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Tecnologia – As armas cibernéticas do século XXI

Quais são as sofisticadas armas cibernéticas da guerra do século 21?

Ataque cibernéticoSaber que a distância física não é obstáculo para um ataque faz com que as pessoas se sintam mais vulneráveis – Direito de imagem THINKSTOCK

Eles não sabiam o que estava acontecendo. O equipamento quebrava constantemente, mas a causa era um mistério. Peças eram substituídas, mas o problema ocorria novamente.

Passou-se um ano antes que descobrissem que o problema era um vírus chamado Stuxnet, que havia infectado os sistemas eletrônicos da planta de enriquecimento de urânio em Natanz, no Irã.

Esta era a razão por trás dos diversos erros que atrasaram e prejudicaram o programa nuclear do país.

O descobrimento do Stuxnet, em 2010, tornou claro que os crimes cibernéticos podiam ir além da espionagem e do roubo de dados pessoais com fins econômicos: confirmou que era possível causar prejuízos físicos com uma motivação política.

“Foi a exploração bem-sucedida do ciberespaço com o objetivo de controlar uma série de processos industriais para destrui-los remotamente, sem que ocorresse nenhum tipo de confronto militar”, diz Lior Tabansky, especialista em cibersegurança estratégica da Universidade Yuval Ne’eman, em Israel, na publicação Cyber Security Review.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“Isso demonstrou quão sofisticadas e precisas podem ser as armas cibernéticas.”

É difícil saber com certeza qual foi a origem desse ataque. Mas, segundo um artigo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, suspeita-se que uma equipe de especialistas israelenses e americanos esteja por trás do incidente.

Essa opinião é compartilhada por diversos especialistas em segurança cibernética.

LaptopArmas cibernéticas já provaram que têm o poder de causar sérios prejuízos físicos e psicológicos com motivação política – Direito de imagem THINKSTOCK

Ciberterrorismo

Esse tipo de incidente, que afeta o funcionamento de equipamentos e infraestruturas, é uma das modalidades de ciberataques mais perigosa. Nos últimos anos, foram registrados vários ataques.

Suas consequências vão além do plano físico.

“Além do prejuízo concreto, esse tipo de evento tem um efeito secundário muito importante: o psicológico. A isso se referem os termos ciberterrorismo e ciberguerra”, disse à BBC Graham Fairclough, especialista do Centro de Cibersegurança da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

“Eles geram medo e ansiedade. Tem-se a sensação de que alguém pode fazer algo com você e que você não tem a possibilidade de se proteger. O alcance também é importante, já que no ciberespaço a distância física não é relevante. Você pode ser uma vítima mesmo que esteja longe do ponto de origem do ataque.”

Neste contexto, o indivíduo perde confiança no sistema e em sua habilidade para protegê-lo.

“Tudo o que funcione com softwares pode ser utilizado para causar prejuízo, seja algo simples, como uma geladeira, ou muito mais complexo. A chave é o código, que pode ser desenvolvido ou comprado de criminosos na internet. E o equipamento físico, ou hardware, também pode ser comprado com facilidade na rede”, afirma Fairclough.

Planta nuclear
O ataque à instalação nuclear iraniana ocorreu sistematicamente durante um ano até ser descoberto – Direito de imagem THINKSTOCK

MÉTODOS MAIS COMUNS DE CIBERATAQUES

Botnets: Redes de sistemas que têm o objetivo de controlar remotamente os aparelhos e distribuir programas maliciosos.

Engenharia social: Técnica que tenta enganar as vítimas para que elas compartilhem informações confidenciais. O phishing – na qual a vítima é levada a entrar em sites que parecem autênticos, mas não o são – é um dos tipos mais usados.

Ataque de negação de serviço (DDoS, na sigla em inglês): Ocorre quando um site é “derrubado”, e os usuários não conseguem acessá-lo.

Ameaça persistente avançada (APT, na sigla em inglês): Ocorre quando o organizador do ataque entra no sistema operacional de uma empresa que tenha informações valiosas e permanece ali, sem ser detectado, por um longo tempo. O objetivo é roubar informação, e não danificar a rede da organização. Muitas vezes, a entrada ocorre através dos computadores de funcionários mais baixos da empresa, mas que estão conectados à rede.

Ataque man-in-the-middle (homem do meio, em tradução livre): Ocorre quando um hacker intercepta a comunicação entre duas partes, sem que elas percebam.

Fonte: Ministério do Interior da Alemanha e GlobalSign


Família em casa sem luz elétrica
O incidente em Ivano-Frankivsk, na Ucrânia, deixou 230 mil pessoas sem eletricidade – Direito de imagem GETTY IMAGES

Ataque impressionante

A sofisticada combinação de efeitos físicos e psicológicos das novas armas cibernéticas fica evidente no ataque que sofreu o sistema elétrico de Ivano-Frankivsk, uma cidade no oeste da Ucrânia, em dezembro de 2015.

Sem nenhum tipo de aviso, os técnicos da estação da região perderam o controle de seus computadores. Cursores moviam-se sozinho na tela e os terminais desativaram os interruptores que controlavam o fluxo de energia.

Os hackers por trás do ataque expulsaram os técnicos do sistema e mudaram suas senhas, impedindo que eles se conectassem novamente.

De acordo com a revista de tecnologia Wired, 230 mil moradores da cidade ficaram sem luz e sem calefação durante horas. Trinta subestações de energia e outros centros de distribuição foram desligados.

Uma ocorrência semelhante foi registrada em dezembro de 2016, desta vez no norte da capital ucraniana, Kiev.

Funcionários do governo ucraniano responsabilizaram a Rússia por ambos os ataques, em meio ao conflito entre os dois países – que ocorre há cerca de três anos, após a anexação russa da Crimeia, uma península ao sul da Ucrânia.

CódigoAs ameaças cibernéticas chegaram para ficar, segundo os especialistas em segurança – Direito de imagem THINKSTOCK

PASSO A PASSO DE UM CIBERATAQUE

1. Pesquisa – Compilar e analisar a informação que existe sobre o alvo, para identificar vulnerabilidades e decidir quem serão as vítimas.

2. Transporte – Chegar ao ponto fraco da rede informática que se quer penetrar. Pode-se usar métodos como:

  • Replicar um site que a vítima usa com frequência;
  • Entrar na rede da organização;
  • Enviar um e-mail com um link para um site malicioso ou com um arquivo anexo infectado com algum vírus;
  • Conectar em um computador da rede um pen drive com códigos maliciosos.

3. Entrada – Explotar essa vulnerabilidade para obter acesso não autorizado. Para conseguir isso, é preciso modificar o funcionamento do sistema, penetrar nas contas dentro da rede e conseguir o controle do computador, o celular ou o tablet do usuário.

4. Ataque – Realizar atividades dentro do sistema para conseguir o que o hacker quer.

Fonte: GCSQ


Cabos de eletricidadeRedes de eletricidade e de distribuição de água são vulneráveis a hackers habilidosos e com recursos – Direito de imagem GETTY IMAGES

Guerra de palavras

Recentemente, foram registradas uma série de denúncias e alertas sobre ciberataques centrados na manipulação de informações com objetivos políticos, incluindo com o propósito de intervir em processos eleitorais de outros países.

Nas últimas semanas, funcionários governamentais americanos, britânicos, alemães e tchecos também acusaram a Rússia de extrair informações de órgãos oficiais com este propósito.

A habilidade de obter informação privada, classificada e comprometedora de quase qualquer instituição governamental, privada, comercial ou de outro tipo, e usá-la com uma finalidade determinada é uma das armas mais poderosas da batalha cibernética no século 21.

Mas o que é possível conseguir, concretamente, com isso?

“Não é possível intervir nos sistemas eletrônicos de uma eleição para mudar seus resultados”, disse à BBC Brian Lord, ex-diretor encarregado de Inteligência e Ciberoperações do Centro de Comunicações do Governo (GCHQ, na sigla em inglês), o órgão de inteligência britânico.

“O que é possível fazer é acessar, filtrar e manipular informação para mudar a narrativa em torno de um processo eleitoral ou qualquer outro evento.”

