• mqt_for@hotmail.com
  • Brasil

Guerra Híbrida; você sabe o que é isso?

Entenda o que é a guerra híbrida: a nova guerra do século 21 tem o Brasil no epicentro. 

Nos manuais norte-americanos as ações não-convencionais contra “forças hostis” a Washington. A centralidade do Pré-Sal no impeachment. Como os super-ricos cooptam a velha classe média.

O Brasil no epicentro da Guerra Híbrida

Revoluções coloridas nunca são demais. Os Estados Unidos, ou o Excepcionalistão, estão sempre atrás de atualizações de suas estratégias para perpetuar a hegemonia do seu Império do Caos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A matriz ideológica e o modus operandi das revoluções coloridas já são, a essa altura, de domínio público. Nem tanto, ainda, o conceito de Guerra Não-Convencional (UW, na sigla em inglês).

Esse conceito surgiu em 2010, derivado do Manual para Guerras Não-Convencionais das Forças Especiais. Eis a citação-chave: “O objetivo dos esforços dos EUA nesse tipo de guerra é explorar as vulnerabilidades políticas, militares, econômicas e psicológicas de potências hostis, desenvolvendo e apoiando forças de resistência para atingir os objetivos estratégicos dos Estados Unidos. […] Num futuro previsível, as forças dos EUA se engajarão predominantemente em operações de guerras irregulares (IW, na sigla em inglês)”.

“Potências hostis” são entendidas aqui não apenas no sentido militar; qualquer país que ouse desafiar um fundamento da “ordem” mundial centrada em Washington pode ser rotulado como “hostil” – do Sudão à Argentina.

As ligações perigosas entre as revoluções coloridas e o conceito de Guerra Não-Convencional já desabrocharam, transformando-se em Guerra Híbrida; caso perverso de Flores do Mal. Revolução colorida nada mais é que o primeiro estágio daquilo que se tornará a Guerra Híbrida. E Guerra Híbrida pode ser interpretada essencialmente como a Teoria do Caos armada – um conceito absoluto queridinho dos militares norte-americanos (“a política é a continuidade da guerra por meios linguísticos”). Meu livro Império do Caos, de 2014, trata essencialmente de rastrear uma miríade de suas ramificações.

Essa bem fundamentada tese em três partes esclarece o objetivo central por trás de uma Guerra Híbrida em larga escala: “destruir projetos conectados transnacionais multipolares por meio de conflitos provocados externamente (étnicos, religiosos, políticos etc.) dentro de um país alvo”.

Os países do BRICS (Brasil Rússia, Índia, China e África do Sul) – uma sigla/conceito amaldiçoada no eixo Casa Branca-Wall Street – só tinham de ser os primeiros alvos da Guerra Híbrida. Por uma miríade de razões, entre elas: o plano de realizar comércio e negócios em suas próprias moedas, evitando o dólar norte-americano; a criação do banco de desenvolvimento dos BRICS; a declarada intenção de aumentar a integração na Eurásia, simbolizada pela hoje convergente “Rota da Seda”, liderada pela China – Um Cinturão, Uma Estrada (OBOR, na sigla em inglês), na terminologia oficial – e pela União Econômica da Eurásia, liderada pela Rússia (EEU, na sigla em inglês).

Isso implica em que, mais cedo do que tarde, a Guerra Híbrida atingirá a Ásia Central; o Quirguistão é o candidato ideal a primeiro laboratório para as experiências tipo revolução colorida dos Estados Unidos, ou o Excepcionalistão.

No estágio atual, a Guerra Híbrida está muito ativa nas fronteiras ocidentais da Rússia (Ucrânia), mas ainda embrionária em Xinjiang, oeste longínquo da China, que Pequim microgerencia como um falcão. A Guerra Híbrida também já está sendo aplicada para evitar o estratagema da construção de um oleoduto crucial, a construção do Ramo da Turquia. E será também totalmente aplicada para interromper a Rota da Seda nos Bálcãs – vital para a integração comercial da China com a Europa Oriental.

Uma vez que os BRICS são a única e verdadeira força em contraposição ao Excepcionalistão, foi necessário desenvolver uma estratégia para cada um de seus principais personagens. O jogo foi pesado contra a Rússia – de sanções à completa demonização, passando por um ataque frontal a sua moeda, uma guerra de preços do petróleo e até mesmo uma (patética) tentativa de iniciar uma revolução colorida nas ruas de Moscou. Para um membro mais fraco dos BRICS foi preciso utilizar uma estratégia mais sutil, o que nos leva à complexidade da Guerra Híbrida aplicada à atual, maciça desestabilização política e econômica do Brasil.

