A guerra entre as teles e as empresas da net

“A disputa é muito mais complexa do que o confronto de narrativas: de um lado, as teles, empresas do ‘mal’ que nadam em dinheiro e prestam um péssimo atendimento ao consumidor; do outro, as charmosas empresas da net, que tanto facilitam a minha vida”

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As autoridades europeias colocam o WhatsApp e outros aplicativos de mensagem na mira dos impostos e da pesada regulação do setor. A autoridade de telecom nos Estados Unidos, o Ofcom, decide que o conceito de neutralidade deve valer e joga pesado com as empresas de banda larga.
A histeria em torno do jogo Pokemón Go faz os diversos governos crescerem de tamanho na sua influência em tudo que circula na World Wide Web, com discussões que vão desde as estratégicas mercadológicas para aprimorar o Google Earth, o Google Street e o Google Maps, até teorias persecutórias de que todos nós estamos sendo monitorados, agora, também dentro de casa – não é isso que o jogo te pede para fazer ao acionar a câmera, o microfone, os seus contatos, a sua galeria de fotos?[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Enquanto o debate da privacidade esquenta além-mar, com o cerco que os Estados democráticos fazem aos padrões criptografados do WhatsApp, que impedem as autoridades policiais e/ou a Justiça de combater o crime arquitetado e construído dentro da rede, acessando o conteúdo das mensagens do zap.

Recentemente, na terceira página do diário francês Le Figaro, o ministro do Interior daquele país, Bernardo Cazeneuza, mandou um recado para as empresas de aplicativos na internet, como o Facebook e o WhatsApp: “A troca de mensagens deve poder ser identificada e prestar-se aos procedimentos judiciais”.

O futuro da internet parece cada vez mais desenhado: ser uma rede de natureza essencialmente comercial; assumir que a neutralidade de rede, ou o princípio da não distinção dos pacotes de dados – de alguma forma estará subjugada a essa maciça invasão da propaganda na internet; rever o novo conceito de privacidade e admitir que o grande Big Brother não são apenas os governos que podem persegui-lo, mas sim o mercado publicitário, que pretende devassar sua vida em busca do marketing digital mais perfeito.

O fato é que, no Brasil, não conseguimos avançar em desafios básicos no mundo da internet, ou, ainda pior, da já obsoleta telefonia fixa e, em breve, da móvel. Em resumo, a regulação brasileira de telecom sequer consegue garantir o cumprimento de preceitos básicos do serviço de telecomunicações no marco regulatório brasileiro: qualidade, modicidade das tarifas, continuidade.

Enquanto o mundo avança rapidamente para debates mais profundos sobre o uso da internet, em que regras serão instituídas, inclusive taxas, para as empresas “.com”, o Brasil caminha para um cenário de liberalização das regras das telecomunicações tradicionais, especialmente a telefonia fixa, que ainda exerce papel importante na sociedade brasileira, especialmente porque o apagão digital ainda atinge quase metade dos domicílios brasileiros.

Ou seja, antes de discutir o que são as empresas de internet, quais as regras que devem respeitar, a quem devem prestar contas no país e como pagar seus impostos ao Estado brasileiro, os governantes e reguladores devem se perguntar como migrar de um modelo analógico para uma sociedade digital em que a qualidade é tão importante quanto o acesso: comunicação hoje é essencial, é cesta básica em qualquer país do mundo.

O problema é que alguém precisa dar conta de que esse debate é para ontem.

Dias atrás fui a um ciclo de debates promovido pelo professor Márcio Aranha, na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília, em que o especialista em Telecomunicações, Murilo César Ramos, tentava, com perguntas, responder às questões que hoje assolam o setor de telecomunicações: como regular os serviços de internet, que não estão sob a jurisdição da Anatel, conforme a Lei Geral de Telecomunicações?

Como atender ao exponencial aumento do consumo de banda, ilustrada pelo sítio da Converge, que calcula em 6,8 milhões de horas de conteúdo assistidos em simulcast (streaming) nas Olimpíadas Rio 2016? Como pagar essa conta, sem adotar a franquia de dados na banda larga fixa, a exemplo do que já ocorre com a banda larga móvel? É como o consumo de água, explica o consultor e professor da disciplina “Internet, sociedade e mídia”, da UnB.

Ao confrontar-se com questões tão cruciais, o consultor admite que, muitas vezes, precisa dar uma carteirada para resolver o problema básico do péssimo atendimento ao consumidor prestado pelas operadoras de telecomunicações: às vezes só falando com o presidente!

Murilo afirma: estamos todos chacoalhados, e chocados, com a revolução digital que representa a internet, a ponto de ninguém dar conta de responder qual será o novo jeito de se comunicar, mas a única certeza é que a ausência de um projeto se deve à falta de propostas. Somente até o governo Lula, foram três tentativas de fazer uma lei convergente.

Hoje, as teles sabem que não podem competir com um Google nem se poderão competir neste milionário mercado de oferta de soluções para o uso inteligente da internet.

