De onde vem tanta estupidez?

Imaginávamos viver o pico da civilização com a tecnologia e conhecimento, mas nos deparamos com uma progressiva regressão social. A prevalência de crenças ao invés de fatos, falta de empatia e doutrinas extremistas tornam-se mais que frequentes, são aceitas. De onde vem essa necessidade de sempre ter razão? Onde ficou a humildade em nos reconhecer ignorantes?

Estamos sentindo na pele o quanto a popular “burrice” pode ser danosa à sociedade. Os males que uma pessoa burra pode causar representa mais que um atraso do progresso ou retrocesso, nas palavras do historiador e economista Carlo Cipolla, conhecido por seus ensaios sobre a estupidez humana, uma pessoa burra “causa algum dano a outra pessoa ou a um grupo de pessoas sem obter nenhuma vantagem para si mesmo – ou até mesmo se prejudicando”.

Antes de refletir sobre isso, temos que ter claro que a ignorância é diferente da burrice. “O conhecimento da ignorância é o início da sabedoria” – esse pensamento socrático traz a visão romântica da ignorância, considera o não-saber como único meio de acesso genuíno ao conhecimento. Sócrates exprime essa máxima filosófica quando afirma “só sei que nada sei”, distinguindo a ignorância da burrice. Já o sábio escritor brasileiro Nelson Rodrigues é mais cirúrgico quando diz que “a ignorância é o desconhecimento dos fatos e das possibilidades.

A burrice é uma força da natureza”. E ele tem razão. Ignorar é não saber, enquanto o burro sabe mal. A burrice é um estado de defesa, seria como uma reação à ignorância. Enquanto a ignorância busca conhecer mais, a burrice se fecha na fé de que sabe e não se abre ao aprendizado.Censura,Liberdade,Blog do Mesquita 07

O lado mais nocivo da burrice é a naturalidade dela se converter em ação. O burro não hesita e tem grande confiança em suas convicções. Nesse ponto há algo interessante a ser observado. Filosoficamente, o pensamento é feito da hesitação. É a capacidade humana de ponderar que nos torna inteligentes. Pois assim conseguimos controlar os instintos advindos de nossa carga genética e tomarmos ações mais plurais, com vista ao bem comum. Essa capacidade de hesitar antes de executar é o que leva o exercício da sabedoria.

Um computador é burro mesmo com sua capacidade de cálculos e operações porque lhe falta justamente essa exclusividade humana que é o parar. Hoje somos bombardeados de estímulos externos e o ócio é algo quase que extinto, dificilmente paramos. O mundo atual obriga as pessoas a serem sempre ativas e otimistas, até o descanso ganhou o nome de “ócio criativo” sempre prevendo produzir algo. Isso é também parte do problema, pois nos impede de hesitar e pensar. Sobre esse ponto aprofundaremos mais à frente com o pensamento do autor do livro “Sociedade do Cansaço”, do sociólogo Byung-Chul Han.

Pesquisas e neurologistas têm explicações do funcionamento do cérebro que indicam porque somos teimosos com nossas crenças e como esses processos químicos se dão em nossa mente, provando que isso é realmente um sistema de defesa do cérebro. Esta complexa máquina que controla o corpo é uma grande contadora de histórias que cria realidades ilusórias que nos convém. Existem, inclusive, cientistas cognitivos como Hugo Mercier e Dan Sperber, de Harvard, que afirmam que a razão não é fruto da reflexão profunda. Segundo eles, ela “altera-se conforme o contexto, e sua grande utilidade é construir acordos sociais – custe o que custar”. Partindo desse princípio, nossos maiores equívocos tendem a ser nossas certezas. Quanto mais certezas temos, mais burros somos.

Einstein nos alerta sobre duas coisas que são infinitas: o universo e a estupidez humana. Em épocas de defesas ferrenhas às próprias opiniões, ninguém se assume ignorante. Inevitavelmente, a pessoa mesmo frente a evidências do contrário daquilo que ela acredita não se diz burro e ainda nega aquela afirmação. Por isso, não à toa, encontramos pessoas em nossos círculos sociais com acesso à informação, instruídas e viajadas colocando opiniões que fogem completamente da lógica e bom senso. Esse comportamento é, na verdade, um fenômeno social, que torna justificável o fato de cérebros sadios e dotados de recursos fazerem escolhas tão… burras.

“No âmbito clínico, a burrice é a pior doença, por ser incurável”, esta é a conclusão dos estudos do psicólogo italiano Luigi Anolli, um dos especialistas que tentam entender melhor como esse “bloqueio” nos afeta fisiologicamente. Evidentemente, a burrice hoje é um fato indiscutível. O crescimento da anticiência, posturas fanáticas, pensamentos fascistas e até mesmo religiões que prometem milagres nos fazem compreender que há um contexto muito mais denso dessa realidade.