No manual da Guerra Híbrida, a percepção da influência de uma vasta “classe média não-engajada” é essencial para chegar ao sucesso, de forma que esses não-engajados tornem-se, mais cedo ou mais tarde, contrários a seus líderes políticos. O processo inclui tudo, de “apoio à insurgência” (como na Síria) a “ampliação do descontentamento por meio de propaganda e esforços políticos e psicológicos para desacreditar o governo” (como no Brasil). E conforme cresce a insurreição, cresce também a “intensificação da propaganda; e a preparação psicológica da população para a rebelião.” Esse, em resumo, tem sido o caso brasileiro.

Um dos maiores objetivos estratégicos do Excepcionalistão é em geral um mix de revolução colorida e Guerra Híbrida. Mas a sociedade brasileira e sua vibrante democracia eram muito sofisticadas para métodos tipo hard, tais como sanções ou a “responsabilidade de proteger” (R2P, na sigla em inglês).

Não por acaso, São Paulo tornou-se o epicentro da Guerra Híbrida contra o Brasil. Capital do estado mais rico do Brasil e também capital econômico-financeira da América Latina, São Paulo é o nódulo central de uma estrutura de poder interconectada nacional e internacionalmente.

O sistema financeiro global centrado em Wall Street – que domina virtualmente o Ocidente inteiro – não podia simplesmente aceitar a soberania nacional, em sua completa expressão, de um ator regional da importância do Brasil.

A “Primavera Brasileira” foi virtualmente invisível, no início, um fenômeno exclusivo das mídias sociais – tal qual a Síria, no começo de 2011.

Foi quando, em junho de 2013, Edward Snowden revelou as famosas práticas de espionagem da NSA. No Brasil, a questão era espionar a Petrobras. E então, num passe de mágica, um juiz regional de primeira instância, Sérgio Moro, com base numa única fonte – um doleiro, operador de câmbio no mercado negro – teve acesso a um grande volume de documentos sobre a Petrobras. Até o momento, a investigação de dois anos da Lava Jato não revelou como eles conseguiram saber tanto sobre o que chamaram de “célula criminosa” que agia dentro da Petrobras.

O importante é que o modus operandi da revolução colorida – a luta contra a corrupção e “em defesa da democracia” – já estava sendo colocada em prática. Aquele era o primeiro passo da Guerra Híbrida.

Como cunhado pelos Excepcionalistas, há “bons” e “maus” terroristas causando estragos em toda a “Siraq”; no Brasil há uma explosão das figuras do corrupto “bom” e do corrupto “ruim”.

O Wikileaks revelou também como os Excepcionalistas duvidaram da capacidade do Brasil de projetar um submarino nuclear – uma questão de segurança nacional. Como a construtora Odebrecht tornava-se global. Como a Petrobras desenvolveu, por conta própria, a tecnologia para explorar depósitos do pré sal – a maior descoberta de petróleo deste jovem século 21, da qual as Grandes Petrolíferas dos EUA foram excluídas por ninguém menos que Lula.

Então, como resultado das revelações de Snowden, a administração Roussef exigiu que todas as agências do governo usassem empresas estatais em seus serviços de tecnologia. Isso poderia significar que as companhias norte-americanas perderiam até US$ 35 bilhões de receita em dois anos, ao ser excluídos de negociar na 7ª maior economia do mundo – como descobriu o grupo de pesquisa Fundação para a Informação, Tecnologia & Inovação (Information Technology & Innovation Foundation).

O futuro acontece agora.

A marcha em direção à Guerra Híbrida no Brasil teve pouco a ver com as tendências políticas de direita ou esquerda. Foi basicamente sobre a mobilização de algumas famílias ultra ricas que governam de fato o país; da compra de grandes parcelas do Congresso; do controle dos meios de comunicação; do comportamento de donos de escravos do século 19 (a escravidão ainda permeia todas as relações sociais no Brasil); e de legitimar tudo isso por meio de uma robusta, embora espúria tradição intelectual.

