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Coronavírus: Como trabalhar em casa da maneira certa

Empresas de todo o mundo lançaram trabalho remoto obrigatório. Seja você um novato ou um veterano da WFH, eis o que você precisa fazer para se manter produtivo.

Google, Microsoft, Twitter. Hitachi, Apple, Amazon. Chevron, Salesforce, Spotify. Do Reino Unido aos EUA, Japão e Coréia do Sul, essas são todas as empresas globais que, nos últimos dias, implementaram políticas obrigatórias de trabalho em casa em meio à disseminação do Covid-19.

E é realista supor que a mudança para o ‘escritório em casa’ se tornará o novo normal para muitos de nós por um tempo, dado o anúncio de quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde de que o coronavírus atingiu oficialmente o status de ‘pandemia’.

Alguns funcionários trabalharão em casa pela primeira vez, o que significa descobrir como permanecer na tarefa em um novo ambiente que pode não ser adequado à produtividade. Mas existem maneiras de obter resultados e evitar enlouquecer, desde a criação de um bom espaço de trabalho até a maneira como você conversa com sua equipe.

Aumente a comunicação

Com coronavírus ou não, a chave para trabalhar em casa é uma comunicação clara com seu chefe – e saber exatamente o que você espera de você.

“Tenha expectativas muito claras para as comunicações dia a dia”, diz Barbara Larson, professora de administração da Northeastern University, em Boston, que estuda trabalho remoto. “Pergunte ao seu gerente se eles não se importam de ter uma ligação de 10 minutos para começar o dia e encerrar o dia. Muitas vezes, os gerentes simplesmente não pensam nisso.”

Empresas de pequeno e grande porte em todo o mundo começaram a implementar esquemas obrigatórios de trabalho remoto para promover o distanciamento social para impedir a expansão do Covid-19 (Crédito: Getty Images)

A maioria das pessoas passa seus dias nas proximidades de seu chefe, o que significa que a comunicação é fácil e sem esforço. Mas tudo fica fora da janela com o trabalho remoto, e a falha na comunicação é ainda mais provável se o seu local de trabalho não estiver acostumado a trabalhos remotos. Seu gerente pode não estar acostumado a gerenciar pessoas virtualmente, por exemplo, ou sua empresa pode não ter um conjunto pronto de ferramentas para trabalhadores remotos, como o aplicativo de bate-papo Slack ou o aplicativo de videoconferência Zoom, diz Larson.

Mas mesmo para os que estão acostumados, trabalhar em casa pode parecer desestruturado e isolado. No ano passado, um estudo com 2.500 funcionários remotos da agência de desenvolvimento de marcas online Buffer descobriu que a solidão era o segundo desafio mais relatado, vivido por 19% dos entrevistados. A solidão pode fazer com que as pessoas se sintam menos motivadas e menos produtivas.

Fora da vista, fora da mente pode ser um problema real para trabalhadores remotos – Sara Sutton
Então, quando você se comunica com seu chefe e equipe em casa, ajuda se o máximo possível puder ser uma comunicação “mais rica”, cara a cara e instantânea, Larson diz: videochamadas, Skype, Zoom.

“Fora da vista, esquecer pode ser um problema real para os trabalhadores remotos”, diz Sara Sutton, CEO e fundadora do FlexJobs, um site remoto de listagem de empregos. “Os melhores funcionários remotos chegarão regularmente a colegas e gerentes” através de uma variedade de ferramentas.

“Trate como um trabalho de verdade”

Existem também algumas dicas atemporais da WFH para recorrer. Por exemplo, só porque você pode descansar de pijama não significa que você realmente deveria. “Tome um banho e se vista. Trate-o como um trabalho de verdade ”, diz Larson.

Se você não possui um escritório em casa, faça o máximo possível para criar um espaço ad hoc personalizado, exclusivo para o trabalho. “Não ter um escritório em casa bem equipado quando [as pessoas] começam a trabalhar remotamente pode causar uma diminuição temporária da produtividade”, explica Sutton. Ela diz que monitores duplos, teclado e mouse sem fio a tornam mais produtiva em casa.

Um ciclista na Itália treina em casa em uma bicicleta ergométrica para evitar sair de casa, pois o país continua com um bloqueio nacional em meio à pandemia de Covid-19 (Crédito: Getty Images)

Então, em vez de deitar na cama com um laptop, tente algo mais deliberado. A solução pode ser algo tão simples quanto mover uma mesa de cabeceira para um canto longe das distrações, desligar o computador e sentar em uma cadeira ereta, como faria na mesa do escritório. No entanto, lembre-se do “pescoço tecnológico” e de outras necessidades ergonômicas.

Isso também serve como um sinal importante para quem mora com você de que você está no trabalho. “Crie limites dentro de sua casa que os membros de sua família entendam: ‘Quando a porta estiver fechada, finja que não estou lá'”, diz Kristen Shockley, professora associada de psicologia da Universidade da Geórgia.

Com um espaço de trabalho dedicado onde você pode se concentrar, fica mais fácil desbloquear os benefícios do trabalho remoto. Em uma pesquisa com 7.000 trabalhadores no ano passado pela FlexJobs, 65% disseram que são mais produtivos trabalhando em casa, citando benefícios como menos interrupções de colegas, políticas mínimas no escritório e redução do estresse no deslocamento.

“Seguimentos psicológicos”, como um exercício matinal de café ou tarde de 20 minutos, podem colocar você na mentalidade de trabalho correta
No entanto, também é importante reservar o seu dia. Naquela pesquisa do Buffer, a reclamação WFH mais citada foi a incapacidade de desconectar após o trabalho. Se você não pode se deslocar ou entrar e sair de um escritório físico, o que fornece limites mais claros para a jornada de trabalho, Shockley sugere “seguimentos psicológicos” que podem ajudar a colocar você na mentalidade certa: como um café de 20 minutos pela manhã e depois exercite-se logo após o trabalho para abrir e fechar o dia.

“Mesmo que o cuidado das crianças não seja um problema, ainda é fácil quando você está em casa [para pensar]: ‘tenho roupa para lavar, deixe-me fazer isso muito rápido'”, diz ela. “Você precisa se colocar em um estado de espírito que realmente está trabalhando”.

Evite sentir-se isolado

Mesmo assim, mesmo com essas ferramentas, a natureza imposta e abrupta da transição de um escritório para um ambiente doméstico pode deixar alguns problemas para se acostumar com a mudança.

