Índio da Costa, ex-candidato a vice presidente recusa teste do bafômetro

Mais uma vestal, que ao contrário da Norma da ópera, revela-se uma vestal nada coerente. O pregador moralista do DEM, que durante a última campanha eleitoral, vociferava moralismo por todos os dedos apontadores de pecados alheios, foi pego com a boca, – quer dizer não colocou a boca no bafômetro – exalando o aroma de água que passarinho não bebe. Assim como o ipanemense das Alterosas, o Índio em questão está mais para Caramuru que para professor de moral e ética.

A abordagem pela policia de transito é a Única oportunidade de assistirmos a comprovação de que os políticos são cidadãos comuns, e que o indecente “sabe com quem está falando”, não livra a carantonha dessa turma.
O Editor


Índio da Costa refuga bafômetro e tem carteira retida

Ex-candidato a vice na chapa de José Serra, ex-deputado federal do DEM, hoje mandachuva do PSD no Rio, Índio da Costa foi parado numa blitz.

Índio dirigia uma Hilux.

Os policiais pediram-lhe que soprasse um bafômetro.

Ele peferiu se abster. Teve a carteira retida. Arrostou multa de R$ 957,70.

O carro só foi liberado depois que Índio apresentou aos inspetores um motorista habilitado a assumir o volante.

A coisa toda se passou num cruzamento do Leblon, bairro chique do Rio.

Há dois meses, ali mesmo, o tucano Aécio Neves protagonizara cena análoga.

Ouvido, Índio disse que havia tomado vinho na hora do almoço.

Foi retido na blitz quando a noite já ia alta – mais para o café da manhã que para o jantar.

Mas Índio alega que, como não sabia a duração dos efeitos do vinho no organismo humano, preferiu esquivar-se do teste do bafômetro.

A emenda faz lembrar um “soneto” de Tim Maia.

O velho Tim dizia que não bebia, não fumava nem etc…

Seu único defeito era mentir um pouco.

blog Josias de Souza


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Eleições, blogs e redes sociais

Ministro do TSE defende Twitter liberado nas eleições

O ministro José Antonio Dias Toffoli defendeu durante sessão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a liberação das comunicações pelo Twitter e outros meios novos, como blogs, nos meses anteriores às eleições.

Durante julgamentos de recursos de políticos multados por propaganda na internet, Toffoli foi enfático, usou palavras como “arcaico” e “equivocado” e disse que a Justiça tem de se acostumar com as novas tecnologias.

“Nós estamos aqui a proferir um voto que ele é arcaico, data vênia a douta maioria formada, é arcaico pelos meios de comunicação que hoje se colocam à disposição das pessoas, que não é mais telefone, não é mais carta, não é mais telegrama. Os meios de comunicação são esses: as redes sociais”, disse.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Para Toffoli, as mensagens postadas no Twitter podem ser comparadas a conversas por telefone.

“O Twitter não é propaganda. O Twitter é aquilo que podemos chamar de cochicho. É uma pessoa cochichando com a outra”, comparou o ministro, durante o julgamento de um recurso no qual Índio da Costa (ex-DEM) – que foi candidato a vice na chapa presidencial do tucano José Serra – questionava multa de R$ 5 mil por mensagem divulgada no Twitter antes do início da propaganda eleitoral.

O julgamento do recurso começou na quinta-feira, mas foi suspenso por um pedido de vista do ministro Marcelo Ribeiro.

Relações.

Para Toffoli, proibir as comunicações no Twitter é o mesmo que impedir que as pessoas conversem, o que desrespeita o princípio constitucional da liberdade de manifestação.

“É interferir numa seara absolutamente individual. Não se trata de propaganda. É liberdade de pensamento e expressão na sua essência”, disse.

“Como vamos vedar que alguém converse com outro por telefone no período de pré-campanha pedindo voto para alguém ou falando mal de um outro candidato de quem essa pessoa não goste? Temos condições de interferir em todas as relações humanas?”, questionou.

Ministro substituto do TSE, Toffoli participou da sessão no lugar de Marco Aurélio Mello. Ele disse acreditar que o tribunal vai mudar a atual jurisprudência que estabelece punições para blogueiros e tuiteiros.

Também foi enfático ao criticar outra decisão do tribunal, que puniu com multa de R$ 5 mil o ex-prefeito de Cruzeiro do Oeste (PR), Zeca Dirceu (PT). O político publicou em junho um texto em seu blog que foi considerado propaganda eleitoral antecipada em favor da então candidata Dilma Rousseff.

Vencido no julgamento de quinta-feira que confirmou a multa, Toffoli disse que o ambiente virtual do blog “é como se fosse a casa de uma pessoa”.

