Mensalão: Dilma Rousseff e a nota do PT

A cada dia, em função dos atos e palavras, me surpreendo, para pior, com a capacidade do PT em se complicar, e cavar o próprio buraco.

Ou, a incapacidade de conviver democraticamente em um Estado Democrático de Direito, como o é o Brasil. Por inconseqüente, é o caso da nota oficial divulgada pelo Partido dos Trabalhadores, e sem o conhecimento, e a aprovação(?) prévia da sua estrela maior, Dilma Rousseff. Na realidade a intempestiva nota revela a briga que acontece nas entranhas do PT, entre as diversas facções do partido.

José Mesquita – Editor


Dilma avisa que “não é palhaça” e condena PT por divulgar, sem consultá-la, manifesto radical contra STF
“Eu não sou palhaça! Eu não sou palhaça!”
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Esta foi a reação irada da Presidenta Dilma Rousseff, quarta-feia à noite, ao ver no Jornal Nacional a pancada editorial dada pela Rede Globo no manifesto “O PT e o julgamento da Ação Penal 470”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A raiva de Dilma, alegando que não era palhaça, foi verbalizada ao presidente do PT, Rui Falcão. Ela se sentiu traída pela Executiva Nacional (Socialista) do PT porque não foi informada do teor da nota partidária antes de sua divulgação. Dilma só soube pela imprensa, e odiou o conteúdo.

Dilma fez reclamação parecida contra os dirigentes petistas em ligação ao ex-presidente Lula da Silva.

Além de Falcão, quem também teria tomado uma bronca até mais incisiva de Dilma foi o ex-Secretário de Comunicação da Presidência, na gestão Lula.

O jornalista e hoje consultor Franklin Martins teria sido um dos principais autores do manifesto petista contra o Supremo Tribunal Federal.

Dilma avalia que o raivoso documento petista tem tudo para atrapalhar as relações nada fáceis de seu governo com o Judiciário.

Ainda mais com o ministro Joaquim Barbosa próximo da assumir as presidências do STF e do Conselho Nacional de Justiça, pelos próximos dois anos. Por isto, certamente, Dilma já fez questão de vazar, internamente, que nada tem ou teve a ver com o manifesto que afronta a soberania do STF.

A divulgação do manifesto sem Dilma saber antes do teor é apenas mais um capitulo da guerra surda entra dirigentes petistas e a Presidenta.

A militância comandada por José Dirceu não se relaciona bem com Dilma – e vice-versa.

A petralhada não gosta da independência da sucessora de Lula em relação a eles. Inclusive, temem que Dilma aproveite as condenações no processo do Mensalão como desculpa para se descolar das lideranças petistas e do próprio partido.

Nos bastidores de intrigas, uns até apostam que Dilma, na hora que for conveniente para ela, sai do PT e se filia ao PDT e ao PMDB.

Aliás, o ex-marido dela, Carlos Araújo, já está voltando para o partido do falecido Brizola, depois da vitória pedetista para a Prefeitura de Porto Alegre.
Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.netblog Alerta Total 

CPMI do Cachoeira: Os bons companheiros

De “caçador de marajás” Fernando Collor transfigurou-se em caçador de jornalistas. Na CPI do Cachoeira seu alvo é Policarpo Jr., da revista Veja, a quem acusa de se associar ao contraventor “para obter informações e lhe prestar favores de toda ordem”. Collor calunia, covardemente protegido pela cápsula da imunidade parlamentar.

Os áudios das investigações policiais circulam entre políticos e jornalistas – e quase tudo se encontra na internet.

Eles atestam que o jornalista não intercambiou favores com Cachoeira.

A relação entre os dois era, exclusivamente, de jornalista e fonte – algo, aliás, registrado pelo delegado que conduziu as investigações.

Jornalistas obtêm informações de inúmeras fontes, inclusive de criminosos. Seu dever é publicar as notícias verdadeiras de interesse público.

Criminosos passam informações – verdadeiras ou falsas – com a finalidade de atingir inimigos, que muitas vezes também são bandidos.

O jornalismo não tem o direito de oferecer nada às fontes, exceto o sigilo, assegurado pela lei.

Mas não tem, também, o direito de sonegar ao público notícias relevantes, mesmo que sua divulgação seja do interesse circunstancial de uma facção criminosa.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Os áudios em circulação comprovam que Policarpo Jr. seguiu rigorosamente os critérios da ética jornalística. Informações vazadas por fontes diversas, até mesmo pela quadrilha de Cachoeira, expuseram escândalos reais de corrupção na esfera federal. Dilma Rousseff demitiu ministros com base nessas notícias, atendendo ao interesse público.

