Os sapatos do William Bonner

Jornal Nacional Mídia Blog do MesquitaWilliam Bonner, do Jornal Nacional, costuma dizer que todas as noites sua equipe tenta colocar um elefante dentro de uma caixa de sapatos. Sempre conseguem.

Trata-se da configuração do jornal de maior audiência na TV brasileira. Significa que grande quantidade das notícias produzidas é jogada na lata do lixo e outras tantas somente são divulgadas após lapidar edição que envolve a escolha de enquadramentos, incidências e aparas.

Por ficarem de fora, não serão discutidas pelo público: o “lixo”, outros enquadramentos, outras incidências, outras maneiras de ver e de apresentar os temas.

É o que se denomina agendamento (agenda setting), teoria bastante conhecida em todo o mundo por qualquer estudante de comunicação, desde os anos 70, que revela como os meios de comunicação determinam a pauta (agenda) para a opinião pública.

Ou seja, resolvem o que e de que forma – de que ângulo, de que ponto de vista, sob que aspecto ou profundidade – nós, indefesos leitores/ouvintes, devemos discutir a história de cada dia. Pois, para muitos, o que não deu no Jornal Nacional, a caixa de sapatos de Bonner, não aconteceu.

Tem-se no agendamento o instrumento de impor ao leitor/ouvinte uma carga de opiniões político-ideológicas ou culturais que interessam às instâncias de poder vinculadas aos donos do veículo de comunicação. Dito de outra forma, a linha ideológica nasce de modo “espontâneo”, das necessidades dos profissionais da comunicação de manter uma relação de boa convivência e conforto em seus postos de trabalho.

Ou seja, a linha ideológica da notícia nasce não só do perfil intelectual e cultural do jornalista, de suas relações e afinidades ou do seu compromisso social, mas também e sobretudo do tipo de (in)dependência profissional com seu veículo empregador.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

De qualquer forma, para a unanimidade dos estudiosos não há isenção na produção de qualquer matéria jornalística, mesmo a que não é rotulada como opinativa. E assim, o ouvinte/leitor recebe o “benefício” do agenda setting para não precisar pensar.

Já na década de 20, dizia o Estadão: “Um verdadeiro jornal constitui para o público uma verdadeira bênção. Dispensa-o de formar opiniões e formular ideias. Dá-lhes já feitas e polidas, todos os dias, sem disfarces e sem enfeites, lisas, claras e puras” (Editorial do O Estado de São Paulo, de 14/01/1928).

Pode-se inferir então que um mergulho no “lixo” e nas aparas, e um exame por ângulos e critérios ideológicos diversos no noticiário jornalístico, certamente produziriam caixas de sapatos diferentes da de Bonner. Um mergulho e um exame que serão facultados a qualquer ouvinte/leitor quando o veículo de comunicação lhe oferecer os diversos ângulos e a totalidade dos fatos, para que exerça criticamente sua análise e sua escolha. Será, enfim, a oportunidade de poder formar sua opinião, sua versão dos fatos.

Para que isso aconteça, a sociedade precisa se dar conta de que existe um direito que a Constituição lhe garante: o Direito à Informação. Informação em sua integralidade, que permita acesso a uma leitura crítica, personalizada, liberta das amarras opinativas unidirecionais viciadas. Democraticamente aberta a múltiplas interpretações e juízos. Múltiplas caixas de sapatos…

Copa do Mundo 2014: Sobre o artigo do Financial Times que diz que o Brasil já ganhou a Copa

Um artigo do Financial Times circula nestes dias pela internet. O título é: “O Brasil já ganhou a Copa”.
Fans wait for the start of the match between Germany and France

Ao contrário de textos do FT críticos à política econômica do governo, este não é objeto de exaustiva repercussão na mídia e seus comentaristas.

Regra número 1: a mídia repercute apenas notícias negativas, numa seleção minuciosa que não admite exceções.

O artigo do FT sublinhava o que já é de amplo conhecimento: a Copa foi um triunfo.

A extraordinária surpresa se deveu menos aos fatos, em si, e mais à campanha feroz movida pela imprensa.

Num dos momentos apoteóticos dessa campanha, Jabor disse que o Brasil   mostraria sua incompetência em organizar um evento de tal magnitude.

Mesmo jornalistas de outra natureza que não a de Jabor se deixaram contaminar pelo sentimento apocalíptico. Poucas semanas antes da estreia do Brasil, depois de visitar o Itaquerão num jogo do Corinthians, Juca Kfouri previu, na ESPN, o caos.

