Zika Vírus: A “midiapondria” e os interesses mercadológicos

Remédios,Negócios,Indústria Farmacêutica,Zika,Blog do MesquitaNo início desse mês, o Google News indicava a ocorrência de cerca de 38 milhões de notícias com a palavra “zika vírus”.

Se considerarmos que há uma gama de produtos midiáticos que não chegam ao buscador, esse número deve ser ainda maior.

Por Armanda Miranda – Publicado originalmente no site Objethos, 15/2/2016, sob o titulo “O sika virus e a mediopondria: três momentos de uma cobertura”

O assunto, considerado de interesse público devido aos constantes alertas emitidos pelo Estado e pelos organismos de saúde, tem ocupado também os programas de entretenimento, como os populares Encontro com a Fátima Bernardes e Domingão do Faustão. A tentativa de analisar como tais produtos desenham o fenômeno é importante por dois motivos: o jornalismo produz conhecimento e, como tal, fomenta o debate sobre o assunto.

Como forma de produção do conhecimento, o jornalismo tem um papel muito relevante nos períodos de incerteza: é ele quem se ocupa de tentar organizar as informações e levá-las ao público com uma linguagem abrangente e sem vícios do campo de origem. Se os cientistas se preocupam, agora, em tentar compreender a dinâmica do vírus, os jornais têm a missão de sintetizar isso de modo que a audiência consiga entender melhor o momento sem que para isso precise de um diploma de biologia ou medicina. Este percurso da “tradução” é tradicional no jornalismo científico e também vem sendo a tônica nos produtos do jornalismo especializado em saúde. Nas palavras de Lopes et al (2012, p.131):[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A comunicação mediática passou a ser entendida como o meio privilegiado para aumentar o conhecimento e a consciência das populações sobre os assuntos de saúde, bem como para influenciar as suas percepções, crenças e atitudes, muito para além do clássico modelo de comunicação médico-paciente.

Como campo relevante para a propagação do debate público, o jornalismo traz em seus produtos questões que podem levar à tomada de posição sobre determinados fatos. É assim, por exemplo, que se tem discutido como os agentes públicos podem orientar a prevenção da proliferação do mosquito ou mesmo como o país precisa de mais investimento em ciência e tecnologia para reagir a momentos de incerteza. Ao ter contato com os argumentos difundidos na esfera midiática, por fontes que muitas vezes revelam posições contrastantes, a audiência se sente parte do que ocorre em dimensões que transcendem sua casa, seu bairro, sua cidade.

Também é pertinente identificarmos o jornalismo como um produto cultural. Assim, se a cobertura segue um rumo alarmista, podemos considerar que os agentes públicos também emitem estes alarmes de forma sistemática. Se ela parece confusa e fragmentada, também compreendemos que é por se tratar de um fenômeno novo, em processo, incerto. Não estamos falando que o jornalismo reflete uma suposta realidade, nem isentando os seus produtos dos erros, mas é importante pensar na cobertura dentro de um contexto de indefinições. Os produtos midiáticos são frutos do seu tempo e estão a ele conectados.

Partindo dessas definições do jornalismo, elencamos três diferentes momentos da cobertura sobre o zika vírus. A perspectiva é cronológica, o que não significa que ela seja assumida como absolutamente linear. Os links foram coletados a partir de alertas do Google News para expressões como “zika vírus”, “microcefalia” e “Ministério da Saúde”.

  1. A incerteza

Consideramos o decreto de situação de emergência por conta da associação do zika vírus à microcefalia como o ponto alto do início da cobertura jornalística. Em 11 de novembro, o portal UOL publicou a notícia, em associação às estatísticas da doença divulgadas pelo estado de Pernambuco.

Trata-se de um momento de total incerteza – tanto dos órgãos públicos, quanto dos produtos jornalísticos. Há, também, a ênfase na busca de dados estatísticos, uma das formas mais recorrentes de objetivação dos fatos em textos jornalísticos. Outra preocupação é a de didatizar o fenômeno e elucidar questões que antes era restritas aos corpos médicos.