“É necessário que haja vontade de ir àquele local. Essa intervenção da Justiça Eleitoral é exagerada. Propaganda é levar alguém a alguma coisa. No blog, só vai lá quem quer”, concluiu.

“Essa intervenção da Justiça Eleitoral é exagerada e acaba causando desequilíbrio na eleição. Propaganda é levar alguém a alguma coisa. No blog, só vai lá quem quer”

Mariângela Gallucci /O Estado de S.Paulo

Eleições 2010: Dilma sobe por quê?

Pelo andar das pesquisas, até o momento, pode-se deduzir que a estratégia eleitoral do PSDB, e principalmente seus simpatizantes, deu errado. Nas redes sociais, Twitter, blogs, FaceBook, etc. e também por e-mail, a artilharia digital pró José Serra somente se preocupou em atacar Dilma Rousseff, ao invés de apresentar projetos concretos capazes de conquistar o eleitor. Adjetivos como poste, marionete do Lula e terrorista, circulam com a mesma intensidade com que o Índio da Costa brande o tacape contra o PT, associando o partido às Farcs e ao narcotráfico.

Quem tá comendo e comprando TV, Geladeira, Máquina de lavar,etc., tá se lixando pro botox da D.Letícia ou para cartões corporativos. Não sabe nem que ‘bicho é esse’.
Acontece que aumentou o salário, cresceu o emprego com carteira assinada, existe Prouni pra filho de pobre frequentar universidade, e por aí vão os ganhos que dá a Lula uma popularidade inacreditável para quem está em último ano de mandato.
Partidários de Serra ainda não perceberam que ‘bater’ no cara com 85% de aprovação, tira votos do tucano.
E aí, Dilma sobe.
O Editor


Lições da ascenção de Dilma
Paulo Moreira Leite/Revista Época

A eleição não terminou mas é possível extrair algumas lições diante da vantagem de 17 pontos de Dilma sobre José Serra.

Desconfie dos sábios que debatem estratégias de campanha e surgem com idéias geniais para mudar o voto de 140 milhões de brasileiros.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A vantagem de Dilma demonstra que o eleitor não está fazendo suas escolhas na campanha, mas que elas estavam definidas há tempos — e já era possível ler esses sinais na aprovação inédita do governo Lula. Como diz a velha piada, só faltava ligar o nome à pessoa.

Por isso, depois do início da propaganda na TV, o DataFolha mostra um quadro assim: Dilma dispara, Serra não cresce e Marina até oscilou um ponto para baixo.

A propaganda na TV não convenceu ninguém. Fez o trabalho de ampliar a informação e não se pode dizer, após oito anos de Lula no Planalto, que o eleitor pretende votar naquilo que não conhece. A imprensa escrita e eletrônica fez uma ampla cobertura do governo e seria absurdo afirmar que tenha sido omissa diante de erros, falhas e omissões.

A vantagem de Dilma não é um fenomeno de marketing eleitoral mas traduz fatos concretos. A economia está crescendo, o desemprego diminui, a inflação está baixa e as perspectivas são de continuidade.

Não há como Luiz Gonzalez, o marqueteiro de José Serra, mudar essa realidade. Nem o cineasta Fernando Meirelles, que trabalha para Marina Silva, pode fazer muita coisa.

A decisão do eleitor não se baseia naquilo que aparece na TV — mas em seu bolso, no orçamento de casa.

A aprovação ao governo Lula não é aplauso na arquibancada de um circo, para o melhor trapazista ou a bailarina mais bonita. Envolve o bolso da platéia, a vida de cada dia, os benefícios considerados relevantes. Isso não se muda com debates ou propaganda na TV.

Está tudo resolvido? Sim e não.

A campanha de Dilma pode cometer erros graves e abrir brechas para o crescimento dos adversários. Sempre existe essa hipótese. Mas a iniciativa está com ela.

Eleições 2010: Serra acusa PT de usar dinheiro público para manipular imprensa

Parece que o Zé — marqueteiros estão tentando ‘pregar’ esse prosaico Zé em um candidato que a vida toda foi conhecido como José Serra, e associado à elite paulistana. Além do que, o tucano pode ser confundido com outro Zé, o Dirceu, que ficou famoso através do mensaleiro Roberto Jefferson que cunhou o famoso ‘sai daí Zé’! — está disposto a empunhar a mesma giratória borduna do Índio, seu vice, para atacar tudo que lembrar PT.
O Editor


Serra diz que PT usa dinheiro público para manipular imprensa.

Candidato do PSDB participou de congresso de jornais no Rio.