O FT falou naquilo que todos sabem: os brasileiros são um povo encantador. O francês rosna para você. O inglês ignora você. O brasileiro sorri e dá um tapa nas suas costas.

Para os jornalistas estrangeiros, e os turistas, cobrir a Copa nas cidades com praias foi uma experiência única. “A Copa tem que ser sempre no Brasil” foi uma frase várias vezes repetida.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Também para os jogadores estrangeiros o Brasil foi, em geral, uma festa. Viralizou um vídeo em que futebolistas alemães torciam num hotel, ao lado de brasileiros, na disputa de pênaltis entre Brasil e Chile.

O ganho em termos de imagem para o Brasil é inestimável. A “publicidade” gratuita que a mídia internacional deu ao país com seus textos e vídeos não tem preço.

Não é que o Brasil tenha passado por uma metamorfose súbita na Copa. É que a mídia, já faz um bom tempo, retrata um país que não existe.

É a Banânia, uma terra da qual devemos todos nos envergonhar. Segundo a mídia, somos corruptos, somos infames, somos linchadores, somos violentos, somos canalhas, somos ignorantes.

Falta alguma coisa? Ah, sim: somos feios.

O Brasil monstruoso da mídia não é, evidentemente, uma obra do acaso. O objetivo é convencer os incautos de que, com outra administração, viraremos um paraíso, mais ou menos como o Brasil que a Globo mostrava na ditadura militar.

Ou, tirados os exageros, como o Brasil sob a ótica dos jornalistas, turistas e jogadores estrangeiros que vieram para a Copa.

O país tem desafios monumentais para se tornar uma sociedade avançada, é certo. Os extremos de opulência e miséria ainda são intoleráveis, a despeito da redução da desigualdade verificada nos últimos anos.

Um “choque de igualdade” tem que percorrer o país.

Mas não somos a Banânia da mídia.

Melhor: a Banânia está representada apenas numa área. Na própria imprensa. A mídia brasileira é, em si, a Banânia que, ardilosamente, ela finge que o Brasil é.
por: Paulo Nogueira/Diário do Centro

Marketing Digital e a publicidade ‘analógica’

Economia Vendas Consumidor DigitalEmpresas erram ao usar modelo publicitário “analógico” no mundo digital da internet

O autor e especialista em marketing Seth Godin é conhecido por dar títulos hilários, criativos e provocativos às suas obras. Meatball Sundae (”Sundae de almôndegas”) é sua nova criação.

Na esteira de A Vaca Roxa e Todo Marqueteiro É Mentiroso (dois de seus livros anteriores), Seth criou a nova expressão para descrever o marketing tal como é praticado hoje na internet por 90% das empresas. Para Godin, almôndegas e sorvete são duas perfeições alimentícias, mas que, misturadas, dão uma braba indigestão.

Em sua analogia culinária, as “almôndegas” são os produtos médios, feitos em grande quantidade, a preços baixos, destinados ao “público médio”. Pense numa cerveja da Budweiser ou num carro da GM. Eles são as almôndegas, que prosperam num mercado de massa. O “sundae” seria o novo marketing – que utiliza as ferramentas da internet, como vídeos no YouTube, blogs e sites de relacionamento.[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

O sundae de almôndegas, por sua vez, é o uso dessas ferramentas para promover produtos, marcas ou serviços do tipo “médio”. Exemplos? A tentativa frustrada da Budweiser de criar um canal próprio de relacionamento com o consumidor na internet, a BudTV. Lançado com estardalhaço, com meta de atingir 2 milhões de espectadores por mês, é acessado por meros 50 mil internautas mensalmente. Outro caso de insucesso digital é o do Wal-Mart, cujo site voltado ao público jovem, TheHub.com, encerrou as atividades em 2006 depois de uma seqüência de ibopes pífios. Lançado em janeiro, Meatball Sundae recebeu fartos elogios da Business Week e do Financial Times.

Por que o marketing na internet vira um sorvete de almôndegas? A resposta é simples, diz Godin. Na era da conectividade, regras fundamentais da era da comunicação de massa foram quebradas para sempre, e as empresas tradicionais terão dificuldade de se ajustar aos novos tempos. O ciberespaço virou arena de diálogo não só dos consumidores com a empresa, mas deles entre si. “A empresa sempre esteve protegida. Um presidente de banco não está acostumado a ouvir um cliente que perdeu a casa. Uma estrela do rock não está acostumada a lidar com 55 mil amigos do MySpace”, diz. Outra regra defunta é a da oferta limitada. O consumidor quer todas as opções à sua disposição. “Senão, ele nos deixa.”

