Sérgio Cabral, e bando, cachoeira abaixo

As fotos divulgadas demonstrando as relações perigosas entre o Governador Sérgio Cabral e o senhor Cavendish, dono da Delta Construções, falam por si só.

Dispensam interpretações axiológicas ou qualquer simbolismo político.
Ralé é ralé, rica ou pobre.
Na favela ou em Paris.

José Mesquita – Editor


Um novo convidado para o palco da CPI
Sandro Vaia ¹
O PMDB, que ia tão divertido, leve e solto para a CPI do Cachoeira, embora achasse a sua instalação uma insensatez, ganhou alguns motivos para cair em si e colocar alguns pés atrás.

Se o maior partido de apoio da base aliada aparentemente só tinha a lucrar com a sua posição de muro de arrimo de qualquer eventualidade que viesse a incomodar o governo, viu-se de repente na condição de também ter que explicar algumas coisas.

Se não o partido como tal, pelo menos o governador Sérgio Cabral, como uma de suas figuras proeminentes.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

As fotos e os vídeos da divertida e breguissima turnê etílico-gastronômico-cultural do governador do Rio, de alguns de seus secretários e do amigo do peito Fernando Cavendish, dono da operosa empreiteira Delta, por luxuosos hotéis franceses, vazados pelo blog do ex-governador Antony Garotinho, introduziram pelo menos mais um complicador no cenário de uma CPI já atrapalhada pela própria natureza.

Além de Demóstenes, carta fora do baralho da sobrevivência política, os grandes vetores da CPI seriam os governadores Marconi Perillo e Agnelo Queiroz, além do próprio Cachoeira e do dono da Delta, Fernando Cavendish.

Junte-se a eles, agora, Sergio Cabral, que deveria explicar não o gosto duvidoso de suas farras , mas a relação promíscua com um contratado para executar obras públicas.

Os primeiros passos da CPI, depois de formada, foram titubeantes. Tentou-se circunscrever o escopo das investigações sobre a Delta às suas atividades no Centro-Oeste, como se fosse possível isolar geograficamente as práticas duvidosas de suas relações com o poder público.

Com um pouco de esforço, derrubou-se essa barreira.

A convocação dos governadores envolvidos foi tratada com luvas de pelica. Ninguém parece querer dar o primeiro passo mais ousado, com medo de provocar o ímpeto revanchista do lado afetado.

Todo mundo parece pisar em ovos e preocupado em evitar um possível efeito bumerangue que redirecione a artilharia para suas próprias tropas.

Se a CPI avançar nesse ritmo, e as investigações forem sendo limitadas às atividades do contraventor Carlinhos Cachoeira e às suas relações com o seu preposto Demóstenes Torres, ela se tornará inútil, porque qualquer investigação policial rotineira poderia dar conta dessa questão.

O único fato novo realmente relevante da questão da CPI, é a chegada ao palco do governador Sergio Cabral e seu séquito, que atraiu a atenção sobre as relações promíscuas entre a empreiteira e as autoridades encarregadas de contratá-la e de auditar os contratos.

Embora alguns peemedebistas tenham comemorado o fato de Sergio Cabral ser obrigado a “descer de seu pedestal” para se explicar, o fato é que o partido perdeu a inocência que lhe dava a superioridade tática de poder usar a sua força para conseguir manipular a sua relação de garantidor dos interesses do governo no decorrer da investigação.

Agora está em pé de igualdade com os outros protagonistas.

Se o empenho em blindar Cabral, Perillo, Agnelo e Cavendish continuar, a CPI tenderá a ser uma ação entre amigos onde só perderão os dedos e os anéis aqueles que já os perderam : Cachoeira e Demóstenes.