Atônitas, as teles assistem à queda lenta, segura e constante de suas receitas por voz, e apoiam projetos de lei, como o PL 3.452, de 2015¹ , de autoria do deputado Daniel Vilela (PMDB-GO), que abriu, na Comissão de Desenvolvimento Econômico, o debate sobre a troca da infraestrutura de telecomunicações do STFC que, teoricamente, pela Lei Geral de Telecomunicações, pertence ao Estado, por metas de investimentos das empresas na melhoria e modernização das atuais redes.

A proposta de lei também extingue o regime público de concessão da telefonia fixa, sem que exista, já em curso, um projeto de país no setor de telecomunicações. O consultor Murilo Ramos, profundo conhecer da área, denuncia que as mudanças em votação visam a atender interesses de sanear a empresa Oi, que não vai bem das pernas. E que nada garante que tais recursos serão revertidos em banda larga, seja para aumentar a infraestrutura, seja para criar um serviço que separe a infraestrutura das demais camadas de serviço, e imponha metas de cobertura da banda larga de médio e longo prazo, que pode ser operada pelas tradicionais teles.

De certo, temos o seguinte, tudo é muito mais complexo do que o chamado “confronto de narrativas” que prepondera hoje no setor: de um lado, as teles, empresas do “mal” que nadam em dinheiro e prestam um péssimo atendimento ao consumidor; do outro, as charmosas empresas da net, que tanto facilitam a minha vida.

Um amigo meu ficou encantado como a capacidade de sua mãe de abstrair a dor, o desespero e a desilusão de, mesmo que sitiada pela guerra em Aleppo, sua cidade natal, durante 5 dos seus 75 anos de vida, alegrar-se com as pequenas coisas. Além de suportar o cerco crescente e a destruição total em torno de si, Dona Susu reencontra vida e esperança ao ganhar seu primeiro smartphone, algumas semanas atrás.

De posse do novo brinquedinho, a cada 5 minutos, Dona Susu disparava mensagens de voz ao filho, demonstrando o encantamento por poder acompanhar o desenrolar da vida deles em Londres. “Meus netos estão lindos, mas manda ele cortar o cabelo”, dizia Dona Susu, num árabe perfeito e com ternura impensável para uma sobrevivente e testemunha inocente de como as revoluções podem ser disruptivas, seja para o bem, ou para o mal!

Onde o ódio separa e mata, a tecnologia pode unir e consolar.
Beth Veloso/Congresso em Foco

Tecnologia: Como usar Google Maps sem conexão de internet

Desde que o Google Maps se tornou o aplicativo de localização mais usado pelos donos de smartphones, parece não haver mais desculpas para se perder por aí.

Pedestre procurando o caminho por meio de app
Já é possível ficar desconectado sem se perder – Image copyright THINKSTOCK

Mas… e se sua franquia de plano de dados se esgotou? Ou pior, se você está em um lugar remoto e, assim sem conexão?

O serviço, criado em 2005, tem uma solução simples para isso: baixar os mapas com antecedência.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A seguir, explicamos como fazer isso:

Localize a área

Abra o app Google Maps no celular e insira o nome da cidade ou da área de seu interesse.

Ao mostrar o mapa, o aplicativo exibirá o nome do lugar em uma barra branca que fica na parte inferior da tela.

Passo a passo de como fazer download de mapa no aplicativo Google Maps
1) Busque o lugar; 2) Pressione o nome; 3) Faça o download
Image copyright GOOGLE

Selecione

Ao pressionar sobre o nome do local nessa barra branca, aparecerá um menu com as opções de salvar, compartilhar ou fazer o download do mapa.

Escolha a última opção. Você visualizará, então, um aviso alertando sobre o espaço que o arquivo ocupará em seu telefone e lembrando quanta memória ainda resta no aparelho. O download máximo permitido é de uma área de 120 mil km².

Faça o download

O aplicativo pedirá que você dê um nome ao arquivo e, feito isso, começará a baixá-lo.

Conforme o Google explica em seu blog, o Maps passa a funcionar automaticamente no modo offline quando o celular perde a conexão com a rede.

Passo a passo de como fazer download de mapa no aplicativo Google Maps1) App alertará sobre espaço; 2) Nomeie o arquivo; 3) Mapas ficam no menu “Áreas off-line” – Image copyright GOOGLE

Acesse o mapa

É possível acessar os mapas armazenados em seu celular ao pressionar o símbolo localizado ao lado esquerdo da barra de busca de endereços, no topo da tela.

Na metade do menu que será aberto em seguida, selecione a opção “Áreas off-line”.

Os mapas ficam guardados por 30 dias. Depois, são apagados automaticamente para liberar espaço em seu telefone.

Segundo o blog do Google, você não apenas conseguirá visualizar o mapa quando estiver sem internet, mas também poderá obter direções passo a passo para chegar a seu destino, procurar lugares específicos e ler informações úteis sobre estabelecimentos, como horário de abertura, contato e avaliação de usuários.

Waze ou Google Maps: qual é o melhor aplicativo de GPS?

O uso de aplicativos de localização no smartphone está entre as principais funcionalidades exploradas nesse tipo de aparelho, entre os aplicativos mais populares se destacam o Waze e o Google Maps. E semelhante ao que acontece com as discussões mais acirradas entre os usuários de Android ou iPhone, Windows ou Mac OS X, a defesa por uma determinada tecnologia acaba ocasionando animosidade entre os seus defensores mais apaixonados.