A revista em que trabalha o jornalista foi a primeira a publicar as notícias sobre a associação criminosa entre Demóstenes Torres e a quadrilha de Cachoeira – uma prova suplementar de que não havia conluio com a fonte. Quando Collor calunia Policarpo Jr., age sob o impulso da mola da vingança: duas décadas depois da renúncia desonrosa, pretende ferir a imprensa que revelou à sociedade a podridão de seu governo.

Inteligência e tortura

A vingança, porém, não é tudo. O senador almeja concluir sua reinvenção política inscrevendo-se no sistema de poder do lulopetismo. Na CPI opera como porta-voz de José Dirceu, cujo blog difunde a calúnia contra o jornalista. Às vésperas do julgamento do caso do mensalão, o réu principal, definido pelo procurador-geral da República como “chefe da quadrilha”, engaja-se na tentativa de desqualificar a imprensa – e, com ela, as informações que o incriminam.

O mensalão, porém, não é tudo. A sujeição da imprensa ao poder político entrou no radar de Lula justamente após a crise que abalou seu primeiro mandato. Franklin Martins foi alçado à chefia do Ministério das Comunicações [N. da R.: Na realidade, da Secretaria da Comunicação Social da Presidência da República, com status de ministro] para articular a criação de uma imprensa chapa-branca e, paralelamente, erguer o edifício do “controle social da mídia”.

A sucessão, contudo, representou uma descontinuidade parcial, que se traduziu pelo afastamento de Martins e pela renúncia ao ensaio de cerceamento da imprensa. Dirceu não admitiu a derrota, persistindo numa campanha que encontra eco em correntes do PT e mobiliza jornalistas financiados por empresas estatais. Policarpo Jr. ocupa, no momento, o lugar de alvo casual da artilharia dirigida contra a liberdade de informar.

No jogo da calúnia, um papel instrumental é desempenhado pela revista Carta Capital. A publicação noticiou falsamente que Policarpo Jr. teria feito “200 ligações” telefônicas para Cachoeira. Em princípio, nada haveria de errado nisso, pois a ética nas relações de jornalistas com fontes não pode ser medida pela quantidade de contatos.

Entretanto, por si mesmo, o número cumpria a função de arar o terreno da suspeita, preparando a etapa do plantio da acusação, a ser realizado pela palavra sem freios de Collor. Os áudios, entretanto, evidenciaram a magnitude da mentira: o jornalista trocou duas – não 200 – ligações com sua fonte.

A revista não se circunscreveu à mentira factual. Um editorial, assinado por Mino Carta, classificou a suposta “parceria Cachoeira-Policarpo Jr.” como “bandidagem em comum” (ver “Trevas ao meio-dia”).

Editoriais de Mino Carta formam um capítulo sombrio do jornalismo brasileiro. Nos anos seguintes ao AI-5, o atual diretor de redação da CartaCapital ocupava o cargo de editor de Veja, a publicação em que hoje trabalha o alvo de suas falsas denúncias. Os editoriais com a sua assinatura eram peças de louvação da ditadura militar e da guerra suja conduzida nos calabouços.

Um deles, de 4 de fevereiro de 1970, consagrava-se ao elogio da “eficiência” da Operação Bandeirante (Oban), braço paramilitar do aparelho de inteligência e tortura do regime, cuja atuação “tranquilizava o povo”. O material documental está disponível no blog do jornalista Fábio Pannunzio,sob a rubrica “Quem foi quem na ditadura”.

Interesse vitais

Na Veja de então, sob a orientação de Carta, trabalhava o editor de Economia Paulo Henrique Amorim. A cooperação entre os cortesãos do regime militar renovou-se, décadas depois, pela adesão de ambos ao lulismo. Hoje Amorim faz de seu blog uma caixa de ressonância da calúnia de Carta dirigida a Policarpo Jr.

O fato teria apenas relevância jurídica se o blog não fosse financiado por empresas estatais: nos últimos três anos, tais fontes públicas transferiram bem mais de R$ 1 milhão para a página eletrônica, distribuídos entre a Caixa Econômica Federal (R$ 833 mil), o Banco do Brasil (R$ 147 mil), os Correios (R$ 120 mil) e a Petrobrás (que, violando a Lei da Transparência, se recusa a prestar a informação).

