Tecnologia – Memória

Computador TK85 – USA – 1980

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TV Kuba Komet – Alemanha 1960
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TV Keracolor Sphere – Inglaterra 1960Objetos,Tecnologia,Computadores,TV Keracolor Sphere

TV Crosleys – Inglaterra 1948Objetos,Tecnologia,Computadores,TV Crosleys 1948

TV GE – USA 1948Objetos,Tecnologia,Computadores,TV GE 1948

TV Falkirk – Inglaterra 1926Objetos,Tecnologia,Computadores,TV Falkirk 1926


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Internet, pirataria, música e o tempo

O velho, sempre atual, Hegel já dizia: “quem não conhece a história corre o risco de repeti-la”. Ou algo parecido. O que importa é que quando pensamos que nosso problemas são de agora, descobrimos, como dizia Cazuza, “o tempo não para”.

Pinço do blog do Campello, esse mergulho no túnel do tempo.

Pipoca Moderna, edição de Outubro de 1982 – (custava à época Cr$ 350)
Revista mensal de música, idéias novas e diversões eletrônicas,
Publicações Castro Ltda.

Gravadoras em guerra contra a fita virgem

A guerra às virgens começou – a fita virgem, especialmente a fita cassete, foi julgada e condenada pela indústria fonográfica daqui e de lá. É ela, em sua aparentemente inocente acessibilidade, que gera a ânsia de gravação caseira, a fúria do walkman, o desejo incontrolável de copiar o disco do amigo ou a programação da sua FM favorita. É ela, em suma, a responsável pela queda de venda dos discos – a famosa crise de mercdo que sacode os meios fonográficos do Brasil e dos Estados Unidos há dois anos. Ela, e não o preço extorsivo do disco, sua péssima qualidade técnica e melancólica monotonia artística.

Nos Estados Unidos a batalha entre disco e fita está no Congresso: uma coligação das principais gravadoras, liderada pela multipoderosa Warner Brothers, quer fazer passar – e parece que vai conseguir – uma taxação suplementar sobre as fitas virgens, para torná-las, no mínimo, três a quatro dólares (cerca de Cr$ 1.200) mais cara (e, portanto, bem mais cara que um disco). Os gravadores também deverão receber uma sobretaxa que os encarecerá de 5 a 10%.

A argumentação da indústria fonográfica americana é clara: no mundo de hoje, é inconcebível a reprodução sonora gratuita. Qualquer cópia é um furto, e viola o direito autoral. Portanto, é justo que a fita virgem – que, segundo a coligação das gravadoras, já drenou ao mercado cerca de um bilhão de dólares (quase três mllhões de cruzeiros!) só no ano passado – seja sobretaxada, e que essa sobretaxa seja atribuída como um royalty, um direito autoral a ser dividido entre autores, intérpretes e produtores.

Nos Estados Unidos a briga já tem forma concreta: é a Emenda Mathias, um texto legal de autoria do senador republicano Charles Mathias que impõe e regula a taxação das fitas virgens. Em torno de sua aprovação lutam gravadoras e fabricantes de equipamentos e fitas. Dentro da guerra entra mais artilharia – a indústria fonográfica quer reviver também um antigo projeto, há dez anos engavetado no Congresso, que prevê outra taxa, desta vez para as emissoras de rádio.

Cada canção executada reverteria em grana para a graadora que prensou o disco. O que significa que, contra a coligação fonográfica, existe agora nos corredores do Congresso um forte lobby de fabricantes de fitas e emissoras de rádio.
No Brasil, a Associação dos Produtores de Discos, com o apoio do Conselho Nacional de Direito Autoral, garante que fará passar, em breve, projeto semelhante e, diz uma fonte autorizada, “bem mais rigoroso e completo” que o americano. A seu favor a ABPD já tem pareceres dos Ministérios da Fazenda, Educação, Indústria e Comércio.

Esta guerra não é, como pode parecer, uma estéril batalha legal. Ela atinge em cheio o bolso do consumidor – você, leitor – levanta uma discussão séria: quem é o dono daquilo que você escuta?

Esta guerra não é, como pode parecer, uma estéril batalha legal. Ela atinge em cheio o bolso do consumidor – você, leitor – levanta uma discussão séria: quem é o dono daquilo que você escuta?

Design – Relógio com “ar retrô”

Foto Relógio retrô da ASOS imita fita cassete

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Mais comumente do que nos damos conta, vivemos em meio a paradoxos. Ao mesmo tempo que gostamos, desejamos até,  usufruir de toda a tecnologia que esteja ao alcance de nossa mão, e bolso, naturalmente, a memória exige o conforto das lembranças.

Constantemente, aspiramos não perder o contato afetivo com signos e símbolos que nos foram marcantes em algum momento de nossas vidas.

Assim, sempre que possível, tentamos satisfazer a essa dualidade e, o designers, estão aí para materializar esse anseio do bicho-homem-globalizado.

O site da loja inglesa ASOS está vendendo um relógio cujo mostrador imita uma fita cassete. O relógio, em aço inox escovado, tem pulseira prateada no estilo dos anos 70. A belezura custa 60 euros.