Mas afinal, qual é o melhor aplicativo de localização?

Facilidade de uso

O Google Maps possuí uma interface simplificada se comparado com o Waze, o que é um ponto positivo principalmente para os usuários iniciantes. E por esse motivo é preciso levar em consideração todos os tipos de perfis de usuários, e sem dúvidas a simplicidade se torna um diferencial na escolha de um aplicativo. Porém, com um pouco de paciência, é possível adaptar-se rapidamente com a interface descolada do Waze e seus ícones animados.

Navegação  

A precisão da localização é fundamental para a adoção de uma ferramenta de GPS, os dois aplicativos apresentam o mesmo nível de precisão. Porém, o diferencial encontrado no Google Maps consiste na possibilidade de que o usuário possa traçar o trajeto considerando outros meios de transporte, inclusive se deslocando a pé.

Além de contar com uma busca mais eficiente por lugares e a integração com outros produtos, como o Street View e Google Earth, por exemplo.

Em contra partida, o Waze é mais eficiente se o objetivo do usuário é usá-lo como ferramenta de localização no trânsito devido a possibilidade de consultar em tempo real as informações complementares disponibilizadas pelos próprios usuários sobre as condições do trânsito.  [ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Atualização das condições do trânsito  

A simplicidade da interface do Google Maps se comparada com a representação do Waze fica em desvantagem quando o objetivo é obter informações mais precisas sobre os pontos de congestionamento, acidentes e condições das estradas. Por possuir uma aparência divertida, os pontos a serem evitados durante o trajeto ficam mais evidentes. E principalmente, a possibilidade de que os usuários compartilhem informações complementares sobre a situação do trânsito.

Recursos adicionais  

A integração com eventos de redes sociais, personalização do perfil e adição de amigos no Waze, torna o aplicativo mais inteligente e útil principalmente para que costuma viajar em grupo. Mas para quem estiver trafegando por um local desconhecido e estiver precisando de informações complementares sobre a região, é melhor apostar no Google Maps.

Consumo de bateria

Embora o Waze tenha melhorado o seu sistema de gerenciamento de energia, ele ainda é o aplicativo que mais consome carga  se comparado com o Google Maps.

Veredito  

A escolha pelo melhor aplicativo irá depender da maneira que o leitor irá usá-lo, pois se o objetivo é verificar a situação do trânsito e planejar uma rota menos congestionada, o Waze é a melhor opção. Mas para aqueles leitores que irão precisar de um guia de localização para o deslocamento a algum destino desconhecido, em virtude dos recursos adicionais, o Google Maps é o aplicativo mais recomendado.
Imagem: Divulgação/Google

 

Tecnologia: Sem privacidade e sem esconderijos

Tecnologia da Informação Google  Privacidade blog do MesquitaSem privacidade e sem esconderijos

Em pouco tempo não haverá mais esconderijos e a todo o momento estaremos sendo perseguidos por alguém.

Situações inimagináveis até mesmo em filmes de ficção estão acontecendo, e a velocidade é tão rápida que ainda não paramos para pensar.

A evolução da tecnologia tem apresentado ferramentas poderosíssimas.

Se ocuparmos minutos do nosso tempo para analisar o quanto nossas vidas estão expostas, uma crise de pânico pode se espalhar.

O arsenal de ferramentas do Google, é um exemplo, nos captura de várias formas, não somos mais pessoas e sim cadastros, consumidores.

Quando fazemos uso do Gmail, onde nos permitem enviar e receber e-mails infinitamente, nossas mensagens vêm e vão sempre acompanhadas de propagandas e anúncios, seja pelas laterais ou no topo de nossas caixas de correio eletrônico.

Quando aderimos à redes sociais, alimentamos um álbum público com nossas fotos, relação de amigos, expomos todas as nossas preferências, deixando bem claro nosso perfil ao mundo.

Quando realizamos pesquisas no Google.com, estamos dando dicas do que nos interessa, o que estamos precisando, qual é nosso estado de espírito, se tristes ou animados.

Nossas ações vão nos identificando dentro de um ambiente que nos tem como alvos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Um outro exemplo do quanto nossa privacidade está comprometida, é o fantástico recurso do Google Maps, o Google Latitude.

Com este recurso poderemos saber onde estão ou para onde estão indo, nossos filhos, amigos ou parceiros em tempo real.

Esta tecnologia que está em fase experimental funcionará através de telefones celulares ou pelo navegador web.

Por parte do Google não haverá nenhuma cobrança, já se tratando das operadoras de telefonia é de se esperar.

Saber onde estamos ou para onde vamos, nossos gostos, necessidades, relações sociais ou costumes, comercialmente é fantástico.

A final receber um bom atendimento, ter soluções antecipadas às nossas necessidades, é tudo que queremos, no entanto o que assusta é não saber onde tudo isso vai parar.
por Roberto Soares Costa
Gerente de projetos na web – Porto Alegre/ RS

Privacidade – Quem, quanto, como, onde o Google é onipresente ele sabe tudo

Você já parou para pensar na quantidade de informações que são passadas diariamente para o Google e o poder que ele tem de saber os hábitos de seus usuários?

