Lula a Alckmin: Seria mais proveitoso explicar desvios no metrô e na merenda

Alckmin declarou que ” Lula é o retrato do PT, partido envolvido em corrupção”

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu às críticas do governador de São Paulo (PSDB), Geraldo Alckmin, neste sábado (30).

O tucano havia destacado mais cedo que “Lula é o retrato do PT, partido envolvido em corrupção”.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“Seria mais proveitoso para a população de São Paulo se a imprensa perguntasse e o governador explicasse os desvios nas obras do metrô e na merenda escolar, a violência contra os estudantes e os números maquiados de homicídios no estado, ao invés de tentar desviar a atenção para um apartamento que não é e nunca foi de Lula”, disse a assessoria de imprensa do Instituto Lula por meio de nota.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, também criticou a declaração de Alckmin, e sugeriu que em vez de atacar Lula Alckmin cuide do seu governo, “que está tirando comida da boca das crianças”.

Alckmin declarou em entrevista que ” Lula é o retrato do PT, partido envolvido em corrupção, sem compromisso com as questões de natureza ética, sem limites”.

O governador ainda se disse “triste” com as recentes denúncias que tentam envolver o nome do ex-presidente Lula.

“É muito triste o que nós estamos vendo, e o que a sociedade espera é que seja apurado com rigor e que se faça justiça”, disse o tucano.
JB

Eleições 2010 – Entenda como funciona a eleição para deputado federal, estadual e distrital

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Contagem divide os votos primeiro pelo partido e depois pelos candidatos.
Sistema faz com que nem sempre os mais votados sejam eleitos.

No próximo domingo, 3 de outubro, eleitores vão às urnas em todo o Brasil para eleger presidente da República, governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais. Para os três primeiros cargos, a eleição é majoritária, ganhando quem tem mais voto. No caso dos deputados, no entanto, o sistema é proporcional, e os escolhidos são definidos após muitos cálculos. Estão em disputa nestas eleições 513 vagas na Câmara dos Deputados e 1.059 vagas nos legislativos dos estados e do Distrito Federal.

Na urna, os eleitores vão digitar quatro números para escolher seu candidato a deputado federal e cinco números para optar para deputado estadual ou distrital. Os dois primeiros números são sempre o do partido do candidato. O número do partido é importante porque nas eleições proporcionais é pelos partidos ou coligações que são divididas as cadeiras no Legislativo.

Veja matéria completa no blog www.saiunojornal.com.br:
Eleições 2010 – Entenda como funciona a eleição para deputado federal e estadual

Vídeo mostra José Roberto Arruda recebendo dinheiro, quando ainda era candidato a governador DF


Advogado dele diz que era para comprar panetones para carentes.
Vídeo foi gravado em um dos gabinetes de uma empresa do governo.

O vídeo foi gravado em um dos gabinetes de uma empresa do governo do Distrito Federal. Câmeras escondidas registraram um encontro do então presidente da Companhia de Desenvolvimento do Planalto, Durval Barbosa, com José Roberto Arruda, na época candidato a governador.

Arruda teria ido ao gabinete para pegar o dinheiro. Na cena, Durval entrega um maço de dinheiro na mão do atual governador do DF, que diz: “ah, ótimo!”

E continua… “Você podia me dar uma cesta, um negócio aqui.”

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Durval guarda o dinheiro em um envelope, sai de cena, e volta com uma sacola que deixa em cima da mesa. Arruda faz uma pausa, pensa melhor e diz: “eu estou achando que você podia passar lá em casa porque descer com isso é ruim.”

Pouco depois, Arruda pede à um assessor: “Rodrigo, leve isso pro carro pra mim.”

De acordo com as investigações, o dinheiro seria fruto do pagamento de propina por empresas que prestavam serviços para o governo do Distrito Federal.

O advogado do governador, José Gerardo Grossi, disse que o dinheiro mostrado nas imagens foi usado para comprar panetones, que seriam distribuídos para pessoas carentes do Distrito Federal.

Em um outro vídeo, o assessor de imprensa Omésio Pontes e o Domingos Lamoglia, ex-chefe de gabinete de Arruda e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, aparecem recebendo quatro maços de dinheiro. Os dois não foram localizados para responder à reportagem.

Esses vídeos a que a Rede Globo teve acesso foram entregues à Policia Federal e ao Ministério Público Federal e agora fazem parte da investigação comandada pelo Superior Tribunal de Justiça.

