Tião Viana Governador do Acre Processa Secretaria de Justiça de S.Paul

Fábio Pozzebom/ABr

O governador petista do Acre, Tião Viana, protocolou nesta segunda-fiera (28) uma ação judicial contra Eloisa de Souza Arruda, secretária de Justiça e Defesa da Cidadania.

cusou-a da prática dos crimes de “injúria” e “difamação”.

Reivindica uma indenização por “danos morais”. Seus advogados atribuíram à causa o valor de R$ 40 mil.

O pano de fundo da discórdia é a crise que opõe São Paulo ao Acre por conta do envio de imigrantes haitianos para a capital paulista. Incomodada com o aumento do fluxo de refugiados, Eloisa chamou Viana de “irresponsável”. Ao saber que o governo acriano banca as viagens, ela comparou o governador a um “coiote”.

“A vontade de injuriar é manifesta”, anota a petição do governador do Acre, subscrita pelos advogados Odilardo José Brito Marques e Gomercindo Clovis Garcia Rodrigues. A dupla sustenta que a secretária de Alckmin não estava interessada na “solução do problema”, mas em “atingir a honra pessoal” de Viana.

Os advogados classificam a manifestação de Eloisa Arruda de “virulenta”. Anotam que ela revelou um “insuperável escárnio e desprezível atitude” ao atacar “a dignidade e o decoro” do governador. Acrescentam que “as críticas e as ofensas da chegaram a limites intoleráveis e inaceitáveis.”

A petição tem 16 folhas. As cinco primeiras páginas foram dedicadas à descrição dos fatos, segundo a ótica do governador. De saída, os advogados realçam que “o Estado do Acre, economicamente, é um dos mais pobres da federação”. Informam que a situação de penúria se agravou com as recentes cheias do rio Madeira.

O transbordamento do rio “isolou quase que completamente o acesso ao Estado por via terrestre”, anota o documento. De acordo com os advogados, a única Estrada que liga o Acre ao resto do país “foi inundada pelas águas.” Com isso, inrrompeu-se por quase 90 dias “o fluxo de imigração” para outros Estados.

Os advogados recordam que os refugiados chegam ao município acriano de Brasiléia, em ritmo diário, desde o final 2010. Eles vêm “do Haiti, Senegal e de outros países”. Diz o texto que “o destino de quase a totalidade dos imigrantes não era o Estado do Acre mas, sim, outros Estados da federação mais desenvolvidos.”

Com a interdição da Estrada, interromperam-se as viagens dos imigrantes para “o destino final”.  Com isso, “os abrigos ficaram superlotados e as condições oferecidas passaram a ser insuficientes.” Na narrativa dos doutores, “os imigrantes solicitaram ao governo do Estado que lhes desse condições de viajar a seus destinos.”

Fizeram isso porque “o fluxo de entrada de novos imigrantes no Estado do Acre continuava acontecendo de forma mais acelerada e as condições desumanas que estavam vivendo tendiam a se agravar.”

Ainda de acordo com os advogados, foi diante do pedido dos próprios imigrantes que Tião Viana, “movido por uma razão humanitária”, determinou que fossem fornecidas passagens “a todos os imigrantes que formalmente fizessem tal solicitação.” Os haitianos foram para “diversos Estados”, anotam os advogados. Apenas “20% tinham como destino final a cidade de São Paulo.”

Nesse ponto, a petição se volta para a auxiliar de Alckmin: “Ocorre que a chegada de aproximadamente 400 imigrantes haitianos na cidade de São Paulo foi o suficiente para a senhora Eloisa de Souza Arruda, secretária de Justiça e da Defesa da Cidadania de Sao Paulo, utilizar vários meios de comunicação de massa para proferir injúrias e difamações” contra Viana.

O ação foi protocolada na Justiça Estadual do Acre. Invocou-se o artigo 100 do Código de Processo Civil que fixa “o lugar do ato ou fato” como foro para as ações judiciais de reparação de danos. Enumeram-se decisões do STJ nas quais o tribunal definiu que “o lugar do ato ou fato” é a “localidade em que reside e trabalham as pessoas prejudicadas.”

Rastreando ofensas na internet

Direito Digital - Blog do MesquitaAvisando aos iracundos de diversos matizes. Cautela com o que postam!

Existem escritórios de advocacia contratando especialistas em tecnologia da Informação, para fazer rastreamento em blogs e redes sociais em busca de ofensas, calúnias, difamação e injúria.

