Lava-Jato: Dono do IBOPE recebeu R$20 milhões em propina segundo Youssef

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (1º) mostra que a administração da presidente Dilma Rousseff tem a aprovação de 12% dos entrevistados, no percentual que reúne os que avaliam o governo como “ótimo” ou “bom”. Em dezembro, no último levantamento do Ibope, 40% aprovavam a gestão da petista.

Carlos Augusto Montenegro,Ibope,Blog do MesquitaCarlos Augusto Montenegro

A pesquisa, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizada entre os dias 21 e 25 de março e ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Os que julgam o governo “ruim” ou “péssimo”, segundo o Ibope, são 64%. Para 23%, o governo é “regular”.

O resultado da pesquisa de avaliação do governo Dilma foi o seguinte:

Ótimo/bom: 12%
Regular: 23% – Ruim/péssimo: 64%
Não sabe/não respondeu: 1%
Em tempo…

Segundo o doleiro Alberto Youssef, o Denatran fez um convênio com a Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização para a instituição passar a fazer um registro específico dos veículos nacionais. Sem concorrência, a Fenaseg contratou a empresa GRF para realizar o serviço.

Segundo consta no inquérito, a GRF era de Carlos Augusto Montenegro, presidente do instituto de pesquisa Ibope, que seria responsável pelo pagamento da propina.

“O negócio teria rendido cerca de R$ 20 milhões em comissões para o PP, montante que seria pago em vinte parcelas”, disse Youssef ao depor. “As parcelas eram pagas por um empresário de nome Montenegro, dono do Ibope.”


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Eleições 2014, Dilma Rousseff e o IBOPE

A leitura que faço dos estratosféricos índices de aprovação ao governo de Dona Dilma, ao invés de colocar suspeita na pesquisa:

1. O mais incomodado é o PT, pois fica cada vez mais longe da possibilidade de mandar na presidente.

2. Por outro lado o PSDB caiu na estratégia do Lula, que muito experiente nessas lutas, antecipou a campanha política e “chamou” os tucanos pra “briga”. Lula poder ser analfabeto, mas está longe de ser burro.

3. Em minha opinião, afora um tsunami maior que o mensalão irá impedir que Dona Dilma “leve” a faixa logo no primeiro turno.

4. O PT é uma obra planejada pelo Golbery com o auxílio luxuoso da incompetência das oposições.


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Internet: Estatísticas, dados e projeções atuais sobre a Internet no Brasil

Segundo o Ibope Media, somos 94,2 milhões de internautas tupiniquins (dezembro de 2012)[1], sendo o Brasil o 5º país mais conectado[2].

De acordo com a Fecomércio-RJ/Ipsos, o percentual de brasileiros conectados à internet aumentou de 27% para 48%, entre 2007 e 2011[3]. O principal local de acesso é a lan house (31%), seguido da própria casa (27%) e da casa de parente de amigos, com 25% (abril/2010). O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet[4].[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Internautas ativos

50,7 milhões de usuários acessam regularmente a Internet[5]. 38% das pessoas acessam à web diariamente; 10% de quatro a seis vezes por semana; 21% de duas a três vezes por semana; 18% uma vez por semana. Somando, 87% dos internautas brasileiros entram na internet semanalmente[6].

Segundo Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do Ibope//NetRatings, o ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso. A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais.[7].

Gráfico exibindo o crescimento da internet nas residências, com uma penetração de 8,6% em 2001 até 20,4% em 2007

Tempo médio de navegação

Desde que esta métrica foi criada, o Brasil sempre obteve excelentes marcas, estando constantemente na liderança mundial. Em julho de 2009, o tempo foi de 48 horas e 26 minutos, considerando apenas a navegação em sites. O tempo sobe para 71h30m se considerar o uso de aplicativos on-line (MSN, Emule, Torrent, Skype etc)[8]. A última marca aferida foi de 69 horas por pessoa em julho de 2011[9].

Comércio eletrônico

Em 2008 foram gastos R$ 8,2 bilhões em compras on-line[10]. Em 2009, mesmo com crise, foram gastos R$ 10,6 bilhões[11]. 2010 fechou com R$ 14,8 bilhões, atingindo 1/3 de todas as vendas de varejo feitas no Brasil[12] e em 2011 foram gastos R$ 18,7 bilhões[13]. Ainda assim, apenas 20% dos internautas brasileiros fazem compras na internet; aqueles que ainda não compram, não o fazem por não considerar a operação segura (69%) ou porque não confiam na qualidade do produto (26%)[14].