Frente à nova realidade, o marketing canhestro das almôndegas tem uma causa comum: as empresas tentam implantar um modelo de comunicação “analógico” ao mundo digital. A Budweiser estava acostumada a ter seus divertidos comerciais de TV bem recebidos pelo público. Tentou criar um canal de TV pela internet que copiasse o humor debochado das peças publicitárias. Não vingou. Seria mais útil criar vídeos de marketing viral e disponibilizá-los no YouTube. Muitos se perguntam sobre o futuro das empresas do tipo “almôndega”.

Para Godin, um produto não é em si necessariamente uma “almôndega” ou um “sundae”. Isso depende de posicionamento estratégico. Dá o exemplo das companhias aéreas. “O que a JetBlue fez para conquistar o consumidor? Colocou TVs nos assentos, contratou pessoas que gostam de falar sobre o serviço. Quando lidamos com a JetBlue na internet ou por telefone, é um tipo de companhia aérea “sundae”. E ela está no mesmo negócio que a American Airlines” (empresa com serviço tipo “almôndega”, nas palavras do autor).

Empresas de ponta tornam-se líderes. Num podcast à Business Week, Seth citou o caso de uma pequena empresa do meio-oeste americano que abocanhou o mercado de EVDO (tecnologia que permite a conexão de celulares e laptops à internet por satélite). Além de contar com uma equipe especializada no formato, ela abriga em seu site o principal grupo de discussão sobre EVDO nos EUA.

Com a dupla tacada, virou um ímã da comunidade. “O negócio poderia ter sido iniciado por qualquer companhia de telecomunicação. E nenhuma o fez, achando que o formato não teria público ou que seria preciso criar uma cadeia de suporte ao consumidor. Tratava-se da velha abordagem a um novo produto. Seria transformar o EVDO numa almôndega”, afirma.

do IFD Blogautor: Álvaro Oppermann – fonte: Mercado Competitivo

Brasil: A chantagem da mídia econômica internacional

Economia,Brasil, Blog do MesquitaNa segunda 7 de abril, o jornal O Globo repercutiu um texto do jornal britânico Financial Times (FT) onde esta publicação dá “sentença de morte” para o modelo econômico brasileiro.

Quem acompanha meus artigos neste blog há quase nove anos sabe o quanto sou crítico do governo de coalizão, incluindo o modelo de Bismarckismo Tropical, onde o governo federal se associa aos capitais oligopolistas, favorecendo campeões nacionais e seus pares estrangeiros.

Ressalto que minha crítica por esquerda não tem relação com este mecanismo de chantagem e criação de factóides oriundas do centro do capitalismo e em particular da retro-alimentação do cassino financeiro.

O último ataque contra a economia brasileira tem origem na nota rebaixada da agência de análise de risco Standard & Poor’s (S&Ps), passando o país de BBB para BBB-.

A previsão de longo prazo desta agência indica certa “instabilidade”, mas ainda não retira o grau de investimento (investment grade).

Por incrível que pareça, a recomendação desta empresa privada condiciona a compra dos papeis da dívida pública brasileira, porque os grandes fundos globais têm nas suas regras de funcionamento tal avaliação prévia terceirizada.

Se a agência não recomendar a compra, os gerentes de operações e analistas não podem comprar títulos de um país, o que resulta numa rebaixa violenta.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O chamado “efeito de manada” pode começar numa venda combinada – como foi o caso da Grécia – ou então numa nota rebaixada.

Parece piada, mas é farsa. A S&Ps deu nota AAA (máxima) para a fraudulenta Enron (antes da empresa de energia falir) e para os bancos de investimento Lehman Brothers e Bear Stern – co-responsáveis pela bolha financeira – semanas antes da quebradeira de 2008.

Somente este dado já seria o suficiente para colocar em dúvida a lisura destas agências e o mecanismo de análise.

Para piorar, tanto o FT como o The Economist e o Wall Street Journal (do “impoluto” Rupert Murdoch) tomam como fontes autorizadas, a operadores da jogatina global igualmente cúmplices pela bolha e a crise subseqüente de 2008.

Ora, quando uma matéria toma como fato gerador um índice duvidoso e ouve apenas especialistas diretamente interessados no tema, o texto fica no mínimo sob suspeita.