Os clientes desses escritórios são Empresas, Personalidades Públicas diversas, principalmente políticos, artistas, e, vá lá, uma categoria nominada de “socialites”, seja lá o que for isso.


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Gilmar Mendes acusa ator José de Abreu de difamação e injúria

No Twitter, ator disse que ministro do STF contratou araponga.

José de Abreu disse que seu advogado está estudando o caso.

O ator José de Abreu, em evento de  comemoração do Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, em setembro de 2012 (Foto: Elza Fiúza/ABr)
O ator José de Abreu, em evento de comemoração
do Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos,
em setembro de 2012 (Foto: Elza Fiúza/ABr)

O ministro do Supremo Tribunal Federal(STF) Gilmar Mendes entrou com uma queixa-crime na qual pede que o ator José de Abreu seja punido pelos crimes de injúria e difamação.

No microblog Twitter, o ator afirmou que o ministro do STF contratou um “araponga” que tem relações com o bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Após saber do processo, José de Abreu afirmou que seu advogado estuda o processo e que é alvo de “perseguição”.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Pelo Código Penal, o crime de difamação tem pena prevista de três meses a um ano e multa. Para o crime de injúria, a pena é de um a seis meses de prisão e multa.

No pedido, protocolado no fim de fevereiro no Juizado Especial Criminal do Rio de Janeiro e que tem 14 páginas, o ministro pede ainda que a punição seja agravada em razão de a suposta injúria ter sido divulgada na internet e ter provocado, segundo ele, “diversos prejuízos morais (dignidade) e sociais (decoro)”.

Em seu Twitter, Abreu comentou nesta quarta-feira (17) o processo. “Um tweet com 140 toques resultou num inquérito que, até agora, já com a inicial, ja tem 601 páginas. […] Ainda não conversei com o advogado, está estudando a inicial que tem 601 páginas”, afirmou.

É a segunda vez que Gilmar Mendes e José de Abreu entram em conflito por conta de uma declaração no Twitter. Da primeira vez, o ator citou que o ministro era “corrupto”. Segundo a nova ação protocolada, daquela vez José de Abreu pediu desculpas.

Antes da sessão desta quarta, Gilmar Mendes comentou o tema e afirmou que o ator se vale do fato de ser uma personalidade pública. “Tenho a impressão que há muito tempo ele é utilizado como uma caixa de ressonância no Twitter, faz brincadeira e se valendo do valor que se dá para personalidade pública.”

Para o ministro, o ator pediu desculpa da primeira vez com argumentos que mostram “irresponsabilidade” ou “inconsciência”

“Há algum tempo ele fez uma afirmação nessa linha de exagero, entrei com uma interpelação e achou por bem dizer que não era nada disso, que ele nem sabia o que significava o termo corrupto, o que chega a ser engraçado e mostra o grau de irresponsabilidade ou até do grau de inconsciência que às vezes ele é acometido. Agora, recentemente, ele voltou à tona depois de ter se humilhado naquela outra ação para dizer que eu tinha contratado o Dadá, que ele foi condenado e por que que eu não tivera sido. Na verdade, nunca houve isso.”

‘Araponga
O suposto “araponga” mencionado por José de Abreu é o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, conhecido como Dadá, que foi preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo e apontado como espião particular de Cachoeira.

No Twitter, o ator escreveu no dia 10 de dezembro do ano passado: “E o Gilmar Mendes que contratou o Dadá? 19 anos de cadeia pro contratado. E pro contratante? Domínio do fato.”

Dadá tinha acabado de ser condenado pela Justiça Fedral de Goiás pelos crimes de formação de quadrilha e violação de sigilo funcional.

A queixa-crime argumenta que ao fazer a ligação entre Gilmar Mendes e Dadá, o ator demonstra “claramente a intenção do querelado em denegrir a sua honra objetiva e subjetiva”.

“É importante enfatizar que o querelante [ministro] nunca teve qualquer contato com o condenado Idalberto Martins de Araújo [Dadá], seja pessoal, institucional ou profissional, o que comprova a ausência de qualquer contrato pactuado e demonstra a intenção deliberada em ofender a imagem e reputação do ofendido.”
Mariana Oliveira, Do G1, em Brasília

Internet e ofensas

Baixaria em comentários online agrava distorções informativasBlog do Mesquita 11 PLFB - Hipocrisia
Por Carlos Castilho*

Os comentários grosseiros e ofensivos em páginas informativas na Web têm uma influência muito maior do que se imagina na formação de opiniões, pois a baixaria online é causa e consequência do tipo de informação publicada em blogs, redes sociais e sites noticiosos. Este fenômeno aumenta a polêmica em torno da complexidade da circulação de informações na internet.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A constatação foi feita por um grupo de cinco pesquisadores da universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, que investigaram a influência de comentários pouco civilizados na forma como as pessoas desenvolvem opiniões sobre fatos, dados, eventos e processos sobre os quais têm pouco conhecimento.