Dilma não deu curso à estratégia de ataque à liberdade de imprensa organizada no segundo mandato de Lula. Mas, como se evidencia pelo patrocínio estatal da calúnia contra Policarpo Jr., a presidente não controla as rédeas de seu governo – ao menos no que concerne aos interesses vitais de Dirceu. A trama dos bons companheiros revela a existência de um governo paralelo, que ninguém elegeu.
Por Demétrio Magnoli/O Estado de S.Paulo
Demétrio Magnoli é sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP.

Comissão da verdade e os interesses políticos entrincheirados

Fui, sou e sempre serei contra todo e qualquer regime autoritário e, caso tenha oportunidade, sempre os combaterei.

Mas esta bodega de Comissão da Verdade não passa mais um dos circos armados pelos petistas.

Estas tralhas que hoje ocupam o poder e rotulam-se de democratas naquela época defendiam e posicionavam-se dentro de concepções stalinistas e maoistas (José Serra, José Dirceu, José Genuíno, Fernando Gabeira, Wladimir Palmeira, Tarso Genro, Franklin Martins, Dilma Rousseff etc.).

Não se opunham à ditadura militar defendendo o restabelecimento do Estado Democrático de Direito e sim sua substituição por uma ditadura nos moldes soviético, cubano ou chinês.

Se for para apurar, então que se apure também a atuação das organizações clandestinas que praticaram crimes semelhantes aos dos agentes do Estado (assassinato, justiciamentos, assaltos, tortura etc.).

Essa conversa “do presidenta” de contar a história em sua plenitude é uma bobagem, pois a história não possui uma verdade.

Os historiadores trabalham com fragmentos de acontecimentos do passado e, após muita pesquisa, os interpretam e, como são produtos da sociedade em que vivem, suas interpretações jamais serão neutras, imparciais.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Não existe em história o “do jeito que aconteceu”.

Pesquisem sobre alguns membros da tal Comissão e verão que, de uma forma ou de outra, não são nada isentos. Crimes são crimes e, portanto, não importa qual dos lados os cometeram.

Se é para apurar, que se faça em ambos os lados. Essa gente que se diz de esquerda e que derrotou a ditadura está mentindo. Todos sabem que foram aniquilados e que a ditadura só teve fim porque foi uma concessão dos militares fundamentada na Lei da Anistia, em que foi acordado o esquecimento entre as lideranças civis da época e os militares.

Porque não se constituiu Comissão da Verdade após março de 1985, quando todos ainda estavam bem vivos e revogou-se a Lei da Anistia.

Essa Comissão se prestará somente para o atendimento de interesses políticos e econômicos entrincheirados, além de satisfazer o ódio reprimido numa revanche que não trará contribuição alguma para o país.

De mais a mais, um país que não consegue apurar crimes de homicídio como o assassnato de PC Farias em 1996, Celso Daniel em 2002 ou julgar os réus do escândalo do Mensalão desde 2005, com certeza não apurará coisa alguma em apenas dois anos, ainda com a agravante de pretender abarcar de 1946 a 1988.
Celso Botelho/Tribuna da Imprensa

Censura, imprensa e a falácia do tal ‘marco regulatório’

O debate por mais pueril e abstrato que seja, é sempre melhor que o silêncio. Seja o que acontece por interesses seja o que ocorre pela força da censura.

Contudo, quando se trata de mídias digitais os ‘especialistas’ e todos os demais “ólogos” que se envolve no debate ainda não entenderam que a internet é incontrolável.

Por mais que se sofisme não dá para esconder que todos os governos, de todos os matizes, sonham mesmo é com a posse de ferramentas legais que os permitam calarem quem se lhes opõe. O resto é conversa fiada.
O Editor


Quando a imprensa é notícia supõe-se que ele procure ser clara, compreensível, equilibrada, veraz. Certo ou errado? Erradíssimo. A mídia tem obrigação de clarificar o que é obscuro, mas quando está no papel de protagonista seu desempenho é geralmente ambíguo, controverso, confuso, pífio. E suspeito.

Às naturais deficiências de nossas redações acrescenta-se um tratamento equívoco e distorcido, geralmente soprado por outras esferas das empresas jornalísticas.

Como se a imprensa não conseguisse cumprir com os seus deveres mínimos perante a sociedade aos expor os seus interesses e suas deficiências.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O seminário internacional organizado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República sobre convergência das mídias foi exemplo desta incontida tendência para a manipulação e o desvirtuamento nas raras ocasiões em que a imprensa trata dela mesma.