É isso, justamente, o que se identificou como “notícias falsas”, que foram difundidas com grandes repercussões, principalmente nos Estados Unidos

Foi o caso do suposto apoio que o papa Francisco teria dado à candidatura de Donald Trump e de um suposto “romance” entre Yoko Ono e Hillary Clinton.

Vladimir Putin
Funcionários de diversos países responsabilizaram a Rússia por ciberataques que sofreram nos últimos meses – Direito de imagem GETTY IMAGES

‘Mais alcance’

Se as acusações à Rússia forem confirmadas, não será a primeira vez que um país tenta interferir às escondidas nos assuntos internos de outro, com objetivos específicos.

“Este tipo de ataques não são novidade, os russos estão há décadas tentando obter informações de outros governos. A diferença é que agora usam diferentes plataformas e têm um alcance maior”, disse à BBC Thomas Rid, professor do Departamento de Estudos Bélicos do King’s College em Londres.

Rid publicou um artigo sobre o vazamento de e-mails do Comitê Nacional do Partido Democrata americano (DNC, na sigla em inglês) nos Estados Unidos em julho de 2016. Novamente, a Rússia foi responsabilizada pelo ocorrido.

“Nunca tinhamos visto uma campanha tão direta. Além de vazar documentos e e-mails do DNC, disseminaram informação falsa e propaganda”, declarou, no final de 2016, James Clapper, ex-diretor da CIA, agência de inteligência americana.

Em seu artigo, Rid afirma que, neste caso, o aspecto “novo e assustador” é que a Rússia teria, pela primeira vez, combinado espionagem com a intenção de influenciar os resultados de uma votação.

Ele diz que, no final dos anos 1990, o Departamento de Defesa dos EUA começou a notar interferências em seus sistemas por parte de funcionários russos. Sempre que conseguiam, eles furtavam informações.

“Foi tanto, que a pilha de papeis com dados roubados que eles conseguiram era três vezes mais alta que o Monumento a Washington (o emblemático obelisco da capital americana).”

“Com o passar do tempo, a Rússia ficou mais sofisticada em suas táticas, e até chegou a modificar o funcionamento de satélites para apagar seus rastros. Desde então, os órgãos de inteligência russos se dedicaram a coletar informação política e militar. A NSA (agência de segurança nacional mericana) e a GCHQ (órgão da inteligência britânica) devolveram o favor.”

Homem fotografandoA espionagem feita por agências de inteligência nacionais se mantém, mas utilizando outros meios e com mais alcance – Direito de imagem THINKSTOCK

Como rastrear um ciberataque?

A variedade de recursos que existem para esconder a origem de um ataque ou para replicar os métodos utilizados por outros para realizá-lo pode dificultar a determinação de quem foi o responsável.

No entanto, mesmo sem os recursos técnicos e econômicos de órgãos como a NSA nos EUA, é possível utilizar ferramentas para desvendar quem está por trás do ciberataque.

“A primeira coisa seria saber se o vírus é amplamente utilizado ou costuma ser a opção de um grupo específico. Outra pista é o objetivo dos hackers. Mas não se consegue ter certeza absoluta (de quem são)”, disse à BBC Don Smith, diretor da Unidade Antiameaças da empresa internacional de cibersegurança SecureWorks.

Graham Fairclough, por sua vez, considera que a complexidade de descobrir qual é a fonte de um ataque está diminuindo à medida em que o tempo passa, porque se sabe melhor que tipo de informações é preciso ter para determiná-lo.

A análise do código utilizado, o idioma no qual se escreve e a forma que o ataque é conduzido guardam boas pistas.

“Quanto mais seguro é o sistema que se ataca, maiores são a capacidade e os recursos que os hackers necessitam. Se esse for o caso, indica que algum Estado – ou órgão do mesmo – esteve envolvido”, diz Fairclough.

“Atribuir o ataque a um governo específico é uma ferramenta política que costuma ser usada com um fim específico. O assunto é como responsabilizar um Estado sem revelar os mecanismos empregados para chegar a essa conclusão.”

Soldado com armaConflitos entre países já podem causar danos físicos sem confrontos no campo de batalha – Direito de imagem THINKSTOCK

Suspeitos de sempre

“Qualquer Estado que tenha órgãos de inteligência bem estabelecidos – com conhecimento e com uma missão – tem a possibilidade e a capacidade de realizar ciberataques”, afirma Don Smith.

“Os países que realizavam atividades de inteligência e espionagem nas décadas passadas continuam fazendo-o, mas agora através da internet. É até mais fácil e mais barato.”

No caso da Rússia, é fundamental também considerar a percepção que o resto do mundo tem de suas habilidades cibernéticas é fundamental.

“Um dos objetivos da Rússia é fortalecer a ideia de que o país é importante na geopolítica internacional”, disse à BBC Jenny Mathers, especialista em política e segurança na Rússia e professora da Universidade de Aberystwyth, no Reino Unido

“(A Rússia) Quer passar a mensagem de que é um país poderoso, que está no controle e que o mundo precisa prestar atenção.”

Os especialistas concordam que, seja qual for seu objetivo, estas atividades chegaram para ficar e são uma consequência do mundo digital em que vivemos.

“É preciso assumir que os ciberataques serão a ameaça ‘normal’ do século 21”, diz Brian Lord.

Brasil,Blog do Mesquita

É Freud – Picles & Drops

O título de imbecil do ano, vai por imensurável mérito ao ator José de Abreu que se auto proclamou Presidente do Brasil. Comparar o Brasil, apesar dos Bozos, idólatras e demais comedores de cocô de ameba, à ditadura escorchante do Nicolás “Podi” Maduro na arrasada Venezuela, é ato capaz de ressuscitar o sempre atual Stanislaw Ponte Preta e seu imortal FEBEAPA – Festival de Besteira que assola o País.


No momento o Brasil não serve de exemplo para nenhum país: a concentração de renda aqui está entre as maiores do mundo; os direitos, mesmo aqueles constitucionalizados, estão sendo dizimados; os serviços públicos prestados só pioram… enfim, o que temos para ensinar?Brasil,Blog do Mesquita


Tem jeito não. Outro Renan. O elemento que preside o senado dese cabaré, um tal de Álcoolombrado, escondeu, desde quando usava cueiro, patrimônio imobiliário à justiça eleitoral. Isso é crime eleitoral com pena prevista de 05 Anos de prisão em regime fechado. Vai continuar solto, e continuar lambendo o saco do Capeta. O titular do Ministério da Desculpa, um elemento que atende pelo nome de Goro, continuará sem fazer nada contra os “parças” da quadrilha. A “zerda” não para por aí. Se esse meliante for afastado do cabaré, assumirá o ‘parça’ do pozeiro mineiro,um corrupto com o nome de “Anestesia”, podre até o talo na Lava Farsa, e que passará a ser o 3º na sucessão presidencial.
Assim, continua em um crescendo exponencial minha admiração pelos babacas otimistas desse bordel.Cabaré,Senado Federal,Alcolumbre,Sonegação Fiscal,Corrupção,Crime Eleitora,Blog do Mesquita


Cidadões, vamos aprender a língua portugueza da Nova Era para errar menas:
Eu Truxe
Tu Truxes
Ele Truxe
Nos Truxemos
Vos Truceis
Eles Truxeram


Então tá. O sr. já leu tudo que escrevi aqui desde 2010, e no meu blog há 14 anos ininterruptos? Aos 70 anos de idade, ex Piloto Comercial de Linha Área, piloto e instrutor de helicóptero, com 4 bacharelados – e uma pós graduação em Direito Constitucional, o sr. considera-me suscetível a ser incapaz de pensar por conta própria e acreditar em Papai Noel? O PT acabou, o Lula tá preso, e de lá não sai. Até quando vão insistir nessa cantilena de sempre colocar o PT/Lula em qualquer análise sobre políticos, política e corrupção? Não é um campeonato de quem é mais ou menos corrupto. Em corrupção não cabe valoração de volume e conteudo, mas de danos ao tecido social.
Todos os alfabetizados em Ciência Política e na dialética, conhecemos bem esses tipos de argumentos primários: ‘e o Lula?’; ‘e o PT’; ‘todo esquerdista defende o comunismo’… Ao se utilizar de um expediente assim, seu discurso fica com cara de superficial e perde força. Por outro lado, se o sr. se utiliza de uma generalização assim, abre espaço para que a contradita alcance sucesso facilmente. Em “Como vencer um debate sem precisar ter razão”, Schopenhauer aconselha, “encontre uma instância que demonstre o contrário”. “Basta uma contradição válida para derrubar a proposição do seu oponente”, escreveu.
Ao contrário do que muitos imaginam, bons debates servem para construir conhecimento e não disputas. São oportunidades para que fatos e ideias circulem e sejam colocadas à prova. O filósofo grego Aristóteles descreveu a prática como “encontros dialéticos entre pessoas que participam de argumentos não com o propósito de competir, mas para testes e investigação”.
Boa tarde, e me esqueça.