Publicidade on-line

A internet se tornou o terceiro veículo de maior alcance no Brasil, atrás apenas de rádio e TV[15]. 87% dos internautas utilizam a rede para pesquisar produtos e serviços[16]. Antes de comprar, 90% dos consumidores ouvem sugestões de pessoas conhecidas, enquanto 70% confiam em opiniões expressas online[17].

Venda de Computadores

São 60 milhões de computadores em uso, segundo a FGV, devendo chegar a 100 milhões em 2012[18]. 95% das empresas brasileiras possuem computador[19]. A difusão da Internet está diretamente associada ao crescimento do número de computadores, que têm suas vendas impulsionadas pelos seguintes fatores: aumento do poder aquisitivo, crescimento do emprego formal e do acesso ao crédito, avanço da tecnologia, baixa do dólar e isenção de PIS e Cofins sobre a venda de computadores e seus componentes[20].

Banda larga

Modem com LEDs acessos
Foto: Declan Jewell

Atingimos 10,04 milhões de conexões em junho de 2008: um ano e meio antes do previsto, já que essa era a projeção para 2010[21]. Quanto ao volume de dados, o incremento foi de 56 vezes de 2002 até 2007. E a projeção é de um aumento de 8 vezes até 2012[22]; o número de conexões móveis cresceu de 233 mil para 1,31 milhão em um ano[23]; Sistemas gratuitos de banda larga sem fio (Wi-Fi) funcionam nas orlas de Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon, nos Morros Santa Marta[24] e Cidade de Deus[25] e em Duque de Caxias[26]. Estão nos planos: São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Cantagalo e 58km da Avenida Brasil[27], todos no Rio de Janeiro.

13% dos internautas brasileiros tem uma velocidade de banda larga de 128 a 512 Kbps; 45% tem 512 Kbps a 2 Mbps; 27% usa 2 Mbps a 8 Mbps[28] Se compararmos com os números de outubro de 2011, perceberemos a migração dos usuários para velocidades superiores.

Resoluções de tela

Desde agosto de 2008, fazemos um estudo informal sobre a resolução de tela utilizada pelo internauta brasileiro. Hoje, nota-se que as resoluções estão cada vez mais pulverizadas. O negócio agora é o design adaptável!

Média brasileira de resolução de tela – Abril/2012
Largura Agosto/2008 Agosto/2009 Abril/2010 Abril/2012 Total internacional[29]
até 800px 15% 7,73% 4,10% 1,50%
até 1024px 65,1% 47,88% 45,48% 26,69% 18,09%
até 1280px 19,9% 30,16% 34,57% 17,93% 20,45%
até 1440px 5,80% 7,32% 30,79% 23,47%
até 1920px 4,44% 3,53% 5,62% 12,50%

Navegadores

Outra importante referência: qual navegador os brasileiros andam usando? Veja a tabela abaixo, ligue o fod@-se pro IE6 e seja mais feliz!

Navegadores utilizados pelos brasileiros – Abril/2012
Navegador Agosto/2009 Abril/2010 Abril/2012 Internacional[30]
Chrome 4,20% 11,10% 41,64% 25,30%
Firefox 28,42% 33,18% 20,80% 24,30%
IE8 14,09% 21,62% 15,00% 12,70%
IE9 12,86% 10,72%
Safari 0,91% 2,21% 4,13% 6,40%
IE7 30,59% 23,05% 1,87% 5,38%
IE6 21,38% 8,35% 0,50%
Opera 0,41% 0,49% 0,45% 2,10%

Segundo dados da Net Applications, em março de 2011 o mercado estava assim dividido: Internet Explorer (56,77%), Firefox (21,74%), Chrome (10,93%)[31].

Desigualdade Social

A desigualdade social, infelizmente, também tem vez no mundo digital: entre os 10% mais pobres, apenas 0,6% tem acesso à Internet; entre os 10% mais ricos esse número é de 56,3%. Somente 13,3% dos negros usam a Internet, mais de duas vezes menos que os de raça branca (28,3%). Os índices de acesso à Internet das Regiões Sul (25,6%) e Sudeste (26,6%) constrastam com os das Regiões Norte (12%) e Nordeste (11,9%)[32].

No Mundo

O número de usuários de computador vai dobrar até 2012, chegando a 2 bilhões. A cada dia, 500 mil pessoas entram pela primeira vez na Internet[33] e são publicados 200 milhões de tuítes[34]; a cada minuto são disponibilizadas 48 horas de vídeo no YouTube[35]; e cada segundo um novo blog é criado[36]. 70% das pessoas consideram a Internet indispensável[37]. Em 1982 havia 315 sites na Internet[38]. Hoje existem 174 milhões[39].