¹ Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez. E.mail: svaia@uol.com.br

Tópicos do dia – 02/05/2012

12:38:38
Supremo deve discutir julgamento do mensalão nesta quarta
Relator Joaquim Barbosa pediu discussão do formato do julgamento.
Ação penal por suposta compra de apoio para o governo tem 38 réus.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem debater nesta quarta-feira (2) o formato do julgamento do processo do mensalão. Está na pauta da sessão uma questão de ordem proposta pelo relator do caso, Joaquim Barbosa, para que os ministros discutam o assunto.
A ação penal apura a responsabilidade de 38 réus no suposto esquema de compra de apoio político durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para que a ação entre na pauta de julgamentos, falta somente a liberação do processo pelo ministro revisor, Ricardo Lewandowski.

Ainda não há data prevista para que Lewandowski termine a revisão, mas ministros já discutem mudanças na rotina do tribunal para julgar o caso.
O risco de prescrição, o número de réus, que terão uma hora cada para se defender, as 600 testemunhas ouvidas e a complexidade dos fatos narrados nos autos vão exigir uma força-tarefa para que o julgamento ocorra antes do período eleitoral.

Considerado o mais complexo caso já analisado pelo Supremo, a ação penal do mensalão deve levar de três a quatro semanas para ser julgada, na avaliação de ministros.
De acordo com o regimento interno da Corte, o advogado de cada um dos 38 réus terá uma hora para apresentar sua defesa no plenário. O texto também prevê uma hora para o procurador-geral da República, autor da denúncia do mensalão.

Como aconteceu no julgamento de 2007, quando o STF aceitou a denúncia contra os acusados, é possível que o tempo da acusação seja estendido, em razão da quantidade de réus. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, já afirmou que uma hora para a acusação seria “insuficiente”.
G1

14:06:59
Por Cabral, PMDB revê seu posicionamento na CPI
Vera Magalhães, Folha de São Paulo
O Palácio do Planalto calcula que o desgaste causado ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), pela profusão de imagens mostrando sua intimidade com o empresário Fernando Cavendish, presidente licenciado da Delta, terá pelo menos um efeito imediato: o PMDB será forçado a rever sua posição de distanciamento da CPI do Cachoeira.
A tendência é que a legenda, a despeito da avaliação que Cabral faz política fora do partido, antecipe a montagem do seu “primeiro time” na CPI, indicando senadores experientes e com trânsito na oposição para as vagas que deixou em aberto à espera de incêndios


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Tópicos do dia – 25/04/2012

12:02:53
 Palavras do ator Wagner Moura sobre o Pânico na TV, em carta aberta, divulgada no globo.com:

“Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total. Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo “que coisa horrível” (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.

” O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice ”

O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.

” Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência ”

Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.

No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a “cagada” que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?”

12:10:01
Política de educação no Brasil é retórica de demagogos
Nenhum governo no Brasil, em nenhuma época, de qualquer ideologia, teve ou tem compromisso com a educação. Para atestar basta visitar qualquer escola pública das periferias das grandes cidades, bem como verificar o salário dos professores.

12:18:08
Lula, blindagens e Sérgio Cabral
Leio no jornal: “PMDB admite convocar Lula para blindar Governador Sérgio Cabral na CPI do Cachoiera.”
Pergunto: blindar com uma peneira?

15:21:28
Brasil: da série “por que (não) me ufano do meu país.”
1. 1/4 dos membros da CPI do Cachoeira responde a algum tipo de processo judicial.
2. Collor de Mello,indiciado em 2 processos, e Cândido Vacarezza,PT, esse ex-líder do governo na Câmara dos Deputados, unidos na fermentação da massa da pizza.
3. PT e oposições “assoprando” as brasas do forno.
Ps. Quem quiser saber o currículo processual de suas ex-celências clique aqui.