A partir dessa percepção, entendemos que a burrice se tornou uma epidemia e afeta toda a espécie humana com danos reais à espécie. Por seu aspecto risível, a burrice foi sempre subestimada, porém hoje se mostra como uma ameaça, principalmente no âmbito político em que decisões tomadas têm rumos irreversíveis. Como entender que há pessoas inteligentes que, vez por outra, têm pensamentos burros? E o mais importante, é possível reverter isso? A definição de Aristóteles que homem é um ser racional, com a capacidade de examinar diversas variáveis e chegar a conclusões importantes e elaboradas, que guiou pensamentos do Iluminismo e Descartes, parece estar em desuso por posturas negacionistas e completamente fechadas em si.

Para ajudar neste embate, o historiador e economista Carlo Cipolla, já citado anteriormente, listou cinco “leis fundamentais da burrice” e destaca o aspecto contagioso deste mal. Isso explica como populações inteiras (a exemplo da Alemanha nazista ou na Itália fascista) são facilmente condicionadas a objetivos insanos. Como exemplo, podemos tomar o caso de não muito tempo, em que após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugestionar que a ingestão de desinfetantes poderia matar o vírus COVID-19, o centro de controle de envenenamento de Nova York recebeu 30 chamadas relacionadas aos produtos nas 18 horas seguintes à declaração.

Outro ponto fundamental, segundo Carlo Cipolla, é que o burro é a pessoa mais perigosa que existe. Grandes pensadores também concordam com isso, como o caso de Ruy Barbosa que atesta a periculosidade da burrice ao afirmar que “A chave misteriosa das desgraças que nos afligem é esta; e somente esta: a Ignorância! Ela é a mãe da servilidade e da miséria”. Goethe diz que “não há nada mais terrível que a Ignorância” e de fato o mundo nos mostra (e será ainda mais incisivo em afirmar isso à humanidade) que nossas ações individuais têm impacto direto em tudo e em todos.

A psicologia tem um termo para explicar essa dissonância cognitiva que transforma a máquina mais incrível da natureza em pura estupidez. Nomeada de “Avareza cognitiva”, esta teoria surgiu em 1984 pelos psicólogos Susan Fiske e Shelley e hoje representa o modelo predominante de cognição social. A teoria afirma que o processamento de informação por parte do nosso cérebro está sujeito a determinados limites para tratar simultaneamente as diversas variáveis do ambiente.

O cérebro seleciona uma pequena parcela destes estímulos que podem ser atendidos e desconsidera a imensa maioria dos elementos presentes. Além disso, trata de forma bastante superficial a informação, favorecendo a utilização de atalhos mentais durante as operações de processamento para “autocompletar” as percepções. Ou seja, nosso cérebro é naturalmente preguiçoso e fará de tudo para poupar energia e chegar as mais fáceis conclusões. Se juntarmos essa característica do cérebro junto com nossa sociedade organizada em “links”, em cliques, essa geração que tudo se resolve com um botão, uma pílula etc. em que temos uma noção supérflua de tudo, porém aprofundada de nada, podemos concluir que estamos atrofiando nosso cérebro ao invés de exercitá-lo.

Para comprovar essa teoria, um estudo de Leonid Rozenblit e Frank Keil, psicólogos da universidade americana de Yale, aponta como as pessoas acreditam que realmente sabem mais do que realmente sabem sobre tudo. Neste experimento, eles convidaram as pessoas a explicar detalhadamente algo que acreditam saber como funciona. O estudo identificou o fenômeno batizado de “ilusão da profundidade de explicação”, em que mostrou que quando as pessoas são forçadas a explicar, elas se viam obrigadas a reconhecer que conheciam muito menos um assunto do que acreditavam. Esses são os pequenos atalhos mentais para disfarçar de nós mesmos a dimensão da nossa ignorância.

Outra pesquisa, do professor Philip Fernbach, da Universidade do Colorado, tentou uma abordagem mais próxima da nossa realidade para explicar como isso acontece nas pessoas. O estudo foi feito com americanos na internet sobre assuntos polêmicos, como sanções ao Irã, reforma do sistema de saúde e soluções para reduzir o aquecimento global. Dois grupos foram separados, em que no primeiro as pessoas foram convidadas apenas a expor sua visão sobre determinado tema, já o segundo grupo tinha algo a mais para fazer: precisavam explicar passo a passo – do começo ao fim – o caminho pelo qual a política que defendiam produziria o resultado que desejavam. Os resultados mostraram que as pessoas do primeiro grupo mantiveram suas posições inalteradas. Já os que precisaram explicar em detalhes suas visões, acabaram adotando posturas menos radicais. A Avareza Cognitiva nos condiciona a não obter profundidade em nossos argumentos.
O homem vive em sociedade. Portanto o fator social é como se fosse o organismo condutor da pandemia da burrice, sendo um ponto fundamental. A sociedade nos contamina e tratá-la não é simples. Neste aspecto, é interessante a interpretação do tempo em que vivemos feita pelo sociólogo coreano Byung-chul Han, em seu ensaio Sociedade do Cansaço. Ele defende que nossos dias são marcados pelo excesso de positividade. Isso nos torna exaustos demais para agir e nos coloca como “empreendedores de nós mesmos”, criando uma “sociedade do desempenho”. Nela, o status quo faz você acreditar que é capaz (como o slogan da campanha presidencial de Barack Obama em 2008: “Yes, we can” – “Sim, nós podemos”). Ao contrário da sociedade de nossos pais, chamada de “Sociedade Disciplinar” (que era regida pelo o medo e negatividade), a Sociedade do desempenho tem a positividade como pano de fundo, que, segundo o autor, gera pessoas depressivas e fracassadas.

