Economia: China começa “a fazer água”

As ameaças que vêm da Ásia
Ricardo Antunes/Folha de S.Paulo

O modelo chinês: salários degradantes, jornadas de 12 horas, morte por exaustão. Tal padrão de exploração está se tornando tendência global. Desde meados dos anos 1970, o Oriente vem dando “lições” de capitalismo para o Ocidente. Do toyotismo, por exemplo, muito já se falou, com seu ideário conhecido: “kanban”, “just in time”, “kaizen”, células de produção etc.

Mas é muito curioso: os seus manuais apologéticos nunca abriram espaço para “karoshi”, que significa a morte por excesso de trabalho, ou para “karojisatsu”, suicídio que é decorrência da intensidade e do caráter extenuante do trabalho – em 2010, foram mais de 30 mil casos na chamada terra do sol nascente.

Lá também encontramos jovens decasséguis que migram em busca de trabalho nas cidades e dormem em cápsulas de vidro – algo que denominei “operários encapsulados”.

Mais recentemente, em Tóquio, trabalhadores terceirizados contratados diariamente (“hiyatoi-arbeit”) procuram refúgio noturno em cibercafés. Assim, ficam conectados durante a madrugada, aptos para serem convocados para um novo trabalho eventual na manhã seguinte. Nesses lugares, conseguem também descansar um pouco, pois muitos são migrantes que não dispõem nem sequer de casas ou dormitórios.

Mas há ainda outro exemplo emblemático que vem do Oriente. É na China atual que as engrenagens do capitalismo das transnacionais, em afinada simbiose com o Estado, levaram a superexploração da classe trabalhadora ao limite.

O caso da Foxconn é elucidativo. Fabrica do setor de informática e das tecnologias de comunicação, é exemplo de ECM (electronic contract manufacturing), empresa terceirizada responsável pela montagem de produtos para a Apple, Nokia, HP e várias outras transnacionais.

Em sua unidade de Longhua (província de Shenzhen), onde são fabricados os iPhone, desde 2010 ocorrem suicídios de jovens trabalhadores, em sua maioria evidenciando sua intensa exploração, os salários degradantes e o isolamento ao qual estão submetidos. Habitam quartos minúsculos e superlotados – que, aliás, têm telas nas janelas, para evitar mais suicídios.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Produzem aparelhos aos milhões e, em geral, nem imaginam como funciona a mercadoria produzida, levando o fetichismo maquínico à forma mais fantasmagórica.

Esse é o padrão chinês de exploração do trabalho. Ele vem se configurando como uma tendência agressiva em escala global, como as condições de trabalho na Índia mostram.

Segundo a organização Sacom (de “Students and Scholars Against Corporate Misbehaviour”, algo como “Estudantes e Acadêmicos contra o Comportamento Impróprio das Corporações”), os operários da Foxconn, centenas de milhares, trabalhavam em média 12 horas por dia, recebendo com salário mensal básico de 900 yuans (menos de US$ 150 ou R$ 300), que poderiam dobrar em função das horas extras que realizavam.

Disposto a investir no Brasil, o taiwanês Terry Gou, presidente da Foxconn, lascou seu comentário, afirmando que brasileiros “não trabalham tanto, pois estão num paraíso”. E não é crível que ele desconheça o enorme contingente de trabalho escravo que ainda existe aqui.

Não é difícil entender porque a China atual tem as mais altas taxas de greve no mundo. Enquanto a luta de classes burla a sepultura, o modelo taiwanês ameaça o “paraíso”.

Dilma e os tablets

PowerPoint é coisa do passado: mania dos tablets invade o Planalto.
Dilma tem vários aparelhos e sempre viaja com um.

Ministros seguem exemplo.

Já está superada a imagem que tanto marcou o ex-presidente Lula da sua então ministra de Minas e Energia e, depois, chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sempre grudada a tabelas de PowerPoint em um laptop.

Mais conectada do que nunca ao mundo virtual, a presidente agora só quer saber de tablets.

