CPI Cachoeira: Vestal do PSDB é afastado por suspeita

Lembrei-me de outras furibundas vestais em CPIs passadas. Na do mensalão, dois dos dedos mais acusadores são hoje adoradores prostrados aos pés do petismo.

Um, Eduardo Paes, hoje prefeito do Rio, foi implacável acusador do PSDB na CPI do mensalão, e hoje é mais um ardoroso membro da torcida do Lula.

O outro, Gustavo Fruet, à época do mensalão, deputado federal pelo PSDB, era um inquisidor implacável e mordaz. pois hoje, esse acusador do Dirceu e cambada, está coligado ao PT na disputa à Prefeitura de Curitiba, se bandeou pro PDT – partido da tal “base de apoio”, há, há há, e também se revela petista desde criancinha.

Todos esses políticos são tão verdadeiros quanto uma nota de 3 reais.
Argh!
José Mesquita – Editor


Tigrão sai da CPI, do PSDB e pode ser investigado. O Tucano tentou orientar Gurgel contra Agnelo.

O site Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, publicou, neste domingo, um documento ainda inédito da CPI do caso Cachoeira, que cita o procurador-geral da República, Roberto Gurgel (leia aqui).[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

São conversas que envolvem o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) e o araponga Idalberto Matias, o Dadá, além de personagens conhecidos da política brasiliense, como o ex-senador Alberto Fraga, do DEM, e os jornalistas Edson Sombra e Mino Pedrosa.

Ambos, críticos ferozes da gestão de Agnelo Queiroz, do PT, no governo do Distrito Federal.

Já se sabia que Francischini pensava em mudar seu domicílio eleitoral do Paraná para Brasília, onde concorreria ao GDF em 2014 – a revelação foi feita, aqui, no 247.

A novidade é que, pela primeira vez, há grampos que citam o nome do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Nos diálogos, interlocutores de Dadá articulam para que Gurgel apresente denúncia contra Agnelo Queiroz.

O trabalho do grupo envolvia, ainda, a publicação de notícias em blogs políticos de Brasília contra o governador.

Num email interceptado pela Polícia Federal, Alberto Fraga sugere a Edson Sombra que fale com Mino Pedrosa para maneirar as denúncias contra Agnelo, para não prejudicar o trabalho do procurador-geral.

“Você tem que falar com o Etelmino para ele ir com calma.

Pois todo esse alvoroço pode até atrapalhar o trabalho que o Gurgel está fazendo junto com o Francischini”.

No início do ano, o deputado tucano denunciou, na revista Veja, a existência de uma central de grampos, no governo do Distrito Federal, contra adversários políticos de Agnelo Queiroz.

Ele estaria entre os alvos, assim como os jornalistas Edson Sombra e Mino Pedrosa. Em abril, Francischini disse até que pediria a prisão do governador do Distrito Federal.

O que o documento publicado neste domingo revela, no entanto, é bem diferente.

Era Francischini quem tramava com Dadá, Carlos Cachoeira, Alberto Fraga e blogueiros de Brasília a queda do governador.

O que ainda não se sabe é qual era o grau de envolvimento do procurador Gurgel na trama.
fonte: site Brasil 247