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Tópicos do dia – 15/04/2012

09:23:54
Brasil: da série ” me engana que eu gosto”, ou “arre égua!!!”
PMDB pode indicar Jucá para presidente da CPI
A cúpula do PMDB tenta convencer o ex-líder do governo no Senado Romero Jucá (RO) a assumir a presidência da CPI do Cachoeira. Sua experiência da CPI da Petrobras, conduzida sem sobressaltos para o governo, é referência para sua escolha. Como no caso do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), cotado para a relatoria, a indicação de Jucá representaria reconhecimento ao trabalho como líder do governo.
O PMDB se fará representar, na CPI do Cachoeira, por uma bancada de parlamentares experientes para não dar chance a “erros”.
O líder Renan Calheiros (AL), Eunício Oliveira (CE), Vital do Rego (PB) e Lobão Filho (MA) podem ser os demais nomes do PMDB na CPI.
coluna Claudio Humberto

09:32:39
A cahoeira verte
Governador Sérgio Cabral garante não estar preocupado com seus vínculos ao dono da Delta.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), informou neste sábado que está focado em resultados de sua gestão, nas realizações permanentes e nestas imagens. Ele se referia a nota da coluna Claudio Humberto, que noticiou sua preocupação com danos à imagem, pela amizade com o dono da construtora Delta, Fernando Cavendish. Cabral garantiu que não está, verdadeiramente, preocupado com imagens em CPIs que não lhe dizem respeito. “Várias empreiteiras trabalham em obras no Rio de Janeiro pelo desenvolvimento do Estado, que, conforme dados da Firjan, receberá 102 bilhões de reais até 2013”

10:42:33
Começou a bolha automotiva.
Conforme havia publicado em 2009, no blog, agora quem financiou carro em 60 meses começa a devolver o carro ao banco. O dinheiro ou paga a prestação do financiamento ou faz a manutenção.
Estava claro que, não estou generalizando, quem compra um automóvel em 60 meses não poderia pagar a prestação do financiamento e, simultâneamente, o custo da manutenção que inevitavelmente aumenta após 2 anos de uso.

12:44:04
Vixe!!! Collor e Renan na CPI do Cachoeira?
Collor e Renan Calheiros serão membros da CPI do Cachoeira.
Fala sério! Collor e Renan como juízes da ética é demais até para Zé Bêdêu o derradeiro abestado crédulo da Pça do Ferreira, em Fortaleza – a angelical criatura acredita até que não tem mais tráfico de drogas nas tais favelas, ops, comunidades pacificadas no Rio de Janeiro.


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Gravações revelam que Demóstenes fazia favores para o empreiteiro mais ligado a Sérgio Cabral

Gravações da Polícia Federal mostram que o empresário-bicheiro Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pediu que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) se esforçasse para impedir a convocação do empresário Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, para depor numa comissão da Câmara, em maio do ano passado.

Como se sabe, a Delta cresceu nos últimos anos fazendo negócios com o governo federal e vários Estados, especialmente o Rio de Janeiro, onde Cavendish se tornou amigo íntimo do governador Sergio Cabral, que passa fins de semana com ele.

As investigações da Polícia Federal indicam que o senador usou o cargo para atender pedidos de Cachoeira, que tinha interesse em promover negócios da construtora com o governo de Goiás.

Em nota, a construtora Delta informou que as “áreas de relacionamento institucional da empresa e o presidente do Conselho de Administração do Grupo Delta, Fernando Cavendish, desconhecem o teor, a motivação e a natureza do diálogo”.

Outras gravações divulgadas pelo jornal O Globo mostram Demóstenes discutindo com Cachoeira um projeto de lei que transforma em crime a exploração de jogos de azar, nomeações de funcionários do Senado e o andamento de um processo judicial de interesse do empresário em Goiás.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa


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Tópicos do dia – 23/03/2012

08:58:19
Thor já atropelou outro ciclista, diz colunista de jornal
O colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, afirmou na sua coluna que Thor Batista, filho do empresário Eike Batista, já havia atropelado outro ciclista antes de matar Wanderson Pereira dos Santos, 30 anos, que pedalava na rodovia Washington Luís na noite de sábado, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo Gois, “no dia 27 de maio de 2011, a bordo do Audi placa EBX 0001, (Thor) atropelou um senhor de 86 anos, também numa bicicleta, na avenida Sernambetiba, na Barra (da Tijuca). Uma ambulância do Samu levou o idoso ao Hospital Lourenço Jorge, que depois foi transferido para o Copa D’Or.”
O colunista disse ainda que “Thor prestou socorro ao senhor e pagou todas as despesas médicas. Segundo um filho da vítima, que prefere não aparecer, a família não registrou queixa e não pediu indenização. O senhor, hoje recuperado, fraturou o acetábulo (parte da bacia onde a cebeça do fêmur se encaixa). Pôs duas placas e cinco parafusos, fez fisioterapia, hidroterapia e teve sessões com psicólogo para se livrar do trauma.” Na quarta-feira, o filho do presidente do grupo EBX com a ex-modelo Luma de Oliveira compareceu à 61ª Delegacia de Polícia, em Xerém, para depor sobre a morte de Wanderson Pereira dos Santos.

09:10:35
Eleições 2014: Dilma sinaliza que não se importa com reeleição
A atitude de Dilma é de quem não disputará a reeleição. Suas broncas que impressionam pela ferocidade, além de ministros, atingem aliados e “eleitores” importantes. Em recente visita ao Rio, ela embarcou com o governador e o prefeito num passeio que se tornaria desagradável, no teleférico de uma favela. Fechada a porta, ela se dirigiu a Sérgio Cabral tão asperamente que Eduardo Paes, sem saber o que fazer, colou o rosto na janela oposta, insinuando não testemunhar a cena degradante.
Coluna Claudio Humberto

10:14:56
Cuba, Usa e os mentecaptos
Assim eu “nunguento”!
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), juro ainda exite esse partido, ontem na tribuna do senado, anunciou sua posição favorável a requerimento para que os USA suspendam bloqueio econômico a Cuba pode ser considerado um “atentado aos direitos humanos”.
Já a liberdade de imprensa, libertação de presos políticos, dirieto de ir e vir, eleições…a senadora, vejam só, disse que não se imiscuía, argh, nos assuntos internos de outro país! Há, há há.
E eu que imaginava ser somente o senador Suplicy o único mentecapto no parlamento da Taba dos Tupiniquins!

10:22:40
Assessores de Aécio Neves no Senado recebem jetom em estatais mineiras
Assessores do gabinete do senador Aécio Neves (PSDB-MG) estão engordando seus contracheques graças a cargos em estatais mineiras. Três servidores comissionados recebem, além do salário do Senado, remunerações por integrar conselhos de empresas do Estado, governado pelo tucano de 2003 a 2010 e agora sob o comando do aliado Antônio Anastasia (PSDB). Assim, turbinam os rendimentos em até 46%. Ninguém é obrigado a bater ponto no Senado e, nas estatais, são exigidos a ir a no máximo uma reunião por mês.
Fábio Fabrini/Estadão Online

15:04:59
Chico Anysio morre aos 80 anos
Comediante estava internado em hospital no Rio de Janeiro.
Ele começou no rádio, fez sucesso na TV e atuou em filmes.
“Não tenho medo de morrer. Tenho pena.”
Chico Anysio


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Greves e a podridão dos poderes da República

Reflexões sobre a podridão que caracteriza os três poderes da República.

Essas greves de policiais nos motivam a refletir sobre o sistema brasileiro. A imprensa, a cada dia, publica mais e mais denúncias de irregularidades e corrupção nos três Poderes da República. Ao mesmo tempo, não se vê punição, a regra é a impunidade, nos planos federal, estadual e municipal.

Pode-se alegar que a corrupção é tão antiga como o homem, não há dúvida. Mas a situação a que chegamos não tem desculpa, qualquer justificativa é improcedente, porque o exemplo que vem de cima é tenebroso.