A suspeição se confirma quando aplicam o recurso do sujeito oculto, ouvindo “o mercado” ou consultando “a maioria dos economistas” para confirmar o argumento central.

Isto é uma chantagem, tentando condicionar a decisões soberanas do Brasil diante dos especuladores globais.
¹ Bruno Lima Rocha é professor de relações internacionais e de ciência política.
(www.estrategiaeanalise.com.br / blimarocha@gmail.com)

Economia brasileira se dá bem em meio à insensatez global

Os brasileiros, que no passado não ficavam alheios às crises econômicas, viram-se repentinamente na invejável posição de espectadores das insanidades do mundo desenvolvido.

Na TV brasileira, em programas de entrevistas sobre temas atuais, fervilham há semanas, discussões sobre os problemas que estão varrendo a Europa e os EUA – do impasse em Washington em torno do teto de endividamento americano à crise financeira grega e o escândalo envolvendo o “News of the World”, no Reino Unido.

Dilma Rousseff, a presidente do Brasil, pareceu resumir, na semana passada, as percepções brasileiras sobre um mundo exterior enlouquecido, ao descrever a crise da dívida nos EUA e na Europa como “insanidade”. A incapacidade política do mundo desenvolvido em encontrar soluções para seus problemas, segundo ela, representa uma “ameaça” à economia mundial.

Mercado emergente em dificuldades, uma década atrás, o Brasil é hoje um cenário de estabilidade macroeconômica e política, em comparação com seu antes arrogante parceiro setentrional e com as antigas potências coloniais europeias.

Não só o Brasil é agora um credor dos EUA, com US$ 327 bilhões em reservas de moeda estrangeira em junho, como também a economia está crescendo e o desemprego registra uma baixa recorde.

Mas, com o mundo desenvolvido exibindo tendências antes associadas a mercados emergentes, o desafio, para o Brasil, está em como administrar seu êxito.

O país não pode se dar ao luxo de complacência diante da tarefa ainda difícil de escapar da “armadilha de renda média” em que sua economia ficou presa durante décadas.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A ruptura positiva, para a economia brasileira, veio na década de 90, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso implementou políticas destinadas a estabilizar os preços ao consumidor e o câmbio.

Seu sucessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, manteve o foco na estabilidade macroeconômica e, ao mesmo tempo, expandiu programas sociais para melhorar a qualidade de vida dos mais pobres.

Os resultados foram notáveis.

O crescimento econômico brasileiro registrou uma média de 4% ao ano durante os últimos oito anos e quase 49 milhões de brasileiros foram alçados às classes média ou alta.

O Brasil também mostrou-se relativamente responsável no enfrentamento de desafios. Seu sucesso econômico atraiu uma enxurrada de dinheiro de estagnados mercados desenvolvidos, elevando a taxa de câmbio da moeda brasileira, o real, em relação ao dólar, ameaçando a competitividade da indústria local.

O Brasil tem reagido com a denominada “guerra cambial” – controles de capital e monetários – visando conter essa valorização.

Mas o Brasil, predominantemente, tem resistido às pressões da indústria nacional no sentido de tomar medidas extremas, impondo, em vez disso, um complexo sistema de taxação destinado a desencorajar os fluxos de capital especulativo de curto prazo.

No front fiscal, durante a campanha presidencial no ano passado, Dilma posicionou-se contra uma enxurrada de gastos, defendendo o enxugamento da proposta de Orçamento para este ano.

O Banco Central também tomou a difícil decisão política de elevar as taxas básicas de juros, já altas, no Brasil, por cinco vezes, neste ano, para 12,5%, para reprimir um surto inflacionário.

O BC acoplou essas medidas a outras, destinadas a frear o crescimento rápido do crédito, que alguns analistas temem ser insustentável.

No front político, Dilma está limpando a corrupção no Ministério dos Transportes, demitindo autoridades alinhadas com um partido político parceiro da coligação de seu PT.

Seus problemas políticos têm sido interpretadas pela opinião pública como uma “limpeza de primavera” por uma presidente recém-eleita.

Nada disso significa que o Brasil não tenha seus próprios problemas.

Um mercado de trabalho apertado, um sistema de ensino fraco e escassez de trabalhadores qualificados estão provocando altas de salários, ao mesmo tempo em que uma infraestrutura deficiente vem pressionando os custos para cima.

