Tópicos do dia – 27/07/2012

11:02:32
Latim, Língua maravilhosa!

O vocábulo “maestro” vem do latim “magister” e este, por sua vez, do advérbio “magis” que significa “mais” ou “mais que”. Na antiga Roma o “magister” era o que estava acima dos restantes, pelos seus conhecimentos e habilitações! Por exemplo um “Magister equitum” era um Chefe de cavalaria, e um “Magister Militum” era um Chefe Militar. Já o vocábulo “ministro” vem do latim “minister” e este, por sua vez, do advérbio “minus” que significa “menos” ou “menos que”. Na antiga Roma o “minister” era o servente ou o subordinado que apenas tinha habilidades ou era jeitoso….
Como se vê, o latim explica a razão por que qualquer imbecil pode ser ministro … Mas não um maestro!

12:13:58
Eleições 2012: TSE alerta sobre falsos e-mails

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quinta-feira (26) que e-mails falsos têm circulado na internet em nome da Justiça Eleitoral. Segundo o tribunal, tratam-se de possíveis vírus. As mensagens falam sobre suspensão do título de eleitor e dizem que o eleitor precisa preencher um formulário para se regularizar. “esse e-mail é falso, não foi encaminhado pela Justiça Eleitoral e pode conter vírus”, alertou o TSE, que alerta ainda para o fato de que a corte não envia e-mail aos eleitores. “A única exceção são e-mails em resposta a dúvidas encaminhadas ao TSE”, afirma.

15:22:59
Gilmar Mende teria sido cliente do Valerioduto, segundo matéria da revista Carta Caplital.

Mensalão. Pressão aumenta e ministro Gilmar Mendes é acusado de receber R$ 185 mil do Valerioduto.
Gilmar Mendes recebeu uma grana do “Valeioduto”. Nessa semana, a revista CartaCapital aborda lista inédita de beneficiários do caixa 2 tucano de 1998, na qual Gilmar Mendes aparece. A revista está chegando nas bancas hoje.
-> Leia aqui e aqui

15:53:40
ENEM: Inep investe R$ 2 milhões para evitar fraudes na próxima edição do Enem.

O Inep vai investir R$ 2 milhões em editais para estudos e discussões sobre correção de textos. A informação é do presidente do instituto, Luiz Cláudio Costa. Segundo ele, a medida será divulgada na próxima semana, junto com o Guia do Estudante, que explica como são feitas as avaliações, as correções e como acabar com as dúvidas sobre o exame. Ele informou ainda que o Inep está treinando 4.300 corretores de redação para todo Brasil. “Esses professores, que já estão sendo capacitados, terão mais uma semana após a data de realização do exame para treinamento com o tema específico”, afirmou. Ao todo, 5,8 milhões de candidatos estão inscritos para a próxima edição do Enem. Trata-se de um número recorde que fará o exame em 140 mil salas de 1.600 municípios do país. “Estamos trabalhando no sistema de segurança para que o participante tenha tranquilidade de fazer as provas. Com relação ao roubo de provas, isso é um crime, não é um problema de gestão ou logística”, disse em referência ao roubos de provas de 2009. O Enem 2012 será realizado nos dias 3 e 4 de novembro.

17:38:29
Olimpíadas: há quem acredite que é esporte.

Desde os centuriões que a patriotada se traveste de babaquice, e incensa eventos analgésicos pro populacho, antes, ostentação de triunfos guerreiros; e comercial, agora, adjetivado de esporte.
“O Tempora, O Mores”!


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Google e desaparecimento das línguas

Especula-se, veja matéria abaixo a desse comentário, que a tecnologia pode contribuir com o desaparecimento de 50% dos idiomas hoje falados na terra.

A língua é dinâmica.

Considero um processo natural a substituição de idiomas, seja por decadência de um grupo social seja pelo predomínio econômico/militar de uns sobre outros. Foi, e será assim, desde o começo da civilização, e, penso, até o fim dos tempos.

Recentemente para alguns filólogos, antropólogos e cientistas sociais, o declínio, e mesmo a extinção da diversidade cultural e linguística está ligado à perda de biodiversidade.

Essa corrente de cientistas tem como referência pesquisas baseadas em um estudo da rede britânica BBC. A pesquisa, publicada na “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)”, e conduzida pelo professor Larry Gorenflo, da Universidade de Penn, detectou que 70% dos idiomas do mundo inteiro foram descobertos em locais com as mais ricas biodiversidades.