Em apenas 13 meses, sete ministros demitidos por corrupção, e mais três emporcalhados (Fernando Pimentel – PT/ Desenvolvimento; Fernando Bezerra – PSB/Integração; e Aguinaldo Ribeiro – PP/Cidades).

A imprensa divulga também a farra do boi com recursos públicos, pagamentos absurdos a ministros (via jetons de “Conselhos”), magistrados e funcionários públicos privilegiados. As denúncias se sucedem e nada acontece, o máximo que ocorre é a “autoridade deixar” o cargo e ir aproveitar a fortuna irregularmente amealhada.

A presidente da República, que é a suprema magistrada da nação, chega a ponto de dizer que, se a irregularidade tiver sido cometida antes da autoridade ter assumido o cargo (referindo-se ao “consultor” Fernando Pimentel), o governo não tem nada com isso e a autoridade não deve ser punida.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Caramba, a que ponto chegamos! Não há mérito, os concursos públicos estão totalmente desmoralizados pela terceirização.

As atividades que deveriam estar a cargo dos governantes são transferidas a ONGs (organizações não-governamentais) e OSs (organizações sociais), que se locupletam com os recursos públicos e escravizam os trabalhadores, ao negar-lhes os direitos trabalhistas, transformando-os em “associados” de falsas cooperativas.

Vejam o caso do Estado do Rio de Janeiro, governado por um jovem político enriquecido ilicitamente, vindo de uma família de classe média baixa, criado no subúrbio de Cavalcanti. Nunca foi nada, a não ser político. Ficou logo milionário, casou com uma jovem modesta e enriqueceu-a também, como advogada de grandes concessionárias e empresas ligadas ao governo.

Não satisfeito, Sergio Cabral enriqueceu também o secretário de Saúde, o amigo Sergio Cortes, também modesto servidor público, que de repente compra um luxuoso apartamento de cobertura na Lagoa, e paga à vista, em dinheiro vivo. Depois, compra uma propriedade em Mangaratiba, próximo à mansão do amigo governador, porque a fortuna não para de aumentar.

E ninguém fala nada, ninguém diz nada.

É como se não existesse Justiça, Polícia, Ministério Público, nada, nada.

E ainda reclamam quando servidores públicos subalternos, como os policiais, que ganham salários aviltantes para arriscar a vida, decidem fazer greve exigindo melhor remuneração.

No Brasil, tentamos viver num mundo do faz-de-conta, em que a dignidade e a honradez são coisas do passado. É esta a lição que estamos passando às novas gerações. Os exemplos dados pela classe dominante são todos podres.

E ainda reclamam dos PMs.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

Pré-sal e a briga insana pelo butim

Lula e a rapinagem do petróleo

Fonte: blog pé de figueira

Governo vai tentar derrubar redistribuição “igualitária” de taxa sobre petróleo, mas problemas não acabam aí

PESSOAS DO governo ligam para dizer que “o presidente está empenhado em resolver a crise” dos royalties do petróleo. Quando gente do governo liga para falar voluntariamente sobre algum assunto, é que o caldo engrossou.

Dizem que Lula entrou na conversa para derrubar a mudança que deputados aprovaram na distribuição de parte do dinheiro do petróleo. O governo quer barrar a discussão sobre royalties que não os do pré-sal.

Lula quer assoprar as mordidas entre Estados, evitar mordidas no seu bolso e aplacar conflitos entre aliados na campanha de 2010.

A novela vai durar, pois a oposição no Senado também pretende mudar o texto da Câmara, rediscutindo inclusive o modelo de concessão. Do que se trata?

A Câmara aprovou na semana passada um projeto de lei que manda redistribuir igualmente entre Estados a receita de uma taxa cobrada sobre o petróleo produzido, os tais royalties. Em tese, os royalties são uma espécie de prêmio e de reparação pagos à região onde petróleo ou outros recursos naturais não renováveis são produzidos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Os Estados prejudicados são Rio de Janeiro e Espírito Santo. No futuro, com o petróleo do pré-sal, São Paulo receberia menos do que o previsto pelas leis atuais de distribuição de royalties. Uma emenda senatorial ao texto da Câmara sugere que a União cubra o rombo imposto ao Rio e ao Espírito Santo.