Milhões de pessoas se utilizam de sites de buscas para trabalho, estudo ou compras, além de pesquisas sobre temas mais delicados como uma doença grave, a procura por um amor, uma informação sobre empréstimos…

E você sabe qual é o buscador mais utilizado no mundo? O Google, claro.

Metade de todas as buscas da internet são feitas no Google, o que dá ao site o poder de determinar o que será visto e o que ficará esquecido na web.

Também não há como deixar de lado seus outros serviços famosos, como o Youtube, Orkut, Gmail, Google Earth, Blogger e Picasa.

Junte tudo, mais a quantidade de informação pessoal que o Google é capaz de armazenar a seu respeito e não sobra muit o Google sabe quem você é.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Mas afinal, quanto o Google sabe sobre você, sobre o que você gosta/faz/quer e até onde você está?

O site Center Networks produziu uma lista que mostra como os principais serviços do gigante das buscas podem revelar inúmeras informações a seu respeito.

* Se você usa o Adwords, eles conhecem o seu plano de marketing e sabem o seu padrão de compras.
* Se você usa o Adsense, eles sabem qual dos seus sites ganham dinheiro, eles sabem como segmentar os anúncios para o seu site, eles sabem quanto pagar e quanto custa para mantê-lo.
* Se você usa o Google Alerts, eles sabem quais são os tópicos importantes para você.
* Se você usa o Analytics, eles sabem quais sites você controla e/ou monitora, sabem sobre as variações e tendências de seu conteúdo.
* Se você usa o Blogger, eles sabem sobre o que você escreve. Cada palavra, cada frase, tudo e cada link.
* Se você usa o Calendar, eles sabem onde você foi, é, e qual deve ser o plano.
* Se você usa o Catalog Search / Product Search, eles sabem que os itens que são de interesse para você e quais os itens que você realmente compra.
* Se você usa o Checkout, eles conhecem todas as suas informações pessoais: nome, endereço, telefone, cartão de crédito.
* Se você usa Chrome, eles sabem tudo sobre a sua navegação na internet.
* Se você usa o Desktop, eles sabem o que você tem no seu PC.
* Se você usa o Google Docs e Spreadsheets, eles sabem que você qual o tema do seu TCC, e que sua conta corrente só terá R$ 25 no final da viagem.
* Se você usa o Earth, eles sabem os lugares do planeta que você tem vontade de conhecer.
* Se você usa o FeedBurner, eles sabem tudo sobre os seus leitores e seus diferentes tipos de leitor.
* Se você usa o Finance, eles sabem sobre a existência de ações (e outros instrumentos) que você é proprietário, o que você monitora, e as tendências que você quer seguir.
* Se você usa o Gmail, eles sabem tudo. Sim, tudo.
* Se você usa os Grupos (Groups), eles sabem que você tem é fã de Pop Art e tem um fetiche por pés.
* Se você usa a Pesquisa de Imagens (Image Search), eles sabem que você gosta da Madonna e gosta de fotos de gatos.
* Se você usar a Local Search, eles sabem onde você está agora, e no que você está interessado.
* Se você usa o Maps, eles sabem onde você pode estar, para onde você pode ir e para onde você foi. E se você tiver GPS, eles sabem onde você está neste exato momento.
* Se você usa o Reader, eles sabem todos os seus interesses
* Se você usa o Search (pesquisa no Google qualquer), o Google sabe todas as pesquisas que você tenha feito.
* Se você usa o Google Talk, eles sabem quem são seus amigos.
* Se você usa a Toolbar, eles conhecem todos os sites que você visita.
* Se você usa o Translate, eles sabem que você está aprendendo russo.
* Se você usa o YouTube ou o Google Video, eles conhecem todos os vídeos que você assistiu, os gêneros que você gosta, aqueles que você comentou e os que você enviou.

Deu pra perceber que o Google realmente conhece os hábitos, desejos e dúvidas de seus usuários, portanto, qualquer produto que ele lançar será sucesso. Mas toda essa onisciência pode preocupar.

O fato do Google saber tudo sobre seus usuários só não é motivo de medo maior porque o primeiro lema da empresa prega “Don’t be evil”, ou seja, “não seja mau”. Portanto, embora a empresa queira concentrar todas as informações em um só lugar, a gigante das buscas afirma que não pretende explorar isso maleficamente. Isso seria jogar fora toda a credibilidade conquistada em seus mais de dez anos de existência.

do Olhar Digital

‘Desaparecimento’ de ilha no Pacífico intriga cientistas

Imagem mostra ilha deserta próxima à costa da Tanzânia, no sudeste da África

Ilha deserta na Tanzânia | Foto: BBCUm sonho comum à maioria dos exploradores e desbravadores ao longo da História tem sido encontrar territórios desconhecidos, mas na Austrália, uma equipe de cientistas fez exatamente o contrário: eles identificaram uma ilha que não existe.

