Por que a inclusão digital fará desaparecer as Lan Houses

Internet Softwares LanHouses 01 Blog do MesquitaEstudo feito pela Cisco em países emergentes mostra que LAN houses vão perder importância e sumir no futuro.

Um estudo feito com empresas e usuários de internet em 20 cidades de países emergentes como Brasil, México e Rússia mostra que as LAN houses tendem a perder importância conforme o processo de inclusão digital avança nestes mercados.

“As LANs exercem um papel-chave para inclusão digital. Para muitas pessoas, elas são o primeiro contato do usuário com um PC e atuam como formadores de novos internautas. Os estudos conduzidos em países emergentes, no entanto, mostram que conforme o usuário percebe a importância da web tende a comprar um computador para si”, diz o diretor de estratégias para emergentes da Cisco, Henrique Rueda-Sabater,

Para Sabater, a pesquisa apontam para o declínio das LAN houses conforme avancem esforços de inclusão digital, como a compra do primeiro PC pelos usuários de menor renda e o treinamento de novos internautas nas escolas e residências.

O mesmo estudo mostra que o baixo nível de educação é o principal obstáculo para ampliar o acesso à web nos países emergentes. Quando cidadãos que não usam a internet são perguntados sobre os motivos que os mantêm longe da web a resposta mais recorrente é a dificuldade de lidar com computadores e tecnologia.

Em segundo lugar aparece o custo (os usuários não têm dinheiro para pagar pelo acesso à internet) e, em terceiro lugar, a acessibilidade. Ou seja, os usuários encontram dificuldades de acesso à web, como viver numa região sem banda larga ou com poucos computadores disponíveis.

da Info


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Não basta ser internet, tem que ser móvel

Não basta ser internet, tem que ser móvel
Por: Roberto Costa – Consultor em Presença Digital
enail: robertocosta.gp@gmail.com – Twitter: @robertocosta

Os aplicativos para smarphones e outros aparelhos sem fio ganham rapidamente espaço no revolucionário mercado de tecnologia.

Estima-se que em mais ou menos cinco anos o número de usuários de internet móvel ultrapasse os usuários de PC.

Mais fácil que acessar um site específico na internet pelo celular é acessar um aplicativo especializado.

A tendência é uma nova transformação no cenário digital, uma vez que existem aproximadamente 185 milhões de linhas móveis ativas no Brasil e muito mais gente pode ter acesso à internet.

Até mesmo planos pré-pagos oferecem conexão a custos econômicos trazendo inclusão digital a todas as classes da sociedade. A proporção é de quase um celular por habitante.

No primeiro semestre deste ano foram 11,9 milhões de conexões à internet em banda larga via celulares e dispositivos móveis superando 11,8 milhões da internet fixa.[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]

Em primeiro lugar, a utilização da internet móvel possibilita agilidade e praticidade na busca por informações, entretenimento ou serviços. É possível se conectar a qualquer hora, qualquer lugar e em qualquer tempo.

As inevitáveis horas de ócio que nos deparamos no dia a dia, como a espera para algum atendimento, trânsito parado, viagens curtas ou longas, podem ser ocupadas com a distração na internet via celular ou até mesmo para resolver questões financeiras, como acessar o seu banco para transferências, pagamentos de contas e outras operações.

E melhor ainda, através de aplicativos que facilitam a ação por serem criados especialmente para estes dispositivos de atuação, telefonia móvel.

São programas elaborados para tornar a sua ação mais rápida, leve e objetiva.

Para estar um passo a frente da concorrência não basta mais ter um canal de comunicação na web, com websites, lojas virtuais e etc.

É preciso acompanhar a tecnologia e criar aplicativos que facilitem ainda mais o contato do usuário com o canal, e quanto maiores forem as facilidades ofertadas, maiores as chances de atrair e fidelizar seus públicos.

O que não é fácil, ou qualquer um pode fazer. Para criar um aplicativo para o iPhone, por exemplo, é necessária aprovação prévia da Apple, e a distribuição só pode ser feita através da loja virtual da empresa.

O grande diferencial do aplicativo para celular é que a exploração desse novo formato de comunicação ainda é restrita e levará um certo tempo para se igualar a competitividade atual vivida pelas empresas na web, onde cada uma delas é apenas mais uma. O aplicativo, para algumas empresas, pode ser considerado a luz no fim do túnel.