Anteriormente falamos da capacidade de hesitar como base do raciocínio filosófico. Neste aspecto, a visão de Byung-chul Han coincide ao afirmar que vivemos um excesso de estímulos que geram estados psíquicos doentes por nos impedir de descansar. Nietzsche afirma que “Por falta de repouso, nossa civilização caminha para uma nova barbárie”, e atualmente o repouso é algo condenável do ponto de vista de produção. A “pressão do desempenho” é o que causa o esgotamento porque neste novo modelo precisamos obedecer somente a nós mesmos. Segundo Byung-chul “a depressão é a expressão patológica do fracasso do homem pós-moderno em ser ele mesmo”.

Se olharmos os dados alarmantes do estado da saúde mental da população mundial, veremos que faz sentido essa interpretação. Não é normal que, segundo os últimos relatórios da OMS, o suicídio cause mais mortes de jovens que homicídios e guerras. Não é normal uma sociedade cuja depressão seja a principal causa de incapacidade em todo o mundo e contribui de forma importante para a carga global de doenças, segundo a OPAS/OMS. Estima-se que 350 milhões de pessoas pelo planeta sofram de depressão, o que corresponde a 5% da população mundial. As crises contemporâneas apenas evidenciam como as desigualdades e as injustiças existem em nossa sociedade e devemos aproveitar que a ferida está aberta para tratar e curar essas chagas.

O que não precisamos são de brasileiros tentando explicar o nazismo para a Alemanha, pessoas contestando a ditadura à historiadores ou ainda recomendações médicas por aqueles que não tem nenhuma ligação com a área da saúde. Esse é o triunfo da burrice. É o estágio em que existe um organismo doente e que começa a se prejudicar. Nesta trilha, existem dois caminhos. O da dor e da consciência. Não entraremos no mérito de como a proliferação de idiotas se deu, precisamos nos concentrar em encontrar uma vacina para esse ódio e ignorância que tem se tornado comum e que tem sido aplaudido.

Iluminismo e Internet

É bem simples de entender.

A reprodução indefinida, e desde o surgimento do “iluminismo” – há quem acredite nessa falácia – da manutenção de todos os privilégios injustos dependem do “convencimento”, e não dá “violência”.

Houve, e há exceções, claro.

Mas, pós conferência de Bretton Wood essa “violência física” foi substituída, sempre que possível, por uma “violência simbólica“.

Por isso cada vez mais crescente a importância do controle/manipulação da mídia, muito mais importante que armas e moedas. Eis então a necessidade premente de controle da Internet.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Legítima defesa, Código Penal e execução

Blog do Mesquita leis Justiça ImpunidadeAssisti na TV noticiário sobre uma tentativa de assalto ocorrido em um praia da zona do sul do Rio de Janeiro.

O assaltante estava armado. O texto lido pelo apresentador informava que um policial militar ao presenciar o assalto, “agindo em legítima defesa” reagiu, alvejou e matou o assaltante com o disparo de cinco tiros de pistola.

Em relação a esse fato fiz uma postagem no Facebook, chamando atenção para o que dispõe o Código Penal sobre legítima defesa, com o seguinte teor:

Código Penal – Legítima defesa
Art. 25 – Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.
Notem o uso do advérbio “moderadamente” na tipificação do crime.
Cinco tiros, entendo não ser apropriadamente a definição de uso moderado da força.

Não fiz juízo de valor nem de mérito em relação ao fato. Tão pouco me passou, ou passa pela mente, a mais remota intenção de catequizar ninguém, convencer ninguém sobre nada, nem na mais remota tentativa axiológica de atacar valores já firmados, certos ou errados, na sociedade. Nem de longe ataquei o fato como se teratológico fosse.

Minhas observações eram dirigidas ao conteúdo do texto jornalístico.

Simultaneamente nas redes sociais foram feitas postagens justificativas à ação do policial, e ainda o sempre nunca esquecido discurso segundo o qual todo cidadão tem o direito de se defender, que bandido tem é que ser morto e tal.