Filha de Maria do Rosário não gravou vídeo defendendo traficantes.
Milicianos do Laranjal jogam duro. E sujo.
Recebeu algum boato? Envie para o WhatsApp do Estadão Verifica, (11) 99263-7900


A lancha de luxo de Paulo Preto tem 14 metros de extensão e acomoda 11 passageiros. A Gipirita III é ideal para navegar em mar aberto.
Giprita é também o nome de um hotel em Ubatuba, onde hoje a PF fez busca e apreensão.Lancha Paulo Preto,Blog do Mesquita


Resistir,Arte,Fotografias,Blog do Mesquita,Aaron Tilley XIA PF fez busca e apreensão em três endereços residenciais do ex-chanceler do governo Temer e ex-senador tucano Aloysio Nunes. Um deles no Higienópolis, outro em São José do Rio Preto. A PF fez buscas também numa empresa de Aloysio. A Nunes Ferreira Empreendimentos Imobiliários.


Esse governo está maluco muito mais do que se esperava? O país atolado em problemas e Bozó e generais ocupados com a Venezuela. Não há um general com bom senso que não permita se começar o que não se sabe como irá acabar? O preço à pagar pelos votos(?) da eleição do maluco daqui foi lamber o saco do maluco de lá, o Trump, que quer o petróleo do Maduro, outro maluco? Uma prosaica bomba chilena de São João, acesa por um criança na fronteira Pacaraima/Venezuela, pode desencadear um conflito trágico. Que a Venezuela se exploda por si só. Que o Maduro finde enforcado de cabeça pra baixo em um poste qualquer em Caracas. O que nós, os Bananosos temos que nos meter nesse angu de caroço? Uma nova Baía dos Porcos? Ou um clone de Danang? O maluco do Bozó e seu séquito de desvairados podem nos levar a um desastre tal e qual os ditadores “Porteños” nas Malvinas. Espero que eu não esteja procurando cabelo em ovo, nem no timão da barca de Caronte. O PT não vale tanto.


Dias que faltam para Bolsonaro sair.Bolsonaro,Calendário,Blog do Mesquita


Lista atualizada dos comunistas segundo a manada bozolandês:

The NY Times
The Economist
Le Mond
Intercept
Alemanha
Alckmin
ONU
Bill Clinton
Madonna
Rachel Shehezarde
Veja
Reinaldo Azevedo
Papa Francisco
Globo
Black Eyed Peas
Google
Roger Waters
Enem
Faustão
General Mourão
Igreja Católica
IstoÉ
The Washington Post
Bill Gates
US Lieutenant Callei
Rainha Beth II, recebeu o Lula
Fernando Pessoa
Paulo Freir
Darcy Ribito
Arariboia
Professor Raimundo
Hans Solo
Princesa Lea
A tiazinha do café no senado


Lendo as primeiras avaliações sobre a proposta da Nova Previdência, as conclusão a que se chega é que o verdadeiro objetivo não é o de salvar a previdência pública, mas sim criar novos mercados para bancos e seguradoras venderem planos de previdência privada e seguro de vida.vida.


Com o governo dos Bozos – votou em um muar e levou quatro – O Bananil se transformou em um gigante mundial no exportação de armas. Segundo esse assessor, muar jr. 01, exportamos “desarmamentos”. Nem rio mais.Bolsonaro,Blog do Mesquita


Queimando as penas da Tucanalha.

Suíços ligaram Paulo Preto ao PCC quando revelaram contas secretas ao Brasil

Pode ter sido um erro de análise dos suíços, segundo investigadores da Lava Jato responsáveis pela prisão do homem apontado como operador de propinas do PSDB.


Vixi! Faça isso logo. Lembre o que o PT fez com o Celso Daniel. Tá cheio de “Sombras” – lembra dele né? – por aí. Ah! À essas alturas, andar de avião ou helicóptero, pode não fazer bem à sua saúde.
Ps. Raposa que quer pegra galinha não faz “xô”!
https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2019/02/bebianno-diz-que-pretende-juntar-documentos-sobre-campanha-de-bolsonaro.shtml?utm_source=twitter&utm_medium=social-media&utm_content=geral&utm_campaign=noticias


Os robôs do Twitter que o Bozonazis soltaram hoje para atacar a Globo – eu recebi mais de 50 mensagens de bots no Twitter – têm entre 2 e 22 seguidores cada um deles. Quer dizer: o dinheiro das fraudes parece que é interminável na Havan.


Perdeu recurso para Maria do Rosário, perdeu denúncia contra Jean Willys, perdeu votação na Câmara, foi desmascarado como mentiroso diante do Brasil. Poderia dedicar esse dia à memória do Coronel Brilhante Ustra. Né não?Bolsonaro,Amazônia,Poluição,Desmatamento,Garimpo,Meio Ambiente,Brasil


Reflita!
A crer que o uso de laranjas na eleição tenha sido fator decisivo na exoneração de Bebianno, não há o que possa explicar a preservação do Ministro do Turismo Álvaro Antônio no cargo.


Joice Hasselmann – Depufede Federosa Bolsonaziana – da Tribuna da Câmara, chamou os professores brasileiros de incompetentes e diz que não é preciso mais investimentos na educação.
O Brasil chegou num ponto em que os professores são abertamente humilhados no parlamento por uma plagiadora picareta e tá tudo certo.
É desolador.Blog do Mesquita,Burro,Ignorante

 


Os recentes movimentos de tropas dos EUA, relatados por fontes públicas e pela mídia, confirmam que Washington está se preparando para se aproximar militarmente da República Bolivariana da Venezuela sob o pretexto de uma suposta “intervenção humanitária”.


Nasci para viver nessa atmosfera plumbea. Céu da cor da solidão, chuva melódica na vidraça tecendo rendas com os bilros da memória, sinfonia de trovões e a luminosidade quântica dos raios. Todos combinados me revigoram a alma, instigam minha criatividade, despertam meu fazer poético e me permitem sentir as cores inexistentes na paleta.
Maria Callas embala minha solidão, pois eu prefiro os dias chuvosos, as noites escuras, os corvos de Poe, e os lobos negros de Carol Ballard, que nunca dormem.
Acho que há algo obscuro dentro de mim.


Queiroz pra Ministro da Economia, ante que Wall Street o leve para Presidirdir a Bolsa de Valores de NY. O BolsoFlávio é um Gênio! Te cuida Warren Buffett!


Arábia Saudita,Guerras,Armas

Os indefensáveis negócios armamentistas com a Arábia Saudita

A Alemanha suspendeu – tardiamente – as exportações de armas para Riad. No entanto firmas nacionais seguem lucrando com a matança no Iêmen. É hora de acabar com a hipocrisia, opina Matthias von Hein.Arábia Saudita,Guerras,Armas

Exportação de equipamento armamentista no porto de Mukran, Alemanha.

Da Arábia Saudita, armamentos alemães acabam nas mãos de jihadistas – tudo dentro da legalidade

Há três anos e oito meses, a mais rica nação da Península Árabe devasta a mais pobre da região. A intervenção da Arábia Saudita e da coalizão forjada por Riad na luta interna pelo poder no Iêmen não colocou o país nem um pouco mais perto de uma solução pacífica. Mas precipitou a maior catástrofe humanitária do mundo.

Caso sejam necessárias cifras: desde a entrada da coalizão saudita nessa guerra, em 2015, morreram 85 mil crianças de subnutrição, segundo dados da ONG Save the Children; quase 60 mil pessoas foram vítimas diretas das armas de fogo.

