Senadores em ‘licença médica’ estão saudáveis para campanhas políticas

Brasil: da série “só doi quando eu rio”!
Sua (deles) ex-celências sofrem mesmo é da amoral doença de  falta de vergonha. Mais que esperar por ficha limpa, o eleitor deve estar atento aos farsantes contumazes. Afinal, tais criaturas parlamentares sobrevivem com a transfusão do seu, do meu, do nosso sofrido dinheirinho, drenado dia e noite para os polpudos bolsos senatoriais.

O Editor


Autorizados pelo Senado, parlamentares tiram licença médica para fazer campanha

Sob a orientação de técnicos da Mesa Diretora do Senado, quatro senadores recorreram à licença médica para se afastar da Casa e dar início às campanhas eleitorais nos Estados a partir desta semana.

Ideli Salvatti (PT-SC), José Agripino Maia (DEM-RN), Raimundo Colombo (DEM-SC) e Garibaldi Alves (PMDB-RN) também pediram licença não remunerada para “interesses particulares”, mas usaram o afastamento médico para garantir a convocação de seus suplentes.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Sem a licença médica, os senadores poderiam ficar até 120 dias fora da Casa para “interesses particulares”. Como os suplentes só são convocados se o afastamento for superior aos 120 dias, os quatro usaram a brecha no regimento do Senado e apresentaram os pedidos médicos.

A Folha apurou que técnicos da Mesa orientaram os senadores a recorrer à licença alegando a necessidade de realização de check-up para a convocação dos suplentes.

A petista é líder do governo no Congresso, Agripino lidera a bancada do DEM e Garibaldi foi presidente do Senado. Os catarinenses disputam o governo do Estado, enquanto Garibaldi e Agripino concorrem à reeleição.

Os dois líderes vão ficar 121 dias afastados, três deles por licença médica. Garibaldi pediu seis dias de afastamento médico e outros 115 para interesses particulares. Já Colombo vai usar os 120 dias e mais seis em licença de saúde.

Agripino confirmou que a licença vai completar o prazo para a chamada do suplente.

“Faço o pré-chek-up, como me recomendou a Secretaria da Mesa, e isso completa o tempo para chamar o suplente.”

Por meio de assessores, Ideli, Garibaldi e Colombo afirmaram que vão realizar uma bateria de exames para checar a saúde antes da maratona das campanha. Mas desconversaram em relação aos suplentes.

O procurador do Ministério Público no TCU (Tribunal de Contas da União), Marinus Marsico, disse que a Casa deve apurar o caso. “Para pedir licença médica, você tem que estar doente. Licença médica é somente para quando você não pode trabalhar.”

Gabriela Guerreira/Folha OnLine

Senado. Sarney da o fora!

Parodiando o operístico Roberto Jefferson com o inesquecível “saí daí Zé, depressa” ao se dirigir ao então todo poderoso Zé Dirceu, quando do escâdalo do mensalão, chegou a hora do “fora Sarney”. Diante do assalto cometido contra o bolso dos Tupiniquins pela corja engalanada no senado, é fácil concluir que o Severino do restaurante era aprendiz de punguista. Ainda por cima, ou por baixo, essa cambada teima em fazer CPI. Pra investigar os outros!

O editor

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Sai, Sarney!

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Vez por outra lemos a respeito de político japonês que se matou depois de ter sido acusado de corrupção.

O mais recente foi Toshikatsu Matsuoka, ministro da Agricultura, em maio de 2007. Ele aceitou suborno de um empresário e pediu reembolso de despesas que sempre foram cobertas por seu gabinete.

A ser processado e talvez preso, preferiu se enforcar.

O próximo domingo será um dia tristemente histórico para a Inglaterra. Pela segunda vez, um presidente da Câmara dos Comuns, o equivalente à nossa Câmara dos Deputados, renunciará ao cargo, acusado de má conduta. O primeiro a renunciar foi Sir John Trevor em 1695. Seu crime? Ter embolsado grana de um comerciante em troca do apoio à aprovação de uma lei.

Michael Martin, 63 anos, presidente da Câmara dos Comuns há quase dez, não se vendeu a ninguém nem tirou vantagens ilícitas do cargo. Mas foi conivente com os colegas que tiraram.

Deputados com direito a verba para bancar moradia em Londres conseguiram reembolso por gastos para consertar quadras de tênis, limpar fossas, comprar cadeiras de massagem e aparelhos de televisão de tela plana. Os mais ousados cobraram até pelo aluguel de filmes pornográficos.

O cordato Martin avalizou os desmandos. Uma vez que eles foram descobertos pela imprensa, tentou encobri-los. Como a tarefa se revelou impossível, pediu ajuda à polícia para identificar as fontes de informações dos jornalistas. A polícia nem se mexeu.

