Preconceito,França,Homofobia,Sexualidade

França: Governo discute medidas de repressão e punição a ataques homofóbicos na França

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Aumento de casos contra comunidade LGBT+ preocupa governo; ministro do Interior da França, Christophe Castaner, disse que sanções contra agressões devem ser “sistemáticas”

O governo francês apresentou nesta terça-feira (30/11) uma série de medidas para lutar contra a homofobia no país, como uma resposta ao crescente número de agressões à comunidade LGBT+ na França.

“O que vemos todos os dias é que muitas das vítimas não ousam prestar queixa”, afirmou o ministro do Interior da França, Christophe Castaner, à imprensa, durante uma visita às instalações da associação SOS Homofobia.

“É preciso garantir a liberdade de expressão e devemos ter certeza de que as sanções contra esse tipo de agressão sejam as mais sistemáticas possíveis”, completou.

Castaner realizou a visita ao lado da ministra da Justiça da França, Nicole Belloubet, e da secretária de Estado francesa encarregada da Igualdade entre mulheres e homens, Marlene Schiappa.

Nicole Belloubet propôs, entre outras coisas, um sistema de prestação de queixas on-line, uma melhora na formação dos juízes, e o desenvolvimento de uma série de medidas que permitam o bloqueio de sites que transmitem conteúdo de ódio contra a comunidade LGBT+ na internet, assim como o desenvolvimento de procedimentos penais que “permitam reagir rapidamente às agressões”.

Formação de magistrados e policiais no atendimento às vítimas

Christophe Castaner mencionou a duplicação do efetivo da célula chamada “discriminação e ódio”, da plataforma francesa Pharos, que permite a denúncia de conteúdo e/ou comportamento ilícitos na internet. O ministro também disse que gostaria de colocar em prática referências da comunidade LGBT+ em delegacias de polícia e da polícia nacional francesa.

 “Com relação ao Ministério do Interior, trata-se de uma questão de formação de mulheres, homens, policiais que devem estar presentes e acompanhar adequadamente aqueles que vêm prestar queixa”, acrescentou.

Segundo o Ministério do Interior da França, as reclamações sobre ataques homofóbicos aumentaram em 15% desde o início do ano. O governo francês deve propor um roteiro de ações até o final de 2018, levando em conta as propostas das associações LGBT+ francesas.

A SOS Homofobia solicitou a criação de uma campanha nacional de conscientização sobre a homofobia e suas consequências nas vítimas, além de uma formação inicial obrigatória a professores do ensino fundamental e médio, magistrados e policiais, e um aumento do orçamento dedicado à luta contra o ódio anti-LGBT+.

Massacre na Flórida, mídia e homofobia

A mídia homofóbica brasileira continua realçando que […]”o massacre na ‘boate gay’ na Florida”[…]

Pergunto eu aos doutos:
Caso o atentado houvesse ocorrido em uma boate hétero, a mídia nojenta realçaria nos noticiários que […]”o massacre na ‘boate hétero’ na Florida”[…]?

Orlando possui a mais frouxa legislação para compra de armas nos USA, uma nação de quatro pés em reverência ao deus das armas.

Não é exigido nenhum tipo de licença, registro, antecedentes criminais, identidade…

Por lá é mais fácil comprar um fuzil AK45 do que uma aspirina em uma farmácia.
Aí vêm as “otoridades”, todas de todos os matizes ideológicos, com o velho “trololó” cínico de que estão “horrorizados com essa barbárie”.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

PS. Aliás – lá vou eu com minhas reflexões conspiratórias. No momento em que Mr. Obomba e Mrs. Hilária esgrimem o “blá-blá-blá” de controle de armas – acham que ninguém sabe o poder da NRA – um “atentado” desses, e cometido por homofóbico islâmico, cai bem no colo do Trump que defende o armamentismo e a expulsão de todos os islâmicos das terras do Tio Sam.

 

Hipocrisia – Fome – África e o massacre na Flórida

Massacre na Flórida. Hipócritas, poupem-me a inteligência!

Fome,Hipocrisia,Crianças,África,Mídia,Blog do Mesquita

Na África morrem UM MILHÃO E QUINHENTAS MIL CRIANÇAS – 1.500.000 – de fome anualmente, e presidentes, líderes religiosos, praticantes do ‘coitadismo de ocasião’ ‘et caterva’ vêm a público horrizados com 49 mortos em um rotineiro ‘bang bang’ na pátria que idolatra os deuses das armas?