Das doze intervenções dos especialistas estrangeiros e a saudação de abertura do ministro-anfitrião, nossa mídia tratou apenas de duas e esqueceu o resto – o que já denota uma disposição para extrair do encontro seus méritos principais: a abrangência e a riqueza dos diferentes olhares.

Reestruturação urgente

A maioria das manchetes dos dias seguintes (quarta e quinta, 10 e 11/11) foram disparadas contra o ministro-jornalista Franklin Martins, que no discurso de abertura fez um apelo para que no debate sobre a criação de um marco regulatório para a comunicação eletrônica sejam esquecidos os fantasmas do passado.

“O clima de entendimento é melhor do que o de enfrentamento”, disse o ministro.

Nenhum dos grandes jornais conseguiu vencer a tentação de subverter a frase e preferiu apresentá-la como ameaça do governo à liberdade de expressão.

Outra intervenção que atraiu o furor da mídia foi a do especialista da Unesco Toby Mandel, que repetiu o que este Observatório da Imprensa vem afirmando há mais de uma década: o Congresso Nacional não tem legitimidade para aprovar as concessões para emissoras de radiodifusão porque a maioria dos parlamentares goza da dupla condição de concessionário. Esta é uma aberração liminar que compromete toda a nossa estrutura midiática e não apenas no segmento eletrônico.

Neste caso, quem comandou a ofensiva foi a Abert, entidade empresarial de radiodifusão que convive muito bem com este vício de origem.

O governo errou muito nas suas relações com a imprensa, sobretudo quando a levou aos palanques eleitorais.

A reestruturação do setor eletrônico e a sua acoplagem ao novo mundo digital é imperiosa.

Quem não entender esta urgência, vai sobrar.

Alberto Dines/Observatório da Imprensa

Franklin Martins critica propriedade de TVs por políticos

“O hábito do cachimbo faz a boca torta”.
A veia censória chavista do ministro Franklin Martins pulsa novamente. As críticas do Ministro da Propaganda do governo Lula, em relação ao fato de políticos terem a propriedade de emissora de rádio e televisão, não levaram em consideração as novas mídias. Hoje o público que consome uma informação não é mais sujeito passivo de quem elaborou/divulgou essa informação. De posse de uma informação esse novo espectador/leitor/ouvinte, se transforma em protagonista.

Alterando por inclusão da sua própria opinião e/ou por acréscimo de material de terceiros, ele interage, completa, corrige ou desmente a informação original, promovendo sua conseqüente divulgação pelos novos meios de comunicação, notadamente a internet, principalmente via redes sociais.

Nenhum meio tradicional de informação detém mais o poder absoluto de, via notícia comprometida com os interesses de seus proprietários, aplicar lavagem cerebral no receptor da mensagem. O ministro vê fantasmas por, provavelmente, não fazer a mínima ideia do que está acontecendo nas chamadas mídias sociais. Além do mais, entre os maiores proprietários de emissoras de rádio e televisão, estão políticos – Collor, Sarney, Jader Barbalho, etc. – , que formam a tão decantada base de sustentação do governo Lula.
Sempre que um membro de um governo, qualquer um, falar em ‘marco regulatório para os meios de comunicação’ vislumbro a silhueta de uma tesoura.
O Editor


O ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social do governo federal, criticou nesta terça-feira, 9, a propriedade de canais de televisão por políticos.

Ele citou principalmente as emissoras de televisão que têm senadores e deputados como donos. “Todos nós sabemos que deputados e senadores não podem ter televisão”, disse.

Segundo ele, o setor virou “terra de ninguém” e os parlamentares usam “subterfúgios” para comandar emissoras. “A discussão foi sendo evitada e agora é oportunidade para que se discuta tudo isso”, observou.

O ministro disse ainda que os “fantasmas” não podem comandar o processo de regulação de mídias no Brasil.

O maior “fantasma”, segundo ele, seria a tese de que o governo quer ameaçar a liberdade de imprensa ao levantar o debate sobre o tema.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“Essa história de que liberdade de imprensa está ameaçada é bobagem, fantasma, é um truque. Isso não está em jogo”, disse.

As declarações foram dadas durante a abertura do seminário internacional “Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias”, evento organizado em Brasília pelo governo para discutir o anteprojeto de regulação do setor que o Palácio do Planalto pretende enviar ao Congresso até o fim do ano.