Tem pelo menos quatro destas engenhocas em locais estratégicos e não abre mão de carregar ao menos uma em viagem.

Um deles foi presente do presidente da Foxconn — empresa taiwanesa que está se instalando no país.

O Samsung de Dilma tem capa personalizada vermelha e vem com sua assinatura.

É a partir dessas máquinas portáteis, das quais não se separa, que a presidente acompanha o noticiário estrangeiro, a compilação de reportagens publicadas na mídia nacional e até mesmo dados do seu governo.[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Mas não é só trabalho que a presidente busca nos tablets, que têm permitido à Dilma cultivar um dos seus hábitos preferidos, o da leitura.

Ela baixa livros sem parar e o último que estava lendo era “Os homens de confiança: Wall Street, Washington e a educação de um presidente”, do jornalista americano vencedor do prêmio Pulitzer Ron Suskind, que trata da ascensão de Barack Obama e da crise financeira de 2008.

A mania por tablet está longe de ser uma peculiaridade de Dilma.

Aos poucos, estes aparelhos vêm invadindo a Esplanada dos Ministérios e tomando conta dos gabinetes dos Três Poderes da República, seja por caminhos institucionais, seja pelo simples desejo destes funcionários públicos de carregar o seu próprio tablet para cima e para baixo.

Não há reunião de ministros sem alguns exemplares sobre a mesa.

Fernando Pimentel, de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, é um dos adeptos da nova onda.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ainda mantém um no gabinete, onde lê as notícias econômicas.
O Globo

Tópicos do dia – 25/01/2012

08:41:14
Hackers ameaçam atacar Facebook
Um suposto membro do grupo Anonymous diz que pretende atacar o Facebook. Um vídeo foi publicado no YouTube pelo usuário “AnonymousVoice777” e traz o que seria uma mensagem do grupo sobre como hackers simpatizantes podem participar da “Operação Blecaute Global”, identificada pela tralha #OpGlobalBlackout no Twitter. A ofensiva foi marcada para este sábado, dia 28 de janeiro, por volta de meia-noite nos Estados Unidos, madrugada aqui no Brasil. “Embora o Facebook tenha 60 mil servidores, é possível derrubá-lo”, diz o narrador do vídeo, que pede a seus colaboradores que “não tenham medo”, pois é “a chance mais recente” de uma ação global contra a rede social.
Informação do jornal O Globo.

09:09:47
“Vado a M@#$A” Battisti.
Cesare Battisti faz negócios, e turismo, às nossas custas.
De uma maneira ou de outra, o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho, finda “pingando umas merrecas” em algum inútil sindicato. Agrora leiam essa:
Assim é fácil!
O Sindicato dos Petroleiros-RJ bancou a viagem de Cesare Battisti ao Fórum Social Temático, em Porto Alegre (RS), onde ontem o terrorista vendeu seu livro. Nem a editora nem ele coçaram o bolso. Só o nosso.
coluna Claudio Humberto

13:09:55
Alô alô dona Dilma!
A carta da blogueira Yoani Sáchez – hiper-ultra censurada pelos decrépitos ditadores de Cuba, Raul e Fidel – solicitando à presidente Dilma sua (dela) interferência para obter autorização para poder vir ao Brasil receber um prêmio, continua no fundo de alguma gaveta planaltina. Até agora, ‘necas de pitibiriba’ de resposta da dama da faxina na Taba dos Tupiniquins.

13:40:10
Brasil: da série “perguntar não ofende”!
Ouço noticiário – rádio CBN – que o Ministério da Saúde faz questionário junto ao sofrido paciente – bote paciente nisso – Tupiniquim, visando saber a sua (dele) opinião quanto à qualidade (?) (mais uma figura de retórica) do atendimento no SUS.
1. Precisa aplicar questionário?
2. Que tal o ministro procurar atendimento em um hospital do SUS disfarçado de povo?