“Era uma vez um czar naturalista
que caçava homens.
Quando lhe disseram que também se caçam borboletas e andorinhas,
ficou muito espantado
e achou uma barbaridade”
Carlos Drummond de Andrade.


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Conheça Eduardo Cunha, o novo presidente da Câmara dos Deputados

Réu em diversos processos, líder evangélico Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é autor de projetos polêmicos como o que estabelece o Dia do Orgulho Heterossexual. 

eduardo cunha vitória
Eduardo Cunha, o novo presidente da Câmara (Imagem: Givaldo Barbosa / O Globo)

Cunha tem como padrinhos políticos Fernando Collor e Anthony Garotinho. Sua vitória, celebrada por Silas Malafaia, tende a conturbar ainda mais o cenário político nacional.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), 56 anos, é o novo presidente da Câmara dos Deputados; é radialista, economista e líder evangélico. Entrou na política pelas mãos do tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor, o falecido PC Farias.

Cunha era o responsável pelas finanças do comitê carioca do então candidato, em 1989. Virou presidente da antiga Telerj, a companhia telefônica do Rio. Foi exonerado depois de um escândalo de corrupção na estatal.

Fundador da Igreja Sara Nossa Terra, Cunha reapareceu no centro da política carioca em 1999, com a ajuda do então governador Anthony Garotinho.

Virou presidente da Companhia Estadual de Habitação, mas ficou no cargo por apenas seis meses. Foi afastado em meio a outro escândalo de corrupção.

Em 2001, virou deputado estadual (era suplente), garantindo imunidade parlamentar em meio às investigações. Daí em diante teve uma carreira meteórica, embalada pelo bordão de seu programa de rádio “O povo merece respeito!”.

No ano seguinte, elegeu-se deputado federal. Não demorou muito para se tornar um mestre do ofício nos corredores do Congresso.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Conservadorismo

Cunha é considerado um dos parlamentares mais conservadores do Congresso Nacional e é autor de projetos como o Dia do Orgulho Heterossexual – ou ‘a criminalização da heterofobia’. No alto de sua hombridade, Cunha se sentia “descriminado” pelos LGBTs, como argumentou na época.

silas malafaia eduardo cunha
Pastor Silas Malafaia parabeniza Eduardo Cunha pela vitória

Outro projeto do parlamentar regulamenta prisão de até 10 anos para médicos que auxiliarem mulheres a fazer aborto.

O deputado do PMDB afirmou ainda ser contra a regulação econômica dos meios de comunicação: “Regulamentação de mídia jamais. Eu colocaria na gaveta”. Cunha foi o principal opositor do Marco Civil da Internet no Congresso Nacional.

Entusiasta do financiamento privado de campanha, o parlamentar recebeu R$ 6,8 milhões em doações de empresas como Vale, AmBev, Bradesco, Santander, Safra e Shopping Iguatemi.

Processos

Eduardo Cunha é réu em vários processos. No STF (Supremo Tribunal Federal), Eduardo Cunha responde a dois inquéritos. O 2984/2010 apura o uso de documentação falsa e o 3056 se refere a crimes contra a ordem tributária.

No Tribunal Regional da Primeira Região ele é réu no processo 0031294-51.2004.4.01.3400. Trata-se de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual.

No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ele é alvo do processo 0026321-60.2006.8.19.0001, que trata de improbidade administrativa.

No Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro ele responde ao processo 59664.2011.619.0000, que se refere à captação ilícita de sufrágio. No mesmo tribunal ele é réu no processo 9488.2010.619.0153 sob a acusação de abuso de poder econômico em campanha eleitoral.

No Tribunal Superior Eleitoral, ele também responde por captação ilícita de sufrágio, no processo 707/2007.

Pragmatismo Político com CartaCapital

Marco Feliciano, o homófico e racista deputado se compara a Yoani Sánchez

Burrice Censura Yaoni Sánches Blog do MesquitaO homofóbico e racista misto de depufede e pastor evangélico, Marco Feliciano, eleito (sic) Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, teve o desplante de se comparar à blogueira cubana Yoani Sánchez.

Disse o beócio que é vítima da “ditadura da desinformação” e que “a situação está tomando dimensões muito estranhas.