Os desencontros de informação são evidentes, algo que parece comum diante de um período de incertezas, mas que exige um movimento de análise permanente dos produtores de conteúdo a fim de identificar erros e problemas de informação. A opção por divulgar casos suspeitos também pode ser questionada, especialmente se as atualizações dos dados forem negligenciadas

Neste momento, os produtos jornalísticos tendem a assumir um tom catastrófico, alarmista e sensacionalista – o que pode eventualmente prejudicar as políticas de contenção formuladas pelos órgãos públicos ou mesmo originar uma epidemia que não existe. A ânsia em sair na frente e em produzir informações sobre algo ainda desconhecido pode resultar em prejuízos para a audiência, que não raramente tem no jornalismo sua principal fonte de informação.

  1. Adesão à ciência

Em um segundo momento da cobertura, percebeu-se a busca contínua de didatização do fenômeno, na tentativa de minimizar as sensações de riscos. Entraram, aí, as notícias que se propunham a derrubar mitos e as que se comunicavam com o leitor no sentido de fazê-lo compreender informações que antes circulavam de modo restrito. A prevenção também passou a ser pauta, com destaque para dicas práticas e utilitárias.

Foi nesta fase, também, que identificamos um movimento interessante a ser estudado: a transformação dos cientistas e pesquisadores brasileiros em definidores primários. Se no primeiro momento da cobertura os agentes públicos e organismos de saúde tinham o peso das fontes oficias, neste segundo momento os próprios cientistas passaram a ser visados pelos jornalistas. Mais do que isso: a imprensa começou a acompanhar o trabalho de centros de referência, como a Fiocruz.

Tradicionalmente, o jornalismo científico é criticado por se ater às descobertas e às certezas (sempre incertas, diga-se) produzidas pela ciência. Neste caso, o movimento pareceu diferente, voltado também aos processos, como no caso do acompanhamento de uma equipe de investigadores da Universidade de São Paulo ou até mesmo na humanização da figura dos cientistas, algo pouco comum em coberturas desse tipo.

O problema, aqui, é partir para um outro extremo: o de fortalecer a fé na ciência, como se a ela nada pudesse escapar. Em períodos de incerteza, é comum que determinadas instituições se fortaleçam. Se o poder público pode ser elevado ao posto de culpado por não conseguir conter uma suposta crise, os cientistas ganham o status de potenciais pontos de fuga dessa mesma crise. Reforça-se, assim, o estereótipo da ineficiência do Estado e da crença segura na ciência.

  1. O caminho do debate público

Identificamos, agora, um terceiro momento da cobertura da epidemia: o fortalecimento dos argumentos que constituem o jornalismo como um espaço de debate público. É o que temos acompanhado, por exemplo, nas discussões acerca da legalização do aborto para gestante com fetos diagnosticados com microcefalia.

O debate promete acirrar argumentos favoráveis e contrários à indicação da interrupção da gravidez, envolvendo o poder público e o judiciário e a religião. A cobertura também busca a humanização da temática, recorrendo a histórias de vida de jovens com microcefalia e abordando a temática social que emerge desta questão.

Trata-se, em suma, de um momento de mobilização de fontes antagônicas, da busca da racionalidade científica de um lado (ou do saber médico, como preferiria o filósofo Michel Foucault) e do apelo à religião e à política de outro. A polêmica, evidentemente, alimenta o debate e também mobiliza a audiência, gerando engajamento, cliques e compartilhamentos.

Neste mesmo momento, a ciência ainda revela suas incertezas, os agentes públicos continuam a se manifestar na tentativa de reduzir danos e de acenar para a prevenção. Por outro lado, os desencontros de informação (aqui e aqui, por exemplo) e a ênfase nas estatísticas também persistem. Ao divulgar os casos suspeitos – com números sempre altos – , o poder público e a imprensa tendem a aumentar a sensação de pânico e de incerteza, o que pode motivar na audiência uma dependência cada vez maior dessas informações, ainda que estas sejam tão duvidosas quanto é o próprio vírus.

O protagonismo do (bom) jornalismo especializado em saúde

Ao tentar  levantar a cronologia da cobertura jornalística sobre o zika vírus, podemos concluir, ao menos no estágio em que estamos hoje, que os produtos midiáticos alimentam o que chamaremos de midiapondria: uma necessidade permanente por parte da audiência de receber informações atualizadas sobre pautas da área.