“Não haverá qualquer tipo de restrição. Mas vamos com calma. Isso não significa que não pode ter regulação. Isso (ameaça à liberdade) entra na discussão para não se entrar na discussão. Liberdade de imprensa não quer dizer que a imprensa não pode ser criticada, observada”, afirmou Franklin Martins.

“Liberdade de imprensa quer dizer que a imprensa é livre, não necessariamente boa. A imprensa erra”, ressaltou.

O ministro abriu o seminário. Defendeu um novo marco regulatório nos setores de radiodifusão e telecomunicações e mandou um recado aos adversários: “Nenhum grupo tem o poder de interditar a discussão. A discussão está na mesa. Terá de ser feita, num clima de enfrentamento ou entendimento”.

O ministro afirmou que as críticas são frutos de “fúrias mesquinhas”. “Os fantasmas passeiam por aí arrastando correntes”, disse.

“Os fantasmas, quando dominam nossas vidas, nos impedem de olhar de frente a realidade. Os fantasmas não podem comandar esse processo. Se comandarem, perderemos uma grande oportunidade”, afirmou.

Segundo ele, a intenção do governo é dar uma atenção especial ao setor de radiodifusão na discussão sobre o novo marco regulatório do setor.

“O governo federal tem consciência de que nesse processo de convergência de mídia é necessário dar proteção especial à radiodifusão”, afirmou.

Leandro Colon/O Estado de S.Paulo

Franklin Martins: o homem que sabe demais?

E o ministro da propaganda de Lula, sutilmente chamado à socopa de “Herr Franhlin” é motivo de um estranho paradoxo profissional.

Implacável na busca de mecanismos para impor censura aos meios de comunicação, está ameaçado, por conta desse viés Chavista de se tornar um sem emprego – portas se fecham para sua admissão em órgãos de imprensa – , uma vez que não será aproveitado no governo Dilma.

Por outro lado há rumores segundo os quais uma grande revista semanal e um grupo de comunicação que invlui rede nacional de TV, irão abrigá-lo.

Não pela competência jornalística, mas pelo muito que acumulou de segredos durante o tempo que permaneceu no governo.


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Eleições 2010: o destino de Franklin Martins, o Goebbels do PT

Sussurros trazidos pelo vento que sopram através do Lago Paranoá, em Brasília, informam que Dilma Rousseff quer Franklin ‘mãos de tesoura’ Martins, atual ministro da propaganda de Lula, o mais longe possível de seu(dela) governo.

O viés censor do ex Global faz dele a encarnação da censura.

Assim como o antecessor Gushiken, o Bolivariano jornalista sonha em manietar a imprensa.

Dilma não precisa começar um governo, que se anuncia globalmente complicado, em guerra com a imprensa.

A presidente eleita prefere alguém que não tenha atrito com a imprensa.


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PT e a censura disfarçada em “controle social da mídia”

Imprensa livre só mesmo os blogs independentes, que não estejam embaixo de guarda-chuva de grupos de comunicação. Não há meios, tecnológicos inclusos, de controlar as redes sociais
Quanto a órgão oficiais de comunicação, têm a credibilidade de uma velhinha colocando fronha em um travesseiro. Ou seja, nenhuma. Vide a TV do Lula que, acho, nem ele assiste.
Contudo é um perigo se deixar levar por esse lengalenga petista de democratização dos meios de comunicação. Aí, o menos desprovido de faro já fareja o odor stalinista da censura. A liberdade de imprensa é um direito conquistado por todos nós.
Aliás, democracia não precisa de adjetivos. É democracia só. E basta! O resto é querer controlar/calar a palavra de quem discorda do dono do poder.
Contra a censura. Sempre!
O Editor


Obsessão

Os últimos dias foram plenos de informações sobre o que o governo brasileiro pensa sobre os meios de comunicação e seus projetos para implementar o que chama de “controle social” da mídia. Tudo o que se disse sobre o assunto indica uma comunhão de intenções entre o que já acontece em outros países da América do Sul, como a Argentina e a Venezuela, e o projeto de um futuro governo petista.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Na recente reunião do Foro de São Paulo realizada na Argentina, o grupo criado por Lula e Fidel Castro que reúne a esquerda da América Latina regozijou-se porque “setores sociais do Brasil, da Argentina e do Paraguai” conseguiram colocar em questão a credibilidade dos grandes meios de comunicação, provocando redução nos níveis de venda e audiência dos jornais impressos e da TV.

