PT e a censura disfarçada em “controle social da mídia”

Imprensa livre só mesmo os blogs independentes, que não estejam embaixo de guarda-chuva de grupos de comunicação. Não há meios, tecnológicos inclusos, de controlar as redes sociais
Quanto a órgão oficiais de comunicação, têm a credibilidade de uma velhinha colocando fronha em um travesseiro. Ou seja, nenhuma. Vide a TV do Lula que, acho, nem ele assiste.
Contudo é um perigo se deixar levar por esse lengalenga petista de democratização dos meios de comunicação. Aí, o menos desprovido de faro já fareja o odor stalinista da censura. A liberdade de imprensa é um direito conquistado por todos nós.
Aliás, democracia não precisa de adjetivos. É democracia só. E basta! O resto é querer controlar/calar a palavra de quem discorda do dono do poder.
Contra a censura. Sempre!
O Editor


Obsessão

Os últimos dias foram plenos de informações sobre o que o governo brasileiro pensa sobre os meios de comunicação e seus projetos para implementar o que chama de “controle social” da mídia. Tudo o que se disse sobre o assunto indica uma comunhão de intenções entre o que já acontece em outros países da América do Sul, como a Argentina e a Venezuela, e o projeto de um futuro governo petista.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Na recente reunião do Foro de São Paulo realizada na Argentina, o grupo criado por Lula e Fidel Castro que reúne a esquerda da América Latina regozijou-se porque “setores sociais do Brasil, da Argentina e do Paraguai” conseguiram colocar em questão a credibilidade dos grandes meios de comunicação, provocando redução nos níveis de venda e audiência dos jornais impressos e da TV.

Mesmo que se trate de uma bravata juvenil, a comemoração evidencia o real objetivo desses esquerdistas regionais, entre eles o dirigente petista Valter Pomar: tentar desmoralizar os meios de comunicação independentes, para controlar a opinião pública.

Na mesma resolução, as medidas de diversos países da região para reforçar o controle do Estado no setor de comunicação social foram elogiadas, especialmente a lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, a chamada “Lei da Mídia”, aprovada na Argentina em 2009, que foi considerada inconstitucional pela Justiça.

Essa legislação deve ser uma “referência imprescindível” para os demais países, decidiu o Foro de São Paulo.

Ela faz parte de uma ampla campanha do governo de Cristina Kirchner para cercear a atuação dos jornais e televisões de maneira geral, mas muito especificamente do grupo Clarín, o mais importante do país.

A “Lei da Mídia” divide as concessões igualmente entre o Estado, movimentos sociais e o setor privado, levando em consequência o Grupo Clarín a ter que se desfazer de concessões de TV e rádio.

O mais novo lance dessa disputa é a intervenção do governo na fábrica de papel de imprensa do país, cujo maior sócio privado é o grupo Clarín, numa clara tentativa de impor sanções econômicas aos jornais.

Na segunda-feira, o presidente Lula, inaugurando um canal de televisão do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, disse em discurso lido — isto é, preparado por sua assessoria, sem os perigos dos improvisos — que a emissora evitará que os trabalhadores “continuem impedidos de exercer a liberdade de expressão” e que “o brasileiro sabe distinguir o que é informação e o que é distorção dos fatos”.

Como se uma emissora que representa um grupo social específico não tenha interesses de classe a defender e discursos políticos a divulgar.

Já o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, repetiu sua obsessiva cantilena contra os órgãos de comunicação independentes, afirmando que a televisão dos metalúrgicos e a internet farão com que os jornais e as emissoras de TV percam o controle do noticiário levado à opinião pública.

Tirar o poder dos “aquários”, um jargão jornalístico para as salas das chefias das redações dos jornais, parece ser a fixação de Franklin, um movimento, segundo ele, “irreversível, e que está apenas começando”.

Em acordo com as diretrizes emanadas do Foro de São Paulo, o ministro da Comunicação Social do governo Lula pretende que sejam aprovados antes do final do mandato diversos projetos de lei originados na Conferência Nacional das Comunicações (Confecom), convocada por ele.

Com a participação de organizações da sociedade civil, da CUT e de representações de entidades empresariais, a Confecom produziu uma infinidade de propostas que podem se transformar em leis com o objetivo central de implantar o tal “controle social da mídia”.

Uma das propostas prevê “mecanismo de fiscalização, com controle social e participação popular”, em todos os processos dos meios de comunicação, como financiamento, acompanhamento das obrigações fiscais e trabalhistas das emissoras, conteúdos de promoções de cidadania, inclusão, igualdade e justiça, cumprimento de percentuais educativos, produções nacionais.

Merval Pereira/O Globo

Reinaldo Azevedo e o patético censor Franklin Martins

A fúria censória dos atuais detentores do poder, e seus aliados, vide o “tesoura” Hélio Costa querendo censurar blog, tem origem atávica, e mal, muito mal, intencionada. Os stalinistas do PT esquecem que somente a liberdade de imprensa e a democracia é que permitem a figuras patéticas como Franklin Martins — foi membro do grupo que sequestrou o embaixador americano no Brasil nos anos do regime militar — ter o direito de falar todo tipo de asneira. Esse mesmo ex-global comentarista, e atual ‘ministro da propaganda’ de Lula, tem o desplante e o descaramento de mandar bilhetinhos para a turma do Casseta, “recomendando” o não uso do presidente Lula em piadas nos programas de TV. Imaginem o que virá se dona Dilma, outra stalinista, for eleita.
Contra a censura. Sempre! Antes que Cháves!
O Editor
PS. Hélio Costa e Franklin Martins são ‘ex-poentes’ da TV Globo. Como não acredito em coincidência…


Franklin não se cansa nem descansa: ele quer vingança

Lembram-se do siricutico de Franklin Martins quando o presidenciável José Serra apontou as iniciativas do governo Lula de censurar a imprensa?