É assustador, estou me sentindo perseguido como aquela cubana lá. Como é o nome? A Yoani Sánchez”.
Ah, bom! Então tá!


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Marco Feliciano, Deputado homofóbico, preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal

Homofobia blog do MesquitaLiteralmente um escárnio. Ou uma gozação dos “depufedes” nos eleitores?

” Africanos descendem de ancestral amaldiçoado port Noé.”
“Não coloco os gays e negros no mesmo balde como muitos dizem por aí. Ser gay é uma questão de escolha, ser negro é azar.”

Ambos as declarações criminosas – racismo e homofobia¹ – foram cometidos por Marco Feliciano, Pastor Evangélico e Deputado Federal, Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

¹ A Constituição Federal brasileira não cita a homofobia diretamente como um crime. Todavia, define como “objetivo fundamental da República” (art. 3º, IV) o de “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, ou quaisquer outras formas de discriminação”.


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Tópicos do dia – 06/09/2012

11:31:20
Eleições 2012: São paulo e a rejeição aos grandes partidos políticos

É cedo para conclusões, mas a presumível vitória de Celso Russomano para prefeito de São Paulo demonstra, acima de tudo, a derrota dos partidões pela voz rouca das ruas. PT, PMDB e PSDB estão sendo rejeitados na medida em que seus candidatos não chegam a arranhar a liderança do radialista. Haddad cresceu um pouco, Chalita não aparece e Serra despenca.

Não parece ser novidade essa reação. Ainda há pouco o Tiririca recebeu mais de um milhão de votos para deputado federal, para não falar no fenômeno Jânio Quadros, que por duas vezes, separadas por mais de trinta anos, elegeu-se prefeito contra os grandes partidos.

Resta saber o que seria a administração de Russomano na maior cidade do país. Sempre haverá o risco de amalgamar-se ao modelo clássico encenado pelos partidões, tornando-se mais um político igual aos outros. Mas também pode ser que não…
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

11:34:49
A incrível lentidão da Justiça do Trabalho

Dos 22 milhões de ações existentes na Justiça do Trabalho, 40% não serão resolvidas antes de 2016. Enquanto isso, em quatro anos cerca de 9,6 milhões de novas ações vão ingressar nesta justiça, com o encalhe de mais da metade. Assim, em 2020 a JT poderá ter 30 milhões de ações travadas.

Números oficiais apontam 72% de ações trabalhistas são insolúveis, por falha da segurança na execução, por ausência de bens viáveis para acionamento, e na maioria dessas, um dado intrigante, são de órgãos públicos. É necessário ver se o principio da boa fé está condizente com a realidade de mercado, eis que é comum o serventuário designado avaliador estimar de acordo com o valor escriturado, não incomum, datado de ano, quando deveria ser diligente, mas não é isso que ocorre, o resultado é que mais da metade dessas penhoras são fragilizadas.

A toga vetusta manda penhorar conta poupança, salário, aposentadoria, tudo em flagrante violação a art. 649, inciso X do CPC, e faz isso porque sabe que está imune a punição pela gravidade do seu ato?

Não muito distante, enfrentamos uma outra questão. Aprendemos que: (…) Não há execução sem título, e se este inexistir, ou não for válido, (…) a penhora no patrimônio do devedor aparente constitui um mal injusto e grave sem nenhuma justificativa ou lenitivo” (Araken de Assis, in “Manual do Processo de Execução”, 3ª ed., pág. 427). Não é preciso dizer mais nada.
Roberto Monteiro Pinho/Tribuna da Imprensa

11:58:36
Médico castra homossexual para ‘promover a cura gay’ e perde licença

Médico australiano perde licença por castrar quimicamente um homossexual. Mark Craddock, seguidor da seita Brethren Christian, receitou ao paciente acetato de ciproterona
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Mark Craddock promoveu castração química em paciente homossexual. Foto : consultório de Mark Craddock / divulgação.

Um médico australiano, membro de uma seita religiosa, perdeu sua licença após prescrever em 2008 um tratamento de castração química a um jovem que buscava “curar-se” da homossexualidade.

Mark Christopher James Craddock, seguidor da seita Brethren Christian, receitou a seu paciente acetato de ciproterona durante uma consulta que durou menos de dez minutos, publicou nesta terça-feira (04/09) o jornal Sydney Morning Herald.