Eles dariam o sinal para a mobilização da classe média. O sociólogo Jesse de Souza identificou uma freudiana “gratificação substitutiva”, fenômeno pelo qual a classe média brasileira – grande parte da qual clama agora pela mudança do regime – imita os poucos ultra ricos, embora seja impiedosamente explorada por eles, através de um monte de impostos e altíssimas taxas de juros.

Os 0,0001% ultra ricos e as classes médias precisavam de um Outro para demonizar – no estilo Excepcionalista. E nada poderia ser mais perfeito para o velho complexo da elite judicial-policial-midiática do que a figura de um Saddam Hussein tropical: o ex-presidente Lula.

“Movimentos” de ultra direita financiados pelos nefastos Irmãos Kock pipocaram repentinamente nas redes sociais e nos protestos de rua. O procurador geral de justiça do Brasil visitou o Império do Caos chefiando uma equipe da Lava Jato para distribuir informações sobre a Petrobras que poderiam sustentar acusações do Ministério da Justiça. A Lava Jato e o – imensamente corrupto – Congresso brasileiro, que irá agora deliberar sobre o possível impeachment da presidente Roussef, revelaram-se uma coisa só.

Àquela altura, os roteiristas estavar seguros de que a infra-estrutura social para a mudança de regime já havia produzido uma massa crítica anti-governo, permitindo assim o pleno florescimento da revolução colorida. O caminho para um golpe soft estava pavimentado – sem ter sequer de recorrer ao mortal terrorismo urbano (como na Ucrânia). O problema era que, se o golpe soft falhasse – como parece ser pelo menos possível, agora – seria muito difícil desencadear um golpe duro, estilo Pinochet, através da UW, contra a administração sitiada de Roussef; ou seja, executando finalmente a Guerra Híbrida Total.

No nível socioeconômico, a Lava Jato seria um “sucesso” total somente se fosse espelhada por um abrandamento das leis brasileiras que regulam a exploração do petróleo, abrindo-a para as Grandes Petrolíferas dos EUA. Paralelamente, todos os investimentos em programas sociais teriam de ser esmagados.

Ao contrário, o que está acontecendo agora é a mobilização progressiva da sociedade civil brasileira contra o cenário de golpe branco/golpe soft/mudança de regime. Atores cruciais da sociedade brasileira estão se posicionando firmemente contra o impeachment da presidente Rousseff, da igreja católica aos evangélicos; professores universitários do primeiro escalão; ao menos 15 governadores estaduais; massas de trabalhadores sindicalizados e trabalhadores da “economia informal”; artistas; intelectuais de destaque; juristas; a grande maioria dos advogados; e por último, mas não menos importante, o “Brasil profundo” que elegeu Rousseff legalmente, com 54,5 milhões de votos.

A disputa não chegará ao fim até que se ouça o canto de algum homem gordo do Supremo Tribunal Federal. Certo é que os acadêmicos brasileiros independentes já estão lançando as bases para pesquisar a Lava Jato não como uma operação anti-corrupção simples e maciça; mas como estudo de caso final da estratégia geopolítica dos Exceptionalistas, aplicada a um ambiente globalizado sofisticado, dominado por tecnologia da informação e redes sociais. Todo o mundo em desenvolvimento deveria ficar inteiramente alerta – e aprender as relevantes lições, já que o Brasil está fadado a ser visto como último caso da Soft Guerra Híbrida.

Veja e a Guerra Híbrida

Capa apropriada para camuflar a ‘suruba’ do Jucá.

Observem a proporção do destaque em relação à importância dos temas. O insignificante fato do culto à celebridades, capa cheia.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Já a notícia explosiva do dedo do proctologista do Eliseu Quadrilha, José Yunes, uma discreta e minúscula chamada no topo da capa.
Isso é um exemplo de estratégia midiática da Guerra Híbrida.

A Guerra Híbrida

 GUERRA HÍBRIDA, Nova via Violenta para a Tomada do Poder

Por Carlos Alberto Pinto Silva / General de Exército da reserva / Ex-comandante do Comando Militar do Oeste, do Comando Militar do Sul, do Comando de Operações Terrestres, Membro da Academia de Defesa e do CEBRES.