Diante dessa nova realidade no cenário digital, automaticamente crescem também as transações comerciais via celular. Tem muita gente comprando, vendendo e realizando pagamentos.

O volume de brasileiros que consomem via celular cresce com força a cada ano. Em 2009 foram feitas 100 milhões de transações.

A expectativa é de superação a cada ano seguinte, de acordo com as novas tecnologias que se apresentam. Em breve pagar contas, encomendar um livro, reservar um DVD via internet móvel será tão comum que nem conseguiremos mais nos imaginar sem esta possibilidade.


Enviado por:
Lizi Ricco
Jornalista – Assessora de Comunicação – Webwriter

LzRicco Assessoria de Comunicação
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Msn: liziricco@hotmail.com

Lan Houses modificam o papel da internet

Sobre o vácuo tecnológico nas periferias

A natureza abomina o vácuo. A frase, usada supostamente para que Aristóteles conseguisse explicar a teoria física de que todo espaço é sempre preenchido por algo, pode muito bem ser aplicada pela maneira como o papel das LAN houses vem se modificando no mercado de internet do Brasil.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Dados da pesquisa TIC Domicílios 2009, divulgados pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br) em abril, mostram que, no ano passado, os brasileiros acessaram a internet mais a partir de casa do que a partir das LAN houses (48% contra 45% dos acessos nacionais, respectivamente).

Vale lembrar que os dados do CGI.br não contemplam iniciativas de popularização de conexões de banda larga, como pacotes populares oferecidos em São Paulo a partir do final de 2009, ou o Plano Nacional de Banda Larga, oficializado pelo Governo Federal em maio mas ainda longe de se tornar realidade.

O principal motivo pela liderança da LAN house desde 2006 estava no valor: o preço de uma conexão doméstica era bastante alto, ainda que programas federais, como o Computador para Todos, tenham barateado o custo dos equipamentos. A inclusão digital batia no teto, como já discutimos aqui, pela carência de conexões.

Na falta de um “Banda Larga para Todos”, a estabilidade econômica foi suficiente para que a adoção das conexões domésticas crescesse, aponta o coordenador do CETIC.br, Alexandre Barbosa.

A classe C, finalmente, começou a contratar planos domésticos de banda larga, impulsionando o mercado nacional. Some a isto os programas de incentivo da adoção de banda larga e temos uma tendência que deverá se aprofundar nos próximos anos.

É cedo, porém, para imaginar o fim das LAN houses por dois motivos: a penetração de banda larga suficiente para que todos tenham conexões domésticas ainda deve demorar alguns anos e há uma transformação em curso que amplia o papel da LAN house dentro das comunidades carentes.

Alguns dos exemplos passam longe da trivialidade de serviços complementares como digitação de trabalho, venda de chiclete ou cópia de documentos.

“A LAN house pode virar também um centro de consumo financeiro informal. No interior do Brasil, conheço casos de moradores que queriam comprar passagem de avião e o dono emprestava o cartão e fazia até um crediário improvisado”, afirma Carla Barros, pesquisadora da ESPM que estuda o impacto da LAN house nas comunidade de Vila Canoas e Dona Marta, no Rio de Janeiro.

O que Carla percebeu até agora é que a relevância da LAN house entre os moradores vai além dos games online ou da rede social. Em ambientes com poucas opções de lazer, os atendentes assumem a função de guia, ensinando como explorar serviços municipais online, indicando novos sites ou games e selecionando músicas do seu gosto para carregar no MP3 player de quem frequenta a LAN house.

E aí caímos de novo na frase da introdução. Em periferias carentes de alternativas, as LAN house ocupam não apenas os espaços abertos pela exclusão digital, mas também pela financeira, pela educativa e pela de entretenimento. Elas deixam de ser lugares onde os mais jovens assistem a vídeos no YouTube e jogam World of Warcraft e se transformam em centros de inclusão da sociedade.

Não por coincidência, as LAN houses começam a chamar atenção para o potencial de empreendedorismo que representam. Entre os finalistas do prêmio Conexão Cultura, por exemplo, você encontra algumas que abrigam cursos profissionalizantes ou oferecem acesso a deficientes visuais.