Conhecida como Sandy Island, a massa de terra é listada por cartógrafos em atlas, mapas e até no Google Maps e no Google Earth, onde está localizada entre a Austrália e a Nova Caledônia (governada pela França), no sul do Pacífico.

Mas, quando o grupo de cientistas decidiu navegar para chegar até ela, simplesmente não a encontraram.

Para o Serviço Hidrográfico da Marinha da Austrália, responsável pelas cartas náuticas do país, uma das possibilidades é que tenha ocorrido falha humana e que esse tipo de dado deveria ser tratado “com cautela” ao redor do mundo, já que alguns detalhes são antigos ou simplesmente errados.

De acordo com Maria Seton, uma das cientistas que integra a equipe, a ilha aparece como Sable Island no Times Atlas of the World e o Southern Surveyor, um navio de pesquisa marítima australiano, também afirma que ela existe.

Mas, quando decidiu navegar rumo ao local, a embarcação também não avistou nada.

“Nós queríamos checar, porque as cartas de navegação à bordo do navio mostravam uma profundidade de 1.400 metros naquela área, algo muito profundo”, diz Seton, da Universidade de Sidney, após a viagem de 25 dias.

“Ela está no Google Earth e em outros mapas e por isso fomos checar, mas não havia ilha alguma. Estamos realmente intrigados. É bem bizarro. Como ela apareceu nos mapas? Nós simplesmente não sabemos, mas estamos planejando ir a fundo e descobrir”, acrescentou.

Teorias da conspiração

O tema também ganhou as redes sociais.

No Twitter, o usuário Charlie Loyd disse que no Yahoo Maps e no Bing Maps a ilha também consta como Sandy Island, mas que ao fechar o zoom, o território desaparece.

Teorias conspiratórias entre os internautas apontam para um possível “truque” de cartógrafos, que incluiriam territórios falsos em seus mapas para saber quando alguém está tentando roubar seus dados.

Outros dizem que o serviço de hidrografia da França já havia identificado que a ilha não existia e tinha solicitado que ela fosse apagada de mapas e cartas náuticas ainda em 1979.

Em resposta à polêmica, o Google disse que recebia com bons olhos o feedback dos cientistas a respeito do mapa.

“Nós trabalhamos com uma ampla gama de fontes de dados comerciais e de pessoas respeitadas para levar aos nossos usuários os mapas mais atualizados e ricos em detalhes. Uma das coisas mais empolgantes sobre mapas e geografia é que o mundo é um lugar em constante transformação, e manter-se por dentro dessas mudanças é um esforço sem fim”, disse um porta-voz da empresa.
BBC 

Google acusado de invasão de privacidade por pesquisador do Ceará

Google sob suspeita

Pesquisador cearense acusa a empresa de ter interceptado, sem autorização judicial, dados privados de redes sem fio brasileiras, durante levantamento de informações para o Google Street View.

Arte: Guabiras sobre imagem do Google maps / Infográfico: Luciana Pimenta

O Google pode ser investigado por crimes cometidos em solo brasileiro. Pelo menos, é o que pretende o cearense Pablo Ximenes, professor de Ciência da Computação e pesquisador do Information Security Research Team (Insert), grupo de pesquisa em segurança da informação, vinculado à Universidade Estadual do Ceará (Uece).

Em notícia-crime encaminhada no início do mês ao Ministério Público de Minas Gerais, Ximenes denuncia que o Google interceptou, sem autorização judicial, dados privados de redes sem fio brasileiras. Segundo o pesquisador, as interceptações aconteceram entre 2009 e 2010, durante levantamento de dados para o Google Street View.

O Street View é um aplicativo ligado ao serviço de mapas da empresa, o Google Maps. Através de fotos tiradas por um veículo em movimento, ele permite uma visão em 360° da área mapeada. Para detectar detalhes tridimensionais da imagem, a viatura também é equipada com lasers de baixa potência. O veículo tem ainda um sistema de coleta de dados de redes sem fio, para formular referências geográficas.

Segundo Ximenes, as interceptações ilegais aconteceram por meio desse sistema de coleta de dados. Ele afirma que o veículo do Street View usou uma técnica de captura de dados conhecida como Sniffing. Com ela, todas as ondas de rádio destinadas a uma rede sem fio eram interceptadas pela empresa. Isso inclui dados privados de usuários, os chamados Payloads – como fotos, senhas, emails e documentos pessoais.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Em estudo forense realizado pelo Insert, foi constatado que o serviço do Google teria interceptado aproximadamente 4.300 redes sem fio apenas em Minas Gerais. “Com os resultados que tivemos, já existem informações suficientes para iniciar uma investigação sobre as ações da empresa”, garante Pablo Ximenes.

Jairo Ponte, advogado e professor de Direito da Faculdade Cearense (FaC), participou da ação dos pesquisadores. Segundo ele, o Google infringiu a lei federal 9.296/96, conhecida como Lei da Interceptação Telefônica. Segundo o artigo 10 do documento, é crime a interceptação, sem autorização judicial, de comunicações telefônicas, de informática ou telemática.