Não deve ser abstraído a revolução provocada, primeiro pelo rádio e televisão, uniformizando a linguagem – no Brasil o poder da rede Globo, a meu sentir, é responsável por boa parte da extinção da linguagem coloquial regional, substituída pelo ‘carioquês’ noveleiro – e pela internet.

Essa, internet, por universal, criando uma nova linguagem, misto de terminologia técnica com o uso de contrações fonéticas – blz, bjs, naun, etc. – bem como a reintrodução na linguagem, universalizando-a, dos pictogramas conhecidos como ‘emoticons’, :- ). Mas nada disso é novidade.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Sempre houve tentativas de uniformizar a linguagem, e o Esperanto é o mais visível exemplo.

Steven Roger Fischer fala fluentemente inglês, francês, espanhol e alemão. Esse americano “se defende” como diz coloquialmente, em cinco outras línguas e consegue ler, razoavelmente, em aproximadamente oitenta idiomas. Esse pesquisador americano, nunca esteve no Brasil, saliente-se, é um apaixonado declarado pela riqueza cultural do Brasil, e tem um previsão no mínimo inquietante para o futuro da língua portuguesa: “ela vai desaparecer e seu lugar será ocupado pelo portunhol. Para ele, nada há para se lamentar.

A língua, como os seres vivos, está em contínua transformação e processo de enriquecimento.

Em recente entrevista à revista Veja ele assim se expressa sobre o desaparecimento de idiomas:
“Falam-se entre 4.000 e 6.800 idiomas na Terra. Haverá menos de 1.000 em 100 anos. Em 300 anos, não mais do que 24. Inglês, mandarim e espanhol serão as mais faladas. A maioria das pessoas será bilíngüe e dominará um desses três idiomas. Hebraico e árabe também sobreviverão em vista da importância religiosa, como aconteceu com o latim. Inglês certamente será a língua franca”.

Na rescaldo desse fogueira entendo que aos pais e educadores cabe a função de ensinar, sem abolir ou criticar as variáveis de cada idioma, criticar a linguagem popular e discriminar o uso da gíria, o idioma culto.

É importante ensinar que todas as formas de expressão são válidas e úteis, cabendo tão somente ensinar em que contexto esses diversos “idiomas’ devam ser usados. Afinal todo o conhecimento científico está grafado na linguagem culta, e a ele, o conhecimento científico, só terá acesso aquele que dominar essa linguagem. Desconheço um livro de biologia, ou física, grafado em linguagem chula.

Ps. A considerar, também, com o surgimento de tecnologia da informação, especialmente ‘softwares’ de tradução automática, surge a possibilidade real de permitir que todos os idiomas sejam compreendidos por todos.
José Mesquita – Editor


PROJETO IDIOMAS EM RISCO DO GOOGLE, SOBRE O DESAPARECIMENTO DAS LÍNGUAS:

Especialistas estimam que apenas 50% dos idiomas falados hoje estarão em uso até 2100.
O desaparecimento de um idioma significa a perda de informações culturais e científicas valiosas e pode ser comparado ao desaparecimento de espécies.
As ferramentas de colaboração usadas entre as comunidades, os estudiosos, as organizações e as pessoas de todo o mundo podem fazer a diferença.
O projeto “Idiomas em risco” é um recurso on-line para registrar, acessar e
compartilhar amostras e pesquisar sobre idiomas em risco. Ele também é uma forma de compartilhar conselhos e práticas recomendadas com pessoas que trabalham na documentação ou no fortalecimento de idiomas ameaçados.

Dicionário Oxford: versão OnLine ameaça versão impressa

Editores levantam dúvida sobre o futuro do dicionário de inglês Oxford.
Demanda pelo dicionário Oxford on-line superou versão impressa.
Última edição vendeu cerca de 30 mil exemplares desde 1989.

Editores teme que versão impressa do dicionário Oxford acabe (Foto: Caleb Jones, AP)

Há mais de um século, o dicionário de inglês Oxford é vendido na versão impressa. Porém, a sua terceira edição deve ser publicada apenas na versão on-line.

A editora responsável pela publicação do dicionário, Oxford University Press, disse que a crescente demanda pela versão eletrônica já ultrapassou, de longe, a demanda pela versão impressa.

Quando os dicionaristas responsáveis pela revisão e atualização acabaram o seu trabalho em cima da última edição do dicionário, editores levantaram a dúvida se ainda existe mercado para a versão impressa.