De acordo com o inquérito, os vídeos não têm sinais aparentes de montagem. E foram encaminhados ao instituto nacional de criminalística, onde estão sendo periciados.

G1

Governador do Maranhão recorrerá contra cassação do mandato e do vice

O governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT) disse nesta quarta-feira (4), que adotará todas as medidas judiciais cabíveis para recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral que cassou o seu mandato e do seu vice, Luiz Carlos Porto (PPS), por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2006.

“Nós acabamos de ver mais uma vez como é difícil enfrentar as elites do nosso estado e as elites do nosso país. Os nossos advogados vão entrar com as medidas judiciais cabíveis. Vamos pois, aguardar os resultados das ações dos nossos advogados”, disse o governador.

Lago acompanhou o julgamento com aliados políticos, partidários do PDT e integrantes de movimentos sociais, no Palácio dos Leões. Após o julgamento, o governador não quis gravar entrevista, mas falou no palanque.

“Quero dizer também que tenho consciência de nossa responsabilidade com a maioria da população do nosso estado. Aqueles que entendem que nós devemos lutar também para defender o voto de cada mulher e cada homem, contem comigo”, afirmou.

O advogado Francisco Rezek, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, que defende o governador do Maranhão no processo de cassação movido pela coligação da senadora Roseana Sarney, afirmou que vai recorrer da decisão do TSE. Resek garantiu que esgotará todos os recursos.

Julgamento
O julgamento que cassou o mandato de Lago e Porto terminou na madrugada desta quarta. Por 5 votos a 2, os ministros seguiram a posição do relator do processo, Eros Grau, que se manifestou a favor da cassação dos mandatos do governador e do vice. Ainda cabe recurso no próprio TSE contra a decisão.

Apesar da decisão, os ministros da Corte definiram que ambos poderão permanecer no cargo até que se esgotem as possibilidades de recursos no TSE.

Os magistrados também decidiram dar posse à segunda colocada na eleição de 2006, senadora Roseana Sarney (PMDB), e ao ex-senador João Alberto (PMDB), candidato a vice na chapa. Roseana, porém, deverá aguardar a análise de eventuais recursos a serem protocolados na Justiça pelo adversário antes de tomar posse.

O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, avisou que as defesas de Jackson Lago e Luiz Carlos Porto terão prazo de três dias para impetrar recursos contra a decisão, após a publicação do acórdão, que não tem data definida para sair no Diário da Justiça.

O advogado de Jackson, Francisco Rezek, já antecipou que vai recorrer da decisão no TSE “e onde mais for possível”, se referindo também ao Supremo Tribunal Federal (STF), última instância para analisar recursos contra a cassação de mandato de governadores.

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Governador do Maranhão é cassado pelo TSE e Roseane Sarney pode assumir

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O governador do Maranhão, Jackson Lago, em foto de dezembro passado (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

 

Política Brasileira – Mais um político cassado, Jackson Lago, ex-governador do Maranhão

Ele e o vice foram condenados por abuso de poder econômico e político.
Ministros agora decidem entre posse a Roseana ou nova eleição.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou na madrugada desta quarta-feira (4) os mandatos do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e de seu vice, Luiz Carlos Porto (PPS). Ambos foram condenados por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2006. Ainda cabe recurso no próprio TSE contra a decisão.

Por 5 votos a 2, os ministros seguiram a posição do relator do processo, Eros Grau, que se manifestou a favor da cassação dos mandatos do Lago e Porto.

Os magistrados ainda discutem se o cargo até então ocupado por Lago será ocupado pela segunda colocada na eleição do estado em 2006, senadora Roseana Sarney (PMDB), ou se convocarão novo pleito.

O julgamento do processo de cassação de Jackson Lago foi retomado na noite desta terça (3) após ter sido interrompido por duas vezes. Em dezembro do ano passado, depois de Eros declarar seu voto, o ministro Felix Fischer pediu vista do processo. Já em fevereiro, a análise foi interrompida porque o ministro Joaquim Barbosa se declarou impedido de participar do julgamento.

Assim, Ricardo Lewandowski substituiu Barbosa na sessão desta noite. Por isso, o julgamento precisou ser “renovado”. O relator teve de ler novamente seu voto, assim como os advogados de acusação e defesa voltaram a fazer suas sustentações orais.