Por fim, Martin se rendeu. Seguirá o exemplo dado por Trevor há 314 anos.

Aqui já assistimos a renúncia de presidentes da Câmara e do Senado enrolados em denúncias de quebra de decoro. Foi o caso de Severino Cavalcanti, presidente da Câmara. E de Jader Barbalho, Antonio Carlos Magalhães e Renan Calheiros, presidentes do Senado.

Diferentemente de Trevor no passado, e agora de Martin, eles não abandonaram os cargos premidos pelo sentimento de vergonha. Renunciaram para não ser cassados. Foi um ato sem vergonha. Assim puderam preservar os direitos políticos e voltar ao Congresso reeleitos.

José Sarney está no olho do furacão que varre o Senado desde que ele foi eleito em fevereiro último para presidi-lo pela terceira vez. A primeira foi em 1995.

O que existe de podre no Senado não é obra exclusiva dele. Um presidente do Senado não pode tudo, muito menos sozinho.

Mas é um escárnio Sarney continuar fingindo que nada tem a ver com a crise mais grave da história do Senado. Não apenas tem a ver: Sarney é o principal responsável por ela. A semente da crise foi plantada no primeiro mandato dele como presidente do Senado.

“Eu só tenho a agradecer ao Dr. Agaciel Maia pelos relevantes serviços que ele prestou”, disse Sarney ao se despedir do ex-diretor-geral do Senado, defenestrado da função devido à crise.

Agaciel foi nomeado por Sarney. Ao longo de 14 anos, acumulou poderes e cometeu toda a sorte de abusos com a concordância explícita ou velada de Sarney e dos que o sucederam no comando do Senado.

Na semana passada, ao som da música do filme “O Poderoso Chefão”, Agaciel casou a filha Mayanna sob as bênçãos de Sarney, Renan Calheiros e de dois outros ex-presidentes do Senado – Garibaldi Alves e Edison Lobão.

Para lá do inchaço do quadro de funcionários do Senado, do pagamento de horas extras não trabalhadas, da criação de diretorias fantasmas, da homologação de licitações suspeitas e da assinatura de decretos secretos, há fatos que dizem respeito diretamente a Sarney e que o deixam mal na foto.

Dono de imóvel em Brasília e inquilino da mansão destinada ao presidente do Senado, Sarney recebeu durante mais de um ano auxílio-moradia de R$ 3.800,00 mensais reservada a senadores sem teto.

Flagrado, primeiro negou que recebesse. Depois se apropriou do mote de Lula e disse que não sabia.

Um neto de 22 anos de Sarney assessorou durante mais de um ano o senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA). Foi a maneira que Cafeteira encontrou, segundo admitiu, de agradecer ao pai do rapaz por tê-lo reaproximado de Sarney.

Há uma sobrinha de Sarney lotada no ex-gabinete da filha dele no Senado, Roseana Sarney, atual governadora do Maranhão. E há outra empregada no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MTS) em Campo Grande. Essa ganha sem trabalhar.

É possível acreditar que o pai da crise esteja de fato empenhado em resolvê-la? Ou que reúna condições para tal? E quem disse que seus pares estão interessados em refundar o Senado?

A essa altura, uma só coisa depende de fato de Sarney: a renúncia à presidência do Senado para atenuar as nódoas recentes de sua biografia.

blog do Noblat

Congresso no fundo do poço

Brasil: da série “O Tamanho do Buraco”!

O que se podia esperar de um senado que renova com Zé Sarney? É o Efraim, quer dizer é o fim da picada. Agora, que todos os Tupiniquins vistamos a carapuça. Afinal, nenhuma das 81 ex-celências é biônico. Todos foram eleitos por nós.

Congresso se ‘aperfeiçoa’ e adota o autoachincalhe

Há vários parlamentares inconformados com a forma desairosa como o Congresso é apresentado no noticiário.

Muitos defendem inclusive que, em nome da preservação de sua imagem, o Legislativo processe os seus detratores.

É justo, muito justo, justíssimo. O problema é que qualquer iniciativa judicial estaria fadada ao insucesso.

Os maiores detratores do Congresso estão no pleno exercício de seus mandatos eletivos.

E, protegidos pela imunidade parlamentar, os esculhambadores do Parlamento dispõem de uma espécie de licença para a injúria.

Graças aos repórteres Adriano Ceolin e Andreza Matais descobriu-se, nesta terça (10), a última investida do Senado contra as arcas da Viúva, veneranda e indefesa senhora.

Em pleno recesso de janeiro, mês em que o prédio de Niemeyer fora confiado às moscas, pagou-se hora extra a 3.883 felizardos funcionários.

