Eleições 2010 – Campanha no celular

Eleições: campanha no celular sem opt-in não dá

Cuidado com a “pegadinha do Malandro” no marketing político.

Por Marcelo Castelo ¹

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Não temos como falar sobre o mundo publicitário em 2010, sem passar por Copa do Mundo e eleições…

Eleições! No ano passado, no evento Efeito Obama, estive com Ben Self, estrategista da campanha digital de Obama e “futuro” responsável pela campanha digital da Dilma Rousseff.

Em sua palestra, Shelf destacou o potencial do celular lembrando as mais de 160 milhões de linhas ativas de celular (números da época, atualmente já passamos dos 175). Chegou até a falar que o “canal” celular só perde para a TV aberta…

Muito bom ouvir esse tipo de colocação, mas devemos ter cuidado e nos atentar a alguns detalhes. Utilizar o celular para atingir as massas deve ser via voz ou SMS e é exatamente por isso que para mim o opt-in é o principal ponto de discussão aqui.

Em relação à voz nem preciso me aprofundar muito, o telemarketing já está aí para pontuar a opinião dos usuários sobre este tipo de serviço. Falando sobre SMS… Imagine só um petista recebendo uma mensagem no estilo “vote Serra” em seu celular. Acho que ele não ficaria muito feliz!

Vou bater na velha tecla: apesar de ser uma mídia de massa, o celular é muito pessoal e isso se agrava quando o assunto é política. Opt-in genérico definitivamente não pode ser levado em consideração quando o assunto é política, religião, sexo ou futebol.

Dentre os players que não gostam de frustrar os usuários de celular, as operadoras aparecem em destaque. Voltando ao exemplo do nosso amigo que recebeu o SMS do “Vote Serra”, se ele fosse reclamar com alguém, com certeza o call-center da operadora apareceria com uma de suas primeiras opções. Por causa disso um projeto de opt-in genérico, além de não agradar os usuários, provavelmente não seria aprovado pelas operadoras!

Uma alternativa que vejo com muito bons olhos é o opt-in ativo, no qual o usuário deve enviar uma determinada palavra-chave para um número curto e assim começará a receber conteúdos via SMS do seu candidato. Por exemplo, quem enviar Serra para 45455, começará a receber SMS com propostas, lembretes de quando o candidato for aparecer em algum canal de televisão, lembrete de visitas do candidato na sua cidade etc.

O assunto das mensagens pode ser segmentado e o tipo de informação oferecida pode ser dos mais variados.

Este formato me lembra muito o Twitter e seus 140 caracteres. Eu, por exemplo, passei a gostar mais do Serra após começá-lo a seguir no Twitter, me senti mais próximo! Inclusive, mesmo com centenas de perguntas, todos os dias ele responde para algum anônimo.

Só para registrar, eu escolhi seguir o Serra e é assim que acho que deve funcionar em relação ao SMS… As pessoas devem escolher de quem querem, ou não, receber as mensagens.

Para divulgar este “serviço”, não faltam oportunidades. Os políticos devem aproveitar e mobilizar todas as mídias que dispõem. Colocar chamadas nos horários políticos, nas propagandas de TV, rádio, no site e por aí vai…

Para mim este opt-in ativo, somado ao formato de “pílula”, é uma solução matadora.

É claro que além dos SMS, temos outros formatos que podem ser explorados pelos partidos. Internet móvel, aplicativos, Bluetooth, “santinhos” pelo celular, QR codes. Isso sem contar os diferentes formatos de mídia, se é que eles poderão ser utilizados…

Um bom exemplo, que merece destaque, é o aplicativo do Obama para iPhone. Entre outras funcionalidades, ele se integrava com a agenda do celular e iria selecionando com quais pessoas da sua agenda você já tinha falado na tentativa de convencê-los a votar no Obama. Muito bacana!

Para finalizar, gostaria de falar para todos aqueles que vão trabalhar de alguma maneira em alguma campanha, para que não caiam na “tentação do Malandro“.

Em 2008, o então candidato a vereador pelo PTB, Sérgio Malandro, disparou um “broadcast SMS” convocando os eleitores a votarem nele (obviamente, nenhum deles tinha autorizado o recebimento das mensagens). Confira a mensagem abaixo:

Reparem que a mensagem não veio de um número curto, mas sim de um número de celular com o DDD 31. Provavelmente algum “malandro” utilizou um modem GSM e listas de terceiros para fazer este disparo “fora do radar” das operadoras.

Nem preciso dizer a minha opinião sobre o assunto, né? Além de ser ilegal, o opt-in passou longe desta ação! Existem algumas palavras-chave para a utilização do mobile marketing em campanhas políticas: relevância, frequência, engajamento, etc.