“O coronavírus está empurrando todos para esse tipo de trabalho extremo em casa”, diz Nicholas Bloom, professor de economia da Universidade de Stanford, na Califórnia, que ministra palestras ao TED sobre trabalho remoto. Ele diz que existem dois tipos de trabalho em casa: trabalho a curto prazo ou ocasional em casa e trabalho permanente ou em período integral em casa. “É como comparar exercícios leves com treinamento de maratona”, diz ele.

O último ainda é bastante raro – Bloom diz que apenas 5% da força de trabalho dos EUA, por exemplo, informa que são trabalhadores remotos em período integral. Com o coronavírus, não está claro quanto tempo as pessoas ficarão em casa, o que apresenta problemas adicionais. Os pais, por exemplo, acharão mais difícil trabalhar se as crianças estiverem em casa porque as escolas estão fechadas, o que significa que uma comunicação próxima com os gerentes – que precisam entender – é vital.

Especialistas dizem que a comunicação de “alta fidelidade”, como videochamadas, enquanto trabalha em casa combate o isolamento, salvaguarda a unidade e a produtividade da equipe (Crédito: Getty Images)

O isolamento prolongado também pode impactar potencialmente no moral e na produtividade. É por isso que Larson sugere que as equipes tentem manter uma aparência de normalidade e camaradagem de maneiras não convencionais, como festas virtuais de pizza ou happy hours remotas, onde as pessoas discam e compartilham um coquetel no Slack ou Skype.

“É uma boa maneira de se relacionar – é meio estranho, mas todo mundo está se sentindo estranho, então é divertido”, diz Larson, descrevendo a mentalidade de “estamos todos juntos nisso”. “Isso adiciona um pouco de leveza e leveza ao ambiente difícil.”

Sutton também apóia a idéia de traduzir as atividades sociais no escritório para um ambiente online. “Comemore aniversários, elogie o público por metas alcançadas e projetos concluídos”, diz ela. “Arranje tempo para conversas casuais e bate-papo com ‘bebedouros’.”

“Mantenha o ânimo”

Não se engane, estes são tempos estressantes. Manchetes negativas, preocupação com entes queridos ou idosos e luta contra o desejo de entrar em pânico comprando papel higiênico podem colocar todos os e-mails de trabalho em resposta. Porém, quanto mais esforço você faz para se comunicar com os colegas, maior a chance de evitar sentimentos de isolamento, o que pode levar à depressão.

“No geral, um período curto de, digamos, duas a quatro semanas trabalhando em casa em tempo integral, acho que seria econômica e pessoalmente doloroso, mas suportável”, diz Bloom. “Um período mais longo de, digamos, dois ou três meses em tempo integral trabalhando em casa pode levar a sérios custos econômicos e de saúde”.

As soluções para as armadilhas do trabalho em casa incluem o máximo de interação online possível.

Ele concorda que as soluções para isso incluem o máximo de interação online possível através de videochamadas, check-ins regulares para gerentes – especialmente para os funcionários que moram sozinhos e que podem se sentir mais isolados – e reuniões regulares sem agenda, como agendar café ou uma bebida.

Se você é gerente, cabe a você fornecer uma comunicação clara e também é crucial manter o moral. “É fácil ficar estressado ou deprimido hoje em dia”, diz Larson. Se você é gerente, “reconheça que há estresse e dificuldade. Seu trabalho é ser líder de torcida da equipe. ”

Isso é particularmente importante se as pessoas acabam trabalhando em casa por mais de algumas semanas, o que é uma possibilidade distinta. “Estabeleça algum tipo de norma”, diz Larson. “Mantenha o ânimo das pessoas.”

Economia,Blog do Mesquita

Facebook e Google são investigados por práticas antitruste

Facebook,Google,Tecnologia,Redes Sociais,Internet,Blog do Mesquita

Nos Estados Unidos, procuradores-gerais de vários estados abrem inquéritos para apurar se gigantes da internet agiram de maneira irregular no mercado, sufocando a concorrência e ferindo os direitos dos consumidores.

As gigantes da internet Facebook e Google se tornaram alvo de investigações por suspeitas de violação da lei antitruste nos Estados Unidos, que apuram se as empresas agiram irregularmente para sufocar os concorrentes e ferir os direitos dos consumidores.

Alguns críticos acusam o Facebook de esmagar a concorrência adquirindo essas empresas concorrentes ou utilizando enormes somas para copiar os produtos que elas oferecem. Isso pode resultar na diminuição das opções de escolha para os consumidores.

Companhias menores podem acabar tendo que pagar mais para anunciar nessas plataformas, tendo menos chances de atingir seu público alvo entre os consumidores online.

As ações se juntam a outras iniciativas do governo americano para investigar as grandes companhias de tecnologia. As empresas que trabalham no desenvolvimento de redes sociais, buscas na internet, comércio eletrônico e outros setores tecnológicos vêm sendo constantemente acusadas de inflar sua participação no mercado, além de outras queixas, que incluem falhas nas políticas de privacidade aos consumidores.

Os dados pessoais dos usuários são considerados bens valiosos para essas companhias, que os utilizam para práticas comerciais e para aumentar seu poder de mercado.

“Estou iniciando uma investigação sobre o Facebook para determinar se suas ações colocam em perigo os dados dos consumidores, reduzem a qualidade das escolhas ou aumentam os preços dos anúncios”, disse nesta sexta-feira (06/09) a procuradora-geral de Nova York, Letitia James.

O inquérito liderado por Nova York inclui ainda outros sete estados – Colorado, Flórida, Iowa, Nebraska, Carolina do Norte, Ohio, Tennessee e o distrito federal de Columbia. “As maiores plataformas de rede social do mundo devem seguir a lei”, acrescentou James no Twitter.

Outro grupo de procuradores-gerais estaduais deve anunciar na próxima semana, em Washington, novas investigações sobre “comportamentos anticompetitivos que sufocaram a concorrência, restringiram o acesso e feriram os consumidores”, segundo informou na sexta-feira a procuradoria-geral do Texas. Segundo os jornais The Wall Street Journal e The Washington Post, o alvo dos inquéritos seria o Google.

Estima-se que essa investigação possa reunir procuradores-gerais de cerca de 40 estados. Os dois grupos encarregados das investigações incluem membros dos partidos Democrata e Republicano.

O descontentamento com a atuação das autoridades federais americanas pode ser considerado o fator que levou os estados a agirem e abrirem suas próprias investigações, possivelmente com a imposição de punições mais pesadas.

Recentemente, uma decisão da Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) de multar o Facebook no valor de 5 bilhões de dólares foi criticada por defensores dos direitos dos consumidores, além de algumas autoridades públicas, como sendo demasiadamente branda.

Na quarta-feira passada, o FTC impôs multas no valor de 170 milhões de dólares à plataforma de vídeos YouTube, que pertence ao mesmo grupo empresarial do Google, por coletar ilegalmente dados pessoais de crianças sem o consentimento dos pais. O valor também foi considerado baixo.

