Palestina X Israel

A política consegue sempre o impensável, o trágico, e que não faz parte do imaginário dos dotados de bom senso.

Elman Mirzoyev,Guerra,Cartuns,Blog do Mesquita

Que outra atividade é capaz de produzir a união de fanatismo e ódio?

Essa mistura desumana é o que produz horrores como o que está acontecendo na faixa de Gaza.

Israel e o Hamas se auto acusam, como se nesse genocídio fosse possível identificar quem é o bandido e que é o mocinho.

Enquanto os bárbaros defendem suas absurdas razões, a população é tragada nesse lamaçal de intransigência política.

Um atestado cristalino da inutilidade da ONU.


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Libertário desmonta Obama e seus assassinatos seletivos

CIA Blog do MesquitaO libertário Rand Paul, do Partido Republicano, desmontou os argumentos da administração de Barack Obama para lançar ataques com Drones.

E alertou também para os riscos de americanos serem alvejados dentro dos EUA pelos bombardeios com estes aviões não-tripulados, cada vez mais comuns.

Como exemplo, Paul cita um exemplo de um árabe-americano de Detroit, onde há uma comunidade grande. Suponha que este jovem troque um email com um primo no Oriente Médio para contar as notícias da vida da família nos EUA. O primo quer saber apenas isso.

Mas, por outro lado, integra uma entidade considerada terrorista pelo Departamento de Estado. Isso torna o americano de Detroit terrorista só porque se comunica com o primo do Hamas? E o governo teria o direito de ataca-lo dentro do território americano sem direito a julgamento?

O senador, que é filho de Ron Paul, pré-candidato à Presidência, perguntou ao governo americano e não obteve uma resposta satisfatória do Departamento de Justiça. Na prática, o governo de Obama deixou aberta esta possibilidade de matar um americano sem julgamento.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Em defesa do presidente, surpreendentemente, saiu o editorial do Wall Street Journal. Segundo o jornal, o governo deve agir contra combatentes inimigos dentro dos EUA se eles oferecerem um risco. Paul não discorda. Apenas acha que o presidente não pode determinar quem é um combatente terrorista. O rapaz de Detroit pode ser acidentalmente suspeito por trocar e-mails com primo do Hamas.

E, como lembra Paul, mesmo no exterior os EUA matam suspeitos. Ninguém garante que determinada pessoa seja realmente terrorista. Simplesmente o governo disse que são. Conheço o Yemen e sei que muitos habitantes podem ser equivocadamente suspeitos de terrorismo. Além disso, existem radicais que oferecem ameaças locais, não a interesses americanos. É preciso diferenciar.

Israel, com todas as informações em Gaza e realizando assassinatos seletivos em uma escala infinitamente menos do que os EUA, cometeu alguns erros, como na ação que matou Salah Shehada, líder do Hamas, segundo disseram os próprios líderes do Shin Bet (serviço de segurança interna de Israel) no documentário Gatekeepers.

Ele era um terrorista que ameaçava Israel. Mas, junto com ele, morreram 15 inocentes, incluindo crianças. Como era na Palestina e o premiê israelense era Ariel Sharon, houve gritaria. Já nas dezenas de bombardeios do Nobel da Paz Obama no Yemen há um silêncio, especialmente da esquerda.

Para ficar claro, Paul não discorda de uma ação contra alguém a caminho de realizar um atentado. Mas não nos outros casos. As pessoas, como diz ele, tem direito a julgamento. Mesmo serial killers podem se defender nos EUA. O mesmo se aplica a estupradores. Suspeitos de terrorismo americanos que não estejam envolvidos em uma ação imediata também devem ter este direito. Quem sabe estejam apenas enviando email para o primo.

As declarações foram dadas ontem quando ele adotou um filibuster. Isto é, bloqueou momentaneamente a votação para confirmar ou não a indicação de John Brennan, “pai dos Drones”, para o cargo de diretor da CIA, onde ele continuará a prática do governo Obama de assassinatos seletivos de suspeitos de terrorismo.

Em seguida, discursou por 13 horas para condenar estas ações do atual presidente. No fim, mesmo com o filibuster, que exige 60 dos 100 senadores para aprovar uma nomeação, em de maioria simples, o indicado tende a ser aprovado.

Obs. Paul afirmou que certamente o senador Obama, de 2007, estaria ao seu lado ontem se fosse George W. Bush realizando as ações com Drones.
Guga Chacra/Estadão

Petróleo e o surgimento, “súbito”, de ditadores

No reino da hipocrisia e dos interesses, nunca disfarçados, do complexo industrial militar — expressão usada pela primeira vez por Eisenhower —, cada vez se torna mais incisiva uma outra expressão: “é a economia, estúpido”. Essa citação de James Carville, assessor de Bill Clinton durante a campanha eleitoral que o levou à Casa Branca em 1992, é util para explicar o inexplicável que está acontecendo nesse momento nas arábias.

Que outra maneira de entender porque durante décadas chefes de Estado tenham confraternizado com ditadores e cleptocratas aos abraços e beijos?

De repente, não mais que de repente, os democratas ocidentais “descobriram” que existem ditadores sentados sobre reservas estratégicas de petróleo, e que agora, tais ditadores, não são mais confiáveis. Simples assim!

O Editor


De volta à guerra

O ataque das potências às tropas de Kadafi modifica a situação da revolta nos países árabes. O objetivo, agora, é assegurar que as reservas de petróleo da Líbia permaneçam em mãos seguras. Antes, era Kadafi quem dava essa segurança aos governos da Italia, da Inglaterra, da França.

Com a revolta, e a possibilidade de que a principal riqueza do país caia em outras mãos, as potencias européias querem chegar a um entendimento com as forças capazes de formar um novo governo. Passaram a combater Kadafi depois de protegê-lo ao longo dos anos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O argumento de que se pretende salvar vidas humanas e proteger a população civil é bom demais para ser verdade. A população da Líbia tem o direito de livrar-se de um ditador corrupto, sem compromissos com a democracia nem com o bem-estar da maioria. É uma luta heróica e justa.

Não custa lembrar, contudo, que considerações humanitárias ou democráticas não fazem parte dos argumentos reais das potencias que iniciaram os ataques.

Se fosse assim, estes mesmos governos teriam agido para impedir, por exemplo, os ataques da aviação israelense à população civil de Gaza no final de 2008, não é mesmo?

Em tempos recentes, também poderiam ter agido contra o rei amigo do Barheim ou contra o ditador do Iemen.

As causas dessa intervenção na Libia devem ser procuradas na situação interna dos países envolvidos.

Sob o risco de ser expulso da Casa Branca em 2012, Barack Obama vê na operação uma oportunidade raríssima para se recompor. Já perdeu apoio entre eleitores jovens e democratas que garantiram a vitoria em 2008 e agora tenta seduzir aquela fatia de conservadores que não se deixa convencer pelos argumentos extremistas de republicanos no estilo Tea Party e talvez possa ser arrebatada para apoiar um candidato centrista. Não sei se Obama será capaz de realizar tamanha ginástica — mas esta é sua estratégia.

A Inglaterra tem uma longa folha de serviços prestados à Kadafi e enxerga nessa ação uma oportunidade para formar novos aliados junto a um país com matéria prima tão preciosa e necessária. As relações entre Londres e Tripoli foram muito além do interesse comercial. Chegaram ao mundo acadêmico inglês, onde intelectuais prestigiados recebiam recompensas graudas para fazer a defesa da ditadura de Kadafi num serviço que hoje adquire a fisionomia de escândalo ético.

Nicolas Sarkozy, o presidente frances, anda tão por baixo que as pesquisas informam que teria menos votos do que uma candidatura fascista nas próximas eleições.

A raiz da guerra é esta: petróleo e votos.

Conhecido por sua indepedência de pensamento num universo onde não faltam autores à soldo, o professor Edward Luttwak, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington, adverte para as chances de se abrir um novo conflito — sem solução à vista. Num artigo publicado em 10 de março, com o sugestivo titulo “Intervencionite” ele se deu ao trabalho de reunir várias razões capazes de explicar por que uma ação militar na Líbia só poderia dar errado.

Uma das principais é a falta de apoio internacional. “Boa parte da opinião mundial não pode conceber que um governo seja suficientemente humanitário e generoso para derramar sangue e gastar dinheiro para ajudar cidadãos estrangeiros de forma desinteressada que, além disso, professam outra fé,” escreve Luttwak, sem esconder a ironia.

Lembrando a experiência do Iraque, ele recorda que a invasão daquele país teve a capacidade de unir aliados e adversários de Saddam Husein, pois colocava em questão um tema sempre delicado em qualquer ponto do planeta, que é a soberania nacional. O mais duro adversário dos soldados americanos, hoje, é um lider muçulmano cujo pai foi assassinado pelos homens de Saddam.

Paulo Moreira Leita/Época

Navio de sobreviventes do holocausto também foi barrado na Palestina em 1947

“A história acontece como tragédia e se repete como farsa.” Karl Marx.
“Quem não conhece a história corre o risco de repeti-la.” Hegel
As frases antológicas dos dois filósofos,  nunca se mostraram tão atuais quanto agora, no lamentável epsódio da ação das tropas de Israel no ataque aos navios da chamada frota humanitária.

O  Editor


O primeiro navio.
Ataque ao Êxodo, barrado com 4.500 sobreviventes do Holocausto em 1947, mudou a opinião do mundo.

THE GUARDIAN

No verão de 1947, o navio quase reduzido a sucata com 4.500 sobreviventes do Holocausto a bordo, rebatizado de “Êxodo”, partiu da França com o objetivo de romper o bloqueio britânico na Palestina.
Até então, os sobreviventes apodreciam em campos de refugiados desde o fim da guerra à espera de um país que os aceitasse.

Os organizadores, pertencentes ao movimento sionista, adotavam a política da imigração ilegal como uma operação de resgate humanitário e uma medida calculada para fixar de maneira politicamente arbitrária a população judia do país.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Eles não esperavam aportar, mas sabiam que o barco caindo aos pedaços com sua dolorosa carga humana de refugiados denunciaria os britânicos como patrões colonialistas desalmados. O Êxodo poderia chamar-se “Fim do Império”.

Quando o navio se aproximava de Haifa, o comandante recebeu um sinal de rádio de líderes sionistas para não colocar em risco a vida dos passageiros em um confronto. O comandante polonês, porém, recusou-se a voltar. Cercados por três destróieres britânicos, tripulação e passageiros foram abordados e revidaram com qualquer arma à mão – até com uma remessa de carne enlatada. Os britânicos mataram três pessoas.

Dias mais tarde, os passageiros foram transferidos para outro navio e enviados de volta para a Alemanha, para os campos de refugiados, com manchetes fulminantes nos jornais: “Regresso ao país da morte”, dizia uma delas.

Os acontecimentos no Mediterrâneo, mostrados pelos noticiários cinematográficos de então, suscitaram enorme simpatia do público, particularmente nos EUA, onde a Grã-Bretanha era considerada o antigo regime colonial. A cobertura da imprensa foi uma catástrofe para Londres.

Para o comandante do navio, Ike Aronowitz, a decisão de Ernest Bevin de repelir o Êxodo foi um presente de Deus – “que nos enviou Ernest Bevin para criar um Estado judeu”.

Contra a imagem de um navio repleto de sobreviventes do Holocausto sendo espancados por soldados, a Grã-Bretanha teve de bolar uma complexa história, muito complicada para um público que queria um relato simples de vítimas e opressores.

Os britânicos falaram das necessidades da população árabe da Palestina. Um Estado judeu no Oriente Médio, feito contra a vontade dos habitantes nativos, não seria o final feliz para a trágica história dos judeus. Entretanto, o Êxodo foi fundamental para cimentar o respaldo, dado mais tarde, com a votação na ONU sobre a partilha da Palestina. A imagem do navio foi mais poderosa do que as advertências da chancelaria britânica ou dos apelos dos líderes árabes.

O ataque ao grupo de navios que transportava ajuda humanitária para Gaza deve ter despertado as memórias dos líderes de Israel e de seus militares. A visão dos políticos, diplomatas e das Forças Armadas tentando divulgar uma história mais complicada do que a de civis inocentes brutalmente assassinados por um ato de pirataria não impressionou o público.

Por mais que mostrem vídeos de ativistas atacando os soldados israelenses que abordavam os navios, não responderão à pergunta: o que os soldados estavam fazendo lá e por que os passageiros não deveriam se defender de quem os atacavam, exatamente como fizeram os refugiados em 1947?

Os argumentos políticos de Israel, de que a Faixa de Gaza é controlada pelo Hamas, da ameaça constante que paira sobre Israel, representada por Gaza, no sul, e pelo Hezbollah, no norte, apoiados pelo Irã, que ambiciona a bomba nuclear, caíram em ouvidos surdos.

Os argumentos de especialistas em leis marítimas, de que Israel estava em seu pleno direito de atacar o barco em águas internacionais, perdem diante da presença de peso, em outro dos barcos, do romancista sueco Henning Mankell, que arriscou sua vida para ajudar Gaza.

Os movimentos de solidariedade palestinos, até o momento, não atingiram a massa crítica da campanha contra a África do Sul do apartheid. Talvez, como o Êxodo, em 1947, os barcos de ajuda a Gaza possam atingir o ponto crítico da longa agonia do povo palestino quando a opinião pública indecisa finalmente se voltar contra Israel e todo o projeto sionista de uma pátria para os judeus.

Quando a simpatia do público é ultrajada por um ato definido, como um massacre, a solução das reivindicações rivais de árabes e judeus sobre a mesma parte do território não vêm ao caso.

Olhamos para trás, para o Êxodo, e pensamos se nossos pais e avós não deveriam ter agido de maneira menos emocional. Emoções são incontroláveis. A empatia pelos encarcerados em uma imensa prisão ao ar livre, submetidos a punições coletivas, derrotará as advertências dos especialistas. A imagem dos barcos rumando para Gaza ficará gravada na mente, quaisquer que sejam as consequências do ultraje coletivo.

Linda Grant/O Estado de S.Paulo

TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

É AUTORA DE “AS PESSOAS COMUNS: VISÃO DE ISRAEL POR UMA ESCRITORA”

Vídeo – Homem cai do helicóptero e morre em Israel

Jerusalém (Israel) – Um homem ferido que era resgatado por um helicóptero de um campo-minado, nesta quinta-feira, perto de Jerusalém, caiu da aeronave e morreu. Segundo a AP, ele caiu de uma altura de aproximadamente 20 m.

YouTube: O Vídeo foi exibido na televisão de Israel

A vítima, de 24 anos, morador de uma vila árabe do norte de Israel, entrou acidentalmente em um campo-minado enquanto fazia uma caminhada com amigos. Ele pisou em uma mina e foi seriamente ferido.

O exército de Israel foi chamado e enviou um helicóptero ao local para levar a vítima até um hospital.

No entanto, enquanto a equipe de resgate içava o homem para dentro da aeronave, ele caiu de uma altura de aproximadamente 20 m e morreu devido ao impacto.

As imagens e o vídeo foram exibidas na televisão israelense.

O exército abriu uma investigação para apurar o fato.

Fonte: O DIA

O ponto de vista do governo de Israel

O conflito do Hamas em cores
Giora Becher, Embaixador de Israel no Brasil

“O mundo livre ficou chocado quando terroristas explodiram trens e um ônibus em Londres e Madri, e transformaram os dois prédios mais altos do mundo em uma pilha de detritos, em Nova York. Todos concordaram que deveria existir uma cooperação internacional conjunta dirigida a ataques terroristas perpetrados por fanáticos islâmicos. A operação de Israel na Faixa de Gaza faz parte da luta mundial contra o terror. Os israelenses têm o mesmo direito básico dos cidadãos de São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília de viverem em segurança em suas cidades e lares, sem estarem expostos aos perigos de foguetes que possam “cair sobre eles” a qualquer momento.

Onde quer que os israelenses estejam, têm meros 15 segundos para correr com suas familias até o abrigo mais próximo e salvar suas vidas. Por oito longos anos, a cidade de Sderot, localizada a apenas 4 km de Gaza, tem vivido assim. Um quarto da população da cidade já saiu. Vocês estariam dispostos a viver sob estas condições, dia e noite, por oito anos, alvos de projéteis lançados pelo Hamas? O povo palestino não é nosso inimigo. Eles são nossos vizinhos. Queremos realmente “construir pontes” de diálogo e esperança de um futuro melhor com os palestinos.

O Hamas é nosso inimigo. Esta é uma organização terrorista islâmica violenta, membro do eixo radical Teerã-Hezbolá. Com sua linha dura de aderência a uma doutrina religiosa extremista, eles não querem fazer nenhum compromisso e não respeitam nenhum acordo. Seu objetivo declarado é o de eliminar o Estado de Israel e assassinar todos os seus cidadãos. O Hamas já explodiu ônibus lotados de passageiros em Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. O Hamas enviou terroristas suicidas para assassinar centenas de israelenses em muitos locais. Como vocês agiriam se uma organização terrorista brutal fosse enviada para matar civis e crianças em seus restaurantes e ônibus? Além do mais, o Hamas não é apenas inimigo de Israel, mas inimigo de todos os árabes moderados.

Pouco tempo atrás, quando o Hamas tomou Gaza à força, seus homens não se importaram quando jogaram seus opositores políticos, que apoiavam a Autoridade Palestina, do alto de prédios. Muitos foram mortos pelo fogo do Hamas, enquanto o poder era tirado das mãos do presidente Abbas. Os palestinos moderados conhecem a amarga verdade sobre o Hamas. Eu gostaria que vocês soubessem a verdade também.

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Israel, a Palestina e Obama

Além de destruir a Palestina, Israel ameaça o governo Obama

Os que defendem o assassinato em massa praticado pelos israelenses contra os palestinos usam de todos os recursos, mesmo os mais sujos, deprimentes e antidemocráticos.

O presidente da UE (União Européia) já disse sem constrangimento e exibindo um terrorismo sem ética:

“A ação de Israel é puramente DEFENSIVA”.

Quer dizer: massacram os palestinos da Faixa de Gaza, matam mais de 150 pessoas por dia, perderam apenas um homem, e isso é chamado de defensivo.

A chanceler de Israel, desmoralizando as mulheres que estão em alta no mundo: “Não há necessidade de trégua humanitária em Gaza, pelo fato de não haver crise humanitária” . E nem toma remédio para dormir.

O ministro da Defesa de Israel (que por infelicidade se chama Barak) atira certeiro contra a democracia:

“Essa guerra é movida por interesses políticos, os dois lados têm eleições quase que imediatamente”.

Esse ministro Barak, que em vez de Defesa deveria se chamar de Ataque, considera que a proximidade de eleição provoca imediatamente uma guerra. Só que não está havendo guerra e sim massacre.

Além do mais, o mundo inteiro realiza eleições e isso não se traduz em guerra perto ou distante. Os EUA, que protegem Israel, financiam suas loucuras, permitem esses massacres, saíram de uma eleição duríssima.

E não há guerra à vista, a não ser indiretamente por causa do Poder de VETO dos EUA no Conselho de Segurança.

A ONU, agonizante, vai morrer da mesma forma que a Liga das Nações depois da Primeira Guerra Mundial.

Essas questões como a de Israel-Palestina deveriam ser resolvidas de forma diplomática. Mas quem acredita nisso, se 5 países têm mais poder do que todos os outros?

Na verdade, a ONU praticou suicídio, logo depois do nascimento. Em 1948 (há 60 anos), a ONU acertou em cheio criando dois Estados: Israel e Palestina. Mas, por interesses políticos, o Estado da Palestina jamais existiu.

Um cientista político, desses que preenchem o tempo da televisão com o vazio de suas considerações, dizia anteontem: “O problema Israel-Palestina só será resolvido pelas novas gerações”.

Quanto mais tolos, ignorantes ou envolvidos em interesses escusos, mais espaço obtém na comunicação. O que esses Cientistas chamam de “novas gerações”, já estão contaminados no berçário.

A solução definitiva, pacífica e construtiva, tem que surgir obrigatoriamente da criação dos dois Estados. Aí, milhões de pessoas podem conviver, confraternizar, atravessar territórios, sem fronteiras, sem medo e sem ódio.

E, como conclusão do aparecimento desse dois Estados independentes, uma reformulação da ONU, ainda no velório antes do crepúsculo da liberdade e da democracia.

No que identificam sempre como Terceira Guerra Mundial, Israel pode substituir a antiga União Soviética. A chanceler, o ministro da Defesa e o primeiro-ministro adorariam.

PS – Ninguém no mundo tinha qualquer dúvida: no Conselho de Segurança, os EUA vetariam qualquer intervenção em Israel. Escrevi isso no primeiro dia, grande novidade. O problema dentro de 13 dias passará a ser de Obama presidente. E que problema.

PS 2 – Intervir diretamente em Israel? Essa será a primeira missão de dona Hillary? Deixar como está, ou seja, praticar o ato supremo, covarde e negativo da omissão?

PS 3 – Isso contraria todo o programa e as promessas de Obama, mesmo as não específicas. Além do crime do massacre, Israel destrói, antes mesmo de começar, tudo o que o mundo esperava de Obama. Que tristeza.

Hélio Fernandes – Tribuna da Imprensa