Mas quem calcula essa necessidade? Como os jornalistas sabem que o leitor realmente está interessado neste volume de pautas? Por um lado, seria um interesse óbvio, considerando que o jornalismo é produto cultural e estamos sintonizados a uma era de cuidados com o corpo e com a mente, uma era da saúde perfeita, como já disse o filósofo Lucien Sfez. Por outro, não se pode desconsiderar que se trata de um interesse dos próprios veículos, de seus financiadores e da estrutura biopolítica à qual estamos integrados. Nas palavras de Kucinsky (2012), esta temática também precisa ser compreendida à luz dos interesses mercadológicos que projeta:

“Revistas como a Veja produzem capas de saúde regularmente, porque são as capas que vendem, na concepção de mercado que eles têm; mesmo quando está caindo um World Trade Center, eles fazem questão de a cada três ou quatro edições dar uma capa de saúde. (…) Então nós vemos que há uma espécie dum turbinamento: a saúde é vendida como mercadoria e, portanto, na mídia ela é mais mercadoria ainda, é dupla-mercadoria porque tem que ser muito mercadológica a forma como é apresentada, a forma como é tratada”.

Em qualquer cenário, o jornalismo especializado em saúde acaba alçado ao papel de protagonista de um tempo de indefinições. Por conta disso, é importante que ele esteja alinhado às estratégias de prevenção, sem apelar para um tom catastrófico e alarmista e buscando organizar os fatos de forma a minimizar dúvidas. Para os midiapondríacos, nenhum remédio é melhor do que a informação de qualidade.

Armanda Miranda é doutoranda no POSJOR/UFSC e pesquisadora do Objethos

Referências:
KUSCINSKY, Bernardo. Jornalismo e Saúde na Era Neoliberal. Disponível em:http://www.scielo.br/pdf/sausoc/v11n1/10.pdf. Acesso em: 10 de outubro de 2013.
LOPES, Felisbela et al. (org). Ebook. A saúde em notícia. Repensando práticas de comunicação. Universidade do Minho. 2013. Disponível em: <http://www.ics.uminho.pt/uploads/eventos/EV_8167/20131217286093508750.pdf&gt;. Acesso em: 12 dez. 2013.

“As farmacêuticas bloqueiam medicamentos que curam, porque não são rentáveis”

Richard J. Roberts: “É habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em investigação não para curar, mas sim para tornar crónicas as doenças com medicamentos cronificadores”. Foto de Wally Hartshorn

O Prêmio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia a forma como funcionam as grandes farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios econômicos à saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto a cronicidade.

Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, reproduzimos esta entrevista com o Prêmio Nobel Richard J. Roberts, que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos cronificadores que sejam consumidos de forma serializada.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Isto, diz Roberts, faz também com que alguns medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que chega a assemelhar-se ao da máfia.

A investigação pode ser planeada?

Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pelas Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projetos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender.

Parece uma boa política.

Acredita-se que, para ir muito longe, temos de apoiar a pesquisa básica, mas se quisermos resultados mais imediatos e lucrativos, devemos apostar na aplicada …

E não é assim?

Muitas vezes as descobertas mais rentáveis foram feitas a partir de perguntas muito básicas. Assim nasceu a gigantesca e bilionária indústria de biotecnologia dos EUA, para a qual eu trabalho.

Como nasceu?

A biotecnologia surgiu quando pessoas apaixonadas começaram a perguntar-se se poderiam clonar genes e começaram a estudá-los e a tentar purificá-los.

Uma aventura.

Sim, mas ninguém esperava ficar rico com essas questões. Foi difícil conseguir financiamento para investigar as respostas, até que Nixon lançou a guerra contra o cancro em 1971.

Foi cientificamente produtivo?

Permitiu, com uma enorme quantidade de fundos públicos, muita investigação, como a minha, que não trabalha directamente contra o cancro, mas que foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.

O que descobriu?

Eu e o Phillip Allen Sharp fomos recompensados pela descoberta de introns no DNA eucariótico e o mecanismo degen splicing (manipulação genética).

Para que serviu?

Essa descoberta ajudou a entender como funciona o DNA e, no entanto, tem apenas uma relação indirecta com o cancro.

Que modelo de investigação lhe parece mais eficaz, o norte-americano ou o europeu?

É óbvio que o dos EUA, em que o capital privado é ativo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espetacular da indústria informática, em que o dinheiro privado financia a investigação básica e aplicada. Mas quanto à indústria de saúde… Eu tenho as minhas reservas.

Entendo.

A investigação sobre a saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas.

Explique.

A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais …

Como qualquer outra indústria.

É que não é qualquer outra indústria: nós estamos a falar sobre a nossa saúde e as nossas vidas e as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.

Mas se eles são rentáveis investigarão melhor.