Mesmo que se trate de uma bravata juvenil, a comemoração evidencia o real objetivo desses esquerdistas regionais, entre eles o dirigente petista Valter Pomar: tentar desmoralizar os meios de comunicação independentes, para controlar a opinião pública.

Na mesma resolução, as medidas de diversos países da região para reforçar o controle do Estado no setor de comunicação social foram elogiadas, especialmente a lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, a chamada “Lei da Mídia”, aprovada na Argentina em 2009, que foi considerada inconstitucional pela Justiça.

Essa legislação deve ser uma “referência imprescindível” para os demais países, decidiu o Foro de São Paulo.

Ela faz parte de uma ampla campanha do governo de Cristina Kirchner para cercear a atuação dos jornais e televisões de maneira geral, mas muito especificamente do grupo Clarín, o mais importante do país.

A “Lei da Mídia” divide as concessões igualmente entre o Estado, movimentos sociais e o setor privado, levando em consequência o Grupo Clarín a ter que se desfazer de concessões de TV e rádio.

O mais novo lance dessa disputa é a intervenção do governo na fábrica de papel de imprensa do país, cujo maior sócio privado é o grupo Clarín, numa clara tentativa de impor sanções econômicas aos jornais.

Na segunda-feira, o presidente Lula, inaugurando um canal de televisão do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, disse em discurso lido — isto é, preparado por sua assessoria, sem os perigos dos improvisos — que a emissora evitará que os trabalhadores “continuem impedidos de exercer a liberdade de expressão” e que “o brasileiro sabe distinguir o que é informação e o que é distorção dos fatos”.

Como se uma emissora que representa um grupo social específico não tenha interesses de classe a defender e discursos políticos a divulgar.

Já o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, repetiu sua obsessiva cantilena contra os órgãos de comunicação independentes, afirmando que a televisão dos metalúrgicos e a internet farão com que os jornais e as emissoras de TV percam o controle do noticiário levado à opinião pública.

Tirar o poder dos “aquários”, um jargão jornalístico para as salas das chefias das redações dos jornais, parece ser a fixação de Franklin, um movimento, segundo ele, “irreversível, e que está apenas começando”.

Em acordo com as diretrizes emanadas do Foro de São Paulo, o ministro da Comunicação Social do governo Lula pretende que sejam aprovados antes do final do mandato diversos projetos de lei originados na Conferência Nacional das Comunicações (Confecom), convocada por ele.

Com a participação de organizações da sociedade civil, da CUT e de representações de entidades empresariais, a Confecom produziu uma infinidade de propostas que podem se transformar em leis com o objetivo central de implantar o tal “controle social da mídia”.

Uma das propostas prevê “mecanismo de fiscalização, com controle social e participação popular”, em todos os processos dos meios de comunicação, como financiamento, acompanhamento das obrigações fiscais e trabalhistas das emissoras, conteúdos de promoções de cidadania, inclusão, igualdade e justiça, cumprimento de percentuais educativos, produções nacionais.

Merval Pereira/O Globo

Collor ganha ação judicial contra Franklin Martins. Como?

Lembram do Franklin Martins? E do Collor de Melo? Continuam os mesmos.

Aquele, jornalista, era comentarista da Globo. Antes foi terrorista e participou de ações como o sequestro do embaixador americano no Brasil. Agora, durante o governo do apedeuta do agreste, foi catapultado para o pomposo cargo ‘goebeliano’ de ministro da propaganda. É o ‘cara’ que controla a grana da publicidade milionária do governo.

Esse, era o caçador de marajás. Depois foi presidente da república. Das Alagoas para Brasília, se elegeu afirmando ser o Lula a encarnação do demo. Depois caçou a poupança dos Tupiniquins, cassou a ética e foi cassado.

Agora é senador da República! Que república!

Isto posto, vamos aos fatos.

Em 2005 o então comentarista da Globo, Franklin Martins, durante uma entrevista, certamente com “aquilo roxo”, brindou Collor de Melo com os singelos adjetivos de “ladrão e chefe de quadrilha”.

Aí, ‘obrando’ ira por todos os intumescidos olhos, o ex-chefe de PC Farias processou Franklin Martins por injúria, calúnia e difamação, exigindo, na justiça, uma indenização por danos morais no valor de R$50 mil reais. E ganhou! Em primeira instância.

O lindo vem agora.

