EUA prorrogam papel de vigilância da internet

O governo dos Estados Unidos prorrogou a vigilância sobre a entidade que controla parte da estrutura da internet, informou o Departamento do Comércio, ao adiar a possível transferência de responsabilidades a uma entidade privada.

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O secretário adjunto de Comunicações, Lawrence Strickling, publicou na segunda-feira uma atualização dos planos para entregar a vigilância do sistema de domínio de nomes a uma entidade privada.

Um plano que está sendo considerado prevê a criação de um corpo legal por parte da Corporação da Internet para a Atribuição de Nomes e Números (ICANN, na sigla em inglês) para administrar as funções técnicas chaves e o sistema de endereços online.

Este sistema ajudaria a aplacar questionamentos sobre o que leva o governo dos Estados Unidos a exercer um papel único no funcionamento da internet global.

Mas Strickling destacou que são necessários mais trabalhos antes de uma possível transferência.

“Ficou muito claro nos últimos meses que a comunidade precisa de tempo para completar seu trabalho, que o plano deve ser revisado pelo governo dos Estados Unidos e depois implementado se for aprovado”, escreveu.

O adiamento permite aos Estados Unidos continuar com seu atual modelo com a ICANN até 2016, e prorrogá-lo por três anos se necessário.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A ICANN atribui nomes de domínios para a internet, como os conhecidos “.com” ou “.co”, como parte de seus endereços.

O governo americano anunciou em março de 2014 um plano para afastar-se do papel de vigilância e repassar totalmente às funções para a ICANN.
AFP

Mudança nos endereços da internet incluirá mais de 1.700 sufixos, como ‘.pizza’ e ‘.rio’

A organização responsável por administrar os chamados domínios de topo genéricos, a Icann, aprovou recentemente o último lote de pedidos de novas terminações.

No total, são 1.745 sufixos liberados que se somarão aos 22 atualmente em uso (“.org”, “.net”, por exemplo).

A mudança, a maior na história dos endereços da web, implica que empresas e pessoas físicas passam a poder controlar esse tipo de domínio, algo que antes era reservado apenas a governos e organizações relacionadas à infraestrutura da internet.

Para o internauta, isso significa mais sites com endereço intuitivo (como “saopaulo.pizza”, “mpb.music” ou “prefeitura.rio”), mas também potenciais problemas com fraude –em um documento, a Icann aponta para terminações de “alto risco” como “.credit”, “.shop” e “.discount”, já aprovadas.

Em 2011, após o anúncio da iniciativa, a Dell, a HP, a Samsung e outras 84 empresas publicaram uma carta aberta para tentar impedi-las, com a alegação de que as justificativas eram insuficientes e que os novos sites poderiam causar dano à reputação das marcas, além do custo alto.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

PREÇO ALTO

A Icann cobra US$ 185 mil para analisar um pedido, mas, somadas as exigências técnicas e jurídicas, o gasto total para cada domínio acaba sendo de por volta de US$ 700 mil, segundo Rob Hall, diretor da Momentous, empresa canadense que solicitou quatro terminações.

A manutenção custa por volta de US$ 150 mil anuais.

“Não sabemos se todas serão exitosas [financeiramente], mas essa não deixa de ser uma boa oportunidade”, diz Hall. Os pedidos dele incluem “.sucks”, considerada de alto risco, e “.rip”, cuja ideia é ser usada para sites que homenageiam mortos.

Todos os sufixos aprovados passaram à fase de contratação, seguindo uma ordem definida por sorteio, e muitos devem estar no ar no fim deste ano e no começo do ano que vem.

Sete empresas brasileiras têm pedidos: Bradesco, Globo, Ipiranga, Itaú, Natura, UOL e Vivo, além do NIC.br. Solicitações do país incluem “.ltda”, “.final”, “.bom” e “.rio” (da prefeitura carioca).
Sozinho, o Google fez 101 requisições (entre elas estão “.web”, “.blog” e “.youtube”).

“É algo importante para a inovação “, diz Rodrigo de la Parra, vice-presidente da Icann para América Latina. “Dá às companhias oportunidades competitivas e, aos usuários, de identificação.”

Já para Demi Getschko, diretor do NIC.br, órgão que é uma espécie de supervisor da web no Brasil, novos domínios são desnecessários. “Ninguém nunca deixou de criar um site por não existir um sufixo que não fosse de seu gosto ou que não representasse sua ideologia.”

“Isso acaba gerando ruídos e conflitos, como foi o caso da Amazon”, diz, referindo-se à terminação requerida pela varejista americana, que suscitou protestos de países amazônicos (entre eles o Brasil) e, por isso, teve sua avaliação prorrogada.

Editoria de Arte

Yuri Gonzaga/Folha de S.Paulo

Estados Unidos e o controle na Web.

Internet Blog do MesquitaÓrgão que controla internet ganha mais independência.

O Icann supervisiona muitos aspectos da internet.
O governo dos Estados Unidos disse que vai manter a vigilância sobre a internet, mas com menos envolvimento.
O Icann, departamento que decide sobre o futuro da internet em nome do governo americano, recebeu mais independência sob um acordo que valerá para os próximos três anos.