© 2007-2013 Leonardo Antonioli. Alguns direitos reservados. Entre em contato.

A imagem dos fios que ilustra esta página é de autoria de Groupe ANT.

Eleições 2012: O voto e o povo, as pesquisas e a verdade das urnas

Várias eleições em cidades brasileiras, segundo turno para prefeitura, mais uma oportunidade para que se compare o que indicam as pesquisas e o que de modo definitivo vão dizer as urnas.

Na cidade de São Paulo, convergência quase absoluta entre o IBOPE e o Datafolha. O IBOPE aponta 49 a 36 para Haddad, o Datafolha também achou 49 pontos para o ex-ministro da Educação contra 34 para José Serra.

A diferença é várias vezes superior à margem de erro admitida como possível.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O quadro parece definido. Quinze por cento assinalam os eleitores ainda indecisos e aqueles que vão votar em branco ou anular. Quase impossível que o panorama possa mudar.

A rejeição a Serra, inclusive, que já se vinha assinalando desde os primeiros momentos, manteve-se como fator decisivo na reta de chagada. A pesquisa do IBOPE foi feita para a Rede Globo, que a divulgou no Jornal Nacional de quarta-feira.

O êxito de Fernando Haddad deve-se integralmente a força do ex-presidente Lula. Que o escolheu como candidato, enfrentou a fase em que a candidatura não decolava e, na etapa derradeira, imprimiu a ela uma velocidade impressionante.

Pesquisas eleitorais têm de ser acompanhadas e analisada por etapas. É que os grupos de menor renda custam mais a decidir e como eles são majoritários seu posicionamento, isso influi no rumo final das disputas. A poucos dias das urnas, é extremamente improvável mudança nas direções.

Neste próximo domingo é o caso da capital paulista, de Gustavo Fruet em Curitiba, de Arthur Virgílio em Manaus. Em Salvador, as pesquisas indicam ACM Neto, mas Lula foi lá para dar forte apoio a Nelson Pelegrino. Vamos ver o que acontece.

Através dos setenta anos de existência do IBOPE, Instituto mais antigo, e dos praticamente trinta anos do Datafolha, os erros ocorridos contam-se pelos dedos. O índice de acertos passa de 95, talvez 97%. Os erros, algumas vezes ocorrem, mas não quanto às posições finais dos candidatos.

Apenas na exatidão dos percentuais. As pesquisas apontaram, por exemplo, vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno. IBOPE e Datafolha erraram três degraus. No turno final, entretanto, os acertos foram totais: 56 a 44 pontos.

As pesquisas eleitorais são resultado de trabalhos sérios e bastante técnicos efetuados. Baseiam-se na divisão do eleitorado por classes sociais. Mas, como já definiu o presidente do IBOPE, Carlos Augusto Montenegro, não são infalíveis.

Em 85, IBOPE e Gallup erraram na eleição pela Prefeitura de São Paulo, apontando vitória de Fernando Henrique sobre Jânio Quadros, quando foi exatamente o inverso. Alguns poucos desacertos registraram-se através do tempo.

Às vezes influem, quando acentuados, na medida em que na véspera percentagens desanimam a militância. Mas, como disse, são exemplos marcantes, porém raros. São exceções, não a regra.

Nem poderiam. As empresas afundariam.

Porque a pesquisa eleitoral é a única que pode ser comprovada publicamente na prática. De um lado o prognóstico. De outro a urna.
Pedro do Coutto/Tribuna da Imprensa

Eleições 2012: pesquisas e metodologia

Depois de tantos furos e erros sucessivos, eleição após eleição, a gente acaba chegando à conclusão de que as pesquisas eleitorais se originam de três vertentes:

1-    São compradas pelo político patrocinador interessado na pesquisa;

2-    São favoráveis à linha política do(s) pesquisador(es), que escamoteiam os dados;

3-    São resultado de metodologias suspeitas ou errôneas;

Presume-se que todas as pesquisas colham a intenção de voto diretamente com os eleitores, em entrevistas individuais. Existem, porém, métodos diferentes para escolher quem e onde entrevistar.

O mais utilizado hoje no Brasil é o chamado método de cotas, adotado por três dos principais institutos de pesquisa de opinião do país: Ibope, Vox Populi e Sensus.