Há poucos meses, o Departamento de Justiça dos EUA abriu uma ampla investigação de práticas antitruste atribuídas às gigantes da tecnologia. A FTC e o Subcomitê Judiciário do Congresso americano também realizam inquéritos semelhantes.

O Facebook disse que deseja trabalhar “construtivamente” com os procuradores-gerais e que vê com bons olhos futuras conversas com as autoridades sobre a competição no mercado. O Google afirmou que acolhe a supervisão do governo para assegurar o cumprimento da lei por parte das empresas.

RC/ap/rtr

Google,Blog do Mesquita

7 funções do Google que você talvez não conheça

Google,Blog do MesquitaDireito de imagemGETTY
Image captionEntre as possibilidade que o Google oferece estão jogos como Pac-Man

Quantas vezes por dia você usa o Google?

Bem, mesmo que o use constantemente, é possível que você não conheça todas as funções secretas armazenadas pelo mecanismo de busca.

Aqui, mostramos sete delas:

1. Jogos de azar

Precisa fazer um sorteio ou tomar uma decisão aleatória?

O Google tem a resposta. Se você escrever “gerador de números aleatórios” verá aparecer um quadro em que é possível colocar um intervalo de números.

Cada vez que você clicar em “Gerar”, o sistema lançará um número aleatório

Imagem de recurso oferecido pelo Google para decidir a sorte com "cara e coroa"
Direito de imagem REPRODUÇÃO / GOOGLE

Cara ou coroa?
 

Se você quiser um pouco mais de emoção, com um pouco de suspense, escreva “spinner” no buscador e selecione a opção “Número” que aparece à direita. Uma roleta em que é possível inserir até 20 números aparecerá.

Clique em Spin e o Google irá girá-la para escolher o vencedor.

Escrevendo “cara ou coroa”, por sua vez, o Google lançará uma moeda para deixar tudo por conta do acaso.

2. Resolver problemas avançados de matemática

Se você digitar “calculadora” na barra de pesquisa, verá aparecer uma calculadora básica.

Mas se você precisar resolver exercícios mais complexos, pode escrever diretamente a fórmula e o Google executará a tarefa. Por exemplo, escreva esta equação e você verá como o buscador faz um gráfico automaticamente: cos (12x) + sin (8x).

Gráfico de equação matemática no GoogleDireito de imagem GOOGLE
O Google transforma equações matemáticas em gráficos

3. Converter medidas e moedas

Escreva “conversor de medidas” e você verá uma calculadora que permite comparar as diferentes medidas de comprimento, área, temperatura, volume etc.

Se você escrever “conversor de moedas”, poderá comparar as moedas de diferentes países.

4. Marcar a batida de uma música

Se você é músico, esta função será muito útil para marcar o tempo de uma melodia.

Escreva “metrônomo” e você verá que aparece um no qual você pode ouvir e aumentar ou diminuir o número de batidas por minuto.

Imagem mostra integrantes de uma banda tocandoDireito de imagem GETTY
É possível usar o Google para buscar covers das suas músicas favoritas

5. Encontrar versões de suas músicas favoritas

Escreva o nome de um artista e uma de suas músicas.

Na caixa de resultados, você verá a opção “Outras gravações desta música”. Clique neste link e uma lista de vídeos do YouTube será exibida com artistas que fizeram covers da música.

Tente, por exemplo, escrever: “John Lennon Imagine”.

6. Faça uma pausa

Você está ansioso ou estressado? Escreva “exercício de respiração”.

Aparecerá um quadro azul que, durante um minuto, lhe ajudará a inspirar e expirar de forma harmoniosa, para oxigenar seu cérebro e recuperar sua calma.

Imagem mostra exercício de respiração disponibilizado pelo GoogleDireito de imagem REPRODUÇÃO / GOOGLE
Se você está estressado ou ansioso há um recurso que pode servir para você

7. Divirta-se com videogames

Escreva “Google Pacman” para jogar o clássico jogo de comer bolinhas. Busque também as palavras “Atari Breakout” e clique no link para jogar um videogame retrô da Atari. Se você escrever “Snake”, poderá tentar o clássico jogo da cobra.

Bônus: jogue com o dinossauro

O que acontece quando a conexão com a internet cai? Um dinossauro pixelado aparece e você imediatamente fecha a página.

Na próxima vez que isso acontecer, aperte a barra de espaço e você verá que o dinossauro começa a correr. Continue pressionando a barra para saltar e escapar dos obstáculos.

Isso não resolverá o problema de conexão, mas talvez ajude o tempo a passar mais rápido enquanto você não fica novamente online.

Os fiascos tecnológicos de 2018

Os fiascos tecnológicos de 2018

Os problemas das grandes plataformas marcaram um ano em que a realidade virtual e os carros autônomos não se desenvolveram como esperado

É um ano fácil para encontrar falhas tecnológicas. O Financial Times escolheu “techlash” como a palavra do ano, que define como: “A crescente animosidade pública contra as plataformas tecnológicas do Vale do Silício e seus equivalentes chineses”.

Barack Obama ganhou a presidência dos estados em 2008 graças a “internet”. Em 2007, o Facebok foi o “fenômeno interno ” . Apenas dez anos depois, “internet” são as “redes”. E se Donald Trump ganhou a eleição graças ao Facebook, o significado que ele tem é completamente diferente.

1. Os cinco pontos do Facebook

Em 2017, Mark Zuckerberg viajou pelos Estados Unidos: ordenhando vacas, bebendo chá, dirigindo um trator. Os rumores do presidente Zuckerberg eram comuns. Em 2018, esses rumores desapareceram. Facebook ainda é um produto de sucesso, mas a marca começa a ser tóxico: há engenheiros que vêem a empresa como um menos do que o lugar ideal para trabalhar, outras grandes empresas que têm colaborado com o Facebook agora se distanciar.

Cambridge Analytica , os russos , o seu papel em Mianmar e outros países em desenvolvimento, a perda de dados, a falta de preocupação com a privacidade de seus usuários são cinco grandes manchas que o Facebook leva 2018.

Na Wired contamos 21 escândalos para o Facebook em 2018 e no Buzzfeed , 31 manchetes ruins.

2. Mulheres e China contra o Google

O Google tem sido poupado das críticas públicas por privacidade. Mas houve duas grandes revoltas internas.