O trabalho envolve um estudo das reações aos textos de uma amostra de 2.338 pessoas – escolhidas conforme o perfil da população norte-americana – que comentaram as informações fictícias publicadas em um blog sobre nanotecnologia. Os pesquisadores escolheram propositalmente um tema neutro para evitar o passionalismo inevitável, caso o assunto fosse política, esporte, religião ou terrorismo, por exemplo.

As conclusões mostraram que as pessoas com pouca familiaridade com novas tecnologias como a nanotecnologia tendem a valorizar mais o lado negativo do tema em questão quando os comentários postados nos textos do blog resvalaram para a baixaria e ofensas pessoais. Como mais da metade dos participantes da pesquisa tinha um conhecimento mínimo sobre materiais inframicroscópicos, as pessoas destacaram mais os riscos do que as vantagens das pesquisas nessa área supernova na atividade cientifica.

Se a polarização de posicionamentos e a radicalização de percepções aconteceram num debate em torno de um tema relativamente pacífico, não é necessário muito esforço para deduzir o que aconteceria se a pesquisa envolvesse comentários sobre eleições, futebol, sexo ou religião. O festival de baixarias,por exemplo, é quase uma característica inevitável das campanhas eleitorais online.

Mas a internet não pode ser culpada pela falta de civilidade evidenciada por milhares de internautas. Também não é um fenômeno apenas brasileiro e nem muito menos um processo irreversível. Os cinco professores norte-americanos (três mulheres e dois homens) afirmam que a baixaria se tornou mais visível na internet pela ampliação exponencial do número de pessoas que podem publicar comentários na rede mundial de computadores tendo, teoricamente, acesso a uma audiência de mais de um bilhão de internautas.

A tendência a baixaria, radicalização e sectarismo já existia, mas não assumia as proporções do fenômeno online por falta de mecanismos de circulação massiva e instantânea de opiniões. O fenômeno é mundial e assume características específicas segundo o país em questão. O estudo da universidade de Wisconsin-Madison mostrou que os norte-americanos também apelam para a baixaria online para defender pontos de vista.

O preocupante é que a universalização e a instantaneidade da internet permitem que as distorções informativas também sejam cada vez mais amplas e imediatas. Isso pode ter consequências trágicas se levarmos em conta que hoje estamos submetidos a uma avalancha informativa na qual nos defrontamos diariamente com problemas complexos sobre os quais temos escasso conhecimento. A possibilidade de sermos envolvidos inconscientemente em processos de radicalização e xenofobia aumenta muito.

Os autores do estudo também assinalam que, embora os comentaristas pouco civilizados sejam os responsáveis pela criação de um clima de radicalização de posições num debate online, a causa, o gatilho que dispara a polêmica, é a noticia ou o texto analítico original publicado num blog, rede social ou página web de referência. A pesquisa mostra que uma notícia descontextualizada, enviesada ou uma análise crítica posicionada contra alguma ideologia, projeto político, postura religiosa ou proposta partidária tende a acirrar ânimos.

Nessas condições, a justificativa de liberdade de expressão perde consistência diante das prováveis consequência da radicalização e passionalismo. Não se trata de culpar A ou B ou C. A questão não é achar um bode expiatório. O problema é desenvolver a consciência de que uma vez deflagrada a baixaria, ela se torna incontrolável, no curto prazo, e vai exigir tempo, paciência e muita conversa para ser revertida.

Aqui no Código Aberto, a área de comentários foi bastante tumultuada durante quase dois anos por trocas de ofensas entre leitores impacientes, pouco acostumados a terem suas opiniões contestadas por outros. Mas desde 2006 a situação mudou depois de uma longa conversa entre os leitores, da qual também participei. Mas a questão continua em pauta.

* Carlos Castilho é jornalista, pesquisador de jornalismo online e colaborador do Observatório da Imprensa, onde este artigo foi publicado no dia 4 de março de 2013

Facebook, Senado, ratos e a sobrinha de Joaquim Barbosa

Ratos de colarinho branco políticos Congresso nacional Blog do Mesquita 01Está amplamente divulgado, tanto nos diversos órgãos da mídia tradicional, como nas redes sociais, o episódio da demissão de funcionárias, estagiárias do Senado Federal.

