado.

17:56:44
Revista Caras e salões de beleza.
“Sociologia da Celebridade no Brasil”, é o tema da tese de doutorado da jornalista Fabiana Moraes, na Universidade Federal de Pernambuco.
A jornalista analisa as relações cheias de nuances entre a revista Caras – segundo alguns, a revista mais lida pelos analfabetos no Brasil – e as frequentadoras dos salões de beleza, que representam segundo a pesquisadora, um universo de 75% do público leitor da revista.

Ps. A tese foi aprovada com louvor.

18:29:35
Hilário e imperdível
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