Governo não comenta. Dirigente do PT diz que Serra não tem credibilidade.

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, fez críticas ao governo e ao PT nesta quinta (19) ao participar do 8º Congresso Brasileiro de Jornais, em um hotel na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Convidado para falar sobre liberdade de imprensa, ele afirmou que o atual governo utiliza dinheiro publico para manipular a imprensa e a sociedade.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Consultada, a assessoria da Presidência da República informou que não irá se manifestar. O secretário de Comunicação do PT, André Vargas, afirmou que Serra “não tem credibilidade” para fazer essas declarações porque, segundo ele, o governo de São Paulo tem “uma TV chapa branca” [leia mais ao final deste texto].

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, era aguardada no Congresso Brasileiro de Jornais.

Em seu discurso, Serra disse que o PT se utiliza da criação de conferências pagas com dinheiro de contribuintes para controlar a imprensa e criar projetos de lei. Serra citou as conferências de Comunicação, de Direitos Humanos e de Cultura, todas realizadas no governo Lula.

“Quantas pessoas podem ter participado dessas conferências? Quinze mil, 20 mil? Isso não representa o povo brasileiro. Representa muito mais o partido”, declarou Serra.

“São de frações de partidos, basicamente do PT, que é voltado a isso e elas produzem projetos de lei. Produziram cerca de 600 projetos de lei mais ou menos, que foram enviados para o Congresso e lá permanecem como ameaças”, criticou ele.

Em seguida, ele atacou a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, alegando que ela chegou a autorizar a inclusão dessas questões em seu plano de governo.

“O próprio PT inclui essas questões no seu programa de governo. Isso foi aprovado e não foi por engano. Foi um programa apresentado e registrado, rubricado pela própria candidata. Se leu ou não, é um problema de estilo, de relacionamento entre partido e candidatura.”

O candidato do PSDB também criticou a criação da TV Brasil e disse que o órgão representa o uso da máquina pública para formar opinião.

“Boa parte ou alguns dos blogs sujos mais importantes são mantidos inclusive com recursos desta TV Brasil feita não para ter audiência, mas para criar empregos na área de jornalismo e servir como instrumento de poder em matéria de expressão e de informação para um partido basicamente”, declarou.

Serra citou ainda os programas institucionais de governo que são veiculados na mídia, como sendo instrumentos de manipulação. Após o evento, o tucano falou aos jornalistas, mas só respondeu a uma pergunta sobre liberdade de imprensa.

PT responde

O secretário de Comunicação do PT, André Vargas,afirmou que Serra não tem “credibilidade” para criticar o partido e o governo nessa área.

“Ele não tem credibilidade para falar isso. O próprio governo de São Paulo tem uma TV chapa branca em que não se pode tocar no assunto do Metrô, por exemplo. O Serra tem tradição de pedir cabeça de jornalistas, de ligar nas redações”, declarou Vargas.

Segundo o dirigente petista, “a TV Brasil é uma TV pública. Ela não tem o objetivo de substituir outras televisões”. Para Vargas, as conferências “são colocadas publicamente, onde todo mundo tem espaço, os jornais, sindicatos, jornalistas, a sociedade civil de forma geral.”

Ele negou que o PT e o governo tentem controlar a imprensa porque, segundo afirmou, é o partido que mais se submeteu a críticas. Sobre a alteração no programa de Dilma, ele disse que ela “não tem necessidade de acolher todas as propostas do PT”.

“O PT não defende controle público, nem patrulhamento da imprensa, mas defende a imprensa livre. Vindo dele não tem nenhuma credibilidade. Não tem outro partido que se submeteu tanto à crítica da imprensa desde o seu nascedouro como o PT. Fomos criticados, às vezes até ridicularizados. Diziam que não iríamos a lugar nenhum liderados por um metalúrgico. Diziam que nossa candidata não ia crescer, que era um poste”, declarou Vargas.

O secretãrio petista pediu que Serra mencione os blogs aos quais se referiu.

“Ele tem que citar os nomes dos blogs, parar com esse tipo de conversa. A Sabesp investe na mídia em nível nacional e em blogs também. Se eventualmente eu leio e me informo muito pela internet, tem blog contra ele e a favor dele. Talvez os blogs limpos sejam aqueles que defendam ele e que atacam a Dilma. Fica difícil fechar a conta.”