Primeiro, contra um projeto chamado Dragonfly para abrir seu mecanismo de busca censurado para o mercado chinês. O Intercept publicou em agosto o projeto interno do Google, que seria lançado entre janeiro e abril de 2019. Em 11 de dezembro, o CEO do Google, Sundar Pichai, disse no Congresso dos EUA que eles não tinham esses planos “agora mesmo”. . O Intercept liberou dias após o projeto ter sido “efetivamente finalizado”.

Em segundo lugar, os protestos dos funcionários na sede mundial pelo tratamento que foi dado aos homens que deixaram a empresa acusados ​​de abuso sexual. O caso que levantou os escândalos foi Andy Rubin, o chamado “pai do Android”. Ele foi demitido por forçar um funcionário a fazer sexo oral, mas ele recebeu 90 milhões de dólares.

O Google também teve que abandonar dois projetos de inteligência artificial com o Pentágono. Seus funcionários não querem ajudar a fabricar armas.

Sem mencionar o Google+.

3. Elon Musk joga sozinho

Elon Musk come separadamente. Procure por novos problemas que são adicionados a todos que você precisa para conseguir carros Tesla suficientes.

Musk afirma ser um presidente executivo peculiar. Sua derrapagem de 2018 foi um tweet onde ele disse que iria privatizar Tesla e que ele já tinha o dinheiro. As ações da empresa dispararam. Isso é ilegal e ele foi sancionado sem poder ser CEO por três anos e com 20 milhões de dólares. “Valeu a pena”, disse ele em novembro.

Enquanto isso, ele ligou para um dos submarinistas britânicos que ajudaram a remover as crianças da gruta tailandesa em julho e que desprezavam sua oferta de um submarino para o resgate como “pedófilo”. Ele o denunciou por difamação.

Musk tem algo de Trump. Ele diz o que ninguém diz em sua posição. Seu grande desafio é tornar a Tesla um fabricante de carros elétricos e autônomos que pode ser melhor do que BMW, Audi, Google ou Uber.

Em dezembro, soube-se que ele dispensava os engenheiros gritando por erros que não cometiam e sem saber o que eram chamados.

4. Amazon teases

Em 2018, a Amazon teve que dar um grande salto em sua organização interna: o estabelecimento de sua segunda sede, depois de sua sede em Seattle. Havia milhares de empregos e prefeitos e governadores de 238 cidades disputavam acordos sobre tratamento tributário, infraestrutura e outros benefícios.

A Amazon ficou em falta e gostou da atenção da mídia. Que lugar remoto aproveitaria a Amazon para crescer? No final, a solução era óbvia. A Amazon foi para Nova York e Washington, os dois centros de poder mais óbvios. Para tanto, não foi necessário tanto concurso.

5. Huawei e Kaspersky, defenestrados

Os Estados Unidos anunciaram que seu governo não trabalharia com componentes da Huawei . Um tribunal federal indeferiu uma reclamação da empresa de antivírus da Kaspersky para poder retornar ao trabalho em redes governamentais. Ambos são acusados ​​de estar próximos demais dos governos de seus países: China e Rússia.

Ambas as empresas negam as acusações. No momento, eles são os maiores exemplos da nova realidade em que a internet global é mais difícil.

6. Carros autônomos não chegaram

A eterna promessa de autonomia real deve esperar até 2019. E será apenas em áreas específicas. Uber passou nove meses sem seus carros sem motorista circulando depois que um deles matou uma pessoa no Arizona. O retorno foi em meados de dezembro e com as condições: em menor velocidade, com dois pilotos no veículo por algum revés.

7. E a realidade virtual? Tão ruim quanto o aumentada

A saída do chefe do Oculus, Brendan Iribe, do Facebook e a falta de emoção com os óculos aumentados de Magic Leap deixaram o ceticismo. O setor aguarda a chegada na primavera da nova Oculus Quest. A eterna promessa da realidade virtual começa a se desgastar.

Fonte: elpais.com

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Com novos serviços, Yandex pode expulsar Google do território russo

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O gigante da internet russo Yandex já abocanhou uma parcela significativa do mercado de transporte e pagamentos on-line do país. Neste ano, porém, a empresa superou as expectativas com seu novo telefone sem Android e uma dúzia de novos produtos.

Muitos dos produtos do Yandex competem diretamente com o Google. Um novo smartphone, o Yandex Phone, lançado pela empresa em dezembro, possui uma tela de 5,65”, 64 GB de armazenamento, câmera frontal de 5 MP e custa apenas US$ 270. Entretanto, seu verdadeiro objetivo é promover os próprios serviços da empresa, em vez dos aplicativos para Android que são padrão do Google.

O Yandex não é a primeira empresa a tentar superar a gigante da tecnologia norte-americana: a Samsung e a Microsoft, por exemplo, já tentaram substituir os serviços do Google com seus próprios serviços e sistema operacional.

A empresa russa, no entanto, goza de uma vantagem que as outras não têm: seu motor de busca, serviço de delivery e compartilhamento de carros, e outras funcionalidades já são muito populares na Rússia.

É por isso que, segundo os especialistas do setor, os usuários poderiam estar mais interessados ​​em comprar o Yandex Phone do que um smartphone com aplicativos da Microsoft ou da Samsung. O novo dispositivo, porém, não é a única arma secreta que a empresa criou em 2018.

Plataforma Yandex.Cloud

Esse novo serviço permite que as empresas desenvolvam e ofereçam suporte a apps on-line usando as tecnologias e a infraestrutura do Yandex.Tecnologia,Rússia,Internet,Yandex,Google,Blog do Mesquita 2

Yandex
Lançada em setembro, a plataforma foi testada por mais de 50 empresas russas e internacionais, incluindo o Tinkoff Bank e a companhia aérea S7 Airlines.

A nuvem fornece acesso às ferramentas do desenvolvedor, bem como aos serviços baseados em inteligência artificial do Yandex, como reconhecimento de voz e tradução automática.

Um novo mercado

A empresa já tem uma loja, Yandex Market, que vai de vento em popa. Atualmente, a plataforma conta com 20 milhões de usuários mensais, oferecendo roupas, livros, brinquedos e outros itens de 150 varejistas on-line. Em 2018, no entanto, o Yandex também lançou duas novas plataformas de e-commerce.

A primeiro, o Beru (“Vou levar”, em russo), apresenta mais de 1.000 varejistas e disponibiliza vendas em várias categorias, que vão desde utensílios domésticos até cosméticos. A segunda, Bringly, realiza remessas internacionais e entrega gratuita para todos os produtos comprados da Turquia, da China e da Letônia.

