É um fardo mas todos querem se reeleger

Os políticos, tanto os Tupiniquins, como todos os outros espalhados mundo afora, dizem ser a atividade de governar um enorme fardo. Seria cômico, se não fosse trágico, que toda essa turma seja capaz de vender a mãe no dia de Natal, para conseguir se perpetuar no poder.

Terceiro mandato.
É muita gente querendo ficar no poder.

Primeiro foi o prefeito de New York, o Bloomberg, agora são so presidentes da Colômbia, Uribe, e da Venezuela, Chávez. O republicano americano já conseguiu. Os sul-americanos ainda estão travando batalhas em seus Congressos para a convocação de um referendo, no qual a população se manifestará.

O tema não chega a ser uma novidade. O ex-presidente do Peru, Fugimori, já tentou emplacar um terceiro mandato. Perdeu. Felizmente, a despeito de tudo que se escreve e se diz, ninguém aqui no Brasil tentou seriamente iniciar uma batalha política pelo terceiro mandato. Pelo contrário, tramita na Câmara projeto para acabar com a reeleição.

Mas não estamos imunes a isso. No Senado, seu presidente, Garibaldi Alves (PMDB-RN), está tentando uma brecha legal pela qual ele poderia disputar a reeleição para o cargo dentro de uma mesma Legislatura (período de quatro anos), se conseguir arrancará na marra o direito a um terceiro mandato. Daqui a dois anos, quando iniciar nova Legislatura, ele poderá, e aí com direito líquido e certo, disputar o terceiro mandato.

O que vai acontecer no Senado? Não sei. Teremos um mês de debates e articulações pela frente.

blog do Ilimar Franco