Carolina Lauriano/G1
Colaborou Maria Angélica Oliveira, do G1, em São Paulo

Eleições 2010: Índio, o vice de Serra, desce a borduna em Dilma Rousseff

É lamentável ver o PSDB ter que se sujeitar aos tacapes verbais do vice de Serra, que só tem contribuído para derrubar a candidatura tucana. Serra poderia ter procurado aliado mais equilibrado. O Índio acha mesmo que a Dilma irá responder alguma coisa sobre a possível ligação do PT com as FARC? Nunquinha! Pra complicar mais ainda o calvário do PSDB, a Folha de São Paulo publica na coluna ‘Painel’, que Paulo Preto — até há pouco tesoureiro da campanha de Serra — entrará com queixa-crime contra os tucanos Eduardo Jorge, José Aníbal e Evandro Losacco, tesoureiro-adjunto do PSDB, pela acusação de ter desaparecido com os R$ 4 milhões da campanha do Serra.
O Editor


Índio bate em Dilma por MST e Farc em debate de vices

O deputado Índio da Costa (DEM-RJ), candidato a vice na chapa de José Serra (PSDB) à Presidência da República, manteve a posição de guerrilha verbal contra a candidata do PT, Dilma Rousseff, questionando sua relação com o MST e com a guerrilha colombiana Farc em debate de vices nesta terça-feira em São Paulo.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O deputado lembrou que em abril Dilma colocou o boné com logo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Recentemente, o fundador do MST, João Pedro Stédile, disse em entrevista à Reuters, que o Brasil viverá um aumento das ocupações de terra se a petista vencer as eleições e um crescimento da violência no campo caso o tucano José Serra seja o escolhido.

“Esse governo foi frouxo com as invasões de terra”, afirmou Índio.

O vice de Dilma, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), declarou não haver objeções em relação aos movimentos sociais. “Eles são bem-vindos para nossa campanha, desde que nos limites da lei”, afirmou.

“O que está fora da lei não estará, não será tolerado pela nossa coligação”, disse.

Segundo Temer, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consegui “pacificar os movimentos sociais”. “O trânsito já não para mais em Brasília. Vamos para as eleições com todos os setores sociais tranquilizados.”

Indio também voltou à carga na acusação de ligação do PT com as Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia (Farc).

“Até agora a Dilma não respondeu se vê ligação entre as Farc e as drogas”, afirmou.

“A Dilma tem que explicar por que o PT é ligado às Farc”, disse. “A questão é: o PT tem ligação com as Farc, que têm ligação com o narcotráfico”, acrescentou.

Reuters

Eleições 2010: TSE decide que PT terá direito de resposta na Veja

O tacape descontrolado, e a borduna juvenil do vice de Serra, continuam fazendo estragos na campanha do tucano. Ao ligar, sem provas, o PT às Farcs e ao narcotráfico o deputado Índio da Costa, com licença do trocadilho infame, virou as costas para a legalidade e para os limites do exercício democrático. A revista Veja, por seu turno não deveria publicar nada que por carência de provas fáticas possa atingir a honra e a imagem de pessoas e/ou instituições. Nada mais fundamental para a liberdade e para a democracia que a liberdade de imprensa. Pouco importa, na análise concreta do fato, se o partido atacado foi o PT, o PSDB, o DEM, PSOL ou qualquer outro.
Que fique a lição para que se possa entender que a liberdade de expressão é uma via de mão dupla.
O Editor


TSE rejeita recurso de Veja e mantém resposta do PT

O TSE indeferiu recurso de Veja contra a sentença que condenara a revista a veicular em sua próxima edição uma resposta do PT.

A reportagem que levara o PT a requerer o “direito de resposta” foi publicada sob o seguinte título: “Índio acertou o alvo”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita] O texto trata dos ataques que o ‘demo’ Índio da Costa, vice na chapa de José Serra, fizera ao PT. Índio vinculara a legenda às Farc e ao narcotráfico.

Em sessão realizada na segunda-feira (2), o TSE dera razão ao PT. Em votação apertada (quatro votos contra três), considerarou-se que a reportagem ofendera a “honra” do PT.

Daí a determinação a Veja de levar às páginas da edição que vai às bancas neste final de semana a resposta do PT. Veja interpôs um recurso que, em “juridiquês”, é chamado de “embargo de declaração”. Por meio dessa peça, tentava reverter a decisão.
Foi esse embargo que o TSE julgou na noite passada. Indeferiu-o.

Dessa vez, em votação unânime. Manteve-se assim, a decisão anterior. Para o TSE, Veja exorbitou o direito de informar ao atribuir veracidade ao pedaço das declarações de Índio que vincula o PT a atividades criminosas.

Relator do caso, o ministro Henrique Neves reproduzira no voto que desaguou no deferimento do direito de resposta, além do título, o subtítulo da notícia.

Dizia: “O episódio foi uma afobação de iniciante, mas o vice de José Serra está correto em se espantar com a ligação dos membros do PT com a Farc e seus narcoterroristas”.