Paradoxalmente, foi necessário o atroz assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, no consulado saudita em Istambul, para que finalmente se tematizasse o sofrimento de milhões e as dezenas de milhares de mortes no Iêmen. E a participação do Ocidente, que, com bilionários fornecimentos de armas, mantém em funcionamento a máquina de guerra saudita.

Também a Alemanha participou disso – e lucrou – por longo tempo. Embora os políticos do país gostem de se gabar dos supostamente ultrarrigorosos controles de exportações de armamentos; embora supostamente não se venda para regiões de tensão; embora até mesmo do contrato de coalizão governamental exclua a venda de equipamento bélico a Estados diretamente envolvidos na guerra do Iêmen.

Foi só sob o efeito do assassinato de Khashoggi que Berlim se manifestou por uma suspensão – temporária – dos negócios armamentistas alemães com a Arábia Saudita. No entanto, já é objeto de apostas em que momento vai expirar a data de validade da vergonha, e as equipagens alemãs voltarão a aportar no reino dos xeiques do petróleo.

E empresas alemãs – como, por exemplo, a maior fabricante de armamentos do país, a Rheinmetall – seguem aproveitando as lacunas das leis sobre comércio externo e armas de guerra. Através de subsidiárias, elas continuam fornecendo armas e munição a Riad, ajudando, assim, a manter a guerra em movimento.

O escândalo não é apenas que, por exemplo, a Rheinmetall participe da matança no Iêmen, em nome dos lucros de seus acionistas, mas também o fato de, até o momento, não se perceber nenhum esforço para fechar as lacunas da legislação.

Parte da verdade é também que as exportações da Alemanha são muito mais importantes para a Arábia Saudita do que sugerem as cifras – moderadas, em comparação, com as dos Estados Unidos ou do Reino Unido. Pois grandes equipamentos como aviões de combate costumam ser fabricados em cooperação europeia.

E quando a Inglaterra abastece a Força Aérea saudita com dúzias de Eurofighters, estão incluídos nesse negócio cerca de 30% de exportações alemãs – por exemplo na forma de canhões de bordo. Tais vendas não necessitam de licença, e sequer aparecem no relatório de exportações de armamentos como transações com Riad.

É hora de se livrar de algumas mentiras bem intencionadas. As leis alemãs de exportação de armas são rigorosas, porém só são impostas e aplicadas quando parece politicamente oportuno. As declarações de destino final, com que os compradores se comprometem a não passar os equipamentos para terceiros, muitas vezes não valem o papel em que são impressas.

No fim de novembro mesmo, uma pesquisa da DW mostrou que, com tais declarações de destino, armas vendidas à Arábia Saudita ou lá fabricadas sob licença foram entregues por Riad a diversas milícias jihadistas no Iêmen. E quando se afirma que as exportações para os sauditas são justificadas para fortalecer uma estrategicamente importante “âncora de estabilidade na região”, aí chegou mesmo a hora de duvidar.

A destruição do Iêmen, o bloqueio ao Catar em 2017, o sequestro do primeiro-ministro libanês Saad Hariri, as décadas de disseminação incessante do retrógrado wahabismo mostram: a Arábia Saudita pode ser incomensuravelmente rica e capaz de comprar grande influência, mas está longe de ser uma “âncora de estabilidade”. E negócios armamentistas com esse “parceiro” são indefensáveis, e devem ser proibidos, consequentemente, em toda a União Europeia.
DW

Guerras,Tecnologia,Primeira Guerra,Mundial,Armas

Primeira guerra mundial e os avanços nas máquina de matar

Guerras,Tecnologia,Primeira Guerra,Mundial,Armas Direito de imagem KEYSTONE/GETTY IMAGES

Tanques, aviões e rajadas de balas: terminada há cem anos, Primeira Guerra trouxe avanço inédito de máquinas de destruição.

Ao fim da Grande Guerra, aviões tinham se tornado comuns no combate
No dia 11 de novembro de 1918, o marechal francês Ferdinand Jean Marie Foch, então comandante-chefe dos exércitos aliados, assinou, ao lado de Matthias Erzberger, o representante da delegação alemã, o Armistício de Compiègne, o cessar-fogo que pôs fim a Primeira Guerra Mundial.

O conflito militar já durava quatro anos e quatro meses e, segundo as estimativas mais conservadoras, tinha matado 16,5 milhões de pessoas, entre 10 milhões de militares e 6,5 milhões de civis, além de deixar 20 milhões de feridos.

‘Como a dica de um oficial nazista salvou a vida de meus avós durante a Segunda Guerra’
Bombas da 2ª Guerra Mundial ‘enfraqueceram’ atmosfera, diz estudo
Por pouco, no entanto, Ferdinand Foch não ficou famoso quatro anos antes por fazer uma previsão, no mínimo, equivocada.

Em 1914, ao ser apresentado a um modelo primitivo de avião de guerra, daqueles em que o próprio piloto atirava as bombas que carregava no cockpit, desdenhou de seu potencial: “É bom para o esporte, mas inútil para o exército!”. Estava enganado.

“Na Primeira Guerra Mundial, a evolução tecnológica atingiu um patamar nunca antes visto”, afirma o especialista em assuntos militares Expedito Carlos Stephani Bastos, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Guerras,Tecnologia,Primeira Guerra,Mundial,ArmasUm dos modelos mais famosos era o triplano Fokker DR-1, que levava duas metralhadoras e voava a até 185 km/h.
Ganhou o status de símbolo da aviação alemã ao ser pilotado pelo intrépido Manfred von Richthofen, o Barão Vermelho Direito de imagem ALEXANDRE GALANTE/ARQUIVO PESSOAL

“De mera ferramenta de observação, o avião passou a feroz caçador e, mais adiante, a temido bombardeador, capaz de causar danos irreparáveis no coração do inimigo”.

Entre setembro de 1916 e abril de 1918, o Barão Vermelho abateu 80 aviões inimigos. Tinha por hábito recolher parte dos destroços. “Caçadores precisam de troféus”, gabava-se. Morreu no dia 21 de abril de 1918, aos 25 anos.

Guerras,Tecnologia,Primeira Guerra,Mundial,Armas 3Tanques de guerra também estrearam na Primeira Guerra, substituindo a cavalaria
“Invenções do diabo”
A tempestade de aço – como alguns soldados se referiam aos bombardeios aéreos – não vinha apenas dos céus.

Os submarinos alemães, os famosos U-Boats, contavam com torpedos capazes de percorrer até 4,8 km até atingir o alvo.

“O submersível é uma espécie de navio que mergulha para atacar ou se proteger do inimigo”, explica o professor da Escola de Guerra Naval, Francisco Eduardo Alves de Almeida. “Eles recorriam a canhões para afundar navios mercantes, que transportavam comida e munição, e a torpedos para abater navios de guerra”.

O campo de concentração criado na Colômbia para prender alemães e japoneses na 2ª Guerra
Durante a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha perdeu 178 dos seus 400 U-Boats. Em compensação, afundou mais de 5,5 mil embarcações.

A vítima mais famosa foi o RMS Lusitânia, que ia de Nova Iorque a Liverpool. Torpedeado na tarde de 7 de maio de 1915, o transatlântico britânico afundou em 18 minutos. Todas as 1.198 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes, morreram.

Tão revolucionários quanto decisivos como os aviões e os submarinos, os carros de combate, popularmente conhecidos como tanques de guerra, também “estrearam” na Primeira Guerra Mundial e vieram para substituir a cavalaria.

Apesar de ter sido inventado pelos britânicos, um dos modelos mais famosos foi o francês Renault FT-17. Leve, rápido e fácil de ser produzido, pesava “apenas” 6,5 toneladas, comportava até dois tripulantes e vinha com torre giratória e canhão ou metralhadora.

Guerras,Tecnologia,Primeira Guerra,Mundial,Armas 3Direito de imagem ALEXANDRE GALANTE/ARQUIVO PESSOAL
Artilharia naval também foi muito usada durante o conflito

Avanço tecnológico
“Nas guerras, a tecnologia avança muito mais rapidamente do que na paz”, filosofa o historiador militar Carlos Daróz, da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).

