Privacidade – Quem, quanto, como, onde o Google é onipresente ele sabe tudo

Você já parou para pensar na quantidade de informações que são passadas diariamente para o Google e o poder que ele tem de saber os hábitos de seus usuários?

Milhões de pessoas se utilizam de sites de buscas para trabalho, estudo ou compras, além de pesquisas sobre temas mais delicados como uma doença grave, a procura por um amor, uma informação sobre empréstimos…

E você sabe qual é o buscador mais utilizado no mundo? O Google, claro.

Metade de todas as buscas da internet são feitas no Google, o que dá ao site o poder de determinar o que será visto e o que ficará esquecido na web.

Também não há como deixar de lado seus outros serviços famosos, como o Youtube, Orkut, Gmail, Google Earth, Blogger e Picasa.

Junte tudo, mais a quantidade de informação pessoal que o Google é capaz de armazenar a seu respeito e não sobra muit o Google sabe quem você é.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Mas afinal, quanto o Google sabe sobre você, sobre o que você gosta/faz/quer e até onde você está?

O site Center Networks produziu uma lista que mostra como os principais serviços do gigante das buscas podem revelar inúmeras informações a seu respeito.

* Se você usa o Adwords, eles conhecem o seu plano de marketing e sabem o seu padrão de compras.
* Se você usa o Adsense, eles sabem qual dos seus sites ganham dinheiro, eles sabem como segmentar os anúncios para o seu site, eles sabem quanto pagar e quanto custa para mantê-lo.
* Se você usa o Google Alerts, eles sabem quais são os tópicos importantes para você.
* Se você usa o Analytics, eles sabem quais sites você controla e/ou monitora, sabem sobre as variações e tendências de seu conteúdo.
* Se você usa o Blogger, eles sabem sobre o que você escreve. Cada palavra, cada frase, tudo e cada link.
* Se você usa o Calendar, eles sabem onde você foi, é, e qual deve ser o plano.
* Se você usa o Catalog Search / Product Search, eles sabem que os itens que são de interesse para você e quais os itens que você realmente compra.
* Se você usa o Checkout, eles conhecem todas as suas informações pessoais: nome, endereço, telefone, cartão de crédito.
* Se você usa Chrome, eles sabem tudo sobre a sua navegação na internet.
* Se você usa o Desktop, eles sabem o que você tem no seu PC.
* Se você usa o Google Docs e Spreadsheets, eles sabem que você qual o tema do seu TCC, e que sua conta corrente só terá R$ 25 no final da viagem.
* Se você usa o Earth, eles sabem os lugares do planeta que você tem vontade de conhecer.
* Se você usa o FeedBurner, eles sabem tudo sobre os seus leitores e seus diferentes tipos de leitor.
* Se você usa o Finance, eles sabem sobre a existência de ações (e outros instrumentos) que você é proprietário, o que você monitora, e as tendências que você quer seguir.
* Se você usa o Gmail, eles sabem tudo. Sim, tudo.
* Se você usa os Grupos (Groups), eles sabem que você tem é fã de Pop Art e tem um fetiche por pés.
* Se você usa a Pesquisa de Imagens (Image Search), eles sabem que você gosta da Madonna e gosta de fotos de gatos.
* Se você usar a Local Search, eles sabem onde você está agora, e no que você está interessado.
* Se você usa o Maps, eles sabem onde você pode estar, para onde você pode ir e para onde você foi. E se você tiver GPS, eles sabem onde você está neste exato momento.
* Se você usa o Reader, eles sabem todos os seus interesses
* Se você usa o Search (pesquisa no Google qualquer), o Google sabe todas as pesquisas que você tenha feito.
* Se você usa o Google Talk, eles sabem quem são seus amigos.
* Se você usa a Toolbar, eles conhecem todos os sites que você visita.
* Se você usa o Translate, eles sabem que você está aprendendo russo.
* Se você usa o YouTube ou o Google Video, eles conhecem todos os vídeos que você assistiu, os gêneros que você gosta, aqueles que você comentou e os que você enviou.

Deu pra perceber que o Google realmente conhece os hábitos, desejos e dúvidas de seus usuários, portanto, qualquer produto que ele lançar será sucesso. Mas toda essa onisciência pode preocupar.