O Rio está em pé de guerra. O governador Sérgio Cabral (PMDB e amigão de Lula) convocou manifestação popular contra a perda de receita do petróleo. Em tese, o pagamento de royalties faz sentido, e os fluminenses têm alguma razão.

Há de fato danos ambientais devidos à exploração do petróleo. Mais: o negócio do petróleo acaba por exigir que o governo da região produtora invista mais em infraestrutura. As cidades inflam, é preciso mais estradas, escolas, hospitais etc. A receita do petróleo um dia acaba, os problemas ficam. De resto, o Rio não pode cobrar ICMS sobre o petróleo, como seria coerente (tal imposto em geral é cobrado no Estado produtor, de origem). Outros Estados já mordem, pois, fatia do dinheiro petrolífero.

Enfim, há um problema bem prático: tirar R$ 4 bilhões ou R$ 5 bilhões de receita do Rio vai causar um problema fiscal e administrativo sério. Mas, como esperado, ninguém calcula ou fiscaliza a demanda extra de infraestrutura e assemelhados devidos ao impacto do petróleo -os royalties podem ser excessivos.

Segundo problema: o petróleo é da União. Terceiro: a receita dos royalties também cabe a municípios que mal sabem o que fazer do dinheiro extra. Quarto: a discussão toda é despropositada.

Trata-se, primeiro, da divisão do butim antes de pensar em prioridades de despesa (ou poupança). É melhor picotar o dinheiro entre Estados e municípios ou colocá-lo num fundo comum, que discuta o que fazer do grosso da receita extraordinária do petróleo?

Picotado pelo país, o dinheiro pode acabar nos escaninhos da inépcia, em projetos paroquiais ou em ladroagem. Num fundo comum, o emprego dos recursos fica mais visível. Tal sugestão é, óbvio, de um ingenuidade tola. Estados, seus senadores e deputados, farão o possível para tirar sua casquinha do ouro negro.

VINICIUS TORRES FREIRE/FOLHA SP
vinit@uol.com.br

Renan Calheiros, Arthur Virgílio, José Sarney e o nivelamento por baixo

Nivelar por baixo

É proverbial o vício patrimonialista do clã Sarney, um traço deletério da cultura da vida pública brasileira mais visível no Norte/Nordeste, porém presente, também, e nem sempre de forma pouco ostensiva, nas demais regiões. Parece um esporte nacional nas diversas esferas de poder. Por isso, sucedem-se e continuarão a aparecer evidências da mistura de dinheiro público com o patrimônio privado no âmbito da família maranhense.

O ponto a saber é como a avalanche de denúncias será processada no Senado, na volta do recesso, a partir da semana que vem. Se Lula continuar a considerar a permanência do senador José Sarney no cargo de presidente da Casa como essencial para a “governabilidade” da candidatura Dilma e da CPI da Petrobras, pode-se esperar um cerrado e nada edificante tiroteio no Conselho de Ética.

Aliás, diria Millôr Fernandes, não deve ser chamado de conselho com “c” maiúsculo, e tampouco de ética, algo presidido pelo senador sem votos Paulo Duque (PMDB-RJ), suplente do suplente de Sérgio Cabral, e que já antecipou a decisão de rejeitar qualquer representação contra Sarney. Nestas circunstâncias, Conselho de Ética é uma contradição em termos.

Às representações contra Sarney – eram 11 até ontem – a tropa de choque comandada por Renan Calheiros (PMDB-AL) responderá com a mesma munição, tendo o tucano Artur Virgílio (AM) como um dos alvos, por ter sido empregador confesso de um funcionário fantasma no gabinete – pago, portanto, com dinheiro do contribuinte – e aceitado um empréstimo do diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, para saldar contas pessoais.