Se a moda pega, logo, logo o TSE será inundado por ações de partidos e candidatos pendurados de mal jeito nas manchetes.

blog Josias de Souza

Ex-Ministro de FHC compara PT à Cosa Nostra

O atual deputado federal e ex-ministro da educação durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, Paulo Renato, não usou da menor sutileza.

Foi direto na jugular petista. Com todas as letras, parágrafos e incisos, colocou o PT na mesma seara dos mafiosos da Sicília.
Haverá o PT de preparar uma “vendetta”?
O Editor


Tucano compara o sindicalismo petista à Cosa Nostra

Ex-ministro de FHC e atual secretário de Educação de São Paulo, o deputado tucano Paulo Renato Souza veiculou em seu blog um artigo azedo.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

No texto, o grão-tucano investe contra o que chama de “nova casta de sindicalistas”. Gente acomodada, segundo ele, em “postos estratégicos” do governo Lula.

Paulo Renato menciona o caso do dossiê elaborado contra o ministro petista Guido Mantega (Fazenda).

Enxerga no episódio métodos da máfia italiana, a “Cosa Nostra”. Faz também uma analogia com as práticas adotadas sob Al Capone:

“Nem mesmo os petistas estão livres de serem vítimas de práticas criminosas que se assemelham em muito ao que fazia o sindicalismo de Chicago nos anos trinta, ou o de Nova York”.

Evocando notícia da Folha, Paulo Renato lembra que a investida do sindialismo petista contra Mantega envolve uma disputa pelo controle da Previ.

Ao resumir o episódio, o tucano injeta na encrenca o ex-presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP):

“Até recentemente o comando do Previ estava nas mãos de um grupo de bancários paulistas, berço político e reduto eleitoral do ex-presidente do PT, Ricardo Berzoini…”

“…[…] Ao sentir que a presidência do Previ sairia de suas mãos, pois o ministro [Mantega] pretendia indicar um nome que não pertencia ao grupo…”

“…A turma dos bancários partiu para a ofensiva, divulgando uma carta anônima, na qual apontou atuações heterodoxas de uma das filhas do ministro da Fazenda”.

No dizer de Paulo Renato, “não é a primeira vez que sindicalistas e bancários participantes do governo Lula se veem envolvidos na produção de dossiês”.

Lembrou o caso dos “aloprados”, de 2006: “A Polícia Federal apreendeu R$ 1,7 milhão nas mãos de petistas suspeitos de montar um falso dossiê contra José Serra”.

Acrescentou: “Como se observa, o gangsterismo vem de longe. O inusitado do mais recente ‘dossiê’ é que ele se destina a produzir o chamado ‘fogo amigo’.”

Citou a presidenciável do PT: “Para a candidata Dilma [Rousseff], se é uma carta anônima, não tem problema, pois não se pode chamá-la de dossiê”.

Mencionou o mandachuva do petismo: “Segundo o presidente do PT, [José] Eduardo Dutra, esse é um ‘assunto velho’.”

Lamentou: “Tudo é jogado para debaixo do tapete e não há, sequer, uma defesa veemente do ministro da Fazenda”.

Em seguida, uma frase em timbre de exclamação: “Pasmem, quem o defendeu como um homem honesto foi o candidato José Serra!”

Paulo Renato reproduz no artigo uma frase de Sérgio Guerra, presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra:

“Se eles fazem contra eles, imaginem o que podem fazer contra nós”.

Os ataques de Paulo Renato chegam nas pegadas da polêmica que Índio da Costa, o vice de Serra, ateou na campanha ao vincular o PT às Farc e ao narcotráfico.

Uma controvérsia que resultou na concessão, pelo TSE, de direito de resposta do PT contra o PSDB.

Paulo Renato borrifa gasolina na cena política no mesmo dia em que a resposta do PT foi veiculada no sítio de campanha de Serra, o Mobiliza PSDB.

-> o artigo completo de Paulo Renato de Souza

blog Josias de Souza

Eleições 2010: José Serra, drogas e alucinações de campanha

José Serra, entre drogas e alucinações

Quando ministro da pasta da Saúde, o atual candidato José Serra jamais se preocupou com a questão das drogas ilícitas, no que tocava ao tratamento do dependente químico e psíquico e na formação dos agentes de saúde. Sua gestão, no particular, foi marcada pelo descaso e pelo desrespeito aos direitos humanos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

No ministério, ele se revelou incapaz de compreender que estava diante de um grave problema de saúde pública. E os aumentos relativos ao consumo e à oferta de drogas ilícitas causavam consequências sociossanitárias de grande monta. Apesar disso, fez de conta que o problema não existia.