“Um dos exemplos disso é o tanque. Uma engenhosidade capaz de se deslocar pelos terrenos mais acidentados e transpor trincheiras e arame farpado”.

Dotado de blindagem de aço, foi testado pelos britânicos em 1914 e usado em combate pela primeira vez em 15 de setembro de 1916, na Batalha de Somme.

Ao fim da guerra, 8,2 mil tanques tinham sido fabricados. Desses, 4,4 mil eram franceses e 2,3 mil britânicos.

Guerras,Tecnologia,Primeira Guerra,Mundial,Armas 3Direito de imagemALEXANDRE GALANTE/ARQUIVO PESSOAL
Metralhadora foi responsável por um número de baixas até tão inimaginável na Primeira Guerra

Uma rajada de balas
Outra inovação bélica que entrou em cena na Primeira Guerra foi a metralhadora. Ao contrário dos rifles, disparava até 600 tiros por minuto. Tinha o mesmo poder de fogo de 14 soldados com rifles.

“As metralhadoras foram responsáveis por um número de baixas até então inimaginável. O homem começou a matar mais e com maior rapidez”, garante o historiador Rodrigo Trespach, que acaba de lançar Histórias Não (Ou Mal) Contadas: Primeira Guerra Mundial.

“Na Guerra Civil Americana, na década de 1860, morreram pouco mais de 200 mil soldados em quatro anos de combate. Já nos primeiros 12 meses de Primeira Guerra, o número de mortos chegou a 1 milhão de soldados”.

Como serão os megaexercícios militares da Rússia, os maiores desde a Guerra Fria
Para fugir da artilharia pesada, os soldados se viram obrigados a cavar buracos no chão de pouco mais de 2 metros de profundidade por 1,80 m de largura.

Nas famosas trincheiras, encaravam uma rotina para lá de insalubre: a terra se transformava em lamaçal em dias de chuva forte, infestações de piolhos eram comuns porque raramente se tomava banho e ratazanas “do tamanho de gatos” se alimentavam dos cadáveres insepultos.

Depois de passar muito tempo imersos em água ou expostos a locais frios e úmidos, uma infecção apelidada de “pé de trincheira”, quando não tratada a tempo, podia causar gangrena e levar à amputação. Só em 1914, o exército britânico tratou de 200 mil casos.

“Em qualquer operação militar, você só tem duas opções: defender-se do inimigo ou atacá-lo”, diz o general Márcio Tadeu Bettega Bergo, presidente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB).

“A atitude defensiva nunca ganhou guerra. Só a ofensiva leva à vitória. É igual ao futebol. Você só vence quando faz gol”.

Guerras,Tecnologia,Primeira Guerra,Mundial,Armas 3Direito de imagem ALEXANDRE GALANTE/ARQUIVO PESSOAL
Torpedos foram usados durante o conflito para abater navios de guerra

Tiros pela culatra
Muitos dos artefatos bélicos usados na Primeira Guerra tiveram que sofrer ajustes durante o conflito.

As metralhadoras são um bom exemplo. Os primeiros modelos eram tão pesados, algo em torno de 60 quilos, que precisavam ser manejados por até cinco ou seis soldados.

De fabricação americana, a portátil Lewis pesava cinco vezes menos.

As granadas, idem. Muitas não explodiam quando caíam em poças de lama ou, pior, eram acionadas por acidente quando ainda estavam nas mãos do soldado. Com o transcorrer das batalhas, ganharam detonadores mais precisos e confiáveis.

Os exemplos são incontáveis e vão desde o uniforme das tropas até tanques e submarinos.

Os franceses logo trocaram suas berrantes calças vermelhas, que podiam ser vistas a quilômetros de distância, por trajes mais discretos. Seus elegantes quepes revestidos de ferro foram substituídos por resistentes capacetes de aço.

As lições da Alemanha na reconstrução de museus destruídos pela guerra
Da mesma forma, os veículos blindados e também os submersíveis foram sendo aperfeiçoados no decorrer do conflito.

Os primeiros modelos de submarinos apresentavam, respectivamente, baixa velocidade e mergulho a pequenas profundidades. Até as estratégias de combate foram aperfeiçoadas.

“Nas guerras napoleônicas, os soldados, em grandes pelotões, marchavam lado a lado e disparavam suas baionetas todos ao mesmo tempo”, explica o historiador e ex-professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Cesar Campiani Maximiano.

“Na Primeira Guerra Mundial, isso mudou. Os combatentes, em grupos reduzidos de até dez homens, realizavam manobras militares, rastejando pelo chão, protegendo-se em árvores e empunhando fuzis e metralhadoras”.

Guerras,Tecnologia,Primeira Guerra,Mundial,Armas 3Direito de imagem EXPEDITO BASTOS/ARQUIVO PESSOAL
Capacetes e armas foram aprimorados para facilitar a vida de soldados

É proibido respirar
Não bastasse o horror provocado por granadas, metralhadoras e lança-chamas, a Primeira Guerra testemunhou ainda a macabra estreia das armas químicas em conflitos de proporções mundiais.

O uso de gases tóxicos começou na Batalha de Ypres, na Bélgica, em 22 de abril de 1915. Pouco depois de aspirar uma nuvem de gás cloro, o tenente francês Jules-Henri Guntzberger viu seus homens caírem, um a um.

Enquanto uns gritavam por água, outros cuspiam sangue. Em menos de 10 minutos, perdeu 5 mil soldados. Quem não morreu por asfixia terminou cego ou sofreu queimaduras.

Quase 70 anos depois, filhos de militar americano morto na Guerra da Coreia recebem relíquia do pai
“Em termos de letalidade, armas convencionais são muito mais danosas que as químicas”, garante o especialista em assuntos militares, Alexandre Galante.

“Na Primeira Guerra Mundial, as armas químicas responderam por cerca de 100 mil dos 10 milhões de combatentes mortos. Ou seja, 1% do total”.

Para fugir dos gases tóxicos, soldados passaram a usar máscaras especiais ou, na falta delas, cobriam os rostos com panos molhados de água ou urina.

Um dado curioso é que nem Adolf Hitler conseguiu escapar. O futuro líder da Alemanha nazista, então mensageiro em um regimento bávaro, chegou a ficar temporariamente cego após um ataque de gás mostarda.

Guerras,Tecnologia,Primeira Guerra,Mundial,Armas 3Direito de imagem KEYSTONE/GETTY IMAGES
Então mensageiro do regimento bávaro, Hitler foi atingido por armas químicas na Primeira Guerra

Terceira Guerra
Um século depois, as chances de uma Terceira Guerra Mundial são remotas, quase nulas, dizem os especialistas.

Em um cenário, apenas Rússia e China teriam condições bélicas de declarar guerra aos EUA. Em outro, um conflito de proporções mundiais pode ser deflagrado entre dois ou mais países, como a União Europeia, e um inimigo em comum, como uma rede terrorista, como a Al-Qaeda, ou uma organização criminosa, como o Cartel de Medellín.

Se a Grande Guerra durou quatro anos e quatro meses, quanto tempo duraria a Terceira Guerra Mundial? Quatro dias, talvez? Em um mundo nuclearizado como o que vivemos, poderia ser muito menos.

“O custo seria altíssimo e o resultado, inimaginável”, afirma o cientista político Lucas Pereira Rezende, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

“Por essa razão, o risco de um confronto entre superpotências com arsenal nuclear é cada vez mais improvável.”

Guerras,Tecnologia,Primeira Guerra,Mundial,Armas 3Direito de imagem GETTY IMAGES
Na fronteira entre Coreias do Norte e do Sul são usadas tecnologias como “robôs-sentinelas”

Programados para matar
Mas, e se houvesse uma Terceira Guerra Mundial, como seria? Caças seriam substituídos por drones? Soldados cederiam lugar para robôs? É provável que sim.

Alguns modelos de drones, como o MQ-9 Reaper, o mais letal deles, têm autonomia de 24 horas, atingem uma velocidade de 440 km/h e são capazes de disparar mísseis teleguiados.

Outros, como o MQ-4C Triton, têm um conjunto de sensores que permite uma visão de 360 graus em um raio de mais de 2 mil milhas náuticas. Com 39 metros de envergadura, é do tamanho de um Boeing 757. “Os conflitos militares tomaram um rumo totalmente diferente”, admite Expedito Carlos Stephani Bastos.