Mas a palavra que não pode sair da cabeça de quem estiver por trás dessas campanhas é “opt-in”!

¹Marcelo Castelo (twitter.com/mcastelo) é sócio da F.biz e editor-chefe do blog Mobilepedia.

Celulares – Brasil já tem mais de 150 milhões de aparelhos

fotos-celulares
Maioria dos celulares vendidos em março são pré-pagos, segundo a Anatel (Foto: Renato Bueno/G1)

Em março foram vendidos 1,3 milhão de novos aparelhos.
Tecnologia 3G já tem cerca de 1,23 milhão de usuários no país.

O total de celulares no Brasil chegou a 153,67 milhões no mês passado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (23) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

No mês de março, foram vendidos 1,3 milhão de novos celulares, o que representa um crescimento de 0,86% sobre os dados gerais da telefonia móvel de fevereiro. Deste total, 81,61% são pré-pagos e a outra parte está na modalidade pós-paga. Segundo a Anatel, no primeiro trimestre do ano, 3 milhões de novas linhas foram habilitadas. Esse desempenho ficou abaixo dos números do setor no mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 4,8 milhões de novos celulares.

A proporção entre o total de celulares e a população brasileira manteve o crescimento dos últimos anos. Em março foi verificado um índice de 80,56 celulares em cada grupo de 100 habitantes. No Distrito Federal, que lidera o ranking da chamada teledensidade, há aproximadamente um celular e meio por habitante. O Rio de Janeiro aparece com 98,33% de teledensidade e São Paulo, com 95,25%.

A Vivo segue na liderança entre as operadoras com maior número de clientes, com 29,7% do mercado. Em segundo lugar está a Claro, com 25,76%, seguida da TIM, com 23,5%. A Oi e Brasil Telecom juntas aparecem em quarto lugar com 20,67% de participação.

A tecnologia GSM é a mais usada, segundo a Anatel, e está presente em 88,98% dos celulares. A terceira geração da telefonia celular (3G), que estreou no ano passado, já tem 1,23 milhão de usuários no País.

do G1

Celulares: pressão do consumidor faz operadoras agirem

Campeão disparadas, e absolutas no péssimo tratamento dado aos consumidores, as operadoras de telefonia móvel, provavelmente pela quantidade de processos a que estão submetidas nos órgão de defesa do consumidor, começam a dar o mínimo de atenção aos tupiniquins que utilizam seus (delas) serviços.

Internet, MMS e 3G: fabricantes e operadoras de celulares esclarecem dúvidas de usuários. Celulares com cada vez mais recursos e usuários com menos tempo: especialistas esclareceram dúvidas mais comuns sobre serviços e recursos.

Daniele Neiva, O Globo Online

Celulares novos chegam às prateleiras praticamente a cada semana, e falta tempo aos usuários para acompanhar este ritmo e explorar adequadamente os aparelhos, bem como os recursos oferecidos, como MMS, SMS e roaming internacional, acesso à internet, download de vídeos, Bluetooth e geração 3G.

Para ajudar os leitores a não se perder neste mar de informações e entrar em 2008 em grande estilo, o GLOBO ONLINE reuniu especialistas de oito empresas , entre fabricantes e operadoras de telefonia móvel, em uma edição especial do Tire Suas Dúvidas (clique e confira todas as respostas publicadas) , canal de interatividade em que foram respondidas perguntas sobre serviços e recursos disponíveis no mercado brasileiro para celulares.

Participam gerentes, especialistas e executivos de empresas como TIM, Brasil Telecom, Claro, Oi, Vivo, Motorola, Sony Ericsson e Nokia.

Muitos foram os temas que despertaram a curiosidade dos leitores nas mais de 500 perguntas enviadas ao Tire Suas Dúvidas Como o fórum foi aberto em dezembro, ao longo do leilão de licenças 3G pela Anatel, as dúvidas sobre o potencial da nova geração de celulares estiveram em evidência. A convivência destes novos aparelhos com os atuais (2G e 2,5G) e a possibilidade de obter taxas de transmissão de dados superiores às atuais – o que favorece a velocidade de navegação e downloads de arquivos, além de criar serviços como vídeochamada, vídeomail e TV no celular – foram aspectos apontados pelos especialistas.

Confira abaixo a seleção de algumas das dúvidas mais freqüentes ou clique aqui e confira todas as respostas publicadas, na íntegra :

Acesso à internet e conexões sem fio

Qual a real velocidade de conexão à internet e quanto custa navegar pelo celular? Assim como ocorre com a internet em banda larga, os especialistas afirmam que existem muitas variáveis que podem determinar se o acesso à web a partir dos telefones móveis será mais ou menos veloz, começando pelas tecnologias de cobertura empregadas (GPRS, EDGE, 1xRTT e EVDO, dentre outras). Diversos aparelhos possibilitam o uso do celular como um modem para se conectar à internet , mas é preciso obter informações sobre preços junto a cada operadora.