A brincadeira custou a você, nobre contribuinte, pelo menos R$ 6,2 milhões. Um acinte.

A coisa nasceu na direção-geral, então sob os zelosos cuidados de Agaciel Maia, aquele que escondera a posse da mansão de R$ 5 milhões.

Dali, a providência escorregou para a primeira-secretaria do Senado, à época ocupada pelo senador Efraim Moraes (DEM-PB).

Três dias antes de entregar a rapadura ao colega Heráclito Fortes (DEM-PI), o novo primeiro-secretário, Efraim autorizou o pagamento das horas extras.

Revelada a lambança, Garibaldi Alves (PMDB-RN), que respondia pela presidência do Senado, saiu-se à Lula: “Eu não estava sabendo. Realmente não sei como justificar isso”.

Premido pelos repórteres, José Sarney (PMDB-AP), o “novo” presidente, chamou a encrenca pelo nome: “Acho um absurdo”. Sim, naturalmente, mas o que pretende fazer?

“É preciso verificar o que aconteceu. O caminho normal seria a suspensão do pagamento, mas não vou entrar numa atribuição que é do primeiro-secretário”.

Difícil saber o que é mais inusitado, a liberação das horas extras ou um presidente que, submetido ao “absurdo”, finge que a coisa não é com ele.

Só há uma saída: os congressistas precisam abrir mão de suas imunidades, para que o contribuinte possa levá-los às barras dos tribunais.

Do contrário, o fundo do poço não será senão um estágio para o Congresso.

blog do Josias de Souza

É um fardo mas todos querem se reeleger

Os políticos, tanto os Tupiniquins, como todos os outros espalhados mundo afora, dizem ser a atividade de governar um enorme fardo. Seria cômico, se não fosse trágico, que toda essa turma seja capaz de vender a mãe no dia de Natal, para conseguir se perpetuar no poder.

Terceiro mandato.
É muita gente querendo ficar no poder.

Primeiro foi o prefeito de New York, o Bloomberg, agora são so presidentes da Colômbia, Uribe, e da Venezuela, Chávez. O republicano americano já conseguiu. Os sul-americanos ainda estão travando batalhas em seus Congressos para a convocação de um referendo, no qual a população se manifestará.

O tema não chega a ser uma novidade. O ex-presidente do Peru, Fugimori, já tentou emplacar um terceiro mandato. Perdeu. Felizmente, a despeito de tudo que se escreve e se diz, ninguém aqui no Brasil tentou seriamente iniciar uma batalha política pelo terceiro mandato. Pelo contrário, tramita na Câmara projeto para acabar com a reeleição.

Mas não estamos imunes a isso. No Senado, seu presidente, Garibaldi Alves (PMDB-RN), está tentando uma brecha legal pela qual ele poderia disputar a reeleição para o cargo dentro de uma mesma Legislatura (período de quatro anos), se conseguir arrancará na marra o direito a um terceiro mandato. Daqui a dois anos, quando iniciar nova Legislatura, ele poderá, e aí com direito líquido e certo, disputar o terceiro mandato.

O que vai acontecer no Senado? Não sei. Teremos um mês de debates e articulações pela frente.

blog do Ilimar Franco

Grampos – O espião é revelado. E revela!

Repousa na sargeta, esfacelado, até que se cumpra a lei, o Estado Democrático de Direito no Brasil.

Os olhos por trás do grampo

Da Revista Isto É
De Mino Pedrosa e Hugo Marques:

Como o agente Francisco Ambrósio do Nascimento, da Abin, coordenou na Polícia Federal a equipe que fez a escuta de 18 senadores, 26 deputados, ministros do governo e das mais altas autoridades do Judiciário

Francisco Ambrósio do Nascimento, um ex-agente do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), é o espião que coordenou a atuação de um grupo de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

A pedido do delegado Protógenes Queiroz, responsável pelas investigações contra o grupo do banqueiro Daniel Dantas, Ambrósio se instalou no começo do ano em uma sala no Máscara Negra, como é conhecido o edifício-sede da PF em Brasília. Tornou-se uma espécie de braço direito do delegado, funcionando como elo entre Protógenes e os agentes operacionais da Abin, cedidos à Satiagraha.

Foi da sala situada bem em frente ao gabinete do diretor da Divisão de Inteligência, delegado Daniel Lorenz, que o espião coordenou os trabalhos que resultaram em milhares de horas de diálogos telefônicos gravados, centenas de filmagens e diversos monitoramentos que compõem as entranhas da Satiagraha.

Muitas das escutas extrapolaram as autorizações legais da Justiça. Numa delas, gravou-se uma conversa telefônica do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A partir daí, o arsenal clandestino da Satiagraha desencadeou uma crise institucional entre os Três Poderes da República. E o espião passou a última semana esquivando-se nas sombras de Brasília.