Sendo uma delas sobrinha do Ministro Joaquim Barbosa, Presidente do STF, do Senado Federal, por postarem notícia na qual o presidente do Senado, chefe de um dos três poderes da República, é comparado a um rato morto.

Sem fazer juízo de valor, pois a ofensa é ao poder e não somente ao que está no poder no momento, imagino o que aconteceria se fosse o inverso. Uma sobrinha do Senador Renan Calheiros estagiária no STF, que fizesse esse desrespeito a um poder?

O presidente do Senado, e não somente o senador Renan Calheiros, está sendo difamado. Em uma empresa privada, a senhora Ariadina, certamente seria punida, também com provável demissão.

Tal atitude é reprovável por qualquer funcionário, principalmente no serviço público, onde as normas do direito administrativo são até, para alguns, mais draconianas, embora a respectiva sanção nem sempre aconteça.

Entendo que “boutade” de Ariadina ultrapassou, e muito, o senso de humor e a liberdade da crítica.
Alguns alegam que o inverso não aconteceria “pois não há ‘Renans’ no STF”.

Aí, a notícia carece de exatidão, se não na veracidade da assertiva, mas na analogia a comportamentos típicos dos ‘Ratus ratus’, como a ciência nomina tal espécie.

Primeiro por que não é crível que exista algum lugar público ou privado que esteja a salvo da convivência com tais roedores. Em um segundo momento porque pelo que tenho lido e ouvido ultimamente, adjetivos bem mais degradantes são atribuídos aos ministros Lewandowski e Toffoli, pelos que não admitem que juízes possam divergir do que cada qual considera ser a conduta desejada.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Por último, mas não por fim, a digamos, estratégia de diversionismo, escamoteou o fato, esse tão grave quanto, é constatar que a maioria dos estagiários do senado federal são parentes de políticos e autoridades importantes da República.

Esqueçamos por um momento as duas estagiárias demitidas e vamos procurar saber quem são os outros 498 estagiários que convivem silenciosamente com ratos.

Independente de haver ou não roedores físicos ou metafóricos, não fica afastada a possibilidade de alguém cometer a mesma agressão. Com ou sem motivos. Lamento sempre que se partidarizem os fatos, quando os fatos são somente fatos. Como não tenho nenhum tipo de ligação a partidos ou políticos me permito ser isento inclusive quando a razão está ao lado dos que não admiro.

Redes Sociais: Amigos, amigos, Facebook à parte

“Fingir orgasmos… quem nunca?”
Ruth de Aquino ¹

O post-alfinetada é da publicitária Mara Rocha, de 23 anos, no Facebook. Tinha endereço certo: seu ex-marido, Carlos Cavalcanti, de 43 anos. O “círculo de amizades” dos dois pegou fogo. Carlos cobrou explicações de Mara.

Ela foi além: “Não citei nomes, mas, se a carapuça serviu, fique à vontade”. E deu a estocada maldosa: “O infeliz, em vez de ficar tentando satisfazer seu ego, deveria é aprender a satisfazer uma mulher na cama”.

O “infeliz” processou Mara, alegando que sua honra foi ferida pelos comentários da ex-mulher no Facebook. O juiz Antonio Ribeiro Rocha, do 2º Juizado Cível de Vitória, aceitou a denúncia por difamação e calúnia. Condenou Mara a indenizar o ex-marido em dez salários mínimos, de acordo com a história divulgada no site jurídico www.jusbrasil.com.br e na coluna de Joaquim Ferreira dos Santos, do jornal O Globo.

Mara não se calou. Incansável no Facebook, disse: “Ele (Carlos) é tão consciente de sua incapacidade que só me processou por injúria e difamação, porque calúnia ele sabe que não é”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Os nomes dessa história são todos fictícios – e o processo também. “Mara” e “Carlos” são criações do professor de Geografia Fábio Flores, 39 anos, colaborador de um site de humor. Ele escreve uma coluna onde tudo é mentira, mas tem um fundo de verdade.

Fábio me disse ter-se inspirado em casos constrangedores de lavação de roupa suja no Facebook para dar vida à ex-mulher insatisfeita e ao ex-marido vingativo, figurinhas batidas nas redes sociais. Dez salários mínimos seriam suficientes para lavar a honra de “Carlos” perante seus amigos virtuais?