Se só pensar em lucros, deixa de se preocupar com servir os seres humanos.

Por exemplo…

Eu verifiquei a forma como, em alguns casos, os investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença …

E por que pararam de investigar?

Porque as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crônica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação.

É uma acusação grave.

Mas é habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crônicas as doenças com medicamentos cronificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo.

Há dividendos que matam.

É por isso que lhe dizia que a saúde não pode ser um mercado nem pode ser vista apenas como um meio para ganhar dinheiro. E, por isso, acho que o modelo europeu misto de capitais públicos e privados dificulta esse tipo de abusos.

Um exemplo de tais abusos?

Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os micro organismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas.

Não fala sobre o Terceiro Mundo?

Esse é outro capítulo triste: quase não se investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Primeiro Mundo: o medicamento que cura tudo não é rentável e, portanto, não é investigado.

Os políticos não intervêm?

Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos.

Há de tudo.

Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…

Publicado originalmente no La Vanguardia.
Tradução de Ana Bárbara Pedrosa

O vírus Zika é propriedade da Fundação Rockefeller

Que surpresa, não é verdade? Vendem o vírus Zika a 599 dólares, mas como são tão generosos, o estão inoculando grátis aos mais desafortunados do mundo.

Pode ser comprovado neste link da ATCC.
De acordo com o site, a ATCC se descreve desta  forma:

ATCC é a líder em materiais e recursos biológicos e padrões de organização global cuja missão centra-se sobre a aquisição, a autenticação, a produção, preservação, desenvolvimento e distribuição dos microrganismos padrão de referência, linhas celulares, e outros materiais. Embora mantendo materiais de coleta tradicionais, a ATCC desenvolve produtos de alta qualidade, padrões e serviços de apoio à investigação científica e inovações que melhoram a saúde das populações mundiais.

É claro, a OMS já está com seus dedos longos colocando o medo nas manchetes dos grandes meios com a colaboração dos governos de turno, que para isso estão.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Aliás, para os fãs das casualidades, a zona do Brasil onde apareceu este vírus é a mesma zona onde soltaram os mosquitos genéticamente modificados em 2015.

A prefeitura anunciou nesta segunda-feira (2) um convênio com a empresa britânica Oxitec, fabricante do inseto, para realizar um projeto de pesquisa na cidade.

Após testes em Juazeiro e Jacobina, na Bahia, a empresa obteve aprovação federal de biossegurança para soltar os animais. O aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para comercializar o serviço, porém, ainda não saiu. Por isso o projeto em Piracicaba ocorre como teste, subsidiado pela empresa.

Já sabemos, dos mesmos produtores da fraude da gripe aviária, aos que lhes saiu mal a campanha do Ebola, agora trazem ao mundo inteiro “Zika: Grave Ameaça Mundial”. Aplausos.

Texto e imagens acima de cronsub.com. Tradução: Caminho Alternativo


Estes mosquitos genéticamente modificados pertencem à britânica Oxitec, uma empresa de biotecnologia que foi comprada pela Intrexon, conforme noticiado em agosto de 2015. No Brasil a Oxitec foi contratada pelo governo, para “fornecer um pacote de serviços, que vai desde o treinamento de agentes públicos ao combate de possíveis epidemias de dengue”, uma contratação com a aprovação da Anvisa.

A Anvisa, vale lembrar, é o órgão que demonstrou estar atuando no boicote aos testes clínicos com a fosfoetanolamina sintética, a substância que é apontada como a cura do câncer. Enquanto boicota a fosfoetanolamina por “falta de testes clínicos”, aprova a soltura de mosquitos geneticamente modificados sem prova alguma de sua eficácia e qualquer estudo sobre as consequências futuras, como por exemplo, a mutação genética do mosquito e a potencialização do contágio.

Mas quem está por trás da Intrexon? Basta seguir o rastro do dinheiro, ou seja, quem financia a quem. Esta é a posição acionária da empresa de acordo com o site da NASDAQ:

Na lista estão a Vanguard Group, BlackRock, Morgan Stanley, State Street Corp, Third Security, entre outras. São empresas/fundos de investimento e bancos que pertencem às dinastias de banqueiros Rothschild e Rockefeller. As mesmas empresas que são proprietárias dos grandes laboratórios e que lucram bilhões com a industria do câncer, através dos quimioterápicos e radioterápicos.