Ele sabe que deverá ser chamado a depor no Congresso, no Ministério Público e na própria PF. Nessa hora, certamente será pressionado a revelar como, quando, por que e por ordem de quem sua equipe monitorou e promoveu escutas telefônicas e ambientais envolvendo autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário.

Apesar de o QG desses agentes da Abin ocupar um espaço privilegiado no Máscara Negra, nem o diretor de Inteligência nem o diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa, sabiam das missões confiadas ou da autonomia concedida ao espião. Para entrar no prédio e nos computadores da PF sem deixar rastros, Ambrósio usava crachá e senhas de outra pessoa, uma funcionária.

Os caminhos percorridos por esse crachá e por essa senha já começaram a serem rastreados numa investigação da Polícia Federal. A pedido do presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), o caso também será acompanhado por representantes do Congresso e do Judiciário.

Na linguagem dos porões, o que eles vão descobrir é nitroglicerina pura. Segundo arapongas revelaram à ISTOÉ, a operação gravou conversas e monitorou os passos de 18 senadores, 26 deputados, do secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, da ministra Dilma Rousseff, de ministros do STF e do STJ, advogados, lobistas e inúmeros jornalistas.

“O Protógenes tem em mãos um arsenal que destrói o governo passado, o atual e o próximo”, revelou Ambrósio a um amigo. Como tudo que é feito clandestinamente, não se sabe o que, na frase do espião, é fato, bravata ou ameaça.

Algema só pode em pobre, Senadores?

Brasil: da série “perguntar não ofende”.

Suas (deles) ex-celências, Senadores desta República dos Tupiniquins,  — desconhecendo as cenas que os sanguinolentos programas de TV apresentam diuturnamente, com a plebe ignara sendo tratada como bicho pelas batidas policiais nas periferias —, subiram à tribuna do Senado na tarde de ontem, para protestar pelo fato da Polícia Federal, cumprindo mandato judiciário, ter algemado os marginais de colarinho branco, Celso Pita, Daniel Dantas e o doleiro Nahas qualquer coisa.

Estarão suas (deles) ex-celências, quais mães Dinahs, antevendo algo que nós, os cara-pálidas ainda não vislumbramos?

Salvou a lucidez senatorial o pronunciamento de Pedro Simon. Confira abaixo, matéria do blog do Noblat.

Operação Satiagraha
Senadores criticam métodos da Polícia Federal

A Polícia Federal errou ao algemar os empresários Daniel Dantas, Naji Nahas e o ex-prefeito Celso Pitta, presos na manhã de ontem na Operação Satiagraha não tendo os acusados recusado a ordem de prisão? Errou ao filmar Celso Pitta na porta de casa ainda de pijamas? O assunto alterou os ânimos do senadores depois de um pronunciamento de Tasso Jereissati (PSDB-CE) em plenário. Segue o que ele disse:

– Corremos o enorme risco de sermos mal interpretados, de estarmos de uma maneira ou de outra defendendo tubarões, criminosos de colarinho branco, mas não é possível que fiquemos calados quando existem atitudes e iniciativas “policialescas”, feitas à margem da lei, em que a dignidade do indivíduo não está sendo preservada, não está sendo respeitada.

Garibaldi Alves (PMDB-RN), presidente do Senado, e Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, apoiaram Tasso. Geraldo Mesquita (PMDB-AC) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), idem. Pedro Simon (PMDB-RS) ficou nervoso com os comentários e, contra a maré, elogiou a Polícia Federal.

– O que a gente sente é a sociedade, hoje, revoltada, no sentido de que uma elite não é atingida nunca e o povão só conhece a cadeia. A Polícia Federal está agindo!

Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, comprou briga com Simon e subiu à tribuna para contestá-lo. Achou que Simon desmereceu as críticas dos colegas. Simon não gostou da afronta e pediu providências a Garibaldi, que apelou para Virgílio sair do microfone. Foi atendido

Simon com a palavra.

– Eu não tenho nenhuma dúvida de que o fato é grave. Estou apenas querendo chamar a atenção que às vezes é importante acontecer um fato que nem esse para nos alertar do que está acontecendo no Brasil. Acontece todos os dias na favela, mas acontece. Mas é importante começar a entender que no Brasil temos que fazer com que a Justiça exista para todos. E que o Brasil não seja o país da impunidade, em que o ladrão de galinha vai para a cadeia, mas para o resto não existe.

Simon desceu da tribuna sob aplausos dos colegas. Ganhou um abraço de reconciliação de Arthur Virgílio e outro de Jereissati.