O fato do Google saber tudo sobre seus usuários só não é motivo de medo maior porque o primeiro lema da empresa prega “Don’t be evil”, ou seja, “não seja mau”. Portanto, embora a empresa queira concentrar todas as informações em um só lugar, a gigante das buscas afirma que não pretende explorar isso maleficamente. Isso seria jogar fora toda a credibilidade conquistada em seus mais de dez anos de existência.

do Olhar Digital

Google – A Geek, Marissa Mayer, fala sobre o futuro do buscador e novos produtos

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Basicamente todo produto trabalhado pelo Google passa pelas mãos de Marissa Mayer, a responsável por decidir se ele já está pronto para ser lançado ou se precisa de melhorias. Inclusive, é ela quem aprova cada um dos Google Doodles (logotipo do Google que muda sempre em datas especiais) que enfeitam as homepages do buscador ao redor do mundo.

Mayer está no Google há quase 10 anos. “No começo nossa equipe era bastante reduzida, apenas 20 pessoas”, conta ela, agora vice-presidente do segmento de produtos de busca e experiência do usuário. “Empregamos uma tremenda quantidade de energia, esperança e empreendedorismo. Nós realmente sentíamos que estávamos trabalhando em algo que realmente poderia mudar o mundo. Estávamos todos muito excitados em trabalhar em um problema tão importante e pensávamos que isso seria realmente impactante. Mas não sabíamos ainda que tipo de impacto seria esse.”

Atualmente Mayer chefia 150 gerentes e todo mês de 10 a 12 produtos são passados a ela para checagem. Fora isso, quase 2 mil projetos também precisam ser revisados. Ela precisa tomar decisões o tempo todo. Geralmente, cada equipe de colaboradores não tem mais que 10 minutos para apresentar seus projetos, mas nesse tempo, eles contam com toda a atenção de Mayer, que não atende ligações ou checa e-mails.

Além das reuniões oficiais, a porta do escritório de Mayer fica aberta diariamente por uma hora, para que os membros da equipe possam entrar e tirar suas dúvidas sobre os projetos em andamento. Ela é absolutamente empenhada às necessidades do usuário final e frequentemente utiliza a própria mãe como referência para saber se a idéia é simples o bastante para funcionar.

Quais outros critérios ela leva em consideração quando decide se o produto é realmente bom? “Presto atenção no interior e na inovação que envolve a ideia”, explica Mayer. “Também reparo na força e energia do time que a está apresentando. Depois eu espalho a todos um sentimento de confiança, que é bom tanto para o produto quanto para a equipe, que demonstra interesse em desenvolvê-lo. Se esses dois itens entram em harmonia, com certeza o produto fará sucesso.”

Inovação é sua paixão. 20% do tempo de Mayer é dedicado a pensar como o gigante das buscas pode continuar inovando à medida que desenvolve novos produtos.

Busca personalizada é tendência

Viciada em buscas, como se autodenomina, Marissa Mayer diz que ainda há muita oportunidade de inovar, mudar e progredir no mercado de buscas. No entanto, ela não entrega qual serão os próximos passos do Google.

“Nós acreditamos ser realmente importante progredir e abrir espaço às pessoas para perguntarem e acessarem conteúdo com mais facilidade pelos celulares”, diz ela. “nós também estamos trabalhando em uma forma de colocar novas mídias nos portáteis e como traremos livros, vídeos e notícias para dentro do universo das buscas.”

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Google e publicidade

Google quer ser o destino das verbas online

Se o Google colocar no ar um sistema operacional gratuito, como um dia fará, não haverá mais restrição à migração das verbas para a internet. Será um novo mundo para os planejamentos de criação e, sobretudo, de mídia.

Por Zeca Martins

Na Grécia antiga, depois de Atenas, Delfos era uma espécie de destino turístico-cultural que tinha um algo-mais que, em interesse público, deixava para trás o resto do mundo grego: o Oráculo.