Segundo o advogado e acadêmico, outro ponto da lei brasileira violado pelo veículo do Street View teria sido o artigo 5º, inciso XII, da Constituição Federal. De acordo com a legislação, o sigilo de correspondência e comunicações é inviolável. “Estamos esperando resposta do Ministério Público e, caso sejam confirmadas as denúncias, o próximo passo é mover uma ação criminal contra a empresa”, explica Ponte.

Com essas informações, Ximenes apresentou denúncia à Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos de Minas Gerais. Ele pretende fazer o mesmo nos Ministérios Públicos de São Paulo e do Rio de Janeiro, além de encaminhar a denúncia ao Ministério Público da União. “Se forem provadas irregularidades, o caso Google Street View merece uma investigação e um processo criminal, e não deve passar impune”, afirma o pesquisador.

Entitulada “Os impactos de privacidade em redes Wi-Fi e implicações penais no Brasil do caso Google Street View”, a denúncia é baseada na monografia de conclusão de curso da graduanda Líssia Melo, formada em direito pela Universidade de Fortaleza (Unifor). Orientada por Pablo Ximenes, a dissertação de Líssia foi pioneira no estudo das ações do Street View no Brasil.

O Google pode ser investigado por crimes cometidos em solo brasileiro. Pelo menos, é o que pretende o cearense Pablo Ximenes, professor de Ciência da Computação e pesquisador do Information Security Research Team (Insert), grupo de pesquisa em segurança da informação, vinculado à Universidade Estadual do Ceará (Uece).

Em notícia-crime encaminhada no início do mês ao Ministério Público de Minas Gerais, Ximenes denuncia que o Google interceptou, sem autorização judicial, dados privados de redes sem fio brasileiras. Segundo o pesquisador, as interceptações aconteceram entre 2009 e 2010, durante levantamento de dados para o Google Street View.

O Street View é um aplicativo ligado ao serviço de mapas da empresa, o Google Maps. Através de fotos tiradas por um veículo em movimento, ele permite uma visão em 360° da área mapeada. Para detectar detalhes tridimensionais da imagem, a viatura também é equipada com lasers de baixa potência. O veículo tem ainda um sistema de coleta de dados de redes sem fio, para formular referências geográficas.

Segundo Ximenes, as interceptações ilegais aconteceram por meio desse sistema de coleta de dados. Ele afirma que o veículo do Street View usou uma técnica de captura de dados conhecida como Sniffing. Com ela, todas as ondas de rádio destinadas a uma rede sem fio eram interceptadas pela empresa. Isso inclui dados privados de usuários, os chamados Payloads – como fotos, senhas, emails e documentos pessoais.

Em estudo forense realizado pelo Insert, foi constatado que o serviço do Google teria interceptado aproximadamente 4.300 redes sem fio apenas em Minas Gerais. “Com os resultados que tivemos, já existem informações suficientes para iniciar uma investigação sobre as ações da empresa”, garante Pablo Ximenes.

O Brasil não é o primeiro país a ter problemas com o Google Street View. Em maio do ano passado, um grupo de pesquisadores alemães denunciou irregularidades no serviço. Segundo eles, o veículo do Google não estaria só fotografando as cidades por onde passava, mas também interceptando dados de redes sem fio.

Respondendo a acusação, a empresa admitiu que seu veículo interceptou redes sem fio, mas alegou só ter acessado redes públicas. Segundo o Google, os veículos do Street View capturaram apenas sinais do tipo Beacon, mensagens públicas das redes sem fio. Em nova investigação, os pesquisadores desmentiram as declarações, ao provarem que a empresa também acessou Payloads – dados pessoais de usuários – em suas interceptações.

Para tentar resolver a impasse, o próprio Google encomendou uma análise de códigos e programas utilizados pelo Street View. O estudo confirmou as denúncias, provando que o veículo da empresa coletou dados de conexões sem fio. Na lista apresentada pela análise, estavam emails completos, páginas da web e senhas.

O Google justificou o fato, afirmando que as interceptações ocorreram de forma não-intencional. Segundo a empresa, tudo não passou de erro de programação dos engenheiros do Street View. Além disso, o Google alegou que apenas acessou informações incompletas, já que o veículo estava em movimento.

Pablo Ximenes afirma que as interceptações foram feitas de forma intencional. Um indício seria o registro da patente “aproximação de localização baseada em redes sem fio”, proposta pelo Google em 2008 e registrada em janeiro de 2010. Entre outros, a patente descreve o mesmo mecanismo de captura de dados presente no veículo do Street View.

Para Ximenes, a ideia de que um erro no código de captura tenha passado despercebido é “no mínimo ingênua”. “As rotinas de teste do Google estão entre as mais rigorosas do mundo. Se fosse um erro por parte dos engenheiros, duvido que ele não fosse sido resolvido ainda nos estágios de teste”, ponderou o pesquisador.

Como consequência das pressões, o Google suspendeu a coleta de dados de redes sem fio nos carros do Street View. Essa medida continua em vigor até hoje. Apesar disso, ainda existe debate sobre quais foram as reais proporções das interceptações promovidas pelo serviço.