No Ibope, inicialmente, são feitos dois sorteios. O primeiro seleciona os municípios que comporão a amostra. O segundo elege setores censitários (unidade usada pelo IBGE, que corresponde a bairros ou regiões de, em média, 1 100 habitantes).[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Com esses dados em mãos, os entrevistadores saem pelas ruas com a obrigação de cumprir cotas proporcionais a sexo, idade e escolaridade dos eleitores.

Segundo uma diretora do Ibope, em São Paulo “o que importa não é o tamanho da amostra e sim sua representatividade: todos os grupos sociais e regiões geográficas devem aparecer em proporção próxima à da população pesquisada”. Só que as distorções nas pesquisas do Ibope falam por si; alguma coisa deve estar muito errada nesta metodologia.

Já o instituto Datafolha prefere a “pesquisa por fluxo de ponto”, em que os entrevistadores passam horas num local de grande movimento de pedestres. Esse é o método mais rápido, porque não exige visitas a endereços específicos, mas requer um número maior de entrevistas.

Aqui já dá para desconfiar: o patrocinador classe A da pesquisa, por exemplo, em São Paulo, manda os pesquisadores estacionarem na frente do Shopping Center Iguatemi e o candidato popular Classe D manda estacionar na frente da favela de Heliópolis. A metodologia estaria correta, mas os resultados…

Para montar o universo a ser pesquisado, o Datafolha utiliza informações sobre eleitores, obtidas do Tribunal Superior Eleitoral e dados sobre sexo e faixa etária com base no IBGE. O Datafolha não leva em conta, porém, dados sobre escolaridade ou renda familiar mensal.

Já o Vox Populi usa dados censitários do IBGE e realiza um roteiro aleatório para escolha dos domicílios. O Ibope, por sua vez, seleciona probabilisticamente os municípios e leva em conta variáveis como sexo, idade, grau de escolaridade e dependência econômica.

A ordem das perguntas também distingue a forma como os entrevistados são abordados. Para não influenciar as respostas, o Datafolha evita perguntas que estimulem nomes de candidatos, partidos ou avaliações de governo antes das questões sobre em quem o eleitor pretende votar.

Já outros institutos têm como método técnicas para “esquentar” o entrevistado – caso do Ibope, que faz as chamadas perguntas “quebra-gelo” para introduzir o entrevistado ao assunto (no caso, as eleições).

Há empresas que optam em perguntar sobre a situação do País antes de aplicar os questionários da pesquisa. É comum entre institutos perguntas referentes ao grau de conhecimento sobre os candidatos citados nos formulários.

Donde se depreende que o melhor mesmo para o eleitor é ignorar os números das pesquisas, juntar o máximo de informações sobre os candidatos, tentar colocar a razão acima da emoção e no dia das eleições apertar o botão do candidato que mais se aproxime do seu modo de pensar, da sua linha ética e das suas convicções políticas.

E depois ficar rezando para que a urna eletrônica não esteja viciada, como naqueles jogos eletrônicos que a polícia anda recolhendo por todo o país.

Entre pesquisas eleitorais e urnas eletrônicas, há muito mais mistérios e artimanhas do que nossa vã imaginação possa alcançar.
do blog  bahr-baridades

Tópicos do dia – 21/09/2012

08:56:53
Análise: Se a posição de Lewandowski prevalecer, todo caixa 2 é crime
Pedro Abramovay ¹ 

A grande disputa entre defesa e acusação no mensalão foi se houve compra de votos ou caixa 2. Discussão importante para configurar o crime de corrupção. A jurisprudência do STF dizia que era necessário ligação entre o recebimento do dinheiro por um funcionário e um ato que ele pudesse praticar. Só haveria corrupção se provado que o dinheiro teve por objetivo garantir votos para o governo.

Por isso a acusação e Joaquim Barbosa se esforçaram em provar que houve compra de votos. Mas Lewandowski muda o foco do debate.

Relator condena 12 por venda de apoio no Congresso
Roberto Jefferson cometeu corrupção e foi beneficiado no mensalão, diz Joaquim Barbosa
Relator aponta crime de corrupção de Valdemar Costa Neto e mais dois

Diz que, devido à interpretação do STF no julgamento de João Paulo Cunha, não é mais necessária a relação entre recebimento de dinheiro e ato concreto: se há pagamento ao deputado e quem paga tem interesse em atos que pudessem ser praticados pelo deputado, há corrupção.

Se um parlamentar receber dinheiro de alguém com interesse em votações já há corrupção. O que é o caixa 2 senão o recebimento de dinheiro de pessoas com interesse em ato de um parlamentar?

