EUA autoriza primeiro medicamento fabricado com impressora 3D

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) autorizou o primeiro medicamento fabricado com uma impressora 3D, informou o laboratório Aprecia Pharmaceuticals, que produz pílulas solúveis para tratar crises de epilepsia.

A companhia, com sede em Oslo, informou em um comunicado publicado em seu site, que seu sistema de impressão 3D pode produzir doses com até 1.000 miligramas por comprimido.

O remédio, o Spritam (Levetiracetam), já é vendido em outras formas.

Sistema de impressão 3D pode produzir doses com até 1.000 miligramas por comprimido
Sistema de impressão 3D pode produzir doses com até 1.000 miligramas por comprimido.

Segundo o comunicado, o laboratório informou que pretende desenvolver outros medicamentos através da tecnologia 3D nos próximos anos.

A FDA já havia aprovado a comercialização de materiais médicos, como próteses, fabricados por impressoras 3D.
Fonte: Jornal do Brasil


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Após acidente, tartaruga ganha mandíbula feita em impressora 3D

Uma mandíbula criada em uma impressora 3D foi implantada em uma tartaruga marinha que ficou ferida após uma colisão com a hélice de um barco.

A prótese, feita em liga de titânio, substituiu parte da mandíbula da tartaruga, que foi destruída no acidente.
Caso a tartaruga não tenha nenhum problema de rejeição com o “transplante”, ela poderá voltar para o mar em pouco tempo.

Tartaruga (Btech Innovation)
Veterinários acreditam que, com a prótese, a tartaruga agora poderá voltar a se alimentar e, assim, ser devolvida ao mar.

Comida na boca

Pesando 45 quilos, a tartaruga foi levada para um centro de reabilitação de animais na Universidade Pamukkale, na Turquia.

No começo, os veterinários do centro trataram o animal dando comida em sua boca, mas logo perceberam que seria necessária uma outra solução para que a tartaruga se alimentasse por conta própria novamente e, assim, voltasse para o mar.

Tartaruga (BTech)
Parte da mandíbula da tartaruga foi destruída quando ela se chocou com a hélice de um barco

Eles então entraram em contato com a empresa turca Btech Innovation, que faz próteses médicas.

Os técnicos da companhia analisaram as tomografias da cabeça tartaruga e criaram uma prótese que se encaixasse perfeitamente no lugar afetado, permitindo a recuperação do animal.

Agora, a Akut-3, nome dado à tartaruga pelos veterinários, ficará no centro de reabilitação até que os veterinários tenham a certeza de que ela se adaptou bem à sua nova mandíbula de metal.

Esse não é, no entanto, o primeiro réptil a se beneficiar em uma prótese feita em uma impressora 3D.

No Colorado, a tartaruga Cleópatra teve seu casco afetado substituído por um novo, uma prótese feita em uma impressora 3D

Em março, uma tartaruga chamada Cleópatra ganhou um casco de plástico feito por um estudante da Universidade Técnica do Colorado, nos Estados Unidos, depois que seu casco original ficou muito deteriorado por conta de uma dieta pobre.

Huggies usa impressora 3D para ajudar gestantes com deficiência visual a “verem” seus bebês

Há alguns anos, as mamães mais ansiosas ganharam no ultrassom 3D um grande aliado para conseguirem visualizar a carinha de seus bebês ainda no útero, durante a gestação. Para as gestantes portadoras de deficiência visual, entretanto, tudo continuava igual e elas só conseguiriam conhecer o rosto de seus filhos após o nascimento.

Foi aí que surgiu a ideia para a ação #ContandoosDias, criada pela agência Mood para a marca de fraldas Huggies. A ideia era usar a tecnologia da impressão 3D para estender essa emoção de “ver” a carinha do bebê antes mesmo do nascimento também às mães com deficiência visual.

Quatro mulheres – entre elas Tatiana, Márcia, Renata e Rosângela – tiveram a oportunidade de “sentir” o rosto de seus bebês representados em uma impressão 3D feita a partir do ultrassom 3D.

A reação de cada uma delas foi registrada nos vídeos da campanha, que ainda conta com uma versão especial com audiodescrição voltada para o público com deficiência visual.

A produção é da La Casa de La Madre e a impressão 3D da The Goodfellas.


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Tecnologia: Impressão 3D

Projeto europeu irá desenvolver impressão 3D de peças de metal

Peças de metal impressas em 3D. Crédito: ESAFabricação de peças de metal em 3d pode representar economia milionária

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) lançou nesta terça-feira em Londres um projeto de 20 milhões de euros (cerca de R$ 59 milhões) para “levar a impressão 3D para a era do metal”, construindo peças para aviões e naves espaciais e projetos de fusão nuclear.

O Projeto Amaze (acrônimo em inglês de “fabricação aditiva com o objetivo de fabricar produtos de metal de alta tecnologia com produção eficiente e zero desperdício”) reúne 28 parceiros europeus, entre eles empresas como Airbus, Astrium e Norsk Titanum, e instituições acadêmicas como a Universidade Cranfield, do sul da Inglaterra.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Algumas peças de motores e partes de asas de avião de até 2 metros de comprimento já começaram a ser fabricadas por pesquisadores usando a tecnologia.

Mas, agora, fábricas estão sendo preparadas em cinco países (França, Alemanha, Itália, Noruega e Reino Unido) para alimentar uma cadeia de produção em escala industrial.

“Queremos construir os melhores produtos de metal já feitos. Objetos que você não pode fabricar de outra maneira”, disse David Jarvis, diretor de novos materiais e pesquisa energética da ESA.

“Nosso objetivo final é imprimir um satélite em uma única peça. Uma peça de metal que não precisa ser soldada ou parafusada. Isso iria representar para nós uma economia de 50% dos custos – milhões de euros.”

Designs complexos

A chamada fabricação aditiva, ou impressão 3D, já revolucionou o design de produtos plásticos.

Acredita-se que esse método de montagem em camadas de componentes metálicos permitirá maior economia e poderá reduzir o despedício de material na manufatura das peças.

“Para produzir um quilo de metal, você usa um quilo de metais – e não 20 quilos”, diz Franco Ongaro, diretor de gerenciamento técnico e de qualidade da ESA.

“Precisamos limpar a nossa produção – a indústria espacial precisa ser mais verde e esta técnica vai nos ajudar.”

Além disso, a tecnologia permitiria a produção de designs complexos que seriam impossíveis de ser executados por meio do sistema tradicional de fundição de metais.

Peças de metal. Crédito: EADS
Na foto, a peça acima foi fabricada da forma convencional e a de baixo, usando a impressão 3D

Peças para automóveis e satélites poderiam ainda ser aperfeiçoadas para serem mais leves e – simultaneamente – incrivelmente resistentes.

Durante o lançamento do Amaze, no Museu de Ciência de Londres, foram apresentados componentes de liga de tungstênio que podem resistir a temperaturas de 3 mil graus centígrados.

Essas peças poderiam resistir até mesmo dentro de reatores de fusão nuclear e nos escapamentos de foguetes.

Problemas

Componentes de alta resistência são geralmente produzidos com metais caros como titânio, tântalo e vanádio. Daí a importância de se buscar uma alternativa de produção que reduza ao máximo o desperdício.

Os cientistas, porém, ainda precisam resolver alguns problemas impedem as impressões 3D com metais de ter um acabamento com qualidade industrial.

Um deles é a porosidade – é comum que surjam pequenas bolhas de ar nos objetos criados. Outro é surgimento de irregularidades na superfície dos produtos.

“E nós precisamos fazer que o processo (de fabricação) possa ser repetido em uma maior dimensão”, salientou Jarvis.