Ao primeiro Fórum Nacional sobre drogas ilícitas e álcool, Serra virou as costas. Pela primeira vez realizado no Brasil, tratava-se de um fórum multidisciplinar e voltado a consultar e debater com a sociedade civil uma nova política sobre drogas proibidas, isso nos campos da repressão, da prevenção, do tratamento e da reinserção social. Serra não deu o “ar da graça”ou justificou a ausência, para um auditório de mil participantes.

Como ministro da Saúde, José Serra jamais compareceu às anuais Semanas Nacionais sobre Drogas (englobava o dia estabelecido pelas Nações Unidas para conscientização sobre o problema das drogas proibidas nas suas convenções).

O então ministro da Saúde adotava comportamento único, diverso dos que se envolviam: presidente FHC, ministro da Educação, chefes das casas Civil e de Segurança Institucional, secretário nacional de Direitos Humanos, senadores, deputados, governadores, prefeitos, vereadores, procurador-geral de Justiça, ministros do STJ, juízes, procuradores e promotores de Justiça, advogado-geral da União, sindicalistas, membros de ONGs, líderes empresariais.

Até a torcida do Flamengo, dos demais clubes, federações e confederações esportivas. Todos menos Serra.

Como candidato à Presidência, Serra sentiu-se, com relação às drogas ilícitas, legitimado a identificar traficantes internacionais. No dia 26 de maio deste ano, acusou o presidente boliviano Evo Morales de “cumplicidade” com o tráfico de cocaína para o Brasil. Para Serra, 90% da cocaína consumida no Brasil é boliviana e Morales não faz o “controle desse contrabando”(sic para contrabando).

Serra não sabe que para a elaboração do cloridrato de cocaína, a partir da folha de coca, são necessários insumos químicos: éter, acetona etc. A Bolívia não tem indústria química e o Brasil é o maior fornecedor de precursores químicos para os refinadores bolivianos de cocaína. A dupla via não é percebida por Serra, apesar de pagamentos de muitos “pedágios”.

Reza um ditado popular que “quem sai aos seus, não degenera”. O candidato Índio da Costa não degenerou. Seguiu Serra na indicação de traficantes internacionais. Só, trocou Evo Morales pelo PT. No fundo, uma alucinação de Índio, que se qualifica como candidato à condenação por autoria de crimes contra a honra e, no juízo civil, indenizações por danos morais a todos os filiados do PT.

Nem contumazes criadores de factoides, como as agências norte-americanas DEA e CIA, chegaram ao grau de irresponsabilidade de Índio da Costa, que mostrou a todos o quanto a sua cabeça é desmobiliada.

Por outro lado e no campo das drogas lícitas, Serra, à frente do Ministério da Saúde, deu à questão do alcoolismo um tratamento indigno, ou melhor, não fez nada. Quando prefeito da capital de São Paulo, autorizou o seu secretário de governo a construir obstáculos de modo a impedir que alcoolistas e mendigos continuassem a repousar debaixo dos viadutos e pontilhões. Sua meta era expulsar os carentes para conquistar as elites. Um “higienização”, à Hitler e Carlos Lacerda.

Ainda quando prefeito, Serra vestiu indumentária fundamentalista e populista antes envergada por Andrew Volstead, autor da chamada Lei Seca, que fez a fortuna da Cosa Nostra sículo-norte americana, e por Rudolph Giuliani, que perseguiu violentamente bebedores de cerveja, afrodescendentes e imigrantes.

Com a política de “tolerância zero”, Giuliani, depois do seu segundo mandato e quando se percebeu que desrespeitava direitos humanos, encerrou melancolicamente a carreira política: desistiu da candidatura ao Senado, pois não venceria Hillary Clinton.

Posteriormente, não conseguiu se habilitar para concorrer à Presidência.

Serra, à época de sua Lei Seca, ignorou ensinamentos fundamentais, ou seja, o de que a prevenção ao alcoolismo começa nas escolas, públicas (municipais e estaduais) e privadas.

Mais ainda, não entendeu necessários programas informativos e de tratamento médico nas fábricas e demais locais de trabalho.

Na visão canhestra de Serra, a “lei seca” paulista serviria para baixar os índices de criminalidade.

Serra demonstrou desconhecer as verdadeiras causas sociais de aumento da criminalidade: desemprego, desigualdade, discriminação, má distribuição de renda, baixa escolaridade.