No debate entre caixa 2 e corrupção, a posição de Lewandowski parece ser: há corrupção de toda maneira. Se o entendimento prevalecer, o STF criminaliza o caixa 2.

¹ Pedro Abramovay é ex-secretário nacional de Justiça e professor da FGV-Direito Rio.

15:28:40
Dilma Rousseff escalare declaração do Ministro Joaquim Barbosa no processo do mensalão

“Na leitura de relatório, na sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal, o senhor ministro Joaquim Barbosa se referiu a depoimento que fiz à Justiça, em outubro de 2009. Creio ser necessário alguns esclarecimentos que eliminem qualquer sombra de dúvidas acerca das minhas declarações, dentro dos princípios do absoluto respeito que marcam as relações entre os Poderes Executivo e Judiciário.
Entre junho de 2001 e fevereiro de 2002, o Brasil atravessou uma histórica crise na geração e transmissão de energia elétrica, conhecida como “apagão”.
Em dezembro de 2003, o presidente Lula enviou ao Congresso as Medidas Provisórias 144 e 145, criando um marco regulatório para o setor de energia, com o objetivo de garantir segurança do abastecimento de energia elétrica e modicidade tarifária. Estas MPs foram votadas e aprovadas na Câmara dos Deputados, onde receberam 797 emendas, sendo 128 acatadas pelos relatores, deputados Fernando Ferro e Salvador Zimbaldi.
No Senado, as MPs foram aprovadas em março, sendo que o relator, senador Delcídio Amaral, construiu um histórico acordo entre os líderes de partidos, inclusive os da oposição. Por este acordo, o Marco Regulatório do setor de Energia Elétrica foi aprovado pelo Senado em votação simbólica, com apoio dos líderes de todos os partidos da Casa.
Na sessão do STF, o senhor ministro Joaquim Barbosa destacou a ‘surpresa’ que manifestei no meu depoimento judicial com a agilidade do processo legislativo sobre as MPs. Surpresa, conforme afirmei no depoimento de 2009 e repito hoje, por termos conseguido uma rápida aprovação por parte de todas as forças políticas que compreenderam a gravidade do tema. Como disse no meu depoimento, em função do funcionamento equivocado do setor até então, “ou se reformava ou o setor quebrava. E quando se está em situações limites como esta, as coisas ficam muito urgentes e claras”.

15:37:21
Lula não será denunciado pelo MPF

O Ministério Público Federal não pode mais denunciar o ex-presidente Lula, segundo entendimento do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Ele explica que qualquer investigação sobre o processo do mensalão cabe aos ministérios públicos estaduais não à Procuradoria-Geral da República. “O presidente Lula já não detém prerrogativas de foro. Então a eventual investigação da sua participação já não competirá ao PGR, mas ao órgão do Ministério Público de primeiro grau”, explicou. Seis dos principais partidos políticos brasileiros se reuniram e divulgaram uma nota oficial em defesa de Lula, entre eles, o PT, PSB, PMDB, PCdoB, PDT e PRB. A nota repudia reportagem da revista Veja, que afirma que Lula sabia e chefiava o esquema do mensalão.

15:40:41
Eleições 2012. Prefeitura de Manaus: comunista empata com tucano
Grazziotin empata com Virgílio, informa o Ibope

A duas semanas da eleição, o Ibope captou um empate na disputa pela prefeitura de Manaus. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) alcançou o ex-senador Arthur Virgílio (PSDB). Ambos têm agora 29% das intenções de voto.

Os pesquisadores do instituto foram ao meio-fio na segunda (17) e na terça-feira (18). Verificaram que Vanessa cresceu dez pontos desde a última sondagem, feita na semana passada, entre quinta (13) e sábado (15). Virgílio ficou estacionado.

A nova pesquisa veio à luz na noite passada. Na véspera, Lula voara até a capital amazonense para participar de um comício ao lado de Vanessa. O ex-soberano enxerga Virgílio com os olhos do fígado.

Ao discursar, Lula recordou que, em 2005, Virgílio ameaçara dar-lhe “uma surra.” Deixou claro que, em 2012, sua prioridade não é eleger Vanessa, mas derrotar o ex-líder tucano no Senado.