Pagamento de combustível

Embora seja um nicho incomum para uma empresa de tecnologia, em 2018, o Yandex introduziu um novo recurso em seu Yandex.Navigator, um app que ajuda os motoristas na Rússia a traçar rotas e buscar vagas para estacionar.Tecnologia,Rússia,Internet,Yandex,Google,Blog do Mesquita 2Foto Evgeny Biyatov/Sputnik

Agora, os usuários podem também pagar pelo reabastecimento do tanque, com milhares de postos de gasolina no país conectados ao aplicativo. Para usar o recurso, é preciso escolher a categoria “pagamento do posto de gasolina”, e o aplicativo mostra os estabelecimentos credenciados mais próximos.

Ao chegar ao local selecionado, o próprio serviço pede para inserir o tipo de combustível e a quantidade.

Integração com WeChat Pay

A China não é um país fácil para empresas de tecnologia internacionais, e o Yandex está tentando ter sucesso onde o Google falhou: conquistar os usuários chineses, porém em seu próprio território.

Cerca de 1,5 milhão de turistas chineses visitam a Rússia anualmente. Eles costumam ficar felizes ao encontrar uma opção de pagamento familiar, e o Yandex integrou o WeChat Pay chinês em seus serviços.

Delivery de comida

O Yandex não oferece apenas serviços de entrega de alimentos, que conectam usuários a restaurantes em 24 cidades da Rússia.

No início deste ano, a empresa também adquiriu um serviço de entrega de kit para refeições chamado Food Party.Tecnologia,Rússia,Internet,Yandex,Google,Blog do Mesquita 2

Foto AFP
A empresa lançou o Yandex.Eats depois de adquirir o serviço Foodfox e após a fusão do Yandex.Taxi com a Uber na Rússia.

O serviço também trabalha com redes locais e internacionais, como McDonald’s, Shake Shack, TGI Friday’s e Papa John’s. Em 2018, a empresa russa comprou ainda um agregador de cupons, ajudando a encontrar pechinchas em supermercados.

E em 2019? No ano que vem, aparentemente, a empresa planeja continuar sua expansão com corridas de táxis autônomos: carros sem motoristas já estão sendo testados em Skôlkovo e Innopolis, os principais polos tecnológicos da Rússia.

Google,Protestos,Berlim,Tecnologia

A batalha perdida da Google em Berlim

Gigante da internet amarga derrota ao desistir de campus na capital alemã. Empresa enfrentou resistência de moradores, que lutam contra a especulação imobiliária e gentrificação.Google,Protestos,Berlim,Tecnologia

Em setembro deste ano, ativistas ocuparam o imóvel que abrigaria o campus da Google em Berlim

A gigante da internet Google gosta de passar uma imagem positiva de boa empregadora, preocupada com o bem estar de seus funcionários e das cidades onde possui sede. A empresa, porém, segue à risca as regras de mercado voltado ao lucro. Na Europa, já recebeu multa bilionária por abuso de poder econômico ao violar regras de concorrência no serviço de compras online; e é também é acusada burlar o pagamento de impostos.

Diante dessas acusações, a Google vem enfrentando alguns embates no âmbito europeu. Mas a gigante não foi confrontada no velho continente somente em aspectos legais. Berlim foi palco de uma de suas maiores batalhas nos últimos dois anos, e onde a empresa amargurou uma grande derrota.

O conflito começou em 2016, quando a Google anunciou que abriria um campus para abrigar start-ups na cidade. O local escolhido foi Kreuzberg, um dos bairros do momento na capital berlinense, mas também um dos que mais sofre com a gentrificação – o processo de valorização de áreas urbanas que se reflete na explosão dos valores dos aluguéis, dificultando a permanência de moradores antigos.

Em 2017, a capital da Alemanha foi a cidade do mundo onde o preço dos imóveis mais subiu, um aumento de 20,5%. Essa tendência se reflete também nos aluguéis. Em apenas sete anos, os valores dos aluguéis subiram 71%. Apenas entre 2016 e 2017, esse aumento foi de 12%. 

Ao escolher a região, a Google se esqueceu, ou ignorou, a longa história de resistência dos moradores de Kreuzberg contra essa transformação, quase sempre nociva para a pluralidade social.

O anúncio da empresa acendeu a luz vermelha da paciência dos moradores do bairro, que se uniram para protestar contra os planos da Google. São pessoas que estão sofrendo na pele as mudanças. Antigos moradores e estabelecimentos comerciais tradicionais estão sendo obrigados a deixar imóveis por não poderem mais pagar o preço pedido no aluguel. Há casos em que o aumento ultrapassa 400%.

O temor de muitos era que, com a vinda da Google para a região, esse processo de exclusão social aceleraria ainda mais. Para tentar reverter isso e mostrar a insatisfação popular, várias manifestações contra o plano da gigante americana foram organizadas desde então. Em setembro deste ano, a resistência atingiu seu ápice. Cerca de 70 ativistas ocuparam por algumas horas o imóvel de 3 mil metros quadrados.

O barulho e a resistência contra a empresa foram tanto que a Google anunciou há cerca de duas semanas que estava desistindo de abrir um campus em Berlim. Como já havia alugado o imóvel, a Google resolveu ceder, então, o espaço para duas iniciativas sociais, uma delas que ajuda crianças e adolescentes em situação de emergência.

Em sua retirada estratégica, a empresa se comprometeu a arcar com os custos do aluguel para ajudar as iniciativas nos próximos cinco anos, depois disso, elas terão que se manter com os próprios esforços. Sem reconhecer a derrota, a empresa alegou que já planejava há tempos destinar o espaço para causas sociais.

A desistência da Google é mais uma vitória dos ativistas berlinenses que lutam contra a gentrificação. Após a decisão, a secretária da Economia de Berlim, Ramona Pop, lembrou que crescimento econômico é importante, porém, não a qualquer preço e precisa respeitar o meio ambiente e fatores sociais.

No caso, abre-se espaço para o argumento que a retirada da empresa seria ruim para cidade, que perderia empregos, porém, se as intenções da Google fossem as melhores, a gigante poderia ter escolhido algum bairro mais afastado e com menor tensão social para abrigar seu campus, onde há espaço e aceitação suficientes.

Clarissa Neher trabalha como jornalista freelancer para a DW Brasil e mora desde 2008 na capital alemã. Na coluna Checkpoint Berlim, publicada às segundas-feiras, escreve sobre a cidade que já não é mais tão pobre, mas continua sexy.

Google, GMail e Hackers

Google revela métodos preferidos dos hackers para invadir contas do Gmail

Google

Ferramentas do Google podem tornar mais eficiente o Gmail UNSPLASH

Maior risco é o mesmo da década passada: entregar a senha sem perceber que está num site falso. 