Os dois, Franklin Martins e Fernando Collor, estão juntos na mesma canoa. Isso mesmo! Ambos fazem parte do mesmo governo. São aliados num governo que carrega um mensalão nas costas e que Franklin Martins insistia em negar que existiu. Por seu turno Collor de Mello segue “obrando” furibundas intervenções no senado em defesa do governo petista — lembrai-vos da intervenção que fez contra o Senador Pedro Simon —, mostrando assim que digeriu palatavelmente o antes indeglutível Lula. Na mesma comédia do ‘é mentira Terta?’, Collor, à época, afirmava que o episódio PC Farias era uma armação da mídia contra o ocupante da Casa da Dinda.

Mais iguais impossível se imaginar.

A lógica, embora perversa, explica então porque tais figurinhas estejam agora defendendo o mesmo governo. Diante da tibieza apresentada ao longo de suas trajetórias (sic), é bem possível que estejam agora a jurar amor eterno.

Uáu!

PS 1. Será que o processo continuará em instâncias superiores ou, em nome sei lá de que, ou de quem, a ação judicial será retirada?

PS 2. Caso a ação não seja retirada, Delúbio Soares e Marcos Valério voltarão à ribalta para providenciar “recursos não contabilizados”?

Dilma Rousseff, lei de anistia e crise militar

Brasil: da série “O tamanho do buraco!”

Ô corja! Com Dilma Rousseff, Tarso Genro, o beócio Franklin Martins e o tal do patético Vanucchi, Lula não precisa de inimigos. Nós, os Tupiniquins, poderemos, caso a Dilminha revanchista chegue ao poder, Deus nos acuda, vermos descer pelo ralo as conquistas democráticas que tanto nos custaram.

O Editor

CRISE MILITAR: SEU NOME É DILMA ROUSSEFF

Ainda que eu tivesse cometido algumas injustiças com Lula, coisa de que discordo, de uma certamente eu o teria poupado: jamais o considerei um idiota. Nunca! Até aponto a sua notável inteligência política, coisa que não deve ser confundida, obviamente, com cultura. O governo vive, a despeito das negativas, uma crise militar. Que é muito mais grave do que se nota à primeira vista. Ela foi originalmente pensada nas mentes travessas de Tarso Genro, ministro da Justiça, e Paulo Vanucchi, titular da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Mas tomou consistência e corpo nos cérebros não menos temerários da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), candidata do PT à Presidência, e de Franklin Martins, ministro da Comunicação Social, hoje e cada vez mais o Rasputin deste rascunho de czarina que pretende suceder Lula.

O imbróglio não deixa de ser um ensaio geral do que pode ser um governo Dilma. Se vocês acham que a ópera, com o tenor Lula, tem lá seus flertes com o desastre, vocês ainda não sabem do que é capaz a soprano. A crise atual mistura temperamento macunaímico, sordidez e trapaça. Dilma, Franklin e Vanucchi, a turma da pesada que, no passado, optou pelo terrorismo e hoje ocupa posições no alto e no altíssimo escalões da República resolveu dar um beiço nos três comandantes militares. O tiro, tudo indica, saiu pela culatra. E sobrou uma lição aos soldados. Vamos devagar.

Tratemos um pouco do que vocês certamente já sabem e um tanto do que talvez não saibam. Na semana passada, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos publicou um decreto, devidamente assinado pelo presidente Lula. Entre outras providências, instituía uma tal Comissão Nacional da Verdade para investigar crimes contra os direitos humanos cometidos durante o regime militar.

Pois bem. A questão havia sido negociada com os comandos militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. E olhem que estes senhores tinham ido bastante longe – e fica a lição: com essa gente, ceder um braço corresponde a ceder os dois, mais as duas pernas e também a cabeça. Os militares aceitaram a criação da tal comissão desde que o texto não restringisse a apuração de violações ao governo militar: também as organizações terroristas de esquerda teriam sua atuação devidamente deslindada.

É preciso dizer com clareza, não? Dilma Rousseff pertenceu a uma organização terrorista, homicida mesmo: a Vanguarda Popular Revolucionária. Franklin Martins também praticou terrorismo. O seu MR-8 seqüestrava e matava. Vanucchi foi da Ação Libertadora Nacional, o que significa dizer que era um servo do Manual da Guerrilha, de Carlos Marighella, um verdadeiro manual de… terrorismo, que pregava até ataques a hospitais e dizia por que os bravos militantes deviam matar os soldados.