O dicionário Oxford on-line, atualmente, atinge 2 milhões de acessos dos seus assinantes por mês. A última edição impressa vendeu cerca de 30 mil exemplares desde 1989.

Mercado

“Estamos vendo um crescimento na demanda pelo produto on-line”, disse um editor. “Mesmo assim, a versão impressa continuará, com certeza, sendo considerada se houver demanda suficiente no momento da publicação”.

Nigel Portwood, chefe executivo da Oxford University Press, disse em entrevista ao “The Sunday Times” acreditar que a edição mais recente não será impressa. “O mercado de dicionários impressos está desaparecendo”.

O comentário de Portwood é relacionado, principalmente, ao dicionário completo. Portwood ainda disse que a conveniência do dicionário eletrônico também está afetando a demanda por verões menores do dicionário impresso. Mesmo assim, Portwood sublinhou que a Oxford University Press ainda não tem planos de acabar com a publicação dos dicionários.

Por outro lado, cada vez mais pessoas estão aproveitando a facilidade de usar a versão on-line, que, nos EUA, custa US$ 295 por ano. Lançado em 2000, o Oxford on-line é mais fácil de ser atualizado, recebendo novas palavras a cada três meses.

G1


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Eyjafjallajokull: Como pronunciar o nome do vulcão da Islândia

O vulcão de nome complicado em um país isolado lá perto do polo norte, continua complicando a vida de muita gente. Principalmente para quem tem que pronunciar o quase impronunciável Eyjafjallajokull.

Aprenda como pronunciar o nome do vulcão.

1. O j equivale a i, portanto, a primeira parte Eyja, é algo como ‘êia’
2. O ‘ll’ adquire um som parecido com dl ou tl. Assim, Fjalla vira … ‘fiatla’
3. O jokull, então, é mais ou menos ‘iôkutl’, só que o ‘tl’ tem um ‘estalinho’


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Internet terá endereços escritos em caracteres não-romanos

Mais da metade dos internautas usa caracteres não romanos

A Icann (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), o órgão americano que administra a internet e os nomes dos sites, anunciou que deve permitir o uso de caracteres não-romanos nos endereços da rede.

A proposta, aprovada em primeira instância em 2008, vai permitir que endereços sejam escritos em árabe, chinês ou japonês, por exemplo.

A Icann afirmou que se os planos forem aprovados em 30 de outubro, começará a aceitar inscrições já em 16 de novembro.

Os domínios escritos em outros alfabetos já podem estar funcionando em meados de 2010.

“Mais da metade dos 1,6 bilhões de usuários de internet em todo o mundo usam outros alfabetos que não o latino”, disse o porta-voz da Icann Rod Beckstrom, em Seul, Coreia do Sul na abertura de uma conferência do órgão.

“Esta mudança é muito necessária para os futuros usuários, na medida em que a internet continua a se expandir”, completou.

“O que criamos é um diferente sistema de tradução. Temos confiança de que ele funciona porque o temos testado por alguns anos”, disse Peter Dengate Thrush, da comissão encarregada de supervisionar o processo.

O sistema transforma endereços comuns, como “bbc.co.uk” em uma série de números que são posteriormente traduzidos para outros alfabetos.

Alguns países como China e Tailândia já introduziram sistemas que permitem que usuários escrevam endereços da rede em seus próprios idiomas, mas estas iniciativas não foram aprovadas internacionalmente ou funcionam em qualquer computador.

BBC Brasil

Idiomas mais falados

  1. Mandarim – 1bilhão 200 milhões – China, Malásia e Taiwan.
  2. Inglês – 510 milhões – EUA, Reino Unido, Austrália, Canadá, Nova Zelândia.
  3. Hindu – 490 milhões – Índia, regiões norte e central.
  4. Espanhol – 425 milhões – Espanha e Américas.
  5. Árabe – 255 milhões – Oriente Médio, Arábia, África do Norte
  6. Russo – 254 milhões – Rússia e Ásia Central.
  7. Português – 218 – Brasil, Portugal, África do Sul.
  8. Bengalês – 215 – Bangladesh, Nordeste da India.
  9. Malaio – 175 – Indonésia, Malásia, Singapura.
  10. Francês – 130 milhões – França, Canadá, Oeste da África e África Central.
  11. Japonês – 127 milhões – Japão.
  12. Alemão – 123 milhões – Alemanha, Áustria, Europa Central.