Quanto aos robôs, alguns modelos já são conhecidos como “Kalashnikovs do amanhã”, numa alusão ao fuzil AK-47, de fabricação russa.

Na fronteira que divide as duas Coreia, um robô-sentinela, equipado com metralhadora giratória, lançador de granadas e duas potentes câmeras com zoom e visão infravermelha, é programado para identificar alvos humanos através de um sofisticado programa de reconhecimento de voz, calor e movimento.

O temor de entidades, como a ONU e a Anistia Internacional, é que tais máquinas de guerra autônomas, daquelas que eliminam alvos sem intervenção humana, se confundam durante uma operação e matem civis em vez de militares. Ou, então, que fujam do controle e ataquem a própria tropa. Paranoia? Nem tanto.

Um caso real, registrado numa base militar da África do Sul, indica que o temor não é injustificado.

No dia 19 de outubro de 2007, um robô entrou em pane e fuzilou nove soldados e feriu 14 no Centro de Treinamento de Combate do Exército, em Lohathla.

A Coreia do Norte continua com seu programa nuclear apesar da aproximação dos EUA?
A máquina foi desenvolvida para identificar alvos, efetuar disparos e recarregar a munição. Tudo automaticamente e sob comando de voz.

“Gostaria que não tivéssemos desenvolvido tanta tecnologia bélica”, diz Rodrigo Trespach.

O que já é motivo de preocupação pode se tornar razão para pânico se uma geringonça dessas, como o Legged Squad Support System, cair nas mãos de terroristas ou ditadores.

Desenvolvido pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), das Forças Armadas dos EUA, o LS3, como é mais conhecido, é capaz de se locomover pelos terrenos mais irregulares, percorrer distâncias superiores a 30 km e suportar cargas de até 180 kg.

E o melhor: sem precisar reabastecer.
BBC

 

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Água doce pode desencadear uma guerra nuclear?

A guerra climática tem aumentado nos últimos anos o risco de conflitos armados.Água,Poluição,Ambiente,Guerras

A escassez de água doce, secas e colheitas fracas causam a migração em massa, enquanto que confrontos políticos são agravados.

Conflito de Darfur e clima

Centenas de milhares de pessoas morreram entre 2003 e 2005 em confrontos interétnicos em Darfur, no Sudão. Alguns políticos transferem a causa disso a problemas ecológicos: secas, falta de água potável e safras pobres. O conflito de Darfur é considerado a primeira “guerra climática” no mundo – conceito difundido por cientistas, ambientalistas e políticos da União Europeia e dos EUA.

Um país pobre com recursos hídricos limitados e fraco poder governamental não conseguiu lidar com as consequências da mudança climática, pregam os defensores da nova teoria, segundo a qual a falta de água, a ofensiva no deserto, a perda de gado devido à falta de pastagens levaram à migração de tribos nômades árabes para o sul e à guerra civil.

Guerra e seca na Síria

Peter Gleick, do Instituto do Pacífico para Estudos em Desenvolvimento, Meio Ambiente e Segurança, escreveu que a guerra síria começou em 2012 por muitas razões: política de longo prazo e problemas religiosos e sociais, que agravam as condições ambientais. Um papel especial foi desempenhado pela escassez de água doce, a gestão ineficiente dos recursos hídricos, o sistema de irrigação obsoleto e a mudança climática.

Especialistas afirmam que a migração em massa da população rural síria para as cidades começou por causa do desemprego na zona rural em decorrência da seca prolongada de 2006 a 2011. Eles atribuem o problema a fatores econômicos associados à ecologia: a agricultura intensiva esgotou as águas subterrâneas necessárias para irrigar os cultivos e a permissão para privatizar a terra acabou forçando os arrendatários a se retirarem de suas casas.

Outra visão das causas do conflito

O conflito de Darfur não poderia surgir devido a uma escassez de água doce e à deficiência nas colheitas, acredita Jan Selby, da Universidade de Sussex (Reino Unido), que juntamente com outros cientistas investigaram a situação na região. De acordo com seus dados, o fluxo de água do Nilo através do Sudão e o nível do lago Nasser não mudaram desde a década de 1960. As chuvas foram geralmente mais frequentes que o normal e não houve secas severas depois de 1990. Os tumultos mais massivos ocorreram em áreas rurais ricas com bons recursos hídricos.

O conflito de Darfur é o resultado da colonização do país pela Grã-Bretanha, a integração na economia capitalista global, a constante “construção do Estado” sob a supervisão de organizações internacionais que apoiam o interesse das elites locais.

“As mudanças climáticas não podem reverter essa tendência nem no Sudão e nem em qualquer outro lugar”, afirmam os cientistas.

Selby não nega a influência dos fatores climáticos, mas a guerra civil na Síria tem razões mais significativas.

“Guerras d’água” e ameaça nuclear

Os recursos hídricos renováveis do planeta totalizam aproximadamente em 42.800 quilômetros cúbicos por ano. Mas esses recursos estão divididos entre os países de modo desigual: no Canadá, a água per capita é dez mil vezes maior do que no Kuwait. Especialmente, a umidade não é suficiente no Oriente Médio e na África.

Segundo as previsões, a população mundial aumentará para oito bilhões de pessoas até 2025 e um terço viverá em países com “estresse hídrico”. Em primeiro lugar, sofrerão as regiões com alta fertilidade e clima árido.

Atualmente uma das principais razões para o déficit de água de “qualidade” no mundo é a poluição. Isso, em alguns casos, contribui para a tensão internacional, já que muitos rios e represas são usados por diferentes países.

Segundo a informação do Instituto de Problemas de Água (Rússia), 507 disputas surgiram devido a recursos hídricos de 1950 a 2000, e 21 delas levaram a ações militares, levando cientistas a usarem cada vez mais os termos “fome por água”, “guerras por água”. Por exemplo, Israel desencadeou uma “guerra pela água” para impedir que a Síria construísse um canal de desvio das Colinas de Golã, de onde se alimentam o rio Jordão e o mar de Galileia, de 1964 a 1965.

A água serve como um instrumento de pressão sobre o inimigo em conflitos armados. Em 2012, as forças antigovernamentais na Síria, durante as batalhas por Aleppo, danificaram gravemente as tubulações hidráulicas que forneciam água para três milhões de pessoas.

Prevê-se que em meados do século 21, um quarto da região asiática se torne uma zona de conflitos por água devido ao rápido crescimento da população e taxas de desenvolvimento econômico. A água será mais e mais necessária.

Há também conflitos entre a Índia e o Paquistão, duas potências nucleares, em decorrência do acesso ao rio Indo.

A África, onde as secas são violentas e os recursos hídricos são barbaramente explorados, é uma das regiões mais problemáticas. Nos últimos anos, a área do lago Chade, que serve como fonte de água para 40 milhões de cidadãos de quatro países, diminuiu em 15%.

Sergei Semenov, vice-diretor do Instituto de Clima Global e Ecologia, comentou que os riscos relacionados com água doce se alargarão devido ao aumento de gases do efeito estufa.

Como o planeta é heterogêneo no aspecto climático e ecológico, as consequências do aquecimento para as regiões não são as mesmas.

“Na maioria das regiões subtropicais secas, os recursos das águas superficiais e subterrâneas diminuirão, o que aumentará a competição pela água entre os setores da economia”, explicou o analista, acrescentando que a competição seria entre setores da economia e não entre países.

“Hoje em dia, a mídia gosta de falar sobre as guerras de clima. Eu penso que as guerras climáticas são uma fantasia, embora haja tensões entre alguns países por causa dos volumes de água nas fronteiras – a concorrência por influência política, econômica e ideológica”, concluiu Semenov.

USA, Coreia e Armas Nucleares

A pouco conhecida história de como os EUA levaram as primeiras armas nucleares à península da Coreia

Kim Jong-unDireito de imagem REUTERS
Kim Jong-un disse que a Coreia do Norte sempre desejou a desnuclearização da península

“Estamos comprometidos com a desnuclearização da península da Coreia, em sintonia com a vontade do outrora presidente Kim Il-sung e do secretário Kim Jong-il.”