Pois era lá no historicamente mui famoso Oráculo de Delfos que as Pitonisas – mulheres dotadas de incríveis dons adivinhatórios – recebiam reis, políticos e governantes, para, em momentos de transe hipnótico, revelar o que o destino lhes guardava de bom e de ruim. Curiosamente, sabe-se hoje que os tais transes hipnóticos não eram provocados pela vontade de Zeus nem do resto da divina rapaziada do Olimpo, mas por gases alucinógenos subterrâneos que escapavam por fendas geológicas e atingiam em cheio os narizes das tais Pitonisas, fazendo com que suas palavras adquirissem um tom, digamos, ultra especial. Ou seja, em linguagem moderna e literal podemos dizer que Delfos dava barato.

Seja lá como for, Delfos era sinônimo de fonte de informação, senão segura e verdadeira, ao menos acreditável.

Exatamente como hoje o é o Google, com suas múltiplas tenazes.

E há várias, como você poderá facilmente constatar com uma simples consulta ao site: Google Search, News, Books, Docs, Alerts, Chrome etc. Enfim, é Google para todos os gostos e necessidades.

Mas uma coisa me chama particularmente a atenção no Google: sua estratégia. Devagar e sempre, comendo pelas bordas, engolindo pouco a pouco a internet.

O Google Docs, por exemplo, é um dos meus sonhos de consumo. Pra quê diabos eu, que uso basicamente os programas típicos de um Office (no meu caso, BrOffice), preciso de um HD? Ora, já estou deixando tudo lá, guardado no Google Docs. Aliás, se eu fosse da Microsoft, poria as barbas de molho, pelo simples motivo de que se já temos no Google Docs um pacote Office online, o que impede o pessoal do Google de colocar – atenção para a futurologia! – um sistema operacional completo online? E, ainda por cima, grátis!

Um concorrente online do Windows, do Apple ou do Linux, que você poderá usar tranqüilamente, numa boa, sem gastar um tostão nem se preocupar se sua cópia é pirata ou não. Aliás sem mesmo se preocupar se a configuração da sua máquina é moderninha ou ultrapassada, pois o que realmente vai interessar é se seu acesso à internet tem velocidade suficiente para usufruir tudo o que os caras vão colocar à sua disposição.

Sim, porque, mais dia, menos dia, eles vão colocar na internet um sistema operacional online, grátis e de boa qualidade. Que vai matar friamente os que estão aí, da mesma forma que a telefonia VOIP está matando a convencional.

Tudo isso é só uma questão de tempo e de engenharia – leia-se ampliação da base física de comunicação de dados que venha a ser instalada por empresas e governos mundo afora (satélite, fibras ópticas… sei lá).

Nesta altura dos acontecimentos o leitor e a leitora poderão estar-se perguntando “e eu com isso?”.

Bem, caso você seja publicitário ou ligado ao mundo da publicidade, tem TUDO a ver com isso.

Porque tanto o Google quanto o Yahoo e demais serviços assemelhados simplesmente já acabaram com a publicidade tal qual a conhecemos. Falta o tiro de misericórdia.

Se o Google colocar no ar um sistema operacional gratuito, como eu imagino que um dia fará, não haverá mais qualquer espécie de restrição à migração das verbas para a internet. Será um novo mundo para os planejamentos de criação e, sobretudo, de mídia.

Nota: o calcanhar de Aquiles do Google, na minha modesta opinião, é o desprezo pelo ser humano. Isso mesmo: desprezo. Jogaram todas as fichas na tecnologia, nos computadores e desprezaram solenemente coisas simples como o contato pessoa-a-pessoa. Tente falar com alguém do Google, tente ao menos encontrar um número de telefone, ainda que seja para anunciar com eles. Você não vai conseguir.

Eu simplesmente não entendo uma empresa que não conversa pessoalmente com seus clientes, ou, o que é muito pior, que esnoba o próprio dinheiro do cliente. Eu mesmo já tentei anunciar no Google e fui impedido, porque queria pagar com boleto bancário e o Google simplesmente não aceita, ao contrário do Yahoo (que gera boletos e coloca pessoas simpaticíssimas para falar com o cliente). Bem, os antigos também já diziam que o dinheiro não aceita desaforo… então, se cuida, Google!

Fonte: WebInsider