Todos os que rebateram minha postagem, expressaram claramente a opção do direito da população agir na ausência da ação policial pertinente. O que é o direito de cada um no uso da liberdade de expressão garantida na Constituição Federal.

Viva Talião! Aos esgotos a ética iluminista, de Montesquieu a Voltaire, de Diderot a Beccaria, de John Locke a Rousseau e por aí vai.

O PM não era o assaltado. E todos os cinco tiros disparados acertaram o assaltante.
Somente citei o que o CP define como legítima defesa, tão pouco fiz juízo de valor da possível ação passada ou futura de quaisquer pessoas, nem particularizei situações específicas que esse ou aquele tenha sido vítima.

Mantenho o meu entendimento. Dificilmente à luz do CP, um juiz acatará o disparo de cinco tiros como legítima defesa.

Isso é no meu entendimento uma execução.


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John Locke – Reflexões na tarde – 02/08/2013

Se a vontade do homem é livre ou não? A questão ela mesma é imprópria; e é tão insignificante perguntar se a vontade do homem é livre quanto perguntar se seu sono é veloz, ou sua virtude quadrada: a liberdade sendo tão pouco aplicável à vontade, quanto a velocidade do movimento ao seu sono, ou a quadratura à virtude.

Todo o mundo deve rir da absurdidade de uma questão tão peculiar quanto essa: porque é óbvio que as modificações do movimento não pertencem ao sono, nem a diferença de figura à virtude; e quando se considera isso bem, penso que se percebe que a liberdade, a qual é apenas um poder, pertence apenas aos agentes, e não pode ser um atributo ou modificação da vontade, a qual também é apenas um poder.
John Locke – Ensaio acerca do Entendimento Humano, livro 2, capítulo 21, parágrafo 14

John Locke
* Wrington, Inglaterra – 29 de Agosto de 1632 d.C
+ Wrington, Inglaterra – 1704 d.C

>> Biografia de John Locke


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Kadafi: a barbárie e o retrocesso do Estado de Direito

Como já havia comentando em ‘post’ no dia da morte do genocida da Líbia, entendo que a função do Estado é punitiva, e não vingativa. É perigoso se justificar ações irracionais de um turba como a natural reação a anos de opressão. Geralmente se estabelece a anarquia e o resultado, a médio e longo prazo, écatastrófico. No Egito tal descontrole já começou.

Há algo de podre no reino da Dinamarca, parodiando o bardo de Albion, quando se perde a noção do que seja a aplicação da lei e a barbárie.

O Estado de Direito, que a humanidade cultiva com mais desvelo desde os iluministas, não pode admitir que alguém seja torturado e executado se o direito à ampla defesa.

Os criminosos nazistas tiveram direito ao julgamento em Nuremberg.

Fica a pergunta: como será daqui por diante viver num país como esse que as pessoas executam sumariamente. Posso estar errado, ou certo. Como haverão de impor ideais democráticos aqueles que executam seres humanos como se fossem animais e ainda ficam expondo os defuntos como se fossem brinquedos de crianças! A história o dirá, mas creio que esse país haverá de ficar mais violento, pois o que esperar quando os rebeldes forem cobrar a fatura?

Abaixo artigo de Reinaldo Azevedo, que demonstra que estou em boa companhia.

O Editor


Também Mutassin, um dos filhos de Kadafi, foi preso com vida e depois assassinado sem julgamento por aquelas olorosas flores da Primavera Líbia…

Não foi só Muamar Kadafi que foi preso com vida por esses que são chamados “rebeldes”.

Também um de seus filhos, Mutassin, como se vê em três vídeos abaixo, estava vivo e caminhando quando foi capturado. No último, ela já é exibido morto. Vejam. Volto depois.


Ah, sim: alguns leitores me perguntam por que apóio a eliminação de terroristas, mas censuro com tanta dureza as execuções extrajudiciais na Líbia.


Vou explicar direitinho.

Só não o fiz por falta de tempo. Achava que a diferença fosse óbvia. Não sendo, explico, não tem problema.

O que vai acima diz tudo.

Os corpos de Kadafi e do filho estão num açougue em Misrata, numa câmara fria. Líbios fazem fila para vê-los, tirar fotografia, fazer chacrinha ao lado dos cadáveres.

Num dos vídeos, Mutassin está fumando, em bom estado de saúde.

O cadáver, momentos depois, tem um rombo gigantesco logo abaixo da garganta. Mahmoud Jibril, premiê do governo de transição, visitou o local.

E insistiu na mentira óbvia de que Kadafi morreu durante um tiroteio.

Uma flor legítima da Primavera Árabe, sem dúvida, a exemplo daquelas outras flores que incendeiam casas e igrejas de cristãos no Egito.

Por Reinaldo Azevedo


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