O POVO tentou entrar em contato com a Assessoria de Comunicação do Google Brasil durante as duas últimas semanas. No entanto, nenhuma das mensagens eletrônicas destinadas ao endereço imprensa-br@google.com obteve resposta, assim como as ligações telefônicas para o escritório central da empresa, em São Paulo (SP).

Carlos Mazza/O Povo

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

O Street View é um aplicativo ligado ao serviço de mapas do Google, disponibilizado na Internet, o Google Maps. Através de fotos tiradas em um veículo em movimento, ele permite uma visão em 360º da área mapeada

Google Maps mostra aviões misteriosos

Aviões misteriosos aparecem no Google Maps

Internautas acharam aeronaves e sombras com formato de aviões pelo serviço de mapas do Google, o Google Maps, de acordo com informações o site Gawker.

Foto mostra um avião em um quintal do Paraguai, aparentemente escondido sob as árvores

A segunda foto sugere um avião submerso, próximo ao aeroporto JFK, em Nova Iorque.

Segundo o site, é possível que o efeito seja resultado de o avião estar sob o satélite no momento exato em que este tirou a foto.

O Google Maps, como o nome indica, mapeia a superfície terrestre.

O serviço gratuito funciona com imagens de satélite da companhia e pode ser usado para calcular rotas.

O site norte-americano brinca que a aeronave poderia ser o voo Oceanic 815, da série Lost.

Foto aparenta ser avião submerso na água; efeito pode ser resultado de sombra, segundo afirma site.

G1


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Google e o monopólio das buscas

Procure, mas talvez não encontre

Adam Raff *

À medida que nos tornamos cada vez mais dependentes da internet, precisamos nos preocupar cada vez mais com a sua regulamentação. A Comissão Federal das Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) propôs normas de “neutralidade na rede”, que proibiriam as provedoras de internet de discriminar ou de cobrar prêmios para determinados serviços ou aplicações na rede. A comissão está certa em estabelecer que a garantia de igual acesso à infraestrutura da internet é vital, mas erra ao dirigir suas regulamentações apenas a provedoras de serviços, como AT&T e Comcast.

Hoje, mecanismos de busca como Google, Yahoo e o novo Bing, da Microsoft, tornaram-se os guardiães da internet, e o papel crucial que eles desempenham dirigindo os usuários para os sites da rede implica que agora são um componente essencial de sua infraestrutura, como a rede física em si. A FCC precisa ir além da neutralidade na rede e incluir a “neutralidade na busca”: o princípio segundo o qual os mecanismos de busca não deveriam ser submetidos a políticas editoriais, com exceção da abrangência e da imparcialidade dos seus resultados, e basear-se exclusivamente na relevância.

A necessidade da neutralidade da busca é particularmente premente porque um único grupo, o Google, detém um poder de mercado enorme em suas mãos. Com 71% do mercado de buscas nos EUA (e 90% na Grã-Bretanha), o predomínio do Google tanto na busca quanto na publicidade das buscas confere à companhia um controle preponderante.

As receitas do Google superaram os US$ 21 bilhões em 2008, mas isso não é nada perto das centenas de bilhões de dólares das receitas de outras companhias, que o Google controla indiretamente mediante os seus resultados de busca e os links patrocinados.

Uma das maneiras pelas quais o Google explora esse controle é pela imposição de “penalidades” disfarçadas que podem atingir sites legítimos e úteis da rede, excluindo-os inteiramente de seus resultados de busca ou colocando-os tão em baixo nos rankings que, provavelmente, nunca serão encontrados. Foi assim que, durante três anos, o site de busca vertical e de comparação de preços da minha companhia, a Foundem, efetivamente “desapareceu” da internet.

Outra maneira pela qual o Google explora seu controle é mediante a colocação preferencial. Com a introdução, em 2007, do que chamou de “busca universal”, o Google começou a promover seus próprios serviços no topo ou perto do topo dos seus resultados de busca, passando por cima dos algoritmos que utiliza para classificar os serviços das outras. Agora, ele favorece seus próprios resultados de comparação de preços para pesquisas de produtos, seus próprios resultados de mapas para consultas de geografia, seus próprios resultados em matéria de notícias para consultas tópicas, e seus próprios resultados do YouTube para consultas sobre vídeo. E os planos declarados do Google de busca universal deixam claro que este é apenas o começo.

Como seu predomínio no mercado de busca global e sua capacidade de punir os concorrentes colocando seus próprios serviços no topo dos resultados de buscas, o Google dispõe de uma vantagem competitiva praticamente inatacável. E pode usufruir desta vantagem muito além dos limites das buscas de qualquer serviço que escolher. Sempre que faz isto, as companhias que estão atuando na internet são derrubadas, as que se estabeleceram recentemente são suprimidas e a inovação é ameaçada.

O tratamento dispensado pelo Google à Foundem asfixiou nosso crescimento e limitou o desenvolvimento da nossa tecnologia inovadora para buscas. A colocação preferencial do Google Maps contribuiu para tirar a MapQuest de sua posição de líder em serviços de mapeamento online nos EUA praticamente da noite para o dia. O preço das ações da TomTom, fabricante de sistemas de navegação, caiu cerca de 40% nas semanas que se seguiram ao anúncio do serviço gratuito de navegação por satélite, mais detalhado, do Google. E a RightMove, o portal líder para imóveis na Grã-Bretanha, perdeu 10% do seu valor de mercado no mês de dezembro, somente por causa do boato de que o Google planejava introduzir um serviço local de busca de imóveis.