“O adversário de Vanessa parece que não gosta do cheiro do povo pobre”, disse. “Vanessa, se eu nunca tivesse te visto e alguém me pedisse para vim (sic) aqui e, eu soubesse que o teu adversário é quem é, eu não vou falar o nome em respeito a você, eu viria aqui te apoiar para derrotá-lo.”
Josias de Souza

15:56:46
ACM Neto barra em Salvador exibição do vídeo no qual diz que vai dar uma surra no Lula.


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Dilma Rousseff: IBOPE encurrala a oposição

Os partidos de oposição, assim como os que estão no poder, não têm nenhum projeto para o Brasil. Lotados de aproveitadores e oportunistas de toda espécie, o espectro político brasileiro é uma vergonha.

No caldeirão das impropriedades, nepotismos e corrupção, estão todos no mesmo angú. Nenhum partido, governistas ou “oposicionistas” tem estofo moral para fazer coisa alguma.

O Editor


Ibope de Dilma não deixa oposição emergir no país

Reportagem de página inteira de Vera Rosa, O Estado de São Paulo de 01 de janeiro, com base em pesquisa realizada pelo Ibope, patrocinada pela CNI, revela que o sucesso do governo Dilma Rousseff no primeiro ano de mandato não deixa margem para a oposição emergir no cenário político do país.

Seu desempenho atinge 55% de bom e ótimo e uma aprovação geral da ordem de 70%, conforme o gráfico produzido pela Editora de Arte do jornal. Apenas uma fração de 9% a considera ruim e péssima.

Não é quase nada.

Os partidos de oposição como o PSDB, DEM e PPS não encontraram ainda um caminho.

Os números falam por si.

É possível, como invariavelmente acontece, que leitores deste site contestem os índices e repitam não acreditar em pesquisas. Mas se acreditarmos em levantamentos de opinião pública, em matéria política, vamos acreditar em quem?

Não há alternativa.

Nas eleições presidenciais de 2010, o Ibope e o Datafolha apontaram a vitória de Dilma sobre José Serra por 56 a 44 dos votos úteis. O acerto foi total.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Aliás, a respeito de eleições, as pesquisas são as únicas que podem ser comprovadas na prática. De um lado, as previsões. De outro os resultados. Se não houvesse precisão (de mais de 90%), os institutos já teriam fechado. Uma constatação lógica.O que ocorre com o executivo e a oposição?

A resposta tem que ser encontrada. Seis ministros, em doze meses, foram demitidos por corrupção. Nelson Jobim por insubordinação. O governo não se desgastou. Pelo contrário. Sua aprovação subiu 5 pontos depois da tempestade. Logo a corrupção não é – sem discutir o mérito da questão – um tema popular.

Popular é o panorama salarial. Tem sido móvel, especialmente o mínimo que, este ano, aumentou 14%, o dobro da taxa inflacionária apontada pelo IBGE.É evidente que o debate salarial não se restringe as piso, embora seja este responsável pelo pagamento de 27% da mão de obra ativa brasileira. Mas pesa no contexto e no conceito. Basta comparar a mobilidade salarial nos governos Lula e Dilma com a imobilidade nos oito anos de FHC. Aí, a meu ver, situa-se o ponto principal da questão. Outro o desemprego. A taxa, com FHC, passava de 10%. Hoje está em 6 pontos.

Houve descompressão social. Acrescente-se a isso o êxito (conservador, mas êxito) do programa Bolsa Família. Os que as recebem, é claro, não desejam perdê-las. Mesma coisa que, a partir de 1943, aconteceu com Vargas ao implantar a CLT. Antes dela, não havia férias remuneradas, descanso semanal, aviso prévio, horas extras, indenizações trabalhistas. Os trabalhadores, nas urnas, deveriam votar em quem? Acredito que estas colocações traduzem os números do Ibope-CNI e acrescentaram à reportagem de Vera Rosa.

Um outro assunto. Em sua página de domingo, O Globo e a FSP, Élio Gáspari referiu-se à atuação de Alexandre Tombini à frente do Banco Central confrontando seu estilo com o de Henrique Meireles, extremamente oposto. Gáspari cita o recuo da taxa dos juros pagos pelo governo aos bancos para rolar a dívida interna imobiliária, segundo o Diário Oficial de 30 de setembro do ano passado, na escala de 2,2 trilhões de dólares.

Cada ponto corresponde assim a 22 bilhões de reais. Recuaram (os juros) 2,5%. Diminuiu a despesa do país por causa disso? Não se pode ter certeza. Pois é preciso comparar se a queda da taxa ao aumento do volume de títulos no mercado. A despesa aparente diminuiu 50 bilhões por ano.