Primeiro passo na regulamentação da atuação das LAN houses, o Projeto de Lei 4361/04, em tramitação na Câmara dos Deputados, não elimina o vácuo, entretanto facilita o caminho de quem luta contra ele.

21/06/2010 14:00:59
Guilherme Felitti/Carta Capital

Fernando Henrique Cardoso e a revolução digital

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não escreve mais à mão. Artigos, estudos, mensagens – tudo ganha vida pelas teclas no computador. “Acho que nem sei mais escrever à mão”, disse durante palestra proferida na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) nesta quarta-feira (24/3). Mas isso não quer dizer que o sociólogo seja um prodígio da tecnologia. Pelo contrário: não raras vezes os bites e bytes lhe pregam peças do arco da velha.

FHC grande

Dias atrás, por exemplo, ele perdeu um texto que escrevia. O documento simplesmente escafedeu-se da tela do computador. “Pedi ajuda ao seu marido”, disse, da mesa de onde palestrava, para Monica Serra, esposa do governador de São Paulo, José Serra.

“Ele tentou me ajudar e não resolveu nada. Pedi para meu filho, que também não conseguiu resolver. O jeito foi chamar meu neto para dar uma solução”, afirmou, arrancando boas gargalhadas da plateia.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A história começou como piada, mas foi a forma de FHC dizer que – segundo palavras dele – a “grande revolução do momento é a da comunicação”, fenômeno propiciado pela tecnologia da informação. E que esse movimento será liderado pela juventude. “A revolução da tecnologia da comunicação é para gente nova. A pedagogia moderna é isso”.

Google e o Kindle, essa maquininha aí

Ao falar assim, a intenção do ex-presidente é destacar o papel de liderança das novas gerações no mundo contemporâneo, e não diminuir a importância dos mais velhos no processo de digitalização.

Para ele, pensar o País daqui para frente significa estar inserido na lógica da inovação científica, o que repercute em todos os setores da economia. “Só temos a Embraer competindo no exterior porque temos o ITA”, disse, referindo-se ao Instituto Tecnológico da Aeronáutica.

“Agora temos essa maquininha aí que permite ler livros”, afirmou, numa referência aos leitores digitais como Kindle. “Também existe a Wikipédia. Eles escrevem muitas bobagens sobre mim lá, mas é um ponto de partida para a pessoa avançar e descobrir mais sobre um assunto”, brincou. “E também temos o Google, o maior sabido do mundo hoje”.

E o que deve um país fazer diante de um cenário como esse? Ou, para ficar no tema de sua palestra (“Ensino superior como área crítica estratégica”), qual o lugar da universidade diante da revolução digital? “A questão é ser ou não ser um analfabeto na web. O importante não é a tecnologia, mas a pessoa. É a formação dos professores para que lidem com as tecnologias da informação”.

Sobrou até para o Lula

Esse contexto também permite analisar, segundo FHC, a aplicação da tecnologia como instrumento de desenvolvimento. Como exemplo, cita o caso do Chile, que, para ele, fez um bom trabalho de valorização de seus produtos e sua imagem como país. “Os chilenos inventaram um negócio que é vender ostra para a França. Parece coisa simples, mas é complicado. Envolve logística, tecnologia”, afirmou.

Outro exemplo é o vinho, que, de algumas décadas para cá, alcançou status internacional graças a um bom trabalho de marca, pela avaliação de FHC. Foi o que bastou para dar uma alfinetadinha em seu grande rival político.

“O Brasil tem uma grande produção de fruta, à la Lula, ‘a maior do mundo’, mas ninguém conhece. O mundo do futuro é do design, da moda, da tecnologia. É o que chamam de economia criativa”.

Castells e os soviéticos

Ao refletir sobre o desenvolvimento tecnológico, FHC citou até o sociólogo espanhol Manuel Castells, autor de a “Galáxia da Internet”, com quem afirmou “ter sólida amizade”.

Conforme relembrou o ex-presidente, um dos estudos de Castells, feito há algumas décadas, um dos motivos de o império soviético ter ruído se deve ao fato de a URSS ter perdido o bonde da evolução tecnológica, embora o país tivesse, durante bom tempo, despontado como potência científica. O descompasso se deu a partir do momento em que os EUA começaram a viver “a revolução tecnológica, a digitalização, a concepção binária”, disse FHC.