15:03:54
Foxconn recebe isenção fiscal
A Foxconn foi habilitada nesta quarta (25) a receber incentivos fiscais do governo para fabricar iPads no Brasil. A portaria interministerial foi publicada no Diário Oficial da União. O governo afirmou que a fabricante tem interesse em produzir o tablet da Apple. Os incentivos envolvem a isenção dos impostos como IPI, PIS e Cofins. A portaria foi assinada pelos ministros Guido Mantega (Fazenda), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e pelo então ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que, desde terça, está no comando do Ministério da Educação.
Informações do Estadão.


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Tópicos do dia – 06/12/2011

08:05:23
Frigideira no fogo.

Fernando Pimentel pode ser a pimenta para esquentar a fritura.

08:30:39
Foxconn começa a produzir iPhones no Brasil dia 16
O ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) afirmou nesta segunda (5) que ainda não há estimativa para que a empresa Foxconn comece a produzir os tablets iPad, da Apple, no Brasil. Segundo o ministro, enquanto não houver produção local, os aparelhos continuarão a ser tributados em 36 por cento. Porém adiantou que o iPhone começará a ser produzido dia 16 de dezembro. A Foxconn informou em outubro que pretende investir aproximadamente US$ 12 bilhões no país, mas Mercadante diz que há uma grande dificuldade de encontrar um sócio brasileiro capacitado.
O Estado de S.Paulo

08:40:07
Brasil condena Irã
Finalmente o Brasil, Ministro Antonio Patriota, condenou o Irã pela invasão à embaixada inglesa em Teerã.

09:03:58
Calma, OAB!
A atual administração da OAB-RJ decidiu executar advogados inadimplentes.
Mesmo os inscritos que não advogam há 30 anos ou nunca advogaram são réus. Está cobrando, na Justiça Federal, anualidades em atraso de “dívidas” que podem passar de R$ 10 mil.
O Globo/Ancelmo Gois

14:58:05
Brasil: da série “só rindo”!
O “Pinoquiano” ex-ministro – realmente muito trabalhador, pois tinha dois empregos – com a veleidade dos que se julgam imprescindíveis à humanidade – acusou, as nunca esquecidas “forças ocultas”, à imprensa, e aos inimigos políticos, a responsabilidade por sua (dele) desfenestração do cargo.
Lembrei o sempre sábio, modaz e implacável, Millor Fernandes:
“O Brasil é o único país em que os ratos conseguem botar a culpa no queijo.” 

15:27:19
Brasil: da série “O tamanho do buraco”!
http://www.youtube.com/watch?v=3cFmVuXmO9M

15:34:58
Brasil: da série “O Tamanho do buraco”!
Na Folha de São Paulo: Capital e preservação ambiental jamais caminharão na mesma direção.
1. Capital e preservação ambiental jamais caminharão na mesma direção.
2. Considero, pela força comprovada do capital, que a batalha está perdida.


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Dilma sanciona isenção de PIS e Cofins para venda de tablets

Ministério das Comunicações espera que preços caiam cerca de 30%.

Lei abrange aparelhos com tela sensível ao toque com mais de 140 cm².

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta terça-feira (11) a medida provisória que prevê incentivos fiscais para a venda de tablets.

As novas normas visam estimular a fabricação dos aparelhos no Brasil com isenção de PIS e Cofins.

saiba mais
Senado aprova medida que concede incentivo a produção de tablets

Pela lei, serão beneficiados dispositivos “que tenham uma unidade central de processamento com entrada e saída de dados por meio de uma tela sensível ao toque de área superior a 140 centímetros quadrados”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A chinesa Foxconn, que monta o iPad, da Apple, condicionava o início da produção no país à concessão de incentivos fiscais que já eram oferecidos para outros produtos de informática.

Com a medida de redução de impostos, os preços dos tablets devem cair mais de 30%, de acordo com o Ministério das Comunicações.

Dilma vetou o inciso I do artigo 8º do texto aprovado pelo Senado, que previa a possibilidade de aplicação dos incentivos para tablets produzidos a partir do 20 de maio deste ano.

Originalmente, a isenção valeria a partir de 23 de maio, o que foi mantido.