Os níveis de endividamento das famílias estão parecendo insustentáveis para os endividados que vivem um boom de crédito.

O Brasil precisa ter cuidado para não enterrar sua nova classe média sob tanta dívida que, quando chegar a próxima crise de desaquecimento econômico, eles voltem a submergir na pobreza.

Os custos de tocar negócios continuam proibitivos, em parte por causa dos altos impostos e dos custos trabalhistas.

Embora os preços das commodities tenham subido, os volumes de exportações não cresceram.

O Brasil tem usado as receitas inesperadas do boom de commodities para incrementar o volume de suas importações.

O Brasil pode sentir-se orgulhoso de si próprio.

Mas terá de manter-se vigilante para assegurar que não plante as sementes da próxima crise durante o atual período de prosperidade.

Joe Leahy | Financial Times/VALOR
(Tradução de Sergio Blum)

Economia: Financial Times alerta o Brasil

Desafio do Brasil é administrar o sucesso, diz ‘FT’

Para jornal britânico, Brasil assiste à distância dificuldades dos países desenvolvidos, mas precisa agir para evitar problemas futuros.

O Brasil se encontra nos últimos meses na ‘invejável posição de observador das loucuras do mundo desenvolvido’, mas ainda enfrenta o desafio de ‘como administrar seu próprio sucesso’, segundo afirma artigo publicado nesta quarta-feira pelo jornal econômico britânico Financial Times.

‘Um esforçado mercado emergente há uma década, o Brasil é hoje uma imagem de estabilidade macroeconômica e política comparada com seu antes subjugador parceiro do Norte e as antigas potências coloniais da Europa’, observa o jornal.

O texto observa que o pais é hoje credor dos Estados Unidos, tem mais de US$ 327 bilhões em reservas em moedas estrangeiras, uma economia em crescimento e o desemprego em seu nível mais baixo.

‘Ainda assim, com o mundo desenvolvido mostrando tendências antes associadas com os mercados emergentes, o desafio para o Brasil é como administrar seu sucesso’, diz o artigo, assinado pelo correspondente do jornal em São Paulo.

Medidas

O texto comenta que o governo brasileiro já tomou várias medidas para tentar conter o fluxo excessivo de divisas, que fortalece o real e reduz a competitividade da indústria brasileira, reduziu o Orçamento para conter o excesso de gastos públicos e também elevou por cinco vezes neste ano as taxas básicas de juros para evitar a inflação fora de controle.

Além disso, o governo também adotou medidas para conter o crédito e o crescente endividamento da classe média.

O jornal observa ainda que a presidente Dilma Rousseff vem promovendo demissões no Ministério dos Transportes em resposta a denúncias de corrupção.

Apesar de isso tudo, o artigo afirma que ainda restam muitos desafios ao Brasil – ‘um mercado de trabalho reduzido, um sistema de educação fraco e a falta de trabalhadores capacitados estão elevando os salários enquanto a infraestrutura precária eleva os custos’, relata o jornal.

O artigo diz ainda que os níveis de endividamento das famílias parecem insustentáveis e que o Brasil precisa ‘tomar cuidado para não enterrar sua nova classe média sob tanta dívida que quando o próximo período de retração chegar, ela volte à pobreza’.

O jornal complementa a lista de problemas ao afirmar que ‘o custo dos negócios é proibitivo, em parte por causa dos altos impostos e custos trabalhistas’ e observa que ‘embora os preços das commodities tenham aumentado, os volumes de exportação não aumentaram’ e que o Brasil vem usando principalmente essa fonte de recursos do boom das commodities para aumentar a quantidade de importações.

‘O Brasil pode se sentir orgulhoso de si mesmo com justiça.

Mas precisará manter a vigilância para garantir que não semeie as sementes da próxima crise durante o presente período de prosperidade’, conclui o artigo.

BBC

The Times: site do jornal de NY perde 66% de visitas após iniciar cobrança por acesso

Mais um que achava que poderia ganhar dinheiro cobrando por acesso ao conteúdo on line. Deu com os burros n’água!
Perdeu dinheiro e audiência.

Após começar a cobrar, site do ‘Times’ tem queda de 66% em visitas

Diminuição de audiência perdeu força após uma semana de restrição.

Medida é acompanhada por outros grupos editoriais, que podem copiá-la.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

As visitas ao site do jornal inglês “The Times” caíram aproximadamente 66% desde que o grupo News International, seu proprietário, decidiu cobrar pelo acesso.

