Sarney; namorado da neta diz que “é um privilégio me ter como funcionário”

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‘É um privilégio me ter como funcionário’, diz suposto namorado da neta de Sarney

Henrique Bernardes diz que ‘não sabia’ que foi nomeado por ato secreto.

Apontado como namorado da neta do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Henrique Dias Bernardes conversou com o G1 nesta sexta-feira (24) e revelou que não sabia que sua nomeação havia sido encaminhada por meio de ato secreto: “Sinceramente, não sabia”.

Os diálogos gravados pela Polícia Federal (PF) com autorização judicial, durante a Operação Boi Barrica, e divulgados na edição de quarta-feira (22) do jornal “O Estado de S.Paulo”, incluem uma conversa em que o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, diz à filha, Maria Beatriz Sarney, que mandou Agaciel Maia, ex-diretor-geral da Casa, reservar uma vaga para o namorado dela.

Perguntado se o episódio teria afetado seu relacionamento com a familia de Maria Beatriz, ele afirmou que não iria falar sobre detalhes da sua vida pessoal. Mas afirmou que continua realizando toda a sua rotina diária “normalmente”.

Questionado sobre a gravação, Henrique foi direto. “Não tenho do que me envergonhar, nem pensar em pedir para sair daqui. Sou qualificado para cumprir essa função, cumpro meus compromissos com competência e isso pode ser comprovado por meus superiores”, disse.

Henrique Dias afirmou que tem um currículo mais do que qualificado para a função que exerce no serviço médico do Senado e pela qual recebe R$ 2,7 mil. “Para a Casa, é um privilégio me ter como funcionário”, afirma.

Ele diz que é formado em Física pela Universidade de Brasília (UnB), tem pós-graduação em Economia e Contabilidade e ainda acumula experiência na iniciativa privada, onde já ocupou cargo de gerência na área de tecnologia da informação. “Desempenho com excelência todas as minhas tarefas”, reforça.

Bernardes também recorre ao superior para atestar sua competência e assiduidade no trabalho. “Se quiser, pode conversar com o diretor para comprovar”, diz.

Instalado na sala que fica em frente a escrivaninha de Bernardes, o diretor da Secretaria de Assistência Médica e Social do Senado, Paulo Ramalho, relata que Henrique é, de fato, um funcionário do qual não tem reclamações. “Profissionalmente é um bom funcionário. É muito bom no apoio administrativo para a Casa”, atesta.

Robson Bonin – G1