“Só depois o comando soviético percebeu que os americanos olhavam para o pequeno, o micro, enquanto eles continuaram no macro. E a evolução caminhou para a miniaturização, foi do complexo para simples”, analisou.

O resumo da ópera, seguindo o raciocínio de FHC, são as profundas transformações sociais, políticas e econômicas provocadas pela tecnologia. “A revolução tecnológica tem um efeito maior do que a revolução industrial teve em sua época”.

Clayton Melo/IDG Now

Clayton Melo

Fibra Ótica – Conheça a rede brasileira que tem a ótica suspeita do Zé Dirceu

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O cabeamento liga extremos como as cidades de Fortaleza, no Ceará, à capital gaúcha, Porto Alegre, passando por municípios do interior do Nordeste, como Imperatriz, próximo da divisa do Maranhão com o Tocantins e o Pará. Regiões do Centro-Oeste como Brasília e Goiânia são atendidas pela rede.

Construída pela Eletronet, a rede nunca chegou a funcionar plenamente, já que a companhia controlada pela AES Eletropaulo e outros sócios, decretou falência. Nos últimos anos, a rede esteve embargada pela Justiça para servir de garantia aos credores da Eletronet. A empresa falida deve aproximadamente R$ 800 milhões a credores.

No início deste ano, uma decisão da Justiça do Rio de Janeiro determinou que o Governo Federal pode utilizar esse cabeamento para criar serviços de banda larga e inclusão digital. Neste caso, os credores vão resolver seus problemas com a Eletronet sem envolver a rede de fibra óptica, que neste momento está ociosa.

A rede de fibras da Eletronet é cobiçada por teles privadas. Em 2008, a Oi tentou comprar esta infraestrutura, sem sucesso.

O mapa abaixo mostra por onde passam os 16 mil quilômetros de fibra óptica que a Eletronet construiu mas não utiliza.

O plano do Governo Federal é unir estes 16 mil quilômetros de banda larga a outros 5 mil quilômetros atualmente sob uso de estatais como a Petrobras. Toda essa rede seria usada no Plano Nacional de Banda Larga, cujo modelo será conhecido no início de março.

O cenário mais provável é que os 21 mil quilômetros de fibra óptica recebam mais investimentos públicos, afim de levar conexões a pequenos municípios do Brasil e regiões onde não há este tipo de tecnologia. Redes sem fio seriam construídas ligando os limites dos cabos de fibra óptica até pequenas cidades do interior.

O projeto, no entanto, é alvo de críticas por prever a criação de uma nova estatal de telecomunicações, a Nova Telebrás, que gerenciaria toda essa rede. Para os críticos, seria melhor o governo entregar esta rede a iniciativa privada.

Felipe Zmoginski/INFO Online

Tecnologia. Brasil ainda vive apagão digital: 104,7 milhões de pessoas não usam a internet

Apesar do acesso à internet ter melhorado no Brasil, cresceu 75,3% entre 2005 e 2008 , o país ainda vive um apagão digital: 104,7 milhões de pessoas com dez anos ou mais de idade não usam a grande rede, 65,2% do total, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad) 2008 divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

– Ainda existe um contingente grande de pessoas sem internet, estamos abaixo do nível de acesso de outros países, mas observamos um forte crescimento, especialmente entre os grupos com menor escolaridade e menor renda. Um dos caminhos para esse aumento de acesso foi o das lan houses – disse Maria Lúcia Vieira, gerente da Pnad, destacando que ainda há diferenças regionais fortes.

– Esse maior acesso à internet e ao celular mostra uma maior democratização da informação no país. Melhorias na distribuição de renda contribuíram para aumentar o poder de compra das pessoas, fazendo com a população tivesse mais acesso a esses bens – acrescenta o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, Cimar Azeredo.

Mas o gerente da PME lembra que a inclusão digital é maior em países como Chile, Argentina e Colômbia.

– Estamos muito aquém de países que investiram em avanço em escolaridade, como a Coréia, que usou a educação como forma de inclusão digital – conclui.

Quase um terço dos que não usam a internet dizem não querer fazê-lo

Durante as entrevistas da pesquisa, os três principais motivos citados para não usar a internet foram: não achar necessário ou não querer (32,8%); não saber utilizar (31,6%) e não ter acesso a um computador (30,0%). No Norte e no Nordeste, a razão mais citada foi não saber utilizar a Internet, 38,7% e 40,1%, respectivamente.