A informação foi divulgada pelo “Financial Times“, que lembra que a queda, no entanto, foi muito inferior aos 90% que os mais pessimistas previam.

A aposta do News International, propriedade do magnata australiano Rupert Murdoch, está sendo observada por grupos editoriais de todo o mundo.

Muitos projetam medidas similares para compensar a queda na venda de suas edições impressas e a redução na receita publicitária.

Segundo os números, elaborados pela Experian Hitwise, empresa que analisa o trânsito on-line, a queda mais significativa das visitas foi nas semanas anteriores ao início da cobrança, quando os leitores precisaram se registrar.

Nas cinco semanas entre 22 de maio e 26 de junho, o volume de visitas caiu 58%.

No mesmo período, a fatia do “Times” de todo o tráfego na web relacionado com a imprensa passou de 4,37% a 1,83%.

Uma semana depois do início da cobrança, a partir de 2 de julho, a queda perdeu força – foi para 33% do total de antes da cobrança -, embora a quantidade de visitas possa ter sido influenciada pelo início da Copa do Mundo.

G1/EFE

Lula termina 2009 eleito como uma das 50 personalidades da década

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Só falta o Moto Rádio

Grande ano, 2009, para o presidente Lula. Só não se pode dizer que melhor, impossível, porque, quando se trata de Lula, nada é impossível. Com seus poderes e uma estrela que vou te contar, ele deverá prolongar 2009 até a Copa do Mundo ou tornar 2010 ainda melhor para ele.

O jornal francês “Le Monde” elegeu-o “o homem do ano”. O espanhol “El País“, “a personalidade” idem. O inglês “Financial Times“, um dos 50 da década.

Antes disso, Barack Obama disse que ele era “o seu cara”, o que o Brasil entendeu como se ele fosse “o cara”. E o que dizer dos 72% de aprovação popular no sétimo ano de governo?

Quando, normalmente, os mandatos presidenciais já começam a azedar, o de Lula está mais fresco e perfumado do que nunca.

Ruy Castro/Folha de S. Paulo

CPI da Petrobras ameaça ‘boom’ do petróleo no Brasil, diz ‘Financial Times’

A recém-instalada CPI da Petrobras ameaça dificultar os esforços do governo brasileiro para regular a exploração das vastas novas reservas de petróleo do país, segundo afirma reportagem publicada pela edição online do diário britânico Financial Times.

“Esta pode ser a pior crise da história da Petrobras, como diz o presidente da companhia, e ocorre no momento em que a petrolífera estatal brasileira está ampliando o desenvolvimento dos potencialmente vastos campos de petróleo em águas profundas”, diz o texto.

O jornal comenta que entre as acusações contra a Petrobras e contra a Agência Nacional de Petróleo estão “fraudes em concorrências para obras em plataformas de petróleo, irregularidades em contratos de construção, superfaturamento na construção de uma refinaria, desvio de royalties, a suposta evasão de R$ 4,3 bilhões em impostos e irregularidades orçamentárias”.

Para o Financial Times, a instalação da CPI “vem em um momento ruim”, quando a Petrobras pretende investir, nos próximos cinco anos, US$ 28,9 bilhões na exploração das reservas de petróleo pré-sal.

A reportagem observa ainda que a CPI ocorre em meio às acusações de corrupção no Senado, e que a decisão do ex-presidente do país e atual presidente do Senado, José Sarney, de autorizar a instalação da comissão de inquérito “foi criticada como uma tentativa de desviar a atenção do fluxo de acusações de corrupção contra ele e contra outros senadores”.

“Diante de um cenário político quente, a comissão da Petrobras deve começar seus trabalhos quando o Senado voltar de seu recesso, no dia 6 de agosto, e terá 180 dias para apresentar seu relatório”, diz o jornal.

Fonte: BBC Brasil

Refrigerantes e guloseimas vão ter taxa de obesidade

Essa eu li no “Financial Times

O Estado de Nova York planeja instituir uma “taxa de obesidade” sobre refrigerantes, pizzas e outras guloseimas ultra calóricas.

Homens, mulheres, crianças, idosos, cães e gatos, todos lá são exageradamente obesos.

Na terra dos “cowboys” a obesidade já é caso de calamidade pública. Será que o excesso de obesos tem contribuído para os desacertos nas pradarias do Bush?

Para onde você olha tem gordos em excesso. Aliás, até os golpes financeiros por lá são “obesos”.