“Cartas imprevisíveis”, isto é, cenários que apesar de altamente improváveis, não podem ser descartados. Assim, sempre é útil reservar pelo menos um pequeno espaço mental para “pensar o impensável”, pois a história está repleta de eventos que começaram como altamente improváveis e depois se tonaram a mais pura realidade.”[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

“A Guerra Híbrida é para alguns, o termo cunhado em 2009 pelo jornalista norte-americano Frank Hoffman e antecipado por George Kennan em 1948 e é tão antigo como a própria guerra. Trata-se de uma fusão de soldados com e sem uniforme, paramilitares, táticas terroristas, ciberdefesa, conexões com traficantes de drogas, insurgência urbana e fuzis AK-47”. “É uma combinação de meios e instrumentos, do previsível e do imprevisível. Não há fronteiras entre o legal e o ilegal, entre a violência e a não violência. Não há uma distinção real entre guerra e paz.”

Os atores da Guerra Híbrida são caracterizados por grupos armados de insurgentes, terroristas, milícias e organizações criminosas. Estes grupos veem o conflito como uma continuação da política e utilizam violentas operações irregulares que perduram por um longo período, buscando atingir um controle coercitivo sobre as populações locais. (CLÉMENT-NOGUIER, 2003).

A Guerra Híbrida, portanto, implica um mínimo objetivo político, no que se diferencia do banditismo e do gangsterismo ligados ao crime organizado.

Roger Trinquier, Coronel do Exército Francês explica:” A Guerra Moderna difere fundamentalmente da guerra do passado, pois a vitória não resulta do choque de dois exércitos no campo de batalha. A guerra é agora um sistema articulado de ações – política, econômica, psicológica, militar – que visa à derrubada da autoridade estabelecida no país e sua substituição por outro regime.”

Mas, afinal, o que é a Guerra Híbrida? Pode-se cogitar ser um conflito no qual os atores, Estado ou Não-Estado, exploram todos os modos de guerra simultaneamente, empregando armas convencionais avançadas, táticas irregulares, tecnologias agressivas, terrorismo e criminalidade visando desestabilizar a ordem vigente.

Exemplos de Conflitos Híbridos:

É a guerra de Putin?  A que o presidente russo leva a cabo na Ucrânia, um conflito que os analistas qualificam de “híbrido” porque une forças regulares e não regulares, desinformação, e uma pomposa presença militar em uma ofensiva limitada.

O Hezbollah formulou uma estratégia que aliava táticas e capacidades do combate convencional a operações de guerra de guerrilha. Sendo a Força mais fraca no conflito, o Hezbollah percebeu que não poderia destruir as FDI ou sobrepujar a determinação israelense com combates de encontro de grande porte. A importância desse conflito até hoje é que a combinação, por parte da milícia xiita, de táticas militares convencionais com atividades de guerrilha e terrorismo pareceu representar uma abordagem inovadora em relação à guerra, que revolucionaria os conflitos no século XXI.

O Hezbollah não conduziu uma verdadeira guerra de guerrilha nem uma autêntica guerra convencional, e sim algo entre os dois extremos. Embora não constitua uma nova forma de combate na história, o fenômeno da guerra híbrida representa um desafio enorme.

A Venezuela, num sentido ofensivo, busca expandir ideais revolucionários e fomentar o estabelecimento de regimes de relações socialistas, se armou como uma ferramenta-chave para explorar as vulnerabilidades políticas e econômicas de oponentes e para modificar a situação em benefício próprio.

Para tanto poderia aplicar as técnicas de um conflito híbrido, patrocinando grupos não governamentais (Fornecendo armamento pesado e leve, munição e recursos financeiros), com intuito verdadeiro de fomentar a expansão do bolivarianismo.

Honduras: Manágua, 28 Jun 2009 (agência EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, advertiu hoje na Nicarágua que haverá uma “revolução violenta” em Honduras se os militares dispararem contra o povo que protesta a favor do presidente Manuel Zelaya, destituído pelo Parlamento. “Que os militares de Honduras não arremetam com suas armas contra o povo desarmado, porque estariam abrindo o caminho para revoluções violentas”, disse o governante venezuelano. Chávez reafirmou que a agressão contra Honduras “é a agressão contra todos os povos deste continente”, e fez um apelo às “burguesias destas terras”, às quais acusou de perder capacidade de raciocinar, a não romper as regras da democracia. “Se as oligarquias deste continente rompem as regras do jogo, de maneira tal como o fizeram neste dia (em Honduras), os povos terão o direito à resistência e ao combate”, avisou.