A proporção de pessoas que disseram não acessar a internet porque não tinham acesso a computador (30,0%) reduziu em relação à pesquisa de 2005 (37,2%), bem como a atribuição disso ao custo elevado do computador (9,1% em 2005 e 1,7% em 2008).

Já o percentual de pessoas que não usavam a internet porque não achavam necessário ou não queriam foi o que mais aumentou (de 20,9%, em 2005 para 32,8%, em 2008). Cresceu também o percentual de pessoas cujo motivo declarado foi não saber utilizar a Internet (de 20,6%, em 2005 para 31,6%, em 2008).

Alagoas (48,3%), Rondônia (43,5%) e Acre (47,5%) tiveram os maiores percentuais de pessoas que não utilizaram a internet porque não tinham acesso a computador. Já no Rio de Janeiro o principal motivo foi não achar necessário ou não querer (45,1%).

Os que não acessaram a internet porque não achavam necessário ou não queriam e os que não sabiam utilizar a internet apresentavam idades médias mais elevadas (44,1 e 45,2 anos, respectivamente) do que aqueles que alegaram os demais motivos. Os estudantes que não utilizaram a rede apresentaram como principal motivo não ter acesso ao computador (46,9%).

Fabiana Ribeiro/O Globo

Internet: Belo Horizonte terá conexão gratuita em 95% da cidade

Internet Gratuita Belo HorizonteBelo Horizonte, capital de Minas Gerais, terá conexão e infraestrutura de banda larga em órgãos públicos, telecentros, associações e espaços públicos de grande circulação de pessoas. O Projeto BH Digital será inaugurado nesta quarta-feira (21) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro das Comunicações Hélio Costa, na cidade mineira.

O Projeto BH Digital faz parte do programa de inclusão digital do governo federal e é uma parceria com a prefeitura de Belo Horizonte. De acordo com o ministro Hélio Costa, foram investidos no projeto mais de R$ 4,5 milhões, sendo que deste total o Ministério das Comunicações aplicou diretamente R$ 3,7 milhões em recursos. O restante foi a contrapartida da prefeitura municipal.

A iniciativa do governo federal e prefeitura municipal vai garantir conexão em infraestrutura de acesso à internet em banda larga sem fio beneficiando cerca de 100 mil estudantes, mais de 250 associações de bairros, igrejas, ONGs e a 50 órgãos públicos da administração pública municipal. O Projeto BH Digital permitirá às comunidades com alto índice de vulnerabilidade social e à população em geral o acesso gratuito à rede mundial de computadores. A ideia é conectar telecentros, escolas, centros de saúde, bibliotecas, centros de cultura e órgãos da prefeitura.

A área de cobertura da rede de comunicação é de 340 quilômetros quadrados, o que abrange cerca de 95% de Belo Horizonte, e atende inclusive locais de grande concentração popular, como o Parque Municipal, Praça da Liberdade e Rodoviária.

Nessas 13 áreas, a instalação de pontos de conexão permite o acesso livre à população em geral, que poderá navegar na internet por até duas horas por dia utilizando equipamentos de informática, como notebooks, netbooks e smartphones, por exemplo. Até 2012, a previsão é que esses pontos de acesso cheguem a 50 locais de Belo Horizonte.

Pontos – Segundo o Ministério das Comunicações, a cada ponto de inclusão digital serão conectados em média dez computadores. A previsão é atender 1.300 usuários por mês, e 520 mil usuários simultâneos no mesmo período, totalizando 4 mil computadores conectados.

Cerca de 400 órgãos públicos e entidades localizadas no município, como associações de bairro, igrejas, organizações não-governamentais, escolas e postos de saúde, dentre outros estão conectados. De acordo com o ministro Hélio Costa, até 2012 serão mais de 600 órgãos públicos e entidades ligados à rede mundial de computadores.

A infraestrutura da rede sem fio garantida pelo projeto em Belo Horizonte é composta por nove estações de rádio base central, com torres de 30 metros de altura distribuídas pelo município. O acordo de cooperação da prefeitura com o Ministério das Comunicações permite que ambulâncias tenham conexão à rede de seus equipamentos de voz, dados e imagem.