Tendo estes dados em mãos, é possível imaginar qual seria o plano. Algo parecido ou pior com o que aconteceu com o H1N1 e o Ebola. Espalhar o vírus, matar milhares de pessoas e em seguida lucrar com a “cura”, ou seja, as vacinas.

O Ebola por sinal, foi patenteado pelo governo dos EUA em 2009(link1 e link2), com a participação do exército dos EUA e o usureiro George Soros, que financia, através de sua Fundação Open Society, os laboratórios militares em Serra Leoa e Libéria.

Outro vírus patenteado com fins de lucro, conforme revelado pelo leitor Fernando, foi o H1N1, cujo detentor dos direitos sobre a medicação e a vacina era Donald Rumsfeld, secretário de defesa dos EUA no governo Bush filho, comprou quase toda a produção de anis estrelado da China, componente indispensável para a fabricação do Tamiflu. Depois que a relação entre ele e o Tamiflu foi descoberta tiveram que abrir a patente dos remédios para a gripe.

Recentemente informaram que o Zika, além de ser responsável pela microcefalia, poderia ser contagioso através de relações sexuais, leite materno e sangue. Sendo assim as mulheres evitarão engravidar e maior será o medo em ter relações sexuais ou trocar fluídos corporais. Uma ferramenta da elite globalista para promover a redução populacional e é claro, lucrar.

Tudo isto é parte de uma satânica agenda para chegar ao Governo Mundial, onde um seleto grupo de bilionários sionistas pretende governar o mundo com seus bancos e multinacionais.
Blog Caminho Alternativo

EUA autoriza primeiro medicamento fabricado com impressora 3D

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) autorizou o primeiro medicamento fabricado com uma impressora 3D, informou o laboratório Aprecia Pharmaceuticals, que produz pílulas solúveis para tratar crises de epilepsia.

A companhia, com sede em Oslo, informou em um comunicado publicado em seu site, que seu sistema de impressão 3D pode produzir doses com até 1.000 miligramas por comprimido.

O remédio, o Spritam (Levetiracetam), já é vendido em outras formas.

Sistema de impressão 3D pode produzir doses com até 1.000 miligramas por comprimido
Sistema de impressão 3D pode produzir doses com até 1.000 miligramas por comprimido.

Segundo o comunicado, o laboratório informou que pretende desenvolver outros medicamentos através da tecnologia 3D nos próximos anos.

A FDA já havia aprovado a comercialização de materiais médicos, como próteses, fabricados por impressoras 3D.
Fonte: Jornal do Brasil


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Remédios que curam completamente não dão lucro

Há muito dinheiro pra ser ganho vendendo remédios. A indústria de medicamentos é uma das mais lucrativas do mundo. Desde 2000, a indústria farmacêutica cresceu 15% por ano, triplicando o lançamento de drogas experimentais entre 1970 e 1990.

A maioria das novas drogas destinadas a tratar essas doenças tem eficácia apenas marginal.

O mercado farmacêutico é notoriamente sub-regulamentado. Há cerca de 70 mil marcas de remédios disponíveis.

Em um estudo, descobriram-se cerca de 70 combinações de remédios ineficazes ou perigosas no mercado (continuam a ser vendidas sob mais de mil marcas diferentes).
José Mesquita – Editor


A guerra suja dos laboratórios: ‘Os medicamentos que curam completamente não dão lucro’.

Entrevista com Dr. Richard J. Roberts, Prêmio Nobel da Medicina 1993, que assim se apresenta: “Tenho 68 anos e o pior do envelhecer é ter muitas verdades como sagradas, pois é quando é realmente necessário fazer perguntas. Nasci em Derby e o meu pai era mecânico, ofereceu-me um kit de química e ainda gosto de brincar. Sou casado tenho quatro filhos e sou tetraplégico devido a um acidente. O que me estimula é a investigação e por isso ainda a faço, participo no Campus for Excellence”. Roberts trabalha na empresa New England Biolabs.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

– A pesquisa pode ser planejada?
Se eu fosse ministro da Ciência procuraria pessoas entusiasmadas com projetos interessantes. Bastava financiar para que aparecessem em 10 anos resultados surpreendentes.

– Parece uma boa política.
Acredita-se geralmente que financiar a pesquisa é o bastante para se poder ir muito longe, mas se se quer ter lucros rápidos, tem de se apoir a pesquisa aplicada.