Um pouco de história: 

Como escreveu Engels, citando Marx: “Que a violência, porém, ainda desempenha outro papel na história” (além de ser agente do mal), “um papel revolucionário, que ela, nas palavras de Marx, é a parteira de toda a velha sociedade que anda grávida de uma nova”. (Anti-Dühring)

Para a revolução ser vitoriosa não bastam a indignação e a revolta popular. É preciso, antes de tudo, que o movimento de massas seja guiado por uma teoria revolucionária e dirigido por uma vanguarda organizada. Tal lição foi sintetizada por V.I. Lênin, grande líder da Revolução Socialista Soviética, de 1917, na frase “sem teoria revolucionária não há movimento revolucionário”.

Em sua “teoria do murro no paralítico” Lenine prescreve a desagregação da máquina do Estado, antes do golpe de força. Trata-se de aumentar a indecisão governamental e de “apodrecer” as instituições e os grandes órgãos do Estado.

Em “O Estado e a Revolução”, diz Lenine: “ É na insurreição armada que se deve repousar o movimento no impulso revolucionário do povo. Mas é preciso antes, proceder à educação sistemática do povo. O primeiro objetivo consiste na formação de um partido operário “capaz de tomar o poder, de dirigir e organizar um regime novo, de ser o educador, o guia de todos os trabalhadores para a organização de sua vida social”. A substituição do Estado burguês pelo proletário é impossível sem revolução violenta. (Obras Completas. Tomo 33)

Em outras palavras, a tarefa dos revolucionários não é, de maneira nenhuma, adaptar-se ou conciliar com os setores atrasados ou subordinar-se a ideologia burguesa, mas sim, elevar a consciência das massas para compreender a necessidade não só de uma revolução, mas de que ela só é possível se tiver uma vanguarda organizada, se sua parcela mais consciente se organizar partidariamente e revolucionariamente.

“Todos os meios são bons, se conduzem ao fim”

Temas que podem ser explorados em uma campanha de preparação para o desencadeamento de atividades de Guerra Híbrida visando a tomada do poder:

Campo Externo:

– Denuncias nos órgãos multilaterais (ONU, OEA, e etc.).
– Busca de apoio de Nações ideologicamente amigas.
– Denuncias as instituições ligadas aos Direitos Humanos.
– Busca do apoio internacional através das redes sociais.

Campo Interno:

– Aproveitamento de descontentamento real da sociedade com o momento político, social e econômico difícil.
– Possibilidade da criação de grupos reativos, ideológicos, e oportunistas ampliando a massa de manifestantes.
– Crime Organizado e falta de segurança: A deterioração drástica da situação é motivo para mudança.
– Educação: Os professores precisam ser atiçados. Eles precisam ser encorajados ou haverá um risco. Nós temos que convencê-los de que os temos como alta esfera da sociedade; eles detêm uma responsabilidade que valorizamos muito. Os professores vão motivar os estudantes. Quem irá influenciá-los? Como nós vamos tocá-los?
– Jovens: A cooptação precisa ser dirigida para os jovens em geral, não só para os estudantes universitários.
– Economia: Explorar a situação econômica do país e a necessidade de diminuir a desigualdade social.
– Governo: Cobrar a redistribuição da riqueza e a defesa das minorias, todos devem ter uma oportunidade.
– Atacar o presidencialismo de coalisão.
– Passeatas, protestos, com uso dos sindicatos e movimentos sociais.
– Invasão e ocupação de escolas fazendo com que aumente a participação dos jovens.
Passagem às atividades de Guerra Híbrida: Início da fase violenta para a conquista do poder:

Campo Externo:

– Prossegue a busca do apoio internacional nas Instituições Multilaterais, nas Nações simpáticas ideologicamente, e as denúncias às instituições ligadas aos Direitos Humanos.
– Busca do apoio material das Nações simpáticas ideologicamente em especialistas em Guerra Irregular, Guerra em Rede e Guerra Psicológica.
– Busca do apoio material das Nações simpáticas ideologicamente em recursos militares (Armamento e munição).

Campo Interno:

– Uso da experiência de conflitos semelhantes em outros países.
– Uso violento de paramilitares, táticas terroristas, conexões com traficantes de drogas e criminosos, insurgência urbana. Com a intenção de desestabilizar o governo, de desmoralizar as autoridades constituídas, os órgãos de segurança pública, e atemorizar a população.
– Busca da criação de mártir (manifestante morto ou ferido gravemente) para poder radicalizar o movimento;
– Com a violência inviabilizar as atividades de Saúde e Educação.
– Usar como massa de manobra as organizações sociais, os sindicatos, e os estudantes universitários e secundaristas.··.
– Uso de ONGs e sites políticos para apoio logístico e de comunicações.