Os casos merecem mesmo ser avaliados sob o ângulo do decoro parlamentar, como nos de Sarney. Mas não é a preocupação com a ética que move Renan e companhia; apenas a intenção de ter poder de fogo para negociar uma saída em que, entre mortos e feridos, todos se salvem.

A estratégia está centrada na falaciosa idéia construída para salvar Lula do mensalão de que, se todos cometem um crime, ele deixa de ser crime. Neste contexto, quem não se salvará será a instituição do Congresso, infelizmente.

O Globo

Senadores: suplentes reinam sem votos

Brasil: da série “O tamanho do buraco”!

Pois é Tupiniquins. A coisa tá feia.
Sarney usando Sêneca – esse, deve estar revirando-se no túmulo – pra se defender do indefensável, e uma cambada de suplentes, e de suplentes de suplentes de senadores, chegam ao senado sem um mísero voto, comandando a nau dos insensatos.

O Editor

Pau prá toda obra

O senador João Pedro (PT-AM), suplente do ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, preside a CPI da Petrobrás.

O senador Paulo Duque (PMDB-RJ), suplente do suplente do governador Sérgio Cabral, preside o Conselho de Ética do Senado.

O senador Wellington Salgado (PMDB-MG), suplente do ministro Hélio Costa, é um dos mais proeminentes membros da tropa de choque do senador Renan Calheiros.

O senador Gim Argello (PTB-DF), suplente do ex-senador Joaquim Roriz, que renunciou ao mandato para não ser cassado por corrupção, é homem forte da tropa de choque de Renan Calheiros e o mais próximo e poderoso conselheiro da ministra Dilma Rousseff.

É fascinante a meteórica ascensão de Gim Argello. De início vinculado a Roriz como acusado de grossa corrupção, não foi submetido ao Conselho de Ética porque os senadores entendem que atos anteriores ao mandato não são analisados pelo Conselho de Ética.

Salvo por esta interpretação, Gim Argelo galgou rapidamente os degraus até a tropa de choque de Renan Calheiros, subiu a rampa do Palácio do Planalto e hoje é vice-líder do governo e conselheiro de Dilma Rousseff.

Os senadores citados acima são os mais notórios entre os 17 suplentes de senador atualmente exercendo o mandato. Por morte, renúncia ou licença do titular.

Todos aqueles que se preocupam com a vitalidade das instituições democráticas, com a boa prática política, em suma, com a moral e os bons costumes, sabem muito bem que a figura do suplente de senador é uma excrescência.

Políticos sem um único voto assumem cadeira no Senado da República e decidem sobre nossas vidas.

Disputam parcelas do Orçamento, votam nomeações de indicados do presidente da República para cargos na administração, aprovam tratados internacionais.

Tudo isto regado a fartas doses de privilégio, altos salários, cotas de gasolina, apartamento funcional ou auxílio-moradia, plano de saúde vitalício, centenas de funcionários, gabinete privativo e convívio com figurões do governo, da alta finança e do empresariado.

Ah, e também o direito de empregar toda a parentela, amante e filho de amante, assessor de coisa nenhuma.

Que vida boa! E tudo isso sem ter que fazer o esforço de captar um mísero voto.

Por essas e outras é que quem tem por ofício analisar a política nacional e o comportamento dos políticos não tem a menor ilusão.

O suplente de senador não vai desaparecer.

Não tendo que se submeter ao escrutínio do eleitorado, o suplente pode dar as costas à opinião pública. Por isso, é usado pelos cardeais do Senado para fazer todo tipo de trabalho.

Desde o mais impopular até o mais antiético.

Serve para presidir Conselho de Ética e arquivar processos contra senadores poderosos.

Serve para assar pizza em CPI.

Serve para participar de tenebrosas transações onde se negocia tudo e todos.

Em suma, o suplente de senador é utilíssimo!

Sua sobrevivência está garantida no Brasil.

blog da Lúcia Hippolito