O Projeto permite, na área de segurança pública, a instalação de cerca de 500 câmeras de vídeo em edifícios públicos com transmissão em tempo real. Assegura, ainda, o monitoramento simultâneo de três mil ônibus, permitindo o controle dos bilhetes de viagem. O tráfico da cidade ganhou dispositivos móveis para controle e monitoramento, com o funcionamento de 520 semáforos sem fio.

Estima-se que a rede permitirá a substituição de cinco mil linhas telefônicas comuns por outras baseadas em voz sobre IP, que é o roteamento de conversa usando a internet.

fonte: Boletim Em Questão

Banco do Brasil faz doação de computadores

Avançam as ações em busca de permitir que um maior número de brasileiros tenham acesso tecnologia digital

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A secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República recebeu 2.235 computadores, doados pelo Banco do Brasil, para os conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente nos municípios. Doação do Banco do Brasil.

Inclusão digital

Brasil: da série “O Brasil que dá certo”.

Eis um fenômeno que até agora não está sendo considerado pelos estudiosos nem pelas agências de publicidade. Somente alguns políticos, estão percebendo a importância desse palanque virtual.

Uma janela para o mundo digital
Do G1
Martha Mendonça e Peter Moon

Metade dos 42 milhões de internautas brasileiros – das classes D e E – usa a internet nos milhares de lan houses espalhadas pela periferia

Thiago Cristófaro tem 16 anos e não se lembra de quando foi apresentado à internet: “Quando eu nasci, ela já não existia? Não sei como os garotos da minha idade viviam sem isso”. Thiago é estudante do 2º ano do ensino médio, mora no Engenho de Dentro, na zona norte do Rio de Janeiro, e freqüenta os centros públicos de acesso à internet, conhecidos como lan houses (do inglês LAN, sigla para “rede de acesso local”). Ele diz que gosta do clima das lans. “Todos os dias faço amigos.

Parece que é festa o tempo todo.” Thiago afirma gastar boa parte de sua mesada na lan house, que cobra R$ 2,50 por hora. Conta que passa horas com os amigos em jogos com nomes estrangeiros como Counter Strike e Need for Speed. Diz que também usa a rede para pesquisar trabalhos da escola e visitar o site YouTube atrás de clipes de hip-hop. “Eu me correspondo pelo MSN com amigos da Bahia, trocamos fotos, vídeos e idéias”, afirma. “Venho dez vezes por dia. Aqui me sinto melhor do que em casa.” Para Thiago, estar na internet é uma forma de aprendizado: “Ela é uma janela para o mundo, não é o que dizem por aí? Quem não está na internet, está fora do mundo”.

Thiago é um dos 20 milhões de internautas brasileiros de baixa renda que não têm computador. Para eles, a principal alternativa para acessar a rede são as dezenas de milhares de lan houses encravadas em favelas ou espalhadas pela periferia das grandes cidades. “A Rocinha, na zona sul do Rio, tem mais de cem lan houses”, diz Antonio Carvalho Cabral, do Centro de Tecnologia e Sociedade da Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro. Em Antares, na cidade de Santa Cruz, extremo oeste da Grande Rio, Cabral conta que viu sete lan houses, mas nenhuma padaria. Em Fortaleza, no Ceará, há uma rua onde as lan houses ficam uma ao lado da outra – e cada uma é de um dono diferente.

Um estudo recente do Comitê Gestor da Internet (CGI) afirma que em 2005 apenas 4% dos membros da classe E, que ganham até um salário mínimo, usavam lan houses como meio de acesso à rede. Em 2006, o porcentual pulou para 46%. Foram 78% em 2007. O fenômeno se repete na classe D, que ganha até dois mínimos. Em 2005, 25% usavam lan houses. Em 2007, 67%. “No ano passado, as lan houses se tornaram o principal local de acesso da população”, diz Mariana Balboni, a responsável pela pesquisa do CGI.

A principal razão para a explosão das lan houses é o aumento de renda da população de baixa renda nos últimos anos. Mas essa não é a única explicação. A explosão na venda de computadores, impulsionada pelo corte nos impostos promovido pelo governo federal, tornou o país o quinto maior mercado de PCs – foram 10,5 milhões vendidos em 2007. Só o Programa Computador para Todos, em que o governo financia máquinas de até R$ 1.200 para famílias de baixa renda em até 24 prestações, respondeu desde 2003 pela venda de 300 mil PCs.

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