Paul Twomey, presidente do departamento, disse que o acordo representa “um grande passo em direção à autonomia do Icann”.
O governo americano prometeu ceder controle da internet ao setor privado no futuro.

O Icann (do inglês Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) é uma empresa sem fins lucrativos formada em 1998.

É o guardião da “arquitetura” da internet, decidindo, por exemplo, sobre distribuição de nomes de domínio como .com ou .net.

A intenção é que o coordenador do setor seja uma organização privada, mas desde a sua criação o Icann tem sido supervisionado pelo governo americano.

No passado, o governo foi criticado por controlar demais o Icann. Em maio de 2006, a organização gerou polêmica quando o domínio .xxx para sites expressamente com conteúdo sexual foi rejeitado, uma decisão que alguns viram como politicamente motivada. 
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Outros acreditam que o controle da internet não deveria estar ligado a um governo, e vários comunicados enviados a um encontro para discutir o futuro do Icann em julho diziam que “nenhum governo deveria ter um papel preeminente na governância da internet”.

Grande diferença.

“A grande diferença é que nós não teremos mais o nosso trabalho determinado pelo Departamento de Comércio e não temos mais que dar retorno para eles a cada seis meses”, disse Twomey.

Ele disse que os críticos do Icann e da relação do órgão com os Estados Unidos deveriam ver a recente decisão como um grande passo em direção a uma organização em que vários grupos têm interesse.

“Os Estados Unidos disseram claramente que querem autonomia total e que estão comprometidos com isso”, afirmou.

Emily Taylor, diretora do Nominet, o registro para domínios na Grã-Bretanha que terminam em .uk, disse não estar segura de que o Icann esteja pronto para caminhar sozinho.

“A sensação é de que o Icann está progredindo, mas não está totalmente pronto ainda”, afirmou.
“O que a gente gostaria de ver são planos para uma transição para o setor privado”, completou.

Twomey disse que alguns problemas em relação à transparência têm de ser resolvidos antes de o Icann ganhar autonomia.
“Eu acho que nós somos uma organização transparente, mas alguém me disse: “O Icann é transparente como um acordo de cartão de crédito. Está tudo lá, mas não entendido por todo mundo'”, afirmou.

“A segurança e a estabilidade da internet são algumas das nossas principais responsabilidades e devem ter prioridade quando a decisão de ceder controle for tomada”, disse Twomey.
Fonte – BBC, Londres.

ONU e o controle da Internet

Censura Internet Blog do MesquitaA ONU praticamente enterrou a proposta do Brasil de levar o controle da internet para uma entidade internacional e tirar das mãos da Icann, empresa com sede na Califórnia.

O novo secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), Hamadoun Touré, anunciou que sua agência – ligada à ONU – não tem qualquer intenção de passar a administrar a rede e acredita que a criação de um novo fórum geraria controvérsias.

Brasil, Índia, China e outros países emergentes vêm pedindo desde 2003 que a forma de governar a internet seja democratizada e que não fique apenas nas mãos da Icann, empresa que ainda conta com um acordo com o governo americano.

Uma das propostas era de que um fórum internacional fosse estabelecido com a participação de vários países, preferencialmente ligado à UIT.

O tema foi alvo de um debate na Cúpula Mundial da Sociedade da Informação em 2005.

Mas, diante da oposição dos Estados Unidos, a ONU optou por criar um grupo de trabalho para estudar o caso. Na primeira reunião desse grupo, em novembro, o tema da democratização sequer entrou na agenda.

O próximo encontro ocorre neste ano no Brasil e o governo tentará recolocar o tema na agenda.
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“Não é minha intenção tomar conta da internet”, afirmou Touré. “As questões levantadas pelo Brasil precisam ser analisadas, talvez por um acordo internacional. Mas não acredito que a UIT seria o local para isso ser tratado”, disse o secretário-geral, que nesta semana começou seu mandato depois de derrotar o candidato brasileiro, Roberto Blois, nas eleições para liderar a organização.

Para Touré, do Mali, sua organização nem mesmo teria os recursos necessários para ser o local de governança da internet. “Não vamos ser voluntários para esse trabalho”, disse. Questionado então onde o tema da democratização da internet poderia ser levado, confessou que não tinha uma resposta.


Para o novo chefe da agência da ONU, criar um novo fórum envolvendo as várias entidades que já lidam com o assunto seria “muito controvertido”. “Não há nem mesmo um acordo sobre o que quer dizer governança na internet”, alertou.


Para ele, cada entidade tem seu papel nos avanços da rede mundial de computadores. “A UIT quer participar do desenvolvimento da internet, mas no debate sobre infra-estrutura e acesso à tecnologia.”
O foco da gestão de Touré, porém, será a segurança da rede, um tema também defendido pelo governo dos Estados Unidos diante do temor do uso da internet por grupos terroristas.


Ciberguerra
Touré defende que os países fechem um acordo internacional, envolvendo ainda as empresas, para garantir a “paz no ciberespaço”.