Franklin Martins Ministro da Comunicação Social do Governo Lula

Pois é… O tucano fez uma intervenção realmente perfeita no seminário da ANJ (Associação Nacional de Jornais) ao apontar três frentes de ataque à liberdade de expressão: a) tentativa de censura legal; b) tentativa de asfixia econômica; c) patrulha e assédio moral por intermédio de entidades ligadas ao PT. Leiam o que vai na Folha. Volto em seguida:

“Ao lado do presidente, Franklin critica mídia
Em discurso ao lado do presidente Lula, o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) criticou a imprensa e disse que os jornais e emissoras de TV vão perder o controle sobre as notícias levadas à opinião pública.

Eles participaram ontem do lançamento da TVT, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A cerimônia reuniu cinco ministros em clima de campanha para a presidenciável Dilma Rousseff (PT), que não compareceu.
Franklin disse que o canal ajudará a internet a quebrar o poder dos “aquários”, jargão que identifica a chefia das redações dos grandes veículos nacionais. “Isso é uma revolução e incomoda muita gente que ficava no Olimpo. Mas é irreversível, e está apenas começando”.
O diretor do sindicato, Valter Sanches, disse ter planos ambiciosos para competir com as grandes redes: “Queremos fazer jornalismo investigativo de fato, sem atender interesses políticos”.
O sindicato é filiado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), ligada ao PT.
A TVT estréia com uma hora e meia de produção própria no canal 46 UHF na Grande SP, em outros dez Estados e na internet.
Em discurso lido, Lula disse que a emissora evita que os trabalhadores “continuem impedidos de exercer a liberdade de expressão”. “O brasileiro sabe distinguir o que é informação e o que é distorção dos fatos”, disse.
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Comento

A única boa notícia relativa a esse assunto, que não vai no texto, é esta: eles — petistas e governo — são incompetentes demais para fazer uma televisão que preste. Vejam a TV Brasil. Com uma estrutura infinitamente maior do que a do sindicato, só produziu mistificações. Como costumo dizer, fez-se uma televisão com a cara de Tereza Cruvinel e a alma de… Franklin Martins! Resultado: torrou-se uma montanha fabulosa de dinheiro e não se conseguiu sair do traço. É o que vai acontecer também com a tal TVT, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

O mais fascinante no discurso dos três valentes é a “aparente” suposição de que a TV sindical não teria viés nenhum. Escrevo que a suposição é só aparente porque idiotas eles não são. Sabem que o veículo será um mero braço do sindicato e, pois, do PT. Dinheiro não vai faltar. Afinal, o sindicato tem garantida a bufunfa do Imposto Sindical, que surrupia até mesmo dos trabalhadores não-sindicalizados. E pode gastar sem prestar contas a nenhum órgão público. Para esses bravos, o Estado tem legitimidade para bater o porrete na mesa e obrigar todo mundo a pagar o imposto, mas não a tem para verificar onde o dinheiro está sendo gasto.

A fala de Franklin é a evidência do acerto do discurso de Serra. Eis aí o terceiro item apontado pelo candidato tucano: assédio moral e patrulha, exercidos por intermédio de entidades ligadas ao PT. Nunca um partido e um governo contaram com tantas emissoras, jornais e revistas servis. Não em fase democrática ao menos. Mas Franklin ainda acha pouco. Os petistas precisam exercer permanentemente esse discurso da vítima para que possam fazer a “denúncia da manipulação”, na esperança de que os alvos da patrulha tentem provar que seus críticos estão errados — ao fazê-lo, atendem, então, à pauta do PT.

A gente sabe que Franklin é determinado no confronto com o “inimigo”. Quando lutava para implantar uma ditadura comunista no Brasil, seqüestrou um embaixador e ameaçou matá-lo caso algumas exigências não fossem atendidas. A ameaça está na carta que ele redigiu, de que tanto se orgulha. Tem em comum com Dilma o indisfarçável orgulho de ter pertencido a um grupo terrorista. Sua guerrilha, agora, é outra: quer minar o poder da “mídia”, dos “aquários”, com o apoio aos meios “independentes” de divulgação da notícia. O interessante é que essa “independência” é financiada com dinheiro público e é sempre favorável ao governo. O “sistema” aluga até blogueiros…

Dado o ânimo, caso Dilma vença a eleição, podem esperar uma penca de procedimentos oblíquos para minar a credibilidade dos grandes veículos de comunicação — não de todos; só daqueles que “atrapalharem” e insistirem em fazer jornalismo.

Nota final – A fala de Franklin acontece dois dias depois de o PT ter liderado, no Foro de São Paulo, uma verdadeira cruzada contra a imprensa livre.

blog Reinaldo Azevedo