– E não é assim?
Muitas vezes as descobertas mais rentáveis são feitas baseadas em perguntas básicas. Foi assim que foi criado, com bilhões de dólares, o gigante da biotecnologia dos EUA, a firma para quem eu trabalho.

– Como foi criado esse gigante?
A biotecnolgia apareceu quando apaixonados pela matéria se começaram a questionar se poderiam clonar genes. Assim se começou a estudar e a purificá-los.

– Uma aventura por si só.
Sim, mas ninguém na altura esperava enriquecer com essa matéria, foi difícil arranjar financiamento para as pesquisas, até que o Presidente Nixon em 1971 resolveu lançar a guerra contra o cancer.

– Foi científicamente produtivo?
Permitiu muitas pesquisas, uma delas foi a minha, com uma enorme quantidade de fundos públicos, com pessoas que não estavam diretamente ligadas ao cancer, mas foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.

– Que foi que o Prof. descobriu?
Phillipe Allen Sharp e eu descobrimos o DNA em íntrons eucarióticas e mecanismo de “splicing” do gene, e fomos bem recompensados.

– Para que foi útil?
Essa descoberta levou a perceber como funciona o DNA, no entanto tem apenas uma ligação indireta com o cancro.

– Que modelo de pesquisa é mais eficaz, o americano ou o europeu?
É óbvio que os EUA, onde o capital privado tem um papel ativo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espetacular da indústria de computadores, onde o dinheiro privado é que financia a pesquisa básica aplicada, mas para a indústria da saúde … eu tenho as minhas reservas.

– Eu escuto.
A pesquisa sobre a saúde humana não pode depender apenas de sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas, nem sempre é bom para as pessoas.

– O senhor poderia explicar?
A indústria farmacêutica quer servir o mercado de capitais …

– Como qualquer outra indústria…
Não é apenas qualquer outra indústria, nós estamos a falar sobre a nossa saúde e as nossas vidas, os nossos filhos e milhões de seres humanos.

– Mas se são rentáveis, eles vão pesquisar melhor.
Se você só pensar em benefícios, você vai parar de se preocupar em servir as pessoas.

– Por exemplo?
Eu vi que em alguns casos, os cientistas que dependem de fundos privados descobriram um medicamento muito eficaz, que teria eliminado completamente uma doença …

– E porque pararam de investigar?
Porque as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas na cura mas na obtenção de dinheiro, assim a investigação, de repente, foi desviada para a descoberta de medicamentos que não curam completamente, tornam isso sim, a doença crónica. Medicamentos que fazem sentir uma melhoria, mas que desaparece quando o doente para de tomar a droga.

– É uma acusação grave.
É comum que as empresas farmacêuticas estejam interessadas em pesquisas que não curam, mas que apenas tornam as doenças crônicas, com drogas mais rentáveis, do que medicamentos que curam completamente uma vez e para sempre. Você só precisa seguir a análise financeira da indústria farmacêutica e verificar o que eu digo.

– Estão atrás de dividendos.
É por isso que dizemos que a saúde não pode ser um mercado e não pode ser entendida meramente como um meio de ganhar dinheiro. E eu acho que o modelo europeu de capital privado e público misto, é menos susceptível de encorajar tais abusos.

– Um exemplo de tais abusos?
Pararam investigações com antibióticos porque estavam a ser muito eficazes e os doentes ficaram completamente curados. Como novos antibióticos não foram desenvolvidos, os organismos infecciosos tornaram-se resistentes e a tuberculose hoje, que na minha infância tinha sido vencida, reaparece e matou no ano passado um milhão de pessoas.

– Está falando sobre o Terceiro Mundo?
Esse é outro capítulo triste: doenças do Terceiro Mundo. Dificilmente se fazem investigações, porque as drogas que iriam combater essas doenças são inúteis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Mundo, o Ocidental : o remédio que cura completamente não é rentável e, portanto, não é pesquisado.

– Há políticos envolvidos?
Não fique muito animado: no nosso sistema, os políticos são meros empregados das grandes empresas, que investem o que é necessário para que os “seus filhos” se possam eleger, e se eles não são eleitos, compram aqueles que foram eleitos. O dinheiro e as grandes empresas só estão interessados em multiplicar. Quase todos os políticos – e eu sei o que quero dizer – dependem descaradamente destas multinacionais farmacêuticas, que financiam as suas campanhas. O resto são palavras …

Transcrito de http://www.revista-ariel.org
Ps. Mantida a grafia original.