A pegada digital dos usuários da Internet abrange redes sociais, registros financeiros e informações de caráter sensível, como fotos, guardadas em serviços de armazenamento na nuvem. Frequentemente, um endereço de email é o único respaldo de tudo isso. Encontrando a senha ou as perguntas de segurança para a sua recuperação, hackers podem baixar todos os dados da vítima, limpar sua conta bancária e apagar as cópias de segurança.

Personalidades como o presidente da França, Emmanuel Macron, a política norte-americana Sarah Palin e a agência de notícias Associated Press, dos EUA, já sofreram o sequestro de suas contas on-line. Mesmo assim, apesar da crescente preocupação dos usuários com a segurança, as recomendações dos especialistas continuam voltadas para medidas preventivas que as vítimas poderiam adotar, e poucas vezes para a raiz do problema: como se dão as grandes violações da segurança digital, onde os delinquentes compram as listas de senhas roubadas e quais são os métodos preferidos dos hackers.

Partindo dessa premissa, o Google, em colaboração com a Universidade da Califórnia em Berkeley, analisou durante um ano o ecossistema de roubos e de compra e venda de senhas nos mercados negros da Deep Web, identificando 788.000 vítimas potenciais dos keyloggers, programas que capturam o que o usuário tecla ou o que ele vê na tela, enviando esses dados a um servidor externo controlado pelo hacker. Há também 12,4 milhões de vítimas potenciais dos kits de phishing, a prática de enganar o usuário para que ele digite sua senha em sites falsos controlados pelos bandidos, e 1,9 bilhão de senhas expostas por falhas de segurança que são vendidas nos mercados negros.

Classificados por seu risco, detectamos que o ‘phishing’ é a maior ameaça, seguida pelos ‘keyloggers’ e as violações de segurança em serviços de terceiros

Segundo os investigadores, entre 12% e 25% dos ataques de phishing e keylogger resultaram na obtenção de uma senha válida para acessar a conta da vítima no Google. Mas os deliquentes cibernéticos vão além e usam ferramentas cada vez mais sofisticadas para tentar obter o número de telefone, a direção IP e a geolocalização do usuário, a fim de burlar as medidas de segurança que os sites adotam.

“Classificados por seu risco, detectamos que o phishing é a maior ameaça, seguida pelos keyloggers e as falhas de segurança em serviços de terceiros”, concluiu o Google em seu estudo. As violações dos sistemas de segurança, como a sofrida pelo Yahoo, afetam diretamente a segurança das contas do Gmail e de outros serviços. Segundo o estudo, entre 7% e 25% das senhas obtidas coincidem com a estabelecida no Gmail, porque os usuários tendem a reutilizar as mesmas combinações.

O Brasil está entre os 10 países mais afetados pelas grandes falhas de segurança, sendo líder mundial nos ataques de keyloggers (18,3% do total de vítimas), segundo a investigação.

A educação do usuário é a melhor iniciativa para aumentar a sua segurança

A autenticação em dois passos e as medidas de segurança adicionais incorporadas por serviços como Gmail podem evitar o sequestro imediato das contas quando os hackers obtêm a senha, mas nem sempre isso é suficiente. Os delinquentes podem contar com ferramentas para interceptar os SMSs de verificação em dois passos ou a geolocalização do dispositivo. É preferível empregar métodos de autenticação exclusivos, como o Google Authenticator ou a verificação através de aplicativo oferecida pelo Twitter em iOS e Android.

Embora a verificação em dois passos seja a solução mais eficaz e imediata, o Google detectou que apenas 3,1% das vítimas que recuperaram sua conta habilitaram essa proteção contra futuros sequestros. “A educação do usuário é a melhor iniciativa para aumentar sua segurança”, dizem os investigadores.

Os leitores de impressões digitais e o inovador sistema de reconhecimento facial incorporado no novo iPhone X são as melhores opções para implementar uma segunda verificação forte, única e dificilmente violável pelos hackers. Além disso, não exige uma conscientização e instrução prévia do usuário, porque é programado para aparecer assim que o celular é ligado.

8 passos para apagar seus rastros na internet

A internet não tem memória curta

Tecla "delete"Direito de imagemGETTY IMAGES

A internet é como uma memória infinita, eterna e coletiva que guarda tudo: de suas buscas mais vergonhosas a comentários e fotos inapropriadas.

Muitas vezes nem sequer nos lembramos de tais momentos – afinal, quem é que se recorda do perfil no MySpace ou de mensagens no Facebook enviadas há dez anos?

Mas a verdade é que, a não ser que façamos alguma coisa, nossas recordações digitais ficarão no cyberespaço para sempre.

Com alguns passos simples, porém, é possível evitar que nosso passado digital nos persiga.

Mais precisamente, oito passos:

Google

Google é o ‘rei’ das buscas online, mas não se esqueça de buscar a si mesmo nos concorrentes – os resultados podem te surpreender…1. Busque-se nas ferramentas de busca 

O primeiro passo antes de qualquer limpeza na internet é ter muito claro o que quer eliminar. Você pode começar com uma busca por seu nome e sobrenome no Google e analisar os resultados que aparecem. Inclua também outros buscadores, como Bing, Yahoo, Bipplex e Ask, por exemplo. Quanto mais, melhor.

É possível que você não encontre todas as menções de primeira e que precise fazer uma busca mais profunda. Mas dedique tempo.

Uma vez que encontre o que deseja apagar, acesse diretamente as plataformas e páginas da web onde está o conteúdo postado por você. E comece a limpeza.

2. Releia suas mensagens

CelularDireito de imagemGETTY IMAGES
Além do WhatsApp, que outras plataformas você já usou para mandar fotos e mensagens?

É importante revisar mensagens, incluindo plataformas que já não utiliza, para assegurar-se de que não está deixando para trás algo que possa te deixar em apuros.

Estamos falando, é claro, de aplicativos de mensagens, mas também de redes sociais e fóruns.

Mesmo os locais em que você não usou seu nome real.

3. Apague suas contas em redes antigas

Logo do MySpaceDireito de imagemGETTY IMAGES
O que será que aconteceu com aquela conta do MySpace que você não acessa há anos?

Você se lembra do MySpace? Foi lançado em agosto de 2008. Antes de Instagram, Facebook, Twitter e Snapchat se alçarem como favoritos, o site era o espaço escolhido por muitos internautas para o compartilhamento de fotos.

Portanto, fotos do seu passado ainda podem continuar na rede, como algumas da cantora Taylor Swift e do ator Tom Hardy, para a alegria dos fãs deles.

O MySpace continua ativo – e tem 38 milhões de usuários.

A exemplo dele, há dezenas de ferramentas “antigas” que ainda existem. As plataformas fotográficas Fotolog e Flickr, as redes sociais Hi5 e Faceparty e apps de relacionamento são alguns exemplos.