Em plenário, Eros Grau manteve seu posicionamento. Ele entendeu que havia provas mais que suficientes para o tribunal cassar o mandato de Lago. “Dou provimento ao recurso [que pede a cassação], reconhecida a prática de conduta vedada”, disse.

Acompanharam o voto do relator os ministros Ricardo Lewandowski, Felix Fischer, Fernando Gonçalves e também o presidente do TSE, Carlos Ayres Britto.

Votaram contra apenas Marcelo Ribeiro e Arnaldo Versiani. Ambos entenderam que Lago não se aproveitou da máquina do estado para vencer a eleição. “Até o depoimento das testemunhas são contraditórios”, disse Versiani.

Acusações
O advogado da coligação de Roseana, Heli Lopes Dourado, acusou o grupo liderado pelo então governador José Reinaldo de ter desviado R$ 806 milhões de convênios para a “compra de eleitores”. “Não se tem na Justiça eleitoral algo parecido. Tudo começa quando o governador José Reinaldo rompe a parceria de 30 anos com seus aliados [o grupo de Sarney]”, disse em plenário, no dia 18 de dezembro.

Nesta terça, Dourado voltou a acusar Reinaldo e Jackson Lago de terem “saído pelo interior do Maranhão” fazendo comício e assinando convênios. Também advogado da coligação de Roseana, o ex-ministro do TSE Sepúlveda Pertence acusa o governador por “armações” durante a campanha. “Houve multiplicação de convênios como arma eleitoral da campanha”, disse.

As defesas do governador e do vice, por sua vez, negaram as acusações. O advogado Francisco Rezek, também ex-ministro do TSE, considera que o processo hoje analisado não foi de “cassação, mas de usurpação”. “Jackson Lago não tem poder econômico, não tem feudo, não tem concessões de rádio, de televisão”, afirmou. Ele também acusou os adversários de apelarem a uma “prática surrada e conhecida de vencer juízes pelo cansaço”.

Também advogado de Lago, Eduardo Alckmin, credita as suspeitas contra seu cliente “à oligarquia do Maranhão, que não se conforma com os resultados das urnas”, se referindo ao grupo Sarney. “Eles ficaram no campo da cogitação, mas demonstração efetiva [de irregularidades] não se fez. Como aceitar uma mera presunção?”, questionou Alckmin.

do G1

Saiu no blog – Partido partido

Deputados do PSDB se rebelam (em termos, é claro…)
Blog do Noblat

A temperatura subirá logo mais durante reunião da Executiva Nacional do PSDB na sede do partido, em Brasília.

Quer dizer: subirá levando-se em conta o modo tucano de ser (rostos escanhoados, cheiro de alfazema no ar, lenço no bolso do alto do paletó e elegantes luvas de pelica).

Liderados por Antônio Carlos Pannunzio (SP), 57 dos 58 deputados federais do PSDB votaram contra a Medida Provisória que prorroga a CPMF até 2011. Ela foi aprovada mesmo assim na Câmara.

Como pode, agora, a bancada do PSDB no Senado votar a favor da prorrogação da CPMF? Com que cara ficarão os deputados?

Que partidinho sem-vergonha é esse que na Câmara vota em bloco contra uma matéria por considerá-la nociva à sociedade e no Senado faz o contrário?

Há pouco, Pannunzio contou a Tasso Jereissati (CE), presidente do PSDB, e a Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, como foi sua reunião desta manhã com uma dezena de vice-líderes do partido na Câmara. Os vice-líderes estavam indignados. E dispostos a fazer barulho na reunião da Executiva.

É unânime entre os deputados a opinião de que foi um tiro no próprio pé do partido o encontro da última sexta-feira em São Paulo dos governadores José Serra e Aécio Neves com Pannunzio e Arthur Virgílio. Era para ter sido um encontro secreto. A imprensa descobriu.

Serra e Aécio querem a aprovação da CPMF em troca de concessões do governo. Os dois aspiram suceder Lula a partir de 2011. E imaginam governar com a CPMF. Por ano, ela representa cerca de R$ 40 bilhões.

Se os senadores do PSDB ajudarem a derrotar a CPMF, os governadores ficarão mal na foto depoius da reunião da sexta-feira. Se ajudarem a aprovar, deixarão mal os deputados. E aí?