“Não há desenvolvimento sem segurança e nem segurança sem desenvolvimento. Temos que evitar uma ciberguerra entre os governos”, disse. “Ninguém seria vencedor, pois todos dependem da rede hoje. Por isso, a internet deve ser um local seguro para todos.”

Em 2003, quando foi iniciada a atual guerra no Iraque, os sites iraquianos, todos obrigatoriamente registrados na Icann, nos Estados Unidos, saíram do ar misteriosamente.

Até hoje, a empresa, responsável pelo registro de sites no mundo todo, não deu uma explicação sobre o ocorrido.
Jamil Chade – Genebra/Agência Estado

Órgão regulador libera criação de sufixos de endereços na internet

Empresas privadas ou instituições públicas não terão mais que usar os sufixos .com, .net e .org em seus endereços online. A Corporação da Internet para a Atribuição de Nomes e Números informou nesta segunda (20), que a partir de 2012 o uso que qualquer outra palavra ou sigla será permitido.

Segundo a ICANN, entidade responsável pela distribuição do protocolo de internet, as solicitações para a criação de novos domínios serão aceitas em janeiro do ano que vem.

Os novos sufixos deverão aumentar o grupo de 22 classificações e 250 terminações destinadas à nacionalidade dos sites.

coluna Claudio Humberto

Internet: prefixo .xxx para sites de sexo explícito

Internautas em busca de conteúdo ‘adulto’ poderão acessar em breve sites pornográficos.

Sufixo .xxx para sites pornográficos deve ser aprovado nesta sexta-feira

‘Sex’ é o termo mais buscado no mundo, com 25% de todas as buscas na web.

Há cerca de 370 milhões de sites ‘adultos’; uso de .xxx pode superar o de .com.

A companhia que supervisiona a concessão de endereços de internet, Icann, deve aprovar formalmente nesta sexta-feira (25) a criação do sufixo .xxx para sites com conteúdo pornográfico, afirmaram representantes da empresa nesta quinta-feira (24).[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A Icann, que é controlada pelo governo dos Estados Unidos, vinha resistindo à criação do sufixo.

Por várias vezes nos últimos anos, a empresa rejeitou um pedido da norte-americana ICM Registry de autorização para distribuir endereços de sites com sufixo .xxx.

Mas membros do conselho da Icann vinham argumentando que, para manter a neutralidade na concessão dos nomes de domínio, deveria ser criado o .xxx, permitindo que sites com conteúdo sexualmente explícito utilizassem o sufixo de maneira voluntária.

“Caso os resultados de nossa análise sejam positivos, então iremos negociar contratos com a ICM (para o sufixo .xxx)”, disse o conselheiro-geral da Icann, John Jeffrey, a representantes do órgão em reunião em Bruxelas nesta quinta-feira (24).

Mais de US$ 3 mil são gastos com pornografia na internet a cada segundo.

A pornografia on-line é uma indústria gigante.

Segundo dados do grupo de estudos Internet Pornography Statistics, mais de US$ 3 mil são gastos com pornografia na internet a cada segundo, e a palavra “sex” (sexo, em inglês) é o termo mais buscado no mundo, representando 25% de todas as buscas na web.

Estima-se que existam cerca de 370 milhões de endereços pornográficos na internet, o que significa que .xxx pode se tornar o sufixo mais usado do mundo, talvez até superando o .com.

Alguns membros da indústria pornográfica, no entanto, são contrários à utilização do .xxx, afirmando que o sufixo facilita a censura e pode prejudicar os negócios.

A direita religiosa norte-americana também é contra a criação do sufixo por razões morais.

G1

Internet terá endereços escritos em caracteres não-romanos

Mais da metade dos internautas usa caracteres não romanos

A Icann (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), o órgão americano que administra a internet e os nomes dos sites, anunciou que deve permitir o uso de caracteres não-romanos nos endereços da rede.

A proposta, aprovada em primeira instância em 2008, vai permitir que endereços sejam escritos em árabe, chinês ou japonês, por exemplo.

A Icann afirmou que se os planos forem aprovados em 30 de outubro, começará a aceitar inscrições já em 16 de novembro.

Os domínios escritos em outros alfabetos já podem estar funcionando em meados de 2010.

“Mais da metade dos 1,6 bilhões de usuários de internet em todo o mundo usam outros alfabetos que não o latino”, disse o porta-voz da Icann Rod Beckstrom, em Seul, Coreia do Sul na abertura de uma conferência do órgão.

“Esta mudança é muito necessária para os futuros usuários, na medida em que a internet continua a se expandir”, completou.

“O que criamos é um diferente sistema de tradução. Temos confiança de que ele funciona porque o temos testado por alguns anos”, disse Peter Dengate Thrush, da comissão encarregada de supervisionar o processo.

O sistema transforma endereços comuns, como “bbc.co.uk” em uma série de números que são posteriormente traduzidos para outros alfabetos.

Alguns países como China e Tailândia já introduziram sistemas que permitem que usuários escrevam endereços da rede em seus próprios idiomas, mas estas iniciativas não foram aprovadas internacionalmente ou funcionam em qualquer computador.

BBC Brasil