Muitos sofreram grande êxodo com a chegada de novos sites e redes sociais, mas ainda podem servir de baú do “tesouro” de fotos embaraçosas. Revise estes perfis.

4. Troque de nome

ArrobaDireito de imagemGETTY IMAGES
Se você não quer ter que apagar depois todas as mensagens que já escreveu em fóruns online e sites, use um pseudônimo que não seja de fácil identificação

Muitas sessões de comentários em sites são geridos por gigantes da internet, como o Facebook e o Disqus – este último anunciou, em 2012, que sofreu um grande ataque de hackers.

Se você usou seu nome real em alguns fóruns e sites, e não quer eliminar todos os comentários que já fez, pode optar por trocar seu nome e a foto associada ao seu perfil.

Escolha um pseudônimo que ninguém possa identificar.

5. Ponha em prática o ‘direito ao esquecimento’

Cabo atado a um dedoDireito de imagemGETTY IMAGES
Revise as leis existentes e exija o direito de desaparecer de certos sites de busca

Em alguns países, as empresas de internet têm que cumprir com uma série de normas que garantem ao usuário o “direito ao esquecimento”.

O Tribunal de Justiça da União Europeia determinou em maio de 2014 que Google, Bing e outros buscadores devem permitir que os internautas escolham se querem que sejam apagados os resultados que aparecem em buscas relacionadas a eles.

Postagens antigas nas redes sociais, por exemplo, podem ser ocultadas dos resultados de buscas.

Isso pode ser especialmente útil se a pessoa está buscando emprego, já que cada vez mais as empresas fazem buscas online sobre os candidatos.

Essa medida também é importante para vítimas de violência doméstica (os agressores muitas vezes continuam perseguindo a vítima) e para pessoas com condenações prescritas ou penas já cumpridas.

Alguns lugares onde já houve decisões judiciais garantindo o “direito ao esquecimento” são México, Brasil e Colômbia. Portanto, pesquise as leis e exerça o seu direito.

6. Peça que eliminem sua conta

FacebookDireito de imagemGETTY IMAGES
Facebook é obrigado a oferecer a possibilidade de o usuário eliminar a conta por completo, se assim desejar

Algumas redes sociais complicam o procedimento ao usuário que quer apagar a conta de forma permanente. Em troca, oferecem desativar “temporariamente”.

Mas se você quer que o serviço de “limpeza” seja efetiva, o melhor é apagar a conta por completo.

O Facebook tem uma página com essa finalidade. No caso do Twitter, a eliminação é concluída depois de 30 dias.

Ao eliminar as contas do Facebook e Twitter, suas publicações desaparecerão. No entanto, algumas cópias podem continuar aparecendo nos resultados dos buscadores.

7. Proteja suas contas

Telefone com imagem de cadeado na telaDireito de imagemGETTY IMAGES
Uma senha mais complexa pode ajudar a proteger a conta

O material que compartilhamos por meio de mensagens privadas – como no WhatsApp e no Messenger – geralmente é mais sensível e confidencial do que o que publicamos em fóruns e redes sociais.

É sempre uma boa ideia proteger essas contas com contrassenhas complexas e originais. Se a página na web te dá esta opção de senha adicional, faça a verificação e siga os passos.

Assim, será muito mais difícil para outros entrarem na sua conta sem permissão, pois precisarão da contrassenha, além da senha inicial de acesso ao celular.

8. Um conselho final…

Nada do que você compartilha na internet é completamente privado. Uma vez publicado, nem sempre poderá ser eliminado.

Há, inclusive, sites como o Wayback Machine, que permitem “viajar no tempo” por meio de arquivos antigos da web. Isso inclui blogs e fóruns de internet.

Se você quer estar a salvo, tente não publicar conteúdos dos quais possa se arrepender posteriormente. E, de vez em quando, faça uma boa “limpeza” dos rastros deixados na rede.

O Google Earth mapeia a Amazônia

Mapa interativo permite monitorar áreas desmatadas, demarcações indígenas e conhecer melhor a região.

Captura da tela da plataforma 'Eu sou Amazônia' do Google Earth.
Captura da tela da plataforma ‘Eu sou Amazônia’ do Google Earth.

O Google lançou nesta terça-feira uma plataforma com mapas interativos da Floresta Amazônica. A nova ferramenta permite monitorar áreas desmatadas e conhecer melhor as  580 terras indígenas demarcadas no Brasil. Baseada no Google Earth – ferramenta de mapas e imagens de satélite do Google –, a plataforma Eu sou Amazônia traz, além dos mapas, um conteúdo interativo com 11 vídeos com as histórias dos moradores da floresta, de indígenas a quilombolas.

O embrião desta plataforma surgiu em 2007, quando o cacique Almir Suruí, da tribo Suruí, abriu o Google Earth em um café num centro urbano. Ali ele se questionou por que não havia informações sobre a Amazônia. No ano seguinte, Almir Surui foi até o Vale do Silício, na Califórnia, e bateu à porta do Google propondo uma parceria para combater o desmatamento e mapear o estoque de carbono em suas terras. De lá para cá, a companhia foi desenvolvendo a tecnologia necessária para mapear todas as áreas indígenas da Amazônia. “Para mim, tecnologia serve para isso: transformar o sonho em realidade”, disse Almir durante o lançamento. “A floresta não é só dos povos indígenas. É patrimônio de todo povo brasileiro e do mundo”.

As informações foram levantadas e reunidas pelo Instituto Socioambiental (ISA), que produziu um verdadeiro atlas das terras indígenas brasileiras. Dos 11 vídeos, nove foram feitos pelo diretor Fernando Meirelles (Cidade de Deus), e dois tiveram produção feita pelo ISA. Os recursos da plataforma permitem que o usuário suba a trilha do Yaripo, no Pico da Neblina, com os Yanomami ou caminhe pelo parque indígena do Xingu, por exemplo. Também é possível observar a evolução do desmatamento da floresta amazônica a cada dez anos, a contar a partir de 1984.

A plataforma também aborda os municípios da região que estão na lista do Governo como aqueles que devem controlar o desmatamento ilegal da floresta. É possível conhecer melhor a cidade de Paragominas, no Pará, que está mudando a sua geografia desde que adotou um pacto para o controle do desmatamento. O município chegou a ocupar o primeiro lugar na lista negra de desmatamento feita pelo Ministério do Meio Ambiente, posição que trouxe diversas sanções econômicas. Hoje, a cidade trabalha para se tornar a primeira cidade verde da região.

Um dos projetos de Paragominas é a chamada pecuária verde, que prevê aumentar a produtividade dos rebanhos, recuperando, ao mesmo tempo, as matas nativas. A plataforma apresenta os pontos onde a pecuária verde está sendo implantada e compara, no mapa, com a área destinada à pecuária extensiva. Isso porque se estima que 60% da área destruída da Floresta Amazônica foi transformada em pastos. Algo equivalente ao território da Espanha. “Não seria exagero dizer que o desmatamento pode estar no seu prato”, diz o texto ao lado do mapa.

Os vídeos ajudam a ilustrar em imagens o que o mapa tenta mostrar na geografia. São histórias como as dos povos Temembé e Paiter Suruí, que usam tecnologias de monitoramento para proteger seus territórios da exploração ilegal e dos desmatamento. Também é possível conhecer a luta das mulheres Yawanawá, que restauraram seu legado cultural por meio do empoderamento feminino, conquistando um espaço na indústria global de cosméticos. Ou aprender sobre a cadeia de produção de alimentos originais da Amazônia, como a casatanha-do-pará e o açaí.
ElPais

Algorítimos irritam usuários da Internet

Internet se rebela contra a ditadura dos algoritmosInternet se rebela contra a ditadura dos algoritmos

Facebook e Google corrigem seus sistemas de inteligência artificial para mostrar a seus usuários uma visão de mundo mais rea

Pressionado pela crise das notícias falsas, o Google reagiu com mudanças em sua joia da coroa, os algoritmos de busca: a partir desta semana darão mais peso às páginas consideradas mais confiáveis e tornarão menos visíveis os conteúdos de baixa credibilidade.

Depois de meses de testes, as melhorias anunciadas pretendem evitar que os primeiros lugares das buscas continuem exibindo páginas que negam o Holocausto, divulgam mensagens vergonhosas contra as mulheres ou difundem boatos como o de que Barack Obama prepara um golpe de Estado contra Donald Trump.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Com o mesmo objetivo, o Facebook começa a permitir aos usuários que denunciem informações duvidosas. A partir desta semana, também passa a mostrar abaixo delas notícias confiáveis sobre o mesmo tema e também links para sites de checagem de dados.

A divulgação de mentiras, informações muito tendenciosas, rumores e boatos foi protagonista nas campanhas do Brexit e das eleições presidenciais nos EUA e colocou sob escrutínio os algoritmos de Google e Facebook, acusados de favorecer a divulgação de notícias falsas e a criação de bolhas ideológicas.

Isso porque as redes sociais mostram na timeline de cada usuário o que seus algoritmos intuem que a pessoa vai gostar, favorecendo notícias que confirmam sua visão de mundo diante das que questionam suas ideias, segundo adverte o relatório do projeto REIsearch, patrocinado pelo Atomium (o Instituto Europeu para a Ciência, Meios de Comunicação e Democracia), que acaba de lançar uma grande pesquisa pública para questionar os europeus sobre este e outros impactos da nova geração de tecnologias da Internet.

“Culpar as redes sociais pelas bolhas ideológicas é um paradoxo. Ampliam a visão dos usuários para além de seu entorno mais próximo, mas não resolveram um problema que já existia, porque seus algoritmos ainda não são suficientemente bons”, afirma David García, pesquisador da área de ciências sociais computacionais na Escola Politécnica Federal de Zurique.

Ali ele analisa se o conteúdo emocional das notícias falsas contribuiu para aumentar sua difusão. E destaca que os algoritmos podem detectá-las melhor se forem alimentados com dados sobre como são compartilhadas as notícias nas redes sociais.

Monitorar os usuários

“A pesquisa sobre as redes sociais permite identificar os usuários que compartilham notícias não verazes. Um algoritmo poderia detectar que uma notícia está sendo compartilhada por muitos desses usuários e classificá-la como possivelmente falsa”, afirma David García. “Imagino que o Google esteja fazendo algo parecido para melhorar seu algoritmo, mas o problema é que não sabemos o que é.”

Em 2015, um grupo de cientistas do Google publicou um artigo de pesquisa no qual explicava um novo método para avaliar a qualidade dos sites em função da veracidade dos dados que contém, em vez do método tradicional do buscador, que determina a popularidade de um site combinando uma multiplicidade de sinais externos, como o número de links para ele a partir de outros sites.

O Google não esclarece se incorporou esse algoritmo da verdade em suas melhorias recentes.

Walter Quattrociocchi, pesquisador da área de ciência de dados, redes e algoritmos no IMT – Institute for Advanced Studies italiano, alerta sobre essa ideia: “Um algoritmo, por definição, nunca será capaz de distinguir o verdadeiro do falso”.

Carlos Castillo, que dirige o grupo de pesquisas de ciência de dados no Eurecat (Barcelona), concorda: “Decidir se algo é verdadeiro ou falso não é algo que devemos terceirizar para uma máquina. Nem para outras pessoas. Não pode haver um Ministério da Verdade [como o do romance 1984, de George Orwell], tampouco um algoritmo da verdade”.

Pelo contrário, o pesquisador afirma que a maioria das mudanças anunciadas por Google e Facebook nas últimas semanas aplicam soluções baseadas na participação humana. Castillo defende o fomento do ceticismo visível: destacar as notícias falsas e contextualizá-las, ao contrário das exigências de que Facebook e Google as eliminem.

Soluções humanas: educação e verificação de dados

“O que sim podemos pedir a um algoritmo é que nos ajude a avaliar a veracidade de uma informação, destacando os dados e demais elementos que devemos comparar para formar nossa opinião”, acrescenta o pesquisador Carlos Castillo.

“Decidir se algo é verdadeiro ou falso não é algo que devemos terceirizar para uma máquina. Nem sequer para outras pessoas.”

Assim, a Full Fact, uma agência independente de verificação de dados, prevê que este ano seus revisores possam começar a usar inteligência artificial para agilizar seu trabalho.

Google e Facebook começaram a dar visibilidade a estas verificações humanas ao lado das notícias que divulgam, para que os usuários possam avaliar melhor sua veracidade.

Walter Quattrociocchi destaca a necessidade de “sinergias entre jornalistas e instituições acadêmicas para promover um intercâmbio cultural e combater a difusão de notícias falsas”.

“O problema não será resolvido pelos algoritmos”, adverte David García. E Carlos Castillo concorda também que “nos falta alfabetização midiática: ainda não desenvolvemos certas habilidades para avaliar as notícias, mas faremos isso”.

Na mesma linha, Andreas Schleicher, diretor de Educação da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) anunciou que a análise crítica de informações digitais será incorporada ao próximo relatório PISA, que em 2018 avaliará o rendimento acadêmico dos estudantes de nível secundário internacionalmente.
ElPais