Esse tipo de episódio começa a ficar frequente nas redes sociais. Facebook, Twitter e outras redes têm benefícios imensos para a livre expressão de anônimos. Mas começam a virar confessionário. Há de tudo.

Há os depoimentos compungidos de amigos ou parentes que revelam estar falidos, sozinhos ou doentes, quase implorando uma atenção. Há uma turma cada vez maior que publica fotos de filhos, cachorros, gatos e netos para uma legião de gente que não está nem aí.

Há quem aceite qualquer “amigo” em nome de uma popularidade fictícia. Há os que correm para o Facebook no minuto seguinte de levar um “pé na bunda” para mudar o status de relacionamento – e se declarar disponível. Há os militantes religiosos, políticos e esportivos, sempre torcendo para seu deus, seu partido e seu time. Há, como sempre, os malas invasivos, para quem você mesmo abriu as portas de sua linha do tempo, de sua página e até de sua casa.
As redes sociais viraram confessionário. É constrangedor testemunhar tanta lavação de roupa suja

A reportagem de capa desta edição de ÉPOCA destrincha mitos e verdades sobre o Facebook: 54 milhões de brasileiros estão lá, e muitos admitem ser dependentes dessa relação. Ficariam infelizes se perdessem essa troca, superficial ou profunda. Muitos são tão viciados que, antes de tomar café da manhã, dão “bom-dia” no “Face”, dizem que tiveram insônia ou dormiram bem, revelam o que sonharam, o que estão comendo, o que farão à noite.

E há os destrambelhados que perdem o pudor nas redes, fazendo das tripas coração. Isso é humano. É mais típico do humano brasileiro que do humano sueco. Duro é ser coagido a tomar uma posição nos barracos sentimentais e políticos.

Quem acompanha o Facebook já percebeu broncas públicas e até amizades desfeitas, porque um se excede e ofende o amigo comum. Quantas saias justas de amigos que não compartilham a mesma ideologia. Por essas e por outras, aumenta o movimento dos que abandonam o “Face” e se dizem aliviados.

Já fui repreendida por amigos e amigas de verdade, porque não curti, nem cutuquei, nem compartilhei algo que foi postado – como se eu tivesse obrigação de ter visto aquilo e estar plugada dia e noite. Não adianta dizer que raramente entro no Facebook e uso a rede para mensagens particulares, de um para um. É uma heresia confessar isso hoje. Como se aplicasse na testa um adesivo: sou antissocial e arrogante, não me importo com meus amigos. Quando, na verdade, sinto o oposto.

O ator George Clooney, solteirão charmoso que adora um armário, afirmou preferir um exame de próstata em público a ter um perfil no Facebook. Não vou a esse extremo… mas está claro que a vulgarização do uso das redes sociais afugenta cada vez mais gente.

A falta de regras de privacidade é outro temor real. O Facebook coleta nome de usuário, senha, contatos e localização. Cada vez que você visita uma página na web com o botão “curtir”, a rede social é avisada. Qualquer um acessa seus dados a partir de visitas a seu perfil por pessoas de sua rede de contatos.

Digamos que é isso mesmo que você deseja. Que todos – até mesmo desconhecidos – conheçam seus hábitos, seus sonhos, suas frustrações, suas conquistas, suas indignações, seus problemas, sua família.

Quanto mais gente, melhor. Esse mundo foi feito para você. É preciso, porém, estar consciente das consequências, divertidas e nefastas, da festança virtual com penetras.
¹ Ruth de Aquino/Revista Época

Tópicos do dia – 14/03/2012

08:07:05
Saiba como a lei encara ofensas pela internet

1) Existem leis específicas para crimes contra a honra cometidos pela internet?
Não. Ofensas feitas na rede são encaradas pela Justiça brasileira à luz dos mesmos artigos do Código Penal que se referem a comentários feitos em qualquer outro espaço.

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2) O fato de a ofensa ter sido feito pela internet pode agravar a pena?
Sim. Um inciso do capítulo do Código Penal sobre crimes contra a honra diz que as penas aumentam em um terço “na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria”, como é o caso da internet.

3) Declarações feitas de forma anônima podem redundar em processos?
Sim. Ocultar o nome na internet não garante o anonimato perante a Justiça. Com os dados do IP da máquina de onde partiu a ofensa, fornecidos pelo provedor da conexão, é possível localizar o autor de um comentário.