O acetato de ciproterona, que tem propriedades antiandrogênicas e reduz a libido, é utilizada em tratamentos contra o câncer de próstata e desordens severas nos homens, assim como em pacientes com desvios sexuais.

Em uma carta às autoridades sanitárias, o paciente, que também era membro da seita, relatou que um dos líderes da Brethren Christian lhe recomendou consultar-se com Craddock para que lhe receitasse remédios, acrescentou a fonte.
Craddock admitiu em uma audiência perante as autoridades médicas realizada em junho que ele não manejou o histórico médico nem submeteu seu paciente, cuja identidade não foi revelada, a um exame físico, assim como também não lhe falou dos efeitos colaterais, como a impotência.

No mês passado, o comitê médico determinou que Craddock, de 75 anos, é culpado de conduta profissional não satisfatória e lhe proibiu de praticar a medicina.
Agência Efe, Sydney


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Sexualidade: lei sobre reversão da homossexualidade gera polêmica

Audiência do projeto de lei sobre reversão da homossexualidade gera polêmica

Fala de psicóloga foi considarada homofóbica por manifestantes, que se exaltaram durante audiência realizada na Câmara. Ânimos exaltados marcaram a primeira audiência pública realizada na Câmara dos Deputados para debater o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 234/11, que pretende alterar a resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) proibindo tratamentos de reversão da homossexualidade.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Manifestantes discutiram com a psicóloga Marisa Lobo, defensora de que a mudança da orientação sexual é possível e deve ser tentada se o paciente estiver de acordo.

O PDC 234 é de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), pertencente à bancada evangélica, e tramita na Comissão de Seguridade e Família da Câmara. A proposta, cujo relator é o deputado Roberto de Lucena (PV-SP), ainda não foi apreciada em outras comissões. Para João Campos, os artigos 2º e 3º da resolução do CFP, que vedam a chamada “cura gay”, são abusivos.

“Ela [a resolução] fere a autonomia do paciente, pois proíbe o atendimento no caso de ele ser homossexual”, afirmou. Também contrária à resolução do conselho, Marisa Lobo afirmou que o psicólogo não pode negar atendimento ao paciente que deseje mudar sua orientação sexual.

“Eu tenho que dar ouvidos a esse sofrimento psíquico”, disse a psicóloga. A fala de Marisa provocou reações acaloradas em parte da plateia. Irritada com as manifestações, a psicóloga rebateu. “Todo mundo que discorda de vocês, vocês dizem que é homofóbico”.

Reações contrárias O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), defendeu que o motivo real de sofrimento psíquico é o preconceito da sociedade, não a orientação sexual.

“Quem nasce em uma cultura homofóbica e é injuriado desde criança, é lógico que vai ter uma percepção negativa de si”, disse. Ele e a deputada Erika Kokay (PT-DF) criticaram a ausência de representantes dos movimentos LGBT na mesa. “A audiência foi composta de forma parcial.

Há uma posição predominante dos próprios autores do projeto”, reclamou Erika. O Conselho Federal de Psicologia recusou convite para participar das discussões sob a mesma alegação de falta de diversidade. “Quatro dos cinco profissionais convidados para a mesa indicam posicionamento favorável à suspensão dos artigos”, justificou o órgão em nota de repúdio.

Por telefone, a vice-presidente do CFP, Clara Goldman, negou que a resolução 01/99 traga alguma forma de cerceamento no atendimento a pacientes com identidade LGBT. “O que ela proíbe é que [a homossexualidade] seja trabalhada como doença”, afirmou.

Representante da Companhia Revolucionária Triângulo Rosa, o estudante de serviço social Luth Laporta, 19 anos, estava entre os manifestantes contrários à suspensão da resolução do CFP. “As pessoas não conseguem ser felizes com sua sexualidade por causa da opressão. Isso vem de a sociedade não permitir que elas sejam como são e não do fato de ser homossexual”, disse.

A psicóloga Lorena Lucena, 26 anos, também acompanhou a audiência e classificou como “fraca” a argumentação de Marisa Lobo.

“Estamos desconstruindo o ser ou não homossexual como algo patológico.

O papel do profissional [da psicologia] é dar ouvidos ao sujeito, não reforçar o preconceito da sociedade”.

Clique aqui para ouvir o audio dos parlamentares e convidados da audiência.