Pois bem… Quiseram os fatos que estes três se juntassem, com o conhecimento de Tarso Genro, para redigir – alguém redigiu a estrovenga; falo de aliança política -, aquele decreto. E o combinado com os militares não foi cumprido: além de especificar que a Comissão da Verdade investigaria apenas um lado da batalha, há propostas singelas como estas:

– deetermina que as leis aprovadas entre 1964 e 1985 sejam simplesmente revogadas caso se considere que elas atentam contra a tal “verdade”;

– deetermina que os logradouros públicos e monumentos que tenham sido batizados com nome de pessoas ligada ao “regime” sejam rebatizados.

Vocês entenderam direito: Lula assinou um decreto que não só dá um pé no traseiro do alto comando como, ainda, anuncia, na prática, a EXTINÇÃO DA LEI DA ANISTIA – para um dos lados, é óbvio. É isto: eles tentaram rever a tal lei. Viram que isso não é possível. Decidiram, então, dar uma de Daniel Ortega, que mandou suprimir trechos da Constituição de que ele não gosta.

LULA SABIA

Já disse: não tomo Lula por idiota – porque só um idiota não saberia. Mas admito: muita coisa tem as digitais do presidente sem que ele tenha a menor idéia do que vai lá. Isso é possível, sim. É por isso que existe uma CASA CIVIL. Não há – NOTEM BEM: NÃO HÁ – decreto presidencial que não tenha a chancela desse ministério. É uma de suas funções – a rigor, é uma de suas principais tarefas.

Logo, funcionalmente, a responsável pelo texto é Dilma Rousseff. Que já se manifestou a favor da revisão da Lei da Anistia, ainda que dê outro nome ao que quer fazer. A questão é saber se Lula se comportou como um cretino ou como um irresponsável: se assinou algo dessa gravidade na inocência, sem ter sido advertido pela Casa Civil, então foi feito de bobo e tem de demitir Dilma. Se, como imagino, sabia muito bem o que ia lá e decidiu testar a elasticidade ou complacência dos militares, agiu como um irresponsável.

Demissão

Trapaceados, os três comandantes militares decidiram pedir demissão. Os generais de quatro estrelas se reuniram para tratar de um assunto não ligado à profissão pela primeira vez em muitos anos. A tal Comissão da Verdade terá de redigir um projeto de lei para ser enviado ao Congresso dando forma e caráter à tal investigação. Lula tem quatro opções:

1 – deixa o texto como está e negocia com os militares um projeto de lei que contemple a investigação dos dois lados;

2 – muda o decreto e o devolve ao que havia sido negociado;

3 – simplesmente recua do texto na íntegra;

4 – a quarta opção é dizer o famoso “ninguém manda nimim” e deixar tudo como está. Pois é… Só que o “tudo como está” pode significar uma crise sem precedentes, grave mesmo, com possíveis atos de indisciplina.

“A Lei da Anistia é um conquista do povo brasileiro, é seu patrimônio. E de milhares de pessoas que lutaram pela democracia. Por isso, mudá-la, na forma como querem fazer alguns, ou extingui-la é um atentado contra a própria democracia. É constrangedor assistirmos a cenas como essa”, afirma o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), presidente da Frente Parlamentar de Defesa Nacional.

Terão os comandantes militares se esquecido do modo como operam as esquerdas, de sua vocação para o ato sorrateiro, para as ações solertes? Só isso pode explicar aquela primeira concordância com a tal Comissão da Verdade. Do conjunto da obra, resta, pois, essa lição. E também há uma outra: em matéria eleitoral e nessa política que precisa de voto, Dilma é uma teleguiada de Lula: sem ele, ela não existe. Mas Dilma é quem é e também quem foi. Com um simples decreto, que passou por sua mesa de ministra da Casa Civil, criou-se o mais grave incidente militar do governo Lula. O projeto é tê-la agora na Presidência. Vimos como agem com quem tem armas. Dá para imaginar do que são capazes com quem não tem.

Encerro

O nome da comissão – “da Verdade” – só pode ser coisa de algum piadista infiltrado no grupo. Como não pensar imediatamente em 1984, de George Orwell. Essa gente tem um perfil totalitário de manual; são stalinistas do calcanhar rachado. Querem até rever o batismo de logradouros públicos, num daqueles atos típicos de reescritura da história.

Eis um país com Dilma Rousseff no topo. E com Franklin Martins no topo do topo.

blog Reinaldo Azevedo