4) O provedor da conexão é obrigado a fornecer dados de IP do autor da ofensa?
Sob ordem judicial, sim. No entanto, não há nenhuma lei no Brasil que determine um tempo mínimo durante o qual os provedores são obrigados a guardar os dados de conexão de seus usuários.
Leonardo Luíz/Folha.com

08:26:18
Celular fará pequenos pagamentos
O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, discutiram nesta terça (13) a implantação de um sistema de “pagamento móvel”. Trata-se de uma modalidade que permite pequenos pagamentos pelo celular. Segundo Bernardo, a ideia é incluir mais brasileiros no sistema bancário. “Na visão do governo, este seria um grande instrumento de inclusão bancária”, afirmou. O novo modelo funciona pelo mesmo sistema utilizado no envio de mensagens de texto e possibilita que o consumidor faça depósito de um valor na operadora, além de pequenas compras no comercio. O Banco Central prometeu estudar formas de garantir a segurança.

08:33:03
Se todos fossem iguais a você…
Mordomia recusada
O deputado Chico Vigilante (PT) recusou o carro oficial que a Câmara Legislativa do DF vai comprar para todos os parlamentares. Ele avisa que quando estiver insatisfeito com sua carroça, um Santana 2003, fará como qualquer cidadão: comprará outro com seus próprios recursos.


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Tópicos do dia – 30/01/2012

09:54:44
CNJ: R$ 6,4 milhões destinados a tribunais estaduais desapareceram
Segundo informações da Folha de SP, uma investigação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) descobriu que bens doados pelo órgão a tribunais estaduais, no valor estimado de R$ 6,4 milhões, desapareceram. O jornal afirma ter tido acesso ao relatório do CNJ, ainda inédito, que revela que os tribunais regionais não sabem explicar o desaparecimento de 5.426 equipamentos, como computadores, notebooks, impressoras e estabilizadores entregues pelo conselho para aumentar a eficiência do Judiciário. Outro dado revelado é que existe material ocioso nas cortes, avaliado em aproximadamente R$ 2,3 milhões. Os tribunais afirmam que vão investigar o destino dos bens desaparecidos.

12:01:30
Rita Lee e a verborragia marginal
Impressiona o número de pessoas, que suponho possuírem mais de dois neurônios funcionando simultaneamente, que defendem a atitude da provecta cantora(?). Não entendem que tanto as vacas do Calheiros como esse tipo de atitude, principalmente de formadores de opinião, esgarçam o tecido social? Apologia as drogas – o Código Penal, art.287, desacato à autoridade, ofensa destinada ao cargo e não à pessoa. Se os policiais não estivessem fardados, não seriam reconhecidos como tal, e não teriam sido xingados. Portanto a ofensa foi dirigida à corporação. O bem a proteger é o serviço público, o Estado – e mais os crimes de difamação e injúria, recepciona muito bem a verborragia marginal dessa pessoa.

Não devemos aceitar uma polícia truculenta, porém, também, não devemos aceitar o achincalhamento de uma instituição do Estado.


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Eleições 2010: o índio pode afundar a campanha do cacique tucano pra governar a aldeia

É preciso que deem um apito pro índio para ele não ter tempo de usar a borduna irresponsável.
O Edito
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O amigo do Zorro
Pelo antigo Código Civil de Clóvis Bevilacqua, índio era considerado incapaz. Carecia de direitos políticos. Ressurgindo do passado, eis aí um exemplo de incapacidade total do Índio da Costa, feito candidato a vice-presidente da República na chapa de José Serra, sabe-se lá porque desígnios da Providência, da tucanagem ou dos salvados do PFL.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O indigitado silvícola acaba de definir Dilma Rousseff como “atéia e esfinge do pau oco”, acusando também o PT de “ligado às Farcs e ao narcotráfico, o que há de pior”.

Convenhamos, no nome o personagem lembra o amigo do Zorro, o Tonto. No comportamento, ultrapassa qualquer medida de bom-senso.

Se denunciado e chamado a comprovar as acusações em juízo, acaba parando na cadeia.

Ignora-se a reação de José Serra diante de seu parceiro.

Uma forma de interromper essa cascata de aleivosias seria mantê-lo afastado da campanha, mas como ninguém poderá garantir o seu silêncio, melhor a iniciativa oposta: amarrá-lo ao candidato presidencial, mas amordaçado, com direito apenas a abanar a mão para as platéias.

A gente se pergunta como o PSDB aceitou a indicação de Índio da Costa e, pior ainda, como o DEM ousou indicá-lo.

Há quem suponha a vingança dos Maia, César e Rodrigo.

Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa