Eleições 2010: Ideli Salvatti,José Agripino,Garibaldi Alves,Raimundo Colombo e o bloco da desfaçatez

Brasil: da série só dói quando eu rio”!
Bem sei que a lista apresentada no título é mínima. Fosse para citar todos, o espaço do post seria pequeno. Então, peguei os mais emblemáticos, verdadeiras vestais de cobrança de integridade, dos outros, e especialistas em apontar o dedo duro pseudo moralista na desfaçatez dos outros. Suas (deles) ex-celências querem passar um atestado de burros aos infelizes Tupiniquins que vêem a taba brasileira assaltada por tais ‘figuritas’ indecorosas.

O Editor


Desfaçatez

A desfaçatez está no DNA dos políticos. E não se passa uma semana sem que eles ofereçam provas abundantes disso. Exemplos?[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Candidatos às próximas eleições, os senadores Ideli Salvatti (PT-SC), Raimundo Colombo (DEM-SC), José Agripino Maia (DEM-RN) e Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) pediram licença dos cargos para cuidar de suas campanhas.

Consta do regimento interno do Senado que licença para fins particulares é de no máximo 120 dias. Nesse caso, o suplente não assume.

A Constituição manda dar posse ao suplente no 121º dia se o cargo permanecer vago.

Como driblar o regimento interno e a Constituição de uma só vez para que o suplente assuma logo? Simples: tira-se uma licença médica e emenda-se com a licença para fins particulares.

Oficialmente, Ideli, candidata ao governo de Santa Catarina, ocupou-se com a saúde entre os últimos dias 8 e 10. A partir de hoje entrará de licença por motivos particulares.

Adversário de Ideli, Colombo adoeceu no último dia 8. Ficará bom amanhã. A partir do dia seguinte entrará de licença até o fim da campanha.

Por causa da saúde, Agripino sairá de circulação entre os dias 15 e 17 deste mês. E Garibaldi entre 15 e 20.

Os suplentes agradecem.

Senadores por quatro meses, passam a desfrutar de todas as vantagens do cargo – inclusive o direito à aposentadoria.

Em troca, se empenharão para que a estrutura dos gabinetes continue funcionando a contento. Quer dizer: funcionando para facilitar a eleição dos que a comandaram até aqui. Sempre é possível ao senador temporário arranjar empregos para afilhados.

O que disse Joaquim Roriz quando lhe perguntaram outro dia sobre o risco de ser atropelado pela Lei da Ficha Limpa e impedido de concorrer ao governo do Distrito Federal?

Disse: “Eu não sei o que é Ficha Limpa, não tenho condenação. Renunciei ao mandato de senador dispensando todas as mordomias”.

O Ministério Público pediu a impugnação do registro da candidatura dele.

A Lei da Ficha Limpa barra candidaturas de políticos que renunciaram ao mandato para escapar de processo por quebra de decoro.

Com medo de ser cassado e de perder os direitos políticos, Roriz renunciou ao mandato de senador em 2007 depois da divulgação de uma conversa sua com o ex-presidente do Banco Regional de Brasília sobre a partilha de um cheque de R$ 2,2 milhões do empresário Nenê Constantino.

O mensalão do DEM derrubou o ex-governador Arruda. O vice Paulo Octávio foi obrigado a renunciar ao cargo – assim como o presidente da Câmara Legislativa. Um deputado distrital acabou cassado.

Do total de 24 deputados, pelo menos 16 se envolveram com a bandalheira que começou no último governo de Roriz, segundo a Polícia Federal. E Roriz alega candidamente que renunciou a mordomias…

Há limites para a desfaçatez dos políticos?

Perguntem a Lula se ele fez campanha antecipada para Dilma Rousseff. Responderá que não. Mas por ter feito foi multado seis vezes pela Justiça. Nenhum presidente da República foi multado tantas vezes por violar a lei.

Não, não perguntem a Dilma pelo dossiê sobre despesas sigilosas do governo Fernando Henrique montado na Casa Civil quando ela era ministra.

Que dossiê? Que pergunta mais velha! Jamais existiu dossiê. Existiu um banco de dados para atender a pedidos de informações do Tribunal de Contas da União.

Dilma jamais assinou o programa de governo enviado ao Tribunal Superior Eleitoral para acompanhar o pedido de registro de sua candidatura. É verdade que ela rubricou cada página do programa retirado às pressas e substituído por outro mais ameno.

Mas rubrica é uma coisa, assinatura é outra, ensinou Dilma.

Os dicionários ensinam que rubrica é assinatura abreviada. Uma vale tanto quanto a outra. Se não valesse, a rubrica seria dispensável.

Para não admitir que assinou o programa sem ler, Dilma preferiu desmoralizar o peso de sua própria assinatura.

Adiante. É o moto-contínuo.

blog do Noblat

Sarney dobra salário de acessor que é autor de blog

Conforme eu já havia comentado em posts anteriores, o censor chefe José Sarney mantém uma tropa de choque para atuar a seus (dele) favor. É um direito de expressão que ele cerceia a outros, como no caso da censura ao Estado de São Paulo que já vigora a quase 2 meses.

O editor

Sarney dobra salário de assessor blogueiro

Depois de se referir aos senadores que faziam oposição a Sarney como ‘patetas’ e ‘vermes golpistas’, assessor, que tinha salário de R$ 3,4 mil, recebeu aumento e agora vai ganhar R$ 7,4 mil

No auge da crise do Senado, o blogueiro Said Dib se referia aos senadores que faziam oposição ao presidente José Sarney (PMDB-AP) como “patetas” e “vermes golpistas”. Na época, ele era assessor de Sarney na Presidência da Casa com salário de R$ 3,4 mil. Passada a turbulência, com Sarney livre dos processos por quebra de decoro no Conselho de Ética, Dib teve seu salário mais do que duplicado: um despacho de Sarney, publicado ontem, elevou o salário do blogueiro para R$ 7,4 mil.

Dib, que se diz “assessor de imprensa de Sarney”, classifica, em seu blog pessoal na internet, parlamentares como Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Nery (PSDB-PA) de “vermes golpistas”. Na última quarta-feira, 16, repetiu as acusações. “Quero que eles me processem. São vermes porque estão contra a instituição Senado”. No blog, ele chama o senador Renato Casagrande (PSB-ES) de “pateta”. “É uma pateta mesmo, oportunista”, afirmou.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A estratégia de Sarney para promover Barbosa foi transferi-lo da Presidência do Senado para o Órgão Central de Execução e Coordenação, vinculado à Diretoria-Geral. É um setor que abrigou – por meio de atos secretos – apadrinhados de senadores e do ex-diretor-geral Agaciel Maia.

Dib é funcionário da Presidência do Senado desde 1º de fevereiro de 2003, quando Sarney assumiu o comando da Casa pela segunda vez. Segundo os registros eletrônicos do sistema de publicação, ele sempre foi lotado na presidência, inclusive no período de outros presidentes, como Renan Calheiros (PMDB-AL) e Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).

Segundo funcionários, Dib nunca apareceu para trabalhar na presidência e, se mantiver as tarefas que vem exercendo a serviço de Sarney, não deve cumprir expediente na diretoria-geral. Além do blog pessoal, Dib cuida do site Amapá no Congresso, produzido diretamente do gabinete do Sarney com o objetivo de divulgar as atividades parlamentares do senador.

O servidor nega que a promoção salarial tenha ligação com a defesa ferrenha que vem fazendo do patrão. Ele considera baixo o salário que recebia até hoje, de R$ 3,4 mil. “Até quem vive de entregar coisas no Senado ganha isso”, disse. Na opinião dele, os ataques aos senadores não conflitam com seu cargo de funcionário da Casa. “Sou um cidadão, é algo particular, para me manifestar. O presidente Sarney é inocente de tudo.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Olhe essa – Copa do mundo, CPI e CBF

Enquanto as obscuras contas dos suspeitos superfaturamentos envolvidos nas obras para a realização do recente Pan do Rio, não são questionadas, é preciso ficar atento com o que vem por aí para a copa 2014.

Para que os brasileiros, não choremos derrotas cívicas – muito mais dolorosas para a nação que as são as esportivas para o povo – leia o que publica a Folha de São Paulo.

CPMI do Corinthians
Parlamentares retiram assinaturas

Surtiu efeito a ameaça da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de que uma CPI a respeito da parceria do Corinthians com um grupo estrangeiro abalaria a imagem do Brasil como organizador da Copa do Mundo de 2014. Até o fim da tarde de hoje, 75 deputados (os nomes ainda estão sendo conferidos pela direção da Câmara) e quatro senadores voltaram atrás e retiraram seus nomes do requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará o clube paulista.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), autor do pedido da abertura da CPMI, fez um apelo em plenário para que o Congresso não ceda às pressões da CBF:

– É uma interferência indevida, que afronta o Congresso Nacional. É compatível com a dignidade da função parlamentar sucumbir diante de uma pressão dessa natureza? Estamos tentando investigar crimes contra a ordem tributária nacional, contra o sistema financeiro nacional. E o Sr. Ricardo Teixeira quer impedir. Por quê? Quem teme tem o que esconder. E com certeza querem esconder o muito que fazem em matéria de corrupção no futebol brasileiro-, disse Dias.

Uma CPMI só é instalada depois que ela é lida em sessão conjunta (Senado e Câmara) do Congresso Nacional. Até lá, os parlamentares podem retirar ou incluir seus nomes no requerimento de criação.

Os senadores que recuaram do pedido de criação da CPMI até o momento: Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Cícero Lucena (PSDB-PB), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) e Aldemir Santana (DEM-DF).

– Fiz uma análise melhor do assunto e como Brasília está concorrendo com outras capitais para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, resolvi retirar meu nome. Isso para evitar uma analogia entre uma possível recusa de Brasília como cidade-sede e meu envolvimento com a CPI. Não fui coagido pela CBF, nem pelo governador José Roberto Arruda-, justificou Aldemir Santana.

– Cabe à Polícia Federal deliberar sobre crime tributário -, explicou Cícero Lucena no documento que enviou à Mesa Diretora do Senado para que fosse retirado seu nome do requerimento.

– Fui procurado por um representante da CBF em Brasília, de nome Vandenberg, que me fez o pedido. Na época estava-se comentando que a CPI poderia atrapalhar o Brasil na escolha do país-sede para a Copa-, revelou Garibaldi Alves, que garante que retirou seu nome do requerimento há quase um mês.