– É possível configurar seu computador ou notebook para que ele faça uma discagem “dial-up” usando seu celular como modem, conectando os dois dispositivos por meio de cabo, infravermelho ou Bluetooth. Neste caso, um número de discagem (*99#), APN, usuário e senha (cada operadora possui uma configuração própria) precisam ser configurados no computador/notebook. Alguns fabricantes de celular já disponibilizam softwares para gerenciar essa conexão em aparelhos como o Motorola Phone Tools e o Nokia PC Suíte – explicou Rafael Magdalena, da Brasil Telecom.

A tecnologia Bluetooth (que permite a comunicação sem fio entre dispositivos eletrônicos a pequenas distâncias uns dos outros), foi citada diversas vezes como uma alternativa para usuários que desejam transferir fotos do celular para o computador, e teve sua eficácia comparada à transmissão de dados via infravermelho. Renato Citrini, gerente de Produtos de Mobile Devices da Motorola, lembrou que além de permitir o envio de arquivos – como sons, imagens e vídeos – para outros dispositivos, o padrão bluetooth permite o uso de acessórios como fones de ouvido sem fio para fazer ligações e ouvir músicas.

” É possível configurar seu computador ou notebook para que ele faça uma discagem dial-up usando seu celular como modem (Rafael Magdalena, da Brasil Telecom) ”

– Os equipamentos Bluetooth são padronizados e podem ser feitas conexões entre dispositivos de diferentes marcas, sem problemas – ressaltou Citrini.

Questões básicas ainda complicam a vida do usuário

Alguns leitores ainda questionam como encontrar manuais em português para seus aparelhos, como baixar jogos, toques musicais (ringtones) e músicas inteiras no celular, ou ainda quanto custam os serviços interurbanos de SMS e as ligações feitas no exterior, através de roaming. Outra dúvida levantada foi a diferença entre os SMS (mensagens de texto curtas ou Short Message Service, que permitem o envio de textos até 255 caracteres em GSM e 160, em CDMA) e os MMS (mensagens multimídia, acima do limite de 160 caracteres do SMS e enriquecidas com recursos audiovisuais como imagens, sons e gráficos).

Também foi amplamente discutida a questão do bloqueio de chips de celulares pelas operadoras, desta vez com novo enfoque: de acordo com o novo regulamento do Serviço Móvel Pessoal (SMP) da Anatel, em vigor a partir de fevereiro, o desbloqueio de aparelhos pelas operadoras será obrigatório e gratuito. A Oi, que já comercializa aparelhos não bloqueados, reafirmou sua política comercial.

TV móvel, localização e banda larga são metas dos clientes mais avançados

Quem estava ansioso para acessar a programação da recém-lançada TV digital brasileira no celular soube que vai ter que esperar. O sinal digital com imagens de alta definição ainda não pode ser captado pelos celulares à venda no Brasil e a saída, por hora, é se divertir com os conteúdos da TV móvel disponibilizados por algumas operadoras – há pequenos programas (como novelas) produzidos especialmente para plataforma móvel, além de alguns programas de canais tradicionais da TV aberta e por assinatura.

A tarifação sobre o uso de serviços de GPS em aparelhos de ponta gerou perguntas, assim como o funcionamento de localizadores de aparelhos celulares dentro de uma mesma rede.

– O serviço de GPS em si não é cobrado por nenhuma operadora, já que não utiliza a conexão de dados. As aplicações de localização, por sua vez, podem baixar alguns dados de mapas, o que pode incorrer em transferência de dados, e portanto, gerar custo para o usuário. A aplicação Nokia Maps permite que você instale os dados de mapas em seu aparelho, evitando assim o uso de dados da rede e a geração de custos – disseram os desenvolvedores do Fórum Nokia.

A Vivo listou diversos aplicativos relacionados à localização que combinam informações de satélite com dados da rede da companhia, como o localizador de amigos e familiares e o Vivo Co-piloto, para navegação veicular com GPS.

A relação entre o consumo de bateria dos aparelhos, a intensidade do sinal da rede (se ele for fraco, o consumo de bateria é maior) e o processamento de jogos 3D e aplicativos em Java, considerados pesados, também foi abordada pelos especialistas no Tire Suas Dúvidas sobre Celulares.

Outras questões também foram levantadas sobre a possibilidade de usar placas ou modems externos (via USB) com chips para permitir a conexão de celulares de terceira geração a uma rede de acesso à internet em banda larga.

>> Confira todas as respostas dadas