Sem normas de neutralidade de busca para restringir a vantagem competitiva do Google, poderemos caminhar para um mundo sombriamente uniforme de Google Tudo – Google Viagens, Google Finanças, Google Seguros, Google Imóveis, Google Telecoms, e, evidentemente, Google Livros.

Alguns dirão que o Google é tão inovador que não devemos nos preocupar. Mas a companhia não é tão inovadora quanto as pessoas consideram em geral. Google Maps, Google Earth, Google Groups, Google Docs, Google Analytics, Android e muitos outros produtos Google baseiam-se em tecnologia que o Google adquiriu, e não que inventou.

Os próprios AdWords e AdSense, os motores econômicos extraordinariamente eficientes que determinaram o sucesso meteórico do Google, são essencialmente invenções emprestadas de outros: o Google adquiriu a AdSense com a compra da Applied Semantics em 2003; e a AdWords, embora desenvolvida pelo Google, é usada com licença de seus inventores, a companhia Overture.

O Google reconheceu imediatamente a ameaça à abertura e à inovação para o poder de mercado das provedoras de serviços da internet, e há muito tempo é um dos principais defensores da neutralidade da rede.

Mas, agora, enfrenta uma escolha difícil. Adotará a neutralidade de busca como extensão lógica da neutralidade da rede que protege realmente o igual acesso à internet? Ou tentará argumentar que o poder discriminatório de mercado é de certo modo perigoso nas mãos de uma companhia de telecomunicações ou a cabo, mas inócuo nas mãos de um mecanismo de busca esmagadoramente predominante? A FCC agora convida a comentar publicamente as normas de neutralidade de rede que propõe, de modo que ainda há tempo para convencer a comissão a ampliar o alcance de suas regulamentações. Particularmente, ela deveria garantir que os princípios de transparência e não discriminação sejam aplicados aos mecanismos de busca e também às provedoras de serviços. A alternativa é uma internet em que a inovação poderá ser esmagada à vontade por um mecanismo de busca todo-poderoso.

* Adam Raffé um dos fundadores da Foundem, empresa de tecnologia de Internet

Estadão

Google lança ‘Street View” no Brasil

Google lança serviço de imagens Street View no Brasil

Google Street View FiatClique na imagem para ampliar
Modelo Fiat Stilo foi adaptado para receber o kit de captura de imagens do Google Street View.

O Google anunciou nesta quinta-feira (2) que as cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro serão as primeiras do país a receberem o serviço Street View, que digitaliza imagens das ruas no serviço de mapas da empresa.

Essa ferramenta, disponível tanto no Google Maps quanto no Google Earth, permite que o usuário “navegue” por uma região, visualizando fachadas e outros elementos urbanos fotografados e transformados em um ambiente virtual.

A parceria do Google com a Fiat leva às ruas 30 carros modelo Stilo, adaptados para capturar as imagens enquanto circulam. Ao todo, nove câmeras instaladas no topo do carro fotografam os ambientes – as imagens são sincronizadas com um aparelho GPS e armazenadas em um computador embarcado no veículo.

O objetivo da empresa é digitalizar todas as ruas das regiões metropolitanas dessas cidades, o que resulta, segundo estimativas, em 1 milhão de quilômetros a serem percorridos.

Fotografando as ruasGoogle Street ViewClique na imagem para ampliar
Street View permite ao usuário visualizar imagens panorâmicas capturadas por veículos.

Segundo Marcelo Quintella, gerente de produtos do Google, a captura das imagens começa nesta quinta, mas não existe previsão de quando elas estarão disponíveis on-line. Depois de capturadas, as fotografias passam por tratamento e só depois são incluídas no sistema. A publicação das imagens de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro ocorrerá simultaneamente, segundo a empresa.

A lista das próximas cidades a serem digitalizadas não está definida. Segundo Quintella, a prioridade será atender o interesse do usuário, levando em consideração as principais cidades do país.

Interesse público

“O Street View tem uma dimensão de serviço público que não pode ser ignorada”, disse Alex Dias, diretor-executivo do Google no Brasil. Ele destaca que órgãos públicos poderão aplicar o Street View em projetos turísticos, por exemplo.

Outras situações citadas pelo Google envolvem soluções para o transporte urbano, como informações sobre roteiros de ônibus, e até segurança pública, como auxílio em ações de bombeiros ao atender emergências em locais desconhecidos.

O Street View existe desde 2007 e é alvo de críticas sobre invasão de privacidade em outros países, tendo “flagrado” pessoas em situações consideradas impróprias pelos usuários. Atualmente, o sistema aplica um filtro automático para preservar a identidade de pessoas e as placas de automóveis. O usuário que se sentir ofendido por alguma cena pode usar um formulário de reclamação disponível no próprio serviço: ele indica a imagem polêmica e explica sua reclamação.

Renato Bueno – G1