Conclusão:

É preciso criar novas estratégias de Defesa do Estado Democrático de Direito, justamente porque a nova realidade para a tomada do Poder de forma violenta não se alinha com as antigas fronteiras de relacionamento de poder existente, alterada com a mudança de foco dos conflitos com o surgimento da Guerra Híbrida.

“Se o próprio povo não estiver preparado para, se necessário, tomar parte da defesa do seu país, não poderá em longo prazo ser protegido”. Clausewitz.oga no terreno dos combates (Violência), mas fora dele.

A Guerra Híbrida, a manipulação da informação e a perda da soberania pela catequese nas redes sociais

Faço mais um volteio nos portais da “grande mídia” e nas redes sociais, inclusive nos perfis pago aos acólitos.

Na totalidade as matérias estão totalmente fora da realidade: esse povo que escreve essas matérias vive numa “bolha”. Isso não é jornalismo. Isso é propaganda.

[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Por isso que eles têm perdido audiência de forma massiva, e por isso que a mídia alternaltiva explodiu.

Eles foram engolidos pela mídia alternativa; e a prova é a votação do ‘Brexit‘ e do Trumpete. Esse último ciclo eleitoral terminou de fechar o caixão: pode mandar enterrar.

A maioria das matérias sobre as eleições do Trumpete tem a BBC como fonte. E a BBC só tem credibilidade entre os desavisados.

A BBC é controlada pelos Rothschilds e pela famílias real britânica: isso já diz tudo! É só propaganda.

Os caras – os pagos e/ou os amestrados, escrevem como se o Facebook não fosse totalmente parcial. O Facebook é só mais uma ferramenta de manipulação da massa: o algorítimo é totalmente controlado para favorecer um “plano” predeterminado; tudo controlado pelo “governo paralelo”.

O algorítimo promove certos assuntos, e censura outros; “todo mundo” que volteia pelas mídias alternativas, já sabe disso.

Aí fica esse povo escrevendo essas matérias dentro dessa “bolha”: por isso mesmo que erraram todas as previsões de intenção de voto do Brexit e do Trumpete.

E a maior parte do eleitorado do Trumpete nem usa o Facebook: a turma usa os fóruns de discussão dos sites alternativos. O Facebook é um gueto digital. É só mais uma “bolha”.

Enquanto o sujeito não entender que tem um “governo paralelo” controlando a massa, vai ficar acreditando nessa mídia falsária e manipuladora. A BBC não passa de mais uma ferramenta de manipulação da massa.

O presidente Kennedy já havia avisado sobre o “governo paralelo”. O presidente Eisenhower também: ele alertou sobre o “governo paralelo” no discurso dele de despedida, no encerramento do mandato dele.

A gente está vivendo no ápice da era da “guerra da informação”.

É a Guerra híbrida a todo vapor.

Brasil: Ocupação das Escolas e a Guerra Híbrida

Sindicatos, Partidos Políticos e MBL inflamam tensões nas ocupações das escolas.

mentirasverdadesblog-do-mesquita

Asnos! Com todo o respeito aos ruminantes.
A jovenzinha do discurso meloso na Assembleia Legislativa do Paraná, é filha de um militante do PT.

Decorou bem direitinho o ‘script’. Fez o que seu papai com ela ensaiou.

Enquanto os alunos das escolas públicas perdem aulas, meu neto, por exemplo, está em aula hoje, sábado, no Farias Brito – os alunos das escolas privadas se adiantam e estarão qualificados para o mercado de trabalho, – enquanto as turmas das ocupações, sem entrar no mérito das reivindicações, ficarão para trás.

E é exatamente esse “filtro” que o sistema quer. Essa estratégia de dificultar acesso ao conhecimento de uma camada específica do estrato social em países em desenvolvimento, é muito bem aplicada pelos que implementam a pouco conhecida “Guerra Híbrida“.

Estratégia definida na Convenção de Bretton Wood, 1944, e operacionalizada pelos Bilderbergs.

Acordem bobinhos. Vocês são mera massa de manobra a serviço do sistema.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]