A publicação do texto final da lei no Diário Oficial deve ocorrer na quinta-feira (13), conforme a Casa Civil.

Nathalia Passarinho/G1

Apple fabricará iPad no Brasil

A tão esperada fábrica da Apple no Brasil parece estar cada dia mais perto.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo deste sábado, contêineres contendo componentes para a fabricação de iPads já deixaram a Ásia em direção ao Brasil.

A viagem deve durar cerca de dois meses, período necessário para que o Governo oficialize as políticas de incentivo à Foxconn, fabricante do aparelho.

Inicialmente, caso os tablets sejam classificados como computadores, como planeja o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, eles contariam com redução de 9,25% referente ao PIS e Cofins.

Além disso, outros incentivos estaduais podem ser ofertados para atrair a fábrica.

Inicialmente, os iPads seriam fabricados na cidade de Jundiaí, na fábrica da Foxconn, que já produz produtos para a Sony e HP.

No fim de março, o secretário de desenvolvimento econômico da cidade, Ari Castro Nunes Filho, chegou a afirmar que a empresa já teria encomendado estudos sobre a instalação da linha para fabricar produtos da Apple.

Por outro lado, Izabel Lorenzetti, prefeita de Lençóis Paulista, chegou a declarar que a cidade também estaria sendo considerada para a instalação da fábrica de produtos Apple.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

De acordo com um estudo da Apple, existe no Brasil uma demanda aproximada de cerca de 5 000 iPads por mês.

Combinados os incentivos fiscais e custos com logísticas, a expectativa é que o preço do produto caia em até 40%.

A Apple não se pronuncia sobre o assunto.

Info Online

iPad 2 – Apple poderá apresentar novo tablet em janeiro de 2011

 

As novas caixas de som (Foto: Mac Blog Reprodução)

A segunda versão do tablet da Apple pode vir a público bem antes que poderia ser previsto, segundo uma fonte ligada à fábrica chinesa Foxconn, que produz os aparelhos da empresa californiana.

De acordo com o blog japonês Mac Blog, o novo iPad já estaria sendo produzido para que seu lançamento ocorra ainda no próximo mês, coincidindo com o primeiro aniversário do anúncio do tablet.

A nova edição, no entanto, não conta com as tão aguardadas câmeras, embora novos ajustes pareçam estar sendo feitos.

Uma das novidades é que o case do novo aparelho contaria com espaços para entradas USB e para cartões SD.

As dimensões do aparelho pouco mudam: ele passa a ser 3 mm mais fino que sua versão original. E traria caixas de som embutidas com melhor desempenho que as atuais.

O lançamento em janeiro é estratégico para a Apple, independentemente de ser realizado dentro da feira Macworld – como aconteceu até 2009 – ou não.

Desde o início da década passada, quando Steve Jobs voltou à empresa trazendo o iPod e a loja iTunes para o mercado, a Apple usa uma apresentação de produto no primeiro mês do ano com uma forma de marcar território em relação aos 11 meses seguintes.

Foi neste período que as apresentações de Steve Jobs deixaram de ser apenas uma mera demonstração de produto para assumirem o papel de culto quase religioso.

No lançamento do iPhone em 2007 este formato chegou ao auge, sendo seguido pelo anúncio do Macbook Air em 2008 e pela notória ausência de Jobs em 2009, quando esteve fora da empresa para tratar-se de um câncer.

Sua volta por cima aconteceu há quase um ano, em 27 de janeiro de 2010, quando apresentou o iPad para o planeta e tornou sua empresa ainda mais onipresente.

O lançamento do iPad 2 no início de janeiro não é apenas estratégico: é crucial para a Apple redefinir as fronteiras de um mercado novíssimo que inagurou em 2010: o dos computadores pessoais sem mouse ou teclado.

E, como é de costume, sua opinião sobre o tema pode acelerar ou não o interesse do público por estes dispositivos – como fez antes com o MP3 player e o smartphone.

Alexandre Matias/O Estado de S. Paulo