Porém – eis aí uma pergunta que a oposição deveria fazer – qual o aumento físico na colocação de novos papeis? Deveria fazer, mas não faz. Isso porque os oposicionistas não desejam, pois ocupam posição conservadora no processo político. E têm pânico em contrariar os banqueiros. Esta a verdade.
Pedro do Coutto/Tribuna da Imprensa 

Dilma Rousseff, imprensa parcial e IBOPE

A oposição, mais especificamente o PSDB, trafega no sentido oposto do pragmatismo de Tancredo Neves, sendo o qual, não se faz política com o fígado.

Enquanto o DEM, com todas as ressalvas que se possa fazer ao fisiologismo milenar, expulsou o Arruda após o escândalo do mensalão de Brasília, a turma de Álvaro Dias e companhia, não apura as peraltices de seus emplumados, preferindo desqualificar quem faz denúncia sobre alguma sujeira no esnobe poleiro.

Aí, Dona Dilma e o PT deitam e rolam no colo do povo. Quem está comendo, comprando eletrodoméstico, casa própria e automóvel, está se lixando pras mãos bobas dos Lupis e ‘Lupus’ ministeriais.
A inacreditável ascensão de Dona Dilma, apesar do cai-cai de ministros, deve ser creditado à imprensa venal, que tomou sem nenhum disfarce o PSDB com afilhado e como vestal da moralidade política.

A notória ausência de imparcialidade nas Vejas da vida, e nos jornalões paulistas, com circunscrito e reduzido número de leitores — em relação ao poderia viral das redes sociais — não se mostra capaz de virar o jogo, por mais que force no bombardeio diário com o único alvo sendo o governo petista.
O Editor


Dizem que o brasileiro não tem memória. Bobagem. O que o brasileiro não tem mesmo é muita curiosidade. Se havia alguma dúvida, o último Ibope eliminou.

O primeiro time de ministros nomeado por Dilma Rousseff revelou-se um fia$co. Caíram sete, seis deles envoltos em suspeitas de corrupção.

A grossa maioria dos auxiliares micados veio da gestão Lula. Dilma conhecia-os todos. Ainda assim, nomeou-os. Livrou-se deles por pressão, não por precaução.

A despeito de tudo, Dilma chega ao último Ibope do seu primeiro ano com o governo mais bem avaliado (56%) que os de Lula (41%) e FHC (43%) na mesma fase.

Considerando-se o desempenho pessoal, a popularidade de Dilma alça à casa dos 72%. De novo, ela aparece mais bem posta que os antecessores.

Ao final de 2003, Lula era bem visto por 66% dos brasileiros. FHC amelhou 57% de aprovação no final de 1995, seu primeiro ano na Presidência.

Só a falta de curiosidade do brasileiro explica que o Ibope de Dilma tenha crescido nos últimos três meses.

Desde setembro, o índice de aprovação do governo subiu cinco pontos. Foi de 51% para os atuais 56%. E a taxa pessoal de Dilma oscilou de 71% para 72%.

Se fosse minimamente curiosa, a platéia perguntaria aos seus botões: que diabo de gerente era Dilma que não enxergou a podridão infiltrada na gestão Lula?

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Ou ainda: onde Dilma estava com a cabeça quando admitiu o monturo de malfeitores no seu time de ministros?

Mas o brasileiro está noutra. Um pedaço da sociedade (28%) nem se lembra do noticiário sobre corrupção que eletrificaram a Esplanada.

A roubalheira só interessa a jornalistas e à oposição, eis a evidência que salta da pesquisa. A imprensa, por dever de ofício, continuará imprensando.

E quanto à oposição? Bem, a sondagem informa os antagonistas de Dilma desperdiçam seu tempo. Adicionar raiva à receita nunca foi tão fácil. E nunca tão inútil.

O discurso entra por um ouvido e sai pelo outro. O pedaço das galerias que se interessa ouve um tucano criticando Dilma pela aliança com ladravazes.

Depois, olha para o retrovisor e enxerga os operadores da Era FHC em conciliábulos com a mesma turma de salteadores.

Na sequência, o sujeito repara ao redor. A maioria vê o crediário em dia, o Bolsa Família entrando na conta e a geladeira abastecida. A moralidade vira resto.

Suponha que a crise mastigue parte da sensação de prosperidade nos três anos que restam a Dilma.

Nessa hipótese, na hora em que faltar dinheiro e a conta de luz começar a atrasar, o brasileiro buscará alguém que lhe ofereça esperança, não raiva.