As palavras do líder norte-coreano, Kim Jong-un, durante encontro com o presidente da China, em Pequim, surpreenderam muita gente. Apesar dos gestos de aproximação da Coreia do Norte – que tem reuniões previstas com os presidentes da Coreia do Sul e dos Estados Unidos -, a comunidade internacional ainda está cética.

Mas como começou a corrida armamentista na península coreana?

A insegurança atual está diretamente relacionada a um episódio pouco conhecido hoje em dia: a chegada à península coreana das primeiras armas nucleares norte-americanas.

Uma nuclearização que, como destaca o jornalista norte-americano Walter Pincus, ocorreu em clara violação ao acordo que pôs fim aos conflitos da Guerra da Coreia.

Kim Jong-un e Xi JinpingDireito de imagem GETTY IMAGES
Kim Jong-un falou em livrar a península da Coreia de armas nucleares, durante encontro com presidente chinês Xi Jinping, em Pequim

‘Segredo sujo’

“Muitos americanos criticam a possível reunião entre Trump e Kim Jong-un com o argumento de que a Coreia do Norte violou vários acordos de não propagação de armas”, disse Pincus num artigo publicado no jornal The New York Times.

“Mas estes céticos deveriam se lembrar que foi os Estados Unidos que romperam o Acordo de Armistício da Coreia, de 1953, quando o governo Eisenhower enviou, em 1958, as primeiras armas nucleares para a Coreia do Sul.”

De acordo com o ex-repórter do The Washington Post, em meados da década de 1960, o arsenal nuclear dos EUA na península coreana já somava 900 projéteis de artilharia, bombas táticas, foguetes, mísseis antiaéreos e minas terrestres.

“Havia, inclusive, projéteis nucleares para canhões baseados na Coreia do Sul”, diz Pincus, que está escrevendo um livro sobre o tema.

Tudo isso em violação clara do acordo assinado entre as tropas das Nações Unidas, comandadas pelos EUA, e os exércitos da China e da Coreia do Norte – que proibia expressamente a chegada de novos tipos de armas e munições à península.

negociações para acordo de pazDireito de imagemAFP
O armísticio que pôs fim à Guerra da Coreia vetava a entrada de novas armas à península coreana

Segundo Joseph Bermudez Jr., especialista do Instituto Coreia-EUA, da Universidade John Hopkins, foi justamente o temor da chegada de armas americanas que permitiu a assinatura do armistício.

Desde então, o “perigo de que armas norte-americanas pudessem ser usadas contra o regime do Norte orientou o pensamento do país e suas ações estratégicas”, afirma.

E a chegada de armas nucleares à Coreia do Sul – onde permaneceram até 1991- muito provavelmente fortaleceu o desejo de Pyongyang de providenciar seu próprio arsenal atômico.

Desfile militar na Coreia do NorteDireito de imagem REUTERS
A Coreia do Norte argumenta que, para se proteger da ameaça de um ataque pelos Estados Unidos, precisa de armas nucleares próprias

Ogivas por soldados

No final da década de 1950, a Coreia do Norte ainda estava muito distante de conseguir desenvolver armas nucleares. Mas o governo dos EUA estava inquieto com os custos de proteger a Coreia do Sul contra o Norte utilizando soldados norte-americanos.

A lógica do governo Eisenhower foi a de que o envio de armas nucleares à península possibilitaria reduzir o número de soldados americanos na Ásia e o apoio financeiro dos EUA às tropas sul-coreanas, que alcançava US$ 650 milhões por ano.

Foi esta a decisão que o presidente tomou, embora documentos da época revelem que assessores do Departamento de Estado deixaram claro que a estratégia resultaria na “violação” dos termos do armistício assinado cinco anos antes.

O Pentágono, porém, insistiu que o envio do armamento era “essencial” do ponto de vista militar e argumentou que a Coreia do Norte havia violado o acordo ao adquirir novos aviões e armas de artilharia.

“É possível argumentar que a violação dos comunistas ao parágrafo 13, especialmente no que se refere a aviões, nos liberam para ignorar suas restrições”, diz um memorando do dia 28 de novembro de 1956.

Exércitos sul-coreanos e americanosDireito de imagemAFP
Os EUA são o principal aliado da Coreia do Sul

‘João Honesto’ e canhões

O documento se refere a uma discussão sobre o possível envio à Coreia do Sul do sistema de mísseis terra-terra MGR-1 (conhecido como “Honest John”, ou “João Honesto”), assim como canhões de 280 mm, as primeiras armas com capacidade nuclear consideradas pelo Departamento de Defesa americano.

“De qualquer maneira, essas armas não devem ser consideradas atômicas, porque, quando não estão acompanhadas de ogivas nucleares, seu uso seria potencial, não real”, argumentou o Pentágono.

Em 24 de dezembro de 1957, o exército dos Estados Unidos recebeu a autorização para levar os dois tipos de armas para a Coreia do Sul, embora o anúncio público de sua chegada à península tenha ocorrido em 28 de janeiro de 1958.

“Um porta-voz do Exército dos EUA se recusou a dizer quantos canhões haviam chegado e se estavam acompanhados de ogivas nucleares”, recorda Pincus. Desde então, “os Estados Unidos se esqueceram desta história e os políticos americanos só culpam a Coreia do Norte por não respeitar os acordos”, aponta.

“Mas se é verdade que Pyongyang é pouco confiável, os líderes norte-coreanos certamente se lembram do que aconteceu na década de 1950”, concluiu o jornalista, que já venceu um Pulitzer, o principal prêmio do jornalismo.

Protesto contra a presença de tropas americanas na Coreia do SulDireito de imagem GETTY IMAGES
Os EUA retiraram suas armas nucleares da Coreia do Sul em 1991

Quem controla as armas mais tóxicas do mundo?

Estoques são controlados e usados ​​para desenvolver roupas de proteção, máscaras de gás, antídotos e métodos para identificar armas quimicas 

Máscara usada para lidar com químicosDireito de imagemGETTY IMAGES

Especialistas de diversos países estão no Reino Unido para testar amostras de um gás nervoso usado na tentativa de assassinato de um ex-espião russo e sua filha – um caso que estremeceu as relações diplomáticas entre Londres e Moscou.

O episódio levanta a questão: como controlar os arsenais de produtos químicos mais tóxicos do mundo?

Depois de coletar amostras dos venenos usados ​​em Sergei Skripal e sua filha Yulia, uma equipe da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ, sigla em inglês) realizará testes, com resultados que devem demorar pelo menos quinze dias.

O governo do Reino Unido diz que a substância usada foi a Novichok – um grupo de agentes nervosos que diz ser “estocado” pela Rússia, a quem foi atribuída responsabilidade pelo ataque; o país nega.

O trabalho da OPAQ é realizado como parte de um esforço de controle internacional que rege o que é ou não é admissível no que se refere a produtos químicos altamente tóxicos

Isso foi estabelecido pela Convenção sobre Armas Químicas de 1997 (CWC, sigla em inglês), assinada por 192 países. Apenas quatro nações ficaram de fora – Coreia do Norte, Israel, Egito e Sudão do Sul, que iniciou seu processo de adesão. Eles de qualquer modo estão vinculados às regras do tratado, nos termos do direito internacional.

Inspetores da OPAQ baseados em Haia (Holanda) – que agem como o braço operacional da CWC – supervisionaram a destruição de quase 97% das reservas declaradas de armas químicas do mundo.

Especialistas analisam área onde pai e filho foram mortos
Oficiais especializados em ações de proteção investigam local em Salisbury, Wiltshire, onde Sergei e Yulia Skripal foram encontrados

Os países signatários do tratado concordaram em nunca fabricar, armazenar ou usar armas químicas – nem ajudar outros a fazê-lo. Eles também são obrigados a declarar quais os estoques de armas químicas que eles possuem e onde elas poderiam ser produzidas.

Com base nisso, os inspetores da OPAQ auditam a destruição de armas químicas e instalações para a sua produção – um processo que de duração estimada de dez anos.

Esse prazo deve ser cumprido na maioria dos países, mas não na Rússia, que herdou os estoques da antiga União Soviética, nem nos EUA. O tamanho dos arsenais, o desafio técnico do desarmamento e seus custos causaram atrasos.