Coluna Linha de Frente – por Walter Fanganiello Maierovich – Carta Capital n˚ 606

Eleições 2010: Dilma não quer Zé Dirceu, Serra não quer saber de FHC e Marina não mexe economia da taba

Ela, não quer saber do “cunpaeiro” Ele, quer distância da vestal dos tucanos. A eco candidata já mandou aviso que não mexe nadinha da política econômica.
Nos Estados, de modo geral, todos juram que não haverá continuismo e batem o bumbo.
Traduzindo pro popular: “tira esse bicho daqui”. Ou, um elefante incomoda muita gente, dois elefantes…
O Editor


As primeiras cargas lançadas ao mar

Coincidência ou não, na mesma semana os dois principais candidatos demonstraram a disposição de livrar-se de carga incômoda em suas respectivas campanhas. Não se trata de ingratidão e nem se fala da ação que vinham tendo ou poderiam ter Fernando Henrique Cardoso e José Dirceu na conquista de votos para Dilma Rousseff e José Serra. Muito menos no eventual governo de um dos dois candidatos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A verdade, porém, é que tanto o ex-presidente da República quanto o antigo chefe da Casa Civil vinham tentando ocupar espaços a eles não franqueados e acabaram recebendo um “chega para lá”.

Dilma Rousseff, num programa de televisão, afirmou “ter muito respeito pelo Zé, que não estará no cerne de seu governo. Sendo militante do PT, terá sempre seu lugar no partido. Não tem conversado com ele”.

Já José Serra, indagado numa emissora de rádio sobre qual o papel do sociólogo em seu governo, disse que ex-presidentes da República estão num patamar especial e não podem ser aproveitados como colaboradores comuns, devendo ser preservados por conta de seu passado.

Traduzindo, apesar dos naturais elogios: fiquem de fora porque não há lugar para eles, nem agora nem depois. É claro que nem Fernando Henrique nem José Dirceu acusaram o golpe, mas devem ter entendido perfeitamente os comentários. Serra e Dilma não querem oráculos nem corpos estranhos à sua sombra.

Prevalece aquela máxima tão a gosto do falecido Antônio Carlos Magalhães: “não se deve nomear quem não se pode demitir”.

Fica tudo como está

Marina Silva acaba de confirmar nos Estados Unidos aquilo que Dilma Rousseff e José Serra vem dizendo por aqui: não muda nada na política macro-econômica, ou seja, se eleitos manterão as mesmas linhas fundamentais adotadas há quase dezesseis anos, quando Fernando Henrique assumiu o poder.

Nada de reformas de base, sequer mudanças capazes de cercear benefícios ao capital estrangeiro. Facilidades aos investimentos externos, inclusive a especulação, campo aberto para os bancos e suas atividades financeiras, nenhuma taxação extraordinária para a especulação, muito pelo contrário. Sem esquecer a flexibilização de eventuais entraves constitucionais no setor social.

Numa palavra, os três propõem-se a desenvolver o mesmo modelo de FHC e de Lula, ainda que dando ênfase ao assistencialismo. De uma forma ou de outra, três neoliberais…

Cuidado com ele

Em São Paulo, não se deve esperar de Geraldo Alckmin que faça um governo de continuação nem de continuidade da administração José Serra e Alberto Goldmann. O ex-governador tem contas a acertar com o candidato presidencial, especialmente se for derrotado por Dilma Rousseff. Serra no Planalto exigiria uma certa flexibilidade do novo governador, mas fora dele seria apenas uma sombra a reverenciar, jamais a temer ou copiar.

Até agora são evidentes os sinais da vitória de Alckmin, apesar de sua cautela. Está preparado para a eventualidade da vitória de Dilma Rousseff, de quem dependerá para realizar um bom governo. Por isso não ataca o adversário, Aloysio Mercadante, muito menos participa das baixarias que tem marcado a campanha no plano nacional. Há quem jure ter ouvido do candidato frases de censura à performance do candidato a vice na chapa de Serra, Índio da Costa.

Encruzilhada

Se na economia equivalem-se José Serra e Dilma Rousseff, em termos de planos para o futuro, diversas parecem as concepções dos dois candidatos para a política externa. A ex-ministra, se eleita, deverá manter Celso Amorim por pelo menos mais um ano no Itamaraty. Conservará as mesmas diretrizes de independência e não alinhamento automático com os Estados Unidos.

Já o ex-governador de São Paulo tende a refluir nas aventuras terceiro-mundistas do Lula, buscando integração maior com as grandes potências. Os dois nomes mais citados para chanceler, num eventual governo Serra, são os embaixadores já aposentados Rubens Barbosa e Sérgio Amaral.

Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

Eleições 2010: As Farcs, o narcotráfico o PT e o Índio da Costa

O texto abaixo vai de encontro ao princípio básico do ônus da prova. Quem acusa é que tem que provar. A acusação feita pelo vice de Serra, Índio da Costa, de que o PT está ligado às Farcs e ao narcotráfico, até agora só provocou desgastes na campanha dos tucanos. Todas as denúncias constantes no artigo foram, e continuam sendo, amplamente divulgadas ao longo dos últimos anos, e o jornalista está no seu direito de divulgá-las e comentá-las. O erro está em cobrar posicionamento dos acusados. A mesma Constituição Federal que dá ao jornalista a liberdade de expressão é a mesma que homenageia o Princípio da Presunção da Inocência. Não cabe ao PT demonstrar a improcedência da acusação. No entanto o que mais compromete a imparcialidade da peroração é que o referido articulista, ao que consta, trabalha na campanha de José Serra. Em sendo assim sua (dele) peça opinativa tem o viés da parcialidade. Será mais um argumento a favorecer os petistas ao invés de prejudicar.
O Editor.


Índio, Farc e PT
Por Ruy Fabiano/jornalista

Há um dado a registrar nos desdobramentos das acusações de Índio da Costa sobre as ligações do PT com as Farc: nenhuma das manifestações em contrário tratou do conteúdo do que disse.

Todas, sem exceção, centraram-se em desqualificar quem as disse.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O que está em pauta, porém, não é apenas o denunciante, mas o teor do que foi denunciado, que vai muito além de sua dimensão pessoal ou política.

Se o que disse é verdadeiro, então cumpriu seu papel de homem público. Se não é, deve ser responsabilizado judicialmente e o que contra ele já se disse ainda terá sido pouco.

Só se pode chegar à segunda assertiva depois de elucidada a primeira. No entanto, ignorou-se a primeira e aplicou-se a segunda.

O PT acabou estabelecendo a solução: levou o caso à Justiça. Lá, Índio terá que provar o que disse ou se submeter às penas da lei. Ele diz que tem provas do que disse. O país as aguarda. O que disse, afinal, não é pouca coisa – e o lugar que ocupa confere-lhe ao menos o benefício da dúvida, negado desde o primeiro momento.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia surgiram em 1964, como guerrilha política, de índole marxista-leninista.

A partir dos anos 80, derivaram para ações criminosas.

São hoje a principal organização narcotraficante do continente e mantêm relações, já comprovadas pela Polícia Federal brasileira, com organizações criminosas como Comando Vermelho e PCC.

Estão no centro da presente discórdia (mais uma) entre Venezuela, acusada de fomentá-las, e a Colômbia.

Em 1990, ao criar o Foro de São Paulo, que teve como seu primeiro presidente Lula e presidente de honra Fidel Castro, o PT convidou as Farc a integrá-lo.

Reconheceu assim a legitimidade do papel político que exerce.

Em 2002, com o sequestro da senadora e candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Bettencourt, as Farc deixaram formalmente o Foro, a cujas reuniões, no entanto, continuaram a comparecer informalmente.

“Esse sujeito é um perturbado”, disse Marco Aurélio Garcia. “Quando terminar as eleições, vai ser vereador no Rio de Janeiro”. Tem sido essa a linha de argumentação, o que, convenhamos, está longe de obedecer à mais elementar norma de debate público.

Se é um despropósito atribuir vínculo do PT com as Farc, então, antes de condenar o acusador, ou simultaneamente a essa condenação, é preciso mostrar a improcedência dessa acusação.

Dizer algo como: o PT não tem e nunca teve vínculo com as Farc. O PT condena – e considera criminosa – a ação narcoguerrilheira das Farc.

E aí outras explicações se impõem: por que então o governo Lula deu refúgio político ao narcoguerrilheiro Olivério Medina e requisitou sua mulher, Angela Slongo para trabalhar na Casa Civil da Presidência da República?

Dizer também porque o mesmo Marco Aurélio Garcia, assessor especial de Lula, se negou a considerar as Farc terroristas, não obstante sua prática de sequestro e assassinatos de pessoas, inclusive gente alheia à luta política na Colômbia – e não obstante ser essa a classificação que lhes dão União Europeia e Estados Unidos.

Mais: por que o PT, ao criar o Foro de São Paulo, em 1990, convidou as Farc, que, já naquela época, praticavam sequestros e tráfico de drogas?

Não basta dizer que o acusador é um nada, até porque não o é. É deputado federal e candidato a vice-presidente da República.

Se fosse um nada, o PT não o levaria à Justiça. Se o levou, é porque viu gravidade no que disse. E, se o que disse é grave – e é -, precisa ser respondido, e até agora não foi.

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