Quer dizer: se tudo der mais ou menos certo para Dilma, a reeleição está no embornal. Se tudo der errado, o eleitorado talvez enxergue em Lula uma re-opção.

À oposição já não basta se opor. Se quiser virar alternativa, terá de reler a história com alguma dose de inteligência.

No Brasil, dois políticos chegaram à Presidência cavalgando a raiva: Janio Quadros e Fernando Collor. Ambos resultaram em desastres.

Lula só triunfou depois de se livrar do discurso envenenado que lhe rendera três derrotas.

Antes, o país encantara-se, em 19884, com Tancredo Neves.
Embora eleito por via indireta, o velho lobo foi chorado nas ruas porque via-se nele a esperança.
blog Josias de Souza

Tópicos do dia – 17/12/2011

08:05:21
Ministro Fernando Pimentel a as “palestras”.
Só tem gaiato nesse ‘paiz’.
O Ministro Fernando Pimentel quer nos convencer que fechava, DE FORMA VERBAL, contratos para palestras no valor de R$ 450 MIL!!! Uáu!
Essa, nem Zé Bêdêu, o derradeiro abestado crédulo da praça do Ferreira, em Fortaleza – a angelical criatura acredita até no Ricardo Teixeira – “engole”.

08:15:28
Battisti: quando o crime compensa
O ‘pop star’  e ídolo dos esquerdetes de boutique Cesare Battisti, continua desfrutando das delícias da impunidade. A decisão do Presidente da República esta calcada na CF, legal, mas não moral, como pregava St. Agostinho. Assim o terrorista vai aproveitando o “far niente” dos Tupiniquins. A chance de devolvê-lo pras plagas da “mamma” estão agora na irregularidade da permanência dele aqui, pois como entrou com passaporte falsificado no Brasil, está em situação ilegal, e isso é crime. Veremos como D. Dilma irá resolver esse “imbroglio”. Pelo visto, em breve estará atuando como comentarista de TV, será destaque de alguma escola de samba – outra indecência, pois até as pedras sabem que são financiadas pelo narcotráfico e pelo crime organizado, mas os hipócritas que gostam de samba calam-se – e montará uma consultoria de qualquer coisa, apresentado, como soi ser nesses casos contumazes, uma renda estratosférica por palestra conferida, e aumento exponencial de patrimônio. Já ladrão de galinha amarga os rigores da lei em presídos que fariam outro Cesare, o Beccaria corar.

08:24:52
Dilma e pesquisas
Pesquisa do Ibope revela aumento da aprovação de Dilma Rousseff
A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria – e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A mais nova pesquisa Ibope sobre a avaliação do governo registrou um recorde histórico. A aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff é a maior registrada durante o primeiro ano de um mandato presidencial.
A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria – e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Em março, 56% avaliavam o governo Dilma como ótimo ou bom. Em julho, o índice caiu para 48. Em setembro, foi a 51%. E, agora em dezembro, subiu para 56%.
Consideravam o governo regular 27%. Depois, 36%, 34% e agora 32%.
Os que consideravam o governo ruim ou péssimo eram 5%. Depois, 12%, 11% e agora 9%.
Não souberam ou não responderam 11% em março, 4% em julho e em setembro. E 3% em dezembro.

Em março, 73% aprovavam a maneira como a presidente governava o país. Em julho, a aprovação caiu para 67%. Em setembro, foi a 71% e em dezembro a 72%.
Desaprovavam, 12%. Depois, 25% e 21% nas duas últimas pesquisas.
Não souberam ou não responderam, 14% em março, 8% das duas pesquisas seguintes e agora 7%.
O Ibope ouviu 2002 eleitores em 142 municípios – do dia 2 ao dia 5 de dezembro.


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Tópicos do dia – 22/10/2011

08:14:00
Abaixo-assinado pela proibição da prática das vaquejadas -> www.peticaopublica.com.br


08:15:45
Nomes exdrúxulos
Continua o desfile de nomes estranhos que povoam o universo dos escândalos do PT.
Nesta encrenca no Ministério do Esporte, surgem uma Ralcilene, ex-funcionária da pasta, e um Waucilon, candidato a deputado pelo PCdoB.


08:34:42
Turismo para todos
Pesquisa do Ibope para a Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagem) mostra que 74% dos brasileiros das classes C, D e E viajaram de avião nos últimos cinco anos, e 53% se hospedaram em hotéis de rede.


08:36:28
O Vereador e o eleitor mendigo
Vereador diz na internet que tem ‘vida de príncipe. Já o eleitor…


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