Meses atrás, a Rússia anunciou ter concluído a destruição de suas quase 40 mil toneladas de agentes declarados – o maior estoque do mundo. Não há nenhuma dúvida sobre isso, pois o processo foi realizado sob os olhos atentos dos inspetores da OPAQ.

Os EUA destruíram cerca de 90% de seu estoque declarado, sendo que os anos de 2021/22 foram as datas-limite estipuladas para o término da destruição. Os desafios desse processo incluíram convencer as comunidades locais de que o trabalho de desmantelamento poderia ser realizado com segurança em seus bairros.

Mas e quanto aos outros produtos químicos?

Os Novichoks – aqueles que podem ter sido usados ​​contra o ex-espião russo – nunca foram declarados à OPAQ, e os produtos químicos nunca fizeram parte de nenhum sistema de controle – em parte, por causa da incerteza sobre suas estruturas químicas.

E especificar o nome de cada agente químico é crucial porque a CWC permite que os países possuam legalmente uma ampla gama de produtos químicos, desde que sejam identificáveis.

De acordo com a convenção, os países podem manter estoques de produtos químicos tóxicos e sua matéria-prima para fins pacíficos, com usos na indústria, agricultura, pesquisa e medicina.

Para evitar a produção de potenciais armas químicas ou de produtos químicos em sua fabricação, apenas quantidades limitadas desses produtos podem ser armazenadas.

Os países signatários do acordo podem armazenar um total somado de uma tonelada, em apenas um local físico – geralmente um laboratório, onde essas substâncias podem ser produzidas.

Sede da OPAQ
Auditoria das ações feitas pela OPAQ atinge precisão inferior ao nível de um miligrama

Esses estoques podem ser usados ​​para desenvolver roupas de proteção, máscaras de gás, antídotos e métodos para identificar armas químicas.

A OPAQ audita esses estoques minuciosamente – a um nível de precisão inferior a um miligrama.

Para outras substâncias mais amplamente usadas na indústria, mas que podem servir para fabricar armas químicas, os estoques são monitorados de perto.

Os registros completos das quantidades fabricadas, vendidas, usadas ou descartadas devem ser mantidos pelos governos, e as informações precisam ser transmitidas à OPAQ anualmente. O órgão controla esses retornos e faz centenas de inspeções em instalações industriais a nível mundial todos os anos.

Embora os Novichoks estejam fora desses controles, e nenhum país tenha declarado sua posse à OPAQ, sua existência se tornou conhecida na década de 1990.

É bem provável que alguns laboratórios governamentais os tenham produzido em pequenas quantidades.

Suas características teriam sido armazenadas em bancos de dados, de modo que sua identidade poderia ser confirmada em um estágio posterior, se aparecesse como um veneno desconhecido no sangue de alguém.

Se isso aconteceu no laboratório de defesa química do Reino Unido, ainda não não é confirmado.

Mas é importante que os cientistas que trabalham lá possam identificar o agente nervoso Novichok o mais rápido possível.

Identificar o agente é vital para saber qual o tratamento médico receberão o ex-espião russo e as demais pessoas afetadas pelo ataque.

*Alastair Hay é professor emérito de toxicologia ambiental na Universidade de Leeds. Ele é membro do conselho consultivo da OPAQ sobre educação. Ele venceu o OPCW 2015 – Prêmio de Haia por contribuições para a prevenção do uso de armas químicas.

Executivo do Face Book se prepara para o Apocalipse

O ex-executivo do Facebook que largou tudo e prepara refúgio em ilha para sobreviver a ‘apocalipse tecnológico’

Antonio Martínez em seu refúgio
Ex-executivo do Facebook está se preparando para um futuro caótico criado pela tecnologia

Antonio Garcia Martínez, de 40 anos, vivia no epicentro da revolução digital, mais precisamente no Vale do Silício, região próxima de San Francisco, nos Estados Unidos, onde estão as sedes de algumas das principais empresas de tecnologia do mundo. Mas desde 2015 ele mudou radicalmente de vida ao chegar à conclusão que estaríamos prestes a enfrentar um “apocalipse tecnológico”.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Martínez afirma que o avanço da tecnologia – em especial, da combinação entre automação e inteligência artificial – mudará radicalmente a economia global e fará com que empregos desapareçam em escala massiva.

“Dentro de 30 anos, metade da humanidade não terá trabalho. E a coisa pode ficar feia, pode haver uma revolução. É por isso que estou aqui”, diz ele em entrevista à BBC ao desembarcar armado com um fuzil em uma ilha próxima a Seattle, no noroeste americano, onde está criando um refúgio para se proteger caso a previsão se confirme.

“Em San Francisco, eu vi como o mundo será daqui cinco a dez anos. Você pode não acreditar que está vindo, mas está – e tem a forma de um caminhão que dispensa motorista.”

Isolamento

Cena do documentário 'The Secrets of Silicon Valley'
Refúgio fica em uma pequena ilha na costa noroeste dos EUA

Martínez fez carreira no setor ao fundar uma empresa de anúncios online, que vendeu para o Twitter, e ir trabalhar no Facebook. Hoje, dedica boa parte do seu tempo a um terreno de cinco hectares no meio da floresta em Orcas, uma pequena ilha na costa do Estado de Washington, próxima da fronteira norte do país.

Por enquanto, seu refúgio não parece ser grande coisa. Há apenas uma barraca, um gerador de energia, um balde onde faz suas necessidades, além de fios e painéis solares ainda não instalados. O acesso só é possível por uma estrada de terra, usando veículos com tração nas quatro rodas.

“Ninguém conhece aqui. E dá para ir nadando ou de caiaque até o Canadá se a situação exigir”, diz ele sobre os motivos que o levaram a escolher a região para montar seu abrigo, listando em seguida outras vantagens:

“Clima ideal, uma grande comunidade, produção de alimentos autossustentável, e consigo defendê-lo caso as coisas saiam dos trilhos por um tempo.”

Munição, a ‘moeda do novo mundo’

Cena do documentário 'The Secrets of Silicon Valley'
Martínez diz que armas serão necessárias para protegê-lo de invasores

Martínez deixa claro que será capaz de fazer isso ao atirar com uma AR-15 contra latas e garrafas de plástico que fazem as vezes de alvos improvisados à distância – e acertar todos eles.

“Há 300 milhões de armas nos Estados Unidos, uma para cada homem, mulher e criança, e a maioria delas estão nas mãos das pessoas que perderão seus empregos”, afirma.

“Garanto a você que munição será a moeda corrente desse novo mundo.”

Ele não é o único a prever o desaparecimento em massa de muitos postos de trabalho. O pesquisador Carl Frey, da Universidade de Oxford, acredita no mesmo.

Ele estima que 35% dos empregos no Reino Unido corram risco de desaparecer nos próximos 20 anos com a criação de robôs capazes de realizar as mesmas funções. Esse índice é ainda maior nos Estados Unidos, onde chega a 47% – e ultrapassa 50% em países em desenvolvimento.

Por isso, o americano garante que outros no Vale do Silício estão tomando as mesmas precauções.

“Eles têm suas próprias estradas, compram terrenos, têm um monte de armas, poços artesianos e tudo mais. É algo como o que tenho, talvez menos rústico, menos hippie, mas bem parecido.”

Dívida

Cena do documentário 'The Secrets of Silicon Valley'
Local no meio da floresta ainda tem poucas instalações, como esta barraca

De fato, Reid Hoffman, cofundador da rede social LinkedIn, estimou em uma entrevista à revista The New Yorker que cerca de metade dos bilionários da região têm algum tipo de “seguro contra o apocalipse”.

Mas e quanto ao restante das pessoas que não têm uma fortuna para investir em refúgios assim? Martínez garante não se preocupar com isso: “A vida é curta, e nós morremos sozinhos.”

Ele afirma que sua maior contribuição é divulgar sua previsão e contar sobre seus preparativos. “A única dívida que nós profissionais da tecnologia temos é essa. Poucas pessoas estão falando sobre isso e informando o público em geral”, diz.

“A tecnologia vai acabar com empregos e abalar economias antes mesmo que a gente seja capaz de reagir, e deveríamos estar pensando sobre isso.”
BBC